Como Descobrir Que O Rapaz Que Anda Atras De Mim É Gay?

por Edson Castro

 Como Descobrir Que O Rapaz Que Anda Atras De Mim É Gay?

“Tenho 17 anos e todos pensam que eu sou gay, mas eu não sou. Dizem que é por causa da minha voz e o meu jeito. Gostaria de saber o que eu estou fazendo que faz as pessoas pensarem que sou gay.

Várias meninas já falaram que pensavam isso e depois de conversarem comigo viram que eu não era. Mas as pessoas dizem que de aparência eu pareço. O que fazer para não parecer? Até por que eu não sou.”

► O MHM RESPONDE:  Fala meu velho, de boa? Muitos caras precisam afirmar sua heterossexualidade para o mundo ao redor deles. Como se gritar “EU COMO BUCETA” e agir como um gorila fizesse deles mais homens. Não faz.

A real é que você não deixa de ser mais ou menos hétero pelo jeito que você se porta ou age. Esse é seu jeito e sua personalidade. Ponto. Não deixe as pessoas ao seu redor te moldarem para um padrão comum. Vou além.

Como Descobrir Que O Rapaz Que Anda Atras De Mim É Gay?

Para responder a sua pergunta, fui atrás de um especialista. Pedi um conselho do meu amigo James Cimino, que não só é gay, como também é um dos criadores do podcast Lado Bi que fala sobre cultura e cidadania LGBT. Se liga no que ele disse:

“Quando se tem 17 anos, as pessoas à nossa volta se aproveitam das nossas vulnerabilidades para nos atingirem. Ter voz fina ou ter um estilo diferente são apenas características que te distinguem do resto. Pode reparar, as pessoas que pensam isso de você são todas muito parecidas e, portanto, padronizadas e sem graça, por isso tentam te atingir dessa maneira.

E isso nada tem a ver com sua sexualidade. Então, tente não ligar para o que os outros dizem de você, mas para o que você sabe sobre si.”

Como Descobrir Que O Rapaz Que Anda Atras De Mim É Gay?

Tem uma coisa que você precisa saber sobre o James. Ele é um cara barbudo, parrudo, que sempre brincou com brinquedos de menino, nunca usou roupas de mulher e não dá a menor pinta.

Gay é um homem que gosta de se relacionar com outros homens. Não existe um ou outro jeito de agir que te defina como homossexual. Eu tenho amigos que são gays e você jamais desconfiaria se eles não contassem para você.

Por que eu estou dizendo isso? Bem, você tem um jeito e uma personalidade. Isso faz você ser o que você é. Outros sites e pessoas diriam para você sair por aí fingindo ser um cara durão e fortão.

Eles diriam para você coçar mais o saco e cuspir mais. Tentar falar grosso e imitar algum ator de Hollywood como Clint Eastwood ou o Stallone. Mas para mim, isso não vai te fazer mais heterossexual. Vai fazer você parecer uma piada.

Você vai parecer uma paródia ambulante. Ao poucos, sufocado por estes esteriótipos, você vai se sentir menos você. Antes de fingir ser qualquer coisa, você deve ser quem você é.

Como Descobrir Que O Rapaz Que Anda Atras De Mim É Gay?

Sim, no momento a situação pode parecer meio insuportável. Mas acredite, você é muito novo e as pessoas no colégio costumam ser babacas.

Conforme você entrar numa faculdade e começar a andar com pessoas se pareçam mais com você, vai ver que o mundo ao seu redor parece mais legal e os outros o seu redor te julgam menos.

Quanto a essas meninas que dizem que te achavam gay, bem… Depois de dizer que você não é, elas já sabem disso. Chega junto e joga um papo da hora para cima delas.

Como Descobrir Que O Rapaz Que Anda Atras De Mim É Gay?

No fim meu velho, é um mudo estranho lá fora. O tempo todo vai ter alguém dizendo para você ser mais isso ou ser mais aquilo. Se você seguir o conselho de todos, nunca vai ser nada.

O que realmente importa é você ser quem você é e estar confortável com isso. Foda-se o que acham as pessoas ao seu redor.

Você não vai mais ver nenhuma dessas pessoas daqui 5 anos, mas vai ter que conviver consigo mesmo para o resto da vida.

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O Edson Castro e o Leonardo Filomeno, criadores do Manual do Homem Moderno, acabaram de publicar um livro para te ajudar neste processo. O Guia Definitivo Para Não Quebrar a Cara: (ou Pelo Menos Tentar) reúne os melhores conselhos, toques verdadeiros que dispensam palavras gentis e tapinhas de boa sorte nas costas.

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► Tem alguma pergunta para fazer? Deixe sua pergunta no formulário abaixo ou nos comentários deste post que o MHM responde! Ou se quiser, mande um e-mail para a gente em [email protected] Jornalista, ilustrador, apaixonado pela vida e por viver aventuras. Coleciona HQs, tênis e boas histórias para contar.

"Queria ser hétero, mas não consigo"

Recebemos o relato de um leitor que se odeia por ser gay. Isso mobilizou o PapodeHomem, aprendemos muito com o debate e agora compartilhamos com você. 

Introdução: publicar ou não o relato?

