Como Ajudar Pessoas Que Se Cortam?

Você sabe o que é automutilação? Entende o que leva alguém a se cortar ou a machucar o próprio corpo de forma proposital?

O que é automutilação?

Como Ajudar Pessoas Que Se Cortam?

A automutilação é todo e qualquer comportamento danoso feito de forma intencional no próprio corpo. Alguns comportamentos que podemos usar de exemplos são: cortes no corpo; arranhões severos; inserção de objetos que causam ferimentos, entre outros.

Frequentemente a automutilação é usada como uma tentativa de regular uma emoção difícil de lidar, configurando-se como uma “anestesia momentânea”.

Essas lesões geralmente vêm com o auxílio de objetos, como navalhas, facas e tesouras sem o interesse de gerar o suicídio. Já que a pessoa está lidando com uma dor emocional muito grande mesmo, os cortes acabam sendo uma forma de a pessoa se centrar no momento.

É claro, se você não está sofrendo com isso, pode ser bem difícil compreender porque uma pessoa faria isso. No entanto, quando você senta e conversa com uma pessoa que está praticando automutilação, ela vai dizer para você que ela também não entende muito bem isso. Mas, ainda assim, acaba sentindo um alívio da dor emocional quando pratica a mutilação.

Automutilação é doença?

NÃO! Automutilação não é uma doença, mas pode ser sintoma de diversos transtornos mentais. É preciso ajudar a pessoa a obter auxilio profissional com psicólogo e/ou psiquiatra o mais rápido possível, pois é um sinal que a pessoa está passando por um desafogo emocional e precisa de auxílio.

O diagnóstico da automutilação é feito com base na entrevista clínica. Ou seja, o profissional de saúde como um psiquiatra, um psicólogo ou um médico, vai conversar com a pessoa e avaliar o que tem acontecido na vida dela.

Os sintomas para identificar a automutilação são:

  • Cortes e cicatrizes decorrentes;
  • Manchas de sangue pelas roupas ou pela casa (lençóis, pia, carpete, entre outros locais);
  • Recorrente uso de roupas largas e compridas para esconder ferimentos (mesmo no calor);
  • Recorrente uso de desculpas como “acidente em casa”, “ando atrapalhado”, entre outras);

Por fim, isolamento, em casos de muita dor emocional, leva a pessoa se afastar e sensibilizar suas emoções provocando irritabilidade, choro, culpa, entre outros fatores reforçadores do afastamento.        

Relação entre automutilação e depressão

De forma breve, a depressão é uma doença psicológica que incapacita a pessoa, reduzindo drasticamente seus parâmetros de sofrimento. Desse jeito, ela sofre em excesso por coisas que antes não provocavam tanta dor nela.

Então, a relação da depressão com a automutilação vem da redução do prazer e do excesso de pensamentos torturantes e autodepreciativos. Esses, em vários casos, levam a pessoa a querer transferir a sua dor emocional para o corpo – para sentir dor física -, como meio de aliviar, de alguma forma, todos aqueles sentimentos e pensamentos ruins.

Quando a automutilação se torna suicida?

A automutilação pode escalar para comportamentos suicidas ou parassuicidas quando o “alívio” se torna cada vez mais difícil de obter e menos duradouro a cada repetição.

Por exemplo, uma pessoa que faz cortes na própria pele pode começar a fazer cortes mais frequentes e mais profundos para alcançar o mesmo efeito.

Quando algo que dá um alívio momentâneo perde a força, a pessoa tende a buscar aumentar a dose, mesmo tendo o risco de se tornar fatal.

Como identificar em crianças, jovens e adolescentes?

Como falado anteriormente, existe uma onda muito forte que romantiza a automutilação. Nesse sentido, uma forma de identificar a automutilação em crianças, adolescentes e jovens é observar o que eles têm usado de referências.

E como fazer isso? Analisando o comportamento delas, observando assuntos levantados entre amigos e se têm escondido mais os braços e as pernas (que são possíveis locais de automutilação).

Para você que é pai, mãe ou professor de jovens, garanta que você esteja presente e situado na vida de seu filho/aluno o máximo possível. Porque são nos detalhes do convívio que conseguimos identificar melhor o que está acontecendo com a pessoa.

Porém, é importante saber os limites de privacidade e garantir que a sua relação seja respeitosa. Porque quando o adulto se mantém presente, mostrando ser um ponto de apoio confiável e seguro para o adolescente, os riscos de uma automutilação acabam diminuindo.

Além disso, monitore se esse adolescente passou por algum luto recente ou alguma situação que esteja demandando muito do seu emocional. Visto que o jovem ainda está em processo de construção da sua estrutura emocional, algo que para você pode parecer banal, para ele, pode estar gerando uma grande dor sentimental – com a qual ele não consegue lidar.

