Como Ajudar Uma Pessoa Que Se Corta?

7 de outubro de 2017

  |  Tempo de leitura: 7 minutos

Automutilação. O que significa quando uma pessoa corta a própria pele, por espontânea vontade?

Quando estamos manuseando uma faca na cozinha, no preparo de alimentos, ou utilizando um estilete para apontar um lápis, por exemplo. Acontece de nos cortamos involuntariamente, e a dor causada pelo ferimento condiciona a sermos cada vez mais cuidadosos ao manipular esses objetos cortantes.

Se, para a maioria das pessoas, o medo do ferimento com uma lâmina provoca tantos cuidados, por que então existem outras que se cortam propositalmente?

Seria uma busca desenfreada por adrenalina? Por um estranho prazer em sentir dor? Ou simplesmente para chamar a atenção? Uma prova à família, amigos e sociedade de quem se corta, na tentativa de demonstrar coragem, força e determinação?

Muitas são as perguntas.  Qualquer resposta que tente explicar o motivo pelo qual alguém provoca em si um corte deverá considerar a individualidade de cada um. É preciso observar com cuidado e respeito o momento e as batalhas existenciais que cada pessoa enfrenta naquele momento da vida.

A automutilação é o nome dado ao ato de provocar, por vontade própria, qualquer tipo de ferimento físico. Esse comportamento, além de causar dor, não é uma prática habitual.

  Pode ser adotado por pessoas com diagnósticos de transtornos mentais.

Ou seja, pessoas que não possuem o entendimento da realidade, como são registrados em alguns quadros de esquizofrenia, por exemplo.

Como Ajudar Uma Pessoa Que Se Corta?

Automutilação: o que leva pessoas a essa prática? 

É um terrível engano acreditar que somente indivíduos adoecidos mentalmente podem provocar em si a automutilação.

Não tão raro tomamos conhecimento de pessoas que provocam cortes na própria pele.

Pessoas, que muitas vezes, aparentemente gozam de boa saúde física, estudam, trabalham, namoram e participam de várias atividades familiares e sociais, contudo, em algum momento da vida, experimentaram a sensação de usar contra si um instrumento cortante, a ponto de provocar graves ferimentos. Esses comportamentos são registrados, na sua maioria, entre meninos e meninas na fase da pré-adolescência, se estendendo até o final da juventude, antes da fase adulta.

Adolescência

Sabemos que é no final da infância que as coisas na vida de uma pessoa começam a se complicar. Ao deixar a infância, nos deparamos com uma série de situações de difícil entendimento.

O corpo sofre um processo brutal de transformação, em um ritmo alucinantemente acelerado. A complexa mudança no corpo humano gera uma produção muito grande de hormônios.

É um processo de preparação da estrutura humana, que ainda há pouco era de criança, para receber todas alterações físicas e mentais que a vida adulta irá exigir.

Esse complicado processo, que transforma por completo a mente e o corpo, causa também instabilidades afetivas. É quando choramos com maior facilidade e frequência.

Quando não conseguimos compreender algumas decisões e vontades das outras pessoas. Quando não conseguimos enxergar com clareza que profissão seguir, de quem gostar ou de como gostar desse alguém.

Sentimos também dificuldades na compreensão dos conflitos enfrentados pelos outros.

Naturalmente, esse momento de grandes mudanças parece ser a fase mais difícil enfrentada por alguém.  Nossos problemas, dúvidas, mágoas, raiva, desejos e dor parecem ser os mais urgentes do mundo. Fica quase impossível de entender que dividimos o planeta com mais de 8 bilhões de habitantes enfrentando suas batalhas pessoais.

E o que significa quando eu corto a minha própria pele?

Significa que algo não está indo muito bem, e que a maneira de compreender alguns acontecimentos da vida precisa ser reajustada.

Da mesma forma, em algumas culturas africanas, a automutilação é entendida como uma maneira de purificar o corpo e a mente perante a sociedade a qual o adolescente está inserido.

Entretanto, em culturas indígenas, o sofrimento do corpo e os ferimentos auto provocados sugerem um ritual de passagem e o afastamento dos maus espíritos. Não queremos aqui criar discussões étnicas, sobre qual cultura é ou não equivocada, o fato é que na nossa cultura, a automutilação não é e nunca foi reconhecida como saudável.

Decerto, quando alguém provoca em si um corte, pode significar que um ou mais fatores da vida não estão de acordo com as expectativas criadas, e que naquele momento, não consegue perceber o que está indo mal.

Ou se percebe mas, não possui outros recursos para resolver os conflitos, e inconscientemente, acredita que punir o próprio corpo pode ser a maneira mais adequada para sinalizar às outras pessoas que está em um estado de profundo sofrimento, indecisão ou preocupação.