Faz alguns meses, recebemos um email elogioso de um leitor, mas o elogio não era só para nós:

… precisava declarar a admiração que sinto por vocês. Na verdade, não só pelo criador e pelos colaboradores, mas por todos os homens “heterossexuais”, pois sou homossexual, e confesso que isto é uma das piores coisas do mundo. EU ODEIO ISSO EM MIM. Já tentei mudar, mas infelizmente não consigo. Já pensei até em suicídio, mas não cometi por causa de minha mãe, ela iria sofrer muito. Isso se deve ao fato de que sempre tive muita vontade de ser um HOMEM NORMAL, e não ser essa aberração de ser gay. E não ser essa aberração de ser gay.

No restante do email, ao mesmo tempo em que elogiava o mundo masculino heterossexual que o PapodeHomem representava, nosso leitor também criticava o que via nos “guetos” homossexuais:

O mundo masculino é fascinante. Carros, bebidas, mulheres, esportes, e há ainda a liberdade, a camaradagem e a praticidade de vocês. Tenho muita vontade de ser como os homens normais. O gueto homossexual é horrível, cheio de intrigas, sexo, drogas, rótulos, marginalização, doenças, egocentrismo, inveja, futilidades, depravações, desrespeito, discriminação. Enfim, uma lista imensa de outras coisas. Nunca namorei uma mulher e nem vou namorar. Nunca namorei um homem e nem vou namorar. Apesar, infelizmente, de eu ser gay, não estou a fim de dividir minha vida com outro homem. É um absurdo! Decidi recentemente me “assexualizar”, ou seja, não ter nenhum tipo de relacionamento sexual com ninguém. Se quiser sentir prazer sexual, para isso existe a masturbação. No mais, meu maior sonho é ter um trabalho estável, uma casa, ajudar minha mãe e viajar, cair no mundo.

Parabéns ao PdH por me proporcionar fazer parte, mesmo que seja virtualmente, do mundo dos homens normais.

Somos exploradores de conteúdo e esse email nos aguçou o faro. Sentimos que havia uma história interessante por trás. Nosso leitor claramente estava sofrendo e, talvez, assim como muitos outros na posição dele. Entramos em contato com ele, pedimos permissão para publicar seu email e também fizemos outras perguntas para entendermos melhor sua vida, sua sexualidade, seus sentimentos.

Ao mesmo tempo, irrompeu uma controvérsia no QG do PapodeHomem: publicar ou não o relato?

Por um lado, deveríamos sim publicar, disseram alguns. Era um relato verdadeiro, intenso, forte, que com certeza refletia a sensação de muitos outros jovens homens em situação parecida.

Por outro lado, não deveríamos publicar, disseram outros. O relato era potencialmente homofóbico e poderíamos ter problemas legais ao parecer que endossávamos essas opiniões. Era mesmo nosso interesse jogar lenha nessa fogueira?

Conversei sobre o assunto com a sexóloga Regina Navarro Lins. Ela concorda que, muitas vezes, “o pior inimigo do gay” é “a sua própria homofobia. Há casos de gays que introjetam de tal forma os valores preconceituosos da sociedade que se tornam profundamente homofóbicos e se recriminam por desejar outro homem.”

E perguntei sua opinião sobre nossa dúvida. Publicávamos ou não, Regina?

Não vejo problema em publicar esse depoimento se você mostrar como essa forma de pensar e sentir limita a própria vida. (…) É fundamental refletirmos sobre crenças e valores aprendidos, questioná-los, e assim deletarmos o moralismo e os preconceitos. Não é uma tarefa simples, mas para viver bem é preciso ter coragem.

Regina Navarro Lins tem razão. O depoimento é importante e deve ser publicado, mas também cabe a nós dar um pouco mais de contexto aos nossos leitores.

Pois somos o Papo de Homem — não necessariamente o Papo de Homem heterossexual. Nossa exploração do masculino inclui também a homossexualidade masculina — tão diferente, como não poderia deixar de ser, da feminina. Os homens gays e bissexuais são tão homens quanto qualquer homem — podem não ser heterossexuais, mas como não seriam homens?

Enfim, somos todos homens, inclusive os homens que amam outros homens.

Com vocês, o depoimento do nosso leitor, editado pelo Rodolfo, motivado em parte por perguntas que fizemos a ele, em entrevista conduzida pelo Gitti. Mais abaixo, uma conversa que tive com o psicólogo Gilmaro Nogueira.

O relato do leitor: “Sou gay, mas sempre tive muita vontade de ser hétero”

Desde meus 7, 8 anos, eu sentia conscientemente – não dá para explicar; tem que sentir – que não gostava de meninas, mas sim de meninos. Fui ter plena convicção disso aos 12, 13 anos. Na época, eu não podia acreditar que eu estava sentindo aquilo.

Ficava me perguntando: “Por que comigo? Será que existem outras pessoas como eu?” Até hoje, quando ando na rua, fico tenso imaginando o que os outros estão pensando de mim, se estão suspeitando de alguma coisa. A sensação era, e continua, péssima.

Como Descobrir Que O Rapaz Que Anda Atras De Mim É Gay? “Fico tenso imaginando o que os outros estão pensando de mim” | Aves da noite, de Edward Hopper

A minha adolescência foi horrível. Tive algumas crises existenciais. Não saía de casa, não tinha amigos. Era uma única rotina casa-escola-casa. Inclusive, na escola eu era discriminado, o que me fez um cara antissocial ao extremo, tímido, com baixa autoestima.

