Como Descobrir Que Uma Criança É Autista?

Uma das medidas mais importantes na condução e na observação de crianças é interpretar como vai seu desenvolvimento e seu comportamento. Detectar desde cedo problemas ou anormalidades pode ser decisivo para seu futuro, especialmente no que tange sua vida afetiva, social e escolar. No Autismo ou nos Transtornos do Espectro Autista esta lógica não é diferente.

Infelizmente, o Autismo não tem “cara”, forma física, sinais na pele ou no rosto da criança e não aparece em exames de imagem ou de sangue… Esta condição só pode ser identificada por meio de observação do comportamento da criança e por informações coletadas por meio de relatos de seus cuidadores, até que se preencham os critérios necessários para se confirmá-lo ou descartá-lo.

Desta forma, é muito importante saber quais passos tomar para descobrir se uma criança tem Autismo ou não. Cinco passos são indicados como caminho e diretriz para se chegar ao diagnóstico adequado:

1) Entrevista detalhada com os pais/cuidadores

Colher informações sobre o comportamento social e como se comunica socialmente a criança, além de verificar se ela apresenta atitudes e intenções repetitivas e fora do contexto, é essencial! Nessa entrevista, é importante que quem a conduz conheça os sinais e sintomas de Autismo e seus aspectos clínicos mais sugestivos. Muitas vezes, os pais não sabem relatar direito ou não se lembram ou ainda querem verificar mais. Neste caso, acione os passos 2 e 3.

2) Reunir fotos e vídeos

Muitas vezes, na entrevista, as informações são frágeis e pouco definidas. Neste caso, pode-se investigar observando diretamente a criança por meio de vídeos e fotos em plena atividade compartilhada com os amiguinhos ou com a família; ou o profissional pode também visitar a escola para ver a criança diretamente em ambiente social e lúdico.

3) Depoimentos de profissionais e escolas

A visão e a análise de profissionais que lidam com crianças podem ser decisivos para um maior e mais amplo esclarecimento acerca de seu comportamento.

Devido ao maior preparo profissional e por estarem isentos emocionalmente, tais relatos podem ser cruciais e definir com mais certeza a suspeita.

Além disto, a comparação silenciosa e sistemática com outras crianças no ambiente em tempo real dá maior clareza ao se perceberem as diferenças entre a criança observada e as demais.

4) Uso de escalas de avaliação

O uso de escalas de avaliações confiáveis e desenvolvidas a partir de muitas pesquisas e sistematizações são úteis, pois dão maior objetividade à observação e nos faz lembrar do que deve ser perguntado e observado sem correr risco de esquecer detalhes ou se perder durante a entrevista.

Além disso, ajudam a demarcar melhor os sintomas mais severos e que precisam de maior intervenção.

Quem avalia ou trabalha com estas crianças, deve conhecer pelo menos as escalas de triagem, como o ATA (Escala de Traços Autísticos) ou o M-CHAT (Modified-Checklist Autism in Toddlers), ambas já traduzidas para nossa língua.

5) Dados de história familiar

Verificar se na família existem casos de Autismo ou de outros transtornos de desenvolvimento ou neuropsiquiátricos, pois está consolidada na literatura científica a evidência de que existem estreitas associações entre estas condições.

As idades materna e paterna acima de 40 anos também se correlacionam com risco maior de ter filhos com TEA.

Além disto, neste histórico, pode-se também averiguar suas condições de parto, peso ao nascer e se houveram problemas significativos naquele momento, como prematuridade e baixo peso.

Este e outros ótimos conteúdos sobre autismo e outros distúrbios de desenvolvimento você encontra no site Neurosaber.

5 Sinais de autismo e como identificar se seu filho tem – BLOG

Meu filho tem autismo? Como posso identificar os sinais de autismo?

Se você está fazendo essa pergunta, é provável que já tenha
algumas preocupações sérias. Que, aliás, são suficientes para fazer a maioria
dos pais se sentirem assustados, desorientados e desamparados.

Mas, o fato é que muitos pais encontram-se à procura de
sinais que indiquem a presença de um possível problema. E fazem essa pergunta
com muita cautela.

Isso é apenas um sinal de preocupação com nossos filhos. E é
natural, considerando a quantidade de atenção que o autismo tem recebido nos
últimos anos.