Em outras situações, quando alguém se corta também pode estar tentando entrar em contato com uma maneira de provar para si mesmo que é capaz de feitos corajosos. Ao mesmo tempo que aplica a autopunição por não conseguir, de maneira menos dolorosa, encontrar uma saída para as dúvidas que a vida lhe apresenta.

No entanto, em qualquer destas situações, esse método é absolutamente inadequado, não tem eficácia alguma e é extremamente prejudicial para o desenvolvimento saudável do corpo físico e do estado mental, além de propiciar, por vezes, a falsa sensação de saída para os conflitos.

Como Ajudar Uma Pessoa Que Se Corta?

A Baleia Azul

Atualmente, muito temos visto e ouvido falar no jogo “Baleia Azul”. Uma sequência de “tarefas” que coloca à prova a coragem dos adolescentes. Dentre essas “tarefas”, a provocação de cortes na própria pele é a característica marcante do “jogo”, que em nível extremo, pode sugerir o suicídio.

A “Baleia Azul”, além de não ajudar no enfrentamento dos problemas, afasta o jogador dos caminhos que o leva à resolução dos conflitos!

Talvez provocar cortes na própria pele pode ser a única maneira encontrada de dizer ao mundo, ou para si mesmo: “Ok, o que eu sinto aqui dentro do peito está doendo demais, eu não sei bem o que é e o que eu preciso fazer para resolver isso, mas a dor que o estilete me proporciona me ajuda a esquecer o corte maior que rasga o coração…”

Contudo, e não conheço as dores individuais de cada pessoa que já se automutilou, ou de quem já pensou em fazer isso, mas sei que se cortar não irá resolver qualquer problema, isso eu posso garantir!

A importância da família

Quem tem um relacionamento afetivo adequado com a família, namorado ou namorada, ou quem passa por um momento de tranquilidade na vida escolar ou profissional. Quem goza de boa saúde, estuda, pratica esportes ou participa assiduamente de grupos sociais, qualquer um, que mantém em dia sua vida espiritual, intelectual e social, jamais provoca em si um corte!

É claro que nem sempre é possível ter uma vida em equilíbrio em todas essas instâncias, inclusive, é muito difícil manter em ordem todas as camadas da vida, contudo, a maior prova de coragem de um ser humano é a capacidade de refletir e tentar compreender os próprios problemas, as possíveis causas deles e as opções para as soluções.

Nem sempre é possível chegar às essas conclusões sozinho. Melhor do que a lâmina, é um instrumento chamado diálogo. Discutir sobre as dores que o peito sente é o melhor começo para resolver todo e qualquer problema, e quando eles envolvem diretamente os familiares, amigos, a pessoa que se ama, ainda sim vai restar um poderoso recurso: A ajuda de um profissional.

Como Ajudar Uma Pessoa Que Se Corta?

O Psicólogo vai estar absolutamente aberto a ouvir, acolher, e juntamente com a pessoa que sofre, encontrar as melhores alternativas de resoluções. O amor e a atenção cortam mais do que a mais afiada das navalhas, e a diferença é que eles proporcionam soluções altamente eficazes, duradouras e indolores…

Procure um Psicólogo!

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Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental.

Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade.

Você também pode me seguir no Instagram @tatianaacpimenta

Quer ajudar alguém que está pensando em se matar? Saiba como

Imagine que você está entrando no mundo de uma pessoa que tirar a própria vida. Ele é feito de desespero, impotência, prostração, desesperança, angústia, solidão, desamparo, falta de sentido e ausência de futuro.

As paisagens são todas sombrias e não existe luz para enxergar uma saída.

Se já é difícil cumprir tarefas simples como levantar da cama ou escovar os dentes, as que demandam mais energia, como trabalhar, são um verdadeiro martírio.

É nessa escuridão que surge a sensação de que não tem mais jeito. “Em vez de remover o problema, a pessoa imagina que vai se livrar desse sofrimento com a morte”, resume Karina Okajima Fukumitsu, psicóloga, suicidologista e consultora do Hospital Santa Mônica.

Agora faça o exercício de se colocar no lugar dessa pessoa e não encontrar quem entenda como é insuportável o que ela vive. Por isso, muitas costumam se fechar. Mesmo que por dentro haja um turbilhão de pensamentos, emoções e sentimentos, eles ficam trancados a sete chaves, tão bem escondidos que às vezes nem quem está ao lado percebe.

A pessoa guarda tudo para si porque não tem ânimo nem vontade de falar sobre o seu estado interno. Na verdade, ela não quer desistir da vida, mas matar o que a faz sofrer. Tanto os problemas quanto a forte dor emocional que enterra o desejo de continuar vivendo.

