Como É Que A Sida Se Transmite?

A AIDS é a forma ativa da doença provocada pelo vírus do HIV, quando o sistema imune já se encontra bastante comprometido. Após a infecção por HIV, a AIDS pode passar vários anos até surgir, especialmente se não tiver sido feito o tratamento adequado para controlar o desenvolvimento do vírus no corpo.

A melhor forma de não ter AIDS é evitar ser contaminado pelo vírus HIV.

Para ser contaminado com esse vírus é preciso que ele entre em contato direto com o organismo, através dos fluidos corporais, como sêmen, fluidos vaginais, leite materno, sangue ou fluidos pré-ejaculatório, e isso é possível durante o sexo oral feridas na pele como cortes ou machucados na boca ou gengiva ou infecções na garganta ou na boca que estejam inflamadas. Não há evidências da presença do vírus HIV na saliva, suor ou lágrimas. 

Algumas das formas que carregam um maior risco de pegar HIV são:

1. Relação sexual sem preservativo

Como É Que A Sida Se Transmite?

O risco de pegar HIV através da relação sexual desprotegida é bastante alto, especialmente nos casos de sexo anal ou vaginal. Isso acontece porque nesses locais existem mucosas muito frágeis que podem sofrer pequenas feridas que não se sentem, mas que podem entrar contato direto com os fluídos sexuais, que carregam o HIV.

No entanto, e embora seja mais raro, o HIV também pode ser transmitido pelo sexo oral, principalmente se existir alguma ferida na boca, como uma afta, por exemplo.

Além disso, o HIV não passa apenas através do sêmen, podendo estar presentes nos fluídos lubrificantes. Assim, o preservativo deve ser mantido em qualquer forma de relação sexual e desde o início

2. Compartilhamento de agulhas ou seringas

Como É Que A Sida Se Transmite?

Esta é uma das formas de contágio com maior risco, já que as agulhas e as seringas entram no organismo de ambas as pessoas, contatando diretamente com o sangue. Uma vez que o sangue transmite HIV, caso a primeira pessoa que usou a agulha ou a seringa esteja infectada, pode facilmente passar o vírus para a pessoa seguinte. Além disso, a compartilha de agulhas também pode causar muitas outras doenças e, até infecções graves.

Dessa forma, pessoas que precisam utilizar frequentemente agulhas ou seringas, como diabéticos, devem sempre usar uma nova agulha, que não tenha sido utilizada anteriormente.

3. Transmissão vertical de mãe para filho

Como É Que A Sida Se Transmite?

Uma grávida com HIV pode transmitir o vírus para o filho, especialmente quando não faz o tratamento da doença com os medicamentos indicados segundo protocolos, indicados pelo médico, para reduzir a carga viral. O vírus pode passar durante a gestação através da placenta, durante o parto devido ao contato do recém nascido com o sangue da mãe e ou mais tarde durante a amamentação. Assim, mulheres grávidas HIV+ devem fazer corretamente o tratamento quando recomendado, para reduzir a carga viral e diminuir as chances de passar o vírus para o feto ou recém nascido, além de estar também indicado o parto cesária para reduzir as chances de contatos com o sangue durante o parto assim como evitar a amamentação para não contrair o vírus através do leite materno.

Saiba mais sobre como acontece a transmissão da mãe para o filho e como evitar.

4. Transplante de órgãos ou doação de sangue

Como É Que A Sida Se Transmite?

  • Embora seja extremamente raro, devido ao aumento da segurança e avaliação das amostras em laboratórios especializados, o vírus do HIV também pode ser transmitido para pessoas que recebem órgãos ou sangue de outra pessoa infectada com HIV.
  • Este risco é maior em países menos desenvolvidos e com menos normas de biossegurança e controle de infecções.
  • Veja quais as regras para a doação de órgãos e de quem pode doar sangue de forma segura.

Como não se pode pegar HIV

Embora existam várias situações que podem passar o vírus HIV, devido ao contato com fluídos corporais, existem outras que não passam o vírus, como:

  • Estar perto de um portador do vírus da AIDS, cumprimentá-lo com um abraço ou um beijo;
  • Relação íntima e masturbação com preservativo;
  • Uso dos mesmos pratos, talheres e/ou copos;
  • Secreções inofensivas como suor, saliva ou lágrimas;
  • Uso do mesmo material de higiene pessoal como sabonete, toalhas ou lençóis.
  1. O HIV também não é transmitido através de picada de insetos, pelo ar ou através da água da piscina ou do mar.
  2. Se desconfia que foi contaminado, veja quais os sintomas da AIDS:

Como É Que A Sida Se Transmite?

Veja ainda quais os primeiros sinais que podem indicar uma infecção por HIV.

Onde fazer o teste do HIV

O teste do HIV pode ser feito gratuitamente em qualquer Centro de Testagem e de Aconselhamento da AIDS ou postos de saúde, localizados nas diversas áreas do país, de forma anônima.

Para saber onde fazer o teste da AIDS e obter outras informações sobre a doença e sobre o resultados do exame, pode-se ligar gratuitamente para o Disque-Saúde: 136, que funciona 24 horas/dia e ou Disque-Aids: 0800 16 25 50. Em alguns locais, o teste também pode ser feito fora das áreas de saúde, mas recomenda-se que sejam realizados em locais que ofereçam segurança nos resultados. Veja como funciona o teste caseiro de HIV.

¿Cómo se transmite el VIH?

El VIH es un virus que puede transmitirse de una persona a otra a través de unas determinadas vías de transmisión muy concretas y conocidas.

Por este motivo, hablamos de transmisión en lugar de contagio, ya que esta segunda palabra además de estigmatizante remite a infecciones que pueden transmitirse a terceras personas por cualquier vía, incluyendo las que se producen en la convivencia habitual.

