Como Controlar Um Cao Que Ferra?

Quem manda na sua casa? Se você pensou duas vezes antes de dizer que é você, é possível que tenha um cão territorialista como o verdadeiro chefe da casa. Um pet mandão pode apresentar diversos comportamentos que, ao longo do tempo, trazem problemas para a boa convivência com a família e outros animais.

Se você já passou vergonha com uma visita que, ao tocar a campainha, foi surpreendida por uma verdadeira fera, independente do tamanho, latindo loucamente na porta, tem sim um cão territorialista. Ter que prender o cachorro para que alguém entre na sua casa é um exemplo do problema que este comportamento do peludo pode causar.

Como Controlar Um Cao Que Ferra?Cão territorialista: o seu pet se acha o dono da casa?

Por que o meu cão é territorialista?

Se você não contratou o pet para ser o segurança da sua casa e ele continua a protegê-la com “unhas e dentes”, você pode fazer algo para melhorar a situação. Primeiro, é preciso entender que a proteção à casa e aos donos é um comportamento natural da espécie, que vem desde os ancestrais dos cães, os lobos.

No entanto, a agressividade com pessoas de fora da casa ou com outros animais deve ser avaliada por um veterinário e evitada com algumas mudanças na rotina do pet. Ao contrário dos cães que são treinados para fazer a segurança pessoal ou de um local, os nossos pets, que dormem na cama e partilham a nossa rotina, não têm esse dever. E é aí que a coisa complica.

Um dos maiores problemas, e que acaba neste tipo de comportamento, é a falta de socialização do pet quando é filhote, deixando o peludo medroso e inseguro diante de algumas situações.

Outro motivo pode ser o incentivo do próprio tutor ou de alguém da casa para que o cachorro “proteja” ou alerte para a chegada de estranhos.

E ainda, uma causa comum é o “excesso de amor” oferecido a ele que pode deixar o pet mal acostumado por não seguir regras e ter limites.

Como Controlar Um Cao Que Ferra?O pet territorialista sente-se como o segurança da casa!

Como lidar com um cão territorialista?

Algumas ações podem ser bem úteis para mudar este comportamento. Aqui vão 5 dicas para lidar com cão territorialista.

# 1 – Coloque limites

Você precisa mostrar ao pet quem está no controle. Portanto, impor alguns limites ao cachorro fará muito bem a ele. Para começar, ensine alguns comandos ao pet, como o “não”, por exemplo.

As dicas são da adestradora Gerilyn Bielakiewicz, cofundadora da Canine University e autora do livro Truques e Adestramento de Cães.

  1. Prenda o cão na guia.
  2. Mostre um petisco e segure-o acima do focinho do cão e coloque na frente dele, mas longe do seu alcance.
  3. Com a outra mão erguida e virada para cima, diga “não”. Ele poderá tentar pegar o petisco e não conseguirá.
  4. Repita os passos acima. Quando ele ficar parado, recompense-o com o petisco.
  5. Repita estes passos em vários locais diferente, até que o pet esteja habituado a executá-lo rapidamente.

# 2 – Faça o pet se sentir confortável na presença de outras pessoas:

Como Controlar Um Cao Que Ferra?Acostume o seu pet com a presença das pessoas!

Se o pet passar a se sentir confortável com outras pessoas ou animais, o problema poderá acabar. Para isso, associe este momento a algo positivo. Oferte petiscos ou brinquedos na hora que alguém chega, por exemplo.

# 3 – Afaste o pet do portão:

Como Controlar Um Cao Que Ferra?Talvez seja a hora de afastar o seu pet do portão de casa.

Se o comportamento piorar somente na hora que o pet fica no portão, tente mantê-lo longe do local durante todo o tempo. Não vale somente afastar o pet durante a chegada da visita.

# 4 – Enriqueça o ambiente:

Brinquedos e pequenas mudanças no ambiente do cão podem ajudar. Além de exercitar o pet, ajuda a propor desafios mentais.

Existem brinquedos específicos para isso no mercado, mas algumas coisas podem ser improvisadas em casa como: oferecer uma garrafa pet com petiscos dentro para que ele tenha que tirá-los para comer, dar um coco verde para que ele possa destruir e esconder petiscos pelos locais da casa onde o pet pode ir.

