Como Ajudar Uma Pessoa Que Sofre Bulling?

Se você acessou a internet nas últimas semanas, com certeza viu alguma postagem sobre “13 reasons why”, a nova série da Neflix, que aborda temas como bullying, assédio e suicídio. Caso você não tenha ideia sobre o que eu estou falando, um resumo: a série acompanha a história de Clay, um garoto que recebe uma caixa de sapatos com várias fitas cassetes na porta de sua casa.

Ao ouvir as gravações, ele descobre que elas são de sua falecida colega Hannah, que cometeu suicídio recentemente. No decorrer dos episódios, são apresentados nas fitas quais são os motivos pelos quais Hannah colocou um fim em sua própria vida. Já fizemos aqui posts sobre a importância da série e também sobre porque você talvez não deva assisti-la. 

As reações de quem assiste “13 reasons why” são os mais diferentes possíveis, mas acredito que uma foi comum: a sensação de impotência. Deu vontade de ajudar aquela garota. De abraçá-la e dizer: você não precisa passar por isso sozinha.

De fazer justiça contra todos aqueles que a magoaram. A dor da personagem pareceu tão real, que foi difícil separar a realidade da ficção.

A verdade é que a gente não pode fazer nada para ajudar Hannah, a personagem, mas podemos observar mais e tentar perceber quando uma pessoa próxima está passando por algo semelhante.

De acordo com a psicóloga Thaís Quaranta, “o número de ocorrências de mortes por suicídio na adolescência tem aumentado cada vez mais e, em muitos casos, é comum observarmos a agressão como um fator responsável ou que contribui em grande escala para um desfecho infeliz”. O jovem que sofre com isso, muitas vezes, se vê sem saída e pensa que a morte é a única forma de aliviar o seu sofrimento. Em alguns outros casos, como o de Hannah na série, o suicídio é visto como um meio de responsabilizar e punir os agressores por seus atos.

Thaís conta que cada pessoa pode lidar com o bullying de uma maneira diferente, já que, quando nascemos, nós vivenciamos experiências de modo único, assimilando cada detalhe e articulando com seus aspectos genéticos inatos, formando nossa individualidade. Por isso, às vezes temos a sensação de que conseguiríamos lidar com situações que podem ser destrutivas para algumas pessoas, como aconteceu com Hannah, que o tempo todo era chamada de “rainha do drama” ou coisa do gênero.

As consequências que agressões podem ter na vida de uma pessoa dependem tanto da vulnerabilidade emocional da vítima (alguém com maior predisposição a transtornos mentais ou com pouco suporte familiar, por exemplo) e do tipo, intensidade e frequência da exposição a agressão. “Subestimar os problemas, achar que é frescura, ou não lidar com a situação podem ser fatores decisivos para que a vítima opte por uma medida drástica para dar fim às agressões”, explica.

Como Ajudar Uma Pessoa Que Sofre Bulling?

Para ajudar alguém que passa por isso, a psicóloga diz que o primeiro passo é conquistar a confiança da vítima. “É importante não incentivar a revidar e nem a culpar pela situação, mas sim, acolher e ouvir a pessoa para juntos pensarem na melhor forma de resolver”. Se as agressões ocorrem no ambiente escolar, a aproximação entre os pais e a instituição de ensino também é muito importante.

“A mediação do adulto é fundamental para entender e resolver os problemas entre vítimas e agressores. Além disso, as crianças não nascem sabendo se relacionar – é preciso aprender e desenvolver habilidades sociais, respeito às diferenças e assertividade para expressar seus sentimentos e intenções de maneira adequada”, explica.

Normalmente, quem sofre bullying tem dificuldade em buscar ajuda e, por isso, é importante observar o comportamento das pessoas para conseguir identificar se ela precisa de algum apoio. “As vítimas começam a se distanciar dos adultos para esconder seus medos e angústias.

Fatores como oscilações de humor (expressão de ansiedade, tristeza, raiva), alterações comportamentais (xixi na cama, isolamento, resistência a ir para escola, agressividade), alterações emocionais (medo, ansiedade, baixa autoestima), e alterações fisiológicas (mudanças no padrão de sono e alimentação, dores de cabeça ou estômago, vômitos) e diminuição do rendimento escolar ajudam os pais e professores a perceberem que há algo errado”, relata Thais.

Como Ajudar Uma Pessoa Que Sofre Bulling?

Nos adolescentes, temos visto comportamentos autodestrutivos, como consumo de álcool e automutilação.

A médica ainda reforça que, “quando não cuidado, o bullying pode trazer consequências como transtornos de ansiedade e/ou humor (como ansiedade e depressão), problemas de relacionamento, abandono de estudo, abuso de álcool e drogas, agressividade, e o próprio suicídio”.

