Como É O Muco De Quem Toma Anticoncepcional?

Além dos métodos apresentados, como camisinha, DIU, adesivo, pílula e ligadura de trompas, há outros métodos: a tabelinha, a pílula do dia seguinte e o método do muco cervical.

Tabelinha – O que é?

A tabelinha, também conhecida por método rítmico, é baseada no calendário mensal, para calcular o inicio e o fim do período fértil. Desse modo, a mulher tentará evitar relações sexuais nos períodos em que há maior chance de gravidez.

Esse método contraceptivo tem maior chance de funcionar para mulheres com ciclos regulares, mas ainda assim é pouco eficaz para prevenir a gravidez.

Teoricamente, a mulher é mais fértil no meio do seu ciclo. Ou seja, nos ciclos mais comuns com 28 a 30 dias, a fertilidade máxima seria entre o 12° e o 15º dia, contando como primeiro dia o início da menstruação. Mas isso é válido para quem quer engravidar, e não para quem quer prevenir a gravidez.

Como É O Muco De Quem Toma Anticoncepcional?

Uma regra fácil para a tabelinha funcionar apropriadamente é a seguinte:

  • Anote em um calendário o primeiro dia da menstruação.
  • Marque em azul os dias em que você tem menos chances de engravidar: entre o 1º dia e o 9º dia da menstruação. Lembre-se: conte sempre a partir do 1º dia da menstruação.
  • Marque em vermelho os dias em que você provavelmente estará mais fértil: do 10º ao 19º.
  • Do 20º até a próxima menstruação, marque novamente em azul.

Veja o gráfico:

Como É O Muco De Quem Toma Anticoncepcional?

Para o funcionamento da tabelinha, lembre-se dessas dicas:

1. Não confie na memória.
2. Nunca conte a partir do último dia da menstruação. Isso não tem nenhum valor.

3. Há casos de mulheres que engravidam em qualquer época do ciclo, até mesmo durante a menstruação.

Pílula do dia seguinte – O que é?

A pílula do dia seguinte é uma anticoncepção de emergência. Consiste de um ou dois comprimidos com grande quantidade de hormônio (levonorgestrel), e tem como função evitar a ovulação e criar um ambiente desfavorável aos espermatozoides. Não deve ser usada de maneira habitual para evitar problemas com o ciclo menstrual.

O primeiro comprimido deve ser tomado em até 72 horas depois da relação sexual desprotegida, e caso haja um segundo, 12 horas após o primeiro. Seu uso deve ser apenas em caso de emergência, como um furo na camisinha.

Se ingerido o primeiro comprido até 24 horas após a relação, a pílula tem um índice de 5% de falha. Entre 25 e 48 horas, o índice de falha aumenta para 15% e entre 49 e 72 horas, o índice de falha chega a 42%.

O ginecologista Sérgio dos Passos Ramos, formado pela Universidade de Campinas (Unicamp), lembra que quanto antes a mulher tomar os comprimidos, maiores são as chances de prevenir a gravidez.

“O ideal é procurar um ginecologista ou obstetra nas primeiras 24 horas depois da relação sexual sem proteção”, diz. Ramos enfatiza que o método de emergência não pode ser usado no dia a dia.

“É um recurso, como o nome diz, emergencial, e não deve ser banalizado, sob pena de trazer consequências futuras para a saúde reprodutiva da mulher”, afirma.

Método do muco cervical – O que é?

O método do muco cervical, também conhecido como método de Billings, baseia-se na observação da secreção do muco secretado pela vagina.

Após o período de menstruação, a vagina fica seca. Ao perceber a presença do muco cervical, que pode indicar fertilidade, a mulher deve evitar relações.

A mulher pode observar o aumento progressivo de muco, que atinge o seu pico durante a ovulação, quando fica grudento. Após a parada da secreção desse muco, a mulher deve permanecer em abstinência por três dias.

É um método contraceptivo pouco eficiente, pois inúmeras situações podem alterar a produção do muco e sua consistência. Não é recomendado para mulheres que não possuem um parceiro fixo.

Fonte: Dr. Sérgio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP

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As opiniões acima possuem caráter meramente informativo e não substituem a consulta a seu médico de confiança.

Não é finalidade deste site a análise, comentário ou emissão de qualquer tipo de diagnóstico aos usuários, tarefa esta reservada unicamente ao seu respectivo médico de confiança.