# 5 – Promova exercícios:

Gastar energia para os cães é fundamental. Além de fazer muito bem para a sua saúde, o passeio estimula a interação social do pet com outros animais e permite que ele conheça um novo ambiente por meio de cheiros e o uso do faro. Isso é tudo muito estimulante para eles!Se gostou das dicas, não deixe de ler o nosso post sobre como tratar a ansiedade dos cães!

Leia também: 7 cuidados que você precisa ter com o pet no verão

Cachorro morde dono: o que fazer? CAUSAS E SOLUÇÕES

Como Controlar Um Cao Que Ferra?

Como Controlar Um Cao Que Ferra?

Ver fichas de  Cachorros

Quem seria capaz de duvidar da lealdade dos cães? Eles são os melhores amigos dos humanos, aqueles que estão sempre dispostos a acompanhar as aventuras e a rotina, alegrar os dias e consolar nos momentos difíceis. Por isso, muitas pessoas se assustam e não sabem o que fazer quando o cachorro avança no dono, mostra os dentes ou tenta mordê-lo.

Infelizmente, ainda existe a tendência de associar uma conduta agressiva dos cachorros com o caráter, sendo este um dos principais motivos de abandono.

Por isso, vale lembrar que nenhum cachorro, independente de sua raça, sexo ou idade, é “mau’ por natureza” e não existem raças “assassinas”.

A agressividade dos cachorros é um problema de comportamento que pode ter diferentes causas, dependendo do estilo de vida, da educação, da rotina e da saúde de cada indivíduo.

Aqui no PeritoAnimal, pretendemos te ajudar a compreender melhor seu melhor amigo e desconstruir alguns mitos sobre o comportamento canino. Por isso, hoje vamos te explicar porque um cachorro pode tentar morder ou atacar as pessoas e também responder à questão “cachorro morde dono: o que fazer?

Porém, antes de começar, é importante deixar claro que um cachorro agressivo precisa ser tratado por um profissional devidamente capacitado. Se seu cachorro se mostra agressivo ou tenta te morder, procure um veterinário especializado em etologia canina, não tente aplicar métodos que você não domina ou não entende completamente, pois isso pode ser muito perigoso.

Provavelmente, você já viveu a situação de estar brincando com seu cachorro e, de repente, levar uma mordida. Geralmente, nesse contexto, o cachorro só 'marca' levemente e não aplica uma mordida forte, embora essa não seja uma regra. Isso acontece com muita frequência, principalmente com os filhotes, já que eles que se encontram na etapa mais enérgica da vida de um cão.

Durante a infância, o filhote precisa explorar o ambiente, descobrir os estímulos ao seu redor, brincar e se expressar livremente.

Isso faz parte do crescimento físico e cognitivo, fundamental para desenvolver seus sentidos e estimular sua inteligência.

Nessa idade, o ato de morder é extremamente comum não só porque o filhote está trocando a dentição, mas também porque utiliza a boca para experimentar o mundo que o cerca.

Porém, quando o filhote alcança a terceira semana de vida, precisa começar a trabalhar a inibição da mordida para evitar que ele assimile como algo positivo morder o dono ou outras pessoas durante as brincadeiras ou no seu dia a dia.

Quando um cachorro não treina a inibição da mordida durante a infância, é muito provável que leve o hábito de morder quando está brincando para a fase adulta.

Esse comportamento que, inicialmente, parece inofensivo, pode acabar sendo muito desagradável e até perigoso, principalmente nos cães que costumam brincar com crianças ou pessoas idosas.

Por que o cachorro morde o pé do dono?

Muitas pessoas também se perguntam porque o cachorro morde o pé do dono, esse comportamento também pode ser um hábito adquirido durante seus primeiros meses ou semanas de vida, principalmente se o tutor o estimula a perseguir seus pés como se fosse uma brincadeira. Ao fazer isso, inconscientemente o tutor apresenta seu pé como uma 'presa', despertando o instinto de caça que está presente em todos os cachorros de forma inata.

Se seu filhote está na fase de mudar seus dentes e tem o impulso de morder tudo, recomendamos que você adquira um Kong ou um brinquedo-mordedor para filhotes de cachorro. Não acostume seu filhote a morder suas mãos ou seus pés, pois estará reforçando uma conduta que não desejará que se repita no futuro.

Infelizmente, outra situação bastante comum e preocupante é que o cachorro avance ou tente morder o dono quando este tenta tirar algo da sua boca ou se aproxima aos seus 'pertences' (brinquedos, comida, etc.).