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Tomada por um sofrimento intenso, a pessoa mergulha num definhar existencial, que Fukumitsu chama de “processo de morrência”. Algo que vai acontecendo aos poucos, até ela chegar à conclusão de que morrer é a única maneira de acordar do pesadelo que a vida se tornou.

Uma ideia que aos olhos dela parece tentadora, pois resolve tudo com uma tacada só, de maneira rápida e eficaz. O suicídio é mais comum do que a gente imagina. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 800 mil pessoas se suicidam por ano em todo o mundo. Uma morte a cada 40 segundos.

É também a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos.

O desejo de dar um golpe certeiro nessa dor extrema nunca é motivado por uma única causa, mas por uma combinação de vários fatores. Geralmente são pessoas que não se dão bem com as adversidades, aquelas que não conseguem se levantar depois de levar uma rasteira da vida.

E permanecer no chão está além das forças delas. Quem abusa de álcool e de drogas também costuma ter mais pensamentos de morrer, pois as substâncias podem gerar alucinações ou sensação de perseguição.

Assim como quem tem o transtorno de personalidade borderline e transtornos mentais como depressão e transtorno bipolar.

Dependendo do caso, quem não quer mais viver precisa ser internado. “Se o risco de suicídio é iminente, existe a indicação de internação para proteger a pessoa, porque na enfermaria de um hospital psiquiátrico ela vai ser cuidada e observada 24 horas por dias.

Em casa, a família não dá conta de ficar 24 horas por dia tomando conta dela', enfatiza Mario Louzã, psiquiatra do Programa Esquizofrenia do IPq – HC/FMUSP (Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas e Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo).

A delicada tarefa de ajudar

Imagem: iStock

Nem sempre quem quer desistir da vida verbaliza sua intenção de forma clara. Por isso é tão importante prestar atenção aos pequenos detalhes, às mudanças de comportamento, mesmo que sejam sutis. E mais importante do que isso. É preciso ter empatia e sensibilidade para entender o que a pessoa está precisando naquele momento. Pode ser um colo, alguém que a ouça durante o tempo que for preciso ou que embarque em seu mundo sem julgamentos ou preconceitos. “A gente deve entrar com a pessoa mesmo que seja no lodo, no limbo existencial dela”, enfatiza Fukumitsu.

Em outras palavras, oferecer o ambiente acolhedor que ela tanto precisa e tratá-la com respeito e dignidade. Um bom começo é convidar a pessoa para uma conversa em um ambiente agradável.

E de forma sincera perguntar onde está doendo, qual é o problema que ela não consegue resolver e se colocar à disposição para ajudá-la no que ela precisar. Frases como Estou com você. Você não está sozinho. Me ajude a te ajudar.

Vamos juntos encontrar uma maneira de você sair dessa situação funcionam como uma injeção de ânimo para quem está sem energia. Para completar, é importante buscar procurar ajuda psicológica ou psiquiátrica.

Colocar as emoções represadas para fora é um remédio dos mais eficazes contra o suicídio. “É como uma panela de pressão, que tem os sentimentos ali pressionando, indo para o coração e para a mente. De repente, quando a pessoa fala, essa panela abre um pouco e alivia esses sentimentos.

O antídoto para a pessoa que sofre, que pensa em suicídio é o calor humano”, afirma Antonio Batista, voluntário do CVV (Centro de Valorização da Vida) há 21 anos.

Com esse apoio, ele diz, a pessoa se sente fortalecida e reconhecida, e tem a possibilidade de encontrar recursos internos para lidar com a situação.

Fukumitsu reforça a necessidade ouvir e legitimar o que a pessoa com pensamentos suicidas fala. “Quando ela não encontra esse escoamento, vai explodir ou implodir. Implosão, para mim, é o suicídio. Faço uma analogia do suicídio como um tsunami existencial.

É um monte de coisas acontecendo”. Se nos lembramos de momentos difíceis que passamos, fica mais fácil ver o que a pessoa está passando. “Todos nós já tivemos falta de sentido na vida.

Então se a gente sentiu, podemos oferecer uma escuta sensível para acessar qual é esse sofrimento”, afirma a psicóloga.

Nesse processo, é preciso dar tempo ao tempo, até para quem quer colocar um ponto final na vida perceber que precisa de ajuda. “A gente quer tirar a pessoa da dor, quer eliminar esse sofrimento. Só que ela não está pronta. O que faz a diferença é se aproximar com carinho e respeito.

Não menosprezar nem supervalorizar o que a pessoa está sentindo, mas reconhecer que esse sofrimento tem um significado para ela”, analisa Batista. Para ele, mais do que um pedido de socorro, quem busca ajuda está se dando uma oportunidade, que não deve ser desperdiçada.

Com o cuidado de quem faz parte do seu convívio e um tratamento adequado, ela pode interromper o caminho da autodestruição e ressignificar as emoções.