Boas
notícias

  • A boa notícia é que, na maioria das vezes, os pais
    preocupados descobrem que tudo está absolutamente normal.
  • Perceber uma única bandeira vermelha, ou mesmo identificar
    uma combinação de fatores preocupantes, muitas vezes equivale a nada mais do
    que a individualidade de uma criança se expressando, com uma ligeira variação
    no progresso normal de desenvolvimento.
  • E, por outro lado, mesmo que haja motivos para acreditar que
    o seu filho possa estar em algum lugar do espectro autista, a notícia ainda é
    boa: você não está sozinho…

Seu filho irá para a escola exatamente como as outras crianças e estudará em uma sala de aula regular… Você receberá a ajuda que precisa e o seu seguro cobrirá a maior parte das despesas… Então, respire fundo. Pois, tudo ficará bem.

Antes de chegar a qualquer conclusão, é importante estar claro que você poderá identificar algumas características que indicam a possibilidade do autismo, alguns sinais de autismo. Porém, apenas um profissional médico terá condições de afirmar isso com certeza.

O espectro autista varia amplamente. Mas, de acordo com a Washington Autism Alliance and Advocacy,
cerca de 46% dos indivíduos no espectro têm inteligência normal ou acima da
média.

Enquanto 25% mostram sinais mais óbvios, como ser
completamente não-verbal ou ter proficiência muito limitada na língua, no
estágio em que se esperaria que a criança começasse a experimentar a
comunicação verbal.

Quando se apresentam os primeiros sinais de autismo?

Esse distúrbio neurológico geralmente se manifesta quando as
crianças têm entre um e três anos de idade. Embora, em muitos casos, não seja
identificado e diagnosticado até muito mais tarde.

O autismo leve será apresentado somente quando a criança estiver na escola e começar a demonstrar alguns sinais de dificuldade nas interações sociais. Ou, então, quando forem identificadas dificuldades de aprendizagem.

Quanto mais suave for o caso do autismo, mais difícil poderá
ser a identificação e o diagnóstico. Os sinais
de autismo
, nesses casos, são mais sutis.

No entanto, até mesmo as crianças no espectro que possuem alto
nível funcional podem se beneficiar imensamente com a terapia comportamental de
intervenção precoce.

Ainda que possa ser mais difícil identificar o TEA antes que a criança atinja a idade escolar, há uma variedade de sintomas que você deve estar atento.

De acordo com a Associação Nacional de Autismo dos EUA, o TEA geralmente se apresenta por meio de qualquer combinação de quatro desvios da norma:

4 desvios:

  • Dificuldade com as interações sociais;
  • Comprometimento cognitivo;
  • Dificuldade de comunicação;
  • Comportamentos repetitivos.

Aqui, estão algumas maneiras que essas dificuldades podem se
apresentar em crianças pequenas com TEA:

1. Ficar facilmente assustado com sons ou ficar agitado com ruídos
de fundo

Embora todas as crianças possam apresentar reações adversas aos sons altos, as crianças com TEA têm uma aversão particularmente forte aos ruídos altos.

Consequentemente, elas podem reagir fazendo caretas ou sinais de dor. Em vez de apenas demonstrar surpresa ou uma curiosidade geral, com os olhos arregalados.

Exemplos:

  1. Poderá ser um sintoma do autismo se você vir o seu filho expondo as suas emoções mais fortes na forma de uma reação adversa à música ou à TV, estando com volume muito alto…
  2. Ou se os adultos na sala estiverem tendo uma conversa alta e animada… Ou se outras crianças estiverem brincando nas proximidades fazendo barulho alto… Outro exemplo pode ser quando você utilizar o aspirador de pó.
  3. Portanto, sso é algo para o qual se deve prestar muita atenção.
  4. Pelo fato de as crianças com autismo processarem o mundo ao seu redor de maneira diferente, elas podem ter dificuldade para filtrar sons “irrelevantes”, como, por exemplo, provenientes do micro-ondas ou da máquina de lavar roupas.
  5. Tais sons que seriam ignorados como ruído branco de fundo para crianças neurotípicas.

2. Pode apresentar dificuldade em reconhecer expressões
faciais e fazer contato visual

Essas reações podem resultar em ataques, choro, raiva ou, até mesmo, em um comportamento fisicamente agressivo. Mas a reação difere conforme a criança e com base no nível da sua sensibilidade ao barulho.

via GIPHY

Desde cedo, as crianças aprendem a fazer contato visual com os pais. Sorriem quando alguém sorri para elas e apontam ou acenam para as coisas que acham interessantes, como um animal no zoológico ou um brinquedo.

Crianças no espectro autista têm mais dificuldade em reconhecer emoções em expressões faciais e podem demonstrar pouca ou nenhuma emoção.

Quando algo surpreendente ocorre (como algo caindo no chão, provocando um barulho alto), é normal que uma criança olhe para os seus pais e, em segundos, processe as suas expressões faciais para identificar qual emoção está sendo transmitida.