Esto es lo que sucedería con la gripe, por ejemplo, en el que compartir cubiertos podría bastar para que el virus pase de una persona a otra. Esto no sucede en el caso del VIH.

Para que el VIH se transmita de una persona a otra en primer lugar debe estar presente, es decir una persona debe estar infectada, ya que el virus no surge de la nada.

En segundo lugar, debe haber un fluido corporal en el que su concentración sea muy alta para que pueda transmitir la infección.

Y, además, tiene que haber un punto de entrada para que el virus pueda entrar en el torrente sanguíneo de la otra persona.

Como É Que A Sida Se Transmite?

VIH y fluidos corporales

Para empezar, algo que hay que tener en cuenta es que para que el VIH se transmita es necesario que esté presente en grandes cantidades. En el organismo, los fluidos en los que el virus está en concentraciones suficientes como para tener capacidad de transmisión son:

  • Los fluidos sexuales (semen y flujo vaginal).
  • El moco que humedece las mucosas de la vagina y el ano.
  • La sangre.

La leche materna: La lactancia constituye un riesgo de transmisión del VIH de la mujer a su hija/o, principalmente debido a que la mucosa gástrica aún no está muy madura y no ofrece una buena protección.

La saliva, los esputos, la orina y las heces NO tienen capacidad de transmitir el VIH.

Otro de los fluidos corporales que suele suscitar controversia en cuanto a su capacidad de transmisión es el líquido preseminal. Existe una pequeña cantidad de VIH en el líquido preseminal, aunque menos que en el semen.

Como se ha mencionado, para que se produzca la transmisión es necesario que el virus esté presente en grandes cantidades; por lo tanto, la menor concentración unida a la menor cantidad de líquido preseminal que de semen (aunque es algo muy variable de un hombre a otro) probablemente el riesgo sea menor, aunque hay que recordar que en ocasiones al líquido preseminal le puede acompañar semen, por lo que el riesgo es mayor.

Vía de transmisión

El virus se puede transmitir a otra persona a través de 3 vías de transmisión:

  • Vía sexual: Dentro de la vía sexual se puede producir cuando tiene lugar una penetración (vaginal, oral o anal) sin protección, es decir, sin utilizar un preservativo. Es importante recordar que con una sola exposición al virus puede ser suficiente para contraerlo o transmitirlo a otra persona.

Tradicionalmente, el método de prevención que se ha recomendado para esta vía de transmisión es el empleo del preservativo –ya sea para el pene o la vagina- que reduce de manera muy importante el riesgo de transmisión sexual del VIH y de determinadas ITS. Sin embargo, hoy en día se sabe que las personas que tienen una carga viral indetectable gracias al tratamiento tienen un riesgo nulo (o prácticamente nulo) de transmitir el VIH durante las relaciones sexuales.

Para tener más información sobre la transmisión sexual del VIH puedes consultar nuestra guía: Transmisión sexual del VIH: Guía para entender las pruebas de detección y el riesgo en las prácticas sexuales.

  • Vía sanguínea: La transmisión por vía sanguínea se puede producir por cualquier vía que conduzca directamente al flujo sanguíneo. Por ejemplo, cuando se comparten jeringuillas, material de uso personal cortante o que contenga sangre (utensilios de afeitado, cepillos de dientes…) o por hacerse piercings o tatuajes con material que no haya sido esterilizado antes. Para evitar la transmisión sanguínea es importante no compartir jeringuillas ni utensilios personales cortantes o que puedan contener restos de sangre.
  • Vía vertical: la transmisión del virus de madre a hijo (denominada también transmisión vertical) puede producirse durante el embarazo, en el momento del parto o por medio de la lactancia materna. En relación a la transmisión de madre a hijo, la toma de terapia antirretroviral durante el embarazo –siempre prescrita y controlada por un médico- y el hecho de evitar en la medida de lo posible administrar leche materna al bebé –utilizando fórmulas de lactancia no materna (biberones)- son las estrategias de reducción de riesgos más adecuadas.

En contra de algunas creencias populares, fruto del desconocimiento, el VIH no se transmite por actos de convivencia tales como compartir cama, comida o utilizar el mismo lavabo.

Tampoco por abrazar, besar o dar la mano a una persona infectada ni por la picadura de un mosquito.

En España se analizan todas las donaciones de sangre, plasma y órganos, por lo que el riesgo de infección por el VIH mediante estos productos es prácticamente cero.

Además, los estudios realizados hasta el momento concluyen que una persona con VIH bajo tratamiento antirretroviral y con carga viral indetectable de forma mantenida no puede transmitir el virus a otra persona a través de sus fluidos.

¿Quieres saber más?

Fuente: Grupo de Estudio del Sida (GeSIDA) y Sociedad Española Interdisciplinaria del Sida (SEISIDA). Documento informativo sobre la infección por el VIH. 2017. Aidsmap (Entidad certificada por The Information Standard, perteneciente al Servicio Nacional de Salud Británico [NHS]).

SIDA – Vírus da Imunodeficiência Humana | CUF

A SIDA é um quadro clínico resultante da infeção pelo VIH, do qual se conhecem dois tipos: o VIH 1 e o VIH 2.

Leia também:  Como Saber Onde Gastei O Saldo Meo?

Trata-se de uma doença que se transmite pelo sangue e pelo contacto sexual – pelo que qualquer pessoa pode ser infetada -, em que o VIH invade as células do sangue responsáveis pela defesa do organismo contra outras infeções e alguns tumores, comprometendo-a. Num doente com as defesas muito diminuídas, mesmo uma simples infeção pode tornar-se fatal.

Os primeiros casos de síndrome de imunodeficiência adquirida (SIDA) foram relatados na década de 80 e, atualmente, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, estima-se que existam cerca de 36,9 milhões de pessoas infetadas pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH).

