Como Dizer Aos Pais Que Vou Morar Com O Namorado?

Passar de namorados para “namoridos” (que seria uma junção de namoro com marido, ao morar juntos) é um passo enorme que precisa ser muito bem pensado. Afinal, tudo em sua relação vai ser modificada e impactada por essa decisão – até as coisas que você nem imaginaria podem se tornar um problema entre vocês.

Este é o momento certo ou vocês estão dando um passo maior que a perna?

Para você que imagina que aquela viagem que fizeram juntos basicamente resume como seria a vida a dois de vocês, está muito enganada(o).

A rotina, a proximidade, companheirismo (ou a falta de), os gastos e os planos para o futuro entram nessa equação para mudar totalmente seu relacionamento.

É por isso que separamos alguns pontos importantes a se considerar antes de ir morar junto com seu namorado(a) e levar essa relação a outro nível.

1. O lugar da conchinha na rotina

A “emoção” de só dormirem juntos algumas vezes na semana desaparece quando vocês passam a morar junto.

E se só um dos dois realmente curte dormir de conchinha, provavelmente vai passar vontade algumas noites.

Porque existem dias que você só quer chegar em casa e se esparramar na cama, se enrolar na coberta e dormir profundamente. Nem todas as noites serão de romance e grude adolescente nessa nova fase.

2. O lugar do sexo na rotina

Ainda pensando na rotina noturna do casal, aquele desejo sexual, que você sentia quando encontrava seu namorado(a) só algumas vezes na semana, também não vai surgir todas as noites em que vocês deitarem para dormir juntos, simplesmente porque isso vai acontecer tipo TODAS as noites. E existem dias que você só quer chegar em casa e dormir!

3. Conhecer o pior lado do parceiro

Aquele lado que você não precisava lidar tanto quando cada um morava na sua casa.

A bagunça, os dias ruins, as nojeiras que ela(e) deixa no banheiro, a imundice que ele(a) deixa a cozinha, quando um acorda de mau-humor, quando o outro dorme sem tomar banho, quando um perde a paciência ou quando o outro deixa a toalha molhada em cima da cama de vocês. A realidade é dura, mas ela sempre aparece! Então você precisa saber que morar com seu namorado(a) não é aquilo “conto-de-fadas” que você idealizou.

4. Compartilhar tempo livre

Como Dizer Aos Pais Que Vou Morar Com O Namorado?

Sabe aquele tempo que você tem só para você? Quando você chega cansado do trabalho e só quer se jogar no sofá, jogar video game ou assistir suas séries, em paz? Pois é, tenha em mente que agora você vai ter que compartilhar esse “momento eu” com seu parceiro(a). Afinal, vocês precisam manter o companheirismo vivo entre vocês – não dá para chegar em casa e se trancar no seu “mundinho”. Você não vai mais estar sozinho, então compartilhar sua vida (e seu tempo livre) com quem se ama é algo importante quando se vai morar junto.

5. Respeitar o espaço de cada um

Como Dizer Aos Pais Que Vou Morar Com O Namorado?

Mas também não é porque vocês compartilham cama, casa e tempo livre que vocês precisam fazer TUDO junto! Uma hora vocês vão precisar fazer suas coisas, sejam de trabalho ou hobbies pessoais. Antes de morar juntos, vocês se encontravam necessariamente para fazer algo juntos (ver um filme, jantar, sair para algum lugar) e agora você precisa pensar em como vai ser estar junto mas cada um fazendo suas coisas, como numa rotina normal, habituar-se a essa e cada vez se sentir mais à vontade na presença do outro.

6. Compartilhar decisões sobre TUDO

A vida do casal passa a ser guiada por decisões que os dois devem tomar e ter participação. Desde as coisas mais importantes, como “qual carro devemos comprar”, até as coisas mais banais como “o que vamos jantar hoje”.

Se as duas partes não estão dispostas a conciliar esses desejos e ceder quando necessário, a vida a dois vai ser difícil e tumultuada – e vocês podem acabar brigando porque ela(e) quer filé com salada e você quer Mc Donald's.

7. Dividir tarefas

Esse tópico é muito importante quando se pensa em morar junto com seu namorado(a). Vocês sabem dividir as tarefas? Vocês vão conseguir cuidar de uma casa juntos, sem injustiças e com muito companheirismo? Saber organizar um lar e dividir essa parte chata de lavar louça, passar roupa e arrumar a cama vai ser algo decisivo na relação de vocês.

8. Lidar com despesas

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Antes de se mudar com o amor da sua vida, você precisa pensar nas questões financeiras: como serão divididos os gastos? Como vocês vão aplicar esse dinheiro no lar? Ter planejamento e responsabilidade na hora de sair gastando o orçamento de vocês pode ser a diferença entre um final feliz e um desastre.