Isso é feito para verificar se elas também precisam se preocupar com o que aconteceu. Com uma criança autista, no entanto, muitas vezes não há reação alguma, o que, para os pais, pode ser muito intrigante e preocupante. E, dessa forma, é um dos principais sinais de autismo.

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Identificando melhor

Crianças mais velhas com TEA (entre a idade de três e cinco anos) muitas vezes olham para o chão ou têm os seus olhos vagando quando um adulto está falando com elas. Sendo assim, fazer contato visual é, muitas vezes, uma dificuldade fundamental para as crianças com TEA.

Como as crianças do espectro têm dificuldade em ler
expressões faciais, elas podem não reagir – ou até mesmo reagir inadequadamente
– quando um dos pais ou irmão estiver expressando alegria, raiva ou tristeza.

3. Dificuldades de fala e linguagem podem se apresentar
durante os primeiros estágios do desenvolvimento da linguagem

  • Crianças com TEA podem ter dificuldade em falar e se comunicar
    no nível esperado para a sua idade.
  • Mesmo durante a infância, é possível perceber que o seu filho não balbucia ou resmunga uma resposta quando você fala e tenta interagir com ele.
  • No primeiro aniversário, a maioria das crianças pode falar uma ou duas palavras, mas as crianças no espectro muitas vezes não aprendem a falar até muito mais tarde.

Como funciona a comunicação

Às vezes, as crianças com TEA balbuciam e choramingam nos primeiros meses de vida e depois deixam de se “comunicar” completamente.

Nesses casos, todas as formas de comunicação verbal e desenvolvimento normal de linguagem e experimentação com a fala param abruptamente. Isso pode ser desconcertante para os pais e geralmente é um sinal de que é hora de investigar mais, buscando ajuda profissional.

Mesmo nos casos em que crianças autistas falam e demonstram sinais bastante típicos de desenvolvimento normal da linguagem, elas repetem diversas vezes palavras e frases não relacionadas. Ou seja, falam sem realmente se comunicar ou transmitir um sentimento, pensamento ou desejo.

Sendo assim, a intervenção precoce é fundamental para ajudar as crianças autistas a aprenderem a se comunicar. Seja por meio da linguagem falada, seja em casos mais extremos, como, por exemplo, por meio da linguagem de sinais ou mesmo de um dispositivo de comunicação aumentativa e alternativa.

Por isso, aprender a identificar os sinais de autismo é tão importante.

4. Pode não ter interesse em interagir com o mundo ao redor

Para a criança neurotípica, o mundo está cheio de coisas bizarras e maravilhosas que nunca viram ou encontraram antes. Ou seja, coisas que naturalmente despertam curiosidade e as atraem.

Portanto, a resposta normal a uma nova experiência ou descoberta é tipicamente olhos bem abertos e maravilhados, espanto, diversão e curiosidade.

Como crianças com TEA respondem ao mundo

As crianças com TEA, porém, respondem ao mundo de maneira muito diferente. Logo, essa é uma das formas de identificar os sinais de autismo em uma criança.

Por exemplo, você pode perceber o que seu filho realmente não responde com contato visual ou sinais de curiosidade quando você tenta chamar a atenção dele. Talvez ele nem sequer vire a cabeça para a sua direção quando você disser o nome dele.

  1. Ele pode não apontar para objetos, não demonstrar um nível normal de curiosidade ou não tentar te mostrar os seus brinquedos e desenhos em um esforço para compartilhar os seus interesses e obter uma resposta positiva.
  2. Sendo assim, a falta de capacidade de resposta aos estímulos e a falta de interesse em procurar a atenção dos pais é um sinal bastante comum de que uma criança pode estar em algum lugar do espectro autista.
  3. As crianças normalmente aprendem por meio da imitação.

Desde bem nova, a criança neurotípica começa a copiar os comportamentos dos adultos. Sendo assim, você pode encontrá-las fingindo cozinhar, segurando um objeto no ouvido como se estivessem falando ao telefone ou fingindo alimentar e cuidar de uma boneca.

Principais diferenças das crianças com TEA

Por outro lado, as crianças no espectro autista muitas vezes não tentam brincar ou se ocupar de uma maneira que envolva fingir ou imitar esses tipos de comportamentos. E normalmente têm interesse mínimo em interagir ou buscar a atenção de adultos em sua vida.

  • As crianças com TEA também podem demonstrar pouco interesse pelas outras, sejam irmãos, crianças no parquinho ou colegas na pré-escola.
  • Mesmo em uma idade muito precoce, as crianças em desenvolvimento normalmente são muito curiosas e reativas quando encontram outras, especialmente pela primeira vez.
  • Mesmo que o seu filho se esconda atrás das suas pernas ou demonstre alguma timidez ou trepidação, o fato de que outras crianças da sua idade estejam provocando uma resposta de algum tipo indicaria um desenvolvimento normal.