Por isso, o apoio de familiares, amigos e pessoas próximas é muito importante em um momento como este. Em casos mais graves, a médica também recomenda a ajuda de um profissional (temos indicações aqui).

Fique sabendo

Como Ajudar Uma Pessoa Que Sofre Bulling? Como ajudar crianças e adolescentes que sofrem bullying?

O termo inglês bullying vem sendo utilizado em todo o mundo para descrever atos repetitivos de violência física, verbal e psicológica. 

Casos como os de crianças e adolescentes humilhados ou hostilizados na escola são os mais comuns. Quanto antes forem diagnosticados, mais fácil será ajudar o indivíduo vitimizado e menores serão as chances de traumas psicológicos no futuro.

Geralmente, o bullying é fruto de visões preconceituosas sobre as pessoas consideradas diferentes da maioria.

Na escola, muitas vezes, aqueles alunos que se destacam intelectualmente são excluídos do contato social por outras crianças, assim como aqueles mais sensíveis ou retraídos.

Essas diferenças provocam, em algumas crianças, um desejo de exercer poder sobre aqueles que consideram diferentes, dominando-os ou atacando-os, normalmente em público.

O que fazer para ajudar uma vítima de bullying?

Qualquer indivíduo que tenha sofrido qualquer tipo de ameaça verbal, física ou psicológica precisa de ajuda e necessita ser protegido. Os adultos devem informar à criança ou ao adolescente que, o que ela sofreu, será cuidado pela família, pela escola, pela comunidade ou pelas autoridades da lei.

Muito importante também é deixar claro para a vítima, seja qual for a sua idade, que ela não é culpada pelas perseguições que está sofrendo, reafirmando que ela tem valores e qualidades que devem ser muito respeitados.

Os pais devem sempre se mostrar disponíveis a escutar o filho, permitindo que expresse seus sentimentos diante da ameaça ou da agressão que vivenciou. Devem também evitar criticar a criança ou adolescente quando, sozinhos, não conseguirem enfrentar a situação. Pais jamais devem ignorar ou minimizar o problema de seus filhos, muito menos estimular agressão ou revide.

Medidas de combate aos casos mais graves

  • Reforçar que as vítimas devem procurar ajuda de um adulto da família na ocorrência de situações difíceis
  • A vítima, com apoio dos pais, deve relatar o ocorrido para um responsável na escola
  • Juntar provas materiais, salvando e imprimindo as páginas com as ofensas
  • Pedir ao provedor para tirar a página com as agressões do ar
  • Procurar uma delegacia e fazer o boletim de ocorrência
  • Procurar ajuda de um especialista quando os recursos de apoio emocional da família se esgotarem.

Sugestões para escolas e comunidades com casos de bullying

  • Para minimizar ou acabar com as agressões, escolas, comunidades e especialistas podem promover programasantibullying envolvendo alunos, famílias, professores e coordenadores.
  • O resultado de um trabalho preventivo, compartilhado por todos pode oferecer melhoria na qualidade dos relacionamentos e no uso responsável da internet.
  • Podem ser realizadas ações como:
  • Capacitar professores e funcionários, na identificação e encaminhamentos adequados das vítimas
  • Conscientizar os potenciais agressores de que existem consequências para os crimes contra a honra, de calúnia ou injúria e de que os pais podem ser responsabilizados pelos atos dos filhos
  • Promover, na escola, critérios de não tolerância às condutas de bullying e ciberbullying

 Leia mais

Cyberbullying: O que é e como pará-lo

O que é cyberbullying?

Cyberbullying é o bullying realizado por meio das tecnologias digitais. Pode ocorrer nas mídias sociais, plataformas de mensagens, plataformas de jogos e celulares. É o comportamento repetido, com intuito de assustar, enfurecer ou envergonhar aqueles que são vítimas. Exemplos incluem:

  • espalhar mentiras ou compartilhar fotos constrangedoras de alguém nas mídias sociais;
  • enviar mensagens ou ameaças que humilham pelas plataformas de mensagens;
  • se passar por outra pessoa e enviar mensagens maldosas aos outros em seu nome.

O bullying presencial e o virtual acontecem lado a lado com frequência. Porém, o cyberbullying deixa um rastro digital – um registro que pode se tornar útil e fornecer indícios para ajudar a dar fim ao abuso.

“O que você gostaria de saber sobre o cyberbullying?” Colocamos essa pergunta para os adolescentes e jovens e recebemos milhares de respostas de todo o mundo.

