Como É A Vida Das Pessoas Que Trabalham Nas Salinas?

  • Profissões relacionadas com a Ria Formosa
  • Neste trabalho são referidas as principais profissões que estão relacionadas com a Ria Formosa. Vamos enumerá-las e falar um pouco sobre elas:
  • O Marnoto

O nome  que se dá às pessoas que trabalham nas salinas é Marnoto ou salineiro.

O marnoto é um trabalhador que efectua tarefas de arranjo de salinas e de recolha do sal. A ferramenta utilizada nesse trabalho é um rodo.

Como É A Vida Das Pessoas Que Trabalham Nas Salinas?

  1. O Mariscador
  2. O mariscador é uma pessoa que apanha o marisco de esteiros, regueiras, lodo e também em alguns cabeços de areia.
  3. Viveirista é uma pessoa que tem um terreno privado, na Ria formosa, para exploração própria, essa exploração é concedida pelas autoridades da Capitania do Porto da sua zona.

Como É A Vida Das Pessoas Que Trabalham Nas Salinas?

Qualquer pessoa pode ser mariscador ou viveirista?

Não. Para se ser mariscador é preciso estar desempregado e pedir na Junta de Freguesia onde reside um atestado de pobreza, para conseguir a licença de mariscador na Capitania do Porto da sua zona.

  • Neste momento não estão a ser autorizadas licenças para exploração de viveiros, para se ter um viveiro é necessário que este tenha passado de pais para filhos.
  •  Quais os problemas que prejudicam os mariscadores e os viveiristas da Ria?
  • A poluição e a recolha de marisco proibida são dois dos problemas que afectam a Ria Formosa.
  • O Biólogo marinho
  • É uma pessoa que estuda vários tipos de peixes e aves que existem em águas salgadas (no mar) e a sua relação com o meio ambiente.  
  • Existem vários Biólogos Marinhos da Universidade do Algarve e outras universidades que se dedicam ao estudo dos vários sistemas que existem na Ria Formosa.

Como É A Vida Das Pessoas Que Trabalham Nas Salinas?

O Polícia Marítimo

A Polícia Marítima é uma força policial que tem capacidades específicas em várias áreas legalmente concedidas à Autoridade Marítima. É formada por militares da Marinha e agentes militarizados.

  1. A sua organização decorre das funções dos responsáveis da Direcção de Autoridade Marítima e é designada da seguinte forma:
  2. Comando Geral da Polícia Marítima – Direcção Geral da Autoridade Marítima
  3. Chefias Regionais da Polícia Marítima que se colocam a (Norte, Centro, Sul, Açores e Madeira).
  4. Comandos Locais da Polícia Marítima ao todo existem (27) – Capitanias dos Portos respectivos.

Como É A Vida Das Pessoas Que Trabalham Nas Salinas?

Artes da pesca

Como É A Vida Das Pessoas Que Trabalham Nas Salinas?É a forma como se escolhem as instruções de pesca, os direitos de pesca e os utensílios ou aparelhos usados para pescar (redes de pesca ou o anzol)

Há diferentes maneiras de pescar que foram desenvolvidas para capturar diferentes tipos de peixes, com comportamentos diversos: redes (as principais são as de emalhar e as de cerco, sãousadas para apanhar peixes que vivem emcardumes), a linha e o anzol (são usados na captura de predadores).  

Alguns utensílios utilizados nas capturas de peixe e marisco

Tapa esteiro– captura de todos os tipos de peixe e camarão

Como É A Vida Das Pessoas Que Trabalham Nas Salinas?

 Candeio – captura de chocos, robalos, linguados e santolas,

Como É A Vida Das Pessoas Que Trabalham Nas Salinas?
Rede de tresmalho– captura de chocos, robalos e também linguados
Como É A Vida Das Pessoas Que Trabalham Nas Salinas?

Redinha – captura de todas as espécies de peixe e mariscos;

Como É A Vida Das Pessoas Que Trabalham Nas Salinas?

Covo– captura de chocos quando procuram desovar;

Murjona– captura de enguias, robalos e douradas.