Monitore e não banalize! Ou seja, escute a dor dessa criança, por menor que pareça para você.

Fatores de Risco

Os fatores de risco não são uma via de regra, mas sim uma maior probabilidade de estar em risco, já que são dados mais comuns entre casos registrados de automutilação.

Alguns fatores de risco para a automutilação podem ser:

  • Ser do sexo feminino;
  • Ser adolescente ou um jovem adulto;
  • Ter amigos que fazem automutilação;
  • Crises e distúrbios neurológicos;
  • Distúrbios de identidade e autoestima baixa;
  • Elevados níveis de dor emocional;
  • Momentos de luto;
  • Abuso de drogas lícitas e ilícitas;
  • Desregulação emocional.

E fique atento ao último ponto! Se a pessoa estiver oscilando muito em suas emoções – agindo sempre nos extremos, ligue o alerta! Porque alguns dos fatores de risco descritos anteriormente podem levar a uma desregulação emocional, que é um fator de risco muito importante para a automutilação!

Onde buscar ajuda?

Na escola:

  • Educadores, acolham seus alunos, eles não estão chamando a atenção, pelo contrário, eles têm o medo de serem descobertos; escutem o que eles têm a dizer! Falem sobre a automutilação na escola. Proponham debates, soluções, caso estejam com algum aluno com comportamentos que possam ser suspeitos. Respeitem, eles estão em sofrimento;
  • Promovam jogos, dinâmicas e rodas de conversas mediadas por um psicólogo ou professor capacitado para abordar os temas pertinentes aos jovens;   
  • Encaminhem os alunos para ajuda terapêutica, falem com os pais e ofereçam apoio, compreensão e carinho, sem punição e julgamento;
  • Encaminhem para o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) mais próximo de seu bairro;
  • Fale abertamente com seu professor, ele saberá como te ajudar;
  • Se é seu amigo ou amiga que sofre por uma ansiedade intensa e que está se automutilando, tenha um diálogo com ela (e). Ofereça um abraço e diga que ela não está só. Pare para escutá-la, mesmo que isso te choque. Diga sempre que você estará disponível para conversar.

Para os pais:

  • Observe as roupas que seu filho escolhe. Fique atento às mudanças de comportamento que ele apresenta. Eles podem expressar seus desconfortos com agressividade;
  • Avalie a importância de estarem mais juntos, pergunte sempre ao seu filho: “como você está? ”, “com quem você vai sair?”, “precisa de algum coisa?”, “como posso te ajudar?”;
  • Permita que eles falem o que sentem, não interrompa. Não se desespere, sempre há tempo para resgatá-los;
  • Não sinta culpa. Acolha-os e estejam abertos para um diálogo amoroso e sem julgamentos, eles precisam do seu olhar.

Um jeito de ajudar alguém que sofre com a automutilação é mostrar as consequências a longo prazo dessa prática. Ou seja, que pode parecer um alívio na hora, mas que ainda assim está fazendo muito mal para ela.

Depois disso, mostre que existe ajuda para esses casos e que não vale a pena trocar uma dor por outra. Toda ajuda é bem-vinda. Seja enviar esse texto para uma pessoa que necessita, ou seja conversar diretamente com ela sobre as consequências disso para a sua vida.

Embora seja importante falar sobre, sempre que possível também incentive a pessoa a buscar um terapeuta – porque ele terá todas as habilidades necessárias para lidar com isso e também pode estar ligando para o Centro de Valorização a Vida (C.V.V) – Ligue 188;

Tratamentos

Como Ajudar Pessoas Que Se Cortam?

Como existem várias condições que podem levar à automutilação, o primeiro passo é buscar a terapia para identificar a origem dessa situação. Dessa forma, você será encaminhado para o melhor tratamento! Abaixo, listamos algumas das opções de tratamento:

  • Terapia Comportamental;
  • Tratamento Psicofarmacológico prescrito;
  • Grupos de apoio locais;
  • Em casos extremos: internação psiquiátrica
  • Com o tratamento adequado e a ajuda terapêutica e/ou multidisciplinar, seu filho pode melhorar. E o papel do psicólogo nesse caso é ajudar a compreender o que está acontecendo e encontrar outras possibilidades para o alívio da tensão emocional. 

Além do mais, auxiliar a lidar com situações difíceis positivamente, ajudar o indivíduo a ser autêntico, responsabilizar-se por seus atos e escolhas. Melhorar a autoestima, a tomada de decisões, e como consequência, os relacionamentos familiares, amorosos e sociais. 

Texto inspiração: Eurekka

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Escrito por Fabiana Oliveira , no dia 16/10/2020 Como Ajudar Pessoas Que Se Cortam?