Entretanto, não é tão simples como pode parecer. Ninguém tem o poder de evitar mortes por suicídios. Até porque existem os impulsivos, que não dão pistas. Ou seja, aparentemente está tudo bem, às vezes a pessoa acabou de conquistar algo na vida, como um bom emprego.

Ainda assim, quando ela sofre algum revés e se vê sem saída, pode se matar de uma hora para outra. O mesmo vale para os suicídios planejados. Muitas vezes se trata de alguém que tem uma rede de proteção, recebe tratamento e acaba dando cabo da própria vida.

Quando isso acontece, quem fica jamais deve se responsabilizar, achando que podia ter impedido esse desfecho.

Para ajudar a conviver com essa dor, o CVV criou o GASS (Grupo de Apoio ao Sobrevivente do Suicídio). Os encontros reúnem sobreviventes de suicídio e familiares enlutados. Ao compartilharem suas experiências, as pessoas se sentem mais confortadas.

Batista garante que perder alguém dessa maneira gera um luto mais traumático. “Podem ficar sentimentos de culpa, de que algo podia ter sido feito, de não ter prestado atenção.

Às vezes a pessoa perdeu um ente querido há 10 anos e esses sentimentos continuam presentes”, relata.

Sinais de alerta

  • Tentativas de suicídio anteriores;
  • Desesperança;
  • Desespero;
  • Desamparo;
  • Mudanças abruptas de comportamento;
  • Desejo de morrer;
  • Planejar o suicídio;
  • Sintomas fortes de depressão;
  • Oscilações de humor;
  • Pessimismo;
  • Ansiedade e estresse acentuados;
  • Raiva e agressividade intensas;
  • Desejo de vingança;
  • Problemas relacionados ao sono;
  • Sensação de estar preso e sem saída;
  • Isolamento social;
  • Falta de sentido na vida;
  • Impulsividade e interesse por situações de risco;
  • Abuso de álcool e drogas;
  • Desfazer-se de objetos importantes;
  • Concluir assuntos pendentes como fazer um testamento, um seguro de vida ou uma carteira de doação de órgãos;
  • Colocar as coisas em ordem;
  • Encerrar contas bancárias;
  • Interesse súbito em religião;
  • Despedir-se de parentes e amigos;
  • Irritabilidade fora do normal;
  • Crises de culpa e de choro;
  • Comprar armas ou estocar comprimidos.

O que nunca devemos fazer

Imagem: iStock

Falar o que gente pensa não é ajudar uma pessoa que deseja abreviar a vida. Longe disso. Qualquer palavra dura ou mal colocada pode fazer a confiança que ela se esforçou para colocar em alguém cair por terra. Julgar, criticar ou desrespeitar só afunda a pessoa ainda mais no sofrimento.

Frases como “Você não vai fazer essa besteira, né?”, “Vai passar”, “Isso é frescura” e “Bola pra frente” jamais devem ser ditas, pois reduzem a nada a dor que a está corroendo o outro por dentro. Querer preencher o vazio que ela está sentindo também não funciona, assim como dar conselhos. “Ninguém que está pensando em se matar quer uma solução pronta”, assegura Fukumitsu.

Precisamos falar dos idosos

É um erro achar que a tristeza faz parte da vida de quem envelhece. “Muitas vezes um idoso deprimido pode estar com ideação suicida. Não é natural que o idoso esteja triste”, alerta Louzã. Por isso, é necessário prestarmos mais atenção na população mais velha.

De acordo com Rosa Maria Maia, psicóloga da empresa Senior Concierge, quando o idoso passa muito tempo sozinho, não quer ninguém por perto, demonstra agressividade sem motivo ou começa a se automutilar, é sinal de que ele pode estar correndo perigo.

Nesse caso, não deve ficar sozinho em hipótese alguma.

Muitos sofrem por se sentirem “um peso” para os parentes. “Os idosos podem tentar o suicídio por se sentirem solitários, doentes, incapazes, achar que estão dando trabalho, não ter mais o cônjuge, estarem longe dos filhos e dos netos e sob os cuidados de alguém que não faz parte da família”, enumera Maia. E continua.

“É preciso oferecer a eles amor para que tenham um sentimento de pertencimento, de valorização. Além de conversar muito e procurar o máximo possível otimizar o tempo deles, sem jamais tratá-los como crianças, incapazes e coitados.

Mas como pessoas que estão em outro momento da vida e que também fazem parte da sociedade”, sintetiza a psicóloga.

