Como Ajudar Alguem Que Não Quer Ser Ajudado?

Como Ajudar Alguem Que Não Quer Ser Ajudado?

Uma pessoa que não quer ser ajudada é uma pessoa cheia de dor. Está profundamente afundada em sua própria dor, tão afundada que se acostumou a estar lá e não quer sair. Sua identificação com seu “eu físico-mental-emocional” (ego) é tão grande e tão forte que ela não pode ver além. Essa pessoa tem uma grande falta de autoestima e confiança.

  • Quando alguém não se ama, é muito difícil ajudá-lo e ainda mais quando não há confiança de que a vida pode melhorar. Trata-se de alguém totalmente fechado em si mesmo, em sua própria dor, que precisa se alimentar de mais dor … é muito difícil sair dali, mas saiba que existe uma maneira de ajudá-lo:
  • O que essa pessoa realmente está pedindo é amor, está pedindo para ser amada, respeitada, valorizada, pois sua baixa autoestima e a ignorância de sua verdadeira essência são as causas de sua “doença”.
  • Mas não podemos dizer a ela que ela não se ama, que está afundada em sua dor, que não se conhece, porque não entende e, por não entender, acabaria ainda mais em seu próprio sofrimento.
  • Etapas para ajudar uma pessoa que não deseja ser ajudada
  • Se depois de perguntar se ela quer ajuda, ela responde “não” várias vezes, tudo o que precisamos fazer é não insistir mais, deixe-a. Então será através da nossa atitude que faremos algo para ajudar essa pessoa.
  • Com nossa própria energia e vibração, podemos ajudá-la.
  • Devemos sempre ser muito respeitosos, fale docemente, com amor e respeito.
  • Nunca levante a questão de que ela está errada, que precisa de ajuda, etc … nunca fale de negatividades.
  • Toda vez que estamos com essa pessoa, simplesmente temos que permanecer calados, com um estado de presença, em mente. A paz que emerge com o estado de presença é o que ela precisa: tranquilidade, calma.

Depois de um tempo, essa pessoa verá paz e calma em nós, e isso lhe dará confiança. Por ter mais confiança, seu coração se abrirá pouco a pouco … mas devemos continuar em silêncio, em um estado de presença. E se queremos lhe contar uma coisa, sempre com muito respeito e bondade … o amor cura.

Pode levar muito tempo para a pessoa se abrir e confiar plenamente em nós, isso dependerá de vários fatores, mas quando chegar a hora de ela se abrir para nós, estaremos dispostos a ouvi-la.

Na fase de escuta, devemos estar muito preparados, pois a pessoa aliviará toda a sua dor.

Ela pode eliminá-la sob a forma de raiva, ou culpar a si mesmo, ou sob a forma de orgulho, essa é a marca da confiança.

Haverá momentos em que ela o atacará, ofenderá e gritará com você, mas você saberá que não é ela quem fala, mas sua própria dor; assim, você continua em um estado de presença e escuta.

  1. Mais tarde, pode ser que a pessoa perceba toda a dor que ela sente por dentro, ou talvez não, mas em ambos os casos já haverá um bom relacionamento entre você e ela.
  2. O processo de cura é longo e requer muita presença, porque é a sua própria energia (vibração) que está curando a outra pessoa, é a sua própria paz interior, o seu amor.
  3. Você deve ser muito forte para não se deixar arrastar pela dor dela, pois a energia tenderá a levá-lo “para baixo”, em direção à dor dela… é por isso que você deve permanecer muito consciente, muito alerta, em um estado de presença.
  4. Essa experiência é tão positiva para a pessoa que está sofrendo quanto para você, é um aprendizado, um “teste espiritual” que permite que você esteja mais presente, mais consciente e, portanto, alcance estados mais elevados de consciência.
  5. Não podemos forçar aqueles que não querem ser ajudados, é importante respeitar os processos um do outro.
  6. (Fonte: gutenberg.rocks)
  7. (Imagem:Yuri Levin)

Não tente ajudar quem não quer ser ajudado

Por Isaias Costa

Como Ajudar Alguem Que Não Quer Ser Ajudado?