Nós reunimos profissionais do UNICEF, especialistas internacionais em cyberbullying (bullying virtual) e proteção infantil, para responder as perguntas e aconselhar os mais jovens sobre como se deve lidar com o cyberbullying.

1. Estou sofrendo bullying online? Como saber a diferença entre brincadeira e bullying?

Todos os amigos zoam uns dos outros, mas às vezes é difícil dizer se alguém está apenas se divertindo ou se está tentando magoar você, principalmente online. Às vezes eles riem e dizem coisas do tipo “estava só brincando” ou “não leve isso tão a sério”.

Mas se você se magoa ou acha que os outros estão rindo de você, em vez de com você, é sinal de que a brincadeira já foi longe demais. Se permanecer assim mesmo depois de você pedir à pessoa que pare e se você continuar se sentindo mal com isso, então pode ser bullying.

E quando o bullying acontece online, pode resultar na atenção indesejada de uma grande variedade de pessoas, incluindo desconhecidos. Sempre que isso ocorrer, se você não estiver satisfeito com a situação, você não tem que tolerar isso.

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Chame do que quiser – se você estiver sentindo-se mal e isso não tiver fim, então vale a pena pedir ajuda. Acabar com o cyberbullying não é apenas denunciar os agressores, é também reconhecer que todos merecem respeito – online e na vida real.

2. Quais são os efeitos do cyberbullying?

Quando o bullying ocorre online, pode parecer que você está sendo atacado por todos os lados, inclusive dentro da sua própria casa. Parece que não há como escapar. Os efeitos podem ser duradouros e afetam uma pessoa de muitas maneiras:

  • Mentalmente — sente-se chateada, constrangida, incapaz, até mesmo com raiva
  • Emocionalmente — sente-se envergonhada ou perde o interesse pelas coisas que ama
  • Fisicamente — sente-se cansada (ou perde o sono), ou tem sintomas como dor de barriga e de cabeça

O sentimento de ser zombado ou assediado pelos outros pode impedir que as pessoas se manifestem ou tentem lidar com o problema. Em casos extremos, o cyberbullying pode levar as pessoas ao suicídio.

O cyberbullying pode nos afetar de várias formas. Mas essas podem ser superadas e as pessoas podem recuperar a sua confiança e a sua saúde.

3. Com quem devo falar se sofro bullying online? Por que denunciar é importante?

  • Se você acha que está sofrendo bullying, o primeiro passo é procurar ajuda de alguém em que você confie, como seus pais, um familiar próximo, ou algum outro adulto confiável.
  • Na sua escola, você pode procurar um conselheiro, um treinador, ou sua professora ou seu professor preferido.
  • E caso não esteja confortável em conversar com alguém que conheça, procure um serviço de ajuda no seu país para conversar com um orientador profissional.

Se o bullying está acontecendo em uma rede social, pense na possibilidade de bloquear o agressor e denuncie formalmente o comportamento na própria plataforma. Empresas de mídias sociais são obrigadas a manter seus usuários seguros.

Pode ser útil coletar evidências – tais como mensagens e capturas de tela das publicações nas mídias sociais – para provar o que está ocorrendo.

Para que o bullying acabe, é necessário que ele seja identificado, e denunciar é a chave para isso. Também pode ajudar mostrar ao agressor que o comportamento dele é inaceitável.

Caso esteja em perigo iminente, então você deve procurar uma autoridade policial ou outro serviço de emergência no seu país.

4. Estou sofrendo cyberbullying, mas tenho medo de conversar com meus pais sobre isso. Como devo tratar o assunto com eles?

Se você está sofrendo cyberbullying, conversar com um adulto confiável – alguém com quem você se sinta seguro – é um dos primeiros passos mais importantes a dar.  

Conversar com os pais não é fácil para todo mundo. Mas há coisas que podem ajudar você na conversa. Escolha uma hora que você saiba que eles têm a sua total atenção. Explique quão sério é o problema para você. Lembre-se, eles podem não estar tão habituados a tecnologia quanto você, então, talvez você deva ajudá-los a entender o que está acontecendo.

Talvez eles não tenham uma reposta pronta para você, mas eles provavelmente vão ajudá-lo e juntos vocês podem encontrar uma solução. Duas cabeças pensam melhor do que uma! Se você ainda estiver inseguro sobre o que fazer, considere buscar a ajuda de outras pessoas em quem você confia. Geralmente, há mais pessoas que se importam com você e estão dispostas a ajudá-lo do que você imagina!

5. Como posso ajudar meus amigos a denunciar um caso de cyberbullying, principalmente se eles não quiserem fazer isso?

Qualquer um pode ser vítima de cyberbullying. Se você vir isso acontecendo com alguém que você conheça, tente oferecer ajuda.

