Como Conviver Com Pessoas Que Nos Fazem Mal?

Categoria dos serviços dos psicólogos: demandas comuns em clínica de psicologia

Como Conviver Com Pessoas Que Nos Fazem Mal?

Saber conviver com pessoas é uma verdadeira arte. Todos temos aspectos negativos e positivos e nem sempre todas irão nos agradar.

É possível que você conheça pessoas com as quais pode compartilhar bons momentos na sua vida. Mas também existem pessoas que parecem colocar barreiras invisíveis no momento de se aproximar delas, não importando quantas vezes você tente.

Como fazemos para conviver com pessoas que não compartilhamos trocas emocionais? A psicologia pode te ajudar e dar algumas dicas neste sentido.

Neste artigo vamos descobrir como podemos aprender a lidar e a se relacionar com pessoas que não gostamos.

A arte de conviver com pessoas

Muitas vezes encontramos pessoas difíceis, com as quais temos que conviver como, por exemplo, colegas de trabalho, vizinhos, certos familiares distantes ou até dentro de casa. Na verdade, todas as pessoas possuem suas diferenças.

Aprender a viver com aqueles que nos rodeiam faz parte de nossa vida. De acordo com a psicologia, devemos aprender a lidar com os conflitos e saber conviver com pessoas. E, às vezes, conseguir fazer isso é muito difícil.

5 dicas de como conviver com pessoas que você não gosta

Quando não gostamos de uma pessoa, “naturalmente” criamos uma barreira que nos impede de ter emoções positivas em relação a ela. Tais barreiras são geralmente criadas quase inconscientemente como uma espécie de mecanismo de autodefesa.

Lidar com uma pessoa que não gostamos pode ser complicado, mas não impossível. Aqui vamos dar algumas dicas que lhe permitirão aproximar-se dessas pessoas e estabelecer relações saudáveis ​​e verdadeiras. Confira.

1. Estabeleça uma zona de conforto

Comece então criando uma zona de conforto. Se você pretende lidar de forma aberta com uma pessoa que você não gosta é importante que você comece devagar.

Evite começar com uma conversa complicada ou ainda desagradável. Comece a falar sobre temas pelos quais você sabe que se sentirá mais confortável e seguro. Conforme a conversa for fluindo, você pode começar a se preparar para o assunto pelo qual deseja lidar.

2. Desenvolva empatia

Pratique a empatia. Para conviver com pessoas, a melhor ferramenta de transformar sua insegurança e fazer com que essa pessoa confie em você é a empatia. Coloque-se em seu lugar, criando uma conexão sincera entre você e ela.

3. Respeite o tempo e as limitações dela

Não faça imposições ou a pressione. Qualquer pessoa que parece ser distante ou tem barreiras emocionais dificilmente quer ser pressionada. Assim, respeite seu tempo e seu limite.

4. Seja compreensivo

Observe o comportamento da pessoa evitando pré-julgamentos e preconceitos. Tente entender porque ela é diferente de você.

Busque comunicar-se com ela para garantir que sua relação seja mais saudável. Pouco a pouco, você verá que relacionar-se com ela se tornará mais fácil.

5. Estabeleça uma comunicação segura

Caso se sinta seguro, você pode ir trabalhando a confiança mútua. Criar esse tipo de relacionamento entre você e a pessoa ajudará gradualmente a lidar nas demais formas de conviver com pessoas que não gosta.

Para isso, comece por assuntos que vocês tenham em comum, seja um hobbie, algum projeto em comum entre outros.

>>> Para saber mais: Terapia cognitivo-comportamental e tratamentos e A importância da reciprocidade no relacionamento

Você tem que ir de pouco a pouco e prestar atenção em cada avanço. Temos a tendência de nos distanciar de pessoas que possuem estilos de vida, ideias ou mesmo emoções diferentes. Algumas pessoas que parecem, a um primeiro momento, frias podem apenas ter dificuldade em estabelecer laços afetivos, por exemplo.