Automutilação: tudo que você precisa saber sobre cortes no próprio corpo

7 de outubro de 2017

  |  Tempo de leitura: 7 minutos

Automutilação. O que significa quando uma pessoa corta a própria pele, por espontânea vontade?

Quando estamos manuseando uma faca na cozinha, no preparo de alimentos, ou utilizando um estilete para apontar um lápis, por exemplo. Acontece de nos cortamos involuntariamente, e a dor causada pelo ferimento condiciona a sermos cada vez mais cuidadosos ao manipular esses objetos cortantes.

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Se, para a maioria das pessoas, o medo do ferimento com uma lâmina provoca tantos cuidados, por que então existem outras que se cortam propositalmente?

Seria uma busca desenfreada por adrenalina? Por um estranho prazer em sentir dor? Ou simplesmente para chamar a atenção? Uma prova à família, amigos e sociedade de quem se corta, na tentativa de demonstrar coragem, força e determinação?

Muitas são as perguntas.  Qualquer resposta que tente explicar o motivo pelo qual alguém provoca em si um corte deverá considerar a individualidade de cada um. É preciso observar com cuidado e respeito o momento e as batalhas existenciais que cada pessoa enfrenta naquele momento da vida.

A automutilação é o nome dado ao ato de provocar, por vontade própria, qualquer tipo de ferimento físico. Esse comportamento, além de causar dor, não é uma prática habitual.

  Pode ser adotado por pessoas com diagnósticos de transtornos mentais.

Ou seja, pessoas que não possuem o entendimento da realidade, como são registrados em alguns quadros de esquizofrenia, por exemplo.

Como Ajudar Pessoas Que Se Cortam?

Automutilação: o que leva pessoas a essa prática? 

É um terrível engano acreditar que somente indivíduos adoecidos mentalmente podem provocar em si a automutilação.

Não tão raro tomamos conhecimento de pessoas que provocam cortes na própria pele.

Pessoas, que muitas vezes, aparentemente gozam de boa saúde física, estudam, trabalham, namoram e participam de várias atividades familiares e sociais, contudo, em algum momento da vida, experimentaram a sensação de usar contra si um instrumento cortante, a ponto de provocar graves ferimentos. Esses comportamentos são registrados, na sua maioria, entre meninos e meninas na fase da pré-adolescência, se estendendo até o final da juventude, antes da fase adulta.

Adolescência

Sabemos que é no final da infância que as coisas na vida de uma pessoa começam a se complicar. Ao deixar a infância, nos deparamos com uma série de situações de difícil entendimento.

O corpo sofre um processo brutal de transformação, em um ritmo alucinantemente acelerado. A complexa mudança no corpo humano gera uma produção muito grande de hormônios.

É um processo de preparação da estrutura humana, que ainda há pouco era de criança, para receber todas alterações físicas e mentais que a vida adulta irá exigir.

Esse complicado processo, que transforma por completo a mente e o corpo, causa também instabilidades afetivas. É quando choramos com maior facilidade e frequência.

Quando não conseguimos compreender algumas decisões e vontades das outras pessoas. Quando não conseguimos enxergar com clareza que profissão seguir, de quem gostar ou de como gostar desse alguém.

Sentimos também dificuldades na compreensão dos conflitos enfrentados pelos outros.

Naturalmente, esse momento de grandes mudanças parece ser a fase mais difícil enfrentada por alguém.  Nossos problemas, dúvidas, mágoas, raiva, desejos e dor parecem ser os mais urgentes do mundo. Fica quase impossível de entender que dividimos o planeta com mais de 8 bilhões de habitantes enfrentando suas batalhas pessoais.

E o que significa quando eu corto a minha própria pele?

Significa que algo não está indo muito bem, e que a maneira de compreender alguns acontecimentos da vida precisa ser reajustada.

Da mesma forma, em algumas culturas africanas, a automutilação é entendida como uma maneira de purificar o corpo e a mente perante a sociedade a qual o adolescente está inserido.

Entretanto, em culturas indígenas, o sofrimento do corpo e os ferimentos auto provocados sugerem um ritual de passagem e o afastamento dos maus espíritos. Não queremos aqui criar discussões étnicas, sobre qual cultura é ou não equivocada, o fato é que na nossa cultura, a automutilação não é e nunca foi reconhecida como saudável.

Decerto, quando alguém provoca em si um corte, pode significar que um ou mais fatores da vida não estão de acordo com as expectativas criadas, e que naquele momento, não consegue perceber o que está indo mal.

Ou se percebe mas, não possui outros recursos para resolver os conflitos, e inconscientemente, acredita que punir o próprio corpo pode ser a maneira mais adequada para sinalizar às outras pessoas que está em um estado de profundo sofrimento, indecisão ou preocupação.

