Como Contar Que Vai Ter Um Irmão?

Como Contar Que Vai Ter Um Irmão? Como Contar Que Vai Ter Um Irmão?

Uma coisa que muitas mães se preocupam, e que comigo não foi diferente, é a questão de como contar para o(s) filho(s) mais velho(s) sobre a chegada de um irmãozinho. A gente se preocupa com isso porque quer que a notícia seja bem assimilada, não gere traumas, não deixe o(s) mais velho(s) com ciúmes e por aí vai.

E para fazer tudo certinho na hora de dar a notícia para o Leo, eu conversei antes com uma psicóloga. Perguntei para ela a hora certa de falar, como falar, como proceder depois, e ela me passou algumas dicas, que agora compartilho com vocês.

Como Contar Que Vai Ter Um Irmão?Photo Credit: imagina (www.giuseppemoscato.com) via Compfight cc

Quando contar?

Em primeiro lugar, é bacana dar a notícia depois que se tem certeza mesmo sobre a gravidez.

Ou seja, nunca dar antes de fazer o primeiro ultrassom e ouvir o coraçãozinho do bebê para confirmar a existência mesmo de um feto (uma amiga me relatou que uma conhecida dela contou para a filha assim que viu o resultado positivo e, depois, quando a gravidez não se confirmou – anembrionária – a irmãzinha acabou ficando frustrada e triste). Outras pessoas preferem esperar um pouco mais, ou seja, aguardar passar os três primeiros meses, período no qual se tem maior chance de aborto. Nesse caso, também não tem nada de errado, só tem que se tomar cuidado para a criança não perceber, através de conversas e mudanças na rotina, que tem uma novidade no ar e ela não está sabendo. No meu caso, optamos por contar após o ultrassom que confirmou os batimentos cardíacos. O primeiro feito não identificava isso, então esperamos, mais ou menos, até 8 semanas de gestação para contar para o Leo.

Como contar?

Não há uma forma única e perfeita de se dar a notícia. Cada família vai sentir a melhor forma de contar e vai contar do seu jeito. O ideal é que a notícia seja dada de forma clara, delicada e sem muitos detalhes, para não confundir a cabeça da criança se ela for pequena ainda.

Como o Leo tinha dois aninhos e dois meses quando recebeu a notícia, nós contamos de um jeito bem informal e nos divertidos com a reação dele. Eu chamei o para perto de mim e do pai, disse que queria contar uma coisa importante e legal para ele, e comentei que dentro da minha barriga havia um bebê, um irmãozinho dele.

Na hora, ele puxou a minha blusa e disse que queria ver, e aí caímos na gargalhada. Juro que se eu não estivesse de pijama e horrorosa na hora que contamos, eu postava aqui o vídeo super fofo que mostra a reação dele (fizemos um vídeo, para registrar o momento. Fica a dica!). E o ideal é que também não fique se dando muita ênfase à notícia.

Ela deve ser dada, as dúvidas devem ser tiradas, caso a criança faça perguntas, e depois pode se mudar de assunto, fazer outra coisa, etc… Notícia dada, mas sem grande carga emocional para não assustar o pequeno (claro que isso varia conforme a idade. Quando a criança é mais velha e tem mais capacidade de compreensão, pode se conversar mais sobre a novidade).

E muito importante! A notícia sempre deve ser dada com um tom positivo, mostrando que é uma novidade legal, bacana, para a criança. Ela tem que sentir que está GANHANDO um irmãozinho, um companheiro, e não que está perdendo espaço dentro da casa.

Como ajudar a criança a entender a notícia?

Para assimilar a notícia melhor, o ideal é que a criança entenda antes o conceito de irmão, já tenha visto fotos de mulheres grávidas (preferencialmente da mãe grávida, quando gestava a criança).

Assim, antes de comunicar, caso vocês ainda não tenham certeza de que o filho mais velho sabe o que é um irmão, é legal já ir apresentando o conceito para ele, dizendo que o titio X é irmão do papai, que o amiguinho X é irmão do amiguinho Y,  para ele ir se acostumando com a ideia.

E mostrar fotos da gestação é legal para a criança entender que um dia ela também esteve no lugar que o irmãozinho está. Mas lembrando, é claro, de fazer isso tudo com muita tranquilidade, de forma natural.

Como agir depois da notícia dada?

Não é necessário ficar falando toda hora sobre a chegada do irmãozinho ou irmãzinha, tentar fazer a criança falar sobre seus sentimentos sobre isso. Quando o assunto surgir, fale sobre ele naturalmente e sempre de forma positiva.

A criança não tem que sentir nenhuma forçação de barra, não deve pensar que essa novidade é agora a coisa mais importante do mundo, etc… Naturalidade é palavra chave.

Falar sobre o assunto quando a criança questionar ou quando o assunto vier naturalmente.

Olha, não sei dizer se isso é o ideal para todo tipo de idade, todo tipo de família, qualquer situação.

Cada caso é um caso, mas quando recebi essas breves orientações, elas me pareceram bem adequadas, pois eram simples, naturais (lembrando, o Leo recebeu a notícia com dois anos de idade, ou seja, essas orientações foram bem adequadas para a idade dele0.