Esses dias li um texto simples e bastante profundo da terapeuta Gisela Vallin que me fez refletir muito sobre o conhecido processo psicológico chamado RESISTÊNCIA. Leia com bastante atenção.

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Quando vir alguém vivendo uma situação desafiadora, exerça a empatia para verificar se essa pessoa quer sua ajuda de fato.

Ao longo da minha trajetória como terapeuta, percebi, a duras penas, algo muito interessante no comportamento de algumas pessoas : Muitas vezes elas só querem reclamar, mas não querem uma solução para o problema.Sim, isso existe. Nós mesmos fazemos isso sem perceber.

Inúmeras vezes só queremos expressar nosso mimimi, mas não queremos a solução real para o que nos atormenta. De alguma forma, a queixa alimenta o ego.

Inúmeras vezes sugeri tratamentos para clientes que eu sabia que iria fazer com que, possivelmente, eles solucionassem alguns problemas de vez. E eu não entendia porque eles nunca iam, ou nunca faziam o tratamento por completo ou encontravam desculpas para faltar. Até que fui conhecendo, na prática, o fenômeno da RESISTÊNCIA.

Basta observarmos nossas vidas. Quantas vezes ficamos andando em círculos numa situação por conta do imenso medo de perder a muleta existencial que um problema nos dá ?

Creio que, quando temos coragem de olhar para dentro, percebemos que, muitas vezes, podemos encontrar um prazer mórbido em alguns sofrimentos e alimentamos essa postura masoquista por falta de consciência.

Já diz o o Osho que o sofrimento fortalece o ego.

Não tente ajudar quem não quer ser ajudado. Cada pessoa tem seu processo, devemos respeitá-lo. Se a pessoa pedir sua ajuda e você sentir em seu coração que deve fazer algo, pode emanar boas energias à distância, mas não compre o marketing do ego vitimizado de pessoas que estão apegadas ao sofrimento e que se autoboicotam, diariamente, para não sair dele.

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Tudo isso que ela fala nesse texto é muito profundo e verdadeiro. Também sou bastante sensível para escutar a dor das pessoas, assim como a Gisela Vallin, mas observo constantemente que muitos dos que se dirigem a mim para conversar possuem uma espécie de “sofrimento de estimação”, ou seja, cuidam das suas dores como se fosse algo precioso.

A leitura desse texto me fez lembrar de um caso real que tive conhecimento. Uma pessoa conhecida da minha família tem uma condição financeira bastante favorável e também possui um coração muito bondoso, generoso e prestativo.

  • Ele, ao ir de carro para o seu trabalho, sempre encontrava em um dos sinais um rapaz que tinha uma enorme ferida na região do quadril e que o deixava incapacitado de trabalhar em qualquer empresa ou instituição.
  • Compadecido de sua realidade dolorosa, ele conversou com o rapaz em particular e disse que poderia pagar todo o tratamento médico, para que ele ficasse totalmente curado daquela ferida tão feia e dolorosa.
  • Para a sua surpresa, o rapaz agradeceu a sua gentileza, mas recusou sua proposta com o seguinte argumento:

– Senhor? Mas se eu ficar curado dessa ferida, eu vou perder o meu “ganha pão”. Eu vivo de pedir essas esmolas no sinal. Se eu deixar de pedir, como é que eu vou me sustentar?

Pois é meus amigos! Essa estória é verídica e afirmo a você com veemência que esse não é um caso isolado, de maneira nenhuma, ele é mais comum do que você imagina. Acontece por todos os lugares.

  1. Infelizmente, muitas pessoas se colocam em ZONAS DE CONFORTO extremamente doentias e prejudiciais.
  2. Dei esse exemplo para mostrar uma das maiores verdades universais e colocarei aqui com bastante destaque.
  3. NINGUÉM MUDA NINGUÉM

Quando essa verdade universal fizer parte do mais profundo do seu ser, você vai pouco a pouco se transformar em um homem ou mulher de autoconhecimento e vai aprender que a verdadeira e real mudança sempre acontece na gente mesmo. É algo de dentro para fora. Mudando o mundo interno, o externo vai refletindo também essa mudança.