Rede de emalhar– captura de sarguetos, robalos, douradas e outros tipos de peixe.

Alcatruz– captura de polvos e choco

Charlão– captura de todas as espécies de marisco;

Aparelho e anzol– captura de linguados, robalos, sarguetes, safios, etc.

Arrasto – captura de quase todas as espécies de peixe e camarão.

Toneira – captura de chocos;

Xalavar– serve para lavar e aguentar o peixe e marisco apanhado.

Publicado por: Ruben Gonçalves

Operador de Salina (Sal Marinho) – Salário 2021 e Mercado de Trabalho

Dados de Março de 2020 a Fevereiro de 2021 segundo pesquisa Salario.com.br junto ao Novo CAGED, eSocial e Empregador Web.

Salários de 73 profissionais no cargo e dados oficiais do mercado de trabalho para a profissão.

43h é a carga horária de trabalho semanal média de 73 profissionais no cargo de acordo com o levantamento.

Salário médio bruto mensal de acordo com informações salariais de admitidos e desligados pelo mercado de trabalho.

Qualquer curso por 3x R$49 até junho e o valor volta para você. E mais: bolsa de até 70% no primeiro ano + 50% no curso todo. São só 5 mil vagas!

  • O que faz um Operador de Salina (Sal Marinho)

Um Operador de Salina (Sal Marinho) ganha em média R$ 1.176,37 no mercado de trabalho brasileiro para uma jornada de trabalho de 43 horas semanais.

Esses dados são de acordo com pesquisa do Salario.com.br junto a dados oficiais do Novo CAGED, eSocial e Empregador Web com um total de 73 salários de profissionais admitidos e desligados pelas empresas.

A faixa salarial do Operador de Salina (Sal Marinho) fica entre R$ 1.045,00 salário mediana da pesquisa e o teto salarial de R$ 1.876,25, sendo que R$ 1.073,66 é a média do piso salarial 2021 de acordos coletivos levando em conta profissionais em regime CLT de todo o Brasil.

O perfil profissional mais recorrente é o de um trabalhador com 31 anos, 6º ao 9º ano do fundamental, do sexo masculino que trabalha 44h semanais em empresas do segmento de Extração de sal marinho.

A cidade com mais ocorrências de contratações e por consequência com mais vagas de emprego para Operador de Salina (Sal Marinho) é Macau
– RN
.

Principais funções do Operador de Salina (Sal Marinho) no cargo

  1. instalar energia elétrica;
  2. controlar a salmoura da lavagem do sal;
  3. providenciar reposição de peças desgastadas;
  4. efetuar cálculo para definição do volume de sal a ser colhido;
  5. construir áreas para evaporação;
  6. construir paredões e divisórias;
  7. definir programa de extração do sal;
  8. escolher terreno;
  9. alinhar lâminas;
  10. encaminhar material de análise para o laboratório;
  11. ver mais…

Divisões salariais com base no salário bruto no cargo e na remuneração por períodos

VALORES EM R$ Salário Mensal Salário Anual Salário Por Semana Salário Por Hora
Salário Nominal(Bruto Mensal) Piso Salarial 1.073,66 12.883,97 268,42 4,99
Média Salarial 1.176,37 14.116,49 294,09 5,46
1º Quartil 1.045,00 12.540,00 261,25 4,85
Salário Mediana 1.045,00 12.540,00 261,25 4,85
3º Quartil 1.430,91 17.170,94 357,73 6,65
Teto Salarial 1.876,25 22.515,05 469,06 8,72
  • Piso Salarial: Média do salário base de acordos, convenções coletivas e dissídios coletivos com menções ao cargo de Operador de Salina (Sal Marinho) negociados por sindicatos e registrados no MTE;
  • Média Salarial: A soma de todos os salários dividido pelo total de salários de profissionais no cargo de Operador de Salina (Sal Marinho) da amostragem. Cálculo de média aritmética simples;
  • 1° Quartil: Primeiro quartil é o cálculo que separa 25% dos menores salários e obtém a média salarial entre eles;
  • Salário Mediana: Mediana é o valor que mostra o salário bem ao centro da amostragem. o cálculo separa os dados de modo que 50% dos salários informados são superiores a esse nível e 50% são inferiores;
  • 3º Quartil: Cálculo que separa 25% dos maiores salários e obtém a média salarial entre eles;
  • Teto Salarial: Corresponde aos maiores salários no cargo, observando-se ponderações e filtros exclusivos do nosso algoritmo de pesquisa salarial.
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Continue lendo e confira a mais completa pesquisa salarial gratuita para o cargo de Operador de Salina (Sal Marinho) segundo levantamento do Salario.com.br junto a dados salariais oficiais do Novo CAGED, eSocial e Empregador Web.

