Como Deve Ser O Ar Que Respiramos?

A atmosfera é a massa gasosa que envolve o nosso planeta, tendo sido classificada em camadas consoante as diferentes densidades dos gases. A camada mais fina e mais baixa (ao nível do solo) é conhecida como a troposfera. É aqui que as plantas e os animais vivem e que os padrões meteorológicos ocorrem. A sua altitude atinge cerca de 7 km nos polos e 17 km no equador.

Tal como o resto da atmosfera, a troposfera é dinâmica. Dependendo da altitude, o ar tem uma densidade diferente e uma composição química diferente. O ar circula constantemente em redor do globo, cruzando oceanos e vastas áreas de terra. Os ventos podem transportar pequenos organismos, incluindo bactérias, vírus, sementes e espécies invasivas para novos locais.

Aquilo a que chamamos ar consiste em…

O ar seco é constituído por cerca de 78% de azoto, 21% de oxigénio e 1% de árgon. Existe igualmente vapor de água no ar, perfazendo entre 0,1% e 4% da troposfera. O ar mais quente contém geralmente maior quantidade de vapor de água do que o ar mais frio.

O ar contém igualmente quantidades muito pequenas de outros gases, conhecidos como gases residuais, incluindo o dióxido de carbono e o metano.

As concentrações desses gases pouco importantes na atmosfera são geralmente medidas em partes por milhão (ppm).

Por exemplo, as concentrações de dióxido de carbono, um dos gases residuais mais proeminentes e abundantes na atmosfera, foram estimadas em cerca de 391 ppm, ou 0,0391%, em 2011 (indicador AEA de concentrações atmosféricas).

Adicionalmente, existem milhares de outros gases e partículas (incluindo fuligem e metais) que são lançados na atmosfera a partir de fontes naturais e antropogénicas.

A composição do ar na troposfera está em constante mudança. Algumas das substâncias contidas no ar são altamente reativas, ou seja, têm uma maior propensão para interagir com outras e formar novas substâncias.

Quando algumas dessas substâncias reagem com outras, podem formar poluentes «secundários» nocivos para a nossa saúde e para o ambiente.

O calor – incluindo o do Sol – funciona geralmente como catalisador, facilitando ou desencadeando reações químicas.

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(c) Stephen Mynhardt, ImaginAIR/EEA

Aquilo a que chamamos poluição atmosférica

Nem todas as substâncias presentes no ar são consideradas poluentes.

Em geral, entende-se por poluição atmosférica a existência de certos poluentes na atmosfera, em níveis que afetam negativamente a saúde humana, o ambiente e o nosso património cultural (edifícios, monumentos e materiais).

No contexto da legislação, apenas é considerada a poluição causada por fontes antropogénicas, embora esta possa ter uma definição mais ampla noutros contextos.

Nem todos os poluentes atmosféricos são provenientes de fontes antropogénicas. Muitos fenómenos naturais, incluindo erupções vulcânicas, incêndios florestais e tempestades de areia, libertam poluentes para a atmosfera.

As partículas de poeira podem percorrer grandes distâncias, dependendo dos ventos e das nuvens. Independentemente da sua origem antropogénica ou natural, logo que estas substâncias estejam na atmosfera, podem participar em reações químicas e contribuir para a poluição atmosférica.

Céu limpo e elevada visibilidade não são necessariamente sinais de ar limpo.

Apesar das melhorias significativas registadas nas últimas décadas, a poluição atmosférica na Europa continua a prejudicar a nossa saúde e o ambiente.

Em particular, a poluição originada por partículas e a poluição causada pelo ozono representam sérios riscos para a saúde dos cidadãos europeus, afetando a qualidade de vida e reduzindo a esperança de vida.

Porém, poluentes diferentes têm diferentes fontes e impactes. Vale a pena observar com mais atenção os principais poluentes.

Quando há partículas minúsculas em suspensão no ar

As partículas (PM, da expressão «particulate matter») constituem o poluente atmosférico mais nocivo para a saúde humana na Europa. Pensemos nas PM como partículas tão leves que podem flutuar no ar.

Algumas destas partículas são tão minúsculas (1/30 a 1/5 do diâmetro de um cabelo humano), que não apenas penetram profundamente nos nossos pulmões, como também, tal como o oxigénio, passam para o nosso sistema circulatório.

Algumas partículas são emitidas diretamente para a atmosfera. Outras surgem em resultado de reações químicas envolvendo gases precursores, nomeadamente o dióxido de enxofre, óxidos de azoto, amoníaco e compostos orgânicos voláteis.