No entanto, como a criança autista tem dificuldade para detectar as emoções de outra criança e interpretar as expressões faciais, o mundo social pode ser difícil. Portanto, a sua resposta é, muitas vezes, simplesmente se desligar e evitar interagir e demonstrar qualquer interesse.

As crianças do espectro autista também podem ter reações
adversas ao contato físico normal, como um abraço, segurar as mãos ou serem
retiradas do chão e seguradas no colo.

5. Estímulos sensoriais podem resultar em uma reação
exagerada… Ou nenhuma reação

Muitos indivíduos autistas têm dificuldade para processar informações sensoriais e podem ficar facilmente sobrecarregados, mesmo em um passeio a um restaurante ou supermercado.

Visões, sons e movimentos, até sabores e cheiros, podem ser difíceis para a criança autista. Especialmente na combinação de um com o outro.

Isso pode se apresentar como um dos dois extremos: você pode
notar uma reação exagerada ou uma falta de reação aos estímulos.

As reações

No caso de uma reação exagerada, uma criança autista pode se
afastar do toque, até mesmo algo tão gentil e não ameaçador como um toque na
cabeça ou no braço. Outras podem manifestar alguma reação ao se vestirem,
porque a sensação tátil da roupa cria uma sensação de ansiedade.

Algumas crianças com hipersensibilidade ao ruído e a outros estímulos podem reagir de maneira oposta. Sendo assim, elas podem não mostrar resposta alguma aos sons e aos estímulos visuais, até mesmo coisas que geralmente assustariam ou surpreenderiam uma criança.

  1. Isso pode parecer tão incomum que faz você se perguntar se o seu filho está tendo problemas de audição.
  2. Uma criança autista também pode não reagir aos estímulos sensoriais que normalmente seriam divertidos, curiosos e excitantes, algo que pode ser um tanto quanto desconcertante para um pai preocupado.
  3. Mesmo uma forte reação negativa a algo novo e avassalador é normal, mas nenhuma reação pode ser motivo de preocupação.
  4. Se você levar o seu filho ao circo pela primeira vez e um palhaço não fizer ele rir ou se assustar um pouco, que são reações comuns, isso pode indicar que é necessária uma avaliação adicional.

Identificar melhor os sinais de autismo

  • A terapia ABA pode fazer maravilhas para os distúrbios do
    processamento sensorial, que muitas vezes fazem parte do espectro autista, mas
    também pode ajudar crianças neurotípicas.
  • Mas, se você ainda tiver dúvidas depois de analisar esses sintomas comuns, reserve alguns minutos para concluir a Lista de Verificação Modificada para o Autismo em Crianças.
  • Trata-se de um questionário online, desenvolvido pela Autism Speaks, que lhe ajudará a levar a avaliação um passo adiante.

E agora?

Interpretar as respostas e as reações do seu filho muitas vezes requer um pouco de intuição dos pais, pois não há uma linha clara entre o que é normal ou não.

Mas se alguns desses sinais de autismo parecerem familiares demais para serem ignorados, é aconselhável consultar o médico da família para obter um diagnóstico e sanar as suas preocupações de uma vez por todas, ou para iniciar o tratamento necessário para o seu filho.

Entender e identificar os sinais de autismo é fundamental. Pois, quanto antes você conseguir obter o diagnostico adequado, melhor será.

Caso você queira aprender também mais sobre a terapia ABA, aqui no IEAC nós damos um curso de treinamento para pais. Vale muito a pena conhecer para saber como você poderá ajudar melhor o seu filho!

Se você tem alguma dúvida sobre a ABA ou os sinais de autismo, deixe aqui seu comentário para que possamos te ajudar melhor. Não deixe de compartilhar esse conteúdo com outras pessoas!

Autismo: como identificar se o seu filho tem?

Autismo é uma disfunção psiquiátrica que pode ser diagnosticada ainda na infância. Dificuldade de interação, falta de reação a chamados e rigidez do pensamento são as principais características.

Cada criança tem a sua personalidade. Umas mais agitadas, outras nem tanto. Contudo, há algumas manifestações do desenvolvimento infantil que, quando notadas em menor ou maior grau, podem resultar em um diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), popularmente conhecido como autismo.

É normalmente identificado até os 3 anos de idade, e quanto antes for tratado adequadamente, melhores serão os resultados para o indivíduo. Dentre as principais alterações, podemos destacar a dificuldade de interação social, atrasos de linguagem e outras questões comportamentais.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), são mais de 70 milhões de casos em todo o mundo. Apenas no Brasil, o número de pessoas com autismo é estimado em 2 milhões.