9. “Intimidade é uma droga”

Com certeza você já deve ter ouvido essa frase. Se vocês vão morar juntos, dê adeus àquela imagem da sua namorada(o), sempre cheirosa(o), arrumada(o) e penteada(o), porque pessoas normais não vivem assim 24hrs por dia. Não quer dizer que vocês nunca mais vão se arrumar um para o outro, só que você vai conhecer outro lado do seu parceiro – um muito mais real.

Encontrá-la descabelada, sem maquiagem, vestindo aquele pijama velho furado e eventualmente com a depilação atrasada vai passar a ser normal. E o mesmo vale para ele: encontrar ele coçando o saco no sofá, com cara de mendigo barbudo e com o desodorante vencido faz parte.

Arrotos, peidos, grandes acontecimentos no banheiro e outras dessas intimidades maravilhosas fazem parte da rotina da vida a dois – e o amor supera tudo!

10. Planos para o futuro

E por fim e mais importante: antes de decidir morar juntos vocês devem saber os planos futuros um do outro, e se eles coincidem. Afinal, este é um grande passo no relacionamento de vocês, não significa só “passar a se ver mais” ou “dormir todos os dias juntos”.

Trata-se de tornar mais séria ainda sua união – e se vocês não querem a mesma coisa para o futuro, para que começar essa jornada juntos? Por isso essa questão é a mais importante.

Vocês querem ter muitos filhos? Em breve? Mudar-se para o interior? Viver na capital? Querem ter cachorro, gato, papagaio? Conheçam os planos um do outro para não se surpreender nem se decepcionar depois.

Inferno em casa: o pesadelo de pais e filhos obrigados a conviver sob mesmo teto por falta de dinheiro – BBC News Brasil

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Sue ama profundamente o filho de 23 anos – mas a convivência pode ser um desafio

É cada vez mais comum ver filhos adultos morando na casa dos pais, mesmo depois de começarem a trabalhar, por causa da incompatibilidade entre os salários e o valor dos aluguéis.

A tendência é verificada não só no Brasil mas também nos Estados Unidos, em países latino-americanos e em vários países europeus, todos abalados pela crise econômica de 2008 que reduziu drasticamente as oportunidades de emprego e reduziu os salários médios.

A britânica Elliott-Nicholls e seu filho, Morgan Elliott, de 23 anos, concordam que a convivência em fase adulta pode se transformar em pesadelo.

Leia abaixo o relato de Sue, com comentários de Morgan.

É um dia excepcionalmente quente de primavera. Chego em casa de bicicleta após um dia tranquilo no trabalho.

Tenho aproveitado as noites mais claras.

Chego em casa cedo – são apenas quatro horas da tarde. Posso até tomar um chazinho no quintal.

E, de repente, vem o golpe.

Abro a porta da frente e sou recebida por um bafo de ar quente, parece que estou no Deserto do Saara.

Ele deixou o maldito aquecedor ligado!

Conto a uma vizinha. Ela tira uma tampa de ralo de banheira do bolso e me mostra.

“Eu levo comigo para que ele não passe a tarde toda no banho, enquanto eu estou trabalhando para manter um teto sobre nossas cabeças”, diz ela.

Vocês pode estar pensando que nós duas estamos vivendo relações amorosas problemáticas e, em certo sentido, estamos – mas com nossos filhos!

Nossos filhos estão na faixa dos 20 anos e são obrigados a morar com a gente porque seus salários não cobrem os custos dos aluguéis em Londres (e eu estou me referindo apenas aos aluguéis, sem as contas).

De acordo com o instituto Civitas, 49% dos jovens de 23 anos (no Reino Unido) agora vivem com os pais. Em 1998, eram 37%.

Esses são nossos filhos. Aqueles que não são privilegiados o suficiente para desfrutar dos serviços de “caixa eletrônico do papai e da mamãe”, mas são privilegiados o suficiente para desfrutar (ou não) da moradia dos pais, com um aluguel altamente subsidiado.

Preciso dizer que meu filho Morgan não é preguiçoso. Ele trabalha duro, é motivado a ganhar dinheiro e a progredir na vida.

Eu também sinto por ele. Depois de três anos morando em Manchester, quando cursava a universidade, aproveitando a independência, deixando pratos sujos na pia e toalhas no chão, ter que voltar a viver em um pequeno quarto em uma casa onde todas as suas conversas – e respiração – podem ser ouvidas… isso deve ser desesperador.

Mas como eu faço para deixar de ser uma mãe irritante e deixar meu filho respirar?