É importante que você ouça o seu amigo. Por que ele não quer denunciar o cyberbullying? Como ele está se sentindo? Deixe-o saber que ele não tem que denunciar nada formalmente, mas é essencial que converse com alguém que posso ajudá-lo.

Lembre-se, o seu amigo pode estar fragilizado. Seja gentil com ele. Ajude-o a pensar no que ele realmente quer dizer e para quem. Ofereça-se para acompanhá-lo caso ele decida fazer a denúncia. Mais importante, lembre-o de que vocês estão juntos e você quer ajudá-lo.

Se, mesmo assim, o seu amigo não quiser prosseguir com a denúncia, motive-o a encontrar um adulto de confiança que possa ajudá-lo a lidar com a situação. Lembre-se de que em certos casos as consequências do cyberbullying podem ser uma ameaça à vida.

Não fazer nada pode deixar a pessoa com o sentimento de que todos estão contra ela e que ninguém se importa. As suas palavras podem fazer a diferença.

6. Estar conectado me dá acesso a muitas informações; no entanto, também significa que estou vulnerável ao abuso. Como impedimos o cyberbullying sem desistir do acesso à internet?

Estar conectado traz muitos benefícios. No entanto, como muitas coisas na vida, traz consigo os riscos dos quais precisamos nos proteger.

Caso sofra cyberbullying, você talvez queira deletar certos aplicativos ou se desconectar por um tempo para poder se recuperar. Mas desconectar-se da internet não é uma solução a longo prazo. Você não fez nada de errado, então por que deveria ser prejudicado? Pode até enviar o sinal errado aos agressores — encorajando o seu comportamento inadequado.

Todos nós queremos que o cyberbullying termine, por isso é tão importante denunciá-lo. Mas criar a internet que almejamos vai além de desafiar o bullying. Precisamos ser cuidadosos sobre o que compartilhamos e dizemos para não magoar os outros. Nós precisamos ser gentis uns com os outros na internet e na vida real. Isso depende de todos nós! 

7. Como eu evito que minhas informações pessoais sejam utilizadas para me manipular ou me humilhar nas mídias sociais? 

Pense duas vezes antes de publicar ou compartilhar alguma coisa na internet – isso pode continuar lá para sempre e ser usado contra você mais tarde. Não forneça detalhes pessoais, tais como o seu endereço, o seu número de telefone ou o nome da sua escola.

Aprenda sobre as configurações de privacidade dos seus aplicativos favoritos de mídias sociais. Aqui estão algumas ações que você pode tomar em muitos deles:

  • Você pode escolher quem pode ver o seu perfil, lhe enviar mensagens diretamente ou comentar nas suas publicações.
  • Você pode denunciar comentários, mensagens e fotos maldosas e solicitar para que sejam removidos.
  • Além de desfazer a amizade, você pode bloquear completamente a pessoa, que, então, não vai mais poder ver o seu perfil ou contatá-lo.
  • Você também pode escolher que os comentários de certas pessoas apareçam apenas para elas, sem bloqueá-las completamente.
  • Você pode apagar as publicações do seu perfil, ou escondê-las de pessoas específicas.

Na maioria das redes sociais, as pessoas não são notificadas quando são bloqueadas, restritas ou denunciadas.

8. Existe punição para o cyberbullying?

A maioria das escolas leva o bullying muito a sério e tomará alguma atitude a respeito. Se você está sendo intimidado virtualmente por outros estudantes, avise a sua escola.

Pessoas que são vítimas de qualquer forma de violência, incluindo bullying e cyberbullying, têm direito à justiça, e os agressores devem ser responsabilizados.

Leis contra o bullying, em particular sobre cyberbullying, são relativamente novas e não existem em todos os lugares. É por isso que vários países se apoiam em outras leis relevantes, tais como as que protegem contra o assédio, para punir os agressores virtuais.

Em países com leis específicas sobre cyberbullying, o comportamento online que intencionalmente provoca problemas emocionais é visto como uma atividade criminosa. Em alguns desses países, vítimas de cyberbullying podem procurar proteção, proibir a comunicação de uma pessoa específica e restringir o uso de aparelhos eletrônicos pelo agressor, temporariamente ou permanentemente.

No entanto, é importante lembrar que a punição nem sempre é a forma mais efetiva de mudar o comportamento dos agressores. Muitas vezes é necessário focar em consertar o dano e conciliar o relacionamento.

9. As empresas de internet não parecem se importar com bullying e assédio online. Elas estão sendo responsabilizadas?

As empresas de internet estão, cada vez mais, prestando atenção à questão do bullying online.