Relativamente ao panorama nacional  “até final de 2017 foram diagnosticados, cumulativamente, em Portugal, 57.913 casos de infeção por VIH, dos quais 22.

102 atingiram estádio de SIDA”- Relatório Infeção VIH e SIDA da Unidade de Referência e Vigilância Epidemiológica do Departamento de Doenças Infeciosas do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, em colaboração com o Programa Nacional da Infeção VIH e SIDA da Direção-Geral da Saúde.

A infeção pelo VIH no início  é pouco percetível porque os sintomas são ligeiros e confundíveis com um quadro gripal ou de virose comum. Em cerca de 30% dos casos, ocorre, nos 10 a 15 dias após a infeção, um período febril, curto, sem características especiais, como se fosse uma gripe. 

Após a infeção, a SIDA tem um longo período de evolução silenciosa sem provocar a mais pequena perturbação ou queixa. É o período durante o qual o vírus se instala, começa a invadir e destruir os linfócitos (células responsáveis pelas nossas defesas) e a multiplicar-se. Durante essa fase, o organismo compensa essa perda de células aumentando a sua produção e tentando eliminar o vírus.

A sua duração é muito variável (em média de 8 a 10 anos) e depende da intensidade e gravidade da infeção, da capacidade de defesa do organismo e da ocorrência de outras doenças que reduzam a capacidade de defesa. Durante este período, o paciente é referido como sendo portador do vírus ou seropositivo, uma vez que as análises realizadas nesta fase conseguem identificar sua a presença.

Mesmo sem sinais de doença, um portador do VIH pode infetar qualquer pessoa com quem tenha contacto sexual.

No final desta longa fase silenciosa, as defesas do organismo entram em colapso e surgem todas as complicações que definem a SIDA:

  • Infeções por microrganismos comuns que aqui adquirem maior gravidade
  • Infeções por agentes mais raros
  • Alguns tipos de cancro que, em condições normais, não se conseguiriam desenvolver

Para que o VIH se possa desenvolver e proliferar e, assim, causar doença, tem de ter acesso à corrente sanguínea, uma vez que no exterior, fora das células, ele é rapidamente destruído. 

As principais formas de transmissão deste vírus são as seguintes:

  • Produtos e derivados do sangue. Esta via é, actualmente, muito rara porque todos os dadores de sangue fazem testes laboratoriais para este vírus.
  • Utilização de agulhas contaminadas. Este cenário é impossível em estabelecimentos de saúde, onde todas as agulhas são descartáveis, mas pode ocorrer no contexto da toxicodependência através da partilha de seringas e agulhas. Graças a diversas medidas de informação, esta via de transmissão tem vindo a ser substancialmente reduzida.
  • Contacto sexual. Qualquer relação sexual não protegida, heterossexual (a forma de transmissão mais frequente em Portugal, que corresponde a cerca de 60% do casos) ou homossexual, pode ser uma forma de transmissão deste vírus.
  • Gravidez. É possível a transmissão do vírus numa mulher grávida infetada aos seus filhos. Um tratamento apropriado durante a gravidez reduz de forma muito significativa esse risco. A contaminação no momento do parto ou durante a amamentação é muito menos provável.

O diagnóstico é simples e baseia-se na análise da saliva ou sangue onde se podem encontrar anticorpos conta o VIH.

De um modo geral, nas primeiras semanas após a infeção esses testes são ainda negativos. Contudo, têm sido desenvolvidos novos testes que permitem um diagnóstico mais rápido, logo nos primeiros dias após a infeção, o que é importante, pois a eficácia do tratamento será tanto maior quanto mais precocemente a infeção for detetada.

Além de permitirem confirmar a presença de infeção, os testes laboratoriais são importantes na definição da evolução da SIDA e na seleção dos melhores medicamentos para a tratar.

Não existe ainda uma cura para a SIDA. Trata-se de um vírus com uma enorme capacidade de multiplicação e que sofre inúmeras mutações que dificultam o tratamento porque, com frequência, tornam o vírus resistente aos medicamentos em curso.

O número de medicamentos disponíveis para controlar esta infeção é atualmente muito significativo e, na maioria dos casos, é possível manter uma boa qualidade de vida durante muito tempo.

A eficácia do tratamento depende da precocidade do diagnóstico e de um controlo médico regular que permita avaliar, a cada momento, a manutenção da resposta aos medicamentos selecionados.

  • Não existe ainda nenhuma vacina eficaz contra este vírus.
  • Na prevenção  não devem ser considerados grupos de risco, mas sim comportamentos de risco e, por isso, uma correta informação e o uso do bom senso permitem, em muitos casos, manter este vírus à distância. 
  • A prevenção inclui a adoção de medidas como:
  • Uso de preservativo
  • Evitar o contacto direto com sangue ou produtos seus derivados
  • Fazer o teste do VIH
  1. AIDS Portugal, 2013
  2. Centers for Disease Control and Prevention, abril de 2012
  3. Mayo Foundation for Medical Education and Research, agosto de 2012
  4. Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge
  5. Programa Nacional para a infecção VIH/SIDA

Ser + :: Para as Pessoas que vivem com o VIH

Como posso ter a certeza que não infeto ninguém?