Morgan Elliott comenta: Este casaco que custou basicamente todo meu empréstimo estudantil não é quente o suficiente para as condições árticas aqui de casa. Acho que nem um urso polar seria capaz de sobreviver às temperaturas que minha mãe nos faz suportar.

É irônico que ela gaste literalmente dez libras por dia tomando café, mas não pode se dar ao luxo de aquecer a casa para o filho.

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Há copos na máquina de lavar louça cheios de água suja, porque foram colocados da maneira errada. Ele tem um diploma universitário, como pode não saber colocar um copo na máquina de lavar louça?

O copo não está nem meio cheio nem meio vazio; o copo está totalmente cheio de água suja da máquina.

O chouriço especial que comprei para um jantar de família desapareceu. Talvez eu possa usar o peito de frango em vez disso? Não, aparentemente não. Ou as costeletas de cordeiro? Tampouco. Acabou tudo.

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Morgan também colabora em algumas tarefas domésticas

“O que?”, diz ele. “Você não disse que não era para comer.”

Nós regredimos. Ele virou um adolescente petulante, e eu uma megera estridente.

Morgan comenta: Como sou seu filho, faz sentido que minha mãe queira me alimentar. No entanto, não parece ser o caso.

Às vezes, vejo um pouco de frango na geladeira e posso decidir comer. O telefone da minha mãe está desligado, mas tenho certeza que como é para alimentar seu filho não será um grande problema.

Mas isso sempre acaba num grande arrependimento. E uma pequena decisão minha se transforma em uma situação pela qual eu posso ser expulso de casa. E isso não é exagero. “Você é um homem de 23 anos!”, ela grita. Exatamente! E um homem de 23 anos precisa comer!

Vamos voltar à calefação. Já mencionei o aquecimento?

Se está frio quando estou trabalhando de casa, ligo o aquecedor apenas em um cômodo. Imaginem minha raiva quando vejo ele passeando pela casa de cueca e camiseta com a calefação a todo vapor?

Opção 1. Colocar de castigo. Não, ele tem 23 anos, não é uma opção real.

Opção 2. Pedir a ele para pagar mais aluguel e me arriscar a entrar em uma discussão sobre dinheiro.

Opção 3. Acionar o modo zen e pagar o adicional da conta de calefação, ignorando a voz que repete o quanto você é otária.

Opção 4. Pedir a ele para sair de casa, já que não consegue colaborar para manter o valor das contas baixo. Parece um pouco drástico…

É a despesa escondida que Morgan não vê. Custa dinheiro usar um ciclo inteiro da máquina de lavar roupa para lavar um par de cadarços.

Ele liga o forno no máximo para fazer uma salsicha – e depois fica ligado pelo resto do dia, isso custa dinheiro.

“Eu até considerei desligar o gás quando estamos fora de casa”, brinca meu marido. Eu dou risada, faço uma pausa, olho para ele de lado e pergunto: “Podemos fazer isso?”

Ele conta ao nosso filho como, na sua época, era esperado que ele contribuísse com a maior parte do seu salário para as despesas da casa, colocando o dinheiro dentro de um bule de chá.

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'Como acontece nas melhores famílias, momentos depois estamos todos rindo na cozinha'

“Mas isso foi 350 anos atrás, e os tempos eram mais difíceis”, eu acrescento, minando mais uma vez a autoridade dele, assim como fazia quando os meninos eram pequenos. A família toda está regredindo.

Se fôssemos colegas dividindo apartamento, um de nós já estaria morto.

Mas então, como acontece nas melhores famílias, momentos depois estamos todos juntos rindo na cozinha, esquecemos tudo em um instante.

Morgan comenta: irritantemente para mim, tenho muitos amigos ricos, e a ideia de que minha mãe quer tirar meu dinheiro, em vez de dar dinheiro para me ajudar a pagar um aluguel, parece absurda. Não é um problema em si, e entendo perfeitamente que as contas precisam ser pagas, mas parece que meu aluguel está aumentando em uma base quase mensal.

Minha mãe procura qualquer desculpa para aumentar – quanto mais eu ganho, mais ela quer que eu pague!

Parece um daqueles golpes de internet, em que você assina o contrato e, nas letras pequenas, diz que *o aluguel vai aumentar em 50 libras por mês*. Um contrato de seis meses pelo menos me daria uma ideia de como planejar o orçamento para os próximos meses. E sim, isso pode incluir a compra de tênis novos.

Morgan diz que se sente julgado por nós e até certo ponto isso é verdade.

Mas também me sinto julgada por ele. Quando estamos esparramados no sofá em uma sexta-feira à noite com uma garrafa de cerveja e um saco de batatas fritas, ou os meninos estão se preparando para sair na mesma hora em que estamos pensando em ir para cama, me sinto um fracasso social.