Clique em uma cidade para ver a pesquisa salarial completa para Operador de Salina (Sal Marinho) na localidade

Cidade
Jornada
Piso Salarial
Média Salarial
Teto Salarial
Salário/Hora
Total
43 1.045,00 1.057,95 1.598,80 4,90 46
42 1.045,00 1.097,78 1.658,99 5,20 9
43 1.045,00 1.093,11 1.651,94 5,08 4
44 1.045,00 1.092,37 1.650,82 4,97 3
41 1.130,01 1.238,11 1.871,07 5,99 3
Para ver a pesquisa salarial completa para o cargo em cada uma das cidades da tabela, clique nos links das localidades da lista. Para ver o salário em outras cidades além dessas utilize a Busca Salarial.

Clique em um estado para ver a pesquisa salarial completa para Operador de Salina (Sal Marinho) na localidade

UF
Jornada
Piso Salarial
Média Salarial
Teto Salarial
Salário/Hora
Total
43 1.045,00 1.067,81 1.613,71 4,95 64
42 1.156,40 1.267,03 1.914,77 6,09 5
Você pode ver outros estados e todos os aspectos da pesquisa salarial estadual clicando no link com o nome do estado ou utilizando a Busca Salarial.
  • Lista com os segmentos de atividades econômicas das empresas com o maior número de admissões para o cargo de Operador de Salina (Sal Marinho).
  • Um termômetro fiel para sabermos os setores da economia com maior demanda nas contratações de profissionais para a ocupação e os salários pagos em média em cada setor.
  • Essa é uma estatística muito importante para um Operador de Salina (Sal Marinho) que busca uma recolocação no mercado de trabalho ou a primeira oportunidade de trabalho.
  • Os segmentos das empresas estão listados são de acordo com a descrição do CNAE de cadastro de cada empresa (CNAE – Classificação Nacional de Atividades Econômicas) junto a Receita Federal.
  • No filtro são excluídos os aprendizes e trabalhadores em regime parcial de trabalho como horistas ou intermitentes.
Segmento da Empresa
Jornada
Piso Salarial
Média Salarial
Teto Salarial
Salário/Hora
Total
Extração de sal marinho 43 1.045,00 1.079,55 1.631,46 5,02 67
Lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares 44 3.012,30 3.300,47 4.987,77 15,00 2
Extração de sal-gema 44 1.045,00 1.045,00 1.579,24 4,75 1
Aparelhamento de placas e execução de trabalhos em mármore, granito, ardósia e outras pedras 44 1.550,84 1.699,20 2.567,88 7,72 1
Refino e outros tratamentos do sal 44 1.186,50 1.300,00 1.964,60 5,91 1
Construção de edifícios 44 2.646,80 2.900,00 4.382,57 13,18 1
Você pode ver uma pesquisa completa de cada um desses segmentos clicando no link de cada um deles. São informações salariais de cargos operacionais e gerenciais em cada setor em todas as cidades e estados brasileiros.

Relação jornada de trabalho/salário. Filtro de amostragem com 73 profissionais admitidos e desligados. A relação abrange somente Operador de Salina (Sal Marinho) em regime integral de trabalho. Ideal para sabermos exatamente o salário por hora do profissional.

Cálculo de acordo com a carga horária mensal e salário

Total
Jornada
Ref.
Salário Mensal
Salário Hora
59 44 220 1.188,30 5,40
8 40 200 1.146,90 5,73
3 36 180 1.096,84 6,09
2 43 215 1.100,00 5,12
1 33 165 1.100,00 6,67

Como É A Vida Das Pessoas Que Trabalham Nas Salinas?