Tal como outros vírus, o VIH penetra nas células de um organismo vivo e reproduz-se dentro dessas células infetadas, criando novas cópias. Encontramos VIH no sangue e em outros fluidos corporais tal como o sémen e os fluidos vaginais. O VIH não sobrevive fora do corpo humano, durante muito tempo, por isso, para que o VIH possa ser transmitido é necessária uma quantidade significativa de fluidos corporais de uma pessoa infetada e de um ponto de entrada noutro ser humano. O vírus pode entrar no corpo humano através da corrente sanguínea ou através das delicadas membranas da mucosa, como as da vagina, do reto e da uretra – não se conhecendo qualquer caso de transmissão pela saliva. Existem precauções que se devem tomar para reduzir o risco de infetar outras pessoas com o VIH através das três únicas e conhecidas vias de transmissão: Filme gentilmente cedido pela Direção Geral de Saúde, no âmbito do Programa Nacional para o VIH/SIDA

Transmissão Sexual

Pode eliminar-se ou minimizar-se o risco de transmissão do VIH durante a prática sexual através:

  • Abstinência sexual ou adiamento da primeira relação sexual;
  • Manter-se fiel a um único parceiro(a) ou ter poucos parceiros (as);
  • Usar consistente e corretamente os preservativos tanto masculinos como feminino;

Apesar de poder ser um processo difícil, é bom que as pessoas que vivem com o VIH contem aos seus parceiros sexuais para que ambos possam tomar as precauções necessárias à redução da transmissão pelo VIH.

E, como é que o VIH se transmite através do sexo vaginal: O VIH existe nos fluidos sexuais de uma pessoa infetada.

Para um homem, isso significa que o VIH é detetado nos líquidos pré-ejaculatório e no sémen antes e durante a relação sexual.

Para uma mulher, isso significa que o VIH é detetado nos fluidos vaginais que são produzidos pela vagina para mantê-la limpa e para facilitar a penetração do pénis nas relações sexuais.

Se um homem seropositivo tiver sexo vaginal sem preservativo então, o VIH pode passar para o corpo da mulher através do revestimento vaginal e do colo do útero.

O risco de transmissão pelo VIH aumenta se a mulher tiver um corte ou uma ferida dentro ou ao redor da vagina, isto com certeza, facilitará a entrada do vírus no sistema sanguíneo.

Esses cortes ou feridas, por vezes, são, muitas vezes, indetetáveis a olho nu e por isso, s desconhecidos para a mulher.

Se uma mulher seropositiva tiver relações sexuais com um homem sem preservativo, o VIH pode entrar no corpo do homem através de uma ferida no pénis ou através da sua uretra (o tubo que percorrer o pénis) ou através do interior do seu prepúcio, no caso de o ter, claro.

Qualquer contacto com o sangue durante as relações sexuais aumenta a hipótese de a infeção. Por exemplo, pode existir sangue na vagina se as relações sexuais acontecerem durante o período menstrual.

Algumas infeções sexualmente transmissíveis, como por exemplo, o herpes e a gonorreia, também podem aumentar significativamente as probabilidades da transmissão do VIH.

E, através do sexo anal: Relações sexuais anais recetivas (isto é, relações sexuais onde o ânus de uma pessoa é penetrado pelo pénis do homem) têm um risco de transmissão do VIH maior do que as relações sexuais recetivas vaginais. O revestimento do ânus é mais delicado do que o revestimento da vagina, por isso é maior a probabilidade de este ser danificado durante o sexo. Qualquer contacto com sangue durante o sexo aumenta o risco da infeção.

O homem que assume a posição insertiva, durante a relação anal com um homem ou com uma mulher que sejam infetados pelo VIH, também corre o risco de ficar infetado, apesar desse risco ser menor.

Através de sexo oral: Fazer sexo oral com um parceiro infetado pelo VIH implica um risco pequeno de infeção. Se uma pessoa faz sexo oral (lamber ou chupar o pénis ou a vagina) com uma pessoa (homem ou mulher) infetada pelo VIH, o fluido infetado pode entrar na boca.

Se a pessoa tiver com sangramentos nas gengivas ou pequenas úlceras dentro da boca, existe um risco de o VIH entrar na corrente sanguínea. Existe, também, um pequeno risco se a pessoa infetada pelo VIH fizer sexo oral quando tem as gengivas ensanguentadas ou uma ferida aberta na boca. A saliva não produz qualquer tipo de risco.

A infeção do VIH através do sexo oral parece ser bastante rara e, atualmente, já existem muitas formas de se proteger.

Preservativos aromatizados ou com sabor estão disponíveis para aqueles que não gostam do sabor do látex ou espermicida. Para praticar o cunnilingus ou anilingus, um preservativo cortado ou uma represa dental (um quadrado fina de látex) pode servir como uma barreira física para evitar a transmissão do VIH e muitas outras infeções sexualmente transmissíveis.

Transmissão sanguínea

As pessoas que vivem com o VIH que são utilizadores de drogas injetáveis correm forte risco de transmitir o VIH e a Hepatite C a outros utilizadores de drogas com quem partilhem material de uso.

A partilha de material de injeção não esterilizado é uma forma com maior probabilidade de transmissão destes dois vírus por via sanguínea.

A partilha de seringas e outro material de consumo, como a colher, a carica e água contaminada, tem três vezes mais probabilidade de infetar do que as relações sexuais não protegidas. O uso de material desinfetado em todos os consumos reduz a probabilidade da transmissão mas não a elimina por completo.

Os programas de substituição opiácea – como o da metadona e outros programas semelhantes – são formas eficazes de ajudar as pessoas a eliminar a prática de se injetarem e de partilharem todos o mesmo material. No entanto, muitas pessoas não querem ou é-lhes difícil desistir dos consumos injetados.

Leia também:  Como Conquistar Um Homem Que Não Quer Compromisso?

Os programas de troca de seringas, distribuindo seringas e material para injeção esterilizado e recolhendo material usado em contentores seguros, são altamente eficazes e reduzem a transmissão do VIH, quando as pessoas que não conseguem abandonar o consumo de drogas injetável. Também estão disponíveis serviços como as Equipas de Tratamento para Toxicodependentes (ex-CATs) e vários grupos de aconselhamento e de auto ajuda.