Então, que tal aprender a observar os sinais para saber se o seu filho tem autismo? Para ajudá-lo, selecionamos os principais pontos a serem identificados. Confira!

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1. Falta de sociabilidade

Para receber um diagnóstico de autismo não é preciso que a criança apresente todos os sintomas. Em geral, o transtorno possui diferentes níveis e pode variar de pessoa para pessoa. Ainda assim, um dos sinais mais comuns está relacionado ao modo de interagir com outros indivíduos.

Por exemplo: uma criança com autismo possui dificuldades de compreender e socializar com o outro — e, por essas razões, acaba se isolando. Também pode apresentar ausência ou pouco contato visual.

Como isso acontece? Há casos em que, durante a amamentação, o autista não observa a mãe, mas, sim, permanece com um olhar perdido e para o vazio. Já quando maior, surge a falta de espontaneidade, que impossibilita o indivíduo a compartilhar experiências e emoções.

2. Falta de reação a chamados verbais

Outro sintoma frequente entre quem possui autismo é a falta de reação a chamados verbais. Esse detalhe pode ser notado quando a criança não responde quando é chamada — sinal este que, frequentemente, é confundido com surdez.

Se estiver na dúvida, faça o teste: chame o seu filho pelo nome e verifique se ele atende ou ouve. Ou então, se ele ouve os barulhos na direção correta. Isso mostrará se a audição da criança está perfeita ou não.

Nos primeiros anos, ainda é possível notar uma ausência ou atraso do sorriso em resposta ao sorriso de outras pessoas. Os autistas também costumam ignorar ou não reagir ao contato físico.

Tratamento

Independentemente dos sintomas apresentados, o mais indicado é levar a criança a um especialista. Assim, juntos, vocês poderão encontrar as melhores alternativas de tratamento.

Dentre as opções mais eficazes da atualidade, está a intervenção assistida por cães, que oferece diversos benefícios, como: mais motivação e melhora da interação social. Esse tratamento pode ser encontrado em órgãos reconhecidos e capacitados, como o Hospital Santa Mônica e na sua unidade avançada, a Unidade Integrativa Santa Mônica, na Vila Nova Conceição.

3. Dificuldade em compreender metáforas e ironias

A terceira característica forte do autismo é a rigidez do pensamento. Isso significa que a criança, possivelmente, apresentará sintomas relacionados ao bloqueio de criatividade, falta de imaginação e resistência para aceitar mudanças.

Além disso, outra área bastante afetada por essa rigidez é a dificuldade de entender metáforas e linguagens simbólicas. Termos como “nadar no dinheiro” e “brincar com fogo” são compreendidos literalmente, inclusive na fase adulta.

O mesmo vale para conversas que apresentam ironia ou sarcasmo, fazendo com que essas crianças pareçam extremamente ingênuas. Após observar os sintomas, não deixe de procurar ajuda especializada no assunto. O tratamento pode ser realizado com psiquiatras, psicólogos e, até mesmo, com o próprio pediatra.

Por fim, lembre-se: para superar esses obstáculos, será preciso não somente o acompanhamento médico, como, também, muita paciência e amor de toda a família.

Gostou do nosso artigo especial sobre o autismo? Aproveite a leitura e confira também o post com tudo o que você precisa saber sobre transtorno mental!

Quais os sinais e sintomas de autismo?

Em geral, a partir de um ano e meio de idade, alguns sinais de autismo — ou Transtorno do Espectro do Autismo, seu nome técnico — já podem aparecer, até mesmo mais cedo em casos mais graves.

Há uma grande importância de se iniciar o tratamento o quanto antes, objetivando intervenção terapêutica adequada, mesmo que haja somente uma suspeita clínica, pois quanto antes iniciem-se as intervenções, maior será a qualidade de vida da pessoa.

(saiba mais no nosso artigo “O que é autismo?”)

O tratamento psicológico com evidência de eficácia, segundo a Associação Americana de Psiquiatria, é a terapia de intervenção comportamental — aplicada por psicólogos.

A mais usada delas é o ABA (sigla em inglês para Applied Behavior Analysis — em português, análise aplicada do comportamento), embora existam outros.

Como o tratamento para autismo é interdisciplinar e adequado as necessidades especificas do individuos, ou seja, além da psicologia, pacientes podem se beneficiar com intervenções de fonoaudiologia, terapia ocupacional, entre outros profissionais.