Quando saímos ou convidamos amigos para ir à nossa casa, conto orgulhosamente aos meus filhos – e percebo que estou buscando aprovação.

“Vejam, eu tenho amigos, tenho uma vida social, também sou legal.”

Morgan comenta: Falando sobre julgar, imagine este cenário não-hipotético: Acabei de chegar em casa do trabalho, completamente exausto – e sinto vontade de fumr um baseado. No verão, eu daria uma volta no parque para fazer isso, mas agora o jardim parece mais apropriado.

Porém… se eu for pego, minha mãe vai achar que eu sou um viciado em crack, a julgar pela comoção exagerada que ela causa quando aumento a calefação, ela não vai ter dinheiro para me mandar para um centro de reabilitação este ano.

Além disso, a janela do meu irmão está aberta e se o vento soprar a fumaça para o quarto dele, meu pai definitivamente vai sentir o cheiro e mandar eu parar na hora. Não que ele fosse diferente na minha idade.

Sim, é verdade, eu julgo… Reparo no tênis novo.

“Por que você está comprando um tênis de 150 libras quando poderia economizar para dar entrada em um apartamento?”, menciono como quem não quer nada.

Assim que as palavras saem da minha boca, eu me arrependo. Por que ele não deveria? Quando eu era mais jovem, na verdade, quando ele era bebê, eu comprava roupas caras porque não tinha esperança naquela época de comprar uma casa. Então, por que não?

“Se eu estou pagando aluguel, deveria poder pelo menos levar garotas para casa”, argumenta ele.

Bem, garotas sim, como amigas. Afinal, essa ainda é uma casa de família (não que seu irmão adolescente se importasse – mas daria a ele uma desculpa para fazer o mesmo).

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Morgan (à esquerda) e seu irmão mais novo, Spencer, conversando na cozinha

Vivendo em uma casa só com homens, adoro quando aparece uma menina – quase imploro para elas não irem embora quando as vejo saindo pela porta.

Mas esta não é uma casa de solteiros. Então, se elas vêm até aqui, eu gostaria de vê-las e conversar com elas.

Me sinto agora uma puritana. Uma neurótica pudica rabugenta.

Será que outras culturas sabem lidar melhor com isso? Será que há regras que facilitem a convivência entre gerações?

Morgan comenta: São três da manhã em Shoreditch (bairro boêmio de Londres) e sinto que posso ter encontrado minha futura esposa. Damos umas 10 voltas na área tentando encontrar um bar que ainda esteja aberto, mas parece que estamos sem sorte… Estou agindo como se realmente não tivesse para onde levá-la.

Claro que tenho, mas não tenho certeza de que ela se sentiria confortável ao conhecer minha família tão cedo. Eles vão achar que ela é minha namorada e começar a fazer perguntas. Ou pior, e se o banheiro estiver bagunçado? Estou realmente começando a questionar se não valeria a pena alugar algo barato.

Quando eu era mais novo, era muito mais fácil levar garotas para casa – mas agora estou levando mulheres adultas, prontas para desafiar o domínio da leoa.

“Assim que ele sair de casa, você vai sentir falta dele”, diz uma amiga.

“Depois eles voltam e você vai ter que se acostumar, e logo vão embora de novo, é o chamado efeito bumerangue.”

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Morgan e Spencer deitados na cama dos pais durante o Natal

Um estudo realizado no ano passado pela universidade London School of Economics (LSE), em Londres, concluiu que a geração bumerangue causa um declínio significativo na saúde mental dos pais.

Mas eu sei que vou sentir falta quando ele sair de casa. Meus filhos agora têm 17 e 23 anos e quando estamos conversando na cozinha, ou escuto eles rindo na sala de estar, fico emocionada com o quão fantásticos eles são.

Eles são uma excelente companhia, são engraçados, interessantes, atenciosos e têm tiradas ótimas.

Um dia eles vão sair casa. “Mas tudo bem”, digo a mim mesma. “Eles vão voltar em breve.”

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8 dicas para sair da casa dos pais e conquistar a independência | Pitágoras

A entrada na faculdade é um marco de independência na vida dos jovens. Geralmente, esse momento é caracterizado também pelo desejo de sair de casa e viver com mais autonomia. Você está buscando alcançar esse objetivo?

Deixar os pais e ir morar sozinho é um desafio, seja para mudar de cidade ou até mesmo para morar em um bairro vizinho. Afinal, novas responsabilidades surgirão na sua vida. Mas um bom planejamento pode tornar tudo mais fácil. As melhores dicas para sair de casa e conquistar sua independência são:

  • conheça os gastos de uma casa;
  • comece a economizar dinheiro;
  • monte uma reserva financeira;
  • consiga um estágio ou emprego;
  • pesquise por imóveis que caibam no orçamento;
  • considere dividir o apartamento;
  • mantenha o controle do seu orçamento;
  • aprenda as tarefas domésticas.
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E então, vamos saber mais sobre cada uma dessas dicas?

