Como Analisar Que O Vinho E Bom Para Beber?

No infográfico abaixo, nós ilustramos as etapas da degustação e a importância de cada uma delas.

Como Analisar Que O Vinho E Bom Para Beber?

1) A análise visual

Nessa primeira etapa, é ideal que o ambiente esteja bem iluminado e que você possa inclinar a sua taça sobre uma superfície branca, isso te ajudará a ver claramente a cor e outros aspectos visuais do seu vinho, como limpidez e brilho.

A menos que se trate de um vinho que não foi filtrado na vinícola ou de safra antiga, você sempre deve se certificar de que ele está límpido e brilhante. Turbidez ou excesso de cristais e outras substâncias, podem indicar algum defeito.

Você pode entender melhor sobre o exame visual aqui neste artigo.

2) A famosa “giradinha” de taça

Você certamente já viu alguém fazendo isso e, muito provavelmente, já deve ter feito também, mesmo sem entender muito bem para que serve.

A famosa “giradinha” de taça, além de oxigenar o vinho e liberar alguns aromas, ainda forma as chamadas lágrimas na taça, que podem indicar se um vinho é muito ou pouco alcoólico.

Quanto mais finas e próximas, menos alcoólico ele é. Quanto mais densas e espaçadas, mais alcoólico.

3) A análise olfativa

Esta é uma das etapas mais importantes da degustação. Se o vinho estiver com algum defeito que não foi percebido na análise visual, a análise olfativa provavelmente entregará. O ideal é que não haja muita influência aromática no ambiente para um exame mais fiel. Perfumes, aromatizadores, comida ou qualquer outra coisa que exale cheiros intensos podem atrapalhar.

A primeira coisa que você deve avaliar é se o vinho tem um aroma agradável. Papelão molhado, mofo, vinagre ou esmalte, podem indicar defeitos. Aqui nesta matéria nós falamos um pouco mais sobre os aromas que você pode esperar.

Os aromas se dividem em grupos primários, secundários e terciários. Os primários, são aqueles característicos da uva. Por exemplo: pimentão para Carménère, morangos para Tempranillo, violeta para Sangiovese, frutas negras para Malbec…

Já os secundários, tratam-se de aromas adquiridos durante o processo de fermentação, como iogurte, leite, fermento, manteiga ou banana.

Aqueles adquiridos durante o amadurecimento e envelhecimento do vinho, são os chamados terciários. Neste grupo, é possível encontrar nuts, flores secas, baunilha, café, toffee, couro, cogumelos, tabaco, entre outros.

Mas, afinal, como sentir todos esses aromas em um vinho? Acredite: O truque é mais simples do que você pode imaginar!

4) A análise gustativa

O “gran finale” da degustação. Nesta etapa, além de avaliar se o vinho está, tecnicamente, correto, é onde você identifica se ele realmente agrada ao seu paladar – que no fim das contas, é o que mais importa, não é mesmo?

Na análise gustativa, você perceberá elementos como: álcool, tanino e acidez (os três elementos básicos do vinho), corpo, doçura e sabores.

Para que um vinho seja considerado de qualidade, ou seja, esteja tecnicamente correto, os três elementos básicos devem estar equilibrados, sem que um se sobressaia ao outro ao ponto de causar desarmonia. É evidente que alguns vinhos são mais ácidos, outros, mais tânicos, e assim por diante, mas quando sobra um elemento e falta outro, pode indicar um defeito.

Para fazer essa avaliação, coloque o vinho na boca e deixe-o passear pelas papilas gustativas por uns 10 segundos. Cada parte da nossa língua é sensível a um sabor e isso faz parte do que vamos explorar nessa etapa.

Quanto mais alcoólico for o vinho, maior será a sensação de calor e peso em boca. Já a acidez, se mede pela salivação e sensação de frescor.

Brancos, espumantes e rosés são campeões em acidez, mas ela também pode ser bem presente em alguns tintos. A acidez pode ser avaliada em baixa, média ou alta.

A título de conhecimento, quanto mais ácido for um vinho, maior sua versatilidade para harmonizações.

Já os taninos são a percepção de adstringência na boca. Sabe aquela sensação de morder uma banana verde? Ou comer um caju? Quanto mais intensa é essa sensação, mais tânico é o vinho.