Entretanto, se você fez de outra forma, ou quer fazer de um jeito diferente, não quer dizer que ele esteja errado. Pode ser só outra forma de fazer a mesma coisa e também dará tudo certo.

E se você tiver alguma outra dica, compartilhe aqui. Com certeza, muitas mamães agradecem!

POST ATUALIZADO: dicas das leitoras

Livro “Vou ganhar um irmãozinho”, de Kes Gray e Sarah Nayler.

Segundo filho – Como dar a notícia ao primogênito?

A descoberta do segundo filho é sempre um momento de muita emoção para toda a família. Diferente da gestação anterior, desta vez você ainda terá que anunciar a novidade para o irmão mais velho. Esse anúncio pode ocorrer de diversas formas e pode contar com uma série de reações. Costuma ser uma surpresa para os pais a forma como o primeiro filho responderá à novidade.

A idade, a personalidade da criança e a forma como a notícia foi dada influenciam bastante a receptividade à notícia, de acordo com especialistas. Apesar de não haver fórmula mágica e uma única resposta correta, aqui você encontrará algumas dicas fornecidas por psicólogas sobre o momento de dar a notícia, o jeito de falar e como lidar com o possível ciúme. Boa leitura!

Quando dar a notícia do segundo filho ao irmãozinho mais velho?

Crédito: Freepik

É normal sentir receios de anunciar a chegada de um segundo filho para o primogênito, principalmente porque a reação da criança é sempre uma surpresa. Há crianças que dão saltos de alegria e fazem mil perguntas, querendo saber tudo sobre o novo maninho que está a caminho.

Entretanto, há também situações nas quais a criança fica confusa e não entende o que está acontecendo. De modo geral, essa reação é mais comum com crianças pequenas (com 3 anos ou menos). Além disso, apesar de ser menos frequente, é possível que a criança demonstre ciúme ainda durante a gestação.

Com todas essas possibilidades, vale a pena que a família reflita com calma sobre o momento de anunciar a novidade.

A primeira dica das especialistas é justamente sobre essa questão: quando falar.

Tenha certeza absoluta

Primeiramente, evite dar a notícia antes de ter certeza sobre o assunto. Apesar dos testes de farmácia serem a porta de entrada dessa notícia entre os adultos (de modo geral), é recomendável que a família tenha absoluta certeza antes de trazer essa notícia para o universo da criança.

Ou seja, fale sobre o segundo filho apenas depois de já ter feito um ultrassom e de ouvir os batimentos cardíacos do bebê. Isso é importante porque os testes de farmácia não demonstram a progressão da gestação e o anúncio precoce pode gerar confusões na cabeça da criança.

Entre outros sentimentos, é possível que o filho se sinta enganado, frustrado ou triste no caso da gestação não se confirmar.

As especialistas afirmam que crianças com 4 anos ou mais conseguem entender melhor a situação.

Por isso, é super tranquilo dar a notícia logo no início da gestação (tão logo a gestação seja efetivamente confirmada).

Contar desde o início dá tempo para a criança se acostumar com as mudanças (não somente as que virão após o nascimento, mas mesmo as modificações da mamãe e da rotina durante a gravidez).

Aproveite a notícia para envolver o irmão mais velho nas decisões que dizem respeito à chegada do segundo filho.

Por exemplo, peça para o irmãozinho mais velho ajudar a escolher os itens de decoração do quarto ou dar dicas de nomes.

Fazê-lo se envolver nessas decisões o ajuda a processar a informação, a entender que um bebê está a caminho e que ele ainda terá seu espaço: afinal, “mamãe e papai estão pedindo minha opinião”.

E se acontecer um aborto?

Há também famílias que preferem aguardar fim do primeiro trimestre, porque esse é o período mais comum dos abortos acontecerem. Não há nada de errado com essa estratégia, desde que os pais cuidem para que a criança não perceba que há algo de diferente no ar e na rotina e que ela não foi informada.

Se isso acontecer, a criança pode não somente ficar insegura nesses três meses, como também é possível que todos esses sentimentos negativos reflitam na recepção dela com a notícia. Por isso, opte por essa estratégia se for possível garantir que a criança não se sentirá “no escuro” frente a uma mudança que apenas ela não conhece.

De que forma contar ao irmãozinho sobre o segundo filho?

Crédito: Freepik

Fale diretamente, basicamente. Se a criança for muito pequena – com 3 anos ou menos – pode ser interessante esperar a barriga aparecer um pouquinho, para facilitar a notícia.

Claro, é importante que se espere pela barriga se os adultos conseguirem seguir a rotina sem dar muitos alertas de que algo está mudando, conforme foi explicado anteriormente.

Essa dica pode ajudar bastante porque, se a informação do segundo filho for dada com muita antecedência para crianças pequenas, é possível que ela fique muito ansiosa e não entenda bem o que está havendo e o que mudará em sua vida.

Outra dica importante diz respeito à honestidade. Se a criança fizer perguntas sobre o assunto antes da notícia ser dada, responda com sinceridade.

Especialistas contam que não são raras situações nas quais os pais sentem medo de dar a notícia e a criança acaba fazendo perguntas sobre o tema antes da gestação nova ter sido anunciada. Nesses casos, haja com naturalidade, conte a verdade e explique por que não havia falado antes.