Em outras situações, quando alguém se corta também pode estar tentando entrar em contato com uma maneira de provar para si mesmo que é capaz de feitos corajosos. Ao mesmo tempo que aplica a autopunição por não conseguir, de maneira menos dolorosa, encontrar uma saída para as dúvidas que a vida lhe apresenta.

No entanto, em qualquer destas situações, esse método é absolutamente inadequado, não tem eficácia alguma e é extremamente prejudicial para o desenvolvimento saudável do corpo físico e do estado mental, além de propiciar, por vezes, a falsa sensação de saída para os conflitos.

Como Ajudar Pessoas Que Se Cortam?

A Baleia Azul

Atualmente, muito temos visto e ouvido falar no jogo “Baleia Azul”. Uma sequência de “tarefas” que coloca à prova a coragem dos adolescentes. Dentre essas “tarefas”, a provocação de cortes na própria pele é a característica marcante do “jogo”, que em nível extremo, pode sugerir o suicídio.

A “Baleia Azul”, além de não ajudar no enfrentamento dos problemas, afasta o jogador dos caminhos que o leva à resolução dos conflitos!

Talvez provocar cortes na própria pele pode ser a única maneira encontrada de dizer ao mundo, ou para si mesmo: “Ok, o que eu sinto aqui dentro do peito está doendo demais, eu não sei bem o que é e o que eu preciso fazer para resolver isso, mas a dor que o estilete me proporciona me ajuda a esquecer o corte maior que rasga o coração…”

Contudo, e não conheço as dores individuais de cada pessoa que já se automutilou, ou de quem já pensou em fazer isso, mas sei que se cortar não irá resolver qualquer problema, isso eu posso garantir!

A importância da família

Quem tem um relacionamento afetivo adequado com a família, namorado ou namorada, ou quem passa por um momento de tranquilidade na vida escolar ou profissional. Quem goza de boa saúde, estuda, pratica esportes ou participa assiduamente de grupos sociais, qualquer um, que mantém em dia sua vida espiritual, intelectual e social, jamais provoca em si um corte!

É claro que nem sempre é possível ter uma vida em equilíbrio em todas essas instâncias, inclusive, é muito difícil manter em ordem todas as camadas da vida, contudo, a maior prova de coragem de um ser humano é a capacidade de refletir e tentar compreender os próprios problemas, as possíveis causas deles e as opções para as soluções.

Nem sempre é possível chegar às essas conclusões sozinho. Melhor do que a lâmina, é um instrumento chamado diálogo. Discutir sobre as dores que o peito sente é o melhor começo para resolver todo e qualquer problema, e quando eles envolvem diretamente os familiares, amigos, a pessoa que se ama, ainda sim vai restar um poderoso recurso: A ajuda de um profissional.

Como Ajudar Pessoas Que Se Cortam?

O Psicólogo vai estar absolutamente aberto a ouvir, acolher, e juntamente com a pessoa que sofre, encontrar as melhores alternativas de resoluções. O amor e a atenção cortam mais do que a mais afiada das navalhas, e a diferença é que eles proporcionam soluções altamente eficazes, duradouras e indolores…

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Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental.

Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade.

Você também pode me seguir no Instagram @tatianaacpimenta

Meu aluno está se cortando. E agora?

Como Ajudar Pessoas Que Se Cortam? A automutilação – ou cutting, do verbo cortar em inglês – é uma prática que consiste em ferir intencionalmente o próprio corpo por meio de cortes na pele   Crédito: Getty Images

A automutilação – ou cutting, do verbo cortar em inglês – é uma prática que consiste em ferir intencionalmente o próprio corpo por meio de cortes na pele. Embora possa ocorrer em qualquer idade, é mais comum que essas agressões se iniciem na adolescência, mais especificamente entre os 13 e 17 anos de idade. Os cortes são geralmente feitos em regiões do corpo que podemm ser facilmente escondidas pela roupa, como a barriga, as coxas e os braços.

A automutilação não é algo simples de se entender. Dizer que essa é apenas uma forma de “chamar a atenção” é uma simplificação de um pedido de socorro que não está encontrando outras formas de se manifestar. Se machucar e criar cicatrizes pode ser uma forma de falar – ou de gritar – sobre o que se está sentindo.

Para um adolescente, se cortar, muitas vezes é a única forma encontrada para lidar e amenizar uma dor emocional intensa que pode, inclusive, apontar para quadros de depressão, ansiedade ou sofrimento por uma situação de violência recorrente.

O bullying ou o cyberbullying, por exemplo, são fatores de risco para comportamentos autodestrutivos.