Um Operador de Salina (Sal Marinho) Nível I ganha em média R$ 1.128,67, o Nível II recebe cerca de R$ 1.299,36, já o Nível III tem uma média salarial de R$ 1.950,63 mensais de acordo com pesquisa do Salario.com.br junto aos dados oficiais do CAGED de profissionais demitidos no mercado de trabalho.

Salário por porte da empresa

Esse levantamento mostra a faixa salarial em que se encontra o cargo de Operador de Salina (Sal Marinho) de acordo com o porte da empresa. Os segmentos são: MEI – Micro Empreendedor Individual, micro empresa, pequena empresa, média empresa e grande empresa. Veja como é feita essa divisão:

  • MEI: permitido no máximo 1 funcionário;
  • Micro: até 19 funcionários;
  • Pequena: 20 a 99 funcionários;
  • Média: 100 a 499 funcionários;
  • Grande: mais de 500 empregados, seja comércio, serviços ou indústria.

Salário por nível profissional

Aqui buscamos listar a remuneração do cargo de Operador de Salina (Sal Marinho) de acordo com o nível de experiência do profissional na empresa até sua demissão. Veja como é feita a listagem:

  • *Operador de Salina (Sal Marinho) Nível I: até 4 anos;
  • *Operador de Salina (Sal Marinho) Nível II: de 4 a 6 anos;
  • *Operador de Salina (Sal Marinho) Nível III: acima de 6 anos na empresa até sua demissão;

Metodologia: Salários de 29 profissionais demitidos pelas empresas.

Porte da Empresa
Nível I
Nível II
Nível III
Micro 1.105,92 1.191,27 1.516,91
Pequenas 1.363,54 1.448,88 1.774,52
Médias 1.122,25 1.207,60 1.533,23
Grandes Empresas 564,33 649,68 975,32
*Os salários de Operador de Salina (Sal Marinho) Nível 1, Nível 2 e Nível 3 no cargo são referentes somente ao histórico do profissional naquela empresa até ser demitido. Esses dados não levam em consideração a vida profissional completa no cargo, por isso o salário de um Operador de Salina (Sal Marinho) Nível 1 pode ser maior que um Nível 3 por exemplo. Geralmente quando a amostragem de salários na pesquisa é maior isso tende a se estabilizar estatisticamente.

De acordo com negociações coletivas registradas, o valor médio do piso salarial 2021 para o cargo de Operador de Salina (Sal Marinho) em todo o Brasil é de R$ 1.073,66 para uma jornada de trabalho de 43 horas por semana.

  1. O valor do salário base, bem como o percentual de reajuste salarial 2021 é homologado por acordo, convenção coletiva ou dissídio dos Garimpeiros e operadores de salinas pelo sindicato.
  2. O valor do piso salarial mostrado aqui é a média ponderada do salário normativo retirada de acordos coletivos de todo Brasil que foram registradas no MTE, calculado em conjunto com o salário em locais com maior número de contratações para chegar ao valor final.
  3. Na grande maioria dos casos, esse cálculo se aproxima muito do salário base da categoria para o cargo CBO 7114-10.
  4. Calculamos dessa forma para que os dados não sejam afetados por dados de contratações de profissionais em locais que não hajam sindicatos regionais para negociações salariais com sindicatos patronais.
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Salário de Operador de Salina (Sal Marinho) mês a mês de acordo com a pesquisa salarial. Salários de admitidos e desligados pelas empresas. Confira o gráfico salarial do cargo no período da pesquisa:

Contratações e demissões pelo mercado de trabalho

Balanço de contratações e demissões de profissionais no cargo de Operador de Salina (Sal Marinho) pelo mercado de trabalho durante o período da pesquisa. Dado importante para conferir se está havendo mais admissões do que demissões do cargo. Confira o gráfico:

Pesquisa de salários por gênero

Pesquisa salarial por gênero para Operador de Salina (Sal Marinho). O gráfico mostra o total de homens e mulheres admitidos e demitidos no cargo, o salário e a jornada de trabalho de cada gênero. Confira o gráfico por gênero e informações completas do mercado de trabalho:

Levantamento salarial por grau de instrução

Neste filtro com níveis de escolaridade, a pesquisa busca mostrar uma relação entre o grau de instrução do funcionário e o salário base de Operador de Salina (Sal Marinho) com filtro removendo aprendizes, trabalho parcial e intermitentes. Acesse o gráfico:

Pesquisa salarial por faixa etária

Neste levantamento mostramos a relação direta entre a idade e a remuneração mensal do colaborador no cargo de Operador de Salina (Sal Marinho) com filtro removendo aprendizes, trabalho parcial e intermitentes. Confira o levantamento com gráfico ilustrativo:

Cursos e Graduações:

(Cursos técnicos, tecnólogos e graduações superiores)

Toda essa pesquisa salarial pode ser utilizada para fins acadêmicos, empresariais estratégicos e matérias em portais, sites, blogs e redes sociais desde que seja citada a fonte com um link para o site Salario.com.br.

Ainda tem dúvidas sobre a origem dos dados salariais do Salario.com.br? Leia aqui e veja também onde os dados do Salario.com.br estão sendo utilizados.

Redação

Salinas renascem em Castro Marim com a tradição a manter-se através de gerações

Com a falência da pesca e da indústria conserveira, na década de 1980, a produção de sal quase desapareceu, mas foi reativada já no início do século XXI: das duas salinas que resistiam em 2000 somam-se mais 15, havendo agora 17 em funcionamento, de um total de 70 salinas instaladas no concelho.

Na família de Luís Horta Correia, as salinas já vêm do tempo do seu avô, mas na família da mulher a tradição recua mais uma geração. A indústria salineira cruzou as suas famílias muito antes de imaginarem que se iam casar: o seu avô era proprietário de uma salina cujo produtor era o bisavô da mulher.

“Castro Marim é sal, sempre foi. Quase toda a gente que vive na vila tem, ou trabalha, ou conhece alguém que trabalhe numa salina. Está tudo relacionado com o sal. As crianças nasceram e cresceram a andar e a brincar nos sapais”, conta o produtor da Água Mãe, empresa fundada em 2008.

  • Além de os romanos já ali se terem dedicado a esta atividade, o foral da vila, datado de 1253, já estabelecia que a principal atividade era o sal e a produção – que se concentra na reserva natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António – floresceu até às décadas de 1970 e 1980.
  • “Quando as pescas e a indústria conserveira, que eram os maiores clientes, e também as carnes, começaram a decair, a falir e a fechar, a indústria do sal foi abaixo”, relata, sublinhando que entre 1980 e 2000 praticamente não houve produção de sal tradicional, não só em Castro Marim, como no resto do país.
  • Porém, no início deste século a produção foi reativada – mas quase exclusivamente no Algarve, que concentra 90% da produção de sal nacional -, muito em parte devido ao facto de se ter conseguido manter o ‘know how’ desta técnica ancestral, acredita Luís Horta Correia.

“Mais do que o mercado ‘gourmet’, o nosso mercado é o biológico. Quando esses mercados começaram a ativar, o sal voltou a ser negócio, mas isso só foi possível porque não se perdeu conhecimento e sabiam-se todas as regras e técnicas antigas”, notou.

  1. No Algarve, a produção de sal concentra-se, na sua maioria, em Castro Marim, Olhão e Tavira, embora nestas duas últimas cidades a produção tenha um cariz mais individual, enquanto em castro Marim os produtores estão agregados numa cooperativa, frisou.
  2. Nas suas salinas, a média de idades dos trabalhadores ronda os 30 a 40 anos, mas à medida que as produções vão reabrindo em Castro Marim vai-se começando a sentir dificuldade em encontrar pessoas para trabalhar.
  3. O trabalho nas salinas é duro: coincide com a época quente e o calor nos ‘talhos’ – pequenas ‘piscinas’ geometricamente escavadas na argila de onde a flor de sal e o sal são colhidos – é quase insuportável, pois é uma zona baixa, onde praticamente não corre vento.
  4. Fisicamente é uma atividade muito exigente, pois o sal e a flor de sal são recolhidos à mão, sem a intervenção de máquinas, o que faz com que praticamente só haja homens na safra.
  5. Com um físico imponente, Mitica Lupu, de 37 anos, trabalha na produção de sal desde que chegou a Portugal, aos 14, e é mestre de águas, ou seja, é o encarregado da produção, cabendo-lhe a responsabilidade de ‘governar’ e garantir a boa gestão das águas.