1. Conheça os gastos de uma casa

O primeiro passo para começar uma vida independente é entender quais são os custos envolvidos nisso. Dessa forma, você consegue calcular o quanto precisa ter de dinheiro mensalmente para viver com qualidade.

O maior gasto a ser considerado nesse planejamento é referente ao imóvel — no caso, o pagamento do aluguel ou da parcela, caso você deseje comprar. Depois, adicione também as contas básicas — como energia, água, internet e outros. E não esqueça dos gastos com alimentação, transporte e lazer.

Além do orçamento mensal, é preciso considerar também gastos pontuais, para arcar com a mudança. Alguns exemplos são os custos iniciais do aluguel — o valor da caução ou a entrada do financiamento, a compra da mobília básica etc.

2. Comece a economizar dinheiro

Se você não paga contas na casa dos seus pais, esse é o período ideal para começar a cuidar melhor do seu dinheiro. Ao fazer isso, é possível antecipar a realização de seu sonho, já que ter uma reserva é fundamental para dar esse passo.

Portanto, comece a poupar suas economias desde já, revendo os gastos que você tem hoje e pensando no que pode ser cortado ou reduzido. Vale a pena diminuir as compras e os custos com lazer, por exemplo, para se preparar melhor antes de sair de casa.

Lembre-se, ainda, que aprender a se organizar melhor financeiramente hoje será algo muito útil no futuro. Sua vida independente com certeza trará um pouco mais de aperto no orçamento. Logo, é bacana já estar se acostumar com a ideia de se controlar um pouco mais.

3. Monte uma reserva financeira

Morando com seus pais, você sabe que pode contar com eles quando precisar, certo? Certamente, eles manterão esse apoio depois da sua mudança, mas o ideal é conseguir se virar sozinho diante dos desafios.

Por isso, uma reserva financeira é indispensável. Nunca deixe de considerar que podem ocorrer imprevistos, tirando a sua obrigação com as contas dos trilhos. Se você não deseja pedir ajuda para seus pais constantemente, tenha sempre uma quantia extra no banco.

Pense em reservar um valor que cubra as suas contas de 3 a 6 meses, sem precisar de complementos. Assim, você garante um tempo de conforto e flexibilidade financeira para driblar eventualidades com maturidade.

4. Consiga um estágio ou emprego

Ao longo das nossas dicas, já ficou claro que é preciso ter uma renda para se sustentar sozinho, não é mesmo? Nada melhor do que aproveitar a entrada na faculdade para começar a trabalhar na sua área — seja em um estágio ou emprego.

Isso não só agrega experiência e conhecimento para sua carreira, mas também oferece oportunidades melhores para conquistar sua independência. Utilizando canais de oferta de empregos, como o Conecta, você entra em contato com empresas que estejam interessadas em profissionais com o seu perfil.

5. Pesquise por imóveis que caibam no orçamento

Como falamos, os gastos com o pagamento do imóvel serão os mais substanciais no seu novo orçamento fora da casa dos pais. Com isso, é necessário planejar esse ponto com atenção. Tenha sempre em mente as suas possibilidades financeiras, para evitar dificuldades.

Uma escolha central será entre alugar ou comprar um imóvel. A compra feita por financiamento traz diversos custos — como com a entrada, pagamento pela entrega de chaves etc. Então, se você estiver considerando isso, tenha o cuidado de calcular tudo. E independentemente de decidir pelo aluguel ou pela compra, sempre pesquise imóveis que caibam no seu orçamento.

6. Considere dividir o apartamento

Seguindo a dica anterior, uma opção atrativa para quem precisa diminuir os custos com a moradia é dividir a casa ou o apartamento com outras pessoas. Nesse contexto, existe a alternativa de morar em uma república ou de convidar amigos para morar com você.

Embora essas opções envolvam o desafio de conviver com outras pessoas em casa, limitando um pouco sua liberdade, essa é uma forma de começar uma vida autônoma com menos gastos e também mais suporte emocional.

7. Mantenha o controle do seu orçamento

Você não vai precisar planejar suas finanças apenas para sair da casa dos pais. Esse é um hábito que deve ser mantido por toda a vida — especialmente quando começar a morar sozinho ou com amigos.

Desenvolver hábitos positivos é essencial para manter a saúde do seu bolso depois que sair da casa dos pais. Afinal, você não quer arriscar incomodá-los ou mesmo ter que voltar a morar com sua família em breve devido a problemas com dinheiro, certo?