É difícil explicar isso em palavras, é algo que deve ser experimentado na própria vida. Experimente! Mude o seu mundo interno e vai ver como o mundo externo vai refletir essa mudança.

Portanto, lembre-se sempre: Não tente ajudar quem não quer ser ajudado.

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Marcado como consciência, mudança, vida

Como ajudar quem não quer ser ajudado?

Como Ajudar Alguem Que Não Quer Ser Ajudado?

Já dizia o grande filósofo Confúcio “De nada vale tentar ajudar àqueles que não se ajudam a si mesmo”.

Você conhece alguém que está precisando de ajuda? Aposto que sim e eu arrisco a dizer que você já ofereceu o seu apoio e a pessoa não aceitou. Aí você pensa: por que a resistência?

Talvez teimosia? Aquela teimosia que nos cega e faz a gente martelar no mesmo ponto, sem ao menos admitir olhar para outras possibilidades.

Ou quem sabe orgulho? Quando a gente tem um conceito exagerado da gente mesmo.

Sei lá! Só sei que não existe um pó de pir lim pim pim para lidar com esta situação. Normalmente este processo de “convencimento” do indivíduo é desgastante, longo, trabalhoso e, porque não dizer, triste.

É de cortar o coração ver alguém que a gente gosta precisar de ajuda e não aceitar. Mas, se vale de conforto, não é sua obrigação mudar ninguém e, mais uma vez, a gente só ajuda quem quer ser ajudado.

  • De qualquer forma, como a esperança é a última que morre, seguem algumas dicas que podem enfraquecer a teimosia e enquadrar o orgulho de quem você deseja ajudar:
  • Coloque-se no lugar do outro e mostre que você o compreende, apoia e acolhe.
  • Tente conversar sobre o que ele está vivendo e porque é necessária a mudança de atitude.
  • Tente fortalecer a auto-estima reconhecendo pequenos avanços.
  • Seja persistente e tente, mas tente muito, não demostrar irritação.
  • Respeite o tempo da pessoa (desde que não haja risco de vida).

Imagino que você está lendo tudo isso e pensando “mas eu já tentei de tudo”, e eu acredito em você. Sendo assim amiga, fique em paz com sua consciência, porque existe o livre arbítrio, isto quer dizer que o outro tem o poder de decidir se quer ser feliz e protagonista da sua história ou se prefere se acomodar e ser vítima da vida.

SpartanMind #14 – Acredite se quiser, LIVRE ARBÍTRIO é uma coisa que você NÃO TEM!

Mas, não demora muito e percebemos que tentar ajudar quem não quer ser ajudado é como dar murro em ponta de faca…

  • A maioria das pessoas querem melhorar alguma coisa em suas vidas, querem mudar ou fazer algo novo para dar uma renovada e se sentirem melhores.
  • Esse anseio por mudança é da natureza humana.
  • No entanto ela geralmente parte de iniciativa própria das pessoas que desejam a mudança que ao conversar reclamam de uma determinada situação com seus amigos ou familiares, mas dificilmente tomam alguma ação.

Estas reclamações variam de pessoa para pessoa mas prevalecem reclamações do tipo:

  • “Ah, queria emagrecer mas não consigo”;
  • “Meu relacionamento está indo mau”;
  • “Estou sentindo um vazio, preciso fazer algo pra mudar isso”;
  • “Não consigo arrumar tempo para fazer nada”;
  • “Meu emprego é uma merda”;
  • “Queria fazer atividades físicas mas não tenho disciplina”, etc.
  1. Nós que somos próximos destas pessoas queremos sempre opinar e ajudar de alguma forma…
  2. Baseados em nossas próprias experiências e na maneira como interpretamos a realidade do mundo, sugerimos várias soluções possíveis, e, de vez em quando, até nos oferecemos para acompanhá-las ao longo do processo, dependendo do problema é claro, pois de verdade a nossa principal intenção é a de ajudar.
  3. Porém, a maioria destas pessoas que precisam de algum tipo de ajuda nem se quer nos dão ouvidos, ou muitas das vezes até fingem que ouviram para logo percebermos que o “conselho” que demos entrou por um ouvido e saiu pelo outro, não é mesmo?
  4. Agora o pior mesmo é quando algumas pessoas que queremos ajudar reagem defensivamente, ou até mesmo de maneira agressiva, em relação aos nossos conselhos pois elas acham que está tudo “bem” do jeito que estão.
  5. O que será que leva essas pessoas a agir desta maneira?
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Mudar dói

Algumas até aceitam os conselhos e procuram ajuda, começam uma determinada atividade física, terapia, dieta, etc., mas dificilmente dão continuidade, elas sempre arrumam desculpas e voltam imediatamente para a sua zona de conforto.

  • Parece que estas pessoas tentam se anestesiar para se distrair do objeto de sua dor ou simplesmente desistem de solucionar o problema porque pra elas tudo é “sempre muito difícil e o mundo está contra elas”, então aquele problema só cresce enquanto estas pessoas não progridem pois o que elas resistem, persiste.
  • Não existe problema que irá embora sozinho, muito menos quando estes problemas estão relacionados somente a mudança que precisamos fazer em nós mesmos.
  • E isto demanda auto-responsabilidade e muita força de vontade para que assim a principal tarefa para a evolução seja feita: A AÇÃO.
  • Não há como um amigo ou familiar fazer mais do que apenas ouvir e aconselhar…
  • Sejam os nossos problemas questões relacionadas a sobrepeso, motivação, profissão ou até mesmo situações relativas a relacionamentos… O QUE SEJA!
  • É sempre muito bom termos um amigo para nos ouvir e nos dar incentivo ou até mesmo para chamar a nossa atenção, por este motivo não fique na defensiva ou entre em conflito com quem quer te ajudar, muito pelo contrário, seja grato por ter alguém que ainda se preocupe com você.

Temos que ser senhores do nosso próprio destino sempre!

Para aqueles que assumiram responsabilidade pelos seus resultados,  já passaram  por cima de seus maiores problemas e tiveram algum tipo de mudança positiva ao enfrentá-los, fica difícil para eles entenderem o porquê das pessoas resistirem tanto a mudança, principalmente àquelas que enxergam a dificuldade e a possível solução, desejam mudar, mas nem se quer tentam colocá-la em AÇÃO.

Você, como uma pessoa que quer ajudar pois já passou por uma situação similar deve ficar se perguntando:

  • Por que esse tipo de coisa acontece?
  • O que é isso que nos aprisiona na nossa mediocridade e nos paralisa diante da possibilidade de mudança?

Existem muitas respostas para estas perguntas para essas respostas acima, e fatalmente tais respostas não te levarão a solucionar a sua dor: Falta de Empatia e Paciência para com o Próximo…

Então eu te proponho a refletir nas perguntas abaixo para tentar gerar um pouco de empatia por aquela pessoa que você tanto deseja ajudar:

  • Você se lembra da última vez que mudou alguma coisa na sua vida ou comportamento?
  • O que te motivou?
  • Como tudo começou?
  • Quais foram as suas maiores dificuldades?
  • Você conseguiu se manter impecável durante todo o processo?
  • Será que você não falhou em nenhum momento nesta jornada?
  • Você chegou desistir ou resistir a mudança em algum momento?
  • Será que você já conseguiu mudar tudo o que gostaria?

Para um número limitado de pessoas, a necessidade de mudança vem de uma forma avassaladora, como uma verdadeira tsunami, modificando tudo de uma hora para a outra (e claro, resolvendo rapidamente as adversidades e dificuldades sem se deixar abalar).