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Dos 13 aos 20 anos, minha mãe, minha irmã, meus parentes e meus vizinhos me perguntavam por que eu não gostava de sair. Eu dizia que não gostava mesmo e ponto.

A verdade é que eu tinha muito medo de que alguém desconfiasse, percebesse algo diferente em mim e fosse comentar para minha mãe.

Tentei, de uma forma até ingênua, mudar isso em mim. Eu comprava revistas de mulheres nuas. Chegava a me masturbar e tudo. No entanto, sempre que eu gozava, acontecia algo estranho: eu chorava.

Talvez por angústia, por eu forçar uma coisa que não era minha, por tentar ser aquilo que eu não era. A sensação era e é muito ruim.

Até hoje, com meus 26 anos, eu faço isso e sempre acontece a mesma coisa: vem a tristeza acompanhada da baixa autoestima e do choro.

O gueto homossexual é horrível!

Não existe universo GLS. Existem guetos. Percebo que há desunião, há diferenças subgrupais.

Os efeminados, os bombados, os ursos, os maduros, as drag queens, as travestis, os bissexuais, as caminhoneiras, os gays casados com mulheres, os enrustidos. Todos se odeiam entre si.

São cheio de intrigas, rótulos, marginalização, egocentrismo, inveja, futilidades, depravações, desrespeito, discriminação… Enfim, há uma lista imensa de outras coisas.

Como Descobrir Que O Rapaz Que Anda Atras De Mim É Gay? “São cheio de intrigas, sexo, drogas, rótulos, marginalização, doenças, egocentrismo, inveja” | Detalhe d'O Último Julgamento, de Michelangelo Buonarroti

A minha crítica aos homossexuais começou quando observei a feminilização de alguns homens gays. Fico morrendo de vergonha, pois é algo ridículo. E recentemente, quando percebi também que havia alguns homens casados com mulheres e que saíam com outros homens, a situação piorou. Aí eu tive vontade de me assexualizar.

Nunca namorei

Não sei namorar um homem. Não tenho referências, experiências e nem maturidade para isso.

Durante um tempo, frequentei cinemas pornôs. Lá eu chupava e era chupado, nada mais comum e normal num cinema gay, sempre com pessoas que não conhecia. Essa é a extensão da minha experiência sexual: nunca fiz anal, nem passivo ou ativo, e nem vaginal, evidente.

A sensação de fazer sexo oral no cinema pornô é ruim. Tem que entrar escondido para ninguém ver e, quando você sai, rola um vazio do tamanho do universo. É simplesmente horrível.

Os caras heterossexuais vão para casas de prostituição, mas lá eles se encontram para conversar, beber, ouvir música, bater papo e depois voltam para suas casas. Cinemas e saunas gays não têm nada disso. É só sexo. Ninguém fala nada. É triste.

Por isso, também, nunca quis frequentar festas ou saunas gays, só o cinema mesmo. Aqui na minha cidade nem tem essas coisas, ou então é muito restrito, fechado, em locais escuros e perigosos.

Como Descobrir Que O Rapaz Que Anda Atras De Mim É Gay? “Os caras heterossexuais vão para casas de prostituição, mas lá eles se encontram para conversar, beber, ouvir música, bater papo” | A orgia, de William Hogarth

Além disso, ninguém namoraria comigo. Sou magro, alto, mestiço – descendente de índio, branco e negro –, contido, tenho um rosto comprido, braços e pernas finas. Gosto de música clássica e comédia romântica.

Quem iria querer namorar um sujeito assim? Não faço parte do padrão de beleza que a sociedade exige – padrão este que é o contrário do meu. Ainda mais os gays, narcisistas que são.

Se nunca apareceu um cara pra namorar em 26 anos, não é agora que vai aparecer. Portanto, o que importa no final das contas é o sexo, e somente o sexo.

Agora, nem isso.

Nunca namorei mulheres

Já tentei. Naquela fase dos 12 aos 20 anos. Mas não consegui. Nunca deu certo. Sei lá, vai ver faltou instinto de macho – algo que eu não tenho. Eu admiro cada vez mais o mundo masculino.

Queria fazer parte dele, mas não dá. Não sei por quê, mas não dá. E, no geral, acho ruim ser gay! Não queria isso para mim. Não há liberdade! É uma prisão da alma! Só queria ser normal.

Acho que Deus deve me odiar.

Nunca beijei e nem transei com mulheres. Não fico excitado com uma garota. Só quando forço muito, mas muito mesmo. É uma verdadeira sessão de tortura. No geral, não sinto desejo, vontade, e às vezes dá até nojo.

Decidi me assexualizar

Nunca namorei uma mulher. Nunca namorei um homem. E apesar de ser gay, eu infelizmente não estou a fim de dividir minha vida com outro homem. Para mim, compartilhar a vida é absurdo! Por isso, decidi recentemente me assexulizar, ou seja, não ter nenhum tipo de relacionamento sexual. Com ninguém. Se eu quiser sentir prazer, existe a masturbação.