Estas partículas podem ser formadas por diversos componentes químicos e o impacte que têm na saúde e no ambiente depende da sua composição. Alguns metais pesados, tais como o arsénio, o cádmio, o mercúrio e o níquel, podem também ser encontrados nas partículas.

Um estudo recente da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostra que a poluição por partículas finas (PM2,5, ou seja, partículas não superiores a 2,5 mícrones de diâmetro) pode constituir um perigo para a saúde maior do que se pensava anteriormente.

De acordo com o documento da OMS intitulado «Review of evidence on health aspects of air pollution» (Revisão dos dados relativos aos aspetos sanitários da poluição atmosférica), a exposição prolongada a partículas finas pode provocar aterosclerose, desfechos adversos no nascimento e doenças respiratórias na infância.

O estudo sugere também uma possível ligação com neurodesenvolvimento, função cognitiva e diabetes, além de reforçar o nexo de causalidade entre PM2,5 e mortes por doenças cardiovasculares e respiratórias.

Dependendo da sua composição química, as partículas podem também afetar o clima à escala global, quer por aquecimento quer por arrefecimento do planeta.

Por exemplo, o negro de fumo ou carbono preto, um dos componentes comuns da fuligem, que se encontra predominantemente em partículas finas (com menos de 2,5 mícrones de diâmetro), resulta da combustão incompleta de combustíveis — tanto combustíveis fósseis como queima de madeira.

Nas zonas urbanas, as emissões de negro de fumo são causadas sobretudo pelos transportes rodoviários, nomeadamente motores a diesel. Além dos impactes na saúde, o negro de fumo presente nas partículas contribui para as alterações climáticas, ao absorver o calor do Sol e ao aquecer a atmosfera.

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(c) Andrzej Bochenski, ImaginAIR/EEA

Ozono: quando três átomos de oxigénio se unem

O ozono é uma forma especial e altamente reativa de oxigénio, sendo composto por três átomos de oxigénio. Na estratosfera – uma das camadas superiores da atmosfera – o ozono protege-nos dos efeitos nocivos dos raios ultravioleta do Sol. Porém, na camada inferior da atmosfera – a troposfera – o ozono constitui, de facto, um poluente importante que afeta a saúde pública e a natureza.

O ozono troposférico é formado em resultado de reações químicas complexas entre gases precursores, tais como os óxidos de azoto e compostos orgânicos voláteis não metânicos. O metano e o monóxido de carbono também desempenham um papel na sua formação.

O ozono é um gás poderoso e agressivo. Níveis elevados de ozono corroem materiais, edifícios e tecido vivo.

Esta substância reduz a capacidade das plantas para realizarem a fotossíntese, e impede a sua absorção de dióxido de carbono.

É igualmente prejudicial para a reprodução e o crescimento das plantas, fazendo diminuir a produção agrícola e o crescimento das florestas. No corpo humano, causa inflamação nos pulmões e nos brônquios.

Uma vez exposto ao ozono, o nosso corpo tenta impedi-lo de entrar nos pulmões. Este reflexo reduz a quantidade de oxigénio que inalamos, o que por sua vez obriga o nosso coração a trabalhar mais.

Assim, no caso das pessoas que já sofrem de doenças cardiovasculares ou de doenças respiratórias, como a asma, os episódios de picos de concentração de ozono podem ser debilitantes e até mesmo fatais.

Que mais há na mistura?

O ozono e as PM não são os únicos poluentes atmosféricos que nos preocupam na Europa. Os nossos veículos ligeiros, pesados, centrais de produção de energia e outras instalações industriais, todos necessitam de energia. Quase todos os veículos e instalações utilizam alguma forma de combustível e queimam-no para obter energia.

Geralmente, a queima de combustíveis altera a forma de muitas substâncias, incluindo o azoto – o gás mais abundante na nossa atmosfera.

Quando o azoto reage com o oxigénio, formam-se no ar óxidos de azoto (incluindo o dióxido de azoto NO2).

Quando o azoto reage com átomos de hidrogénio, forma-se o amoníaco (NH3), que é um outro poluente atmosférico com graves efeitos nocivos para a saúde humana e a natureza.

De facto, os processos de combustão libertam uma multiplicidade de outros poluentes atmosféricos, que vão desde o dióxido de enxofre e o monóxido de carbono ao benzeno e aos metais pesados.

Alguns desses poluentes têm efeitos a curto prazo na saúde humana.

