Como Ajudar Uma Pessoa Com Depressão Que Não Quer Ajuda?

Como Ajudar Uma Pessoa Com Depressão Que Não Quer Ajuda?

A depressão muda a dinâmica dos relacionamentos no seio familiar, no grupo de amigos e no ambiente de trabalho. É inevitável. O comportamento da pessoa depressiva se modifica devido à manifestação de sintomas e, às vezes, até mesmo manter uma conversa chega a ser desafiador, afirmam os psicólogos. A pessoa deprimida fica facilmente irritada, impaciente e negativa.

Assistir alguém querido sofrer com a tristeza e a melancolia características da doença não é fácil. Mesmo demonstrando o seu apoio e repetindo palavras acolhedoras, a pessoa deprimida pode não reagir da forma esperada ou não ter nenhuma reação por um tempo. Infelizmente, essas atitudes podem causar o afastamento de amigos e familiares. 

A pessoa depressiva precisa de compreensão, paciência e muito cuidado. No estado emocional confuso em que se encontra, ela não consegue enxergar a intensidade de seus comportamentos. É preciso tratar a situação com delicadeza.

É normal você não saber como agir para ajudar e sentir-se frustrado por não conseguir mudar a situação. Lidar com a depressão, seja para quem a sente ou para quem está de fora, é complicado.

Compreendendo a depressão no outro

Primeiro de tudo, você precisa entender que muitos comportamentos e palavras da pessoa querida resultam dos sintomas da depressão.

A irritabilidade pode ser latente e causar argumentos entre vocês, mas lembre-se de “não morder a isca” da cólera sentida pelo outro. Você não deve levar os sintomas para o lado pessoal.

Por mais que o depressivo aceite um convite seu para fazer alguma coisa divertida, ele pode não querer participar quando chegar lá ou ficar no canto dele, em silêncio. É difícil para a pessoa depressiva agir como antes de uma hora para a outra.

Não é uma questão de mudança de humor, como se ela pudesse simplesmente puxar uma alavanca e ficar animada.

Do mesmo modo, não é uma questão de comodismo. Se a pessoa com depressão fica o dia inteiro na cama ou não tem motivação para fazer coisas que, ao seu ver, são simples, não é porque ela é preguiçosa.

Esse pensamento é prejudicial, pois pode agravar a condição da pessoa e, ainda, afetar o relacionamento entre vocês. 

Quem observa de fora se sente mal ao notar o estado delicado do ente querido. Essa percepção pode ser assustadora a princípio. Afinal, não se sabe o que está passando na cabeça do outro. Mas não é preciso ter medo do que a pessoa pode fazer a si mesma.

Pensar em como ela pode piorar não é nada produtivo e agir como se nada estivesse acontecendo também não é a solução.

Então, o que pode ser feito para ajudar? 

O que fazer para ajudar

Você pode tomar atitudes bem simples para ajudar alguém com depressão. Até os menores gestos são importantes para demonstrar o carinho que você sente pela pessoa.

Demonstre apoio

É mais importante do que nunca demonstrar o seu apoio para o depressivo, que tende a pensar que ninguém pode ajudá-lo ou se importa com ele.

Mesmo que para você o sentimento entre vocês seja óbvio, os sintomas impedem a pessoa de ver além dos seus pensamentos negativos. Reforce o quanto a relação de vocês significa através de palavras calorosas.

Seja um bom ouvinte

Pergunte à pessoa como tem se sentido. Torne-a o assunto principal da conversa para mostrar que você se importa. Peça para que compartilhe pensamentos e sentimentos guardados dentro de si.

Pessoas depressivas geralmente escondem o que sentem para parecerem “normais” aos olhos dos outros. Em vez de bombardeá-la com conselhos, apenas diga “como posso ajudar?”.

Mantenha contato

Embora a comunicação com seu amigo possa diminuir um pouco, procure mandar mensagens perguntando como foi o dia dele ou como ele está. Compartilhe coisas engraçadas e positivas.

No caso de um familiar ou companheiro que mora na mesma casa, lembre-se de mostrar interesse em seus afazeres mesmo que não passem todos os momentos do dia juntos.

Incentive-o a buscar ajuda

A terapia é fundamental para tratar a depressão. A pessoa depressiva alimenta crenças de caráter negativo, as quais são capazes de cegá-la.

Não é fácil combatê-las sozinhos, por mais que muitos pensem o contrário. Um psicólogo pode ajudar a pessoa querida a mudar a sua perspectiva sobre a vida e si mesma, através da psicoterapia.

Se ofereça para ajudar com tarefas diárias

Você sabia que o depressivo não sente vontade de realizar pequenas tarefas? Arrumar a casa, lavar a louça, cozinhar e organizar o quarto passam a exigir muito esforço. É também comum que a higiene pessoal piore.

A pessoa deixa de lavar o cabelo, usar roupas limpas e tomar banho. Você, como alguém querido para ela, pode se oferecer para ajudar com os afazeres domésticos. Não é necessário arrumar a casa inteira, mas, sim, propor que concluam algumas tarefas juntos para servir de incentivo.

Aprenda mais sobre depressão

Conheça os sintomas da doença bem como eles se manifestam para poder identificar comportamentos semelhantes na pessoa querida. Por exemplo, a tristeza é a característica mais conhecida, mas não é a única. Raiva, desânimo, indiferença, desorganização, negatividade, insônia, dores musculares e enxaquecas também são sinais claros de depressão.

A intenção não é se tornar um especialista no assunto, mas aprofundar a sua compreensão do tema para melhorar a convivência.

O que não fazer

Alguns dos pontos abaixo já foram discutidos no início do texto, mas são tão comuns e importantes que devem ser reforçados.

Ainda é muito comum que pessoas próximas ajam com descuido em relação às condutas do depressivo. Palavras ásperas e cobranças, contudo, são extremamente desnecessárias neste contexto.

Desmerecer o que a pessoa sente

Não é “frescura”. Não é estar triste. Palavras como “Isso é tudo da sua cabeça”, “Vai fazer algo útil” e “Você deveria ser mais grato pela vida” não ajudam a situação. Se a depressão não for tratada com seriedade pode levar ao suicídio.