O corpo se avalia pelo peso. Quanto mais pesado você o sente, mais encorpado o vinho é. Pode-se dividir entre leve, médio e encorpado.

Aqui você também pode avaliar a doçura. Aqueles que possuem maior açúcar residual, deixam a impressão de serem mais docinhos do que os que têm menos. Neste artigo nós aprofundamos melhor esse assunto.

Agora que você já tem todas as dicas para ser um degustador de primeira, prepare as suas taças, convide os amigos e organize uma degustação na sua casa! Faça com que esse momento, além de educativo, seja divertido! Afinal, o vinho está aí há gerações e gerações para agregar.

  • Tim tim!
  • Texto: Carol Oliveira
  • Imagem: Kayanami Amaral

Como Analisar Que O Vinho E Bom Para Beber?degustar dica vinho

  • Como Analisar Que O Vinho E Bom Para Beber?
  • Como Analisar Que O Vinho E Bom Para Beber?
  • Como Analisar Que O Vinho E Bom Para Beber?
  • Como Analisar Que O Vinho E Bom Para Beber?
  • Como Analisar Que O Vinho E Bom Para Beber?
  • Como Analisar Que O Vinho E Bom Para Beber?
  • Como Analisar Que O Vinho E Bom Para Beber?
  • Como Analisar Que O Vinho E Bom Para Beber?

Como Degustar Vinhos Como Um Profissional

Como Analisar Que O Vinho E Bom Para Beber?

  • Degustar o vinho é apreciá-lo, prová-lo com atenção, procurando sempre analisar suas qualidades através da visão, olfato e paladar.
  • Degustar um vinho com atenção nos ajuda a formar uma memória de aromas e sabores que serão muito úteis em futuras compras do produto.
  • A seguir, você verá como os profissionais degustam vinhos através de quatro etapas essenciais.

1) Análise visual

Como Analisar Que O Vinho E Bom Para Beber?

Uma vez que o vinho foi servido (aproximadamente 1/3 da capacidade da taça), a primeira análise a ser feita é a análise visual da bebida.

Para que esta análise seja precisa, é muito importante que o ambiente esteja bem iluminado e que haja, de preferência, um fundo branco sobre o qual a taça deverá ser inclinada para observação da coloração do vinho.

Avaliando o aspecto geral do vinho

  1. A primeira observação diz respeito à aparência geral da bebida.
  2. É muito importante certificar-se de que o vinho esteja límpido e brilhante, antes de realizar quaisquer outras análises.
  3. Partículas flutuando na taça ou turbidez podem indicar algum defeito na bebida (exceto em vinhos que não foram filtrados na vinícola).

Análise de cor

A aparência do vinho está ok? Então é hora de analisar a sua cor.

  • Degustadores experientes costumam identificar pistas sobre a idade do vinho e as uvas que o compõem, apenas observando sua cor.
  • Sobre uma folha de papel branco ou um guardanapo, incline levemente a taça para observar a cor do vinho.
  • É importante ressaltar, novamente, que a quantidade de vinho deve ocupar menos da metade da taça, para não haver dificuldade durante a sua inclinação.
  • Exemplos de cores que podem ser observadas com frequência:
Estilo Cores apresentadas
Brancos Amarelo-palha, amarelo-esverdeado, amarelo-citrino e dourado.
Rosés Rosé-palha, rosé-cereja, salmão e casca de cebola.
Tintos Vermelho-rubi, granada e púrpura.

Dica: Vinhos com brilho intenso podem indicar acidez elevada.

Intensidade de cor

Observe o vinho de sua borda até o centro.

Quanto maior a diferença da cor, maior o indício de evolução do vinho.

Dica: Vinhos de cores intensas podem indicar maior estrutura (corpo).

Lágrimas do vinho

  1. Após inclinar a taça e voltá-la a posição normal, é possível perceber as gotas escorrendo pela parede da taça.

  2. Este fenômeno denominado ‘lágrimas’ ou ‘pernas’ do vinho, é causada pela presença de álcool na bebida.
  3. Lágrimas não são indicativo de qualidade, elas indicam apenas uma maior ou menor presença de álcool.

Dica: Quanto mais lentas escorrerem as lágrimas, mais alcoólico o vinho pode ser.

2) Análise olfativa

Como Analisar Que O Vinho E Bom Para Beber?