É claro que, quando se vive com a infeção pelo VIH não se pode doar sangue, plasma ou órgãos devido ao elevado risco de transmissão do VIH.

Curiosidade: Perguntarás: no caso de as pessoas desconhecerem o seu estatuto serológico e forem seropositivas, se pretenderem dar sangue, não deverá o Instituto Português do Sangue salvaguardar esse desconhecimento ou até mesmo a mentira? Se sim, então, por que razão houve tanta polémica em Portugal com a seguinte notícia?“Um estudante de Medicina de 23 anos viu a sua dádiva de sangue recusada, há duas semanas, numa unidade móvel do Instituto Português do Sangue e da Transplantação, em Lisboa. O motivo? Declarar-se homossexual. Este aluno universitário costuma, desde há dois anos, dar sangue duas vezes por ano. O Bloco de Esquerda (BE), que há dois anos fez aprovar uma resolução parlamentar contra uma prática que considera discriminatória, veio denunciar o caso. Alexandre (nome fictício) disse ao PÚBLICO que a pergunta sobre se a pessoa que quer dar sangue é homossexual ou bissexual não constava do questionário que teve que preencher antes da dádiva, e esta era uma das reivindicações do BE, mas afirma que a médica que lhe fez a entrevista pré-dádiva lhe disse que “nunca mais poderia dar sangue porque é homossexual”, isto depois de lhe ter sido perguntado se tinha múltiplos parceiros sexuais, ao que respondeu negativamente, e se utilizava preservativo, ao que respondeu que sim e que tinha o mesmo parceiro há um ano.

“Não posso fazer nada, são regras”

Alexandre questionou quanto tempo teria de estar em abstinência sexual até poder dar sangue tendo-lhe sido respondido que “nunca mais poderia dar sangue porque é homossexual”. O estudante de Medicina disse que não tinha comportamentos de risco, mas a profissional de saúde respondeu de volta: “Não posso fazer nada, são regras”. Depois deste episódio deixou a sua queixa na caixa do cidadão do Bloco de Esquerda que, com base no caso, afirma que os homossexuais e bissexuais masculinos continuam a ser discriminados nas dádivas de sangue. A situação há muito vem sendo denunciada pelo partido que, em 2010, fez aprovar na Assembleia da República uma resolução que recomendava ao Governo “a adoção de medidas que visem combater a atual discriminação dos homossexuais e bissexuais nos serviços de recolha de sangue”.

O partido parte do pressuposto “que nem todas as pessoas discriminadas reclamarão e que é lícito inferir que este não será um caso isolado”.

Assim, na sequência da denúncia de Alexandre, o deputado bloquista João Semedo remeteu ao Governo uma série de perguntas, questionando o que foi feito para pôr em prática a resolução do Parlamento que pretendia pôr fim a práticas consideradas homofóbicas.”

Texto de Catarina Gomes de 28/06/2012 na publicação on-line P3

  • As transfusões de sangue e hemoderivados Atualmente, todo o sangue usado para transfusões em países desenvolvidos é testada para o VIH, no entanto, isso nem sempre foi assim e continua a não se verificar em países de menores recursos.
  • Vejam o caso de Portugal e de França.
  • Em Portugal, Leonor Beleza, Ministra da Saúde nos X e XI Governos Constitucionais (1985-90), viu o seu mandato marcado pelo escândalo da infeção com VIH de dezenas de hemofílicos, devido à administração de fator VIII – um derivado do sangue de que necessitam para aumentar o fator de coagulação – contaminado, proveniente da Áustria, sem certificado de garantia e não inspecionado, realizada em hospitais públicos.

Um tribunal arbitral criado pelo Governo determinou, só em 1995, que cada hemofílico infetado recebesse, do Estado, uma indemnização de 12 mil contos (na moeda da altura).

No entanto, quer a Ministra quer os altos funcionários do Ministério da Saúde envolvidos na compra e autorização da disponibilização do lote infetado, contestando sempre a sua responsabilidade criminal, conseguiram fazer prescrever os processos.

Já em França, e também em meados dos anos 90, no âmbito de um outro escândalo em tudo semelhante, Michel Garetta, ex-diretor do Centro francês de Transfusão Sanguínea, foi condenado a quatro anos de prisão efetiva, o ex-Director-Geral da Saúde francês, a quatro anos de prisão com pena suspensa, e o ex-primeiro-ministro Laurent Fabius, a ex-ministra da Saúde Georgina Dufoix e o ex-secretário de estado Edmond Hervé, são levados a tribunal por decisão do Parlamento francês. Em 1997, o segundo processo do sangue contaminado acaba: Fabius e Dufoix são ilibados e completamente reabilitados, Hervé é condenado com pena suspensa.

Transmissão Ocupacional

A transmissão ocupacional (dita nosocomial) ocorre quando profissionais da área da saúde são, em ambiente laboral, contaminados com sangue ou outros fluidos corporais de pacientes infetados pelo VIH.

Estima-se que o risco de contrair a infeção após uma exposição percutânea a sangue contaminado seja de aproximadamente O,3%.

Os fatores de risco facilitadores deste tipo de contaminação são: a profundidade e extensão do ferimento, a presença de sangue contaminado visível no instrumento que produziu o ferimento, o procedimento que resultou na exposição, o envolvimento de agulha colocada diretamente na veia ou na artéria da pessoa infetada pelo VIH; e, finalmente, o paciente fonte da infeção estar em estado terminal. O uso da zidovudina, após a exposição reduz, aparentemente, a probabilidade de transmissão pelo VIH.

Hospitais, centros de saúde e clínicas devem tomar precauções universais para prevenir a propagação de infeções transmitidas pelo sangue.

Estas incluem o uso de instrumentos cirúrgicos esterilizados, o uso de luvas, as regras universais de assepsia e a segurança com a eliminação de resíduos hospitalares. Em países desenvolvidos, a transmissão ocupacional é extremamente rara.