Saúde da Mulher: Saiba o que acontece com o corpo de quem toma anticoncepcional | ipok

Você sabia que os óvulos de uma mulher que usa métodos contraceptivos nem saem do ovário? Isso acontece independentemente do tipo de pílula utilizada – há algumas que combinam dois hormônio, progesterona e estrogênio, e outras que têm apenas progesterona. No entanto, o efeito é o mesmo: os ovários ficam “adormecidos” e deixam de liberar óvulos durante o período fértil, a chamada ovulação.

Em uma mulher que não usa métodos contraceptivos, a ovulação acontece todos os meses, na metade do ciclo – de 12 a 16 dias antes da próxima menstruação.

Isso graças a diversos hormônios (entre eles, estrogênio e progesterona) que sinalizam o momento exato em que o corpo deve se preparar para uma possível fecundação.

Nesse período, um óvulo maduro é enviado para as trompas, onde fica até que seja fecundado por um espermatozoide ou não. Quando esse encontro não rola, a mulher menstrua.

No caso de quem toma pílula, os hormônios sintéticos do comprimido enganam os ovários – eles entendem que não precisam produzir os hormônios necessários para a gravidez e nem eclodir um óvulo maduro. Desse modo, a ovulação é inibida. Caso um espermatozoide chegue até as trompas, azar: vai ficar só na vontade.

O sangramento que algumas mulheres têm durante a pausa não é menstruação.

O que acontece é que o endométrio – a membrana mucosa que forra o útero e fica mais espessa para receber o bebê – passa as três semanas de pílula “domado”, sem engrossar.

Na quarta semana, porém, a ausência do anticoncepcional faz os hormônios flutuarem só o suficiente para inchá-lo um pouquinho. E aí esse pouquinho se desfaz, gerando um sangramento discreto. Menstruação fake; nenhum óvulo é descartado.

Agora, isso não significa que quem toma pílula tem uma reserva ovariana maior e vá entrar mais tarde na menopausa. Desde que as mulheres nascem, elas “gastam” folículos (estruturas que, no ciclo menstrual, amadurecem e se tornam óvulos) todo mês. Os folículos vão se degenerando e somem no organismo. É um processo natural de envelhecimento – e não há método contraceptivo que o interrompa.

Início de tudo

As pílulas anticoncepcionais começaram a ser vendidas nos anos 1960 nos EUA e hoje são o método contraceptivo mais utilizado no mundo. Profissionais da saúde têm opiniões variadas a respeito.

Segundo especialistas, o anticoncepcional é um método contraceptivo seguro para evitar a gestação em mulheres sexualmente ativas.

No entanto, o método tem baixos riscos desde que a mulher inicie a pílula com orientação médica adequada.

Entenda como os hormônios contraceptivos interferem em diferentes aspectos da saúde da mulher:

1. Retenção de líquido

O fígado contém células chamadas de hepatócitos, que produzem enzimas responsáveis pela metabolização das substâncias presentes no sangue, como gorduras, proteínas, vitaminas e hormônios (como no caso da pílula).

Nas usuárias de pílulas combinadas, o fígado fica sobrecarregado trabalhando para absorver o anticoncepcional, deixando de eliminar grande parte do sódio presente no nosso organismo.

O sódio controla a entrada e a saída da água em nossas células e, em alta quantidade, faz com que essas células fiquem com pouca água, concentrando o líquido em outras partes do corpo.

2. Libido menor

Nas não usuárias de pílula, a testosterona, hormônio responsável pelo nosso desejo sexual e produzido naturalmente pelo corpo, varia em quantidade a cada mês. Com a pílula, o hormônio natural é substituído pelo sintético, o progestagênio, que tem quantidade regular.

Algumas pílulas podem diminuir o nível de testosterona livre circulante nos vasos sanguíneos, e muitas mulheres relatam uma diminuição da libido e da lubrificação natural da vagina. Essa lubrificação acontece quando a mulher sente tesão e serve para facilitar a entrada do pênis.

3. Músculos bombados

Por causa da presença de hormônios andrógenos como os estrogênios, um hormônio predominantemente masculino, os músculos podem se desenvolver mais facilmente do que nas mulheres que não tomam pílula.