A ajuda profissional de um psicólogo é importante para aprofundar e conhecer o seu comportamento. Com ela você pode trabalhar e evoluir nesse sentido, principalmente usando sua inteligência emocional para saber lidar e conviver com pessoas em quaisquer situações sociais.

Explore a psicoterapia com estas questões, a fim de decidir com mais liberdade como você quer se relacionar.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Autora
Thaiana F. Brotto

CRP 106524/06

FORMAÇÃO

Graduação em Psicologia pela PUC-PR em 2008. Pós-graduação em Terapia Comportamental pela USP. E pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC.

Como lidar com pessoas difíceis tóxicas

Como Conviver Com Pessoas Que Nos Fazem Mal?

Proteja-se das pessoas tóxicas em sua vida. Leia o nosso texto e aprenda a identificá-las e a lidar com elas.

Pessoas tóxicas existem em todos os lugares. Devemos nos precaver de pessoas tóxicas na medida em que não nos contaminemos com seus vícios psicológicos e emocionais. Neste texto orientaremos você a reconhecer pessoas tóxicas e como se livrar delas.

O que são pessoas tóxicas

O comportamento do ser humano pode ser considerado como “tóxico” quando ele toma a forma indesejável de atitudes de desagrado, de violência psíquica, física e emocional, crueldade, negativismo, manipulação, egoísmo, vitimismo etc.

Identificados estes elementos, a lista pode se tornar maior, na medida em que vamos prestando mais atenção às pessoas ao nosso redor.

Nem sempre pessoas tóxicas farão a vida de outras insuportável de forma consciente. Isso porque, às vezes, elas mesmas já se encontram em conflitos internos que necessitarão de ajuda de um psicólogo.

Sinais de alerta para pessoas tóxicas

Conheça alguns dos sinais de alertas em que você pode reconhecer uma pessoa tóxica.

1. Comparação entre você e a pessoa

As relações são muitas vezes complexas. Um tende a influenciar o outro e vice-versa.

Comparar-se é importante para que você perceba quando é a sua forma pessoal de agir e quando suas atitudes são influenciadas pelo outro.

No entanto, nem sempre é possível fazer esta comparação, já que, muitas vezes, a relação já entrou em um misto confuso de influências negativas sem você se dar conta.

Esta seria a primeira forma de reconhecer e saber distinguir ou separar o seu comportamento do outro. Mas não a única.

  • ANSIEDADE
  • ESTRESSE
  • DEPRESSÃO

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2. Desafio das relações

Em geral, as pessoas tóxicas costumam desafiar as relações pessoais, de forma consciente e, às vezes, inconsciente. Algumas até sentem prazer em criar desordens e desestruturar a vida alheia.

3. Nível de estresse e negatividade

O estresse e a negatividade são sinais muito evidentes de pessoas tóxicas e que podem “contaminar” ambientes e pessoas. Isso, no sentido de incentivar sempre os aspectos ruins das pessoas, falando mal delas, enfatizando o lado negativo das emoções, como raiva, inveja, ciúme, impaciência etc.

Sabendo lidar com pessoas tóxicas

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Primeira coisa a saber: não é responsabilidade sua de querer “desintoxicar” uma pessoa. Tudo tem seu contexto e seu preço. Pessoas tóxicas possuem comportamentos distintos e que merecem a atenção de profissionais da saúde mental.

Por outro lado, podemos conseguir filtrar certas condições que somos levados pelo comportamento tóxico. É possível rejeitar sentimentos e pensamentos negativos, palavras, ações, comportamentos que podem nos influenciar no dia a dia.

Agora, confira dicas de ouro de como lidar com pessoas tóxicas.

1. Crie Limites

A relação com uma pessoa tóxica deve ser reconhecida e desestimulada, porque mesmo durante o tratamento, ainda é possível não perceber os limites de aceitação do outro. Para uma pessoa tóxica, tudo é permitido.

Tome cuidado de não fazer um movimento radical, como de exclusão, por exemplo, porque a pessoa sentirá que a sua influência não faz mais efeito. Busque o meio-termo.