Portanto, a última coisa que deve ser feita é questionar o que a pessoa está vivenciando. Em vez de tentar arranjar “soluções”, procure entender.

Tentar “consertar” a situação

Você deve encorajar o otimismo, mas não forçá-lo. Da mesma forma, você deve encorajar programas diferentes ou encontros em casa, mas não forçá-los. Veja como a pessoa está se sentindo antes de propor atividades muito extremas.

É realmente complicado encontrar a linha tênue entre o que funciona e o que não no início. Aos poucos, no entanto, você começa a entender os sinais que a pessoa lhe dá.

Questionar os medicamentos do psiquiatra

Apesar de muitas pessoas terem preconceito com medicamentos, eles são úteis e muito necessários. A depressão é resultado de um desequilíbrio químico no cérebro e o remédio ajuda a corrigi-lo. Se a pessoa depressiva toma um medicamento, não seja pessimista em relação a ele.

Se possível, lembre-a de tomá-lo conforme as orientações do psiquiatra para obter os resultados desejados. Ela também pode ficar chateada por precisar tomá-lo já que os medicamentos psiquiátricos são associados à loucura. Ajude-a ver que não há nada de errado em precisar de remédios.

Dar conselhos sem conhecimento

Assim como frases negativas não curam ninguém, frases positivas também não. Quem não teve depressão pode não entender que palavras de encorajamento não são absorvidas da mesma forma pelo depressivo. Soluções caseiras disseminadas pelo boca a boca também não ajudam!

Por mais que você tenha a melhor das intenções, conselhos e frases motivacionais podem acabar tendo o efeito contrário. Sendo assim, não aconselhe a pessoa se não tiver certeza do que você está falando.

Fazer comparações

Comparar-se é um veneno para qualquer pessoa, seja depressiva ou não. As comparações aumentam a ansiedade e a pressão em cima de nós. Faz muito mais sentido ver as qualidades do que comparar o que você não tem ou gostaria de ter.

Para a pessoa com depressão, as comparações são ainda piores porque insinuam que ela não está fazendo o necessário para melhorar. E isso não é verdade. 

Autocuidado é importante

Cuidar de você também é importante, sabia? Ajudar alguém com depressão pode ser exaustivo. O pessimismo alheio pode querer se acomodar em você.

Além disso, a exaustão do trabalho mental para dizer a coisa certa e fazer a coisa certa o tempo inteiro pode deixá-lo estressado. Não se sinta mal se precisar de uma pausa.

Cuide de você enquanto cuida do outro. Afinal, se você não estiver bem, não poderá ajudar os outros. Se ficar sobrecarregado com a quantidade de emoções, pare, respire e reserve um tempo para se livrar desta carga.

Afaste-se por um período ou busque ajuda profissional, especialmente se a convivência for diária.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

12 maneiras de ajudar um amigo com depressão – Blog Vittude

28 de abril de 2017

  |  Tempo de leitura: 11 minutos

Você já precisou ajudar um amigo com depressão? Sabemos que o Brasil é o país com maior prevalência de pessoas depressivas na América Latina. Além disso, também é o quinto país com maior índice de depressão no mundo.

Primeiramente, a depressão é um distúrbio que afeta mais de 10% da população mundial. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil possui cerca de 5,8% de sua população já diagnosticada com depressão.

Ou seja, estamos falando que cerca de 12 milhões de pessoas sofrem com o mal. Elas nem sempre reconhecem os sinais sozinhas. Isso significa que muitas pessoas ao nosso redor podem apresentar sintomas.

Assim, esse texto foi criado pensando em enumerar dicas para ajudar um amigo com depressão, colegas, familiares e pessoas próximas que estejam enfrentando sinais como:

  • Humor deprimido ou irritabilidade, ansiedade e angústia
  • Alteração no sono (insônia ou hipersonia) e apetite.
  • Desânimo, cansaço fácil, necessidade de maior esforço para fazer as coisas
  • Desinteresse, falta de motivação e apatia
  • Sentimentos de medo, ansiedade, insegurança, desesperança, desespero, desamparo e vazio
  • Pessimismo,  ideias frequentes e desproporcionais de culpa, baixa autoestima, sensação de falta de sentido na vida, inutilidade, ruína, fracasso, doença, morte ou luto.
  • Interpretação distorcida e negativa da realidade: tudo é visto sob a ótica depressiva, um tom “cinzento” para si, os outros e o seu mundo
  • Dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento

O que fazer para ajudar um amigo com depressão?

Quando alguém que você conhece e ama está clinicamente deprimido, você quer estar presente para essa pessoa. Ainda assim, tenha em mente que seu amigo ou ente querido tem uma condição clínica séria. Ou seja, dar apoio pode significar mais do que apenas oferecer um ombro para chorar.

Muitas coisas podem ser feitas para que os indivíduos em quadros depressivos sintam-se melhor. Porém, o mais importante, é termos a consciência de que o cuidado psicológico e muitas vezes psiquiátrico é fundamental para que esses indivíduos se recuperem.

Decerto, aqui estão nove coisas úteis que você pode fazer para alguém com depressão.

Como Ajudar Uma Pessoa Com Depressão Que Não Quer Ajuda?

1 – Compreenda que o tratamento é fundamental

A depressão é uma condição clínica que requer cuidados médicos e psicológicos. Como um membro da família ou amigo, você pode ouvir a pessoa e dar o seu apoio, mas isso pode não ser suficiente.

É necessário que você tenha sempre isso em mente.

A compreensão da gravidade do problema pode impedi-lo de perder a paciência ou ficar frustrado com eles, uma vez que seus melhores esforços não irão “curar” sua depressão.

Pessoas que estão deprimidas muitas vezes não conseguem dormir, e dificilmente você terá alguma ação sobre esse fato. Você poderá dar cuidado e apoio, mas não irá resolver o problema.

2 – Seja pró-ativo nos seus cuidados

A melhor coisa que você pode fazer para alguém com depressão é apoiar o seu tratamento. Diga a seu amigo ou amado que a depressão é um distúrbio grave e que ignorá-lo não o fará desaparecer.