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Embora muitos adolescentes justifiquem a prática da automutilação como algo que ao provocar a dor física ameniza-se a dor psíquica, é importante que eles entendam que essa não é uma alternativa eficaz, pois traz um alívio temporário que leva a um círculo vicioso e que coloca a própria saúde e a vida em perigo. 

Um fator de risco importante para a automutilação é o incentivo. Há diversas páginas nas mídias sociais e sites focados no estímulo a práticas como essa, no qual os seguidores compartilham dicas de como fazer os cortes e postam fotos das feridas.

Fazer parte de comunidades como essas provoca o encorajamento e aumenta as chances desse comportamento ocorrer, além de trazer o senso de pertencimento a um grupo, elemento importantíssimo na adolescência.

  Segundo texto publicado pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), cerca de 18% das pessoas que adotaram o comportamento autolesivo começaram por causa do efeito de contágio. 

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Em maio deste ano, o presidente da República sancionou a lei que cria a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio.

A lei propõe um sistema nacional de prevenção do suicídio e da automutilação, oferecendo serviço telefônico gratuito para atendimento ao público.

Além disso, o Governo Federal, via Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), lançou, em abril, a campanha Acolha a Vida, com foco na prevenção dessas questões.

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Hoje, segundo levantamento da Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que a segunda maior causa de morte entre os jovens no Brasil seja o suicídio.

A automutilação, embora não necessariamente seja uma tentativa de suicídio, pode causar ferimentos graves e até mesmo a morte.

Fora os riscos mencionados, pode ser um sinal de depressão, indicar a presença de pensamentos suicidas e/ou um alerta para a presença de estresse emocional intenso.

Sinais de alerta da automutilação

  • O uso de roupas de manga comprida até mesmo no calor pode ser uma forma de esconder as lesões;
  • Mudanças de humor e de comportamento, como o isolamento social;
  • Recusa em participar de atividades esportivas nas quais o jovem teria que usar bermuda e camiseta;
  • Atente-se aos jovens com autoestima baixa e que trazem falas com vazio emocional, como que são um peso, que não enxergam outras perspectivas para a própria vida ou que não merecem aquilo de bom que tem acontecido a eles;
  • As vítimas de bullying ou o cyberbullying apresentam maior risco de autolesão. 

Orientações para casos de automutilação

  • Trabalhe na escola formas de ajudar os alunos a lidar com questões emocionais. O ensino de habilidades socioemocionais é uma alternativa que promove a busca por mecanismos de enfrentamento mais saudáveis, além de impactar de forma positiva o autoconhecimento, a resiliência e a tomada de decisão;
  • Dê oportunidades aos jovens de encarar frustrações e conflitos sem se machucar e sem machucar o outro; 
  • Caso um professor ou outro funcionário da escola perceba que um aluno está se automutilando, encaminhe o caso para a orientação educacional para que a família possa ser acionada e o jovem encaminhado para atendimento especializado;
  • Acolha o aluno e escute o que ele está sentindo. Procure não mostrar desapontamento, raiva ou banalizar o ato;
  • Não aponte o sofrimento de alguém como frescura ou fraqueza, mesmo que os motivos possam parecer pequenos para você;
  • Se um aluno te procurar e dividir que tem se automutilado, encare essa atitude como um pedido de ajuda e um sinal que você é um adulto de confiança para ele. Procure ouvir mais do que fazer perguntas;
  • Indique serviços de apoio para casos como esse e/ou o contato de profissionais de confiança da escola;
  • Coloque-se à disposição para conversar quando o aluno precisar, assim ele saberá que não está sozinho e que poderá contar com um adulto; 
  • Observe como estão as vítimas de bullying ou o cyberbullying na escola e as acompanhe de perto; 
  • Traga práticas de Cultura de Paz e de combate ao bullying na escola;
  • Certifique-se que determinado aluno está recebendo acompanhamento psicológico, para que assim ele consiga substituir automutilação por formas mais saudáveis de se comunicar e de lidar com o sofrimento;
  • A família possui papel fundamental na compreensão desse momento vivido pela criança ou pelo adolescente. Faça a ponte entre o aluno e a família, auxiliando-o a contar o que está acontecendo e a identificar as causas do seu sofrimento.

O acolhimento, a proximidade, o diálogo e o acompanhamento profissional especializado são as melhores alternativas para lidar com a automutilação.

Casos assim podem acontecer na escola e podemos nos fortalecer para identificar sinais de risco e garantir que haverá suporte emocional para diferentes formas de sofrimento e suas manifestações.