2. Necessidade de ajuda

Uma relação saudável é impossível estabelecer neste momento. Ajude-a a procurar pessoas da área da psicologia que podem orientá-la neste sentido, falando sobre suas ansiedades, de seus pensamentos negativos constantes, estresse, mau-humor, etc. Evite falar que ela é uma pessoa negativa ou tóxica.

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3. Reconheça as relações de poder

Coloque limites no que chamamos de relações de poder, já que ela sente a necessidade de estar por cima sempre. Seja assertivo em relação à pessoa, evitando, por um lado, estimular o seu lado negativo, e por outro, não desrespeitá-la.

4. Não revide com o mesmo veneno

Uma pessoa tóxica tem problemas, mas você não. Então saiba que o revide a alguém na mesma moeda não diminui sua violência nem ajuda em nada. Na verdade, pode ocorrer o contrário do previsto.

Se você é daqueles que gosta de entender tudo nos mínimos detalhes, então esse guia é para você! No guia completo você vai conhecer todo o processo desde onde procurar e selecionar um psicólogo, como é a primeira consulta, como se preparar para a terapia, como é o processo terapêutico e até como avaliar os resultados.

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O poder de manipulação ou violência de uma pessoa assim pode ser desconhecida. Não há necessidade de manter sempre a defesa em alta, ou argumentar constantemente. Apenas deixe mais evidente seus limites.

Na defensiva, a presa é reconhecida. Ao traçar limites, está estabelecendo regras. Muito especificamente às pessoas tóxicas, é comum encontrar quem não sabe lidar com elas e assim, pode ocorrer dois casos: ou fogem ou se sentem vulneráveis a elas.

No entanto, segundo os psicólogos, este comportamento de medo pode, em relação a estas pessoas, nos ensinar a conviver com certos tipos de violência e manipulação.

Seguindo as dicas acima, de como lidar de forma inteligente com pessoas tóxicas, será possível amenizar, reconhecer e trabalhar com a capacidade de autocontrole das emoções e de neutralizar os efeitos.

Assim, se existe um segredo para lidar da forma mais correta possível, está no quanto você se permite influenciar negativamente. Não ceda lugar ao medo, à manipulação, à violência, à tristeza. Quando elas convivem em espaços íntimos, o risco de ser invadido é sempre maior e, com isso, virá o desconforto ou a dependência emocional.

Nem sempre será possível ou fácil cortar os laços com pessoas tóxicas. Então não hesite em buscar ajuda profissional para isto!

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Como conviver com pessoas tóxicas

Como Conviver Com Pessoas Que Nos Fazem Mal?

Há pouco tempo eu estava em minha manicure engatada em uma boa conversa, estávamos animadas contando amenidades que ocorreram durante a semana. Chega uma cliente e dispara a reclamar, o clima foi pesando, eu bocejando a ponto de nem conseguir manter os olhos abertos. Caiu a energia.

Infelizmente acabamos esbarrando com pessoas negativas que não dão trégua para a felicidade, se alimentam continuadamente do estresse, das dificuldades, das más lembranças, do falar do outro. Os defeitos, os erros estão sempre fora, como se quisessem se livrar do mal que as toma, jogando sua toxicidade para fora. Sugadores da energia alheia, vão espalhando o mal-estar por onde passam.

Muitas vezes estamos perto e convivendo com o indivíduo tóxico, pode estar até mesmo dentro de nossa casa.

Como lidar com essa situação? Como não se deixar afetar com a negatividade do outro? Primeiro é importante ficar claro que essas pessoas também foram expostas a esse comportamento tóxico, apenas reproduzem um comportamento aprendido e muitas vezes não percebem o quanto afastam as pessoas de si mesmo. Porém, cabe a cada um se auto-observar e buscar mudar o que não está fluindo em sua vida, pois mudar é uma responsabilidade que só cabe a nós mesmos.

Mas como nos proteger? Aprendendo a colocar limites.