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Além do tratamento tradicional

Imagem: Getty Images

O cuidado não deve ser apenas com os idosos, mas com pessoas de todas as faixas etárias. As crianças ficam muito irritadas, se queixam de não ter amigos, apresentam baixo rendimento escolar e podem demonstrar a vontade de morrer em desenhos, por exemplo. Enquanto os adolescentes fazem comentários mais claros e podem, inclusive, expressar esse desejo postando mensagens e fotos de morte nas redes sociais. “O suicídio nas crianças e adolescentes têm um caráter mais impulsivo. Nos adultos e nos idosos, são mais planejados”, diferencia Fukumitsu.

Antes de mais nada, é preciso os tratar problemas de ordem emocional e vícios. “A ideação suicida muitas vezes está ligada a uma situação patológica, que se for controlada, desaparece”, ressalta Lousã. Isso vale para o uso de álcool e drogas, para a depressão ou outros transtornos mentais.

O tratamento, via de regra, é feito com psicólogos e psiquiatras. No entanto, o leque de ajuda pode ser muito maior. Basta a pessoa encontrar algo que traga de volta o sentido da vida. Pode ser desde uma meditação, dança, música, acupuntura, um curso novo ou até uma religião.

“São várias possibilidades existenciais que a pessoa pode se dar ao direito de ter uma segunda ou terceira chance”, conclui Fukumitsu.

Onde buscar ajuda

  • CAPS (Centro de Atenção Psicossocial);
  • Unidades básicas de saúde;
  • CVV (Centro de Valorização da Vida): atendimento gratuito através do telefone 188 e no site cvv.org (chat e e-mail).

Automutilação: saiba como identificar e ajudar a pessoa!

Pessoas que têm o hábito de causar lesões físicas a si mesmas certamente estão vivenciando momentos muito difíceis. A automutilação é vista como uma válvula de escape nada saudável para indivíduos lidando com situações em que a dor psicológica e emocional necessita ser aliviada de alguma forma.

Mas nem sempre é possível identificar previamente o potencial risco ou atitudes recorrentes desse comportamento. Algumas estratégias são utilizadas para esconder as marcas das feridas e, por isso, é importante ter bastante atenção a outros sinais comportamentais.

Neste artigo, abordaremos detalhadamente o conceito e as causas da automutilação, assim como os possíveis meios para identificar o problema e como prestar o auxílio adequado. Acompanhe!

O que é a automutilação?

A automutilação é definida por lesões provocadas nos próprios tecidos do corpo de forma deliberada, ou seja, propositalmente. A prática é mais comum entre jovens e adolescentes, e geralmente se manifesta na puberdade e fase adulta.

Idosos também podem apresentar episódios de autoagressão, mas, de modo geral, eles são relacionados a quadros de demência. Autistas, por sua vez, podem praticar ações automáticas de automutilação como um dos sintomas da doença.

Segundo o psiquiatra e médico do sono Dr. Caio Macedo Athayde Bonadio, existem dois tipos de comportamento: automutilação com pretensão final de suicídio e automutilação sem ideação suicida.

Automutilação com intenção suicida

Quando o objetivo final é o suicídio, esse cenário acontece em menor frequência considerando o histórico individual. Nesse caso, os meios utilizados para autolesão têm maior potencial de causar morte e são mais destrutivos.

Os atos mais comuns são enforcamento, envenenamento, jogar-se de grandes alturas ou atirar-se na frente de veículos em alta velocidade.

Automutilação sem ideação suicida

A automutilação sem intenção suicida, por outro lado, é praticada mais frequentemente por uma mesma pessoa. E embora essas lesões também sejam destrutivas, não há um risco iminente de morte.

As autoagressões mais comuns acontecem por meio de cortes, queimaduras e arranhões na pele e mordidas na parte inferior da boca ou membros superiores. Além disso, algumas pessoas têm o hábito de bater a cabeça na parede ou esmurrar a si mesmas.

O fato é que, independentemente do tipo, a automutilação significa que aspectos da vida desses indivíduos não estão indo bem. Assim, eles tentam aliviar fisicamente as dores psicológicas e emocionais.

Quais motivos levam uma pessoa a se mutilar?

A dificuldade em lidar com sentimentos negativos, como depressão e ansiedade, é o principal fator que leva uma pessoa a se ferir. De acordo com o Dr. Caio Bonadio alguns fatores de risco podem estar associados com a automutilação, mas distúrbios psiquiátricos também são elementos determinantes.

Fatores de risco

Perturbações psicológicas devido a traumas e angústias vivenciados na infância podem perdurar por muitos anos. Dessa forma, no início da adolescência, quando o indivíduo passa por descobertas e precisa lidar com mudanças hormonais, físicas e psicossociais, tais perturbações podem se agravar.

Transtornos alimentares como bulimia e anorexia, bullying, abusos sexuais, maus tratos, pais dependentes químicos e abuso de drogas são os principais fatores de risco que levam esses adolescentes a praticar a automutilação.