Não me considero um homem efeminado. Consigo ser natural. Nunca forcei a barra para ficar parecendo machão. Como sou muito tímido, falo pouco e quase não rio, as pessoas quase não percebem. No geral, acho que grande parte das pessoas nem imagina. Todos pensam que eu sou hétero.

Como Descobrir Que O Rapaz Que Anda Atras De Mim É Gay? “Não sei ainda como é ser homem. Acho que vou morrer sem saber” | Cavalgando com a Morte, de Jean-Michel Basquiat

Minha situação atual é: não namoro, só estudo. Não saio à noite. Não sinto tesão por mulher, só por homem, mas vou conseguir parar com isso. Ninguém da minha família sabe que sou gay, apenas umas três ou quatro pessoas da universidade. O meu maior sonho é ter um trabalho estável e uma casa. É ajudar minha mãe e viajar. É cair no mundo.

Não frequento academia, não pratico esportes, não bebo, não fumo, não transo, não tenho carro, não falo alto, não sou grosso, não sei paquerar. E não sei ainda como é ser um homem pleno em si.

Acho que vou morrer sem saber.

Pós-escrito: uma conversa com o psicólogo Gilmaro Nogueira, por Alex Castro

Homens gays relatam drama de viver casamentos de fachada com mulheres – BBC News Brasil

  • Victoria Derbyshire e Megan Bramall
  • BBC Victoria Derbyshire Programme

Como Descobrir Que O Rapaz Que Anda Atras De Mim É Gay?

Crédito, Thinkstock

Legenda da foto,

Membros do grupo de apoio a homns gays casados estão em diferentes estágios: alguns apenas suspeitam que são gays, enquanto outros já contaram a suas esposas

Décadas atrás, quando os gays da Grã-Bretanha e de outros países ocidentais tinham de enfrentar o ostracismo e viviam sob a ameaça de serem processados, muitos optaram por se casar e esconder sua sexualidade.

Mas mesmo agora, com uma aceitação crescente, alguns continuam optando pelo mesmo caminho.

Nick, que está na casa dos 50 anos, é casado com sua esposa há 30 anos. Ele é gay.

Ele acha que sua mulher suspeitava há muitos anos de sua sexualidade, mas conta que tudo veio à tona quando ele teve um relacionamento com outro homem.

“Ela (esposa) perguntou se eu queria deixá-la, mas eu não queria. Acima de tudo, ela é minha melhor amiga. Então decidimos que continuaríamos juntos como melhores amigos”, diz.

Nick não é seu nome real – muitos amigos e parentes do casal não sabem que ele é gay e ele prefere se manter anônimo para proteger sua esposa.

Ele conta que, desde o começo, o casamento não era completo, com muitas dúvidas sobre se eles haviam feito a coisa certa. Ele sempre teve dúvidas sobre sua orientação sexual, e isso se agravou com o tempo.

Como muitos outros homens nessa situação, Nick se viu vivendo uma vida dupla. Na superfície, ele era um homem em um casamento feliz. Mas ele também tinha o hábito de ver pornografia gay. E conta que há seis anos, acabou se relacionando com um amigo gay quando ambos ficaram bêbados.

Nick conta que sua esposa ficou irritada e desapontada quando ela descobriu, e que, àquela altura, ele não tinha mais como negar que era gay.

“Senti que era a oportunidade ideal para ser honesto e contar para ela sobre algo que ela já suspeitava. Então, concordamos que eu se eu não fizesse mais isso, não tocaríamos no assunto – e quando voltasse a acontecer, iríamos falar sobre isso.”

Nick admite que seria melhor para sua esposa se ele tivesse admitido antes que era gay. Ela lhe disse que estava desapontada porque ele não havia confiado nela.

“Eu ainda me sinto totalmente grato a ela todos os dias por ela ser tão tolerante”, conta.

O casal optou por permanecer junto não por conta das crianças, já que eles não têm filhos, mas, sim, pelos sentimentos que nutrem um pelo outro.

“Está tudo bem com a minha esposa. Tanto que ainda amamos um ao outro e ainda estamos juntos. Mas as coisas poderiam ter sido bem diferentes.”

Apesar de o casal continuar junto, eles agora dormem em quartos separados.

Legenda da foto,

John, que criou grupo de apoio a homens gays casados com mulheres: 'Não existimos no mundo gay, nem no mundo hétero, somos invisíveis.'

Nick prometeu à mulher que ele não vai mais ter relações sexuais com outros homens – ele diz que deve isso a ela.

Mas será que ele consegue manter sua promessa. “Espero que sim. Essa é minha intenção. Sinto como se não tivesse tido uma opção no passado, como se algo tivesse sido imposto a mim. Agora estou tomando a decisão que me parece acertada, que é manter o celibato.”

Nick participa de um grupo de apoio chamado Gay Married Men (Homens gays casados), que tem sede na cidade britânica de Manchester e foi fundado há 10 anos. Vários homens viajam de outras partes do país para participar das reuniões.

O fundador do grupo, que prefere ser chamado apenas de John, conta que os homens são, em sua maioria, mais velhos, sendo que muitos casaram nos anos 70 e 80, quando a sociedade era mais hostil aos gays.

Mas por que então eles se casaram?

Nick conta que muitos dos participantes participam do grupo justamente para tentarem se entender.