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4. Menos TPM

Um dos fatores que agravam a tensão pré-menstrual, a famosa TPM, é a irregularidade na produção dos hormônios estrogênio e progesterona, algo que pode rolar durante uma fase ou por toda a vida da mulher, devido a vários motivos. Em parte das usuárias de anticoncepcional, a quantidade de hormônio presente no corpo passa a ser regular, nivelando os hormônios e diminuindo os sintomas que aparecem nessa época do mês.

5. Muco espesso

O muco cervical pode ser tanto um facilitador quanto um dificultador na hora de produzir bebês.

Sem o consumo do anticoncepcional, a secreção muda conforme o ciclo menstrual da mulher, ficando elástica no período fértil para que o espermatozoide possa deslizar com mais facilidade para dentro do sistema reprodutor. Com a pílula, o muco permanece espesso durante todo o ciclo, o que ajuda a frear o espermatozoide.

6. Endométrio fino

No ciclo menstrual de uma mulher que não usa pílula, existe aumento de estrogênio na primeira fase e de progesterona na segunda fase. Isso faz aumentar a espessura do endométrio (parede que recobre o útero), uma condição necessária para que o óvulo fecundado se desenvolva.

Quando a mulher toma anticoncepcional, essas fases não existem e a mesma quantidade de hormônio é recebida todos os dias (nas pílulas monofásicas, que são as mais comuns). Assim, o endométrio permanece sempre da mesma espessura.

7. Não há ovulação

Quando o ovário percebe que circulam no sangue hormônios sintéticos, ele entende que não precisa mais produzir hormônios e nem eclodir os óvulos. É isso que efetivamente impede a gravidez. Numa mulher que não toma pílula, é necessário que o óvulo seja liberado pelo ovário no período fértil para que a fecundação ocorra.

Onde buscar tratamento em Manaus:

A população conta agora com o ipok, um aplicativo inovador de Saúde, cujo objetivo é facilitar o dia a dia de usuários que precisam agendar uma consulta médica de forma prática, ágil e segura.

Além, de avaliar o atendimento de um profissional de saúde, efetuar buscas por profissionais especializados é possível acompanhar notícias atualizadas da área de saúde. No app você pode agendar consultas com ginecologistas em Manaus, entre outras especialidades.

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Atenção: A informação descrita acima, serve apenas como apoio e não, substitui em hipótese alguma, a consulta médica com um profissional especializado. Para um diagnóstico preciso, procure uma avaliação médica de sua preferência ou em alguma unidade de saúde pública mais próxima da sua região.

FONTE: Revista Superinteressante.

Pílula anticoncepcional. O uso da pílula anticoncepcional

Um dos métodos contraceptivos mais usados em todo o mundo é a pílula anticoncepcional. Esse método, que foi lançado no mercado em 1960, é, sem dúvidas, um importante avanço no que diz respeito ao aumento da autonomia feminina, uma vez que as mulheres podem ser ativas na decisão de ter ou não um filho.

Existem diferentes pílulas presentes no mercado, sendo as mais utilizadas aquelas compostas por estrogênio e progesterona sintéticos, que são bem semelhantes aos hormônios produzidos pela mulher. Esse tipo de pílula, também chamado de combinada, atua mantendo a concentração constante desses hormônios e impedindo, assim, a ovulação.

Além de impedir a ovulação, a pílula tem outros mecanismos que dificultam uma possível gestação. Os componentes progestagênicos atuam sobre o muco cervical e sobre o endométrio. No muco, ocorre um espessamento que dificulta a entrada do espermatozoide. Já o endométrio torna-se hipotrófico, ou seja, sem condições de permitir a implantação de um embrião (nidação).

Normalmente se adquire uma caixa com 21 comprimidos, que devem ser tomados todos os dias sempre nos mesmos horários. A primeira pílula deve ser ingerida logo no primeiro dia da menstruação. Quando não for possível, o uso deve ser feito, no máximo, até o quinto dia do ciclo menstrual.

Finalizada a cartela, inicia-se uma pausa de sete dias antes do início de uma nova. Nesse período de pausa, ocorre o chamado sangramento por privação. Em alguns tipos de pílula, não existe essa pausa, e ela continua sendo tomada de maneira ininterrupta.

Caso não ocorra sangramento no período da pausa, deve-se procurar um médico para descartar a hipótese de gestação. Entretanto, vale destacar que a pílula combinada é muito eficiente, chegando a índices de 0,1% de falha se usada corretamente.