Isso acontece quando o cachorro considera um objeto tão valioso que tem medo de perdê-lo e, então, recorre à agressividade para evitar que alguém possa privá-lo desse elemento.

Esse comportamento 'possessivo' nos cachorros chama-se proteção de recursos e deve ser tratado adequadamente para evitar acidentes domésticos.

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Para um cachorro, seus 'recursos protegidos' podem ser objetos, espaços físicos e até pessoas. Por exemplo, alguns cachorros se mostram possessivos em relação a seus donos e tentam atacar qualquer pessoa que a ele se aproxime.

Enquanto outros cachorros podem tentar morder qualquer pessoa que se aproxime da comida ou seus brinquedos. Na natureza, a proteção de recursos é indispensável para a sobrevivência das espécies, principalmente em épocas de escassez.

Porém, quando falamos de animais de estimação, como os cães, esse comportamento é extremamente perigoso e precisa ser tratado.

Cachorro avançando: o que fazer?

Por isso, é fundamental prevenir que o cachorro se torne possessivo e a melhor maneira de fazer isso é educá-lo desde seus primeiros meses de vida. Além de trabalhar a inibição da mordida, também é essencial ensinar o cachorro a soltar objetos utilizando sempre o reforço positivo para estimular a aprendizagem e recompensar as boas condutas.

Também será indispensável socializar corretamente o seu filhote para evitar problemas de comportamento como a agressividade e a proteção de recursos. Mas se você decidir adotar um cachorro adulto, precisará saber que também é possível socializar um cão adulto sempre contando com paciência, carinho e a ajuda do reforço positivo.

Como Controlar Um Cao Que Ferra?

Muitos tutores, ao serem mordidos pelo próprio cachorro, acham que seu cão atacou de repente, sem ter qualquer motivo aparente.

Mas, é importante ressaltar que dificilmente um cachorro ataca qualquer pessoa 'do nada', principalmente tratando-se de seu tutor.

O que geralmente ocorre é que, ao não saber interpretar a linguagem corporal dos cães, muitas pessoas não conseguem perceber os sinais que antecedem um ataque.

Na grande maioria dos casos, a agressividade aparece como o último recurso do cachorro para proteger sua integridade ou impedir que algum estímulo do seu entorno continue ameaçando seu bem-estar. Antes de ter uma conduta extrema, como morder o próprio dono, o cachorro costuma apresentar sintomas de estresse, demonstrar incômodo ou insatisfação com determinadas condutas.

Se um cachorro ataca uma pessoa, geralmente, é por perceber nela algum tipo de ameaça à sua integridade física e emocional ou algum risco ao bem-estar do seu território, de seus tutores ou familiares.

Uma pessoa que tem medo de cachorro, por exemplo, expressará esse medo através de suas atitudes e também de seus odores corporais.

O cachorro perceberá essa emoção negativa facilmente e, em consequência, poderá adotar uma postura agressiva-defensiva por ver naquele indivídua uma conduta estranha e potencialmente perigosa.

Também é importante que você preste atenção à sua própria linguagem corporal no dia a dia com o seu melhor amigo. Seu cachorro perceberá facilmente quando você estiver irritado, incomodado ou estressado e, provavelmente, a conduta também mudará e poderá reagir de forma estranha ou negativa.

Estas são as principais causas que podem fazer com que um cachorro estranhe o dono ou se mostre agressivo em relação a outras pessoas.

Porém, lembre-se que só o veterinário é capaz de chegar a um diagnóstico sobre a causa específica de um problema de comportamento no seu cachorro, depois de examiná-lo, analisar o estilo de vida e a rotina.

Por isso, se você perceber que o caráter do seu cão mudou, leve-o ao veterinário da sua confiança para analisar o estado de saúde do seu melhor amigo e verificar a causa dessa conduta inadequada.

Problemas de saúde em cachorros

Os cachorros também podem se tornar agressivos quando sentem dor e percebem que estão mais vulneráveis.

Um cachorro estranhando o dono sem motivos aparentes, evitando o contato com seus familiares e tentando morder todo mundo pode ter algum problema de saúde.

Por isso, se seu melhor amigo apresenta problemas de conduta, a primeira coisa a se fazer é levá-lo ao veterinário.

Estresse em cachorros

É uma das principais causas dos problemas de comportamento nos cachorros, inclusive do desenvolvimento da agressividade.