Outros, incluindo alguns metais pesados e poluentes orgânicos persistentes, acumulam-se no ambiente, o que lhes permite aceder à nossa cadeia alimentar e, em última análise, acabar dentro do nosso prato.

Outros poluentes, tais como o benzeno, podem danificar o material genético das células e provocar cancro em caso de exposição prolongada. Dado que o benzeno é utilizado como aditivo da gasolina, cerca de 80% do benzeno libertado para a atmosfera na Europa provém da combustão dos combustíveis utilizados pelos veículos.

Outro conhecido poluente causador de cancro, o benzo(a)pireno (BaP), é libertado principalmente pela queima de lenha ou carvão em lareiras e fogões domésticos.

Os gases de escape dos automóveis, especialmente dos veículos a diesel, são outra fonte de BaP. Além de ser cancerígeno, o BaP também pode causar irritação nos olhos, nariz, garganta e brônquios.

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O BaP encontra-se normalmente em partículas finas.

Como Deve Ser O Ar Que Respiramos?

Medindo os impactes na saúde humana

Embora a poluição atmosférica afete toda a gente, nem todas as pessoas são afetadas na mesma medida e da mesma forma.

O número de pessoas expostas à poluição atmosférica é maior nas zonas urbanas devido às maiores densidades populacionais ali existentes.

Alguns grupos são mais vulneráveis, incluindo os que sofrem de doenças cardiovasculares e respiratórias, os que sofrem de doença reativa e alergias das vias respiratórias, os idosos e as crianças de tenra idade.

«A poluição atmosférica afeta toda a gente, tanto nos países desenvolvidos como nos países em desenvolvimento», refere Marie-Eve Héroux, do Gabinete Regional para a Europa da Organização Mundial de Saúde. «Mesmo na Europa, uma elevada percentagem da população continua a ser exposta a níveis superiores às nossas recomendações sobre a qualidade do ar.»

Não é fácil estimar a extensão total dos danos à nossa saúde e ao ambiente, causados pela poluição atmosférica. Existem, no entanto, muitos estudos baseados em diversos setores ou fontes de poluição.

Segundo dados do projeto Aphekom cofinanciado pela Comissão Europeia, a poluição atmosférica na Europa diminui a esperança de vida das pessoas em aproximadamente 8,6 meses.

Alguns modelos económicos podem ser utilizados para estimar os custos da poluição atmosférica.

Estes modelos contêm habitualmente os custos com a saúde causados pela poluição atmosférica (perda de produtividade, despesas médicas adicionais, etc.

), bem como os custos decorrentes da diminuição da produção agrícola e da danificação de certos equipamentos. No entanto, tais modelos não incluem a totalidade dos custos incorridos pela sociedade devido à poluição atmosférica.

Porém, mesmo com as suas limitações, essas estimativas de custos dão uma indicação da magnitude dos danos.

Cerca de 10 000 instalações industriais em toda a Europa comunicam ao European Pollutant Release and Transfer Register (E-PRTR) (Registo Europeu das Emissões e Transferências de Poluentes (RETP europeu) as quantidades de vários poluentes que emitem para a atmosfera.

Com base nesses dados, acessíveis ao público, a AEA estima que a poluição atmosférica causada pelas 10 000 instalações poluentes de maior dimensão da Europa terá custado aos europeus entre 102 e 169 mil milhões de euros em 2009. É importante ressaltar que só 191 instalações foram consideradas responsáveis por metade do custo total danos.

Existem igualmente estudos que calculam os eventuais ganhos que poderiam ser obtidos com a melhoria da qualidade do ar.

Por exemplo, o estudo Aphekom conclui que a redução dos níveis médios anuais de PM2,5 para níveis dos valores de referência da Organização Mundial de Saúde originaria ganhos concretos em termos de esperança de vida.

Espera-se que a simples concretização desta meta possa aumentar a esperança de vida em 22 meses por habitantes em Bucareste, 19 meses em Budapeste, 2 meses em Málaga e menos de uma quinze dias em Dublim.

Os impactes do azoto na natureza

Não é apenas a saúde humana que é afetada pela poluição atmosférica. Diferentes poluentes atmosféricos desencadeiam diferentes impactes numa vasta gama de ecossistemas. O excesso de azoto, contudo, envolve riscos específicos.

O azoto é um dos nutrientes principais presentes no ambiente e é indispensável para um crescimento saudável e a sobrevivência das plantas. Pode dissolver-se na água para ser em seguida absorvido pelas plantas através dos seus sistemas radiculares.