Não tenha medo: você pode dizer que estava preocupada com a reação da criança. É muito importante ser honesta com seu filho, sempre levando em conta a sua etapa de desenvolvimento.

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Nos casos em que a criança ficar ansiosa, é possível fazer um calendário para a criança acompanhar o passar dos dias. Marque a época prevista do nascimento e mostre o tempo passando. Isso dá um senso de controle para a criança e a ajuda a entender a proximidade do momento.

Fórmulas para dar a notícia

Não há receitas ou fórmulas mágicas para dar a notícia do segundo filho ao irmão mais velho. Cada família tem uma personalidade e vai encontrar o seu próprio jeito.

Entretanto, as especialistas salientam que é importante que a notícia seja dada de forma objetiva, sensível e sem muitos detalhes, exceto que a criança faça perguntas. Por exemplo, você pode chamar a criança e dizer que tem uma notícia legal para contar para ela.

Quando ela estiver pronta para ouvir, apenas diga que tem um bebê crescendo na sua barriga e que ela terá um irmãozinho mais novo.

Evite dar muita ênfase ao momento. Lembre-se de que é somente um comunicado, e não um espetáculo. Conte a notícia, tire todas as dúvidas da criança e pronto.

Inclusive é possível, logo em seguida, mudar de assunto ou fazer outra coisa, desde que seja algo natural e não uma forma de fugir rapidamente do assunto.

As especialistas enfatizam que é importante que a notícia seja dada, mas também é importante que o momento não esteja carregado de carga emocional, porque isso pode assustar a criança.

Não fique perguntando o que a criança acha, o que ela está sentindo, como ela imagina que vai ser, etc. Acredite: no seu próprio tempo a criança vai elaborar as suas próprias perguntas e vai fazer. Nesse momento, responda-as com paciência, clareza e honestidade.

Positividade

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Outra dica simples e fundamental é lembrar que a notícia do segundo filho deve chegar na criança como algo bom, algo legal, algo bacana. Lembre a criança (e a si mesma) que seu filho primogênito estará ganhando um novo integrante na família. Nunca, sob nenhuma hipótese, dê a entender que a criança estará perdendo algo (espaço, atenção, amor, etc).

É muito importante que o restante da família e as pessoas próximas também sejam alertadas em relação a isso. Infelizmente, os especialistas contam que é super normal o futuro irmão mais velho ouvir coisas do tipo:

  • Agora não vai mais poder…
  • Se prepara porque agora seus pais vão cuidar só do bebê.
  • Ixi, agora o seu reinado vai acabar.
  • Aproveita enquanto pode, porque depois que o novo bebê chegar…

Afirmações desta natureza podem parecer simples brincadeiras. Entretanto, geram medos e receios enormes nas crianças (mesmo quando o contexto da fala era em tom de brincadeira). Alguns especialistas acreditam, inclusive, que este tipo de narrativa contribui para o desenvolvimento de ciúmes e de dificuldade posterior na relação entre irmãos.

Cuidado com as palavras e com as promessas

Especialistas alertam que as crianças prestam muita atenção no que os adultos dizem, mesmo quando não parece.

Além disso, elas também registram essas falas e criam expectativas em relação ao que foi dito. Por isso, tenha muito cuidado com o que vai dizer tanto no momento do anúncio quanto depois.

Tente cuidar também com o que os adultos ao redor da criança vão emitir sobre o assunto, dentro do possível.

Uma frase muito comum e que deve ser usada com muito cautela (ou excluída da narrativa) é “agora você vai ter um novo amigo para brincar junto”.

Apesar da boa intenção dessa sentença, é comum que as crianças que ouvem isso associado ao segundo filho da sua família acabem imaginando que o bebê será como seus amiguinhos da creche ou da escola. Todavia, depois do nascimento, ainda levará um bom tempo para que o bebê possa brincar com o irmão.

Além disso, é possível que, quando o novo irmão puder brincar, o mais velho não esteja mais nessa fase do desenvolvimento e não partilhe dos mesmos interesses.

Mudanças

Também é comum ouvir frases como: “(…) mas nada vai mudar”. Simplesmente não diga isso. Não diga porque não é verdade. Lembra da dica sobre a honestidade? Então, garanta que as suas explicações serão honestas.

Você pode explicar para a criança que acontecerão uma série de mudanças mas que isso não a prejudicará.

Provavelmente, no momento em que você der a notícia, as mudanças já estejam ocorrendo, então falar isso é apenas uma maneira da criança comprovar que você não está sendo honesta.

Faça uso da honestidade, cuide com as palavras e com as promessas. Por mais simples que seja, isso facilita a compreensão e aceitação da nova realidade para a criança.

Dê subsídios para a criança entender a notícia do segundo filho

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Se a criança for muito pequena é possível que ela nem entenda o que significa “segundo filho”, “irmão mais novo” ou “outro bebê”. Por isso, faça o terreno antes de dar a notícia. Ou seja, dê subsídios para que o filho mais velho consiga compreender a notícia, quando ela chegar.

Uma boa forma de fazer a criança entender o conceito de irmão é falar dos tios. Por exemplo, explique que o tio João é irmão do pai, o que quer dizer que ele e o pai são filhos da vovó e do vovô.