1 – Quando estamos convivendo no trabalho a situação pode ser um pouco mais complexa. Muitas vezes pode ser o seu patrão, ou um colega que compartilha o mesmo espaço com você que reclama o tempo todo.

Cada um terá que avaliar qual o limite que julga ser necessário para se proteger emocionalmente.

É importante que não dê brecha para o outro reclamar e jogar toda a frustração em você, afinal você não é uma privada, concorda?

2 – Se a situação ocorre dentro de casa imagino que esteja cansado e comece a se afastar, estou certa? Você deve se colocar, sempre com clareza e calma, afinal a ideia não é agredir o outro.

Pode começar dizendo que se sente mal de ouvir tantas queixas negativas, que seria importante que procurasse um psicólogo para poder reavaliar a vida e mudar o que está levando a tantas frustrações.

É claro que será muito difícil que isso se resolva tranquilamente e tudo continue igual, aí se for para preservar a sua saúde mental, talvez tenha que diminuir o tempo de convívio.

3 – Muitas vezes o seu parceiro também manifesta esses comportamentos negativos e cabe a você avaliar se há um caminho para mostrar a ele que a vida é muito bonita, e que temos milhares de situações cotidianas a agradecer.

Quando mudamos o nosso discurso e não entramos na frequência do outro, iniciamos um processo de mudança no ambiente, atingindo a todos ao nosso redor.

Você fará a sua parte, se não mudar e você continuar sentindo-se mal, aí a conversa precisa ser bem clara e direta.

4 – Pessoas que querem controlar tudo o que fazemos com o pretexto que se preocupam com a gente também é muito tóxico, pois existe um limite entre o que é um cuidado, um carinho e o que é invasivo.

O que é invasivo envolve julgamento do que é certo ou errado, como se você precisasse passar pelo crivo do que o outro entende como verdade. Não respeita suas decisões, busca sempre achar um furo, um descuido seu para sutilmente mostrar que ele sim é melhor, ou mais sensato.

Aqui cabe a você se proteger, não expondo a sua vida. Não permita que o outro desvalorize quem você é.

Agora, se você fizer a sua parte e nada funcionar, talvez a mudança tenha que partir de você, mesmo que te leve a assumir um novo emprego, uma mudança de casa, um novo parceiro. Afinal todos nós temos o direito de viver levemente, de sorrir, de dar gargalhadas, de conviver em harmonia.

Sete maneiras inteligentes de lidar com pessoas tóxicas

…há um tipo de comportamento temperamental e negativo: o do indivíduo que usa suas oscilações de humor como pretexto para intimidar e manipular os outros.

Por MARC CHERNOFF

A convivência com os altos e baixos de uma pessoa e com sua constante flutuação de humor pode ser um desafio e tanto.

Mas é importante ter em mente que esta pessoa temperamental e negativa talvez esteja passando por uma fase difícil da vida – que pode envolver uma doença, um estado de ansiedade crônica, ou mesmo a carência de amor e apoio emocional.

Tal pessoa precisa de alguém que a ouça, que lhe dê apoio, e que cuide dela (mesmo assim, seja qual for a motivação deste comportamento temperamental e negatividade, haverá momentos em que você terá necessidade de se proteger disso tudo).

Porém, há outro tipo de comportamento temperamental e negativo: o do indivíduo que usa suas oscilações de humor como pretexto para intimidar e manipular os outros. Esta tendência à flutuação de humor acaba perpetuando um clima propício aos abusos e à infelicidade.

Observando esta pessoa com atenção, você notará que a atitude dela é completamente autocentrada. A prioridade dos relacionamentos que ela mantêm estará associada ao modo como as pessoas de seu convívio podem servir para atender às suas necessidades egoístas.

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É neste tipo de relacionamento tóxico que eu gostaria de centrar o foco, neste texto.

Estou convencido de que ninguém tem o direito de impor suas nocivas oscilações de humor (tais como e-mails com “correntes” de mensagens ameaçadoras) a outrem, sob quaisquer circunstâncias. Portanto, como lidar bem com as consequências nocivas do implacável veneno destilado por estas pessoas?