Contudo, para a maioria das pessoas isto não acontece,  a mudança ocorre de maneira lenta, difícil e muita das vezes nem ocorre porque elas habitam na resistência.

Mas porque as pessoas habitam na resistência?

  1. O motivo é simples:
  2. a maioria das pessoas tem medo e resistência a mudança, elas não têm coragem de se expor, de se arriscar e preferem ficar na sua Zona de Conforto.

  3. Afinal como já dizia Anthony Robbins – as pessoas  só fazem as coisas por dois fatores, para obter prazer ou evitar a dor…”

Quando saímos da nossa zona de conforto é natural sentirmos medo, dor e ansiedade.

E como qualquer pessoa comum, se tivermos escolha, para evitar esta dor voltaremos rapidamente para o conforto da nossa rotina e da nossa vida “normalzinha”.

  • Nós sucumbimos diariamente aos prazeres imediatos para anestesiar a dor ou preencher o buraco de nossa alma, e por este motivo muitas pessoas se entregam aos vícios como cigarro, drogas, bebida ou comida em excesso.
  • Se não estamos bem e temos consciência disso, reclamamos e transferimos a culpa para fatores externos.
  • Se achamos que estamos bem, preferimos fechar os olhos para como o nosso comportamento afeta as pessoas ao nosso redor, com isso se alguém vem apontar alguma falha nossa, alguns ignoram, outros lutam.
  • Afinal, estas são as principais reações daqueles que habitam na resistência.
  • Procuro praticar a compaixão com consistência e digo pra mim mesmo todos os dias que preciso sempre estar presente e compassivo para me colocar na pele dos outros antes mesmo de querer ajudá-las…
  • Mas de fato esta prática é muito difícil e é um tanto quanto frustrante ver algumas pessoas se destruindo, sem aceitar a nossa ajuda por teimosia, totalmente inertes deixando a vida passar por entre seus dedos sem correr atrás de seus próprios sonhos e objetivos, e pior, ainda reclamando sem fazer nada.
  • É um sentimento de impotência, eu sei como é, e confesso que ele as vezes me faz perder uma das principais virtudes da compaixão: a paciência.
  • Confesso que eu não tinha muita paciência com o derrotismo, pessimismo, vitimismo, “mimimi” e mediocridade que a maioria das pessoas carregam consigo mesmas, mas há muito tempo eu decidi não desanimar pelos resultados dos outros e assumir responsabilidade acima de tudo pelos meus resultados.
  • Também decidi respeitar o tempo de cada pessoa e continuar consistentemente no meu caminho de melhoria contínua para ser o exemplo da mudança que quero ver no mundo.

Depois que eu adotei essa postura, comecei a compreender que o maior problema destas pessoas está na mente delas

  1. Isto é…
  2. Não é que elas não queiram mudar, elas só não tem a pré-disposição mental para conseguir se colocar nesse estado de auto-responsabilidade assumindo responsabilidade pelos seus próprios resultados, sendo senhores de seu destino.

  3. Eu só consegui desenvolver minha paciência para este tipo de atitude quando eu me coloquei no lugar delas.

  4. Por exemplo, quando eu parei de treinar por um tempo por causa de uma lesão, e vi que para retornar foi extremamente penoso…
  5. Nossa, foi desanimador, até entrar no ritmo novamente foi um esforço homérico, um verdadeiro recomeço.

  6. Eu passei a entender de verdade estas pessoas “resistentes a mudança” a partir do momento que eu me vi compassivo, entendendo a dificuldade daqueles que estão tentando mudar e não conseguem.
  7. Em contrapartida, entendo também a frustração daqueles que querem ajudar, mas ao mesmo tempo não conseguem impulsionar as pessoas que habitam na resistência.

Então, se eu posso dar um conselho para você que está tentando ajudar alguém, é:

Não entre em conflito!

Tenha paciência, não se frustre pelos resultados alheios, foque apenas no seu resultado, foque apenas no seu desenvolvimento, se preocupe SOMENTE com a sua mudança e evolução. É isso o que eu faço hoje.