Sinais em crianças

Estes são alguns dos sinais de autismo em crianças, mas é importante destacar que apenas três desses sinais já justificam uma suspeita para se consultar um médico neuropediatra ou um psiquiatra da infância e da juventude. Testes como o M-CHAT (inclusive a versão em português) estão disponíveis na internet para serem aplicados por profissionais.

  • Contato Visual —Um sinal muito comum na maioria das pessoas com autismo, é não manter contato visual, ou pelo menos não olhar nos olhos por mais de 2 segundos.
  • Alinhar objetos — Como mostra a foto que ilustra este artigo, alinhar objetos, muitas vezes classificá-los por cor, por tamanho, ou categoria, por exemplo, é muito comum entre a maior das crianças com Transtorno do Espectro do Autismo.
  • Atender pelo nome — Muitas vezes confundido por surdez ou algum nível de deficiência auditiva, muitos autistas costumam não atender pelo nome quando são chamados.
  • Isolamento — Não se interessar por outras crianças ou isolar-se, ainda que estejam num ambiente com outras pessoas, é um dos mais comuns comportamentos entre as pessoas que estão dentro do espectro do autismo.

Rotinas — Ser muito preso a rotinas, querem sempre fazer as mesmas coisas, nos mesmos horários, ou ainda, ter os objetos nas mesmas posições e ordem é outra característica muito comum na maioria dos autistas. A rotina traz segurança e previsibilidade para todos nós. A maioria das pessoas com autismo, porém, tem isso potencializado e pode ficar preso a rotinas, de maneira inflexível.

Brincar — Não brincar com brinquedos de forma convencional, como, por exemplo, jogar um carrinho como se fosse uma bola, ao invés de colocá-lo no chão e fazê-lo andar como um carro de verdade, pode ser comum entre crianças no espectro do autismo. Ou ainda, focar em apenas uma parte do brinquedo, como ficar girando apenas a rodinha do carrinho, é muito comum acontecer com autistas.

Movimentos repetitivos — Fazer movimentos repetitivos sem função aparente é outro sinal importante em muitas crianças com Transtorno do Espectro do Autismo.

Os mais comuns são o movimento de balançar rapidamente as duas mãos soltas, chamado de “flapping”, e o balançar do tronco para frente e para trás.

Muitas crianças também mudam seus movimentos repetitivos de tempos em tempos, como se fossem fases que se alteram.

Fala — Não falar ou não fazer gestos para se expressar é outra característica presente em muitos autistas.

Estatísticas dão conta de que um terço das pessoas com TEA são não-verbais, ou seja, não usam a fala para se comunicar — apesar de, muitas vezes, terem a capacidade de falar, mas não se comunicam através da fala.

Se expressar por comunicação não-verbal também, como um gesto mostrar algo, também é um prejuízo notado em vários casos no espectro. Técnicas de comunicação alternativa — até mesmo aparelhos para esse fim — ajudam de maneira significativa essas pessoas.

Ecolalia — Repetir frases ou palavras em momentos inadequados, sem a devida função é a chamada ecolalia, presente também no rol de sinais de autismo, presente tanto em autistas que estão adquirindo a fala até em indivíduos pouco verbais que se comunicam somente com frases prontas que ouviram em filmes, programas de TV, propagandas, músicas ou que escutaram alguém dizer muitas vezes exatamente da mesma forma — em alguns casos, até a entonação é a mesma —, porém sem contexto ou sem função. Há autistas que se comunicam com contexto correto, mas usando frases prontas e são extremamente rígidos em usá-las exatamente da mesma forma, sem flexibilidade, como, por exemplo, responder a uma pergunta simples: “Você quer suco?” — e responde “Suco é muito bom pra saúde!”; e se você perguntar outra coisas sobre suco, como: “Tem suco na geladeira?” — responde a mesma frase: “Suco é muito bom pra saúde!”.

Compartilhar interesses e atenção — Mostrar para alguém algo que você está interessado, achou legal, bonito ou trouxe algum incômodo é uma atitude entre as pessoas, faz parte da interação social. Não compartilhar seus interesses ou não olhar quando apontamos algo, por exemplo, é outro sinal bem significativo entre as pessoas que estão dentro do espectro do autismo.

Fazer referência com adulto — Emocionalmente é importante a criança olhar para o outro para fazer referência e co-regular suas emoções com um adulto frente a algo incerto, algo com o qual não sabemos lidar e esse é um déficit notado em muitos autistas.

Um exemplo pode ajudar melhor: imagine a cena de uma criança de um ano brincando sentada no chão e o adulto, seja o pai ou a mãe, numa poltrona no mesmo cômodo; e cada um entretido com uma atividade diferente, sem estarem interagindo. De repente, um objeto cai fazendo um barulho alto.