1. Afaste-se desta pessoa

Se você convive com alguém que sempre tenta criar um clima emocional destrutivo, não tenha dúvidas: esta pessoa é tóxica. Se o comportamento dela lhe causa sofrimento, e a compaixão, a paciência, os conselhos e a atenção que você lhe dedica não parecem surtir efeito – e, além disso, ela não parece dar a mínima –, é o momento de você se perguntar: “Preciso desta pessoa em minha vida?”

Quando você se afasta de uma pessoa tóxica num determinado ambiente, o ar fica muito mais arejado.

Sempre que a situação lhe permitir, ignore-a e siga em frente com sua vida. Tome uma atitude enérgica, e identifique o momento de dar um basta.

Afastar-se de uma pessoa tóxica não significa que você a odeia, ou que você lhe deseje algum mal; isso simplesmente quer dizer que você dá valor ao seu próprio bem-estar.

Uma relação saudável envolve reciprocidade; deve haver espaço para dar e receber, sem que uma das partes esteja sempre doando, e a outra sempre recebendo. Se, por um motivo qualquer, você tiver de conviver com uma pessoa tóxica, leve em consideração os aspectos abaixo.

2. Pare de fingir que o comportamento desta pessoa não é nocivo

Se você descuidar, a pessoa tóxica poderá recorrer a atitudes temperamentais com o objetivo de receber tratamento preferencial, já que… bem… acalmá-la pode parecer mais uma tarefa mais fácil do que ter de ouvir resmungos. Mas não se engane: no longo prazo, quem vai sofrer com isso é você.

Uma pessoa tóxica não mudará de comportamento se estiver obtendo recompensas pelo fato de não mudar. Tome a firme decisão de não se deixar influenciar pelo comportamento desta pessoa. Pare de “pisar manso” quando estiver ao lado dela, e deixe de ser condescendente com seu comportamento agressivo.

O esforço de tolerar uma pessoa negativa, e que sempre cria drama diante das situações, nunca é compensador. Se uma pessoa com pelo menos 21 anos de idade não é capaz, de modo geral, de ter o comportamento de um adulto sensato e confiável, é chegada a hora de adotar a recomendação a seguir.

3. Diga a ela o que você pensa, de modo claro e sem rodeios!

Defenda-se. Há pessoas dispostas a qualquer coisa para obter ganhos pessoais às custas dos outros – furar fila, furtar dinheiro ou bens, praticar bullying, menosprezar alguém ou fazê-lo sentir-se culpado etc. Não tolere esse tipo de comportamento.

Na maioria dos casos, estas pessoas sabem que estão agindo de modo errado e, se colocadas contra a parede, tendem a recuar em suas atitudes nocivas.

Em muitas interações sociais, as pessoas tendem a tolerar os indivíduos tóxicos, até o momento em que alguém toma uma atitude, e diz o que pensa, com clareza. Você pode muito bem assumir este papel!

A pessoa tóxica poderá usar a raiva como uma estratégia para influenciar você, não lhe dar ouvidos quando você está tentando dizer algo, ou mesmo interromper o que você está dizendo, e começar a dizer coisas negativas a respeito de algo a que você dá valor. Se você disser claramente o que pensa, e enfrentar diretamente este comportamento temperamental, ela poderá ficar surpresa, ou mesmo chocada, por você ter invadido o “território” dela. Seja como for, é importante ser claro e direto, sem fazer rodeios.

Se, ao relacionar-se com esta pessoa, você jamais fizer qualquer referência a este comportamento tóxico, corre o risco de enredar-se nas manipulações dela.

Por outro lado, se você contesta abertamente estas atitudes, ela poderá eventualmente se dar conta do impacto negativo de tal comportamento. Por exemplo, você pode dizer:
 “Você parece zangado(a).

Tem algo te incomodando?”
 “Você parece entediado(a). O que eu estou dizendo soa desnecessário pra você?”