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Quando alguém sofre um acidente e quebra uma perna, rapidamente levamos esta pessoa para um hospital. Quando alguém tem depressão, este indivíduo também precisa de cuidados médicos e psicológicos. Recomende a visita a um psicólogo, busque profissionais da sua confiança e incentive seu ente querido a se cuidar.

O youtuber Felipe Neto fala um pouco à respeito no vídeo abaixo.

 3 – Fale sobre a depressão

Deixe-os saber que você e outros se preocupam com eles e estão disponíveis para apoio. Ofereça-se para encaminhá-los para um tratamento ou, se eles quiserem falar com você sobre como eles estão se sentindo, saiba ouvir.

Acolha, escute ativamente e esteja atento.

Este acolhimento pode reduzir o risco de suicídio.

Ouça atentamente os sinais de desesperança e pessimismo, e não tenha medo de chamar um psicólogo ou mesmo levá-los para uma clínica, se a sua segurança estiver em questão.

4 – Mantenha contato para ajudar um amigo com depressão

Ligue ou visite a pessoa. Não deixe de convidá-la para se juntar a você em atividades diárias. Pessoas que estão deprimidas tendem a ficar isoladas porque não querem “incomodar” outras pessoas.

Talvez seja necessário ser enfático e trabalhar mais duro para apoiar e envolver alguém que esteja deprimido.

Atividades que promovem um sentimento de realização, recompensa ou prazer são diretamente úteis para melhorar a depressão. Escolha algo que a pessoa ache interessante. Ainda assim, tenha em mente que eles podem não se sentir interessados na atividade imediatamente.

Rotinas que promovem o exercício, nutrição e uma quantidade saudável de sono são úteis.

Como Ajudar Uma Pessoa Com Depressão Que Não Quer Ajuda?

5 – Incentive a prática de atividades prazerosas

Convide seu amigo para realizar algumas atividades ao ar livre. Uma caminhada, um passeio de bicicleta e até mesmo um piquenique no parque. Um pouco de caminhada e exercício físico já contribuirá para a liberação de hormônios do prazer como a endorfina e dopamina.

Estimular a participação em aulas como pilates, yoga, mindfulness, meditação, música ou coisas mais divertidas como o slack podem proporcionar momentos de alegria e algumas risadas. Um convite para um cinema, um passeio em uma livraria e uma visita a um local relacionado à espiritualidade podem funcionar também. O importante é nutrir as necessidades físicas, espirituais ou emocionais.

6 – Concentre-se em metas pequenas

Uma pessoa deprimida pode perguntar: “Porque você se preocupa comigo? Porque eu deveria sair da cama hoje?” Você pode ajudar a responder a essas perguntas e oferecer um reforço positivo.

A introspecção depressiva e a passividade podem ser reduzidas através de um incentivo. Trabalhe para estimular um sentimento de recompensa ao atingir pequenos objetivos.

Pontue e elogie pequenas realizações diárias – até mesmo algo tão simples quanto sair da cama.

7 – Leia tudo sobre o assunto para ajudar um amigo com depressão

Livros sobre depressão e auto-ajuda podem ser úteis, especialmente quando eles são fontes confiáveis de conselhos ou orientação. A leitura pode ser uma fonte chave para ajudar as pessoas com depressão.

Os livros podem muitas vezes lançar luz sobre os tipos de tratamento disponíveis.

Artigos de blog também são recomendáveis, desde que você tenha a certeza que as fontes sejam confiáveis e que os artigos tenham sido escritos por profissionais capacitados.

É aconselhável observar a curadoria de profissionais devidamente registrados junto aos conselhos de psicologia ou medicina.

8 – Encontre serviços de apoio

Use serviços de apoio em sua comunidade ou recursos online. Plataformas como a Vittude podem ajudá-lo a encontrar os especialistas certos para consultar sobre o tratamento da depressão. Organizações como o CVV (Centro de Valorização da Vida) também podem ser úteis em casos de pensamento suicida.

Algumas pessoas com depressão podem não reconhecer que estão deprimidas. Explique-lhes que a condição pode ficar progressivamente pior, até mesmo se tornar crônica, se não tratada precocemente. Por isso, vale a pena investigar serviços de apoio e especialistas.

9 – Faça terapia

Para compreender o que se passa com uma pessoa querida é importante que você se conheça bem. O autoconhecimento o deixará preparado para lidar com as suas emoções e com as de seu amigo.

Muitas vezes, quando estamos em um processo de escuta ativa, os relatos do nosso interlocutor podem acionar pontos do nosso inconsciente. Nesse momento, precisamos saber o que exatamente é do outro e o que é nosso.

A psicoterapia é um processo altamente recomendado para pessoas que convivem com amigos ou familiares em depressão.

Quanto mais estabilizado emocionalmente você estiver, mais preparado estará para ouvir, refletir e ajudar.

Como Ajudar Uma Pessoa Com Depressão Que Não Quer Ajuda?

10 – Saiba o momento de ficar em silêncio

Em alguns momentos pode ser necessário apenas um abraço e o silêncio ao lado do seu amigo. Um colo, cafuné e um momento de acolhimento e carinho. Um abraço apertado pode valer mais do que muitas palavras.

Da mesma forma, saiba também o momento certo de se despedir e dar um espaço para que a pessoa respire.

11 – Incentive visitas ao psicólogo

Incentive a pessoa a visitar um psicólogo ou psiquiatra, participar de sessões de terapia e tomar os medicamentos quando prescritos.

Assim, através da terapia, os psicólogos ajudam milhões de brasileiros de todas as idades a viver vidas mais saudáveis e mais produtivas.

É importante mostrar que qualquer pessoa pode precisar de ajuda para lidar com sentimentos e problemas que parecem além do seu controle – problemas com um casamento ou relacionamento, uma situação familiar ou lidar com a perda de um emprego, a morte de um ente querido, depressão, estresse e burnout. Evitar o preconceito é extremamente importante.

Veja abaixo o que fala Jout Jout prazer a respeito da importância de fazer terapia.

12 – Fique atento para ajudar um amigo com depressão

Se alguém que você ama teve depressão no passado, preste atenção se a pessoa está experimentando algumas das fases de vida mais arriscadas (em termos de depressão), como a adolescência ou um parto recente.