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O bebê não sabe como reagir, não sabe se aquilo é bom ou ruim, engraçado ou assustador. O comportamento esperado é que o bebê olhe para o adulto para se co-regular emocionalmente, decidir que reação terá. Se o adulto cair na gargalhada, é bem provável que o bebê dará risada também.

Se o adulto se assustar, ficar preocupado ou ainda chorar, é bem provável que o bebê terá a mesma reação do adulto. Uma criança com autismo pode ignorar o barulho e poderá nem olhar para o adulto, ainda que o pai ou a mãe tenham uma reação de susto ou espanto.

Muitas vezes confunde-se esse comportamento com déficit auditivo, quando na realidade é comportamento ligado a dificuldade na habilidade socioemocional.

Girar objetos — Alguns autistas têm uma obsessão em girar coisas, sem uma função aparente. Outro relato comum é o de crianças que gostam de ficar observando objetos que giram, como ventiladores, rodas de carros ou trem em movimentos e máquinas de lavar roupas.

Interesses restritos, hiperfoco — uma quase obsessão por um assunto específico é muito comum na maioria das pessoas com autismo, que querem ler, se informar, falar sobre determinado tema — alguns chegam a tornar-se praticamente um especialista no assunto. Por muitos, essa característica é considerada uma vantagem em algumas áreas profissionais, a depender do assunto de interesse.

Não imitar — É imitando que se aprende. E, não ter essa habilidade, pode dificultar o aprendizado de muitas crianças com autismo, o que não é raro. Até mesmo um bebê de dias de vida, instintivamente, imita — se você ficar abrindo sua boca várias vezes, o bebê tenderá a abrir a boca também. Imitar é inato do ser humano.

Faz-de-conta — Várias pessoas com autismo têm dificuldade em pensamentos abstratos, são muito presas a conceitos concretos — o que explica o fato de muitos adultos terem dificuldades com significados de duplo sentido ou figuras de linguagem, como a ironia. Não brincar de faz-de-conta é uma consequência desse déficit em crianças com autismo, que, por exemplo, não simulam estar tomando café numa xícara de brinquedo vazia: “Não tem nada dentro da xícara para eu tomar!”.

Há outros sinais relatados por famílias com crianças autistas, como andar nas pontas dos pés; ser resistente (ou não demonstrar reação) à dor; não reagir emocionalmente às emoções dos outros, como o sorriso motivado (sorrir de volta para um sorriso), seletividade alimentar; mas ainda sem estudos que os coloquem como sinais de autismo em volume significativo.

Autismo em adultos

No caso de adultos, alguns sinais são semelhantes, como não manter contato visual por alguns segundos ou ser muito preso a rotinas.

Porém, a maturidade e o desenvolvimento ao longo do tempo trazem sinais diferentes, como ser muito literal ao interpretar as expressões e não entender quando se usa duplo sentido ou sentido figurado — por exemplo: dizer que aquela garota “é uma gata”, referindo-se a sua beleza – ou não compreender o uso de ironia.

No caso de adultos, também é determinante o nível de comprometimento e quanto de ajuda a pessoa necessita no seu dia a dia.

Saber se um adulto que tem uma vida independente tem autismo, é uma tarefa que comumente envolve múltiplos especialistas, tais como;  psicólogo, psiquiatra, neurologista, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo além de possibilidade de uma investigação genética.Comprar exame

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Autismo: veja como identificar seus primeiros sinais

Receber o diagnóstico de autismo de um filho é como embarcar rumo a um universo desconhecido. É preciso encontrar a maneira de aterrissar nesse pequeno mundo em que a criança parece estar isolada.

O transtorno, uma espécie de pane do desenvolvimento neurológico, costuma ser identificado pelos médicos entre 1 ano e meio e 3 anos, mas especialistas apostam que os próprios pais são capazes de detectar os primeiros sinais a partir dos 8 meses e, assim, buscar ajuda especializada quanto antes.

Pesquisadores da Universidade de Miami, nos Estados Unidos, descobriram que a chave para esse flagra precoce está na comunicação não verbal.

A equipe do professor de psicologia Daniel Messinger observou o modo como o bebê olha para objetos, o jeito como ele pede o que deseja e como reage quando lhe apontam para alguma direção.

Pequenos com falhas gestuais nos primeiros meses de vida apresentaram sinais mais evidentes de autismo após os 2 anos e meio de idade.