Muitas estão introduzindo maneiras de lidar com isso e melhor protegendo os seus usuários com novas ferramentas, guias e formas de denunciar o abuso online.

Mas a verdade é que precisam fazer mais. Muitos adolescentes e jovens sofrem cyberbullying todos os dias. Alguns lidam com formas extremas de abuso online. Alguns tiram a própria vida como resultado.

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Empresas de tecnologia têm a responsabilidade de proteger o usuário, principalmente as crianças, os adolescentes e os jovens.

Depende de todos nós cobrarmos das empresas quando elas não correspondem a essa responsabilidade.

10. Existem ferramentas online contra o bullying para crianças, adolescentes ou jovens?

Cada rede social oferece diferentes ferramentas (veja-as logo abaixo) que permitem que você restrinja quem pode comentar ou ver as suas publicações, ou quem pode se conectar automaticamente com você como um amigo, além de denunciar casos de bullying. Muitas dessas ferramentas envolvem passos simples para bloquear, silenciar ou denunciar cyberbullying. Nós encorajamos você a explorá-las.

Empresas de mídias sociais também fornecem ferramentas educativas e guias para crianças, pais e professores que ensinam sobre os riscos e as formas de se estar seguro online.

Além disso, a primeira linha de defesa contra o cyberbullying pode ser você. Pense onde o cyberbullying acontece na sua comunidade e nas maneiras como você pode ajudar – seja levantando a sua voz, desafiando os agressores, conversando com um adulto confiável, ou criando consciência sobre o problema. Até mesmo o menor ato de gentileza pode gerar um grande impacto.

Se você está preocupado com a sua segurança ou com algo que tenha acontecido com você online, procure conversar urgentemente com um adulto em que você confie. Ou visite o site da Safernet para encontrar ajuda. Vários países possuem um serviço de ajuda para o qual você pode ligar gratuitamente para conversar com alguém de forma anônima (Child Helpline International).

Contribuições dos especialistas: Sonia Livingstone, OBE, professora de psicologia social, Departmento de Mídia e Comunicação, London School of Economics; e Amanda Third, professora e bolsista de pesquisa professoral, Instituto para Cultura e Sociedade, Western Sydney University.

Contribuições do UNICEF: Alix Cabral, Anjan Bose, Clarice da Silva e Paula, Daniel Kardefelt Winther, Emma Ferguson, Mercy Agbai, Michael Sidwell, Nelson Leoni, Nicole Foster, Rocio Aznar Daban, Siobhan Devine, Stephen Blight e Supreet Mahanti.

Como ajudar a criança alvo de bullying na escola? – OMO

Ser alvo de críticas maldosas, brincadeiras humilhantes e violentas são alguns dos problemas enfrentados por crianças que sofrem com o bullying na escola. Tomar providencias contra esses atos de agressão verbal e física é o melhor caminho para evitar traumas psicológicos no futuro. Saiba como identificar e como lidar com o bullying infantil na escola.

O bullying no ambiente escolar acontece quando um aluno é vítima de hostilidades causadas por visões preconceituosas de um grupo ou indivíduo que o consideram diferente da maioria.

Uma criança que se destaca nos estudos ou está acima do peso, por exemplo, pode ser hostilizada e discriminada socialmente pelos seus colegas de classe. Com a popularização das redes sociais, os casos de bullying infantil na escola se potencializaram.

Não mais confinado à sala de aula, o bullying com crianças também acontece através de mensagens e conteúdo agressivo publicado na internet para desmoralizar o aluno discriminado.

Segundo um estudo da American Psychological Association, as crianças e os adolescentes vítimas de bullying estão mais suscetíveis a problemas de depressão e ansiedade.

Identificar os casos de bullying infantil na escola é essencial para evitar danos psicológicos.

Alguns comportamentos podem sem indicativos de bullying, e os pais e professores devem ficar atentos se a criança mostrar os seguintes sinais:

  • Não querer mais frequentar as aulas
  • Pedir para mudar de turma ou escola
  • Dificuldade de atenção
  • Queda no rendimento escolar
  • Apresentar sintomas como dor de cabeça ou de estômago, suor frio

Os pais e professores precisam demonstrar apoio e acolher a criança que sofre bullying na escola. É importante que os adultos reafirmem a vítima de bullying, valorizando suas qualidades e demonstrando que ela não é culpada pelas agressões que sofre. Conversar com a criança vai permitir que ela expresse seus sentimentos em relação às agressões e ameaças que sofre.

Evite fazer críticas e não minimize o problema. A criança precisa ser ouvida. Os pais devem relatar o bullying com crianças a um responsável na escola para tomar providências contra os agressores.