A depressão pós-parto, por exemplo, acomete mais de 25% das mães no Brasil. Pode trazer inúmeras consequências ao vínculo da mãe com o bebê, sobretudo no que se refere ao aspecto afetivo. Isso pode ter efeitos no desenvolvimento social, afetivo e cognitivo da criança, além de sequelas prolongadas na infância e adolescência.

Eventualmente, uma mulher depressiva, normalmente, amamenta pouco e não cumpre o calendário vacinal dos bebês. As crianças, por sua vez, têm maior risco de apresentar baixo peso e transtornos psicomotores

Além disso, se o curso é difícil para ele ou ela emocionalmente devido à separação conjugal, divórcio, perda de emprego, uma morte na família, ou outro estresse grave, você deve estar pronto para intervir e ajudar.

Como Ajudar Uma Pessoa Com Depressão Que Não Quer Ajuda?

Cuidados importantes para ajudar um amigo com depressão

Nunca diga a alguém que ele não tem motivos para estar naquela situação. Não liste adjetivos para mostrar a ele razões pelas quais eles não deveria estar triste. Da mesma forma, não diga que os problemas dele são bobos ou que não há razão para se preocupar. Eles vão se afastar, ficar introspectivos e parar de falar sobre o assunto.

A automutilação pode ser um sinal precursor dos pensamentos de suicídio. Fique de olho no seu amigo e continue a proporcioná-lo acolhimento, segurança e incentivos gentis. Esteja ao seu lado.

A automutilação não significa necessariamente que alguém se tornará um suicida, ela geralmente indica que essa pessoa está sofrendo muito e, embora exista a possibilidade de ser um grito de socorro, você nunca deve deduzir isso.

Muitas tentativas de suicídio podem acontecer quando as pessoas parecem melhores, não quando parecem severamente deprimidas. Assim, quando alguém está no fundo do poço, ele pode não ter energia suficiente para fazer coisa alguma, mas quando a energia começa a voltar, ele poderá tomar uma atitude.

Salve uma vida – não ligue para a polícia durante uma emergência de saúde mental. Ligue para um hospital, para uma instituição de saúde mental ou contate o CVV — Centro de Valorização da Vida, através do telefone 141.

Fonte: www.health.com

*Conforme artigo revisado em 12/12/2019

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Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental.

Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade.

Você também pode me seguir no Instagram @tatianaacpimenta

6 formas de ajudar alguém com depressão

Quando um amigo ou familiar está passando por uma depressão, para ajudar é importante se informar sobre o assunto, deixar o outro confortável para falar sobre o que está acontecendo, fornecer apoio emocional e recomendar que a ajuda psicológica ou psiquiátrica seja procurada.

O tratamento da depressão quando acompanhada por um destes profissionais, em conjunto com o apoio familiar e da rede de amigos, pode ajudar o outro a atravessar este período de forma mais rápida, impedindo que o caso se agrave. Saiba como é feito o tratamento da depressão.

Como Ajudar Uma Pessoa Com Depressão Que Não Quer Ajuda?

Algumas ações podem ajudar a conviver com uma pessoa deprimida, e ajudá-la a lidar com a depressão, como:

1. Procurar informações sobre a depressão 

Procurar informações profundas e completas sobre o que é a depressão, os tipos existentes e quais os sinais e sintomas que este transtorno psicológico pode apresentar, é o primeiro passo para ajudar alguém que está passando por um episódio depressivo, evitando assim, que ocorra alguns comportamentos e falas que podem ser prejudiciais para a pessoa deprimida. Entenda melhor o que é a depressão e quais os sinais.

É importante obter informações de fontes oficiais, assim como de especialistas sobre o tema, como psicólogos ou psiquiatras, para que dessa forma se tenha informações corretas e, assim, seja possível oferecer uma ajuda maior à pessoa que tem depressão.

Além disso, buscar mais informações pode também ajudar a explicar para a pessoa que o que se sente tem tratamento e melhora. É importante não adotar o papel de terapeuta, já que isso poderia piorar o quadro depressivo, e, por isso, é recomendado limitar-se às informações sobre aquilo que se tem segurança e que foi obtido de fontes confiáveis.

2. Deixar o outro confortável 

Permitir que o outro fale ou não sobre a situação, deixando-o confortável é de grande importância quando existe a vontade de ajudar alguém que está passando pelo episódio depressivo.

 É comum que surjam dúvidas sobre como as coisas aconteceram e porque aconteceram, no entanto, a pessoa pode se envergonhar das razões que desencadearam o transtorno, mas também podem não ter a resposta para essa pergunta. 

É importante não pressionar a pessoa para falar e nem fazer perguntas que possam a deixar desconfortáveis, já que isso pode interferir no vínculo de confiança que está sendo criado.

3. Recomendar que procure um terapeuta 

A depressão é um transtorno psicológico incapacitante, mas que pode ser controlada e ter os sinais e sintomas reduzidos quase até o desaparecimento, e isso só é possível por meio da psicoterapia, seja com um psicólogo ou com um psiquiatra, que irá instruir a pessoa com depressão a entender o que está acontecendo e a lidar de forma racional com o sofrimento que é sentindo neste transtorno.

Como Ajudar Uma Pessoa Com Depressão Que Não Quer Ajuda?

4. Fazer convites para técnicas de relaxamento 

A maior parte dos casos de depressão têm algum grau de ansiedade, mesmo que os sintomas não sejam visíveis, por isso deixar um convite aberto para a prática de uma técnica de relaxamento, que normalmente é feita em dupla, poderá ajudar a pessoa que está passando pelo episódio depressivo, a se sentir melhor, desde que seja como um complemento ao tratamento indicado pelo profissional.

A meditação, yoga, musicoterapia e aromaterapia por exemplo, são técnicas de relaxamento capazes de reduzir os níveis de estresse no corpo, diminuir dores musculares e aumentar a produção de serotonina, hormônio capaz de gerar bem estar. Saiba outras técnicas que ajudam a tratar a depressão e ansiedade. 