Andy, de 56 anos, dá seu depoimento: “Alguns achavam que estavam apenas passando por uma fase e que logo encontraria uma mulher que o transformaria em uma homem de verdade, como muita gente dizia.”

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John, um professor de Manchester que foi casado por sete anos, diz que ele demorou para perceber que era gay. Ele sabia que sua sexualidade era ambígua, mas ele não tinha nem vocabulário para defini-la.

“Eu não sabia como era um homem gay. Na verdade, eu sabia que os gays era afeminados. E eu não me sentia assim. Logo, eu não poderia ser gay, não é?”

Os membros do grupo estão em diferentes estágios. Alguns apenas suspeitam que sejam gays, enquanto outros vivem ou viveram com suas esposas, sendo que algumas delas já se casaram com outros homens.

John agora é casado com um homem que é seu parceiro há 23 anos. Andy está se divorciando de sua mulher após 30 anos de casamento e quatro filhos.

“Eu ainda a amo. Nós somos muitos próximos. Somos melhores amigos – o que pode soar estranho para alguns, mas temos quatro filhos juntos…”

Mas muitos outros continuam casados seja por conta da expectativa de amigos e parentes ou porque eles têm filhos e não querem que a família se separe.

Jonh diz que muitos homens se veem desesperados e sem nenhum apoio – muitos sofrem de depressão severa.

“Já vimos muitos caírem no choro porque eles estavam decepcionados e agora estão aliviados por terem descoberto que há outros homens na mesma situação. Porque isso é parte do problema, nós somos um mito, não existimos”, conta John.

“Não existimos no mundo gay. Estamos no limite do mundo gay porque somos casados. E não existimos também no mundo hétero. Então, somos invisíveis.”

Os membros do grupo dizem que não julgam pessoas como Nick e que a mensagem principal é a de que esses homens não precisam passar por isso sozinhos.

“Há pessoas que estão conseguindo lidar com sua sexualidade e sua família. Eles ainda se relacionam com os filhos, não foram cortados do relacionamento familiar”, conta Nick.

“Eu, definitivamente, estou mais feliz agora – ser honesto com a minha mulher me tirou um peso das costas.”

15 sinais que indicam que seu namorado provavelmente é gay

Publicada em 22/12/2015 às 10h54.

15 sinais que indicam que seu namorado provavelmente é gay

confira os 15 sinais que podem indicar e comprovar a homossexualidade. Fonte: http://www.sitedecuriosidades.com/curiosidade/15-sinais-que-indicam-que

Em algum momento você já desconfiou da sexualidade do seu namorado? Saiba que não são raros os casos de namoros e até de casamentos que acabam porque a mulher descobre que o parceiro é, na verdade, gay.

O que acontece é que a sexualidade ainda é um tabu para a sociedade em geral, o que leva muitos homens a não saírem do armário e viverem uma vida de aparências pela simples falta de coragem de assumir os próprios desejos.

Se você já notou sinais diferentes em seu namorado e acredita que ele possa ser gay, confira os 15 sinais que podem indicar e comprovar a homossexualidade.

1 – Encarando homens na rua – Seu namorado olha para outros homens na rua ou em ambientes sociais? Este é um sinal clássico de que pode haver um interesse. No jogo da sedução usamos sinais visuais, e isso é facilmente percebido ao analisar atentamente o comportamento do homem.

2 – Falando muito sobre os amigos – Homens que estão a todo momento falando sobre seus amigos, exaltando suas qualidades e que ficam muito mais tempo com um amigo específico do que com a mulher, podem ser gays.

3 – Não fala sobre ex-namoradas – Todo casal, em algum momento, já discutiu porque a mulher sentiu ciúmes da ex-namorada. Se o seu atual namorado nunca falou sobre uma ex ou sobre experiências amorosas anteriores, algo pode estar errado.

4 – Programas Masculinos – Homens que estão sempre marcando programas considerados masculinos, como pescaria e futebol, por exemplo, podem ser gays. Os programas servem como um pretexto para estar na companhia de outros homens que sejam sexualmente atraentes.

5 – Telefonemas Secretos – Namorados que mantêm telefonemas secretos, falam baixo ao telefone e não deixam as namoradas olharem seus celulares podem estar escondendo algo.

6 – Não gosta de esportes – Homens, normalmente, são loucos por esportes de todos os tipos. Se o seu namorado não

  • se interessa por nenhuma modalidade, ele pode ser gay.

7 – Academia – Se o seu namorado vai à academia, mas não se exercita, há uma grande chance de ele estar

frequentando o local para ver outros homens.

8 – Vaidade – Homens extremamente vaidosos têm uma tendência maior à homossexualidade.

9 – Look Perfeito – Se o seu namorado se preocupa com cada detalhe do look, demora para escolher as roupas, faz as sobrancelhas, depilação, escova progressiva e chapinha, existem chances de que ele seja gay.

10 – Exibido – Homens que fazem questão de exibir seus corpos na presença de outros homens também podem ser gays.

11 – Pornografia Gay – Se o seu namorado pesquisa por pornografia gay na internet é um forte sinal de que ele seja gay. Olhe o notebook, tablet e celular em busca de filmes suspeitos.

12 – Falta de Sexo – Homens que não procuram suas mulheres para o sexo podem estar mantendo um caso fora do casamento, e isso pode ser outro relacionamento hétero ou um caso homossexual.