Caso durante a utilização das pílulas a usuária tenha vômitos ou diarreias intensas, que durem mais de um dia, é importante utilizar outros métodos para evitar a gravidez, uma vez que a proteção pode ter sido prejudicada. Em caso de esquecimento, a pílula deve ser tomada assim que for possível. Mas quando em um mesmo ciclo a usuária deixar de tomar mais de duas pílulas, é importante o uso de outros métodos de proteção.

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Além de proteger contra a gravidez, a pílula combinada atua regulando os ciclos menstruais, diminuindo as cólicas e o fluxo menstrual, reduzindo os sintomas da TPM e, algumas vezes, diminuindo até mesmo as espinhas.

As pílulas combinadas, como qualquer medicamento, podem causar alguns efeitos colaterais. Dentre os principais, destacam-se náusea, dores de cabeça, sensibilidade nas mamas, sangramentos entre os períodos menstruais, retenção de líquidos, alterações de humor e depressão. Caso os sintomas apresentem-se de forma muito intensa, o médico deverá ser procurado.

Vale destacar que, atualmente, em razão da baixa dosagem de hormônios, a pilula não causa grandes mudanças no peso da usuária. Caso ocorram, é importante procurar o médico para que possa ser realizada a mudança na medicação.

Outra pílula encontrada no mercado é aquela composta exclusivamente de progesterona sintética, que é usada principalmente por mulheres que estão amamentando e que possuem alguma patologia em que não é recomendado o uso de estrógeno. Quando comparada às pílulas combinadas, ela apresenta um maior índice de falha.

Essa pílula composta unicamente por progesterona sintética atua promovendo o espessamento do muco cervical, dificultando a passagem do espermatozoide e, consequentemente, evitando a gravidez.

Além disso, ela age no endométrio, causando sua hipotrofia e também inibindo a ovulação.

Diferentemente da combinada, o uso dessa pílula é contínuo e pode ser iniciado a qualquer momento do ciclo, com exceção dos primeiros 30 dias aós o parto.

Vale destacar que a utilização de pílulas anticoncepcionais é um método reversível, sendo assim, a fertilidade é retomada assim que a usuária interrompe o uso dos comprimidos. É importante também frisar que o método não previne contra DST e só deve ser utilizado após uma avaliação médica.

Atenção: Alguns remédios podem interferir no efeito anticoncepcional da pílula, levando a sangramentos e aumentando os riscos de gravidez. Sendo assim, leia atentamente a bula dos remédios e verifique se não há interação medicamentosa com a pílula. Sabe-se que alguns antibióticos, anticonvulsivantes e antidepressivos relacionam-se com a perda da eficácia do produto.

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Publicado por: Vanessa Sardinha dos Santos

A textura da secreção vaginal pode mudar com o uso da pílula anticoncepcional?

Secreção vaginal é um muco transparente e sem cheiro que auxilia na lubrificação e na proteção da vagina. Em algumas fases do ciclo menstrual, a secreção passa por alterações na textura e no volume.

Para quem faz uso de pílula anticoncepcional, a textura da secreção também tende a mudar e isso não é algo ruim. Conversamos com especialistas para entender como isso acontece e quando deve ser uma preocupação.

Entenda a diferença entre secreção e corrimento vaginal

De acordo com a ginecologista Camila Ramos, toda mulher possui uma secreção natural que, em determinada época do mês, aumenta em quantidade na calcinha. Mas, nem sempre isso representa um corrimento vaginal.

Quando a secreção é fisiológica não apresenta cor e nem odor forte.

Ela até aumenta em quantidade, fica mais consistente e um pouco mais esbranquiçada perto da menstruação, por conta do período fértil, mas não possui sintomas associados e é totalmente saudável.

Já o corrimento, deixa a gente em alerta quando é uma secreção com cor amarelada ou esverdeada e possui um cheiro forte. Sintomas como coceira, irritação e ardência na região íntima também são indicativos de que algo não vai bem e podem ser sinal de uma infecção ginecológica, como a candidíase ou a vaginose bacteriana.

“Além disso, se houver dor ao urinar ou na relação sexual, a paciente precisa se consultar com seu ginecologista”, alerta a médica. Sendo assim, o especialista poderá fazer uma avaliação microscópica de uma amostra do corrimento e diagnosticar o seu caso.

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“Hábitos como usar calcinha de algodão, usar sabonete neutro para limpar a região íntima e usar camisinha nas relações sexuais evitam que a paciente tenha corrimentos vaginais”, acrescenta a profissional.