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5. Estimular que continue o tratamento 

Mesmo após o início do tratamento, não é possível garantir em quanto tempo a pessoa poderá se sentir melhor, uma vez que todos possuem diferentes demandas e níveis de depressão, o que faz com que a pessoa que está em tratamento se sinta desmotivada e não queria continuar, por não ver os resultados.

Cabe a quem quer ajudar, tentar tornar esta situação menos incômoda como apoiar que o outro não falte, reforçar o quanto é necessário ou se oferecer para acompanhar o outro até a terapia por exemplo. 

6. Estar presente

Mesmo que pessoa afetada pela depressão queira se isolar e evite todo o contato, deixar claro que está disponível quando for necessário, sem a pressão de marcar dia e hora, pode fazer com que o outro se sinta menos sozinho e mais à vontade para solicitar a companhia quando achar que pode ser bom pra si. 

Quando procurar ajuda médica

É importante procurar ajuda médica quando a pessoa apresenta comportamentos e pensamentos que possam colocar a sua vida em risco.

Assim, é recomendado que seja indicada avaliação do psiquiatra ou intervenção no hospital quando a pessoa expressa questões relacionadas à morte, suicídio ou ao fato que querer não ter nascido, quando é verificado o consumo excessivo de bebidas alcoólicas ou drogas ilícitas, alteração nos hábitos de sono e comportamentos de risco como dirigir em alta velocidade, por exemplo.

Como ajudar uma pessoa com depressão? Descubra o que fazer

O questionário não deve ser considerado como um diagnóstico, apenas como uma orientação dos níveis dos sinais. Nesse caso, sempre é recomendado consultar um profissional capacitado para uma avaliação completa.

Você provavelmente já ouviu falar em depressão. Nos últimos anos, os casos desse transtorno têm aumentado no Brasil e no mundo. São mais de 11,5 milhões de brasileiros sofrendo com isso. E ela é considerada uma das principais causas de suicídio.

Esses dados alarmantes reforçam a necessidade de falarmos mais sobre o problema. Muitas pessoas sofrem de depressão sem se dar conta. Você sabe como perceber os sinais do transtorno depressivo? Quer aprender a ajudar alguém que esteja passando por isso?

Neste post, trouxemos informações relevantes e dicas práticas para saber como agir diante dessa questão. Vamos lá?

Como identificar se um amigo tem depressão?

O transtorno depressivo tem causas multifatoriais. Diversos aspectos podem influenciar seu desenvolvimento, tais como: genética, realidades de vida estressantes e traumas (por exemplo, maus tratos sofridos durante a infância).

Assim, se você desconfia de que alguém próximo esteja sofrendo com isso, tente perceber esses fatores de risco no contexto de vida dele. Além disso, fique atento aos sintomas da depressão:

  •         Tristeza frequente;
  •         sentimento de vazio;
  •         baixa concentração e memória;
  •         desesperança e pessimismo;
  •         irritação constante;
  •         falta de interesse — até mesmo por atividades das quais gosta;
  •        dificuldade para dormir;
  •         sentimentos de baixa autoestima, inadequação ou culpa;
  •         cansaço maior do que o comum;
  •         raciocínio mais lento;
  •         mudança de hábitos da alimentação;
  •         pensamentos de morte e até mesmo tentativas de suicídio.

Como Ajudar Uma Pessoa Com Depressão Que Não Quer Ajuda?

(É importante lembrar que o resultado do questionário não é uma avaliação psicológica. Assim, apenas por esse resultado, não é possível diagnosticar um quadro de ansiedade e depressão.)

O que você pode fazer para ajudar uma pessoa com depressão?

Assim como não é simples enfrentar a depressão, também não é nada fácil auxiliar alguém a superar o problema. A pessoa deprimida requer muita atenção e cuidado. Afinal, ela mesma terá grande dificuldade em se ajudar.

Portanto, se você precisa estar perto de alguém com o transtorno, o primeiro passo é se cuidar. Saiba que vai ser necessário ter paciência e saber lidar com a frustração. Compreender os altos e baixos do depressivo é essencial.

Veja o que você pode fazer na prática para ajudar seu amigo:

Ouvir a pessoa

Essa é uma das atitudes mais importantes para ser solidário com alguém que está sofrendo. Muitas vezes, é difícil segurar a ansiedade de falar o que a pessoa deve fazer ou dar conselhos sobre como se sentir melhor.

Ao contrário, quem enfrenta uma depressão vai precisar mais do seu silêncio. Procure ouvir mais do que falar. Pense que, em geral, as pessoas deprimidas já costumam escutar muitos palpites sobre sua vida.

Mostrar compreensão

É muito importante tentar escutar seu amigo sem fazer julgamentos. Infelizmente, é comum que as pessoas pensem coisas como: “por que ele está se sentindo assim, se tem uma vida tão boa?”. Evite isso.

Quando não souber o que falar, foque em se mostrar presente. Não fique preocupado em dar os melhores conselhos. Na verdade, se você nunca passou por uma depressão, dificilmente saberá o que dizer. Nesses casos, o melhor é acolher e mostrar compreensão.

Incentivar a ida a um psicólogo

Você precisa ter clareza de que a responsabilidade de curar o seu amigo não pode ser sua. O tratamento da depressão é algo profissional e permeado por instabilidades. É importante ter isso em mente, para não sofrer demais se a pessoa passar por uma recaída.

A maior ajuda que você pode dar é, sem dúvida, encorajar o amigo a procurar auxílio profissional. Fazer terapia com um psicólogo é fundamental. Em alguns casos, é necessário também o atendimento com um médico psiquiatra.

Se possível, ajude a pessoa a marcar a consulta e vá com ela no dia. Dependendo do grau da depressão, ela pode ter dificuldade para aderir ao tratamento. Contar com o apoio de alguém é muito positivo!

Você quer saber mais sobre o assunto? Acesse nosso questionário de ansiedade e depressão!

Referências: 

Beck, Aaron T., and Brad A. Alford. Depressão: causas e tratamento. Artmed Editora, 2016.

Galvão, Ana, et al. “Ansiedade, stress e depressão relacionados com perturbações do sono-vigília e consumo de álcool.” Revista Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental SPE5 (2017): 8-12.