Então, aproveite os momentos de preparativo para se adaptar a hábitos como:

  • anotar todos os seus gastos, por menores que sejam;
  • controlar o uso do cartão de crédito;
  • fazer compras planejadas;
  • evitar gastos impulsivos;
  • levar lista de compras para o supermercado;
  • não acumular dívidas ou muitos parcelamentos.

8. Aprenda as tarefas domésticas

Por fim, nem só de desafios financeiros se resume a vida longe da família. Quem deseja a independência também precisa aprender a cuidar de uma casa. Isso significa dominar a realização de tarefas domésticas, como lavar louça, cozinhar e fazer faxina.

Você pode pensar: “mas é fácil comprar comida fora ou contratar uma empresa de faxina”. Será mesmo? Esses itens podem consumir boa parte do seu orçamento e trazer mais aperto financeiro. No caso das refeições rápidas, isso ainda pode prejudicar fortemente a sua saúde. Por isso, o ideal é conseguir cumprir todas essas atividades sozinho!

Lembre-se também da importância do preparo psicológico. Sair de casa e deixar a convivência diária com os pais pode gerar incertezas, ansiedade e outros sentimentos difíceis, mas também trará muitas aprendizagens e crescimento. Planeje-se e tome os cuidados que citamos aqui para aproveitar ao máximo a alegria desse momento!

Já está pronto para investir na sua independência e sair de casa? Antes, aproveite para conferir se vale a pena morar em uma república estudantil!

15 coisas que você precisa saber antes de morar com alguém

Morar com namorada ou namorada é uma aula de paciência, divisão de contas e banheiro compartilhado.

Não há lugar para esconder sua bagagem emocional quando você vai morar com seu companheiro, então é preciso transparência. Seja honesta sobre os problemas com o quais você está lutando, desde saúde mental até finanças.

Esconder seus problemas não é saudável para você ou para o seu relacionamento, e você acabará até mais estressada se guardar tudo para si. Pode ser difícil ou constrangedor conversar sobre ansiedade, por exemplo, principalmente quando a gente se preocupo com coisas meio irracionais.

Mas é ainda mais difícil ignorar as coisas e fingir que está tudo bem. Se o seu companheiro realmente se preocupa com você, ele estará ao seu lado em seus altos e baixos.

É impossível morar junto e continuar achando que seu companheiro é uma espécie de criatura mágica que nunca precisa fazer cocô e que ele cheira a incenso o tempo todo.

Sua cara-metade se acostumará com o fato de que, se você está no banheiro há algum tempo, há apenas uma razão para isso. E se alguém ficar mal do estômago, a outra pessoa certamente vai ficar sabendo.

Então, escolham uma vela para o banheiro e tentem aceitar que vocês verão alguma merda — literal e figurativamente — agora que moram juntos.

Assim que vocês vão morar juntos, as finanças se tornam um assunto frequente. Vocês não estão lidando apenas com o aluguel, mas também contribuindo com a sua casa de várias maneiras — compras, serviços, internet, comida, água e luz, etc.

Depois que perdi meu emprego no ano passado, de repente tive que ser muito franco sobre quantos meses de aluguel eu tinha economizado e falar claramente que eu ia precisar de ajuda até voltar a trabalhar.

Tenha uma conversa franca sobre dinheiro, contas e expectativas para que nenhum de vocês assuma mais do que você possa suportar.

Por que eu sairia da santidade do meu apartamento quando eu tenho um sofá, petiscos e meu namorado? Essa é uma pergunta que eu me fiz todo fim de semana nos últimos dois anos e meio que vivemos juntos. Mas, se você quer manter as coisas renovadas e divertidas como elas eram quando vocês começaram a se ver, vocês ainda devem planejar encontros fora de casa.

Se você perguntar ao seu companheiro onde está algo — digamos, o carregador de telefone dele —, e ele disser: “ah, está no meu quarto”, não surte e pense que ele não é capaz de se comprometer.

Eu disse à minha mãe que meu namorado e eu ainda escorregamos e dizemos “meu quarto” ou “minha cama” quando queremos dizer “nosso/nossa”, e ela me disse que depois de 35 anos de casamento, ela e meu pai ainda fazem isso.

Velhos hábitos são difíceis de mudar.

Eu descobri que sou mais uma pessoa do tipo “organizada”, e que o meu namorado é mais uma pessoa do tipo “limpa”. Você pode achar que são iguais — até morarem juntos.

Eu sou mais focado em ter nosso apartamento arrumado e organizado: sem roupas no chão, itens da mesa em seu devido lugar e produtos de higiene pessoal guardados. Meu namorado se importa menos com essas coisas e mais em lavar a louça, aspirar o pó e limpar bem o chuveiro.