Dado que as plantas consomem grandes quantidades de azoto e desgastam as reservas deste gás existentes no solo, agricultores e jardineiros utilizam geralmente fertilizantes para enriquecer o solo em nutrientes, entre os quais o azoto, de modo a aumentar a produção.

O azoto atmosférico tem um efeito semelhante.

Quando depositado em massas de água ou em solos, o azoto adicional pode ser benéfico para certas espécies em ecossistemas onde existem quantidades limitadas de nutrientes, tais como os chamados «ecossistemas sensíveis», com a sua flora e fauna únicas.

O fornecimento de nutrientes em excesso nestes ecossistemas pode alterar completamente o equilíbrio entre as espécies, e pode levar à perda de biodiversidade na área afetada. Em ecossistemas de água doce e costeiros, também pode contribuir para a proliferação de algas nocivas.

A resposta dos ecossistemas à deposição de azoto em excesso é conhecida como eutrofização. Nas últimas duas décadas, a área de ecossistemas sensíveis afetada pela eutrofização na UE diminuiu apenas ligeiramente. Estima-se que atualmente quase metade da área total definida como ecossistemas sensíveis está em risco de eutrofização.

Os compostos de azoto também contribuem para a acidificação da água doce ou dos solos florestais, afetando as espécies que dependem desses ecossistemas. À semelhança dos impactes da eutrofização, essas novas condições de vida podem favorecer algumas espécies em detrimento de outras.

A UE conseguiu reduzir significativamente a área dos ecossistemas sensíveis afetados pela acidificação, sobretudo graças a fortes reduções nas emissões de dióxido de enxofre. Neste momento, apenas algumas zonas de risco da UE, nos Países Baixos e na Alemanha em particular, enfrentam problemas de acidificação.

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(c) Leona Matoušková, ImaginAIR/EEA

“A área de paisagem montanhosa protegida de Jizerske hory, situada no norte da República Checa, pertence à região outrora tristemente conhecida por “Triângulo Negro”, devido aos seus níveis elevadíssimos de poluição atmosférica.”Leona Matoušková, República Checa

Poluição sem fronteiras

Embora algumas regiões e países possam sentir os seus impactes na saúde pública ou no ambiente de modo mais severo do que outros, a poluição atmosférica constitui um problema global.

Os ventos globais fazem circular os poluentes atmosféricos por todo o mundo. Uma parte dos poluentes atmosféricos e seus precursores que encontramos na Europa são emitidos na Ásia e na América do Norte. De igual modo, uma parte dos poluentes libertados para a atmosfera na Europa é transportada para outras regiões e continentes.

Observa-se o mesmo fenómeno à escala local. A qualidade do ar em zonas urbanas é geralmente afetada pela qualidade do ar nas zonas rurais vizinhas e vice-versa.

«Estamos sempre a respirar e estamos expostos à poluição atmosférica — seja dentro de casa, seja ao ar livre», refere Erik Lebret, do Instituto Nacional da Saúde Pública e do Ambiente (RIVM) dos Países Baixos.

«Onde quer que vamos, estamos a respirar um ar contaminado por toda uma gama de poluentes em níveis que por vezes podem ter efeitos adversos para a saúde.

Não existe, infelizmente, nenhum lugar onde apenas possamos respirar ar puro.».

Para mais informações

Ar. Os componentes e a importância do ar, e o processo de respiração

Aquela substância que atravessa nossas narinas quando respiramos se chama ar.

O ar não pode ser tocado, e geralmente não apresenta cor, cheiro, nem gosto. Ele é formado por diversos gases. O gás nitrogênio é o que se apresenta em maiores quantidades; depois, temos o gás oxigênio e o gás carbônico.

  • Como Deve Ser O Ar Que Respiramos? Os principais gases encontrados no ar.
  • Além dessas substâncias e de outras, que estão em menor quantidade, o ar também apresenta gotículas de água, poeira, e até mesmo partículas de vírus, bactérias e outros micro-organismos.

Quando respiramos, nosso nariz filtra as partículas e micro-organismos que podem fazer mal ao nosso corpo. Eles, quando se juntam ao muco ali produzido, formam a famosa meleca de nariz.

Quando respiramos, esse ar vai para os pulmões, retirando dali o gás oxigênio, essencial para a nossa sobrevivência (inspiração). Depois, também pela respiração, nosso corpo libera gás carbônico e outros componentes do ar que não foram utilizados (expiração).