Nos casos mais graves, quando há perseguição na internet, é necessário reunir provas do conteúdo abusivo. Imprima páginas e mensagens ofensivas à criança para fazer um boletim de ocorrência.

Entre em contato com o provedor para retirar do ar essas publicações.

Há ações e iniciativas que ajudam a evitar o bullying com crianças. O trabalho preventivo, em conjunto com os pais e a escola, é um bom caminho para conscientizar sobre atitudes discriminatórias no ambiente escolar e na internet. Organizar programas antibullying na escola e na comunidade traz benefícios.

Essas campanhas podem promover ações como palestras com psicólogos e capacitação dos pais e funcionários para lidar melhor com o bullying no ambiente escolar. Discutir o tema em casa e na sala de aula também é um meio de conscientizar os agressores e criar políticas de não tolerância ao bullying com crianças.

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© Unilever 2021

Como ajudar meu amigo que sofre bullying?

Falar sobre bullying se tornou cada vez mais necessário com o passar do tempo, principalmente pelo comportamento que se tinha há um tempo. Além disso, as consequências de tais atos também foram fundamentais para que tal tema fosse campo de debate.

Muitos
especialistas já apontavam que o crescimento de casos como suicídio e depressão
partiam justamente da prática do bullying, e sendo o espaço escolar o local
onde mais se observa essa ação.

Entendendo que
sofrer bullying é algo muito grave, é muito importante que você possa estar
pronto para tomar uma atitude. No entanto, quando é feito com um amigo nosso o
caso muda de figura.

Primeiramente a
gente não sabe se configura de fato o bullying e como ele pode reagir. Por isso
vamos dar algumas dicas de como você pode ajudar um amigo a superar esse
momento crítico.

O que é bullying

Para começar, é
preciso entender o que é o bullying. O termo veio do inglês, uma variação de
bull, que neste contexto é relativo a valentão. Foi lá que nasceu o termo e
também toda a preocupação com as consequências.

De uma maneira
geral a prática do bullying ocorre por ridicularizações constantes ou
brincadeiras que constrangem a vítima. Em casos mais extremos, é possível que
os casos passem para a violência física.

A maior
dificuldade em torno de reagir é que justamente por conta da coação, muitos
adolescentes se calam, por medo de atitudes piores. Tal comportamento pode ter
um desfecho trágico, e é justamente o que preocupa.

A Organização
Mundial da Saúde (OMS), já considera como sendo um risco para a vida, já que
pode desenvolver até quadros depressivos profundos em vítimas do bullying que
não recebem a devida ajuda.

Como identificar o bullying

Conforme já foi
dito, o bullying pode ser uma simples brincadeira para alguns, mas que gera
muito sofrimento para outras. A principal dica para você conseguir ajudar uma
pessoa, é saber dela se aquela ação está lhe incomodando.

É natural que em
um primeiro momento exista uma resistência para falar sobre o que está
acontecendo, mas mantenha o foco e insista um pouco até que a pessoa possa
dizer se de fato está se sentindo bem ou não com as brincadeiras, ou se está
havendo algum tipo de agressão.

Tendo avaliado
esse ponto você precisa prontamente tomar algumas atitudes que possam ajudar
essa pessoa, para que ela possa retomar sua rotina, já que muitos deixam de ir
ao colégio, inclusive.

Melhores formas de ajudar

A principal dica
é procurar por um responsável que possa dar os encaminhamentos necessários,
seja a direção da escola ou até os pais da vítima, para que isso se resolva da
melhor maneira.

O importante é
lembrar que o enfrentamento direto com o agressor não é indicado, pois isso
pode agravar ainda mais os ataques, e a vítima pode ser a maior atingida. Conversar com um adulto é o que vai garantir a
possibilidade de todos se entenderem e o bullying seja interrompido.

Psicólogo clínico (CRP-03/18027) e redator escreve no Tribuna Universitária sobre dicas de comportamento e saúde mental

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Minha amiga sofre bullying, e agora?

Quando a gente está na adolescência é comum fazer algumas brincadeirinhas com nossos colegas de sala e também ser alvo das piadinhas.

Quando isso acontece de vez em quando, podemos considerar normal, já que lidar com as diferenças faz parte do processo de amadurecimento.

Mas quando essas brincadeiras começam a ter uma certa frequência, elas já não são mais consideradas brincadeiras e sim agressões e recebem um nome: bullying.

E quando o bullying é com a sua BFF? O que a gente pode fazer para ajudá-la?

Adulto amigo Muitas vezes a vítima do bullying tem vergonha de falar sobre as agressões que sofre ou tem medo de falar e ser ainda mais agredido. Então acaba optando pelo silêncio. Você como amiga da pessoa deve tomar atitudes para o problema ser resolvido, mesmo que a sua amiga não queira.