Vieira, Carlos. Depressão-doença: o grande mal do século XXI. Editora Vozes Limitada, 2018.

Depressão – E quando a pessoa não aceita o tratamento?

Depressão: o que é possível fazer quando a pessoa depressiva não aceita ajuda? Como é possível intervir?

Por: Psicóloga Ane Caroline Janiro

Através de uma dúvida de uma leitora do blog, decidi falar sobre essa questão delicada, mas real em muitos casos de depressão: quando a pessoa depressiva não aceita o tratamento. O que fazer? Como a família pode ajudar e interferir?

Bem, conhecer bem a depressão é sempre o primeiro passo, pois ao saber exatamente do que se trata a doença, quais os sintomas e reações possíveis, é possível auxiliar da forma mais adequada.

Leia aqui nosso artigo anterior, que sugere o que normalmente pode-se fazer por alguém que apresenta o quadro depressivo (Clique aqui).

Assista também a um vídeo (clicando aqui) que explica a importância de buscar ajuda nos casos de depressão.

Após conhecer bem a depressão e saber que ela se trata de uma doença que ocorre por alterações químicas no cérebro, outros processos que ocorrem no interior das células nervosas e, possivelmente, influências genéticas, é preciso saber também que nem sempre a aceitação ao tratamento por parte do indivíduo será algo simples.

Esta aceitação ao tratamento envolve aspectos como:

  • A capacidade do indivíduo de se perceber doente, ou seja, saber que seu estado e as características que ele apresenta são sinais de que ele realmente necessita de ajuda especializada – é comum haver a negação da existência de uma doença, pode ser que o paciente responsabilize o seu estado atual a um acontecimento específico, a um relacionamento não-satisfatório ou outros eventos pontuais, como pode ser que ele se culpe e responsabilize a si mesmo;
  • Compreensão pelo paciente de que a depressão é realmente uma doença e o entendimento de como ela ocorre e quais os tratamentos adequados;
  • Confiança no trabalho dos profissionais (psiquiatra, psicólogo…) – muitas vezes existe o preconceito em relação a buscar auxílio de profissionais da saúde mental, por acreditar que não é comum obter este tipo de atendimento, que é algo destinado apenas a “loucos” – É necessário desfazer este conceito e orientar a pessoa de que buscar auxílio de um psiquiatra ou psicólogo é tão comum quanto buscar a qualquer outro atendimento médico;
  • Apoio de familiares e amigos – o indivíduo precisa sentir que tem a aprovação social para buscar tratamento. Ainda existe certo estigma em relação à depressão e aos pacientes que fazem acompanhamento psicológico e uso de medicamentos específicos.

E o que fazer então quando uma pessoa não aceita o tratamento?

É importante deixar claro que um tratamento bem-sucedido deve considerar a colaboração de todas as partes envolvidas: psicoterapeuta, psiquiatra, o próprio paciente e a família/amigos.

Ou seja, apenas o tratamento medicamentoso, por exemplo, não é suficiente para um tratamento efetivo.

Porém, realmente há casos em que a pessoa que apresenta sinais de depressão sequer aceita ajuda, não quer o tratamento ou mesmo ouvir um profissional. O que fazer nestes casos?

  • Não existe uma fórmula mágica para lidar com esta situação, muitas vezes este processo de “convencimento” do indivíduo pode ser longo e trabalhoso.
  • Embora haja algumas estratégias que podem ser adotada pelos familiares e amigos para auxiliar a pessoa a aceitar o tratamento, nem sempre essas medidas podem ser eficazes para todas as pessoas em situações semelhantes, pois cada pessoa apresenta conflitos muito particulares que merecem atenção individualizada.
  • Algumas dicas são:
  • Ao falar com o paciente, é necessário manter a paciência e a empatia e demonstrar acolhimento, além de deixar claro que ele é compreendido – é interessante mostrar que você entende que os problemas enfrentados por ele não são fáceis, demonstrar que, assim como ele, você enfrenta ou já enfrentou momentos difíceis – Ele precisa sentir que não está sozinho;
  • Evitar dramatizar demais a situação, provocando desgastes emocionais maiores ainda – Pesquise sobre a depressão e tente identificar os sintomas apresentados pelo paciente (como irritabilidade, insônia, alterações de apetite, apatia), mostrando a ele de forma clara que estas são características da doença. Tente conversar sobre como essa doença ocorre e por que é necessário o tratamento adequado;
  • Deixar claro ao paciente que você/família entende que ele apresenta uma doença e apoia o tratamento, que oferecerá o suporte necessário a ele;
  • Tentar fortalecer a autoestima do paciente, reconhecendo mesmo os menores progressos, suas características positivas e habilidades;
  • Entender que a capacidade de julgamento e entendimento do indivíduo sobre a sua própria situação pode estar alterada, por isso é preciso persistir, sem demonstrar raiva, irritação e sem perder a paciência, dizendo coisas como: “você nem está tentando”, “você não quer realmente ser ajudado”;
  • É interessante diminuir o excesso de estímulos, como televisão, rádio, computador… (não eliminar, apenas reduzir);
  • É preciso também respeitar o tempo da pessoa – Caso não haja uma situação de risco à integridade física dela ou das pessoas que com ela convivem, não force o tratamento de forma agressiva, impositiva. Apenas oriente, demonstre apoio, acolhimento, mostre-se disponível e deixe sempre claras as vantagens e a importância de buscar tratamento, mas respeite o tempo dela, às vezes é necessário que ela vivencie esta situação por um período antes de aceitar e estar aberta para aderir ao tratamento.

Situações de risco:

Há casos em que o indivíduo, que não aceita tratamento, oferece riscos à sua própria integridade física ou à das pessoas com quem convive. Um exemplo, são momentos de agressividade, e nesses casos é importante obter ajuda de outras pessoas e não lidar sozinho com o paciente.

Ao perceber que o paciente apresenta sinais de ideação suicida, é preciso avisar a todas as pessoas próximas, pois é necessário prestar atenção e zelar por sua integridade, deixando inclusive, o ambiente o mais seguro possível.