O estresse nos cachorros pode ter diferentes causas, como o sedentarismo ou uma atividade física deficiente, um ambiente negativo, mudanças repentinas na sua rotina ou uma mudança de casa, chegada de novos integrantes à família, etc. Para saber mais sobre o tema, consulte nosso artigo sobre como reduzir o estresse do meu cachorro.

Problemas de socialização

Os cachorros que não foram socializados corretamente podem ter problemas para interagir e conviver com outros indivíduos, sejam pessoas ou animais.

O processo de socialização ensina o cachorro a sentir-se seguro e relacionar-se de forma positiva com os indivíduos e estímulos que rodeiam seu ambiente.

Por isso, é um passo indispensável da educação dos cachorros, que permite prevenir vários problemas de comportamento e dá a oportunidade aos cachorros de desfrutar de uma vida social saudável.

Problemas de comunicação

Os problemas de comunicação entre tutores e cachorros também estão entre as principais causas de mordidas e acidentes domésticos.

Os cachorros utilizam principalmente o corpo para expressar os estados de ânimo, as emoções e percepções sobre as coisas que acontecem ao seu redor.

Por isso, se você quer entender seu melhor amigo e melhorar o vínculo com ele, é fundamental estudar um pouco sobre a linguagem corporal dos cães e os possíveis significados de suas posturas, expressões faciais e olhares.

Em casos nos quais cachorro morde dono ou tenta fazê-lo, você não deve tentar castigá-lo, gritar com ele ou ter qualquer atitude que desenvolva ainda mais a tensão. Lembre-se que, ao responder uma agressão com mais agressão, você poderia terminar causando um novo e pior ataque, correndo o risco de sair seriamente machucado.

Nesse contexto, você precisa agir de forma serena, definida e equilibrada para transmitir segurança e tranquilidade ao seu cachorro. Mantenha uma postura neutra e atue com naturalidade, evite fazer gestos bruscos ou movimentos rápidos e não olhe fixamente ou diretamente para os olhos do pet. Quando o cão desviar o olhar, você poderá se afastar bem devagar, sem dar as costas para ele.

Você precisará esperar que o cachorro se tranquilize e recupere o comportamento normal para se aproximar novamente dele. Durante esse tempo, aproveite para lavar com água e sabão neutro a região onde ocorreu a mordida e analise a gravidade da ferida. Se for necessário, busque atenção médica.

Quando o cachorro já estiver calmo e equilibrado, será o momento ideal para levá-lo ao veterinário para comentar o incidente e verificar a causa da conduta agressiva do seu cachorro.

Encontrar um profissional especializado em etologia canina é o mais indicado, o veterinário analisará o estado de saúde do seu melhor amigo para descartar qualquer problema de saúde que poderia causar um desenvolvimento da agressividade.

Logo, poderá te orientar a procurar um educador canino para, em conjunto, estabelecer um tratamento baseado nas necessidades próprias do seu cachorro.

Por último, vale relembrar que é muito perigoso aplicar métodos que você não conhece ou não domina completamente, principalmente tratando-se de um cão agressivo. Procure ajuda profissional pelo bem do seu cão e de todos ao seu redor.

Descubra os cachorros com mordidas mais fortes do mundo no nosso vídeo no YouTube:

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Cachorro calmo: como ensinar meu cão a ficar mais calmo e tranquilo?

Como Controlar Um Cao Que Ferra?

Sou adestradora de cachorros e assim que chego na casa de um novo aluno pergunto: “o que você espera do adestramento? O que você deseja que seu cachorro aprenda?” A maioria esmagadora das pessoas responde: “eu quero que ele seja educado, que ele fique quietinho, sabe?”. Ficar deitado, quietinho, também é um comportamento e pode ser ensinado! Mas primeiro temos que entender uma lei de aprendizagem que é super importante:

“Todo comportamento que existe, acontece porque é recompensado.”

Recompensa é tudo aquilo que o cachorro gosta, seja um carinho, comida, água, colo, sair pra rua, receber atenção do dono, interagir com outros pets.

O tempo todo os cães estão nos observando e tentando começar ou manter as recompensas que recebem.

Os comportamentos deles são moldados de acordo com as consequências, ou seja, o que acontece depois que o cachorro ofereceu o comportamento é que vai dizer se esse comportamento vai continuar acontecendo ou não.