Ana Carolina C D'Agostini é psicóloga e pedagoga com formação pela PUC-SP, especialização em psicologia pela Universidade Federal de São Paulo e mestre em Psicologia da Educação pela Columbia University. Trabalha com projetos em competências socioemocionais e é consultora do projeto de Saúde Emocional da Nova Escola.

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Automutilação

Automutilação! Esse tema, tão importante para a saúde mental, é o assunto da discussão de hoje. Se você ou alguém próximo a você já passou por uma fase em que isso estava acontecendo, fica comigo para entender um pouco melhor o que vem ocorrendo.

A gente vai passar por motivações, quem é afetado por essa condição, tratamentos e, no final, eu darei algumas dicas sobre comportamentos que a pessoa pode ter para diminuir a lesão ocasionada pela automutilação.

EPIDEMIOLOGIA

A automutilação é uma condição que acontece com muita frequência na população geral. Em amostras de comunidade, ocorre em cerca de 10% dos jovens. Mas, considerando amostras clínicas, pode chegar a 50%!

CAUSAS

As causas mais comuns são transtornos de humor (depressão, transtorno bipolar), transtornos de personalidade (personalidade borderline, personalidade histriônica) e sensação de desesperança. Mais comumente, inicia-se na adolescência, entre 12 e 14 anos de idade. Tende a permanecer ao longo da adolescência e tende a remitir no início da idade adulta.

A automutilação pode se associar a instabilidade emocional (bullying, dificuldades escolares, conflitos familiares, dificuldades em relacionamentos), transtornos do neurodesenvolvimento (transtorno do espectro autista, deficiência intelectual), sintomas psicóticos (alteração da percepção e interpretação da realidade) e privação (fome, situações de abuso ou vulnerabilidade).

QUADRO CLÍNICO

As formas mais comuns de expressão da automutilação são lesões na pele (cortes em braços e/ou pernas, queimaduras, batidas), engolir objetos pontiagudos e ingestão de substâncias.

Existem várias hipóteses para a automutilação e uma que se expressa com relevância são as funcionais. Elas avaliam qual a função que aquele comportamento tem para o indivíduo.

  • Entre elas, temos:
  • • Regulação de afeto (para lidar com a angústia, machuca-se para localizar e diminuir a angústia)
  • • Antidissociação (para não se dissociar / desligar da situação que vivencia, o corte torna o indivíduo presente)
  • • Antissuicídio (para diminuir os pensamentos suicidas, o indivíduo se corta ou se machuca buscando uma atenuação)
  • • Definição de limites (a pele é o limite entre interno e externo) • Influência interpessoal (o corte influencia o comportamento de outras pessoas) • Autopunição (busca se punir com o corte)

• Busca de sensações (sensações novas) Existem alguns fatores de risco importantes. Entre eles, temos o sexo feminino, adolescência, bullying, eventos negativos de vida (estresse, conflitos, perdas), sintomas de outros quadros psiquiátricos (depressão, mania, sintomas psicóticos).

O risco de suicídio deve ser avaliado sempre, pois há um risco aumento de tentativas de autoextermínio. Os pais ou cuidadores devem ser incluídos, mas o(a) jovem é protagonista no tratamento.

TRATAMENTO

O acompanhamento visa alguns pontos específicos, como o avanço da automutilação, melhorar qualidade de vida, identificar riscos e identificação de comorbidades.

O tratamento de escolha é a psicoterapia. O psiquiatra tem o papel de buscar comorbidades, determinar fatores de risco, entender desencadeantes, fatores de melhora e piora. Não há medicações específicas para automutilação e, sim, para as comorbidades associadas.

  1. Comportamentos alternativos podem ser utilizados na automutilação como forma de aliviar o comportamento.
  2. • Desejo baixo de automutilação, atividades de distração, como brincar com um animal de estimação, ouvir música e cantar, ler, escrever, pintar, chamar um amigo, contar respirações, tomar um banho quente, dar um passeio para estar perto outras pessoas, usar técnicas de meditação ou relaxamento, ouvir uma fita ou vídeo de comédia, repetir 5 coisas que se vê, cheira, toca, ou saboreia no ambiente atual .
  3. • Desejo médio de se automutilar: comportamento altamente ativador, estimulação sensorial intensa ou dolorosa fraca sem lesão física, como comer limão, amarrar um elástico no pulso, correr, andar de bicicleta, fazer abdominais, bater em travesseiros, dançar, usar uma caneta de ponta de feltro vermelha para marcar regiões da pele onde o corte geralmente ocorre, apertar uma bola anti-estresse, fazer barulho, gritar em um travesseiro, rasgar papel (listas telefônicas antigas, jornais)
  4. • Desejo alto de se automutilar: estimulação dolorosa moderada sem lesão física, por exemplo mastigar uma pimenta jalapeño, tomar um banho muito frio, mergulhar as mãos em água gelada, andar com ervilhas secas nos sapatos, esfregar gelo na pele onde geralmente ocorre o corte.