Distúrbios psiquiátricos

Além dos fatores de risco citados, transtornos psiquiátricos podem ser motivos da desorganização comportamental que resultam na automutilação. Depressão, ansiedade, dependência química, estresse pós-traumático e transtornos alimentares são exemplos desses distúrbios.

Ademais, alguns indivíduos com Transtorno da Personalidade Borderline — caracterizado por significativa instabilidade emocional e impulsividade — se mutilam com certa frequência. O Dr. Caio Bonadio explica claramente a relação do comportamento com a doença:

Pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline, que é o caráter disfuncional de personalidade em que a automutilação mais aparece, tem um limiar a dor mais alto do que pessoas sem essa personalidade, ou seja, eles precisariam de estímulos mais fortes para sentir dor do que outras pessoas. Isso refletiria uma disfunção em áreas cerebrais que controlam a dor e as emoções.

Alívio e controle das emoções

Conflitos interpessoais e sensações de vazio são sentimentos que também podem levar as pessoas a praticarem a automutilação. Ao se ferirem, o foco destinado a esses problemas são aliviados, como se o ato de se cortar fosse mais fácil do que lidar com eles.

Esse escape, segundo o psiquiatra, Dr. Rodrigo Machado, tem fundamentos fisiológicos. Ao cometer a autoagressão, o organismo libera endorfinas cerebrais (substâncias consideradas analgésicos naturais) e produzem a sensação de prazer e alívio temporário.

Além da dificuldade em lidar com frustrações, a impulsividade é uma característica muito presente nesse comportamento. Para essas pessoas é complicado agir em situações mais complexas e eles acabam ferindo a si mesmos.

O que acontece, no entanto, é um arrependimento posterior ao ato, além de um sentimento de vergonha e insatisfação, que pode agravar a saúde mental e emocional.

Como identificar que uma pessoa está passando por esse problema?

Existem alguns comportamentos que podem indicar a prática de automutilação. Dentre eles, o hábito de vestir calças e blusas de manga compridas mesmo durante o calor e o aparecimento de lesões e cicatrizes sem causa aparente.

Alterações psicossociais também podem ser um indício. É importante observar a preferência por isolamento social, cenários de impulsividade, irritabilidade, autocrítica exacerbada, transtornos alimentares e diminuição da higiene pessoal.

Publicado pela Editora Manole, em 2015, o livro “Psiquiatria, Saúde Mental e a Clínica da Impulsividade” retrata que existem 6 perguntas imprescindíveis que auxiliam durante a investigação.

  1. Alguma vez você cortou ou fez vários pequenos cortes na sua pele?
  2. Alguma vez você se feriu de alguma forma e desejou esse ferimento?
  3. Quando fez alguns dos atos, você estava tentando se matar?
  4. Você sente algum tipo de alívio quando provoca esses ferimentos?
  5. Você costuma ter esse tipo de comportamento diante das pessoas com quem convive?
  6. Quanto tempo você gasta pensando em fazer esse ato antes de realmente executá-lo?

Como ajudar a pessoa que passa por uma fase de automutilação?

A primeira conduta a ser seguida é criar um ambiente acolhedor, considerando a individualidade de cada um, sem negligenciar suas dores psicológicas.

A partir daí, é essencial analisar e estabelecer uma relação de confiança e afetividade, buscando dialogar continuamente. É importante, também, tentar mostrar que existem outros meios de solucionar os problemas que não sejam por automutilação.

Uma grande aliada do tratamento é a terapia cognitivo-comportamental, que permite identificar e tratar os motivos que levam a essa prática. Desse modo, o apoio profissional auxilia a pessoa a ser capaz de descobrir alternativas saudáveis para resolver suas perturbações.

Dependendo do caso, medicamentos também podem ajudar a diminuir ou cessar os episódios de autolesão — o uso adequado deve ser acompanhando de uma equipe de saúde e associado à psicoterapia.

A automutilação traduz um grande sofrimento das pessoas que a praticam e, à medida que elas são acolhidas, ouvidas e orientadas a externar suas preocupações, conseguem se enxergar mais seguras e confiantes. A família tem papel mais do que fundamental nessa jornada e também deve buscar apoio psicológico, quando possível.

Agora que você compreendeu como identificar e ajudar pessoas que estão passando por uma fase de automutilação, saiba como identificar se seu filho está triste ou deprimido!

Automutilação: Como se sentir melhor sem se machucar

A automutilação pode ser uma maneira de lidar com os problemas. Pode ajudá-lo(a) a expressar sentimentos que você não pode expressar em palavras, distraí-lo(a) de sua vida ou liberar a dor emocional.

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No momento, você provavelmente pode se sentir melhor ou até sentir prazer e alívio, mas é por um tempo curto.