Aí entra o papel da família! É importante observar o que o cachorro consegue com cada comportamento.

O que você faz quando ele pula na porta para te receber? O que você faz quando ele fica latindo na mesa do almoço? Quando ele está agitado, correndo loucamente por cima dos sofás, você retira ele do ambiente ou entra na brincadeira? Como é a maior parte da sua relação com ele, com folia e excitação ou interagindo de forma calma?

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Existe também outra lei do comportamento que é super importante e diz que:

“Todo comportamento que é recompensado, aumenta!”

Isso significa que tudo aquilo que funciona para o cão ter o que deseja, vai funcionar cada vez mais e aí… BINGO! Temos um comportamento estabelecido que vai acontecer cada vez mais e mais intensamente.

Como deixar seu cachorro calmo?

Mas por que saber disso é importante? Lembra que eu disse lá no começo que o ficar deitado, quietinho também é um comportamento? Pois é, sabendo de todas essas informações, a gente entende que ESSE comportamento de ficar quietinho, deitado, precisa ser recompensado para continuar acontecendo e para aumentar.

Então, quando seu cachorro estiver quieto, deitadinho, dê atenção à ele, dê brinquedos ou ossinhos para ele roer, faça massagem, mostre que nesse momento ele é o centro das atenções, ao invés de fazer tudo isso quando ele está tentando desesperadamente chamar a sua atenção pulando, latindo, correndo.

Energia acumulada

Um ponto bem importante nisso tudo é: Não adianta querer que seu cão seja comportado se ele está com energia acumulada. Imagine uma casa com duas crianças entre cinco e 10 anos, de férias. Está frio, chovendo e tudo que elas podem fazer está dentro de casa. Geralmente os pais se desdobram inventando atividades com brinquedos, videogame, televisão, livros, computadores.

Imagine se não existisse nada disso nessa casa, nenhum brinquedo, nada para fazer. Em pouco tempo as crianças estariam subindo pelas paredes, não é verdade? Não adianta querer que elas aprendam a se controlar se estão com a energia a mil.

Com os cães é a mesma coisa, eles precisam de uma válvula de escape, precisam gastar energia física, precisam de atividades mentais e sociais.

Então, proporcione isso ao seu cão e dê oportunidade para que ele seja equilibrado. Depois disso, comece a selecionar os comportamentos que você deseja por meio das recompensas, lembra? O que acontece depois dos comportamentos para que o cão entenda se eles funcionam ou não.

Vou dar mais alguns exemplos para elucidar. Quando você chega em casa, ao invés de fazer folia com seu cão enquanto ele estiver eufórico, apenas cumprimente calmamente e espere ele se acalmar. Quando ele fizer isso, aí você brinca, corre, rola com ele no chão se quiser e estará recompensando seu cachorro por ter ficado calmo.

Como Controlar Um Cao Que Ferra?

Isso não significa que você não possa brincar e fazer folia com seu pet, pelo contrário, isso é muito saudável. É só escolher os momentos adequados para isso, pra que ele aprenda também a diferenciar quando pode fazer folia e quando precisa ficar quietinho, aguardando.

Entendeu o princípio da coisa? Você tem todas as ferramentas na mão, aprenda a usá-las de forma correta e terá o cachorro mais calmo do mundo com você!

5 dicas para saber lidar com agressividade

Como Controlar Um Cao Que Ferra?

Por Thalita Galizia, adestradora e franqueada da Cão Cidadão

Antes de falarmos sobre os tipos de agressividade, precisamos entender o que ela significa.

Para a maioria das espécies, o comportamento agressivo torna-se fundamental para a sobrevivência. Esse tipo de comportamento é, em parte, inato, podendo surgir em algumas situações ou fases da vida, como para defender seu território, filhotes, comida ou até mesmo sua posição hierárquica.

Cães machos, principalmente no período de sua puberdade, podem começar a brigar com outros cães do mesmo sexo. Os filhotes também podem se tornar agressivos ao disputarem o leite da mãe.

  • A agressividade pode ser dividida em classes, sendo elas territorial, possessiva, por medo ou por dominância.
  • Territorial      
  • Os cães são animais que naturalmente protegem e defendem o seu habitat e seus filhotes ou quem vivenele.
  • Esse tipo de comportamento pode ocorrer se o cão sentir que alguma ameaça ronda o território dele.
  • Para que ele não fique agressivo, sempre faça associação positiva com algo que o seu cão goste muito, podendo ser um petisco, um brinquedo.
  • Toda vez que alguém ou algum outro animal estiver no território do seu pet, recompense-o pelo bom comportamento.
  • Agressividade por dominância
  • Quando o cão tem muita liberdade e nenhum limite, há possibilidade dele se colocar como líder.