Dr. Jonathan Dionizio

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G1 – O portal de noticias da Globo

A mãe de uma adolescente de 12 anos comentou, com muita preocupação, que na escola em que a garota estuda, muitos alunos estavam praticando automutilação: com giletes e facas, faziam cortes pelo próprio corpo. Assustada com os fatos, ela orientou a filha a jamais fazer isso. Até porque, devido aos seus próprios dramas pessoais, teme que ela use tal método para esquecer suas próprias mazelas.

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Esse tipo de mutilação é conhecido como cutting – palavra inglesa que significa coisa cortada, incisão e talho, entre outros. Realmente, tem aumentado a incidência deste fenômeno entre a população mais jovem. Há, inclusive, blogs na internet em que seus praticantes contam o que fazem e postam fotos.

A adolescência é uma época propícia para que determinados comportamentos que fogem à regra apareçam, sendo que alguns deles podem virar moda. Basta observarmos alguns adolescentes: todos se vestem e se penteiam da mesma forma. Outras coisas também são copiadas por eles, como cortar o próprio corpo.

Neste caso, porém, não devemos banalizar e achar que é apenas uma moda passageira. Este problema deve ser considerado como algo preocupante.

O indivíduo que se corta geralmente apresenta um transtorno de personalidade e se automutilar é um de seus sintomas.

Mesmo não sendo regra, em alguns casos mais graves o indivíduo pode tentar se ferir de maneira mais violenta, levando a danos maiores e até fatais.

Mas por que uma pessoa na flor da idade, como se diz no popular, chega ao ponto de se cortar? Algumas hipóteses tentam explicar o fenômeno, como por exemplo, a de estar no controle de sua própria dor. A física é mais fácil de dominar que a psíquica.

As dores da alma não conseguimos localizar, ou colocar algum remédio. De certo modo, isso vai de encontro à busca através da dor de se sentir vivo. Às vezes a angústia exacerbada leva a certo estado de não se sentir real, como se a dimensão física não existisse. A dor lembra que ele tem um corpo – existência concreta e real.

Outra ideia é de que a intenção de quem se fere é de se punir por algo que fez. O que tem corroboração na história da própria igreja católica, com a prática do autoflagelo: o indivíduo se tornava mais puro e pagava seus pecados. Algo que encontramos também na tragédia de Édipo, que arrancou os próprios olhos devido à culpa de ter matado o pai e desposado a mãe.

Provavelmente cada indivíduo que o pratica poderá dar uma explicação para suas próprias ações. O certo é que há um sofrimento que não pode ser desprezado.

É muito importante que a escola e a família estejam atentas aos adolescentes que venham praticar o cutting. Caso a escola seja a primeira a perceber, deve comunicar os pais e não simplesmente achar que é um fenômeno passageiro ou da moda. Não, não é.

Pode acontecer de um imitar o outro? Sim, mas mesmo se for uma imitação, podemos pensar que ao menos naquele momento há algo preocupante com o filho.

É possível imitar tantas coisas, se escolhemos o sofrimento, podemos colocar em dúvida a normalidade desta escolha.

Ao tomar consciência da situação do filho, os pais devem procurar ajuda profissional. Geralmente uma ajuda psiquiátrica é necessária, aliada a psicoterapia.

E no caso de sabermos que os colegas dos nossos filhos praticam isso, como a mãe citada, devemos proibir a amizade? Com os adolescentes é o pior caminho. Até porque, este amigo vai precisar de seus amigos. No entanto, é preciso que seja esclarecido ao jovem o quadro pelo qual seu colega passa, sem recriminações ou julgamentos morais.

Se o seu filho tem essa possibilidade de conversa com você, muito provavelmente ele não entrará nesta enrascada. Ele sente que é possível confiar no outro e pedir-lhe ajuda. Que bom que ele tem pais que possam ouvi-lo.

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Automutilação – Porque as pessoas se cortam? Descubra o motivo!

O questionário não deve ser considerado como um diagnóstico, apenas como uma orientação dos níveis dos sinais. Nesse caso, sempre é recomendado consultar um profissional capacitado para uma avaliação completa.

Se você acaba ferindo a si mesmo quando não se sente bem, saiba que isso é um assunto sério e que merece atenção.

A automutilação é um assunto conhecido, mas pouco comentado nas rodas sociais. Muitos já conheceram um amigo próximo ou distante que se feria de uma forma branda, ou grave quando estava em momento de estresse.  

Este artigo busca esclarecer dúvidas de pessoas que passam por esta realidade, e de pessoas que convivem com alguém que enfrenta esse problema. O nosso objetivo é orientar a busca pelo tratamento necessário.