No entanto, alguns casos continuam a ocorrer em alguns países, desenvolvidos e subdesenvolvidos, quando e onde os procedimentos de segurança não são bem implementados.

Os profissionais da saúde só muito raramente se infetam, normalmente por se picarem em agulhas que contém sangue infetado pelo VIH.

Muito poucos ficaram infetados por terem uma ferida aberta ou por uma pessoa seropositiva lhes ter espirrado diretamente sobre uma mucosa (por exemplo, os olhos ou o interior do nariz).

Há muito poucos casos documentados de pessoas que tenham sido infetadas com VIH por um profissional de saúde.

Tatuagens e piercings

Potencialmente, qualquer coisa que permita que o sangue de outra pessoa entre na nossa corrente sanguínea, envolve um risco. Se o equipamento não foi esterilizado antes de fazer uma tatuagem ou colocar um piercing, pode haver um risco significativo de exposição, isso, claro, se a pessoa estiver infetada pelo VIH.

Na maioria dos países desenvolvidos existem normas de higiene que regem estabelecimento comerciais que praticam tatuagens e piercing para garantir que todos os instrumentos utilizados são esterilizados.

Se pensa fazer uma tatuagem ou um piercing, pergunte, sempre, à equipa da loja que procedimentos tomaram para evitar infeções de transmissão sanguínea.

Transmissão vertical ou de mãe para filho

O tratamento para reduzir o risco de transmissão de VIH ao bebé durante a gravidez, o parto ou durante a amamentação está disponível às grávidas seropositivas em muitos países, inclusive, Portugal.

É muito importante que as mulheres, logo no início da gravidez, procurem informação de um médico sobre essa matéria. Se uma gravida estiver infetada pelo VIH, ela pode transmitir o vírus ao seu filho durante o período de gestão, no parto ou durante a amamentação.

Sem tratamento, cerca de 15 a 30% dos bebés nascem infetados e um, pouco menos, cerca de 5 a 20% tornam-se infetados durante a amamentação.

Os medicamentos atuais são muitíssimo eficazes na prevenção da transmissão vertical. Quando combinados com outras intervenções, incluindo a amamentação artificial, um ciclo completo de tratamento pode reduzir o risco de transmissão a menos de 2%. Mesmo quando os recursos são escassos, a administração à mãe e ao bebé, de uma dose única de medicamento pode cortar o risco para metade.

Uma mulher que saiba que ela ou o seu parceiro é portador de VIH deve, antes de engravidar, procurar saber quais as intervenções que estão disponíveis para que, não só, ela se possa proteger, como proteger o seu parceiro e o seu bebé. Os médicos deverão aconselhar a intervenção mais adequada à situação que lhes surja e, também, ajustar qualquer tratamento que já estejam a fazer ao facto de a mulher ser infetada pelo VIH.

Uma coisa muito importante é estar bem informado(a) e não acreditar nos mitos que cercam o tema da transmissão da infeção pelo VIH. Os mitos e as falsas crenças podem trazer graves prejuízos para a vida das pessoas que vivem com a infeção, aumentando-lhes o medo, o estigma e a discriminação.

VIH e SIDA | Associação para o Planeamento da Família

  • Infeções Sexualmente Transmissíveis

O que é o VIH?

O VIH (Vírus da Imunodeficiência Humana) é um vírus que destrói o sistema imunitário da pessoa infetada, isto é, destrói os mecanismos de defesa que nos protegem das doenças. O VIH penetra nas células do sistema imunitário, integra-se no código genético (ADN) das células infetadas, multiplica-se e provoca a sua destruição, libertando-se para infetar novas células.

Existem dois tipos de VIH: o VIH do tipo 1 (VIH-1) e o VIH do tipo 2 (VIH-2), sendo este o mais frequente em África e o VIH1 o mais frequente no resto do mundo.

Como se transmite o VIH?

O vírus VIH encontra-se principalmente no sangue, no sémen, no líquido pré-ejaculatório, nos fluidos vaginais de pessoas infetadas e também no leite materno. Assim, a transmissão do vírus ocorre quando estes fluidos corporais entram diretamente em contacto com o corpo de outra pessoa pela via sexual e/ou sanguínea, ou, no caso do leite materno, durante a amamentação.

Formas de transmissão do VIH:

1-Sangue e seus derivados

A principal transmissão ocorre através da partilha de agulhas, seringas e outros materiais utilizados no consumo de drogas, que estejam infetados com sangue contaminado. Outros objetos que contenham sangue não devem ser partilhados! É o caso das lâminas de barbear, piercings, instrumentos de tatuagem e de furar as orelhas e alguns utensílios de manicura e/ou pedicura.

Atualmente, todo o sangue usado nas transfusões de sangue é testado antes de ser utilizado, pelo que não se deve ter receio.

Dar sangue também não tem perigo porque todo o material utilizado é esterilizado e descartável.

Leia também:  Homem Que Vende Livros Como Se Chama?

  Este tipo de material, descartável e esterilizado, é também utilizado em todos os atos médicos e/ou cirúrgicos, como dar injeções, fazer biopsias, colher sangue, no exame ginecológico etc.

2 – Relações sexuais e secreções sexuais (líquido pré-ejaculatório, esperma e secreções vaginais).

As secreções sexuais de uma pessoa infetada, mesmo que aparentemente saudável e com “bom aspeto”, podem transmitir o VIH sempre que exista um contacto sexual (vaginal, oral ou anal) sem proteção.

Muitas vezes, basta uma relação sexual não protegida para podermos ser infetados/as. Por isso, protege-te sempre!   