O cão quando assume essa função, passa a mandar em seus donos, não lidando bem com frustrações e tendo reações agressivas quando contrariado. Ele pode rosnar quando estiver com algo na boca, ou quando o dono pedir que ele desça de um sofá ou cama por exemplo.

A melhor maneira de  lidar com esse comportamento é ter atitudes de liderança e postura. Isso não significa bater no cachorro para ele “aprender” qual é o lugar dele, mas sim colocar em prática alguns exercícios.

  1. Por exemplo, quando você for sair com ele para passear, ensine-o a sentar e a esperar que você abra a porta e passe primeiro, para depois ele sair.
  2. Agressividade por posse
  3. Sempre que alguém chega, o cão defende seus brinquedos, caminha ou até mesmo sua comida pode ser que ele tenha associado a presença de uma pessoa com perda, por exemplo, se o dono chega perto e o cão está comendo e rosna, ao tirar a comida para evitar que o cão  fique mais agressivo, o dono só estará reforçando negativamente e confirmando que o cão estava certo: toda vez que alguém chega, ele perde algo.

A maneira mais eficaz de lidar com essa situação é mostrar que não é uma competição, ao se aproximar da comida, por exemplo, caso ele não tenha tido nenhuma atitude agressiva, jogue um petisco. Aos poucos, seu pet vai aprender que a aproximação das pessoas deixa a comida dele mais gostosa.

Agressividade por medo

Esse tipo de agressividade geralmente ocorre quando o processo de socialização não é feito corretamente ou então decorrente de algum trauma psicológico. Algumas raças que tenham uma pré-disposição genética ao medo, também podem ficar agressivas.

Ao introduzirmos um cão em nosso convívio, é de nossa responsabilidade criarmos boas associações em relação as nossas atividades do dia a dia.

O medo é um sentimento essencial para a evolução e sobrevivência da espécie, ou seja, um cão exposto a esse sentimento recebe um estimulo fisiológico e o hormônio adrenalina se espalha pela corrente sanguínea, ocorrendo um aumento no batimento cardíaco, consequentemente aumenta a irrigação o sangue oxigenado nos tecidos musculares e o cão pode ter          as seguintes reações, fuga ou ataque.

Normalmente a primeira reação dos cães é a fuga e tentam evitar contato com a pessoa que esta lhe causando estresse.

Porém, como muitas vezes os sinais corporais são ignorados e os tutores acabam não respeitando o limite que o cão esta pedindo, ele muitas vezes precisa de uma outra alternativa, então ele ataca, rosna e late.

Nesse caso se ele obteve sucesso em afastar o agente causador do estresse, passará a repetir esse comportamento sempre.

Para lidar com um cão medroso, podemos fazer um treino de dessensibilização, antes que o cão entre no estado de agressividade, mantenha uma distância segura e vá recompensando a sua presença com algo que ele goste, vá se aproximando aos poucos, sempre respeitando os limites dele. Vá fazendo esse treino, até que você consiga chegar perto do cão e interagir com ele.

  • Agressividade por transferência
  • Quando o cão não consegue atingir o objetivo dele, acaba atacando o que tem por perto dele, por exemplo, quando ele esta no portão de casa e passa um gato ou outro cão, como ele não consegue alcançar o fator estressante, automaticamente ele morde quem estiver por perto, ou o tutor ou outro cão que convive com ele.
  • Para que esse comportamento não mais ocorra, coloque regras e limites e deixe que seu cão saiba lidar com a frustração, estimulando a sua liderança, ensine comandos que o ajudem a ter um autocontrole  e a entender a sua posição dentro da matilha.
  • Como lidar com as agressividades
  1. Procure ajuda de um profissional, ele ajudará a identificar o tipo de agressividade que seu pet pode ter.
  2. Não recompense o comportamento agressivo, cada vez que ele mostrar esse comportamento frustre-o.
  3. Nunca bata no seu pet ou ameace-o fisicamente.
  4. Evite qualquer tipo de atividade que tende a deixar o seu amigo estressado ou muito agitado.
  5. Tenha  a liderança, conquiste-a de forma positiva e recompensadora, nunca com violência.