  • A análise olfativa é considerada a etapa mais importante para a apreciação de vinhos finos e deve ser feita com cautela.
  • Evite o uso exagerado de perfumes ao degustar vinhos.
  • Se possível, realize a análise olfativa em local neutro, sem a presença próxima de elementos que possam interferir nos aromas da bebida.

Qualidade aromática

  1. A primeira inspeção a ser feita nesta etapa, diz respeito qualidade aromática da bebida.
  2. Antes da identificação de aromas, é muito importante certificar-se de que o vinho esteja com aroma limpo e agradável.
  3. Aromas de esmalte de unhas, vinagre ou papelão molhado, podem indicar algum defeito na bebida.

Girando o vinho na taça

Feito a inspeção da qualidade aromática, gire o vinho na taça para oxigená-lo, liberando seus compostos aromáticos.

Repare que seus aromas ficarão mais intensos e agradáveis. Desta forma, será mais fácil identificá-los.

Leia também:  Como Salvar Fotografias De Telemovel Que Esta A Derreter?

Concentre-se em identificar os principais aromas, dos mais básicos aos mais complexos, que podem ser divididos nas três categorias a seguir:

Aromas primários São aromas que vêm das uvas – geralmente de frutas, flores e ervas. Cada variedade de uva possui uma faixa de possíveis aromas que as caracterizam. Regiões de clima frio podem originar vinhos com aromas primários distintos das regiões de clima quente.
Aromas secundários Aromas que surgem durante o processo de produção do vinho, decorrente da ação de leveduras e bactérias. Estes aromas são geralmente lácteos, fermentados ou tostados.
Aromas terciários Aromas obtidos durante o processo de amadurecimento do vinho em barris de carvalho ou envelhecimento em garrafa. São aromas geralmente de especiarias, couro ou frutos secos.

3) Análise gustativa

Como Analisar Que O Vinho E Bom Para Beber?

  • É hora de sentir o vinho na boca.
  • Este é o ponto culminante de toda a degustação de vinhos.
  • É onde se confirmará, ou não, todos os aromas sentidos e onde podem surgir novos aromas/sabores.
  • Esta análise compreende a identificação de todos os aspectos de sabor de um vinho: doçura, acidez, taninos, álcool, corpo, final de boca e qualidade geral da bebida.
  • Tome um gole e, sem engolir, faça o vinho girar pela boca, ativando todas as papilas gustativas.
  • Em seguida, dê pequenos goles para tentar identificar isoladamente cada um dos aspectos a seguir:

Doçura

O vinho pode ser seco, meio-seco ou doce.

Alguns vinhos secos frutados dão uma leve impressão de serem meio-secos, principalmente brancos e rosés.

Acidez

  1. Acidez causa salivação e sensação de frescor.
  2. Os vinhos possuem acidez que pode ser leve, média ou alta.
  3. Vinhos com falta de acidez são chamados de flácidos e, aqueles extremamente ácidos, são considerados azedos.
  4. Vinhos espumantes, brancos e rosés, são característicos pela elevada acidez e refrescância.

Taninos

  • Taninos são responsáveis pela sensação de secura na boca, principalmente ao provarmos vinhos tintos.
  • Eles deixam os dentes, a língua e a gengiva ásperos.
  • Tente descrever a presença de taninos como leve, média ou alta.

Álcool

Quanto mais alcoólico o vinho, maior a sensação de corpo e mais ‘quente’ ele se mostrará em nosso paladar.

Corpo

  1. O corpo pode ser definido como o peso geral que o vinho faz em nossa boca.
  2. Para melhor compreensão, podemos fazer uma comparação com os tipos de leite: desnatado, semi-desnatado e integral.
  3. Desta forma, descreva se o vinho possui corpo leve, médio ou encorpado.

Final de boca

  • O final de boca é o tempo em que o gosto do vinho permanece na boca após ter sido engolido.
  • Ele deve ser quantificado como: final curto, médio ou longo.
  • Também é importante registrar o quão agradável para você é o final de boca e, se foi possível sentir novos sabores.
  • Muitas vezes podemos sentir novos sabores que só aparecem no final de boca.

Conclusão

Como Analisar Que O Vinho E Bom Para Beber?