Se preferir, também fale dos coleguinhas de escola ou dos primos: diga que o amiguinho Miguel é irmão do amiguinho Pietro, e que o primo Josias é irmão do outro primo, Carlos.

Sempre lembre que as pessoas são irmãs quando têm o mesmo pai e/ou mãe.

Outra boa forma de introduzir o tema “irmão” é mostrando fotos de mulheres grávidas.

Isso ajuda seu filho a entender como os bebês vêm (e ajudará quando você contar da barriga, e quando ele vir, no dia a dia, a barriga aumentando). Se for possível, mostre fotos da sua gravidez com ele.

Isso ajuda ainda mais porque a criança entenderá que o que está acontecendo hoje com o segundo filho já aconteceu com ele também.

Depois da criança estar habituada com o conceito de irmão será mais fácil dar a notícia. Claro que tudo isso precisa ser feito com naturalidade e em tom cotidiano.

É desaconselhável que a mãe e o pai chamem a criança em momentos específicos para explicar sobre o conceito, como se fosse uma aula. Isso pode gerar confusão, principalmente se a criança for muito pequena.

Por isso, aposte em momentos informais e rotineiros, como se fosse só mais um assunto e não como se esse fosse o caminho para um fim.

Você gostou deste conteúdo? Está passando por uma segunda gestação e não sabe como contar ao primogênito? Já passou por isso e quer dividir conosco sua história? Deixe um comentário, nós queremos te ouvir também.

A chegada de um irmãozinho

A notícia da chegada de um novo filho sempre traz momentos de euforia e satisfação, afinal, a família vai aumentar.

Por outro lado, pode vir acompanhada também de insegurança dos pais, por não saber se conseguirão dar a ambos os filhos a mesma atenção que merecem.

Embora seja de conhecimento dos pais que o caçula requererá muito mais de atenção e cuidados, como isso será visto e recebido pelo filho mais velho também pode gerar muitas dúvidas.

De acordo com os especialistas, o primeiro passo após a confirmação da gravidez — de preferência a partir do segundo trimestre, quando os riscos de uma perda gestacional diminuem — é contar ao filho mais velho que ele ganhará um irmãozinho ou irmãzinha.

É claro que crianças de diferentes idades poderão reagir de maneiras distintas à chegada de um novo bebê. Porém, o mais importante para que se sintam seguras é deixá-las fazer parte de toda essa transformação que a família sofrerá desde o início.

Afinal, para elas, a chegada de mais alguém pode fazer com que se sintam vulneráveis e sem a atenção, o amor e o carinho que até então eram todos destinados a elas.

Para prevenir esses sentimentos negativos, separamos algumas dicas para cada faixa etária e que vão auxiliar a lidar com essas mudanças na família de maneira mais fácil.

De 1 a 2 anos

Embora a criança dessa faixa etária possa não entender muito bem o que significa ter um novo irmão ou irmã, é importante falar disso para ela de maneira empolgada, para que sua atitude deixe-a animada também. Faça-a participar de tudo, e a criança vai se familiarizar com a ideia de que tem alguém a caminho e que vai compartilhar com ela os mesmos ambientes da casa.

– Leve para a maternidade um presente para dar ao filho mais velho. Ele sentirá que a mamãe ganhou um presente, e ele também.

– Após o nascimento começa a fase mais difícil, porque haverá a necessidade de cuidar de duas crianças com necessidades parecidas ao mesmo tempo. Peça ajuda de familiares, porque a atenção terá de ser dividida e o filho mais velho pode não entender muito bem o porquê de os seus pais não estarem à sua disposição como antes.

– Mesmo em meio a tantas mudanças no início de adaptação, faça alguma coisa especial com o filho mais velho. Pode ser um passeio, como leva-lo à casa dos avós. Ele se sentirá feliz e importante.

De 2 a 4 anos

Essa fase é vista pelos especialistas como a mais difícil, pois seu filho ainda está muito ligado a você e não entenderá como poderá compartilhá-lo com outros. De acordo com a Academia Americana de Pediatria, a criança nessa idade também poderá se sentir ameaçada pela ideia de um novo membro da família.

– Não deixe que ele descubra pelos outros sobre a gravidez e, conforme a barriga for crescendo, mostre que o mesmo aconteceu quando ele estava para nascer.

– Ler, para ele, histórias que contenham imagens e personagens de bebês e irmãos também pode ajudá-lo a se familiarizar com a ideia da família maior.

– Seja honesto com ele. Diga que o bebê será fofinho, lindinho como ele era, mas que também chorará quando tiver com fome, feito cocô ou xixi, e que isso lhe tomará tempo.

– Envolva-o nos preparativos para a chegada do caçula com antecedência. Deixe-o participar da compra do enxoval, peça a sua ajuda na escolha das roupas e acessórios.

– Não deixe para fazer mudanças cruciais, como colocá-lo na escola, mudá-lo do berço para a cama ou até mesmo iniciar o desfralde, próximo do nascimento do bebê.

– Quando for para a maternidade, compre para o seu seu filho (menino ou menina) uma boneca para que ele possa cuidar de “seu” bebê também, como você.