“Tem algumas dificuldades [o trabalho], além das horas ao sol, mas eu gosto, por isso não acho assim muita dificuldade. Acho um trabalho normal”, diz o romeno, que cumpre agora a sua temporada nesta salina.

A gestão das salinas é um trabalho complexo e dinâmico, pois resulta da conjugação do trabalho do salineiro com a ação das marés, do sol e dos ventos, o que faz com que todos os dias “seja uma descoberta”, revela.

“Cada temporada é diferente da outra, as salinas nunca trabalham por igual. Nunca há um plano de produção, é conforme. A natureza também manda muito”, refere Mitica, confessando ter orgulho no trabalho que faz.

Luís Correia, de 34 anos, nascido em Castro Marim, também começou ainda adolescente a trabalhar nas salinas e vai dizendo que com a idade já lhe vai custando mais, mas a “força de vontade” tudo resolve.

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“Ao pessoal com mais idade custa mais. A mim já me vai custando mais”, desabafa, confirmando que é cada vez mais difícil encontrar pessoas para trabalhar no setor.

“Aqui há uns anos esteve quase tudo parado, agora está a arrancar outra vez, mas para encontrar pessoal para aqui… os moços novos fogem logo disto, é muito duro, não ligam muito a isto”, lamenta.

*Por Marta Duarte (texto) e Luís Forra (fotos), da agência Lusa.

Os salineiros

Os trabalhadores de salinas de Areia Branca é uma categoria em extinção. Eles foram durante muito tempo chamados erradamente de “salineiros”. Era uma das mais duras profissões em Areia Branca.

Isto porque, trabalhavam diariamente quando da colheita do sal sob um sol abrasador, sem a mínima proteção, a não ser um chapéu de palha na cabeça, e alguns ate só de calção. .Na foto ao fundo um barracão.

Antes da mecanização das salinas, essa categoria executava todo o serviço manualmente desde a colheita, ate o embarque nas barcaças.

Quando se iniciava a colheita nos cristalizadores – conhecidos popularmente como “baldes” – o sal era recolhidos de balaios, e levados para o aterro, onde era depositado, formando-se pirâmides, que eram conhecidas popularmente como “serrote de sal”.

Posteriormente, adotou-se o uso de carrinho de mão em vez do balaio, que minorou um pouco o sofrimento desses trabalhadores.

As pirâmides quando atingiam a uma altura aproximadamente de 3 metros e oito ou dez metros de comprimento, ficando a largura dependendo da área do aterro, iniciava-se nova pirâmide. A figura geométrica das pirâmides era de uma perfeição impressionante. Na foto, ao fundo as piramides.

Feita às pirâmides era necessário um período de 6 meses para que o sal fosse embarcado, pois “sal novo” não prestava. A crosta criada em volta das pirâmides, viravam o famoso carago que durante muitos anos foi o calçamento de nossa cidade.

Dormiam em um barracão chamado de “rancho” sem paredes onde só existia o telhado, para proporcionar maior ventilação, já que eram armadas inúmeras redes, em tão pouco espaço. Na foto 1, vemos ao fundo um barracão.

Durante a colheita do sal, permaneciam nas salinas de segunda a sábado, mesmo naquelas salinas, próximas a Areia Branca, como por exemplo, a Santa Terezinha, que pode se vê estando-se por trás da maternidade, com exceção da salina União de seu Manoel Bento, que ficava ao lado do sobrado de Zé Filgueira, onde hoje é a Norsal.