3 – Gravidez  

O VIH pode ser transmitido da mãe para o filho durante a gravidez, o parto e/ou o aleitamento. Por isso, é importante que faças o teste do VIH se pretendes engravidar ou se estás grávida.

Quando a mãe é seropositiva, ou seja, é portadora do VIH, as terapêuticas antiretrovirais ministradas durante a gravidez, reduzem consideravelmente a probabilidade do bebé nascer infetado. Estes tratamentos são também feitos durante o parto para que não haja transmissão da infeção ao recém-nascido.

Como o vírus está presente no leite materno está contra indicada a amamentação pelas mulheres seropositivas para o VIH.

Como não se transmite?

  • Pelos contactos sociais: aperto de mão, toque, abraço, beijo social;
  • Alimentos ou água;
  • Espirros ou tosse;
  • Picadas de insetos;
  • Piscinas ou casas-de-banho.

O que é ser seropositivo/a?

Ser seropositivo/a não significa ter SIDA (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), mas sim que se é portador/a do vírus.

Após o contágio, o VIH penetra nas células Linfócitos T Auxiliares (CD4+), que fazem parte do nosso sistema imunitário, multiplicando-se e provocando a destruição daquelas células, cuja função é proteger-nos de vários tipos de infeções (por vírus, bactérias, parasitas e fungos) e de alguns tipos de cancros.

Inicialmente o nosso organismo consegue repor as células destruídas, e o sistema imunitário fabrica anticorpos contra o VIH, que permanece no organismo sem se manifestar, como se o vírus estivesse “adormecido”.

Durante esta fase, que pode durar meses ou anos, não há sinais e/ou sintomas de qualquer doença, as pessoas infetadas com o VIH, são chamadas seropositivas, mas podem infetar outras pessoas se tiverem comportamentos sexuais de risco.

 Progressivamente o sistema imunitário vai enfraquecendo, o organismo fica incapaz de repor as células destruídas torna-se débil, frágil, podendo contrair infeções muito variadas e/ou desenvolver determinados tipos de cancro – esta é a fase de Síndrome de Imunodeficiência Adquirida ou SIDA.

Atualmente existe medicação que ajuda a retardar a evolução para SIDA, permitindo uma vida longa e com qualidade. Os medicamentos diminuem a multiplicação do VIH o que leva à redução do número de vírus nos fluídos corporais – diminuição da carga viral.

Quando uma pessoa é infetada com o VIH, torna-se seropositiva e pode infetar outras pessoas se tiver comportamentos de risco.

Como prevenir o contágio do VIH?

  • Utilizando o preservativo, masculino (externo) ou feminino (interno) em todas as práticas sexuais, que impliquem a passagem de fluidos corporais de uma pessoa para outra. Na prática de sexo oral feito à mulher (cunnilingus) poderá ser utilizada a banda de latex (Dental Dam), que deverá ser colocada sobre a zona vulvar, evitando assim a passagem de fluídos corporais de uma para a outra. Outra opção é utilizar o preservativo masculino (externo) ou feminino (interno) que depois de desenrolado é cortado longitudinalmente, de forma a obter um retângulo de latex que se coloca sobre a vulva
  • Não partilhando objetos que possam estar contaminados com sangue, nomeadamente, agulhas e seringas (bem como todo o material envolvido na preparação da injeção de substâncias por via endovenosa), lâminas de barbear, escovas de dentes;
  • O risco de contágio de uma mãe seropositiva para o seu bebé pode ser diminuído significativamente realizando terapêutica adequada durante a gravidez e o parto e evitando o aleitamento materno do bebé

Quem é que pode ser infetado/a pelo VIH? Como saber se está infetado/a?

O contágio por VIH-Sida não é restrito aos chamados “grupos de risco”.

Os dados mostram que todos/as têm de se prevenir: homens e mulheres, casados ou solteiros, jovens e idosos, todos/as, independente de cor, raça, situação económica ou orientação sexual, ou seja, todas as pessoas que tenham comportamentos sexuais de risco:

  • Práticas sexuais desprotegidas;
  • Partilha de objetos que possam conter sangue (agulhas e seringas, lâminas, entre outros)

Como sei se estou infetado/a pelo VIH?

Para saberes se estás infetado/a pelo VIH tens de fazer análises de sangue específicas, designadas genericamente Testes do VIH. Podes ir ao/à teu/tua médico/a, a um centro de aconselhamento e deteção do VIH (CAD) ou a uma organização não governamental (ONG) ou de base comunitária, que trabalhe na prevenção e rastreio do VIH, e pede para fazer o teste.

O que é o Teste VIH?

Há 2 testes diferentes, mas complementares, para o diagnóstico da infeção VIH: os testes de rastreio e os testes de confirmação, estes só serão feitos se o teste de rastreio for reativo.

Primeiro é feito o teste de rastreio. Atualmente os mais utilizados são os testes rápidos, assim chamados porque dão uma resposta, reativo ou não reativo, em 15 a 30m. É apenas necessária uma gota de sangue e são muito seguros e fiéis nos resultados.

Se o teste de rastreio for reativo há fortes probabilidades do indivíduo estar infetado pelo VIH e deve ser referenciado a um serviço hospitalar, onde será feito um teste de confirmação. Este será muito provavelmente positivo confirmando-se a seropositividade para o VIH.

Se o teste de rastreio for não reativo temos de considerar 3 hipóteses:

  • O comportamento de risco foi há 1 mês, então é necessário fazer novo teste após 3 meses, para certeza da ausência de Infeção VIH.
  • Se o comportamento de risco foi há menos de 1 mês, tens de esperar até completar 1 mês para fazer o primeiro teste, e, se for não reativo, tens de repetir aos 3 meses.
  • Se foi há 3 meses ou mais, e o resultado for não reativo não necessitas repetir o teste – és seronegativo, ou seja não tens VIH.

Porquê estes intervalos de tempo?