  1. Uma vez que você passou pelas três análises anteriores, é hora de concluir a degustação com a sua avaliação final.
  2. Você gostou ou não do vinho?
  3. Ele mostrou-se equilibrado ou apresentou alguma característica que se sobrepôs às outras?
  4. Tente identificar as características que mais lhe agradaram para procurar por vinhos semelhantes em suas futuras compras.

Se você achar adequado, atribua uma nota ao vinho. De 0 a 5, de 1 a 10, o que você achar melhor.

  • Tenha sempre em mãos um caderninho para anotar todos os detalhes relevantes dos vinhos degustados.
  • A publicação sobre como descrever vinhos de forma clara e objetiva lhe ajudará nesta tarefa.
  • Desta maneira, você aprimora sua capacidade em descrever vinhos, cria um repertório bem bacana com informações relevantes sobre os vinhos degustados e, também, refina cada vez mais o seu paladar.

Gostou do conteúdo?

Compartilhe esta página com seus amigos ????

Enologia para leigos: 14 erros mais comuns dos iniciantes em vinhos

É de conhecimento popular que beber vinho traz diversos benefícios à saúde. Por isso, é natural que as pessoas queiram sempre escolher bons rótulos e degustar a bebida com amigos e com a família. Contudo, sabemos que inserir-se no universo da enologia nem sempre é algo simples.

Aliás, é bem comum que algumas gafes sejam cometidas por falta de conhecimento e informação sobre o assunto. Então, se você também tem dúvidas com relação ao mundo do fermentado da uva, saiba que você não está sozinho!

E, para que você possa apreciar essa bebida de maneira correta e com mais prazer, listamos nesse post os 14 principais erros de iniciantes em vinhos. Assim, você aprende também como evitá-los. Interessado? Acompanhe e confira!

1. Servir o vinho na temperatura errada

A temperatura influencia bastante na percepção que você pode ter do vinho. Quando ele é servido muito quente, o álcool se sobressai e a degustação deixa de ser prazerosa.

Em contrapartida, se a bebida for servida muito fria, corre o risco de perder completamente o seu gosto e os seus aromas, tornando a prova sem graça e, em alguns casos, até mesmo desagradável.

Por isso, servi-lo na temperatura correta é fundamental para que a bebida expresse todo o seu potencial. É preciso, inclusive, ter um cuidado especial em cidades que experimentam grandes oscilações de temperatura de acordo com a época do ano.

Dica:

2. Julgar o conteúdo pelo rótulo

Não deixe que o rótulo e o formato da garrafa sejam os principais fatores a influenciar você na decisão entre um vinho ou outro. Afinal, alguns produtos até contam com bons designs e ilustrações, mas podem não fazer tão bonito quando estiverem na taça.

O importante é lembrar que a qualidade do vinho não é equivalente à beleza do seu rótulo, à concavidade do recipiente ou mesmo do tamanho da garrafa. Assim, se você está em dúvida sobre qual vinho escolher para uma ocasião especial, busque a opinião de críticos ou peça ajuda para o especialista em vinhos do estabelecimento. 

Dica: Você sabe o que faz um enólogo?

3. Achar que rolha é a melhor opção

Frequentemente, as pessoas acham que os vinhos fechados à rolha são produtos de melhor qualidade em relação aos lacrados com tampa de rosca — também conhecidas como screw caps

Mas, na realidade, as tampas de rosca são muito eficientes para a vedação das garrafas. O maior objetivo desse tipo de fechamento é dificultar a entrada de oxigênio no recipiente, garantindo que as bebidas permaneçam frescas e preservadas até seu consumo.

Já as tampas naturais (de cortiça) são utilizadas para vedar vinhos de guarda ou mais nobres. Isso porque permitem, com o passar do tempo, uma entrada mínima de oxigênio na garrafa, garantindo o envelhecimento da bebida a longo prazo.

  • Então, se você tem preferência por comprar vinhos de safras mais recentes e jovens, e os consome dentro de pouco tempo, tanto faz escolher garrafas vedadas à rolha de cortiça, sintética ou tampas de rosca.
  • Clique no banner abaixo e conheça mais sobre os produtos da Famiglia!

4. Beber sempre o mesmo vinho

Esse é um dos mais comuns erros de iniciantes em vinhos. Algumas pessoas, assim que encontram um tipo de vinho de que realmente gostam, não trocam aquele exemplar por nada, com medo de errar nas escolhas futuras.