  1. Como Deve Ser O Ar Que Respiramos? A entrada e saída do ar.
  2. O ar também é importante por vários outros motivos. Graças a ele:
  3. – Quando em movimento, podemos ter uma sensação agradável de frescor;

– Podemos falar, já que os sons são formados pelo contato do ar com as pregas vocais; – Os ventos permitem a dispersão de sementes; – Pode ocorrer a queima, por exemplo, de uma vela (coloque uma vela acesa em um recipiente fechado e observe o que ocorrerá em pouco tempo, como na imagem); – As chuvas podem ser distribuídas; – Velejadores podem velejar sem precisar de remos ou motor; – Podemos encher bolas, pneus, boias e balões.

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Como Deve Ser O Ar Que Respiramos? Sem ar, acaba o oxigênio, e a vela se apaga.

Quando a qualidade do ar não está boa, podemos desenvolver problemas de saúde. As doenças provocadas pelos micro-organismos são um exemplo.

Nesse caso, elas geralmente ocorrem quando esses seres vivos não foram filtrados pelo nariz, ou foram para dentro do corpo pela boca.

A fumaça liberada por carros e indústrias também podem provocar problemas, como alergias e intoxicação.

  • Por esses motivos é que merecemos um ar de qualidade!
  • Por Mariana Araguaia Bióloga, especialista em Educação Ambiental
  • Equipe EScola Kids

Como a qualidade do ar influencia na saúde humana

  • Poluição do ar e a saúde humana
  • Qualidade do ar e a saúde humana

Como Deve Ser O Ar Que Respiramos?Como a qualidade do ar influencia na saúde humana

Quem é a favor de uma boa qualidade de vida não pode dispensar um bom ar puro, não é mesmo? Entretanto, para se ter uma boa qualidade do ar, é necessário a interação de um complexo conjunto de fatores dentre os quais se destacam as emissões de gases poluentes, as mudanças climáticas e as queimadas, além da poluição causada pelos automóveis, que podem ser favoráveis para a saúde humana quando bem controladas.

Para se ter uma ideia da gravidade dos problemas causados pela poluição do ar, nove em cada dez
pessoas respiram ar contaminado no mundo, isso de acordo com o mais recente
relatório da OMS, publicado em 2018.

Mas como a qualidade do ar influencia na saúde humana? Continue
com a gente e confira!

Poluição do ar e a saúde humana

Como Deve Ser O Ar Que Respiramos?

Embora os efeitos da má qualidade do ar não sejam tão visíveis quando comparados a outros fatores que podem influenciar na saúde – como a alimentação precária e as más condições de moradia, por exemplo – a exposição a poluição atmosférica pode causar inúmeros prejuízos à saúde e qualidade de vida da população, muitos até irreversíveis. Alguns dos problemas causados podem incluir doenças respiratórias como:asma, bronquite, enfisema pulmonar, câncer de pulmão e cardiovasculares. Outros problemas podem ser desencadeados a curto prazo pela poluição do ar, entre eles, a irritação das mucosas, da garganta e bronquite.

É importante saber que os problemas de saúde relacionados a qualidade do ar podem afetar pessoas de
todas as idades, mas as mais vulneráveis ainda são as crianças, os idosos e as
pessoas que já apresentam alguma doença respiratória.

De acordo com Maria Alenita de Oliveira, pneumologista da
Beneficência Portuguesa de São Paulo, os problemas originados pela alta
concentração de poluentes no ar influenciam diretamente no aumento de infecções
respiratórias, irritação ocular e na garganta, ressecamento das mucosas nasais
e da pele. A causa está relacionada à reação inflamatória nos pulmões, devido
às substâncias oxidantes que reduzem as defesas pulmonares. Existe uma
incidência elevada de sintomas como tosse, irritações nos olhos e na garganta,
aperto no peito e dificuldade para respirar.

Qualidade do ar e a saúde humana

Como Deve Ser O Ar Que Respiramos?

Quando começamos a cuidar da qualidade
do ar
, consequentemente, cuidados também do bem mais preciso que temos: a
nossa saúde. Os benefícios são vários, mas vamos destacar três campos
facilmente observáveis em nosso dia a dia:

– Produtividade Já se sentiu cansado e desanimado em algum ambiente? Quando se busca renovação e qualidade do ar, os cuidados são de grande importância.

Um dos clássicos exemplos de prejuízos relacionados a baixa produtividade ocorre nas grandes empresas, onde a renovação do ar muitas vezes não é adequada aos trabalhadores.