O anticoncepcional altera a secreção vaginal

Ao começar a utilizar pílula concepcional não se assuste se o muco vaginal que aparece na sua calcinha ganhar uma consistência mais espessa. Segundo a ginecologista Bárbara Murayama, os hormônios contidos na pílula provocam essa alteração na secreção vaginal como mecanismo para evitar a gravidez: “Dessa forma, a secreção dificulta a passagem dos espermatozóides”, finaliza.

Segundo a médica, mulheres que utilizam método de pílula ou outros métodos hormonais devem ficar atentas ao não-uso do preservativo nas relações sexuais: “A mulher corre risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis e alguns corrimentos são causados por microrganismos transmitidos pela relação desprotegida”, esclarece.

Este artigo teve a contribuição das especialistas:
 

Dra. Camila Ramos – Ginecologista e obstetra da Policlínica Granato – CRM: 5295691-0
Dra. Bárbara Murayama – Ginecologista – CRM: 112527

Entenda os sinais do corrimento vaginal – Instituto de Radiologia

agosto23 2018

Assim como muitos sintomas apresentados pelo nosso corpo, como mudança de coloração da pele, inchaço nos olhos, aumento ou diminuição da temperatura e corrimento nasal, o corrimento vaginal pode dar dicas de como está a saúde de uma mulher.

Saber reconhecer essas dicas pode ser a chave para evitar a complicação ou até mesmo o surgimento
de diversas doenças.

Antes de falar sobre os tipos de corrimento que anunciam algum tipo de doença ou infecção, é preciso entender o corrimento vaginal normal, que faz parte do ritmo normal de produção do corpo de uma mulher.

O corrimento vaginal normal costuma ser branco, leitoso ou transparente, espesso e com odor fraco e é estimulado pelo estrogênio; portanto, pode ter seu volume aumentado em períodos onde há maior estimulação hormonal, como na gravidez, uso de anticoncepcionais à base de estrogênios, no meio do ciclo menstrual, perto da ovulação ou dias antes da menstruação.

A maneira mais fácil de identificar um corrimento vaginal normal é pela ausência de sintomas, como irritação, dor, ardência, vermelhidão ou coceira na vagina e/ou vulva.

Tipos de corrimento vaginal
Sobre os tipos de corrimento vaginal anormais, existem alguns sintomas que devem receber atenção, os quais:
Corrimento marrom: o corrimento de cor marrom é, geralmente, aquele que contém sangue coagulado.

Pode ser causado por restos da menstruação, traumas, infecções, corpo estranho, câncer ginecológico, implantação do embrião no útero nos primeiros dias de gravidez, atrofia vaginal ou gravidez ectópica.

Corrimento amarelado: o corrimento amarelado é, geralmente, sinal de infecção ginecológica, principalmente se acompanhado de mau cheiro, ardência ou coceira vaginal. A tricomoníase é, talvez, a principal causa desse tipo de corrimento; mas outras infecções também podem provocá-la, como gonorreia e clamídia.

Corrimento branco: o corrimento brancacento pode ser normal, principalmente se for fino e em pequena quantidade. Corrimento mais espesso e acinzentado — geralmente associado a sintomas irritativos, como coceira e dor vaginal — pode ser candidíase. Se houver cheiro forte, a vaginose é uma possibilidade.

Corrimento cinza esverdeado e espumoso: Você provavelmente obteve vaginose bacteriana ou BV, que é uma infecção comum, mas desconfortável (não uma DST) causada por um desequilíbrio da flora normal, os microrganismos na vagina.

Pode ser um pouco alarmante, mas a boa notícia é que isso geralmente é tratado com um antibiótico ou gel antibacteriano simples.
Corrimento grumoso e branco: Esse é, muito provável, sinal de uma infecção por fungos.
Normalmente é grosso, branco e provoca muita coceira, que pode ser interna e externa.

Felizmente, a maioria das infecções fúngicas é facilmente tratada com medicação. Para as mulheres propensas a infecções fúngicas é recomendável evitar produtos de higiene pessoal muito perfumados e roupas de banho molhadas após sair da água.