Uma das primeiras atitudes que você pode tomar é conversar com um adulto e contar o problema. Dentro da escola, a melhor pessoa para resolver a questão é o diretor, mas se você prefere conversar com alguém que se sinta mais à vontade, fale com o seu professor preferido.

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Ele vai te ouvir e com certeza vai ajudar.

Você amiga É fundamental que diante dessa situação, você seja ainda mais BFF da sua amiga. Quando alguém for zoar com ela, interfira e peça para os agressores pararem. Se eles continuarem, fale com cada um em particular e explique o que eles estão fazendo.

Muitas vezes, os agressores não têm consciência de que estão praticando uma agressão.

Para muitos, a agressão só envolve violência física e como a gente já sabe, isso não é verdade! Os danos deixados na vítima são tão ou mais profundos que os danos deizados em uma vítima de violência física.

Punição Converse também com os pais da sua BFF. Eles vão saber como falar com a filha sobre o problema e também vão encontrar um jeito de ajudá-la. Se nada disso adiantar, recorra ao diretor.

Ele vai vai conversar com os agressores e se o problema perssistir, vai puni-los de alguma maneira.

Que tal lançar uma campanha na escola, promovendo palestras e organizando grupos de estudos sobre o assunto? A melhor forma de abordar um assunto polêmico é promovendo discussões sobre ele.

BFF Por último e não menos importante: não deixe de sair com a sua amiga! Ela pode ficar um pouco triste e desanimada no começo, mas tente arrastá-la com você para os lugares.

Se ela insistir em não querer sair de casa, comece com programas mais lights, como reunir as meninas e assistir filme.

Que tal apresentar alguns gatinhos pra ela também? Novas amizades podem deixá-la animada e feliz! Por isso, faça a sua parte e contribua com o fim das “brincadeirinhas” de mal gosto.    

Bullying: o que é, como identificar e encontrar ajuda

Bullying é um termo que tem origem inglesa (bully = “valentão”), mas que já se tornou comum entre os brasileiros.

Isso porque, segundo o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), de 2015, um em cada dez estudantes no país, é vítima de bullying.

Mas afinal, o que é o bullying? Como posso saber se estou sofrendo o bullying ou se meu filho ou alguém próximo está? Existe tratamento para quem sofre bullying? Quais os tipos de bullying?

Vamos entender nesse artigo, tudo que você precisa saber sobre esse ato que incomoda e interfere na vida pessoal e social de tantas pessoas.

O que é o bullying?

  • Bullying é toda prática de violência psicológica e física, praticados de maneira intencional e repetitiva, por uma pessoa ou um grupo contra determinada pessoa.
  • Ou seja, a prática é sinônimo de tortura verbal e física, que prejudica propositalmente uma pessoa, por motivações diversas, como vamos ver mais a frente.
  • O termo bullying parece ser relativamente novo, mas foi utilizado pela primeira vez pelo psicólogo  sueco Dan Olweus, na década de 70, para caracterizar seus estudos sobre casos de violência nesse sentido.
  • Ele não é exclusividade nas escolas e instituições de ensino, como muitos acreditam, ele ocorre em qualquer espaço onde haja contato interpessoal, como na família, no trabalho, no clube e em diversas outras atividades.
  • Como os casos de bullying tem crescido de forma relevante no Brasil e no mundo, e, principalmente, provocado consequências graves, psicológicas, físicas e até de suicídio.
  • Nesse sentido, diversas ONG´s estão empenhadas em ampliar a discussão na sociedade e na mídia, para combater o ato a partir de campanhas anti-bullying.

Em 2016, a Lei número 13.185, classificou o bullying como “intimidação sistemática, quando há violência física ou psicológica em atos de humilhação ou discriminação”.

Essa classificação inclui também atos físicos, ameaças, humilhações, comentários e até apelidos pejorativos.

Quem pratica o bullying?

  1. O perfil dos agressores, em geral, são pessoas com atitudes perversas que agem consciente aos seus atos.
  2. Ele sabem exatamente que a sua atitude doentia de perseguição e violência física e psicológica irá agredir e prejudicar a outra pessoa.

  3. Diz-se que os agressores tem por objetivo dominar determinado território, impondo sua vontade e seu poder através dessas agressões.
  4. Entre crianças e jovens, acredita-se até que o bullying é uma forma de torná-los mais populares e aceitos pelos seus grupos.

  5. É importante também salientar, que muitos dos autores das agressões, são pessoas com pouca empatia, com histórico familiar mais complicado ou desestruturado, em que falta afeto.