13 – Acha outros homens bonitos – Se o seu namorado faz questão de dizer que acha determinados homens bonitos, ele pode ser gay.

14 – Padrões sexuais estranhos – Se o seu namorado pede posições estranhas, normalmente usadas por casais gays, durante o sexo, ele pode ser gay ou bissexual. Estes sinais também incluem tendências sadomasoquistas, uso de lubrificantes, fio terra, entre outros.

15 – Insatisfação no casamento – Homens que não conseguem ser felizes no casamento, mesmo depois do nascimento dos filhos, têm uma forte tendência a serem gays.

Fonte: Site de curiosidades

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Psicóloga dá 14 dicas para descobrir se o marido é gay

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Em uma sociedade altamente preconceituosa é muito comum recorrermos à repressão para nos encaixarmos nos ditames vigentes. Contudo, o desejo permanece ali intacto e quase irrefreável.

  • 20 anos casados, mulher relata momento que descobriu que marido era gay

Desse modo, por mais que se coloque uma máscara social tradicionalista, ninguém consegue se sentir bem se escondendo. Aliás, reprimir a própria sexualidade pode desencadear diversos problemas e levar ao padecimento melancólico e, posteriormente, até ao suicídio.

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Nesse
sentido, o melhor a ser feito é expressar a plenitude do próprio ser até sentir
uma sensação de redenção imperiosa, todavia, cada um tem seu tempo para tal
ato. Na verdade esse ‘tempo particular de cada ser humano’ pode nunca chegar. Tem

gente que nunca assume quem verdadeiramente é.

Trabalho de especialistas

Nessa direção, muitos psicólogos e especialistas na área, citam algumas dicas para mulheres tentarem entender o que se passa com o marido “apático”.

Mas vale ressaltar que, como todo mundo sabe, o ser humano não é genérico e nem deve ser colocado em caixinhas estereotipadas.

Ou seja, são apenas análises baseadas em procedimentos empíricos e estudos do comportamento humano, que, sim são questionáveis, mas também podem ajudar.

Aliás, é preciso estudar o ser humano para tentar desvendar o que ele tenta esconder. Assim, conversamos com uma psicóloga especialista em relacionamento, cujo nome será preservado, que nos deu um aparato consistente acerca do tema.

Bonnie Kaye

As respostas dela são bem parecidas com as da especialista Bonnie Kaye, que descobriu que seu marido era gay em 1982 e de lá pra cá se tornou referência no assunto, tendo escrito dezenas de livros.

Assim, a psicóloga já de antemão afirma que há diversos motivos que propiciam essa repressão da sexualidade. Motivos familiares e religiosos costumam ser preponderantes, já que é muito difícil se desprender de princípios aprendidos e tidos como verdade absoluta. Sem mais delongas, confira as dicas!

Dicas

– Quando se há um desinteresse recorrente na relação sexual pode ser um indício. Muitas mulheres pensam que há outra na parada, mas pode ser o outro.

  • -Interesse
    desmedido em casais homossexuais, este interesse pode ser exteriorizado através
  • de homofobia ou admiração.
  • – Consumir
    muito material homoerótico, contos homoeróticos ou fotografias de gays.

– Pedidos
inusitados à esposa. Todo ser humano gosta de inovar, mas tudo tem que ter
equilíbrio. Quando se ‘quer algo diferente todos os dias’ significa que não

  1. está satisfeito com o que se tem.
  2. – Evitar preliminares
    e, quando o faz, executa com pouco tesão, parece uma coisa forçada e apenas
  3. para seguir uma convenção.

– O olhar é algo muito poderoso. Geralmente nós nos comunicamos pelo olhar, que pode dizer muita coisa. Se você perceber que o olhar é sempre muito direcionado a outros homens talvez tenha um interesse também.

– Pornografia gay, acesso a sites gays e filmes com cenas gays. Geralmente neste caso, quando questionado, a pessoa costuma disfarçar e dizer que o conteúdo não é dela ou apenas é um interesse trivial.

– Você
percebe que ele fica um pouco perturbado na presença de outros homens. O
incômodo sem motivo é sempre sinal de algo. Às vezes nós não nos identificamos
com determinada pessoa, tem sempre aquela máxima ‘o santo não bate’, contudo,

  • este comportamento recorrente é estranho, pode ser algo escondido.
  • – Fica mais
    tempo com amigos do que com você, frequenta bares e ambientes predominantemente
  • gays e diz que foi só para conhecer.
  • – Na relação
    sexual, pede para você, recorrentemente, usar cinta peniana. Porém, você
  • percebe que há um tesão maior quando vocês transam com ela.
  • – Ele diz
    que já foi gay, mas não é mais.
  • – Ele diz
    que tem nojo de gay ou travesti e sempre direciona comentários ofensivos a estes
  • grupos.
  • – Ele
    praticamente te trata como uma mãe ou amiga e diz que precisa do seu cuidado,
  • mas não tem vontade de sexo.
  • – Ele é uma
    pessoa muito confusa, deprimida e assume não ter dado certo com nenhuma
  • ex-namorada e culpa às mulheres pelo término.
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Repressão

  1. Além do mais, em razão da repressão, uma pessoa pode se tornar muito agressiva ou amargurada e sempre reclamar de tudo ao redor, reitera a psicóloga.