Se precisar, conte com a ajuda de um especialista.

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Excitação e Agitação em cães — Educação Canina

O sintoma excitação em cães é pouco trabalhado e muitas vezes visto por nós humanos como apenas alegria. É claro que todos queremos cães alegres, mas devemos ter muito cuidado com a famosa excitação, que quando não trabalhada pode chegar a atrapalhar a convivência doméstica e social.

Vamos entender melhor como a excitação se manifesta de forma natural, como e quando sai do limite. Num convívio natural de matilha a excitação dos cães é muito controlada, já que a sobrevivência da espécie depende da interação e dinâmica da matilha social.

No contexto doméstico, normalmente nutrimos a excitação dos cães filhotes, sempre falando com eles, pegando no colo e criando brincadeiras e interações que fazem o cão se agitar.

Deixamos que ele pule em nós, e sempre fazemos carinho quando vemos expressões de excitação porque nosso intelecto interpreta essas atitudes como alegria.

Porém, no mundo animal, excitação em excesso não é bem vista, e rapidamente é corrigida pois afeta o equilíbrio da matilha.

Excitação gera caos, descontrole e tumulto, e tudo parece muito divertido quando o cão é filhote, mas após alguns meses, esse comportamento pode se tornar inconveniente e intolerável, principalmente para outros cães.

Vamos analisar os sinais de excitação;

  • Extrema agitação diante de novos estímulos (novas pessoas, cães, lugares)
  • Corpo inquieto, rabo balançando sem parar, aproximação forçada em direção à humanos e cães.
  • Pulos e latidos constantes
  • Dificuldade em relaxar (o cão está sempre andando de um lado pro outro)
  • Respiração ofegante constante
  • Olhos arregalados sempre buscando contato
  • Dificuldade de caminhar de forma relaxada, puxa a guia em direção a todos os estímulos
  • Necessidade de estar sempre muito perto das pessoas e outros cães de maneira invasiva
  • Passa por portas, portões, entradas e saídas de lugares de forma agitada e descontrolada.

Esses são alguns dos sinais mais clássicos de cães excitados, e podemos ver como esses sintomas podem facilmente serem confundidos com a simples alegria.

Na verdade cães excitados não são exatamente felizes, pois a excitação nos cães gera uma aceleração constante no funcionamento do corpo e da mente, sendo muito mais prejudicial do que benéfica. Excitação extrema gera dificuldade de relaxamento e tranquilidade, o que configura desequilíbrio.

Seria como uma pessoa que está eternamente alertana expectativa do que vai acontecer, não relaxa, não dorme direito e está sempre agitada. Será mesmo que é bom viver assim?

Como ajudar um cachorro muito agitado? – Pet Anjo

O dog walker pode te ajudar! Você já viu um cachorro que mesmo em um momento de muita excitação se manteve calmo e paciente? É provável que tenha visto muito mais exemplos de cachorro muito agitado, que não consegue controlar seus impulsos, que parece não conseguir controlar a excitação.

As vezes essa falta de controle em situações de agitação pode se tornar um problema comportamental bem difícil de reverter. Podendo te impedir até de hospedá-lo na casa de outra pessoa quando necessário. Perseguir carros e motos, pular para cumprimentar pessoas, latir para todos os cachorros da rua.

E será que um cachorro muito agitado pode aprender a controlar essa agitação? SIM! E nós vamos te explicar como fazer isso. Antes de tudo é importante lembrar que o que você faz logo depois do comportamento vai fazer fazer com que esse comportamento se repita ou não no futuro.

Todos os tipos de consequências influenciam o desenvolvimento do controle de impulsos, pra bem ou pra mal. Felizmente a maioria dos cachorros podem aprender a ser mais calmos e controlados através da interação com humanos, outros cachorros e através de brincadeiras.

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Interações e brincadeiras com seus tutores é o melhor método para ajudar cachorros agitados!

Dog walker: relaxar é importante!

Um cachorro muito agitado não entende que relaxar é uma opção. Ensinar para ele, principalmente quando filhote, que sentar e permanecer calmo é um comportamento pelo qual ele vai ser recompensado com algo muito bom, é o primeiro passo da nossa jornada.

Uma boa opção é a contratação de um passeador de cães profissional para passeios educativos com o seu cachorro.