Avisar a um especialista também é extremamente importante, pois ele poderá orientar às medidas que deverão ser adotadas e os locais em sua região/cidade que podem auxiliar a lidar com o paciente.

(Saiba mais sobre como ajudar alguém com ideação suicida, clicando aqui).

Considerar uma internação também pode se fazer necessário em alguns casos, pois pode se tratar de uma medida emergencial e uma forma de evitar que algo mais grave ocorra, especialmente quando há uma situação de risco para o paciente ou pessoas próximas.

É preciso entender que nestes momentos, a internação não deve ser vista como castigo ou sofrimento, e sim como forma de cuidado, de zelo. Essa internação normalmente ocorre por um curto período, até que o paciente esteja adaptado ao tratamento.

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Após, é essencial prosseguir com o acompanhamento psicológico, psiquiátrico e, claro, o apoio da família/amigos.

Importante: busque auxílio e orientações próximas de profissionais da saúde mental, mesmo que o paciente ainda não tenha aceitado receber esta ajuda. E mantenha sempre a paciência, pois como já foi citado, este processo nem sempre é rápido e simples, pode envolver muitos episódios difíceis antes que a pessoa finalmente aceite o tratamento.

Referências: Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (ABRATA) – Dra Rosilda Antonio.


  1. Sobre a autora:
  2. Ane Caroline Janiro – Psicóloga clínica, Fundadora e Administradora do Psicologia Acessível.
    CRP: 06/119556
  3. *Ao reproduzir este conteúdo, não se esqueça de citar as fontes.

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Como ajudar alguém com depressão? Descubra 7 maneiras

A ajuda de amigos ou parentes é essencial para quem está deprimido. No entanto, é preciso fazê-lo de forma responsável. Vamos aprender a fazer isso?

Se alguém próximo a você está com depressão, saiba que ele ou ela provavelmente precisa da sua ajuda. Oferecer um ombro amigo e estimulá-la a se tratar são algumas das atitudes importantes e que podem evitar o agravamento do seu estado. Estado? Sim, porque depressão é doença.

Mas como o transtorno ainda é estigmatizado, pode ser difícil para o depressivo se abrir.

O psiquiatra Luiz Scocca, membro da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e da Associação Americana de Psiquiatria (APA), explica que pelo medo de ser julgada, a pessoa pode esconder a doença e tentar disfarçar os sinais.

Por consequência, não procura ajuda médica e, muitas vezes, alivia os sintomas de modos prejudiciais, como abusando de bebidas alcoólicas.

Queixar-se constantemente de doenças ou dores, assim como a falta de energia, são outros sinais de alerta. Identificou os sintomas em alguém próximo? Chegou a hora de ajudá-lo. Veja o que você pode fazer:

1 – Ouça com atenção e acolha

Ouvir o que a pessoa tem a dizer é uma das melhores formas de ajudá-la. Olhe nos olhos, preste atenção e leve em consideração o que ela está dizendo. Não desmereça a sua condição. Exerça a empatia e ofereça o seu suporte e acolhimento, sem julgamentos.

2 – Estimule-a a procurar ajuda profissional

As suas intenções poderão ser as melhores, mas elas não substituirão o tratamento de um profissional. “É extremamente importante procurar ajuda profissional. Muitas vezes, a pessoa não quer. Deve-se ser resiliente e continuar sugerindo a consulta com um médico”, diz Luiz.

O psiquiatra conta que a maioria dos seus pacientes chega ao consultório acompanhada de um amigo ou parente — principalmente os homens, que normalmente são mais relutantes em procurar ajuda do que as mulheres. Uma das formas de estimular quem está em depressão a ir ao médico é procurar um bom profissional e se oferecer para marcar a consulta. Além disso, sugira acompanhá-lo.

Relacionamentos, segundo Scocca, são um fator de proteção para quem tem depressão. Pessoas muito sozinhas estão mais suscetíveis a sofrer com a doença até que se agrave. Já quem tem bons amigos ou familiares próximos pode contar com essa ajuda para buscar tratamento.

3 – Desencoraje o consumo de álcool e drogas

Álcool e drogas são válvulas de escape para quem tem depressão. Porém, são muito perigosas, pois podem piorar o quadro pelo seu efeito depressor. Portanto, você pode convidar o seu amigo para socializar e se distrair, mas não o estimule a beber ou a usar qualquer tipo de droga.

4 – Sugira a prática de esportes

A atividade física é uma grande aliada de quem está em depressão. Junto a outros métodos de tratamento, pode melhorar o humor e qualidade de vida. Para estimulá-lo a se exercitar, convide-o para caminhar, praticar algum esporte de grupo, participar de alguma aula ou ir à academia. Além de fazer bem para corpo e mente, a atividade física é um incentivo para sair de casa e socializar.

5 – Incentive a socialização

Quando a pessoa em tratamento estiver se sentindo mais forte ou disposta, você pode tentar animá-la a sair de casa e a socializar com outras pessoas. No começo provavelmente será difícil e ela irá relutar. Mas não desista e muito menos leve as negativas para o lado pessoal. Continue convidando para passeios ou atividade sociais, uma de cada vez, até que uma hora ela vai dizer sim.

6 – Reforce o fato de que a depressão é uma doença que tem tratamento

A depressão não é um transtorno simples, que pode ser superada sem ajuda. Mas é completamente tratável. No início do tratamento, há um período de adaptação e pode ser difícil enxergar um horizonte. Mas é importante lembrar a pessoa deprimida de que, na grande maioria dos casos, o tratamento funciona. Ou seja, uma hora ela vai se sentir melhor.

7 – Não ignore comentários suicidas

Existe uma ideia muito difundida no Brasil que diz que “quem vai se matar não avisa ou tenta, apenas se mata”. Isso é completamente falso. De acordo com Luiz Scocca, metade das pessoas que tentam se suicidar realmente conseguem. Além disso, 35% das tentativas malsucedidas são realizadas de novo dentro de um ano.

Portanto, nunca ignore um comentário sobre suicídio. Pelo contrário, leve-o a sério. Nesse caso, o que você pode fazer é conversar com a pessoa sobre isso e estimulá-la a procurar ajuda profissional o quanto antes. Avisar o terapeuta ou o psiquiatra responsável pelo caso também é uma saída.