– É natural que o filho mais velho mude de comportamento e até regrida um pouco após o nascimento do irmão. Voltar a fazer xixi na cama, querer a chupeta ou até pedir a mamadeira são exemplos bastante comuns.

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Ele também pode ficar agressivo, chorar por qualquer motivo. Não o repreenda, pois isso tudo é normal.

Essa pode ser a forma que o filho mais velho encontrou de chamar a atenção e assim garantir que tenha o seu amor.

– Reserve um tempo juntos. Brinquem, joguem, saiam para passear a sós.

Crianças com mais de 5 anos geralmente não se sentem tão ameaçadas por um novo bebê como as mais novas. No entanto, elas podem ressentir a atenção que o novo bebê recebe.

– Prepare seu filho para a chegada de um novo bebê. Diga a ele o que está acontecendo na linguagem que ele consiga entender. Explique o que significa ter um novo bebê e quais mudanças podem afetá-lo — tanto as que são boas quanto as nem tanto. 

– Coloque o filho mais velho para participar do planejamento da chegada do novo bebê, ajudando a preparar o quarto, escolhendo roupa, brinquedos ou comprando fraldas.

– Peça à família que o leve ao hospital logo após o nascimento do caçula, para que ele se sinta parte da família.

– Quando trouxer o bebê para casa, deixe que seu filho mais velho sinta-se à vontade para cuidar do bebê, se ele quiser. Elogie toda vez que for amoroso e gentil com o irmão, fazendo-o se sentir importante.

– Faça um esforço para passar algum tempo com ele. Crie oportunidades, seja na hora das refeições, ao levar ou buscar na escola, para auxiliar a fazer a lição de casa ou mesmo para assistir a um desenho na TV. Os especialistas afirmam que a criança nessa fase precisa do incentivo — e da chance que os pais têm para lembrá-la do quão especial ela é.

VAIS TER UM IRMÃO!

Ter um irmão é um acontecimento que muda radicalmente a vida de qualquer criança.

E embora muitas crianças queiram ter um, a verdade é que há crianças que não o querem e outras que nunca pensaram sequer nesse assunto. Os pais têm um papel importante na forma como preparam o seu filho ou filha para a chegada de um irmão mas devem estar à espera de reações que, por vezes, não parecem as melhores.

A notícia

Se a criança já pedia um irmão, é natural que os pais se sintam ansiosos por dar-lhe a notícia na esperança de ver a sua reação. Mas pode ser sensato esperar um pouco. O tempo é um conceito abstrato e bastante difícil de compreender pelas crianças. Poderá ser melhor para a criança que lhe diga o mais tarde possível, quando já houver uma barriga (mesmo que pequena) ou uma foto de ecografia.

Deverá escolher um momento calmo, sem interrupções nem pressas e, de preferência, com todos os membros da família nuclear presentes.

Depois de dar a notícia deverá disponibilizar-se para as perguntas que a criança tenha, e que podem ser tão diferentes como querer saber como é que o bebé está na barriga até onde vai ser a cama do bebé.

Prepare-se para responder de forma simples sem medo de dizer que ainda não pensou em (ou não sabe) tudo, mas disponibilizar-se para pensarem ou descobrirem juntos.

Conforme vai vendo a barriga crescer e vai dando a novidade a familiares, amigos e outras pessoas, é normal que lhe vão surgindo algumas dúvidas e que vá querendo saber mais: sobre a gravidez, sobre os bebés, sobre ter um irmão, etc.

Se ele não demonstrar qualquer curiosidade, poderá ler-lhe um dos variados livros para crianças sobre este assunto ou até levá-lo a uma consulta ou ecografia. Ajuda a que ele se sinta envolvido, pense no assunto e mostra que os pais estão disponíveis para falar sobre isso.

Respeite o seu ritmo. Espere pela iniciativa dele.

Também poderá acontecer, especialmente se já tiver uma menina, que ela de repente passe a brincar com os bebés mesmo que já não o fizesse há muito tempo. Mesmo que tenha um menino, e se ele ainda aceitar bem (normalmente se tiver menos de 6 anos, deverá aceitar) arranje-lhe um bebé e alguns adereços (biberon, prato e colher, fralda, etc.).

Se a sua família é muito conservadora e não quiser dar-lho explicitamente (embora ache que pode fazê-lo sem problemas), diga-lhe que é de uma menina, que só está a guardá-lo e que pode brincar e tomar conta dele à vontade.

Este tipo de brincadeiras é muito bom para que as crianças se identifiquem com o papel dos cuidadores, facilitando a aquisição do papel de irmão mais velho que lhe vai ser exigido por todos depois do nascimento do bebé.

Procure manter as suas rotinas o mais regulares possível mas prepare-se para algumas regressões, principalmente se ainda é muito pequeno ou se fez algumas aquisições recentemente (como o controlo dos esfíncteres, deixar a chupeta ou adormecer sozinho). Tente o mais possível não reagir negativamente e aproveite para mostrar e dizer-lhe sempre que gosta muito dele e que isso não vai mudar nunca.