Apostar em equipamentos que oferecem renovação do ar oferece mais produtividade aos ocupantes do espaço.

– Saúde e qualidade de vida Ter saúde e qualidade de vida envolvem muitos fatores, e o ar que respiramos tem uma grande importância. Ambientes
com qualidade do ar renovado
oferecem menos riscos à saúde, especialmente se tratando de doenças
respiratórias. A respiração fica mais leve, agradável e confortável.

– Bem-estarO bem-estar é uma das coisas que mais buscamos no nosso dia a dia, e quando temos produtividade, saúde e qualidade de vida, tudo fica em repleto equilíbrio e harmonia. 

Esses são alguns dos inúmeros benefícios que a qualidade do ar oferece para nossa
vida. Sem ar não pode haver vida, mas respirar um ar poluído nos condena a uma
vida cercada de doenças.

Qual a qualidade do ar que você respira? Como você se sente no ambiente em que está agora, nesse exato momento?

A poluição do ar necessita
de ações urgentes para que os índices de poluentes sejam diminuídos e a
população possa viver de forma mais saudável possível.

As ações que podem ser feitas são pequenas, e você pode contar com
a ajuda de uma empresa que entende do assunto! A Sicflux conta com uma equipe
qualificada para entregar as melhores propostas para renovar e manter a
boa qualidade do ar em ambientes
internos, garantindo conforto térmico e saúde para todos os ocupantes.

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O ar que respiramos – Enfitec Júnior

O oxigênio está presente no nosso dia a dia e, sem ele, não teríamos a vida como é hoje. Porém, mesmo parecendo benéfico 100% do tempo, ele pode causar grandes danos.

Percebemos eles todos os dias, por exemplo, quando uma maçã cortada começa a se tornar amarela.

Veremos que esses problemas tomam uma escala muito maior na indústria do que a doméstica, e o controle desse gás se torna indispensável.

BebidasEm bebidas, principalmente as fermentadas, como a cerveja e o vinho, o seu excesso leva a oxidação de compostos formados durante a fermentação, o que ocasiona a aparição de compostos aromáticos indesejados e, no caso dos vinhos, uma mudança de coloração, transformando o vinho de amarelo palha para amarelo escuro, por exemplo.A oxidação acontece em condições proporcionadas por vida de prateleira: incidência de luz e temperaturas ambiente. Isso é um problema, pois diminui as possibilidades de venda nesses locais, já que o produto, após alguns meses, não terá apelo visual, no caso dos vinhos, e pode esconder um sabor desagradável e manter um cliente insatisfeito.

Assim, as empresas que pretendem abranger mercado nacional investem no controle da sua entrada nos processos industriais.

PeixesA quantidade de oxigênio dissolvido em água é característica importante para conhecer a qualidade do meio aquático. Nos ambientes que possuem grande quantidade de matéria orgânica, a parcela de oxigênio é mínima.

Nesses locais, a criação de espécies aquáticas é dificultada, pois há grande incidência de doenças e mortes dos animais.

Além disso, em lagos e em locais fechados, a quantidade de oxigênio decresce a noite, já que não há fotossíntese, causando mortandade de peixes.

Então, o controle da variação do oxigênio é de fundamental importância para acionamento de aeradores ou sopradores, diminuindo a quantidade de perdas.

Estações de tratamento de águaPara a decomposição da matéria orgânicas são necessárias bactérias que são afetadas diretamente pela variação da quantia de oxigênio no meio. Uma concentração abaixo do normal causa inativação do processo e, em concentrações altas, um excesso de energia é demandado na decomposição.

  • Também, existem concentrações padronizadas pelo Agência Nacional de Águas para definir uma água de qualidade, medidas interessantes para serem seguidas pela indústria.
  • CaldeirasAs caldeiras alimentadas pelo vapor em altas temperaturas devem possuir quantidades mínimas de oxigênio, pois a temperatura elevada facilita o processo de corrosão das caldeiras, um enorme prejuízo a longo prazo.
  • E como a Enfitec Júnior atua nesse meio?

A Enfitec Júnior desenvolve sensores personalizados para cada cliente.

Nessa área, estamos desenvolvendo um sensor óptico que possa medir até ppb da concentração de oxigênio dissolvido em diversos ambientes.

Ficou interessado no assunto e quer saber mais sobre a medição de O2? Ou ainda, gostaria de desenvolver um para tornar-se cada vez mais competitivo nesse mercado? Entre em contato conosco

Qual é a qualidade do ar que respiramos?