Depois, em geral, o sentimento de vazio, depressão, culpa, vem com mais força e a tendência é que o ciclo se repita, gerando um comportamento compulsivo/obsessivo.

Automutilação é uma maneira de expressar e lidar com a angústia profunda e dor emocional. Também é uma forma que encontramos de nos punir, uma maneira de expressar nossos sentimentos de culpa, frustração; inclui tudo o que você faz para se machucar intencionalmente. Algumas das formas mais comuns incluem:

  • Cortar ou coçar severamente a pele;
  • Queimar-se;
  • Bater-se ou bater a cabeça;
  • Socar coisas ou jogar seu corpo contra parede;
  • Colar objetos na pele intencionalmente impedindo feridas de curar;
  • Engolir substâncias tóxicas ou objetos inapropriados.

A automutilação também pode incluir formas menos diretas de se machucar ou se colocar em perigo, como por exemplo dirigir de forma imprudente, fazer uso em excesso de álcool e outras drogas, fazer sexo desprotegido e de forma compulsiva, com diversas pessoas. Independentemente de como você procura se machucar, ferir-se é muitas vezes a única maneira que você encontra para:

  • Lidar com sentimentos como tristeza,
  • Auto aversão,
  • Sentimento de vazio,
  • Culpa,
  • Raiva,
  • Frustração,
  • Tédio,
  • Inutilidade,
  • Desespero,
  • Desesperança.

Expressar sentimentos que você não consegue nem pode pôr em palavras. Sinta-se no controle, alivie a culpa ou se castigue. Distraia-se das emoções avassaladoras ou das circunstâncias difíceis da vida. Faça você se sentir vivo, ou simplesmente sentir algo, em vez de se sentir entorpecido.

Mas é importante saber que há ajuda disponível se você quiser parar. Você pode aprender outras maneiras de lidar com tudo o que está acontecendo sem ter que se machucar.

Se você está pronto para obter ajuda, o primeiro passo é confiar em alguém. Pode ser assustador falar sobre algo que você tentou durante tanto tempo esconder de todos e até de si mesmo(a), mas também pode ser um grande alívio, finalmente, deixar de lado o seu segredo e compartilhar o que você está passando.

Decidir em quem você pode confiar pode ser difícil. Escolha alguém que você sinta que vá escutar sem julgar e que vá apoiar você e escutar, sem querer controlar a sua recuperação. Pode ser um amigo, professor, líder religioso, conselheiro ou um psicólogo.

Como falar da sua agressão, sem se sentir vergonhoso, culpado:

Concentre-se em seus sentimentos. Você não precisa detalhar como se machuca. Concentre-se em falar sobre os seus sentimentos ou situações que o levam a isso. Fale sobre os pensamentos que antecedem, o comportamento ou o que passa em sua mente no momento em que está se machucando.

Isso pode ajudar a pessoa que você está confiando a entender melhor de onde você está vindo. Também ajuda a deixar a pessoa saber por que você está dizendo a eles. Dê tempo a pessoa para processar o que você diz a ela.

Por mais difícil que seja para você se abrir, também pode ser difícil para a pessoa que você diz – especialmente se for um amigo próximo ou membro da família. Às vezes, você pode não gostar da maneira como a pessoa reage.

Tente lembrar que reações como choque, raiva e medo saem de sua preocupação. Pode ajudar a imprimir este artigo para as pessoas que você escolher contar. Quanto melhor eles entenderem o corte e a autoagressão, mais capazes estarão de apoiá-lo.

Falar sobre automutilação pode ser muito estressante e provocar muitas emoções. Não desanime se a situação piorar por um curto período de tempo logo após compartilhar seu segredo. É desconfortável confrontar e mudar hábitos de longa data.

Mas depois de superar esses desafios iniciais, você começará a sentir-se melhor.

Entender o que faz você se cortar ou se ferir é um passo vital para a recuperação. Se você puder descobrir o gatilho da sua automutilação, você pode aprender outras maneiras de satisfazer essas necessidades – o que, por sua vez, pode reduzir seu desejo de se machucar. A automutilação é, na maioria das vezes, uma maneira de lidar com a dor emocional.

Quais sentimentos você quer cortar ou machucar? Tristeza? Ansiedade? Se você está tendo dificuldade em identificar os sentimentos que desencadeiam seu desejo de cortar, talvez seja necessário pedir ajuda de alguém que possa te auxiliar.

Essa pessoa pode ser alguém que você confia ou um psicólogo, que vai te ajudar a identificar os pensamentos e as situações, além de ajudar você a identificar o que está sentindo e o porquê. A ideia de prestar atenção aos seus sentimentos – em vez de entorpecê-los ou liberá-los por meio da autoflagelação – pode soar assustadora para você.