Preparar o nascimento

Se a criança perguntar poderá explicar-lhe que, para nascer o bebé, a mãe terá de passar alguns dias no hospital e só depois trazer o bebé para casa. Mais perto da data, e quando já souber como vão ser as coisas, deve explicar-lhe onde e com quem vai ficar e como vão acontecer as coisas. Ela deverá obviamente ser levada a visitar a mãe e o bebé no hospital para que se sinta envolvida em tudo. Prepare-se para alguma reação mais inesperada, como querer deitar-se ao seu colo ou pedir-lhe que brinque com ela nos momentos mais inoportunos.

Procure ter muita paciência, explique-lhe tudo com muita calma. Se puder, aproveite para focar a sua atenção nela e deixe que outra pessoa pegue no bebé, pelo menos enquanto ela estiver presente.

Um bebé em casa

Dependendo da idade da criança, ela poderá sempre ser envolvida nos cuidados ao bebé. Pode escolher um conjunto para o bebé vestir, trazer uma fralda ou contar uma história para o bebé (mesmo que não saiba ler). Em último caso, pode mudar a fralda ao seu bebé enquanto a mãe muda a do mano. Todas estas atividades com o bebé fazem com que a criança se sinta envolvida e valorizada. Mas pode também acontecer que ela não queira participar e, nesse caso, não a obrigue nem comente negativamente.

Mais importante é que a criança sinta que pode expressar as suas emoções livremente sem se sentir obrigada a corresponder ao que os adultos esperam dela.

Mesmo que haja alguma reação mais negativa, não censure, tente não se irritar, procure compreender (sei que te sentes aborrecido porque não posso brincar contigo), aceitar e reforçar sempre o seu amor (com um abraço, um beijinho ou outro miminho). Todas as semanas, pelo menos, pai e mãe deverão reservar um pouquinho de cada um para ela.

Pode ser só ler um livro, jogar um jogo ou ir até ao parque. Mas deverá ser só vosso, sem o bebé por perto. Desta forma, mais dificilmente ela sentirá que o bebé é uma ameaça ao amor e atenção dos pais.

Mais tarde

Embora as rotinas possam mudar logo que o bebé vem para casa, a verdadeira mudança para a criança mais velha acontece só decorrido sensivelmente um ano. Durante o primeiro ano, ela ainda é a criança da casa e o bebé não ameaçou realmente o seu espaço.

Quando o bebé começa a andar, a falar e a querer brincar com os brinquedos da criança mais velha é que esta vai sentir realmente a intrusão deste num espaço que, até aí, era só seu. Vai ser obrigada a partilhar brinquedos e brincadeiras.

Vai ser obrigada a partilhar a atenção dos adultos com um bebé que faz gracinhas, diz coisas giras e está a conhecer o mundo.

Nesta altura é que ela pode sentir que está em desvantagem e podem surgir o que se chama de “ciúmes do irmão”.

A forma como os pais reagem pode fazer uma diferença muito grande na forma como as crianças ultrapassam esta situação e aprendem a definir o seu lugar na família, sem se sentirem ameaçadas ou postas em causa pelo irmão. Todas as crianças são diferentes e fazer comparações entre elas ou manifestar preferências, ainda que meramente descritivas ou positivas, podem levar a criança a sentir que os pais gostariam que ela fosse de outra forma. Evite-as ao máximo.

Na interação entre os irmãos, defina os comportamentos que não são aceitáveis nunca (bater, morder, chamar nomes, humilhar, etc.), ajude-os a identificar as emoções que causam um no outro (e as próprias) e valorize os comportamentos que causam emoções positivas.

Em caso de conflito, tente o mais possível não se envolver e deixá-los resolver sozinhos as questões.

Interfira apenas em caso de agressão (física ou psicológica), não se exalte, evite acusações, converse calmamente com os dois, envolva-os na resolução da situação e, em caso de dúvida, não tome o partido de nenhum deles mas reforce a sua confiança em que, numa situação futura, saberão resolver a situação sozinhos.

Mantenha o mais possível os tempos únicos e de qualidade com cada um dos seus filhos, proponha-lhes tarefas em conjunto, reforce positivamente aquilo que cada um faz bem e ajude-os a conhecerem-se cada vez melhor. Reforce diariamente o amor incondicional que sente por cada um deles.

Conteúdo publicado originalmente em Up To Kids® Consulte Aqui.

Como dizer ao seu filho que ele terá um irmão

Por esse motivo, e antes que o famoso ciúme apareça, é bom saber como abordar essa situação desde o início. Mostraremos aqui algumas estratégias para dizer ao seu filho que ele terá um irmão.

  • Se você já tomou a decisão, tenha em mente que as crianças pequenas não têm perspectiva de futuro e não sabem como medir corretamente o passar dos dias, das semanas ou dos meses.
  • Então, uma espera muito longa pode fazer com que elas percam o interesse ou acreditem que a situação atual nunca mudará.
  • Embora não exista uma maneira certa ou errada de dizer ao seu filho que ele terá um irmão, a forma que fizer isso dependerá muito da maturidade da criança, bem como da idade.
  • Dizer a uma criança de 2 anos que um irmãozinho está a caminho, não é o mesmo que dizer isso a uma criança de 8 anos.
  • Se o seu primogênito tiver 4 anos ou mais, após ter passado os três primeiros meses de gravidez, quando o risco de aborto espontâneo já tiver sido superado, você pode anunciar a notícia para que, na melhor das hipóteses, ele crie a expectativa da chegada de um novo membro na família.
  • Mas se ele tem menos de 4 anos, é melhor esperar até o último trimestre ou quando o tamanho da barriga já estiver evidente.
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A partir dos 8 anos, as crianças são um pouco mais velhas e possuem uma melhor compreensão das coisas. Por isso, seu discurso pode mudar e aplicar uma forma “mais adulta” de anunciar a notícia.