Tudo sobre a pílula anticoncepcional e a fertilidade da mulher – Nilo Frantz – Medicina Reprodutiva

  • Atualmente, é cada vez mais comum que as mulheres tenham filhos mais tarde, e é perfeitamente normal encontrar mulheres que passam alguns anos adiando a gravidez até decidirem qual é o momento ideal de ter filhos.
  • Mas até esse momento de decisão chegar, podem surgir várias dúvidas ao longo do caminho, e uma das principais é se o uso de anticoncepcional afeta a fertilidade ou dificulta a gravidez na hora de ter um bebê.
  • Pensando nisso, elaboramos este post para que você tire todas as suas dúvidas sobre o impacto do uso de métodos anticoncepcionais na fertilidade.
  • Boa leitura!

Anticoncepcional oral

A pílula anticoncepcional é um dos métodos contraceptivos mais utilizados no mundo, ele consiste na ingestão de hormônios para evitar a ovulação e, assim, impedir uma gravidez não programada. O método tem como principal objetivo inibir a ovulação, impedindo que a mulher entre no período fértil.

Além disso, a pílula anticoncepcional impede a dilatação do colo do útero, dificultando a entrada de espermatozóides e evitando assim que o útero reúna as condições adequadas para o desenvolvimento do feto.

As pílulas anticoncepcionais são dividas em duas categorias:

Pílulas de progesterona ou minipílula

As minipílulas possuem apenas progesterona na sua composição, sem o estrógeno associado. Desta forma, essas pílulas trazem a menor carga hormonal possível para impedir a ovulação.

A pílula de progesterona age impedindo a entrada das células do esperma no útero. Mas o impedimento da maturação do óvulo dependerá da quantidade de progesterona que elas contêm.

Normalmente, essas pílulas devem ser tomadas continuamente, já que todos os 28 comprimidos possuem hormônios com cargas hormonais diferentes, para simular as variações das taxas de progesterona e estrógeno do ciclo menstrual natural da mulher.

Pílulas combinadas

Já as pílulas combinadas possuem a fusão de progesterona com estrógeno e podem se dividir em duas formas:

Monofásica

Nas pílulas combinadas monofásicas, todos os comprimidos possuem a mesma quantidade de hormônio, que bloqueiam a liberação do hormônio que estimula o crescimento e a ovulação do ovário.

Multifásica

Já no caso das pílulas multifásicas, os comprimidos possuem diferentes quantidades de hormônios. Elas atuam simulando a produção hormonal do organismo para aquele dia do ciclo.

A boa notícia é que o anticoncepcional oral mantém a fertilidade, sendo assim, mesmo mulheres que tenham usado por muito tempo, terão as mesmas chances de engravidar naturalmente, quando parar de tomar o medicamento.

Além disso, um estudo publicado na revista Human Reproduction aponta que mulheres que tomaram pílulas anticoncepcionais por mais de cinco anos, têm mais chances de engravidar em um curto espaço de tempo do que as mulheres que usaram a pílula por pouco tempo. Isso acontece porque quanto mais tempo a mulher usar as pílulas, menos ovulações ela terá e, desta forma, a sua fertilidade se manterá preservada.

Vale salientar que o médico é a pessoa mais capacitada para fazer uma avaliação mais detalhada e obter um prognóstico mais preciso.

DIU (Dispositivo Intra-Uterino)

  1. O DIU é um método contraceptivo que consiste na colocação de uma pequena haste em forma de “Y” dentro do útero.

  2. Essa pequena haste é mantida dentro do útero por algum tempo (entre 3 e 10 anos) que age liberando substâncias que tornam o útero um local hostil para o espermatozoide, impedindo assim que ele fecunde o óvulo.
  3. Existem dois tipos de dispositivos intra-uterinos:

DIU de cobre

Como o próprio nome indica, este tipo de DIU é uma haste revestida com cobre. O dispositivo libera pequenas quantidades de cobre no útero, causando algumas alterações no endométrio, no muco e na motilidade das trompas, provocando uma reação inflamatória que não faz mal ao organismo, mas torna a região hostil ao espermatozoide.

DIU de Mirena

Esse tipo de dispositivo, além de produzir reações inflamatórias no útero, possui em sua estrutura progesterona, hormônio que se restringe ao útero. A progesterona atua da mesma forma que o DIU de cobre, causando alterações que impedem a gravidez.

Se você usou DIU por algum tempo e agora pretende engravidar, é importante saber que, de acordo com um estudo realizado na Inglaterra, mulheres que usaram o DIU por pouco tempo, tiveram mais dificuldade de engravidar durante um ano, depois de parar com esse método, em relação às mulheres que usaram métodos de barreira, como por exemplo, camisinha.