Contudo, isso pode impedir a ampliação de seu conhecimento sobre essas bebidas, além de fazer com que você perca oportunidades de provar vinhos extraordinários.

Assim, se você tiver interesse em sair do patamar dos iniciantes em vinhos, torne sua experiência na degustação o mais variada possível. Sempre que puder, experimente vinhos de outros tipos de uva, de outras regiões, climas e estilos.

Outra ideia é explorar opções de países diferentes dos tradicionais, como Argentina e Chile, por exemplo. E se engana muito quem acha que vinho brasileiro não é bom! Existem diversas vinícolas nacionais vencedoras de prêmios, e que contam com vinhos consagrados. Vale a pena experimentar!

5. Servir vinhos na sequência inadequada

Imagine que você vai receber amigos na sua casa e tem à sua disposição diferentes tipos de vinho. Sem dúvida, pegará mal servi-los em uma sequência que não faça sentido e atrapalhe a degustação, certo?

Leia também:  Como E Que A Kim Kardashian Ficou Famosa?

De fato, é  preciso considerar as características de cada vinho para que nenhum deles se sobressaia ou confunda as notas daqueles que vêm na sequência.  Logo, quando for servir diferentes vinhos em uma mesma ocasião, considere a seguinte ordem:

Leves → Encorpados

Aquelas bebidas que fazem um maior volume na boca quando degustadas devem ser servidas por último. A ordem natural seria começar com espumantes, seguir para os brancos, rosés, tintos e, por último, os fortificados que acompanham sobremesas. 

Brancos → Tintos 

Essa série se assemelha à anterior, na qual os vinhos brancos geralmente são mais leves que os tintos. Entretanto, ela não precisa ser seguida ao pé da letra. Algumas exceções de vinho branco podem ser mais encorpadas que alguns rosés e até tintos leves.

Clique no banner abaixo e conheça mais sobre os produtos da Famiglia!

Menos alcoólicos → Mais alcoólicos

Também é bom considerar isso, já que a variação da quantidade de álcool no vinho pode causar sensações de peso e doçura da bebida.

Dica: Qual o papel do teor alcoólico presente no vinho?

Mais secos → Mais doces

Geralmente, as bebidas mais doces enchem o paladar e acabam deixando as demais sem gosto, não tão interessantes. Evite, portanto, começar com os vinhos mais doces.

Jovens → Envelhecidos

Os vinhos envelhecidos costumam ser mais complexos que os mais jovens. Por isso, faz mais sentido servir safras mais recentes antes para que seja possível acompanhar a evolução da bebida com o passar do tempo. 

6. Encher demais a taça

A apreciação da bebida também faz parte da experiência de tomar vinho. Ao encher demais a taça, você não considera o espaço vazio que é necessário para girar o vinho, expandir seus aromas e oxigená-lo.

Com a taça muito cheia, também não é possível incliná-la para observar a cor, as lágrimas e outras características da bebida. Além disso, o vinho pode esquentar e proporcionar a você uma experiência diferente da esperada. 

Por isso, para garantir uma experiência adequada de degustação, a forma correta de servir é completar cerca de 1/3 da capacidade da taça.

Dica: Conheça mais sobre o universo dos espumantes

7. Guardar a garrafa de maneira equivocada

Um bom vinho só pode proporcionar os melhores benefícios se for armazenado de maneira correta. E, para isso, você precisa guardar a bebida na temperatura ideal.

Vinhos tintos devem ser guardados a uma variação de 13 – 17 graus, enquanto os brancos pedem temperaturas em torno de 12 – 14 graus. Portanto, não caia na tentação de armazenar suas garrafas em ambientes que sofrem grandes variações de temperatura, como cozinhas ou estantes que recebem a incidência do sol.

Agora, nem todo mundo pode ter uma adega em casa, e essa também não é a única forma de guardar os vinhos da maneira certa. Um espaço embaixo da escada ou o fundo do armário já são bons o suficiente para a correta conservação das bebidas — desde que atendam às suas especificações de conservação.