Quem sofre bullying?

Não há um perfil único que classifique alguém que pode ser vítima de bullying, qualquer um pode sofrer, mas há características mais gerais, de acordo com os casos registrados, que podem ser mais evidentes:

  • Alunos ou pessoas novas em um grupo social;
  • Pessoas extremamente tímidas;
  • Pessoas com traços físicos fora do padrão social;
  • Pessoas com dificuldades de habilidades sociais e psicológicas;
  • Pessoas mais estudiosas, inteligentes e com excelentes novas, o que provoca inveja e vingança dos demais.

Bullying nas escolas

  • A escola costuma ser o ambiente mais propício para esse tipo de violência, isso porque, o ambiente escolar é um espaço, em geral, mais democrático de ensino e de formação das capacidades humanas, e que reúne grupos de pessoas em uma idade muito importante de formação do caráter e personalidade.
  • Crianças e adolescentes em idade escolar, vivem diariamente questões únicas de provação, identificação e definição das suas novas crenças, em um momento mais distante da criação dos pais.
  • É uma relação insegura consigo e com os demais que exige muito da autoafirmação.
  • Além disso, a agressão física ou psicológica não ocorre diante das autoridades, normalmente são nos intervalos, entrada e saída de alunos, ou em sala de aula, por gestos, bilhetes longe das vistas dos professores.

Tipos de Bullying

O bullying pode vir de diferentes formas e ambientes, como já mencionamos, mas, na verdade, o que classifica o tipo de bullying, é o seu tipo de agressão.

Veja os principais tipos de agressão:

  • Verbal: se manifesta a partir de xingamentos, apelidos e insultos;
  • Físico: com empurrões, socos, chutes, beliscão e tapas;
  • Moral: quando há difamação, disseminação de rumores e calúnias;
  • Psicológico: quando há exclusão, isolamento, intimidação, manipulação, ameaças, discriminação e perseguição;
  • Cyberbullying: quando ocorre por meio da tecnologia, seja internet, como redes sociais, e-mails, e mensagens no celular;
  • Material: quando há furto ou destruição de algum bem material da pessoa;
  • Sexual: cometido por abuso e assédio sexual.

Consequências do Bullying

  1. Não é incomum que a vítima do bullying tenha medo ou vergonha de delatar seus agressores e os seus comportamentos.
  2. E essas marcas das agressões, que podem ser físicas ou psicológicas, podem permanecer e causar danos durante uma vida inteira.

  3. Aos amigos que percebem que seus companheiros estão sofrendo bullying, é importante o apoio e a presença para que possa estabelecer novamente uma situação de coragem para encontrar ajuda, seja na escola ou em casa.

  4. Aos pais e responsáveis, é importante notarem o comportamento dos seus filhos e perceberem qualquer sinal de mudança, isolamento ou até de repulsa a escola, sem motivo aparente.

  5. A ajuda psicológica se faz necessária na maioria dos casos para quem sofre ou sofreu o bullying, porém, é fundamental que os responsáveis pela agressão e também a escola – no caso de agressão nesse ambiente – sejam notificados e responsabilizados pela atitude.

  6. O bullying pode gerar problemas graves, que irão variar pelo tipo e tempo de exposição ao ato.
  7. As vítimas podem ter sua aprendizagem comprometida, apresentar falta de motivação, ansiedade, insônia, e tantos outros transtornos psicológicos, além de serem impactadas também em seu processo de socialização.
  8. Alguns sinais típicos que podem ajudar aos pais a identificarem a mudança de comportamento:

Como combater o Bullying?

  • Sem dúvidas a disseminação da informação e da conscientização são as melhores ferramentas para se combater o bullying.
  • Por isso, é importante que esse seja um diálogo amplo, e que esteja dentro de casa, das escolas e da sociedade em geral.
  • Quanto mais cedo essa ferramenta da informação for utilizada, menores serão os riscos das agressões ocorrerem, seja por falta de conhecimento sobre o tema ou por ações efetivas dentro dos espaços mais comuns das ocorrências, como as escolas.
  • Se a sua escola ou a escola do seu filho ainda não realiza iniciativas paliativas de combate ao bullying, seja você o agente transformador.
  • Não é complicado e temos algumas dicas de como você pode começar esse processo:
  • Sugira palestras com professores e orientadores educacionais para o debate sobre a conscientização do bullying;
  • Organize atividades artísticas com o tema, como teatro com os alunos;
  • Utilize jogos e outras ferramentas lúdicas para transmitir a informação e estimular o trabalho de grupo;
  • Distribua comunicados às famílias para informar e conscientizar.

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