Agora que resolvemos isso, aprendemos a comprometer e a evitar que nosso apartamento se torne um chiqueiro.

Eu não estou dizendo que vocês têm que fazer um gráfico com cada tarefa de cada dia e pendurá-lo na geladeira (embora, se é isso que funciona para vocês, vão em frente), mas vocês deveriam pelo menos falar sobre quem lidará com o quê (e a frequência com que cada coisa precisa ser feita), para que vocês não briguem constantemente sobre quem lavou mais louça naquela semana. Enquanto eu crescia, minha tarefa era tirar o lixo, enquanto a da minha irmã era aspirar. Por que não ter um plano semelhante com o seu companheiro?

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Por mais que vocês tentem, haverá momentos em um está fazendo mais que o outro. Esperar que cada um de vocês faça sua parte igualmente e conseguir um equilíbrio perfeito das tarefas domésticas o tempo todo é impossível e vai deixá-los loucos. A menos que isso esteja se tornando totalmente injusto — caso em que vocês devem conversar sobre o assunto —, saiba que perfeição não existe.

Se de repente você perceber que acha ruim o jeito que o seu companheiro não empurra nenhuma cadeira de volta para mesa depois de se levantar, não deixe a frustração se acumular até explodir.

Isso vale para a pilha de roupas no chão do quarto ou pêlos na pia do banheiro.

Em vez de deixar pequenos aborrecimentos acumularem e causarem brigas, sejam francos (mas gentis) sobre coisas que incomodam, para que possam descobrir como lidar com os hábitos um do outro.

Meu namorado e eu sempre fomos bobos um com o outro, mas desde que passamos a morar juntos, nos tornamos mais esquisitos do que nunca. E isso é o que eu mais gosto sobre morar com ele.

Usamos vozes estranhas cerca de 90% do tempo, falamos como se estivéssemos nas séries que assistimos juntos (ele ficaria feliz em contar sobre minha imitação da Claire Foy em The Crown), e dançamos na sala de estar.

Prepare-se para a liberdade total de ser quem você é.

Eu trabalho das 10:00 às18:00, e meu namorado está na faculdade, então nossos horários, deslocamentos e rotinas são muito diferentes. É muito útil saber o planejamento do dia dele — que horas ele precisa se levantar, quando precisa sair, quando estará em casa para jantar, etc.

—, dessa forma eu não fico brigando com ele pelo banheiro não fico perguntando que horas ele sai da aula e não fico esquecendo de quando ele deveria estar em casa, consequentemente enviando mensagens do tipo: “POR QUE VOCÊ NÃO ESTÁ AQUI AINDA? VOCÊ ESTÁ BEM? O QUE ACONTECEU???”

Isso não é a coisa mais fácil se você mora em um apartamento de um quarto, mas como alguém que precisa de alguma solidão para manter a sanidade, sei que é crucial. Sejam claros quando precisarem de um tempo para relaxar ~sozinha~.

Eu digo ao meu namorado: “Ei, eu realmente preciso de um momento de silêncio agora, então eu vou ler no quarto um pouco!” Contanto que ele saiba que não estou secretamente brava com ele, ele jamais se importará se eu precisar de algum tempo para ficar sozinha.

É fácil se envolver em sua vida de casal quando se mora junto. Às vezes eu só quero ficar olhando para o meu namorado a noite toda enquanto ele faz coisas banais, como navegar pelo Instagram. Mas cuide para não se perder no processo.

Se quebra-cabeças são sua paixão, não os guarde só porque você tem medo de eles ocuparem espaço. Se você tem um hobby, como fotografia, não pare só porque você acha que deve estar ao lado do seu companheiro o tempo todo.

Seja fiel ao que faz você feliz.

Só porque vocês compartilham um lugar juntos agora não significa que vocês tenham que se casar imediatamente.

Mudar-se para morar junto é sério, o que pode levar as pessoas a perguntarem quando será o casamento ou dizerem como estão empolgadas para o casamento de vocês, mas não deixe que isso atrapalhe a sua visão do futuro.

Sigam no seu próprio ritmo, e se o casamento não estiver nos planos, tudo bem também! Isso diz respeito apenas a vocês.

Isso é brega para caramba, mas depois de quase três anos morando juntos, eu ainda adoro dizer ou mandar mensagem do tipo “Estou a caminho de casa!” Ter seu próprio cantinho compartilhado nesse grande e maluco planeta em que vivemos é a melhor sensação que há. É o seu espaço seguro para rir de Parks and Recreation pela 300ª vez, dar a festa de Ano Novo perfeita, desabafar no sofá todas as noites sobre o drama da sua colega de trabalho e aconchegar-se até esquecer que há um mundo fora da sua casa.