8. Comprar vinhos pelo preço

Como você deve saber, nem sempre o preço é um sinônimo de qualidade. Comprar vinhos pela pontuação recebida ou pelo preço da prateleira dificilmente vai ajudar você a encontrar o tipo de uva preferido, por exemplo.

Tente fazer sua escolha baseando-se na sua experiência com aquela bebida e com o que mais agrada o seu paladar. Até porque restringir demais a busca pode fazer com que você não experimente vinhos de alta qualidade e com preços acessíveis.

Clique no banner abaixo e conheça mais sobre os produtos da Famiglia!

9. Deixar o vinho “respirar”

Se você já leu algum conteúdo sobre vinhos, ou mesmo viu a cena em algum filme ou documentário sobre o assunto, é provável que saiba que deixar a bebida “respirar” é um procedimento muitas vezes adotado pelos entendedores do assunto.

Isso porque, ao entrar em contato com o vinho, o oxigênio acelera seu processo de oxidação, “envelhecendo-o” mais rapidamente e acentuando suas melhores qualidades.

Contudo, é necessário esclarecer que essa não é uma técnica recomendada para todos os tipos de vinho. Vinhos brancos, por exemplo, não devem passar pelo processo de respiração.

Dica: Você sabe o que é “respiração do vinho”?

Da mesma maneira, engana-se quem pensa que deixar o vinho respirar significa sacar a rolha da garrafa e deixá-la aberta por algum tempo antes de consumir. Como já mencionamos, é o contato do oxigênio com a bebida que faz com que o processo de oxidação ocorra.

Então, cá entre nós: faz muito mais sentido servir o vinho em uma taça ou decanter, caso a bebida necessite, de fato, respirar. Dessa maneira, a superfície de contato do líquido com o ar é muito maior do que deixá-lo dentro da garrafa.

10. Sacudir espumantes

Uma cena típica de festas de Réveillon mundo afora: quando o relógio marca a meia-noite e a entrada de um novo ano, centenas de pessoas pegam o espumante cuidadosamente escolhido para celebrar a data e o sacodem vigorosamente antes de abri-lo. O resultado? O estouro típico e o arremesso da rolha metros adiante.

Bem, por mais divertido e festivo que pareça, saiba que essa não é a maneira mais adequada de abrir espumantes. Primeiramente, pelo desperdício, visto que grande parte do líquido transborda e se perde na brincadeira.

Além disso, sacudir um espumante antes de beber faz com que ele perca o gás e o perlage, tão importantes na experiência de degustação desse tipo de bebida. Assim, a melhor maneira de abrir um espumante — e apreciar o seu melhor — é devagar.

Dica: Espumante nature, extra brut, brut, seco, demi-sec e doce: quais as diferenças?

Segure firmemente a rolha com uma das mãos e gire a base da garrafa com a outra. Então, na hora de servir, despeje o espumante lentamente na taça, espere a espuma baixar e complete até atingir dois terços da capacidade do recipiente.

11. Segurar a taça de forma errada

Por mais que a maioria das taças de vinho seja fabricada em materiais delicados, segurar a taça pelo fundo, com toda a mão, segurando firme para que ela não escorregue entre os dedos, é um equívoco.

Ao fazer isso, o calor de suas mãos é transmitido ao líquido, o que, na maioria dos casos, influencia no sabor e no desprendimento de odores dos vinhos. Não é à toa que cada bebida possui uma temperatura ideal de consumo, não é mesmo?

Da mesma maneira, também não é por acaso que as taças desenhadas para beber vinhos e espumantes possuem hastes longas! Elas estão ali para que você segure o recipiente da bebida por elas, e não pelo fundo, ok?

E, sim: as hastes são resistentes o suficiente para que você as segure com firmeza, sem medo de quebrá-las.

Dica: Saiba escolher a taça ideal para o seu vinho

12. Analisar o vinho no primeiro gole

Ao contrário do que muitos pensam, aquela cena clássica — em que o garçom ou o sommelier da casa serve uma pequena quantidade do vinho escolhido pelos clientes em uma taça, antes de servir aos demais — não tem o objetivo de que, nesse momento, seja feita uma análise atenta e demorada do vinho em questão. Afinal, é impossível analisar e degustar verdadeiramente um vinho em um único gole.

O procedimento é adequado, mas para que alguém na mesa identifique se o vinho servido está ideal para o consumo e se está de acordo com o que foi solicitado.