Automutilação: o que isso significa?

Essa violência contra si mesmo acontece quando foge do controle lidar com a situação vivida e tantos os atos de violência maior —  como bater a cabeça contra a parede, criar cortes em seu corpo, se queimar, se arranhar— e até mesmo atos menores — arrancar pelo, cabelo ou evitar que feridas cicatrizem—  são um meio de extravasar a carga emocional contida, seguidos por um sentimento de alívio.

Ainda é um tabu falar sobre essas crises. Elas são responsáveis por causarem tensão e sofrimento em quem tem dificuldade em lidar com grandes cargas emocionais do dia a dia.

  • Dessa forma, a pessoa fere seu próprio corpo quando está em um desses momentos de tensão extrema.
  • É importante lembrar que isso é um resultado de um sofrimento real, e que ninguém deve se sentir culpado por atos que muitas vezes podem ser indícios de transtornos maiores, que precisam ser tratados.
  • Além disso, as autolesões podem ser porta de entradas para formas mais perigosas de tentar sanar suas dores internas, como a automutilação ou o suicídio.

Por que crio lesões em meu corpo?

Para entender sobre esse assunto de forma mais clara, precisamos conhecer primeiro as causas de tais atos.

Em um mundo onde frequentemente precisamos mostrar que somos fortes para sociedade, e que somos capazes de lidar com todos os afazeres, acabamos por mascarar e esconder nossos conflitos emocionais, quando deveríamos reconhecê-los e tratá-los para ficarmos livres do peso deles.

Quando não conseguimos falar ou demonstrar nosso sofrimento emocional, nossa mente cria formas de aliviá-lo. Algumas pessoas ao não se expressarem, por exemplo,  ficam doentes, enquanto outras sentem uma forte tendência em manter rituais nos quais se machucam.

Se você se machuca quando está com problemas, entenda que esta é uma forma não saudável de aliviar as tensões emocionais. Mas que a intenção deste artigo não é fazê-lo se sentir culpado, e sim servir como uma porta de entrada para você entender e discutir sobre esse assunto e, principalmente, para mostrar que existe tratamento.

Posso estar doente?

A autolesão não é entendida como uma doença, mas sim como um sintoma, podendo ter ou não algum transtorno mais grave associado.

Algum transtornos mais sérios podem levar a autolesão, sendo eles: quadros de Esquizofrenia, Autismo, Síndrome de Asperger, Depressão, Transtorno Borderline, Transtorno Bipolar do Humor, entre outros. A avaliação deve sempre ser feita por um profissional.

Será que minha autoestima está baixa?

Infelizmente uma das maiores causas da autolesão em adolescentes é a autoestima baixa, aquele jovem acredita que não é importante e tem dificuldade em se enxergar de forma positiva.

Para lhe ajudar a identificar se você possui disposição a apresentar uma autoestima baixa criamos um pequeno exercício.

Abaixo, você poderá responder ao questionário e o resultado será enviado ao seu email. Por isso tente responder com o máximo de sinceridade de clareza.

Lembrando que as suas respostas não serão compartilhadas, confira:

Aviso importante

É importante lembrar que o resultado do questionário não é uma avaliação psicológica. Assim, apenas por esse resultado, não é possível diagnosticar um quadro de baixa autoestima.

Para determinar qualquer diagnóstico potencial discuta seu resultado com um psicólogo.

Qual tratamento devo procurar?

  1. Por ser um quadro que causa um grau de risco para a pessoa, é preciso buscar com urgência um tratamento adequado, para que esse ritual de autopunição não se transforme em automutilação.

  2. A automutilação, forma mais grave que a autolesão, ocorre em maior grau em casos alucinatórios como a esquizofrenia e uso de drogas; transtornos onde há dificuldade de controle de impulsos, como o bipolar; podem ocorrer também em casos de fanatismo religioso, onde a pessoa passa a acreditar que precisar pagar por algum pecado cometido, ou em desordens de cunho sexual onde ocorre a castração.
  3. Em quadros graves de depressão, além de tentar automutilação, o paciente pode ter ainda o impulso de suicídio.
  4. O psicólogo precisará entender de onde surge a raiva contida que o paciente possui — e acaba por direcionar a si mesmo — e oferecer meios para que o paciente consiga superar esses hábitos, conquistando uma vida mais saudável.
  5. É recomendado, em quadros de transtornos, que acompanhamento conte também com o psiquiatra e medicamentos, favorecendo assim o tratamento psicológico.

Aqui no psicologia viva, contamos com profissionais capacitados e dispostos a ajudar. Se você vivencia esse problema, não deixe de buscar ajuda.

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