Observe em casa

“O olhar é extremamente importante para demonstrar o vínculo materno. Enquanto é amamentado, o autista pode não fitar a figura da mãe e ter um olhar perdido”, explica o médico Estevão Vadasz, coordenador do Programa de Transtornos do Espectro Autista do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

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Outro comportamento que pode acender a luz amarela é ele aceitar o colo de qualquer pessoa. “Com 8 meses, a criança costuma estranhar quem não é do seu convívio e até chorar, mostrando que está insatisfeita. Já um autista sente-se igualmente confortável com qualquer um”, lembra o psiquiatra.

O choro quase ininterrupto, uma inquietação constante ou, ao contrário, uma apatia exacerbada também merecem atenção.

“Muitas vezes os médicos não observam a relação entre o bebê e as pessoas, porque focam o aspecto orgânico”, aponta Cristina Keiko Inafuku de Merletti, psicóloga da ONG Lugar de Vida, especializada no acompanhamento de autistas.

Ela alerta que, quando o autismo é leve, exames eletroencefalográficos, genéticos e de neuroimagem às vezes não acusam alterações significativas. Daí, mais do que nunca, conta a percepção dos pais no dia a dia.

Vale notar até mesmo se o pequeno se incomoda com o toque, com alguns sons e com certas texturas de alimentos, o que chega a dificultar demais a transição do leite para as comidas sólidas, já que o autista tem os sentidos afetados.

Em casa, nota-se a ausência de fala, uma aparente surdez e os movimentos pendulares estereotipados de tronco, mãos e cabeça. Já os especialistas analisam transtornos de linguagem, de socialização, comportamentos restritos e repetitivos. O espectro autista é diferenciado pelos graus de comprometimento dessas características.

A doença atinge mais meninos – quatro para cada menina -, e metade dessas crianças tem ainda algum retardo mental. Muitas vezes são diagnosticadas enfermidades associadas, como convulsões, e até epilepsia. Encrencas gastrointestinais são igualmente comuns.

Como não mostram o que sentem, principalmente a dor, os pais devem ficar de olhos abertos. Crises de ansiedade e até a agressividade também afetam o tratamento.

Nesses casos, a medicação para tranquilizar é uma grande aliada, os testes com o hormônio oxitocina, ligado à afetividade, é visto como alternativa por especialistas.

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O tratamento

As avaliações são individuais, mas as terapias costumam ser feitas em grupos para estimular a socialização. Englobam o acompanhamento comportamental, o pedagógico e o aprimoramento da comunicação.

“E, quanto mais cedo as intervenções forem iniciadas, maiores são os progressos, principalmente nas relações afetivas, nas atividades diárias e motoras”, ressalta Daniel Messinger, líder do estudo americano.

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Carolina Ramos Ferreira, coordenadora pedagógica da Associação de Amigos do Autista (AMA), reforça que é importante dar continuidade em casa ao trabalho realizado pelos especialistas. “É preciso incentivar, ensinar a se vestir, a escovar os dentes e a comer sozinho. O excesso de proteção pode fazer com que os pais bloqueiem ainda mais a autonomia dessas crianças e jovens”, alerta.

Família preparada

Portanto, o grande desafio é orientar a família.

Cristina Keiko, da ONG Lugar de Vida, acha que a mãe e o pai costumam receber a notícia de forma inadequada, quase técnica, e transformam-se em pesquisadores, deixando de perceber as nuances do desenvolvimento infantil. Aliás, muitas entidades oferecem cursos para o aprimoramento dos pais, mas esses espaços especializados são escassos para dar conta da demanda.

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Com um bom acompanhamento, o autista pode ficar com menos limitações e até frequentar a escola regular com alguém servindo de apoio. Tudo vai depender do grau da deficiência. Por isso, a observação é fundamental para captar detalhes valiosos que ajudam a entrar nesse mundo tão especial.

Fugir de casa é mais um sintoma

Quase metade dos autistas americanos com menos de 4 anos já deu algumas escapadas. É o que revela um estudo do Instituto Kennedy Krieger, com 1,2 mil famílias.

Na maioria das vezes, o que motiva essas crianças é chegar a algum lugar específico. Os números são alarmantes, já que elevam o risco de acidentes.

Pelo menos 65% dos fujões foram atropelados ou quase atropelados. Outros 24% sobreviveram a afogamentos.

Os tipos

Autismo clássico 

É uma pane neurofisiológica, que cria obstáculos para o processamento cerebral. A sociabilidade é sempre comprometida. Nos casos mais graves, a fala chega a ser afetada. Nos moderados, há uma interação com o mundo, porém mais passiva.

Asperger Menos grave, tem características semelhantes às do autismo, como o interesse restrito por objetos e problemas de socialização. Atinge sete meninos para cada menina. Mas, no caso, inteligência e memória fora do comum roubam a cena.

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