Este post foi traduzido do inglês.

Vai morar com o namorado? Siga 6 dicas pra evitar problemas

Michelle Achkar

Passar a morar com o companheiro é um passo importante, mesmo que sem papel passado ou formalidades. A mudança é drástica para quem deixa a casa dos pais, mas principalmente para quem já morava sozinha e desfrutava de todas as comodidades e vantagens da privacidade absoluta.

A revista Glamour elaborou seis dicas para as moças que vão viver a experiência pela primeira vez, recebendo o namorado em sua casa como morador habitual e não mais um visitante. Os conselhos incluem desde se livrar de itens que não precisam ser vistos, como absorventes internos tamanho grande, entre outros. Confira:

1.

Esconder ou remanejar itens necessários, mas nada sexy Seu namorado deve passar bastante tempo e até noites na sua casa, mas a partir do momento que se mudar, vai ter mais liberdade para mexer nas gavetas e armários. Portanto, produtos e acessórios necessários podem ser colocados em um local mais discreto, principalmente os que dizem respeito à rotina de beleza e às questões femininas, como o período menstrual.

Veja se o armário do banheiro está recheado de absorventes, incluindo aqueles enormes para uso noturno. As camisetas furadas e as calcinhas de vovó também podem ir para o fundo da gaveta ou até mesmo serem doadas, caso o companheiro não esteja acostumado a vê-la dessa maneira.

2.Aproveitar para fazer faxina no guarda-roupa Provavelmente você gostaria de ter mais espaço para armazenar roupas, acessórios e todas as coisas que você ainda vai comprar. Agora, com a mudança do parceiro, essa ideia deve ser alterada, o que significa uma boa oportunidade para rever o que anda guardado nas prateleiras e gavetas.

Roupas que não servem mais, as dois números menores nas quais ainda sonha entrar, podem ir embora. O mesmo vale para as peças muito velhas, que já estão desbotadas, desgastadas ou muito fora de moda.

É possível ainda ganhar mais espaço se livrando de cadernos, apostilas, livros e outras coisas que estão guardadas há muito tempo, cobertas de pó.

Isso será positivo para manter tudo em ordem e abrir espaço para roupas e objetos pessoais do amado.

3.Livre-se das coisas de que “talvez” um dia possa precisar Saquinhos de condimento, tipo catchup, hashis, garfos plásticos que vêm embalados, sacolas plásticas ou de papel. Esses são alguns itens que geralmente são guardados em casa (eles vêm junto com as comidas que pedimos nos serviços delivery), já que algum dia podem ser úteis.

Acontece que chega um momento no qual a gaveta deve estar cheia e não se sabe mais o que fazer com eles. Pois os condimentos podem ser dados para alguém que vai de fato consumi-los e os outros itens também podem encontrar utilidade em outro lar ou ir para a reciclagem.

4.Guarde bem ou livre-se das fotos dos ex-namorados Há lembranças importantes e que fazem parte da sua vida, seu novo parceiro gostando ou não. Mas isso não significa que é preciso esfregá-los na cara dele a todo momento.

Fotos de ex-namorados, casos, paqueras não precisam ficar à vista e devem estar guardadas com objetos pessoais como cartões postais, cartões de Natal. Se não for muito doloroso para você, jogue fora declarações de amor ou fotos de conteúdo mais ousado e íntimo, para não cair no constrangimento de precisar explicar a existência desses itens, caso um dia ele os encontre.

5.Mude a lista de compras Morando na mesma casa, as compras de produtos e alimentos devem atender ao gosto de ambos. Isso não significa que vocês devam entrar em acordo sobre tudo. Não é preciso passar a tomar Guaraná se você gosta de Coca-Cola, por exemplo, mas sim comprar os dois.

Isso é importante para não deixar detalhes do dia a dia se transformarem em motivo para brigas. Se você gosta de papel higiênico perfumado e ele detesta, providencie a instalação de um segundo porta-papel no banheiro e pronto!

6.Adeus comportamento secreto de solteira Em um episódio da série Sex and the City, as protagonistas discutiam o que faziam quando estavam sozinhas e que jamais repetiriam na frente do companheiro. Charlotte passava horas examinando os poros da pele, Miranda via televisão usando creme de silicone e luvas nas mãos e Carrie lia revistas enquanto comia bolachas com geleia.

Se você cultiva algum hábito que não gostaria de compartilhar, prepare-se para desfrutá-lo quando o companheiro não estiver por perto ou organize-se para fazê-lo fora de casa, como sessões de hidratação na pele ou cabelo, pedicure etc.

Livre-se ou esconda fotos de ex-namorados
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Fonte: Ponto a Ponto Ideias Ponto a Ponto Ideias

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