Vamos listar duas atividades que você pode incorporar na sua rotina para ensinar ao seu cachorro que se acalmar é sempre uma ótima opção:

1 – Recompensa surpresa

Quando você encontrar seu cachorro relaxado (deitado, sentado calmamente, etc), se aproxime com muita calma. Se aproxime com passos leves, e com a voz baixa, elogie-o, faça carinho e deixe um petisco que ele goste muito na frente dele.

Durante as primeiras vezes que você fizer isso, provavelmente seu cachorro vai levantar e te seguir para ver se ganha mais algum petisco. Se isso acontecer, simplesmente volte a fazer o que você estava fazendo antes de dar a recompensa. Depois de algumas vezes, seu cachorro vai aprender que a recompensa (petisco) é por permanecer quieto e vai continuar assim. 

Pare e espere que seu cachorro deite do seu lado. Logo após, recompense-o

2 – Recompense na hora certa

O próximo passo para educar o seu cachorro muito agitado, é recompensá-lo quando ele relaxar do seu lado. Comece levando seu cachorro para passear deixando a guia curta, para que ele não seja estimulado por estímulos externos. Vá para um lugar muito calmo, sem outros animais e pessoas, e que o seu cachorro goste bastante (pode ser uma praça ou um parque).

Fique de pé ou sente-se e espere até que o seu cachorro deite no chão – sem estimulá-lo antes e, principalmente, sem forçar seu corpo para baixo. Você pode ter que esperar um bom tempo até que seu cachorro realmente relaxe e deite.

Assim que seu cachorro deitar, diga calmamente um elogio como “bom menino!” e deixe um petisco bem em frente a ele. Se ele permanecer deitado por um longo tempo, você pode oferecer mais um petisco para recompensá-lo pela iniciativa. 

Dica Extra:

Não use nenhum tipo de clicker ou outro tipo de marcador de comportamento para esse exercício. Já que podem deixar o cachorro mais agitado ao invés de acalmá-lo. E não recompense o seu cachorro caso ele esteja olhando fixo para o petisco, se movendo, excitado. Espere até que ele não esteja mais pensando na recompensa para deixar um petisco em frente a ele. 

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Esperar vale a pena!

Sentar e simplesmente esperar é um dos métodos mais usados para ajudar um cachorro muito agitado a aprender a ser calmo. O ato de permanecer sentado quando você vai para outro lugar, ou mesmo em situações de extrema distração, é um sinal de que o cachorro está controlando seus impulsos. Recompense esse comportamento com algo bem gostoso cada vez que ele permanecer sentado e calmo. 

Para tornar esse passo mais fácil e divertido, tanto para você, quanto para seu cachorro, tente pedir que ele sente antes de todas as atividades que seu cachorro gostar  de fazer. “Senta” antes de sair para passear. “Senta” antes de iniciar uma brincadeira. “Senta” antes do jantar ou petisco. “Senta” antes de soltá-lo da guia para correr  em algum campo cercado.

Qualquer situação em que seu cachorro estiver muito excitado para começar logo, faça-o sentar e relaxar primeiro. Logo seu cachorro  começará a associar o ato de sentar e esperar com a situação de prazer e diversão, a boa consequência. 

Se o seu cachorro tiver um Dog Walker – saiba o que faz um Dog Walker – você pode combinar com ele para que, sempre, antes dos passeios, ele peça para o cachorro sentar. E se o seu  cachorro ainda não tem o hábito de passear diariamente, considere essa hipótese!

Passear, além de estimular fisicamente o seu cachorro, mantém ele calmo e livre de  tédio (que, na maioria dos casos, é o principal causador da agitação).

Dica: 

Primeiro, peça um simples e breve “senta” para o seu cachorro antes de soltá-lo para brincar ou dar-lhe um petisco. Se ele não sentar quando você pedir, afaste-  se do que agita seu cachorro e peça novamente.

Vá aos poucos se aproximando da fonte e aumente o tempo que o seu cachorro deve permanecer sentado até ser  recompensado. Lembre-se de recompensar seu cachorro, principalmente, se ele começar a se antecipar e sentar antes mesmo de você pedir. Esse comportamento é um  sinal de que ele está controlando seus impulsos. Muito bem!

Veja a parte 2 desse post aqui. E se quiser dicas extras sobre como acalmar cães agitados e ansiosos, veja nosso eBook grátis aqui embaixo:

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