Certamente, depois de se inteirar sobre o assunto, a criança sinta vontade de se envolver com a chegada do bebê e você não deve contê-la.

Um irmão e um mundo novo

Quando seu filho já souber da notícia do novo irmão, deixe-o participar do acontecimento, mostrando-lhe os ultrassons ou contando histórias sobre o que está acontecendo dentro de você, por exemplo.

Você também pode se permitir fantasiarem juntos sobre o que acontece dentro de você. Deixe que ele acaricie suavemente sua barriga para que se conecte desde cedo com o irmão.

Aproveite esses momentos de união para lembrá-lo do quanto você o ama, de como você está feliz e da sorte que o bebê terá por ter um irmão mais velho.

A maneira de dar esta notícia é fundamental, pois pode definir quase tudo. Então, a primeira proposta é que seja comunicada naturalmente: se ele tem 4 anos ou mais, pode ser inclusive que deseje muito essa notícia.

O ideal é que ambos, papai e mamãe, deem juntos a notícia porque ter um filho é um assunto de família. Um bom método é fazê-lo em um momento em que todos estejam felizes para que associem a chegada do irmão a algo positivo.

  1. Portanto, a primeira coisa que devemos fazer é enfrentar a conversa com naturalidade para que a criança não perceba que estão inquietos.
  2. Além da naturalidade, um dos conselhos mais úteis é contar a notícia com muita alegria. Lembre se filho de que ter um irmão é um milagre e algo maravilhoso, positivo, pois no futuro ambos poderão brincar juntos e se apoiar durante toda a vida
  3. Transmita ao seu filho mais velho esta ideia para que ele veja que a chegada de um novo irmão na família não é nada mais que o início de algo valioso e de um infinito de divertidas aventuras para ambos.

Uma notícia feliz e também realista

Existe uma estratégia que você pode experimentar, como realizar a leitura de histórias infantis que relatam a chegada de um irmãozinho. Isso o ajudará a compreender um pouco melhor a situação e seus próprios sentimentos.

  • Projete quais serão as mudanças que virão na vida familiar e sempre apresente uma perspectiva otimista e ao mesmo tempo realista.
  • Por exemplo, ele deverá saber que assim como quando ele nasceu, seu irmão irá precisar de muita atenção, pois os bebês não podem fazer nada por conta própria.
  • Se você omitir os detalhes que podem desagradá-lo, quando chegar o dia, será uma surpresa desagradável e ele não saberá como enfrentar.

Muitos pais sentem medo quando o filho começa a fazer perguntas indiscretas. Você não deve ter medo se seu filho perguntar de onde as crianças vêm. Pelo contrário, não perca esta oportunidade de você mesmo esclarecer essas dúvidas.

Como regra geral, ele estará mais interessado em saber exatamente do lugar de onde eles vêm do que a concepção deles.

Portanto, não construa histórias de cegonhas e outras coisas desse tipo. Fale com a criança de forma clara, realista e sempre com a verdade, que é a melhor ferramenta de todas.

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Como e quando deve falar com o filho mais velho sobre a chegada de um irmão? | Agora Nós

A família tem que encontrar um novo equilíbrio, de forma a integrar o novo bebé e orientar o(s) irmão(s) mais velho(s) para o papel de irmão ou irmã mais velho(a)! E este processo nem sempre acontece automaticamente.

Não se deve preocupar com a capacidade de amar os dois da mesma maneira

A primeira gravidez é sempre uma experiência um pouco diferente das seguintes. Na primeira gravidez, vive-se o processo de descoberta intensamente, prestando muita atenção ao desenvolvimento do bebé e às alterações que o corpo vai sofrendo, seguindo-se à risca a programação das aulas de preparação para o parto.

Na segunda gravidez, todo o processo é levado de uma forma mais leve, menos séria. É claro que cada gravidez é diferente, mas, no geral, uma mãe de segunda viagem já sabe o que vai acontecer.

Isto não significa que não esteja interessada, mas irá sentir-se bastante mais calma do que na primeira gravidez. No entanto, algumas mulheres podem ver isto como um motivo de preocupação quanto à sua capacidade de amar o seu segundo filho, tanto quanto ama o primeiro.

Este sentimento é completamente normal.

Mas é melhor acabar com estas dúvidas desde o início: todas as mães amam todos os seus filhos incondicionalmente… mas de maneiras diferentes! Quanto mais rápido a nova organização de família estiver formada, quanto mais rapidamente conseguir esquecer o medo de proteger mais um filho do que outro, mais facilmente o irmão mais velho irá sentir-se confortável com o seu novo papel.