Após a entrada do vírus no corpo este demora algum tempo a fabricar anticorpos contra o VIH em quantidade suficiente para serem detetados pelas análises. Este espaço de tempo é designado “período de janela” e vai de 1 a 3 meses.

O que é a SIDA?

A SIDA (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é uma doença que resulta da infeção causada pelo VIH (Vírus da Imunodeficiência Humana) e está relacionada com a degradação progressiva do sistema imunitário, podendo surgir anos após a infeção.

Uma vez instalado, o vírus invade e destrói um certo tipo de células do sangue (os Linfócitos CD4+), que são responsáveis pela defesa do nosso organismo contra as infeções e alguns tipos de cancros.

Na fase de SIDA surgem infeções que não se manifestam quando a imunidade está mantida (infeções oportunistas), as infeções vulgares revestem formas muito graves e difíceis de tratar e surgem alguns cancros (sarcoma de Kaposi, linfomas e cancros pelo vírus do papiloma humano, HPV).

O que quer dizer a sigla SIDA?

S/Síndrome – Refere-se ao grupo de sintomas que coletivamente caracterizam uma doença. No caso da SIDA, pode incluir o desenvolvimento de determinadas infeções e tumores tal como a diminuição de determinadas células do sistema imunitário (de defesa).ID/Imunodeficiência – quer dizer que a doença é caracterizada pelo enfraquecimento do sistema imunitário.  

  • A/Adquirida – quer dizer que a doença não é hereditária e que se desenvolve após o contacto com um agente infecioso (o VIH).
  • Quais os sintomas mais evidentes da doença?
  • São vários e não são específicos da SIDA, isto é, podem ser comuns a outras doenças:
  • Febre,
  • Manchas avermelhadas com relevo dispersas pela pele ou na cavidade oral,
  • Gânglios inchados na zona lateral do pescoço e axilas,
  • Dores musculares e/ou nas articulações,
  • Dor de garganta e/ou amígdalas inchadas,
  • Cansaço,
  • Perda de peso.
  1. Onde posso obter mais informações?
  2. Atualmente existem diversos serviços de rastreio do VIH (anónimos, confidenciais e gratuitos) que prestam aconselhamento e informação sobre a infeção VIH e efetuam a análise sem necessidade de te identificares ou apresentares qualquer tipo de documento ou relatório médico – os Centros de Aconselhmento e Deteção Precoce do VIH – CAD
  3. Para mais informações, telefona para a Sexualidade em Linha (800 222 003).

Ficar infetado/a ou não com o vírus do VIH depende de ti! Depende do que fazes, não de quem és!

Posso fazer o teste ao VIH sendo menor de idade?

Alguns Centros de Aconselhamento e Deteção Precoce do VIH (CAD) realizam testes ao VIH a jovens menores de idade.

Na realidade estes centros não pedem identificação, mas os/as profissionais de saúde podem recusar-se a fazer o teste sem autorização do pai, da mãe ou de um representante legal.

Por outro lado, existem outros/as profissionais de saúde que durante o aconselhamento ao/à jovem verificam se a realização do teste ao VIH é pertinente e podem realizá-lo.

  • Tratamento:
  • Apesar de não existir cura para a infeção pelo VIH (erradicação definitiva do VIH do organismo) existem medicamentos antirretrovirais que conseguem baixar a quantidade de vírus para valores mínimos e atrasar a evolução da doença, proporcionando aos/às seropositivos/as uma vida mais longa e com qualidade.
  • O que é a Profilaxia Pós-Exposição?

É um tratamento com medicamentos antirretrovirais que são iniciados imediatamente após a exposição a situações de risco (nas primeiras 72 horas), de forma a prevenir a infeção pelo VIH.

O objetivo é evitar que o VIH entre no sistema imunitário, se instale e se multiplique.

Esta terapêutica está disponível nos serviços de urgência dos hospitais públicos e privados e está dependente da avaliação do/a médico/a face ao risco de contágio.

Importa referir que apenas protege as pessoas de contraírem a infeção por VIH e não confere proteção em relação a outras infeções de transmissão sexual, pelo que o uso consistente do preservativo feminino ou masculino continua a ser a principal medida de prevenção. 

O que é a Profilaxia Pré-Exposição?

É um tratamento com medicamentos que são tomados antes da ocorrência de um comportamento de risco e que impede o vírus de se replicar no organismo. Para tal é necessário realizar uma consulta, na qual será avaliada a situação de acordo com uma norma de orientação clínica da Direção Geral da Saúde.

  1. Este tratamento é disponibilizado a pessoas seronegativas para o VIH, ou seja, não infetadas por VIH, de forma a impedir que se infetem.
  2. Importa referir que apenas protege as pessoas da infeção pelo VIH e não confere proteção em relação a outras infeções sexualmente transmissíveis, pelo que o uso consistente do preservativo feminino ou masculino continua a ser a principal medida de prevenção. 
  3. Se uma grávida tiver um teste positivo para o VIH significa que o bebé irá nascer com VIH?

Não. As grávidas infetadas com VIH devem ser referenciadas a uma consulta de alto risco e fazer medicação com antirretrovirais, na gravidez e durante o parto para prevenir a transmissão do VIH da mãe para o filho. Outras medidas são adotadas, tais como: a realização da cesariana e a contraindicação da amamentação do recém-nascido.

Fonte:

htps://www.gatportugal.org/public/uploads/publicacoes/brochuras_prep___tratamen…

http://www.sermais.pt/content/default.asp?idcat=profilaxiaPreExposicao&i…

https://www.sns.gov.pt/noticias/2017/12/05/vih-e-sida-profilaxia-pre-exp…

https://www.dgs.pt/directrizes-da-dgs/normas-e-circulares-normativas/nor…

Produtos

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*