  2. Assim, também pode existir um descontentamento contínuo com a vida que se leva, o que pode fazer o indivíduo sempre tentar preencher algum buraco com atividades pouco duradouras.

  3. Outro ponto oportuno é que uma pessoa muito insatisfeita com a vida, mas reprimida e insegura, pode tentar inferiorizar o parceiro para se sentir superior de alguma forma.

Em resumo, tudo é uma questão de diálogo, conhecimento e, sobretudo, olhar para outro e observar suas atitudes, peculiaridades, inseguranças e desejos. Muitas vezes entramos em nossa bolha arrogante e esquecemo-nos de olhar o anseio de quem está ao lado. Desse modo, é sempre bom lembrar: Ninguém tem o direito de invadir o armário de alguém. Assim, o melhor a se fazer em uma relação que não flui é sair dela!

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Guia ajuda a identificar gays enrustidos

O  livro “Cuidado! Seu Príncipe pode ser uma Cinderela” (Editora Best Seller), das jornalistas Ticiana Azevedo e Consuelo Dieguez, ambas do Rio de Janeiro, mal foi lançado e já é um sucesso de vendas.

A publicação ocupa o primeiro lugar no ranking de mais vendidos da Livraria da Folha na categoria “Sexo e Relacionamento”.

O sucesso pode ser explicado pelo tema – um guia prático para identificar gays no armário – tratado de forma bem-humorada pelas autoras.

Sabe aquele cara que adora roupas de grife, tem fixação por perfumes, cultua a vaidade excessiva e o corpo perfeito, adora fofoca e mantém o apartamento de solteiro impecável? Pois esses são alguns dos indícios que denunciam um gay no armário, segundo as autoras, que se basearam na história de Sofia, nome fictício da mulher que inspirou o livro.

Ela passou sete anos casada com um gay e não percebeu os sinais. Só depois que ele revelou sua homossexualidade, Sofia foi ligando os pontos: “Aquele tênis Prada. Caramba, tênis Prada???!!! Como não liguei logo uma coisa a outra? Afora, a relação umbilical com a mãe, que tinha até a chave da nossa casa.

E aquele xaveco todo com os amigos, por quem ele me trocava nos fins de semana”, conta no livro.

“Antes de ouvirmos a Sofia, já havíamos pensado num livro com esse tema, já que histórias desse tipo eram recorrentes nas rodas de conversa”, diz Consuelo.

Além de Sofia, as autoras relatam situações vividas ou presenciadas por homens e mulheres, homos e héteros, casados e solteiros, médicos, psicanalistas, arquitetos, professores de ginástica e de piano, recepcionistas de boates e de academias, vendedoras de sex shop, corretores de imóveis e um monte de palpiteiros que ajudaram a “peneirar” os sinais que denunciam um gay no armário -divididos em dez capítulos.

  • Indícios
  • Segundo as jornalistas, a mulher deve se preocupar se o namorado ou marido apresenta quatro indícios relatados no livro. É assim:1 indício é apenas 1 indício = fique atenta sem partir para a paranoia1 indício + 1 indício = 1 evidência1 indício + 1 indício + 1 indício = 1 evidência forte
  • 1 indício + 1 indício + 1 indício + 1 indício = 1 comprovação

Brincadeiras à parte, o livro recorre ao bom humor para tratar de um assunto que pode trazer muitos transtornos tanto para mulher quanto o para o homem. “Não somos contra gays, muito pelo contrário.

Apenas fizemos um guia para as mulheres se protegerem de gays enrustidos que as arrastam com eles numa mentira, com consequências sérias para a autoestima. Muitas mulheres procuram psicólogos e médicos para tentar entender o que tem de errado com elas. E o problema não são elas.

E sabemos também que os gays no armário sofrem por não assumirem sua orientação sexual por vários motivos, entre eles o preconceito”, diz a jornalista.

Traumas e resoluções

E essa mentira pode deixar marcas, como foi o caso da própria Sofia, que no final do livro coloca suas conclusões. Ela confessa, por exemplo, que ficou obcecada com essa história de gay no armário.

“Não podia mais ver dois homens num carro que já considerava uma atitude suspeita. Mal entrava num lugar, e já começava a procurar pelos enrustidos. Num restaurante, meus olhos percorriam todas as mesas.

Quando dava por mim, estava encarando algum homem, tentando desvendar se ele enganava a mulher ao seu lado”, conta.

No Orkut, há uma comunidade chamada “Meu marido é homossexual”, criada por Angela Zani. Em seu depoimento para a descrição da comunidade, notam-se as marcas negativas que a experiência deixou em sua vida:

“Você percebe que seu marido não tem tanto interesse assim por você… De repente, surge a resposta desta indiferença…

Ele é homossexual!!!Você se pergunta:- Será que a culpa foi minha?- Ele me usou para esconder sua homossexualidade?- A família dele sempre soube?- É possível ele se tornar heterossexual?Quis fazer esta comunidade, pois quando descobri a homossexualidade do meu ex-marido procurei pesquisar sobre ‘mulheres que descobrem a homossexualidade de seus maridos’ e não encontrei absolutamente nada.