Você pode ter medo de ficar sobrecarregado(a) ou ficar preso à dor. Mas a verdade é que as emoções rapidamente vêm e vão se você as deixar.

Se você não tentar brigar, julgar ou bater em si mesmo acima do sentimento, descobrirá que logo desaparece, logo será substituído por outra emoção. É só quando você está obcecado com a sensação de que isso persiste.

A automutilação é a sua maneira de lidar com sentimentos desagradáveis ​​e situações difíceis. Se você vai parar, você precisa ter formas alternativas de enfrentamento para poder reagir de maneira diferente quando tiver vontade de se cortar ou se machucar.

Se você se machuca para expressar dor e emoções intensas, você pode:

  • Pintar,
  • Desenhar ou rabiscar em um grande pedaço de papel com tinta vermelha, por exemplo;
  • Começar um diário para expressar seus sentimentos;
  • Compor um poema ou uma canção para dizer o que sente;
  • Anotar quaisquer sentimentos negativos e, em seguida, rasgar o papel;
  • Ouvir uma música que expresse o que você está sentindo.

Se você se machuca para acalmar ou aliviar-se a si mesmo, você pode:

  • Tomar um banho ou um banho quente;
  • Abraçar um cão ou gato, ursinho de pelúcia também é valido;
  • Envolver-se em um cobertor quente;
  • Massagear seu pescoço, mãos e pés;
  • Ouvir uma música calma;
  • Meditar.

Se você se machuca porque se sente desconectado(a) ou entorpecido(a), você pode:

  • Ligar para um amigo (você não precisa falar sobre a automutilação);
  • Tomar um banho frio;
  • Segurar um cubo de gelo na dobra do seu braço ou perna;
  • Mastigar algo com um sabor muito forte, como pimenta, hortelã-pimenta ou uma casca de laranja;
  • Ficar online em um site de autoajuda, sala de bate-papo ou quadro de mensagens.

Se você se machuca para liberar a tensão ou a raiva, você pode:

  • Correr;
  • Dançar;
  • Pular corda ou bater em um saco de pancadas;
  • Gritar em uma almofada ou colchão ou gritar em seu travesseiro;
  • Rasgar algo (folhas de papel, uma revista);
  • Fazer algum barulho (toque um instrumento, bata em panelas e frigideiras).

Tratamento para a automutilação

A ajuda e o apoio de um profissional treinado pode ajudá-lo(a) a superar o hábito de se cortar ou se machucar, então considere conversar com um psicólogo. Ele pode ajudá-lo a desenvolver novas técnicas e estratégias de enfrentamento para evitar, ao mesmo tempo em que ajuda a chegar à raiz do motivo pelo qual você se machucou, identificando os pensamentos e sentimentos.

Lembre-se, a automutilação existe na vida real. É uma expressão da dor interior.

A automutilação pode ser sua maneira de lidar com sentimentos relacionados a abusos do passado, culpa, vergonha, medo, frustração, sentimento de inutilidade, ansiedade, assim como uma forma também de tentar sentir algo, como procurar sentir-se vivo(a), quando você se sente apático e sente que está vazio e não sente nada.

A automutilação é real e tem saída. Você não precisa se machucar para se sentir melhor. Procure ajuda!

????️Psicóloga Alessandra Dinelli – CRP 20/08653 ????(92) 98154-5258 (WhatsApp) [email protected]

Você tem se sentido ansioso, angustiado, estressado , inseguro ou deprimido? Tem passando por conflitos em seus relacionamentos, no trabalho ou estudos? Sente dificuldade em lidar com as próprias emoções? A psicoterapia pode te ajudar nessas questões, e consequentemente trará melhor qualidade de vida e leveza diária, pois esse processo te proporciona autoconhecimento, saúde e resolução de conflitos internos que se manifestam através de sintomas físicos ou psicológicos. Olá, sou Alessandra Dinelli, sou psicóloga atuante na área clínica através da abordagem comportamental-cognitiva. Tenho ampla experiência com demandas de ansiedade, depressão, sexualidade, compulsões, dependência química, relacionamentos e conflitos internos. Acredito que o acolhimento e escuta sem pré-conceitos e julgamentos podem gerar grandes mudanças e ganhos positivos para o outro. Além da Psicologia, também sou apaixonada por música e pela escrita. Divido meu tempo entre livros, filmes, escrever crônicas, tocar violão e acredito que o uso da escrita é uma ótima forma de técnica para expressar sentimentos e uma forma de lidar com os conflitos. Para mim, a coisa mais importante é você se sentir acolhido, confortável e livre para falar, pensar e fazer o que quiser, sem nenhum julgamento e sem nenhuma pressão. Quero te ajudar a descobrir a sua liberdade de ser.

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