Não esperar muito tempo de dizer ao filho da chegada do irmão

Geralmente, os pais são aconselhados a esperar até ao fim do primeiro trimestre para calmamente falar sobre a nova gravidez com o irmão mais velho e sobre um futuro irmãozinho ou irmãzinha. As crianças, no geral, são sempre muito intuitivas e sensíveis às mudanças e ao mundo que as rodeia.

Observar a mãe um pouco enjoada ou cansada pode deixar o filho mais velho preocupado. Neste caso, é melhor ponderar anunciar-se a nova gravidez um pouco mais cedo. Para além disso, esconder a gravidez do filho mais velho durante muito tempo, ele pode ouvir uma conversa ou irá ver um gesto que denunciará a situação e pode se sentir isolado e fora da felicidade dos pais.

Como se deve anunciar esta nova fase tão feliz? Da forma mais simples possível! Sem rodeios, com a seriedade necessária, mas com especial atenção para não assustar o filho. Basta dizer que se está feliz por lhe poder dar um irmãozinho ou irmãzinha, alguém com quem vai poder brincar.

Não esqueça de reforçar que ele vai ter que esperar ainda alguns meses! Uma vez que, para uma criança, um período que envolva alguns meses é algo longo e abstrato; tentar relacionar o mês do nascimento do bebé com algo que ele consiga identificar (“depois do teu dia de anos”, ou “dos anos da mãe ou do pai”, ou “quando for verão”, são alguns exemplos).

Ajudar o filho mais velho a estar consciente da gravidez

A ideia de um bebé estar a crescer dentro da barriga é um conceito difícil para uma criança compreender. Para tranquilizá-lo é preciso desmistificar o que está a acontecer. Existem inúmeros livros infantis que explicam a história da gravidez e pode-se sempre personalizar cada uma destas histórias!

Mostrar o álbum de fotografias onde existam fotografias da primeira gravidez, da barriga a crescer ao longo dos meses e dos primeiros dias de vida do filho mais velho até chegar às fotografias mais recentes. Esta abordagem certamente irá chamar-lhe a atenção.

Pode-se também deixá-lo sentir o bebé a mexer-se na barriga, o que ajudará o filho mais velho a estar mais envolvido e mais preparado para o seu novo papel.

Dever-se-á também envolvê-lo nos preparativos para o nascimento do irmão, permitir que ele escolha uma peça de roupa, a cor do quarto, ajudar na escolha do nome, etc.

É necessário certificar-se se que não se exagera: preparar o filho mais velho para o nascimento do bebé não significa perturbá-lo com o assunto.

Estar disponível para responder às suas questões é sempre melhor ideia do que levantar dúvidas ou dar respostas que ele não pediu.

Mais uma vez, ao longo desta longa fase, deve-se lembrar de tranquilizar o filho mais velho de quanto a mãe e o pai gostam dele!

Procurar novas atividades em família

Quanto mais a gravidez avança, maior será o cansaço. Aos poucos, torna-se cada vez mais difícil para a mãe fazer brincadeiras ou pegar no seu filho ao colo. Claro que o pai também estará lá para assumir as atividades mais difíceis, fortalecendo a relação entre pai e filho. Enquanto que a mãe gasta as suas energias de forma diferente.

A mãe precisa de cuidar de si própria e ao mesmo tempo tentar fortalecer os laços com o seu filho mais velho. Este é o momento do filho se tornar mais independente (arrumar os brinquedos sozinho, por exemplo). É uma excelente fase para descobrirem atividades/brincadeiras mais calmas para fazerem em conjunto.

Afinal, se se explicar desde o início ao filho mais velho que está cansada para determinado tipo de brincadeiras, ele vai compreender. Nesta fase, ele pode começar por fazer atividades mais calmas, como ver um filme ou ajudar a fazer um bolo. Quanto mais o filho participar na gravidez, mais facilmente será capaz de encarar o seu novo papel.

No regresso a casa tem que se ser firme, mas atencioso

Assim como aconteceu com o primeiro filho, ter um novo bebé em casa significa o começo de uma nova vida para os pais. É possível que os primeiros dias em que os filhos viajam juntos não sejam como se idealizava. Pode demorar algum tempo até se ver gestos de proximidade e que não deve forçar a relação entre o filho mais velho e o novo bebé.

Evitar criticar o filho mais velho ou dar-lhe demasiadas ordens. Em vez disso, é importante que se incentive a aproximação e que se tranquilize constantemente de que o pai e a mãe continuam a gostar dele da mesma maneira.

Quanto mais conseguir manter a sua rotina diária (refeições, banhos, jogos com a mãe e com o pai) e quanto mais tempo tentar passar só com o filho mais velho «como anteriormente», mais ele se irá sentir confortável e eventualmente mais disposto a ver a presença de um novo bebé como algo emocionante! No entanto, é fundamental que se seja muito firme quando se trata de violência física ou verbal contra o recém-nascido. O filho mais velho vai perceber desde o início quais são os limites.

Não ter medo de lhe lembrar que o seu novo amigo é um bebé frágil, como ele já foi uma vez. E lembrar sempre de dizer às visitas não só como o bebé se está a desenvolver, mas também como tem sido a reação do filho mais velho. Contar atitudes boas do filho mais velho e elogiá-lo pode ajudá-lo a ficar mais calmo, consciente e confiante para o seu novo papel como irmão mais velho.

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