Muitas que passam por esta situação escondem, pois é algo singular e preferem manter a aparência da relação; muitas mergulham em antidepressivos – como eu fiz. Eu encontrei meu caminho, e descobri que poderia ser feliz e fui em busca da minha felicidade. No meu caso, a minha felicidade foi me separar e me valorizar como mulher que sou!!”

Como Angela, muitas mulheres encontram um caminho, como aconteceu também com Sofia: “Ouvir os depoimentos de mulheres que passaram pela mesma experiência, e também a explicação de homens perturbados com sua indefinição sexual, me fez encarar essa realidade de outra maneira”.

Ela revela ainda que, no ano passado, já liberta de seu trauma, encontrou o Zeca (nome fictício), um veterinário charmosérrimo e interessantíssimo. “Ele me leva às nuvens. Creiam, queridas, ainda existem homens que desejam muito a nós, mulheres. Aprendam a identificá-los.

E deixem que os gays cumpram seu destino”, diz Sofia.

Descobri que meu marido é gay, o que eu faço?

Descobriu que o marido é gay? Primeiramente, é uma situação complexa e não se resolve de um dia para o outro. As decisões que precisam ser tomadas devem ser pensadas com calma, o que não é fácil quando você descobre que o (a) parceiro (a) tem outra preferência sexual. “Ninguém está preparado para receber este tipo de notícia”, explica Denise.

Diversidade é uma palavra que está na moda e abriu espaço nos últimos anos para uma maior liberdade de ser e de se relacionar. Esta liberdade talvez tenha sido a força motriz para que muitas pessoas hoje assumam uma orientação sexual diferente daquela que haviam vivenciado anteriormente.

Segundo Denise Figueiredo, houve um aumento de casos na prática clínica de homens casados com mulheres assumindo sua homossexualidade, assim como mulheres casadas com homens que acabam preferindo se relacionar com mulheres.

“O que vemos hoje em dia é um novo movimento. Algumas famílias estão se deparando em que o homem ou a mulher se assume homossexual e decide pelo divórcio para poder viver de acordo com a sua verdadeira orientação sexual”, comenta Denise.

Sofrimento em ambos os lados

A pessoa que é homossexual, mas mantém uma relação hétero, vive em dois mundos diferentes.

Ele ou ela pode se sentir culpado (a), precisa inventar desculpas o tempo todo, mentir e nos momentos íntimos é possível que o corpo esteja lá, mas a mente não.

O sexo pode se tornar desconfortável e causar ressentimento, ou seja, pode-se colocar “culpa” no outro por não vivenciar a sexualidade da forma como ele/ela gostaria”, diz Marina Simas.

Por outro lado, a questão de assumir-se ou não está quase sempre ligada à imagem que essa pessoa tem na sociedade. “Infelizmente, ainda vivemos em uma sociedade homofóbica e moralista.

Assumir a homossexualidade, depois de anos de casamento, implica em correr o risco de perder o status, de arranhar a imagem perante a família, os filhos, e de perder a segurança que essa relação oferecia.

Por isso, é comum que muitos homens, principalmente, passem anos casados para fazer isso depois dos 40, 50 anos”, diz Marina.

A um pulo da traição

A outra questão envolvida é que uma pessoa homossexual ou até mesmo bissexual, que está em um casamento hétero, tem mais chance de manter relações sexuais fora do casamento, ou seja, um passo para a infidelidade.
“A traição sempre é um trauma dentro de uma relação, porém quando é com uma pessoa de outro sexo, pode ser um golpe ainda mais duro e difícil de lidar”, comentam as especialistas.

A mulher ou o homem que descobre que seu/sua parceiro (a) é homossexual passa por momentos complicados. “A maioria se culpa, acha que isso aconteceu por alguma falha em si. Tentam de todas as maneiras encontrar onde está o erro, porém não há erros. Trata-se apenas de uma orientação sexual que não está ligada a pessoa”, diz Denise.

Tem solução?

Como diz o ditado popular, a única situação que não tem remédio é a morte. Portanto, é possível resolver sim, mas neste caso é importante procurar uma terapia de casal e família, principalmente quando envolver os filhos.

“Nem sempre as crianças têm maturidade para entender o que é a homossexualidade e que o pai ou mãe estão se separando por conta deste motivo. Mas, cada família tem seu próprio funcionamento e isso deve ser respeitado. A terapia pode ajudar o casal e também os parceiros individualmente.

Quem fica precisa entender que não há nada de errado consigo e nem se culpar pelo outro ser homossexual. Quem se assumiu precisa se preparar para enfrentar a sociedade, a família, os amigos”, comenta Marina.

“Contar a verdade é sempre a coisa certa a se fazer. É possível que depois do trauma inicial, alguns casais consigam desenvolver uma amizade e isso é muito importante para aqueles que têm filhos.

O casamento é a forma de compromisso mais importante que você pode ter com uma pessoa.

É uma escolha que requer confiança e honestidade sobre todos os aspectos, inclusive no que tange as preferências sexuais”, concluem as especialistas.

Confira em nosso blog outros assuntos que podem te ajudar!
Tem dúvidas de como lidar com esse processo? Nós, Denise Figueiredo e Marina Simas, sócias-diretoras do Instituto do Casal, podemos te ajudar!

Entre em contato pelo e-mail [email protected]  ou pelo telefone: (11) 99404-2702

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