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A boa notícia é que após um ano, as chances de engravidar ficaram iguais para todas. Portanto, se você usou DIU e pretende engravidar, a melhor sugestão é consultar um médico especialista para analisar mais detalhadamente seu quadro.

Implante anticoncepcional

O implante anticoncepcional é um método contraceptivo que consiste na introdução de uma pequena cápsula por meio de um aplicador descartável. Com 4 centímetros de comprimento e 2 milímetros de diâmetro, o produto é aplicado embaixo da pele, local onde distribui, gradativamente, o hormônio etonogestrel.

O método atua impedindo a liberação de óvulos. Além disso, ele altera a secreção de muco pelo colo do útero, dificultando assim, a entrada de espermatozóides.

Existem implantes anticoncepcionais que podem durar seis meses, um ano e até três anos.

Caso você já tenha usado um implante anticoncepcional e deseje engravidar, basta solicitar a remoção. O retorno da fertilidade ocorre rapidamente e os hormônios que eram liberados no seu corpo também desaparecem.

Como vimos ao longo deste post, ao contrário do que muita gente acredita, o uso de métodos anticoncepcionais não interfere na fertilidade da mulher.

Então, se você usou algum dos métodos anticoncepcionais descritos ao longo deste conteúdo e agora pretende engravidar, a melhor dica é que você consulte um especialista em fertilidade humana.

Se você achou que o nosso post ajudou você a saber mais sobre a relação dos métodos anticoncepcionais com a fertilidade, clique aqui e conheça as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil. O nosso compromisso maior é gerar possibilidades para a vida.

Corrimento: entenda o que é e as suas causas!

O corrimento feminino é algo comum e regular, presente em mulheres que já possuem o ciclo menstrual. Eles aparecem antes e depois da época da menstruação, sendo apenas mais um indício de que o organismo está funcionando bem.

Porém, as cores, texturas e cheios podem variar, apontando que o corrimento é de origem natural ou não. Em alguns casos, ele pode apresentar o sinal de alguma doença ginecológica ou mau funcionamento do organismo da mulher, por isso, vale a atenção!

Você Sabia? A acidez da vagina é bastante parecida com a do vinho! O pH normalmente varia entre 3,8 e 4,2, e o da bebida entre 3,5 e 4.

O que é o corrimento?

É a liberação de células e fluídos – que pode vir com volume, textura, fluxo e cores variadas. Ele é o sinal de uma vagina saudável quando apresenta um odor leve, coloração branca e o rastro de manchas amareladas na calcinha. Além de ser algo regular, pode mostrar alterações de hormônio, doenças infecciosas e até gravidez.

Deve-se ressaltar que, no período fértil, esse tipo de secreção fica mais espessa. Isto ocorre quando há sinais de gravidez, podendo vir rosado e em quantidades maiores que o habitual.

Mulheres de idade avançada e próximas da menopausa, geralmente notam o corrimento vindo em quantidades cada vez menores, causando assim o ressecamento da vagina.

Quais são as causas?

É comum para o corpo mostrar que a região da vagina está saudável com o corrimento – além de mostrar que a região está protegida. O uso de pílulas anticoncepcionais, excitação, ovulação, estresse e períodos traumáticos podem desencadear um excesso na produção.

Apesar de tudo parecer simples e natural, há casos em que esse tipo de secreção vaginal adverte para doenças sérias da região. Cores escuras, texturas elásticas e odores muito fortes podem indicar uma infecção ou o mau funcionamento do seu organismo.

Existem tipos de corrimento?

Cada tipo possui um aspecto e cor diferente que indica uma causa diferente:

Branco

É o tipo normal, mostrando que sua vagina está saudável. Muitas vezes ela pode aparecer durante a relação sexual como um mecanismo para lubrificar e diminuir o atrito. Mas fique atento, se ele for espesso e apresentar coceira, procure um ginecologista, pois pode ser uma infecção!

Amarelo ou verde

Esse tipo é comum quando é um amarelo suave e não apresenta textura espessa e nem cheiro forte. Mas se for o contrário, e até mesmo indicar uma cor mais esverdeada, tome cuidado – pode ser indício de uma dieta desbalanceada ou DST!

Cinza

Indica uma doença bastante comum no universo feminino: a vaginose bacteriana.