Além de nunca ignorar um comentário suicida, não atrapalhe o andamento do tratamento. Isso significa não insistir em concepções falsas sobre a depressão, como a ideia de que é frescura ou uma tristeza passageira. Negar a existência da doença também é perigoso, assim como refutar automaticamente um comentário sobre suicídio.

O ideal, portanto, é oferecer o seu apoio com responsabilidade. Pronto para ajudar?

Referências:

Conteúdo produzido a partir de entrevista com o Dr. Luiz Scocca, membro da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e da Associação Americana de Psiquiatria (APA) em setembro/2018

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Como ajudar uma pessoa com depressão

Em muitos casos em que deparo com alguém com sintomas de depressão, eu percebo que a pessoa buscou ajuda por meio de uma pessoa querida que lhe deu a mão, principalmente no caso dos homens. Mas não é fácil ajudar uma pessoa com depressão porque o isolamento faz parte do quadro depressivo e, muitas vezes, o sujeito diz não ao apoio.

Nem sempre a pessoa com depressão sabe identificar que está com depressão. Tem gente que apresenta humor irritado, que fica muito mais evidente que lágrimas estampadas em seu rosto.

Também é muito comum perceber apatia, descrença de que a vida pode ser melhor, como se a pessoa já tivesse jogado a toalha para sair de sua situação de muita dor emocional.

Em muitos casos, parece apenas que a pessoa está distante da sua própria vida e do que ela gostava de fazer. Mas é importante entender que essa situação não é uma escolha consciente.

Em outros casos, o afastamento é uma maneira de se esquivar de novos problemas e de novas discussões, que podem abater ainda mais uma pessoa deprimida.

Eu já ouvi vários relatos de pessoas com depressão e elas descrevem algo muito semelhante em alguns pontos: “a vida parece que ficou cinza”, “a vida perdeu a graça”, “a vida já não é mais a mesma do passado”.

Alguns falam que nunca foram felizes como a maioria das pessoas e também demonstram grande desespero por sofrerem de depressão. Por ainda não conseguirem sair dessa condição, se sentem incapazes de seguir com a vida. E é importante saber tudo isso quando você ajudar uma pessoa com depressão.

Também não podemos esquecer de outras características marcantes da depressão no corpo, como o surgimento de doenças autoimunes, alopecia feminina, grande variação do peso, dores no corpo e gripes, resfriados e crises alérgicas muito recorrentes, que têm muita relação com a imunidade baixa gerada pela doença emocional.

É muito recorrente também a sensação que o paciente relata de que o tempo está passando muito rápido. Isso ocorre porque a pessoa se sente devagar, muito cansada e desgastada para realizar as tarefas cotidianas.

Muitas pessoas também relatam perda de memória muito grande como um dos primeiros sintomas da depressão, o que já indica o mau funcionamento da mente que está doente e precisa de cuidados.

Fazer movimento contrário ao que a mente doente está querendo é muito difícil. Então, criticar e gritar com a pessoa não vai ajudar uma pessoa com depressão.

  • É importante reforçar que nada, absolutamente nada, que qualquer pessoa que se preocupa com a qualidade de vida de quem passando pela depressão pode substituir a escuta profissional de um especialista em Saúde Mental.
  • Então, para ajudar uma pessoa com depressão não faça o papel de psicanalistas, nem de psicólogos ou até mesmo psiquiatras, pois ninguém pode ocupar o lugar de um profissional.
  • A depressão mata a pessoa de várias maneiras, seja cometendo o suicídio, por inanição, obesidade mórbida ou outros comportamentos autodestrutivos como abandono do emprego e situações que são geradas de forma inconsciente, excluindo a pessoa de laços sociais.

Estatísticas apontam que a depressão afasta as pessoas do trabalho num prazo muito curto, por isso é considerada uma das doenças mais incapacitantes. É importante falar que existe tratamento para a depressão!

Infelizmente, nem todos os tipos de depressão têm cura, mas existem tratamentos que facilitam a vida de quem é acometido pela doença. E a boa notícia notícia é que muitas pessoas conseguem se livrar dela ou a amenizar os sintomas dessa doença.

  1. Sendo assim, se você quer ajudar uma pessoa com depressão indique ou até mesmo marque consultas com psiquiatra, psicanalista ou psicólogo.
  2. Mesmo a contragosto, ouvir um profissional pode fazer com que a pessoa desperte a vontade de se tratar e descubra alternativa para viver melhor.
  3. Se você quer realmente ajudar quem passa pela depressão, entenda que frequentemente é preciso bater em cima da mesma tecla até que a pessoa realmente acredite que é possível se sentir melhor e ter uma vida saudável.

Infelizmente muitas pessoas recorrem aos medicamentos acreditando que só isso vai resolver o quadro depressivo, mas não é verdade. É fundamental buscar a análise ou qualquer outro tipo de terapia com profissionais da área da Saúde Mental, para cuidar das questões que ocasionaram sua doença.

Ou seja, não adianta apenas usar remédios paliativos para os sintomas da depressão como a insônia e crises de ansiedade e pânico que podem ocorrer.

É preciso se entregar ao processo da cura através da fala sobre os seus sofrimentos em análise para que assim se descubra uma maneira de aumentar seu bem-estar. Isso porque os remédios não mudam as questões comportamentais como o isolamento e falta de interesse em continuar a viver.

Então, mesmo que seja um tratamento custoso, investir na saúde não é uma opção, é mesmo uma obrigação porque uma vez que a saúde mental não está bem, tudo acaba sendo minado, destruído e não progride da melhor maneira possível.

Se você quer ajudar quem está passando pela depressão, incentive a pessoa a buscar um profissional para ser ouvida e seguir um tratamento, isso pode fazer uma grande diferença, até chegar à cura da doença.

Não abandone quem precisa de ajuda, mesmo que ela esteja se esquivando de sua presença. Dê o apoio para a pessoa deprimida neste momento tão difícil da vida dela e acredite que há várias maneiras de lidar com esta doença, mas para isso a pessoa precisa aceitar receber ajuda e acreditar no processo do tratamento.

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