 “Você está me aborrecendo com seu comportamento. Era esta a sua intenção?”

Frases diretas como estas podem desarmar a pessoa, caso ela realmente esteja usando seu comportamento temperamental como um modo de manipulação. Tais comentários podem também servir de porta de entrada para que você possa ajudá-la, caso ela esteja realmente enfrentando um problema sério.

Ainda que a pessoa lhe pergunte: “O que você quer dizer com isso?”, e negue a própria atitude, pelo menos você a alertou que este comportamento já é um problema bem conhecido de todos que a cercam, e que não é somente uma estratégia que ela pode usar para manipular os outros sempre que quiser.

Mas se ela continuar negando, talvez seja o momento de…

4. Ser mais enérgico(a)

A sua dignidade poderá ser ridicularizada e violentamente atacada, mas ninguém poderá tirá-la de você, a menos que você permita. Trata-se, aqui, de encontrar energia para defender os limites do seu território.

Deixe muito clara a sua recusa a insultos ou a atitudes de menosprezo. Para ser sincero, nunca tive bons resultados no enfrentamento com uma pessoa realmente tóxica (o pior tipo de gente que existe), enquanto ela me agredia.

A melhor reação que já tive foi a seguinte frase, dita em tom irritadiço: “É uma pena que você tomou meu comentário de modo pessoal”. Uma estratégia muito mais eficaz foi abortar a conversa, num tom de “delicadeza nauseante”, ou de modo simplesmente abrupto.

A mensagem será clara: não haverá recompensa para as “alfinetadas” desta pessoa, e você se recusa a participar de um jogo de manipulações.

A pessoa realmente tóxica tende a envenenar todas as pessoas ao redor; se você o permitir, será afetado por este veneno. Se você já recorreu à argumentação, e isso não surtiu efeito, não hesite em afastar-se desta pessoa e ignorá-la, até que ela perceba a necessidade de mudança de atitude.

5. Não tome este comportamento tóxico de maneira pessoal

O problema é deste indivíduo, não seu. LEMBRE-SE DISSO.

Há grandes chances de que esta pessoa tente insinuar que, de algum modo, você é quem agiu errado. E, já que o sentimento de culpa tende a ser um peso considerável para a maioria das pessoas, a mera insinuação de ter feito algo errado poderá abalar sua autoconfiança e minar sua determinação. Cuide para que isso não aconteça com você.

Lembre-se: se você não toma nada de maneira pessoal, isso lhe dá uma enorme liberdade. A maioria das pessoas tóxicas age de modo negativo não apenas com você, mas com todos ao redor.

Mesmo quando a situação parece ser de natureza pessoal – mesmo que você se sinta diretamente insultado(a) –, em geral, isso não tem nada a ver com você.

As coisas que esta pessoa diz e faz, e as opiniões dela não passam de um reflexo dela própria.

6. Exercite a compaixão

Há momentos em que vale a pena demonstrar empatia pela pessoa tóxica que claramente está enfrentando situações difíceis, ou sofrimentos por causa de uma doença.

Não resta dúvida de que algumas destas pessoas estão, de fato, angustiadas, deprimidas, ou até mesmo doentes mental ou fisicamente; ainda assim, é preciso distinguir entre problemas legítimos e a maneira como esta pessoa o trata.

Se você seguir justificando e relevando atitudes de uma pessoa pelo fato de ela estar angustiada, fisicamente doente, ou mesmo deprimida, isso servirá de estímulo para que ela use a própria circunstância infeliz como um meio para atingir os fins.

Há alguns anos, trabalhei como voluntário num hospital psiquiátrico para crianças. Atuava como orientador para Dennis, um garoto que recebera o diagnóstico de transtorno bipolar. Às vezes, Dennis se revelava um menino difícil, e, no momento em que seus conflitos vinham à tona, xingava a todos, com palavras obscenas.