Falhas na rolha, excesso de oxidação ou algum outro defeito grave e facilmente perceptível são alguns dos pontos observados. E, para isso, uma inalação apurada e um gole curto e rápido são mais do que suficientes.

Tendo isso em mente, deixe para degustar o vinho e tecer suas opiniões quando todos na mesa estiverem com suas taças cheias. Assim, vocês poderão discutir e aprender uns com os outros com calma, e não farão o garçom ficar esperando você discorrer sobre suas impressões no primeiro gole.

Clique no banner abaixo e conheça mais sobre os produtos da Famiglia!

Leia também:  Como Ver Quanto Dinheiro Tenho Na Steam?

13. Beber muito rápido

Quando determinado vinho cai maravilhosamente bem, é absolutamente normal que o bebamos rapidamente, sem nem perceber. Entretanto, se o seu objetivo é aprender a degustar e apreciar vinhos, fique atento à velocidade na qual você ingere o vinho.

É preciso algum tempo após cada gole para que se possa determinar, com precisão, os aspectos e características da bebida que você mais apreciou. A análise do retrogosto, por exemplo — característica que só pode ser avaliada depois que a bebida é engolida — é beneficiada se você beber mais devagar.

Então, entre um gole e outro, “estude” com calma o vinho que está degustando. Quem o produziu? Em qual ano? Em qual região do país ou do mundo? E essa variedade de uva, é uma das suas preferidas? O que você mais gosta ou não gosta nesse vinho, especificamente?

Além de aumentar, e muito, os seus conhecimentos sobre o vinho que está tomando, responder a essas questões fará com que você aprecie a experiência mais lentamente, e melhor. Pode acreditar!

14. Guardar vinhos sem tampa na geladeira

Em muitas ocasiões — especialmente quando estamos bebendo um vinho sozinhos — não conseguimos acabar com todo o conteúdo da garrafa de uma única vez. Então, o que fazer com o que sobra?

De fato, não é necessário jogar o vinho fora, mas jamais armazene a garrafa na geladeira sem tampa! Além de acelerar o processo de oxidação da bebida, isso ainda a fará absorver cheiros e sabores de outros produtos armazenados ali.

Por isso, se sobrou vinho na garrafa, a melhor atitude é passar o líquido para recipientes menores e com tampa, com um mínimo de espaço possível para a entrada de oxigênio. E, mesmo assim, saiba que nenhum vinho aguenta eternamente depois de aberto.

Enfim, como vimos, comprar, guardar e servir a bebida de Dioníso não precisa ser assim tão complicado.

Tudo é uma questão de ter acesso às informações corretas. Com essas dicas que trouxemos, os erros de iniciantes em vinhos podem ser evitados e você pode fazer bonito na frente de amigos e familiares!

Clique no banner abaixo e conheça mais sobre os produtos da Famiglia!

Aprenda a Analisar a Cor do Vinho e Seu Significado • Vem da Uva

Este artigo é dividido em 3 partes para você acompanhar melhor como analisar um vinho durante uma degustação. Ou em casa mesmo, com os amigos ou aquela pessoa especial.

Eu já comentei com vocês que eu conheço muita gente nessa vida que tem medo de degustações. Medo porque acha que tem uma regra, uma etiqueta, então resolvi explicar pra vocês do meu jeitinho, simples, o que é uma análise sensorial de vinho, ou seja, uma degustação de vinho.

Depois de ler essa série, que vai ser dividida em três artigos, você vai poder degustar um vinho como um profissional. Sem complicação, sem truque, sem dificuldade. Vou te mostrar passo a passo como os profissionais fazem em degustações oficiais e vou te ensinar um pouco mais.

No final das três postagens você vai poder sentar tranquilamente em uma mesa de degustação e até ensinar os amigos!

Vamos começar, então?

Uma degustação sensorial é dividida em três partes:

Ver, cheirar e beber. Fácil assim. E essa será a divisão dos três artigos da série “degustando como um profissional”.

Nessa primeira parte você vai aprender a fazer a análise visual, ou seja, hoje você não vai beber vinho ????

Cor

É a parte mais legal na análise de vinhos tintos. Eu acho, pelo menos. A cor pode dizer muito de um vinho. Quanto mais viva for essa cor, puxar para violeta, rubi, vermelho vivo, mais jovem é esse vinho.