Quem quiser a sua ajuda, esteja de braços abertos para ajudar, ajude com a maior boa vontade e todo o seu coração; quanto aqueles com postura derrotista, não fique mais chateado nem decepcionado quando eles não tentam ou desistem no meio da mudança.

ESSA DOR NÃO É SUA!

Sabe por que?

  • Pois fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para incentivar e ajudar, nossa consciência está limpa, e em alguns momentos não é nenhuma vergonha ser um pouco “egoísta”, principalmente quando tentamos uma, duas, “N” vezes ajudar.
  • Podemos e devemos nos preocupar com a nossa própria evolução, a nossa intenção deve estar em sempre buscar ser melhor que ontem, não podemos nos privar da evolução por causa daqueles que querem continuar estagnados (e insatisfeitos) na sua zona de conforto.
  • Devemos atuar como uma inspiração, nos tornando a mudança que queremos ver nas outras pessoas.
  • Devemos transbordar a nossa luz até que aquela pessoa, no seu tempo, não tenha outra opção a não ser despertar, pelo amor ou pela dor, e tome a decisão definitiva: honrar o comprometimento com ela mesma.

Não coloque as suas metas e os seus resultados dependentes de terceiros

Não coloque a sua expectativa de felicidade e realização, no resultado dos outros! Coloque sua expectativa apenas em você, porque esse é o único fator que está sob o seu controle.

  1. Fator este ao qual você tem total controle e domínio pois você é o senhor do seu destino, o capitão do seu barco, e os resultados que tanto deseja só dependem de você para serem conquistados.
  2. Se você colocar a sua realização dependente de terceiros, você vai se frustrar, você vai se decepcionar, você vai ficar triste, você vai se colocar num estado mental enfraquecedor que nem mesmo você terá energia para sair da inércia e se desenvolver, mental, física e espiritualmente falando.
  3. Busque ser melhor que ontem sem muita pretensão de mudar a todos com os seus conselhos e incentivos…
  4. Eventualmente, as pessoas que estiverem a sua volta, seguirão o seu exemplo, pois como já dizia Mahatama Gandhi:

Seja o exemplo da mudança que deseja ver no mundo.

Conhece alguém que está passando por algum obstáculo ou dificuldade e deseja ajudá-lo?

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Como Ajudar Alguem Que Não Quer Ser Ajudado?

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Ajudar

Cerca de 2981 frases e pensamentos: Ajudar

Ninguém vai ajudar você. Eu lamento ter que ser tão sincero agora! Mas essa dor que você está sentindo ninguém vai tirar. Mesmo tendo na sua lista de amigos 1000 nomes, e cada um deles te dessem um conselho, você não iria ouvir nenhum. Hoje, agora, nesse momento terrível que você vem vivendo, é VOCÊ por VOCÊ.

E posso ser mais sincero ainda? Talvez nem você mesmo consiga se livrar disso tão rápido, talvez, mas nada custa tentar! Porque eu acredito que você não tem nada a perder, não é mesmo? Pelo menos é isso que eu imagino passar pela sua cabeça agora! Não tem NADA a ser feito, você só tem que passar um dia após o outro, é o máximo que você pode fazer pra hoje. Vai tentando sobreviver às segundas-feiras, terças, quartas… À semana, ao mês, ao ano… à vida. Isso, vai tentando sobreviver a vida. Porque você ainda tem algum motivo pra lutar, eu não sei qual ainda, mas se você ainda está aqui, provavelmente tem um motivo. Sobreviva, se não der pra viver. Pode chorar, caso não dê pra sorrir. Quem disse que você é obrigado a fingir que está feliz sempre? Tranque-se no quarto se quiser, ninguém tem a obrigação de viver a merda de mundo que tem lá fora. Escreva, rabisque, desabafe, durma, isso… Durma, dizem que é o melhor remédio, só não se esqueça que o efeito colateral desse remédio é acordar! Tenta sobreviver, você ainda tem um longo caminho dentro desse inferno dentro de você!