Ninguém nunca o advertia sobre suas explosões; àquela altura, eu tampouco fazia isto. Afinal, ele é clinicamente “louco”, e não tem controle sobre isso, não é mesmo?

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Certo dia, levei Dennis a um parque, e começamos a brincar com uma bola. Uma hora depois, ele teve uma de suas crises, e começou a me xingar. Em vez de ignorar, eu lhe disse: “Pare de me agredir, e de me xingar.

Sei que você é um menino legal, e que pode ser bem mais legal do que está sendo agora”. Ele ficou de queixo caído, e tinha uma expressão atônita no rosto.

Segundos depois, voltou a si e me disse: “Desculpe por ter sido agressivo, sr. Marc”.

A lição que tirei deste episódio: não é possível “ajudar” uma pessoa por meio do perdão incondicional a tudo que ela faz só porque ela tem problemas.

Há muita gente passando por extremas dificuldades, mas que evita envenenar as pessoas com quem convivem. Só é possível agir com verdadeira compaixão quando se consegue impor limites.

No longo prazo, uma postura de excessiva tolerância e condescendência não é saudável nem sensata para nenhuma das partes.

7. Reserve um tempo para si mesmo(a)

Caso você tenha de viver ou trabalhar com uma pessoa tóxica, e não lhe restar alternativa, lembre-se sempre da importância de reservar um tempo para si mesmo, para descansar e recarregar as baterias.

Viver sempre o papel de um “adulto centrado e sensato” diante de uma pessoa temperamental e tóxica pode ser uma tarefa exaustiva; se você não tomar cuidado, este veneno pode infectá-lo.

Lembre-se que mesmo as pessoas que estão enfrentando problemas legítimos e doenças clínicas conseguem compreender que você também tem problemas – o que significa que você também pode “sair de cena”, sempre que for necessário.

Você merece este distanciamento. Para poder refletir em paz, livre de pressões externas e de comportamentos nocivos.

Sem ter de resolver quaisquer problemas, lutar pela preservação de seu território, ou agradar a ninguém.

Há momentos em que você precisa simplesmente achar um tempo para si mesmo(a), longe do mundo agitado em que vive – mundo em que o tempo individual de cada pessoa não é uma prioridade.

  • Imagem de capa: Ana Blazic Pavlovic/shutterstock
  • Do original: 7 Smart Ways to Deal with Toxic People, de MARC CHERNOFF.
  • TRADUZIDO exclusivamente para CONTI outra pelo tradutor e revisor LUIS GONZAGA FRAGOSO

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4 atitudes que nos ajudam a lidar com pessoas negativas

Pessoas negativas estão sempre tentando colocar os outros para baixo. Seja de forma direta, com uma grosseria ou uma atitude agressiva; seja com conselhos mascarados de boas intenções ou críticas “amigas”, essas pessoas não conseguem se controlar e estão sempre tentando espalhar o lado ruim da vida entre o seu círculo social.

Embora marcante, esse comportamento não é considerado um transtorno mental e sim um traço da personalidade. “Nós notamos isso porque, socialmente, alguns comportamentos indicam que essa pessoa tem uma visão mais pessimista sobre a vida”, explica Natália Pavani, psicóloga do Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo.

Segundo ela, pessoas com um perfil controlador, que invadem o espaço alheio pois acreditam saber “o que é melhor” para elas; ou mesmo aquelas mais dramáticas, que sempre acreditam que têm um problema maior ou uma doença pior, geralmente costumam ter uma personalidade negativa.

Há ainda outros traços que indicam esse perfil. “Os pessimistas, derrotistas, que estão sempre mal-humorados e não se sentem gratos também podem ser considerados pessoas negativas”, afirma o psiquiatra Rodrigo Leite, Rodrigo Martins Leite, coordenador dos Ambulatórios do Ipq do HCFMUSP (Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo).

E, por mais que estejamos bem, ao lidarmos com pessoas assim, frequentemente nos sentimos drenados emocionalmente e podemos até acabar contaminados por esse pessimismo. E aí, como lidar com isso?