Rosa

Pode ser sinal de uma possível gravidez, doenças vaginais ou apenas sinal de que o ciclo menstrual está por vir. Após a relação sexual é comum ver este tipo de secreção.

Vermelho ou marrom

Geralmente, esse tipo aparece após o período menstrual, quando a menstruação está no final. Em outros casos, há o aparecimento em mulheres que tem ciclo irregular. Mas, se vir em tons de vermelho vivo, em diferentes períodos do mês,  pode indicar uma infecção ou até mesmo um câncer endometrial.

Claro e elástico

Este tipo indica quando você está tendo seu período de ovulação.

Os tipos de causas do corrimento

Infecção fúngica

É uma doença que ocorre na área da vagina, causada por fungos. Pode apresentar sintomas como coceira, queimação e corrimento amarelado e espesso. É bastante comum ocorrer em mulheres grávidas ou que sofrem com estresse ou diabetes – também aparecendo naquelas que utilizam pílulas anticoncepcionais ou que estão tomando antibióticos por mais de uma semana.

Clamídia e gonorreia

São infecções causadas por bactérias sexualmente transmissíveis.

Seus sintomas podem variar: corrimento espesso e com odor forte, sangramento fora do período, dores e irritação na área da vagina.

A gonorreia pode atingir outras partes do corpo, como garganta ou olhos. A clamídia é mais comum entre os jovens, e quando não tratada corretamente pode causar infertilidade ou problemas de dor na região.

Doença inflamatória pélvica

É uma infecção que ataca os órgãos reprodutores femininos: trompas de falópio, ovários, útero e outras estruturas da região abdominal. Os sintomas mais comuns para esse tipo de doença são as dores no ventre, corrimento vaginal, menstruação irregular, ardor ao urinar e dor durante a relação sexual.

Vaginose bacteriana

Há quem diga que é uma DST, mas muitas vezes pode ocorrer por conta de um desequilíbrio vaginal, sem nenhum contato sexual. A vaginose é a segunda causa da candidíase. Seus sintomas podem variar de defluências com forte odor e cor amarela forte, dores, queimação e ardência.

Tricomoníase

Pode ser transmitida por contato sexual ou por compartilhamento de toalhas e roupas de banho. É uma infecção que provoca dor, inflamação, coceira e defluência amarelada ou verde – com odor desagradável.

Câncer de colo de útero

Essa doença começa com uma infecção, provocada pelo vírus HPV – Papiloma Vírus Humano. Se não tratado corretamente, pode desencadear um câncer. Os sintomas podem variar de sangramento vaginal, corrimento e dor. O exame preventivo se chama Papanicolau, e deve ser feito todos os anos.

Dicas para evitar o corrimento

  • Higienizar corretamente a região da vagina;
  • Evitar compartilhar roupas de banho ou íntima;
  • Experimente comer frutas no café da manhã;
  • Experimentar dormir com roupas mais leves;
  • Higienizar a região íntima após as relações sexuais;
  • Faça o exame do Papanicolau todos os anos.

Existe tratamento para o corrimento?

Sendo algo regular e até mesmo normal, muitas vezes não há uma necessidade de tratamento específico, apenas quando a secreção é espessa, com odores fortes, amareladas ou esverdeadas. Se lhe incomoda, há tratamentos que podem amenizar o fluxo, mas isso deve ser tratado apenas com um ginecologista.

Como cada tipo de secreção vaginal pode ter uma causa diferente, cada tratamento é para essa condição é diferente.

Para evitar infecções e doenças vaginais que podem causar esse tipo de secreção vaginal, é importante fazer diariamente uma boa higiene íntima, 1 a 2 vezes por dia.

Para isso, deve sempre lavar a região íntima com água abundante e uma gota de sabonete sem nunca esfregar em exagero. Depois de lavar, deve secar cuidadosamente a região íntima e vestir uma calcinha lavada.

Por isso, alguns cuidados ajudam a evitar o surgimento de infecções vaginais e a proteger a mucosa vaginal, evitando assim o desenvolvimento de fungos ou bactérias que podem causar algum tipo de problema, como:

  • Experimente usar calcinha de algodão com maior frequência;
  • Dormir sem roupa íntima quando possível;
  • Não usar protetor diário;
  • Evitar o uso de lenços umedecidos ou papel higiênico com perfume;
  • Evitar esfregar muito a região íntima, mesmo com sabonete íntimo.

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