Quando ele apresentar cores mais fechadas, ele vai ser um vinho que já tem passagem por barrica de carvalho, pode demonstrar um vinho mais elegante e complexo.

Já os de cores que puxam para tijolo, esses, se estiverem no auge de sua vida, podem virar uma festa na boca, caso se trate de um bom vinho.

Pra facilitar essa parte, eu fiz o infográfico que você vê no início da postagem. Pra você poder visualizar melhor, é só clicar aqui que vai abrir uma versão em alta qualidade. Ou então acompanhar as três cores logo abaixo, que eu postei separadamente pra você poder analisar melhor.

  • Para comparar melhor, veja as imagens lado a lado clicando aqui.

Limpidez

Muita gente acha que o vinho precisa ser extremamente límpido e prega que isso é regra. Eu discordo. Acho que vinhos complexos, que tem passagem por barrica de carvalho, tendem a ser mais densos, deixam pouca luz atravessá-los. Exatamente por causa dessas partículas suspensas. Elas são resultado do envelhecimento do vinho e do contato com barricas de carvalho.

Há um processo que chamamos de borra em vinhos de maior valor e complexidade. Isso se dá por causa da polimerização dos taninos. Compliquei, né? Espera, vamos por partes.

Os taninos são responsáveis pela adstringência do vinho, pela sensação de “travar a língua”, tipo goiaba ou caqui verde, sabe? Essas partículas (os taninos) começam a grudar umas nas outras e tendem a descer pro fundo da garrafa (precipitar).

O vinho vai perder um pouco do seu tanino, mas é um processo natural no envelhecimento de bons vinhos em garrafa. Isso NÃO significa que o vinho está ruim, nestes casos, ele precisa ser decantado e servido cuidadosamente, para que os taninos polimerizados (a borra) fique no fundo da garrafa ou decantador, sem ir para a taça.

>>>> Meu ponto nisso tudo?

É que a limpidez é variável. Esse vinho “turvo” ou “denso” pode sim significar que o vinho não está próprio para o consumo, até mesmo um defeito na fabricação, ou que a garrafa foi mal armazenada, mas pode também indicar que o seu vinho é excelente!

No fim das contas você precisa de três qualidades aqui: que seu vinho seja brilhoso e denso (não-transparente), pra demonstrar complexidade. Isso se você estiver buscando um vinho complexo. Se você gosta de vinhos jovens, vai procurar o contrário, vinhos mais transparentes, sem cores fechadas, que impossibilitam visualizar o outro lado da taça.

Dica 1 – Se você quiser fazer um teste pra ver quão límpido é o seu vinho, ponha um texto do outro lado da taça. Se for fácil de ler, ele é límpido. Se o texto borrar, não é.

Vinhos jovens e prontos para o consumo (os mais baratos no mercado, geralmente), tendem a ser extremamente límpidos.

Os vinhos reserva podem ser um pouco mais escuros e passam pouca luz para o outro lado da taça. Teste!

Dica 2 – Quando for por vinho em sua taça para fazer essa análise visual, não passe de 2 dedos de vinho. Nunca chegue até o meio da taça, isso vai dificultar a inclinação para você fazer o teste visual.

Aspecto

No aspecto você vai avaliar como esse vinho se apresenta fisicamente. É aqui que entra as famosas “lágrimas”. O que são as lágrimas? As lágrimas estão ligadas ao álcool do vinho. O glicerol, que a gente já viu neste artigo que tem mais 9 dicas de degustação pra você.

Quanto mais devagar as lágrimas descerem, maior a graduação alcoólica desse vinho. O glicerol também é responsável pela sensação gostosa de língua aveludada na boca. Se o vinho tiver pouco glicerol, ou seja, se as lágrimas descerem rapidamente, ele vai ter pouco volume na boca.

O vinho fica “sem graça”. Mas obviamente, o álcool precisa estar equilibrado pra poder ser agradável. Nada daquela sensação de álcool que agride a boca. Eca!

E aí, como eu me saí? Deu pra entender? Ficou ainda muito confuso? Se você quer me dar um toque mas não quer que seja pelos comentários, pode mandar no e-mail [email protected] Caso contrário, pode comentar aí embaixo que a gente começa uma conversa.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*