  • Cada ser humano respira o equivalente a catorze quilos de ar por dia.
  • Ao mesmo tempo que respiramos oxigénio, inalamos pequenas quantidades de partículas perigosas.
  • Recentemente, a Organização Mundial de Saúde incluiu pela primeira vez a poluição atmosférica na lista de agentes cancerígenos.
  • Antecipar os picos de poluição é uma das tarefas dos investigadores do centro europeu para as previsões meteorológicas a médio prazo.
  • O centro situa-se em Reading, no Reino Unido e recolhe informação sobre a poluição à escala global.
  • A análise dos dados é parte integrante de um projeto europeu de monitorização do ar, realizado em parceria com vários países, incluindo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.
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“Todos os dias recebemos milhões de observações de satélites situados a 800 quilómetros da terra.

Também recebemos dados provenientes de estações terrestres, de navios e aviões”, explica Richard Engelen, gestor do projeto.

Os poluentes mais frequentes como o monóxido de carbono, o ozono, o dióxido de azoto e o dióxido de enxofre são medidos regularmente.

Na sua maioria, os elementos poluentes provêm dos tubos de escape ou das chaminés das fábricas.

“Entre os vários poluentes analisados temos por exemplo, a poeira do deserto. Podemos ver aqui uma bela imagem de uma nuvem de poeira vinda do deserto e que avança para a Europa do Sul e afecta a qualidade do ar dessa região.

Como podemos prever esses dados? Utilizamos super-computadores com algoritmos sofisticados que imitam as leis da física.

As previsões do dia anterior são comparadas com as observações do próprio dia para fazer uma previsão para o dia seguinte”, explica a investigadora Angela Benedetti.

Os dados recolhidos pelas várias agências são armazenados num computador gigantesco e podem ser usados pelos vários países.

Por exemplo, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera publica um índice da qualidade do ar, que vai de mau a muito bom. Uma informação essencial para muitos cidadãos.

“Podemos pensar nas pessoas que são sensíveis aos níveis elevados de poluição, como os asmáticos, que precisam de saber as previsões de poluição para os dias seguintes.

os governos, as regiões e cidades têm de mudar as práticas, por exemplo, gerir o trânsito em função da qualidade do ar. é possível usar as nossas previsões para antecipar as situações.

Há autoridades nacionais que querem conhecer o percurso das substâncias poluentes para ajustarem as próprias medidas locais”, refere o responsável do centro.

  1. A agência estatal para a Natureza e o Ambiente, em Essen, na Alemanha, cruza a informação do centro europeu com as medidas realizadas nas estações regionais.
  2. A região alemã produz um terço da eletricidade do país a partir do carvão e é a segunda maior produtora mundial de aço.
  3. A monitorização e a previsão da poluição atmosférica são por isso tarefas fundamentais.
  4. A estação de qualidade do ar da região de Essen situa-se no meio de uma zona industrial.
  5. Os dados sobre as partículas perigosas são recolhidos várias vezes por dia, quando há picos de poluição a informação é divulgada imediatamente.
  6. Uma tarefa essencial já que os poluentes atmosféricos não afetam apenas a qualidade do ar mas também os cursos de água e os ecossistemas.

O Cuidado do Ar que Você Respira

O Cuidado do Ar que Você Respira

O cuidado do ar que você respira

A respiração é fundamental para manter o bom funcionamento do nosso corpo, é através do ato de inalar e exalar o ar que equilibramos funções orgânicas e eliminamos toxinas.

Mas você já parou para pensar na qualidade do ar que respira? E na quantidade de toxinas que invadem seu organismo ao dar aquele suspiro para se acalmar?

Pois é, o ar que respiramos sofre influência direta da atividade humana, da emissão de gases por indústrias, calefações, carros, ônibus e caminhões. E se engana quem pensa que dentro de casa está livre do contato com microrganismos e compostos químicos dispersos no ar. A exposição constante a um ar de baixa qualidade pode causar sérios danos à nossa saúde e bem-estar.

  • Elimine até 99,97% das impurezas suspensas no seu ambiente

De acordo com a OMS – Organização Mundial da Saúde 90% da população mundial respira um ar poluído. Isto é, um ar com altos índices de óxido de nitrogênio, enxofre, metais pesados e compostos orgânicos por exemplo.  