A alimentação desses trabalhadores era obtida através dos barracões cujos feitores tinham uma bodega, que fiava aos trabalhadores, para receberam após a colheita, ou embarque do sal. Os “feitores de salinas” merecem também um capítulo, que irei procurar fazer.

Quando o trabalho de embarque do sal nas barcaças era feitos a noite, o caminho do aterro ate a barcaça, eram iluminados por piracas, umas lamparinas de maior dimensão, permitindo assim maior autonomia de uso por ter maior quantidade de querosene. Essas piracas, também iluminavam o local ate antes da dormida dos trabalhadores de salinas.

Recebiam eles dois tipos de remuneração, pois quando trabalhavam na colheita do sal, a remuneração era certa porcentagem por alqueire de sal depositado no aterro. E quando o trabalho era no carregamento das barcaças, a remuneração era por tonelada embarcada. Em qualquer um dos casos, a remuneração deixava muito a desejar.

Conversando recentemente com o atual presidente do sindicato, senhor Francisco Augusto Câmara, tomei ciência da situação calamitosa que passa os poucos associados do sindicato, cujo prédio está penhorado, para quitação de alguns débitos.

No momento revivi os anos de ouro desse sindicato, quando em 1949 sobre a presidência do senhor João Gregório Bezerra, conhecido popularmente como João cabeceira foi construído o mesmo.

Revivi também em abril de 1964, a companhia de dois de seus diretores, Otavio Jose e Severino Bento, meus companheiros de cela na cadeia pública de Mossoró, fruto da arrogância de um megalomaníaco, que se intitulou de governador evolucionário de Areia Branca. Estas prisões creio que sejam hoje motivos de orgulho para todos, os que foram encarcerados, pois para mim é.

Este é o resgate de uma categoria em extinção no porto de Areia Branca.

Salinas de Rio Maior

138avaliações1pergunta e resposta

Fernando B escreveu uma avaliação out. de 2020

Portugal138 contribuições60 votos úteis

Fomos visitar as salinas mas tivemos azar com o dia, pois o sal só nas barraquinhas!!! Segundo informação tinha chovido e quando assim é não há sal. Desconhecia. As barraquinhas que dão vida ao espaço, 80% estão fechadas. Ficamos desolados após tantos quilómetros percorridos o cenário não foi ao encontro das espectativas.…

Data da experiência: outubro de 2020

1 voto útil

Útil

Pjbg1 escreveu uma avaliação ago. de 2020

Odivelas, Portugal551 contribuições116 votos úteis

Visita recomendada, sem qualquer dúvida. Local muito interessante, repleto de história, com colaboradores da Cooperativa muito profissionais, prestaveis e simpáticos no atendimento nas casinhas de madeira, onde antes se guardava o sal, e agora aproveitadas para lojas de recordações. A visitar.…

Data da experiência: agosto de 2020

2 votos úteis

Útil

Joana Dias escreveu uma avaliação ago. de 2020

Sao Joao da Madeira, Portugal772 contribuições107 votos úteis

Uma rápida visita pelo espaço e visita pelas várias lojas de produtos. Uma mais valia manter o design dos barracões em madeira, com muitos pormenores intricados. Sempre bom conhecer a história

Data da experiência: agosto de 2020

2 votos úteis

Útil

camilahpmartins escreveu uma avaliação ago. de 2020

Bruxelas, Bélgica2 contribuições1 voto útil

Superou largamente as expectativas (Visita com almoço é imperdível)

Recomendo definitivamente fazerem o Tour + Almoço das salinas e privarem com a simpática e disponibilidade dos próprios donos que gerem e trabalham eles próprios nas salinas. Foi uma experiência histórica muito enriquecedora! Uma ótima surpresa 🙂

Data da experiência: agosto de 2020

1 voto útil

Útil

André escreveu uma avaliação ago. de 2020

Soure, Portugal153 contribuições58 votos úteis

Uma visita que permite descobrir um património um pouco fora do comum, salinas longe do oceano e de minas. Vale pelo passeio e por descobrir a proveniência do sal. Local que se recomenda para visitantes que estão na zona.

Data da experiência: agosto de 2020

1 voto útil

Útil

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