O primeiro ímpeto é o desejo de nos afastarmos —afinal, quem quer conviver com alguém que só nos coloca para baixo? Mas, se o convívio diário é necessário —no caso de um familiar ou colega de trabalho, por exemplo — algumas medidas podem ajudar a driblar esse negativismo e até melhorar a relação.

1. Mantenha distância emocional

Isso não significa ignorar o que a pessoa está dizendo, apenas utilizar um filtro para que as eventuais críticas e “conselhos” não atinjam você de forma direta.

Uma boa forma de conseguir isso é ouvir o que elas têm a dizer e reconstruir a frase de forma positiva (dentro de si ou mesmo externalizando isso para a pessoa negativa em questão, dependendo da situação), mostrandopara você mesmo que aquilo pode ser dito de uma forma mais leve.

Se a invasão é grande, talvez seja bom também evitar dividir sonhos e planos para o futuro. “Compartilhe menos e, no caso de colegas de trabalho, fale apenas do que é necessário no escritório”, explica Pavani.

Isso porque, segundo ela, é normal que pessoas negativas busquem se relacionar justamente com o seu oposto, ou seja, pessoas generosas e acolhedoras —que acabam virando um “saco de pancada” por meio de críticas e conselhos intrometidos.

2. Estabeleça limites —mas tente conversar

Seus sentimentos devem ser respeitados. Portanto, se a conversa está indo além dos limites e você sente-se pessoalmente ofendido ou atacado, o melhor a fazer é abrir o jogo e dizer de forma clara como se sente. “É preciso aprender a se proteger desse tipo de atitude, e a melhor forma é deixando claro que aquilo está invadindo o seu espaço e às vezes até se afastar”, afirma Pavani.

Isso não significa, no entanto, dar as costas ao primeiro sinal de negativismo. Vale a pena tentar ter uma conversa franca, expondo situações em que aquele comportamento foi prejudicial e propondo novas formas de encarar a situação. “Se for um amigo, isso é ainda mais importante, pois alguém precisa mostrar a ele que a vida não precisa ser assim tão difícil”, esclarece a psicóloga.

3. Mantenha a serenidade

Ninguém é obrigado a ser criticado o tempo todo sem dar uma resposta. No entanto, calibre esse feedback para que ele não venha carregado de raiva e frustração —justamente os sentimentos que essas pessoas conseguem despertar em nós facilmente. “Aprender a se proteger não significa atacar de volta. O correto é tentar conversar e convidar a pessoa a repensar aquele assunto”, diz Pavani.

4. Respeite-se

Se, após algumas tentativas de conversar e expor o seu lado da situação, a pessoa continuar a ser negativa em relação a você; se você tem dificuldade em tolerar o comportamento dessa pessoa; e se as sugestões que ela dá fazem com que você se sinta desmotivado e menos alegre, significa que o convívio é bastante prejudicial para a sua saúde mental —e precisa ser repensado e, se possível, é melhor optar pelo afastamento.

Quando é hora de buscar ajuda?

Mau humor, fadiga, irritabilidade e insatisfação são sintomas comuns que encontramos em pessoas que consideramos negativas. Mas quem convive constantemente com esses sentimentos precisa buscar orientação médica, pois o quadro pode ser um sinal de algo mais grave.

A distimia, popularmente conhecida como “doença do mau humor”, é classificada como um tipo de depressão —na verdade, um transtorno depressivo persistente. O diagnóstico envolve a avaliação de uma série de outros sintomas como alterações no apetite e no sono, dificuldade de concentração, ansiedade, angústia, baixa autoestima, falta de energia e cansaço.

No entanto, muitas pessoas demoram a buscar um médico porque acreditam que o mau humor é apenas uma característica de personalidade. “É importante procurar ajuda pois esse tipo de comportamento afasta as pessoas e atrapalha os relacionamentos”, explica Rodrigo Leite.

O tratamento deve ser feito com acompanhamento profissional especializado e consiste no uso de antidepressivos e psicoterapia.

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