E sabe qual o resultado disso? Sete milhões de mortes por ano causadas por partículas finas que chegam aos nossos pulmões e sistema cardiovascular através da respiração. Além é claro da degradação do meio ambiente e diminuição do tempo de vida de animais.  

Como deve ser o ar que respiramos?

O Índice de Qualidade do Ar é medido no mundo inteiro desde 2008, levando sempre em consideração o clima e as condições sociais e políticas de cada país. Dos seis níveis que existem, a qualidade do ar no lugar em que você mora deve estar entre boa e moderada para que não sejam oferecidos riscos à sua saúde.

 A poluição do ar é considerada pela OMS o maior risco ambiental para saúde, já que ela é responsável por causar a morte de sete milhões de pessoas por ano. A preocupação com a poluição atmosférica e a forma como ela afeta a qualidade de vida das pessoas é tão grande que a busca por um ar mais puro está entre as metas da agência da ONU- Organização das Nações Unidas determinadas para 2019.

Apesar das reportagens e alertas constantes sobre a qualidade do ar nas cidades ao redor do mundo e principalmente em ambientes como aeroportos e estações de trem e metrô, onde o fluxo de pessoas é muito grande, a qualidade do ar em ambientes internos também é muito importante e merece a devida atenção. Afinal, passamos mais de 80% do tempo de nossas vidas em lugares fechados.

Uma pesquisa realizada pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos provou que o ar que respiramos dentro de casa pode ser de duas a cinco vezes mais poluído do que o ar da rua.  Se você sofre com problemas respiratórios e tem crises constantes dentro de casa, o problema pode estar mais perto do que imagina.

  • Dentro de casa alguns dos tipos de poluição mais comuns são:
  • Fumaça de cigarro– É responsável por 85% da degradação do ar em ambientes fechados e aumenta o risco de doenças como câncer de pulmão.

Bactérias– A bactéria Legionella pneumophila pode ser encontrada dentro do chuveiro, na água que saí dele ou no vapor do banho. Ela é responsável por causar um tipo de pneumonia. Além disso, dar descarga com a tampa da privada aberta permite que as bactérias fecais fiquem dispersas no ar por até duas horas.

  1. Ar condicionado– A umidade acumulada dentro do equipamento favorece a proliferação de ácaros, fungos e bactérias.

Compostos químicospresentes em desodorantes, cosméticos e produtos de limpeza também podem ser nocivos à sua saúde. Por isso vale verificar a existência do selo “inofensivo para camada de ozônio” nas embalagens.

Como resposta, o corpo humano emite uma série de sinais de que algo está errado. Sintomas como dor de cabeça, enjoo, tontura e fraqueza podem, por exemplo, ser sinal de que você está respirando um ar com monóxido de carbono em excesso ou ainda compostos orgânicos que se desprenderam de tintas e colas usadas durante aquela reforma em um dos cômodos.

O sistema respiratório é o que mais sofre com a poluição. Só no Brasil cerca de 50 mil pessoas morrem por ano em decorrência de doenças causadas pelos agentes dispersos no ar em que respiramos. Asma, bronquite e DPOC – Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica estão entre as mais comuns e são caracterizadas pela obstrução ou destruição dos alvéolos pulmonares e infecção do sistema respiratório.

  • Como melhorar a qualidade do ar?
  • Existem algumas medidas que podem ser tomadas para ajudar a cuidar do ar dentro de casa:
  • O cultivo de plantas como Lírio, Espada de São Jorge, Samambaia e Clorofito pode ser uma saída para diminuir toxinas e gases voláteis, além de deixar o ambiente mais bonito.
  • Os óleos essenciais como de lavanda, eucalipto e alecrim podem amenizar cheiros desagradáveis e ajudar a tratar os sintomas citados acima.

Porém, para melhorar a qualidade do ar de forma efetiva, é preciso fazer mais do que isso. Para reter impurezas do ar, acabar com mau cheiro e evitar alergias, o ideal mesmo é usar um purificador de ar. Seu funcionamento é bem simples: o ar retido pelo equipamento passa por um filtro e é devolvido para o ambiente.

E o Purifik Air é a solução ideal para deixar o ar mais saudável em ambientes que vão desde pequenos apartamentos, onde os moradores costumam sofrer com cheiro de cigarro, até estabelecimentos como salões de beleza e espaços gourmets, onde a presença de substâncias fortes é mais comum. Ao reter 99,9% das impurezas do ar, o Purifik Air também evita o surgimento de mofo e bolor, afinal essas manchas são resultado da ação dos fungos que ficam em suspensão no ar.

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