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iricon-kenway

Amigo, Quando você estiver triste, … Eu vou te deixar bebaço e te ajudar a planejar uma vingança
contra o fdp que te deixou assim. Quando você me olhar com desespero, … Eu vou enfiar o dedo na sua goela e te fazer pôr pra fora o
que estiver te engasgando. Quando você sorrir,

Eu vou saber que você finalmente deu uns “pega”. Quando você sentir medo, … Eu vou te chamar de boiola e tirar uma da sua cara sempre que tiver chance. Quando você estiver preocupado, … Eu vou contar histórias horríveis sobre o quão pior você poderia estar
e te mandar parar de choramingar.

Quando você estiver confuso, … Eu vou explicar pra você com palavras bem simples,
porque eu sei o quanto você é burro. Quando você estiver doente, … Fique bem longe de mim até se curar. Eu é que não quero pegar
o que quer que você tenha. Quando você cair, …

Eu vou apontar pra você e me cagar de rir do seu desengonço. Você me pergunta: “Por que?”

Porque você é meu amigo!

Anônimo

Já se foi o tempo em que tentava ensinar algo a alguém. Antes eu tentava entender, tentava ajudar, compreendia “tadinho, é imaturidade”. Hoje, perdi a paciência. Saí do jardim de infância e fui direto pro mestrado: pra estar comigo, tem que entender do assunto.

Jessica M.

O objetivo de corrigir e orientar um amigo, não é te engrandecer e diminuir o outro. Ajudar alguém deve ser um ato feito com amor e sem esperar qualquer coisa em troca.
E os bons sabem disso.

Josiane Bonifacio
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Por que há algumas pessoas que não querem ser ajudadas?

Todos nós já encontramos alguma vez na vida algumas pessoas que não querem ser ajudadas. O mais comum é que elas correspondam a um desses dois casos: são pessoas que estão dispostas a ajudar a todos, mas têm dificuldade em aceitar ajuda; ou são pessoas que estão com um problema sério e, mesmo assim, não aceitam a ajuda de ninguém.

Em ambos os casos, a situação é muito frustrante para os outros. Quem se depara com essas pessoas não consegue entender por que elas não se deixam ajudar, mesmo que precisem disso. Essa situação pode se tornar irritante e ser interpretada como negligência ou falta de vontade para resolver os problemas.

“O maior espetáculo é ver um homem trabalhador lutando contra a adversidade; mas há outro ainda maior: ver outro homem ajudá-lo”.
– Oliver Goldsmith –

A verdade é que quase nunca é assim. Os motivos pelos quais algumas pessoas não se permitem receber ajuda envolvem um problema mais profundo. Embora sofram e precisem dos outros, elas têm muita dificuldade de se apoiar em alguém. Pode ser algum bloqueio inconsciente ou simplesmente porque têm dificuldades para reconhecer que precisam mudar.

Aqueles que ajudam a todos, mas não querem ser ajudados

É muito comum que aquelas pessoas que ajudam a todos tenham problemas para pedir ou aceitar a ajuda dos outros. São pessoas que construíram uma identidade na qual é válido dar, mas não receber. Elas acreditam que devem atender às necessidades do outro, enquanto ignoram os seus próprios problemas.

De uma forma ou de outra, não se permitem ser ajudadas pelos demais porque acreditam que, dessa forma, estariam traindo a sua “missão” na vida, sendo incoerentes com a imagem e a pessoa que querem construir. Elas também podem sentir que aceitar a ajuda dos outros é um incômodo. Em outras palavras, gera um grande problema e causa muita vergonha.

Há também o caso daquelas pessoas que não querem ser ajudadas porque acreditam que aceitar uma ajuda gera uma dívida que o outro pode cobrar quando e como quiser. Elas não entendem que, para os outros, pode ser uma satisfação ajudar e que isso não gera nenhum tipo de obrigação. É por isso que, muitas vezes, é necessário fazê-la ver com carinho que não é bem assim.

Precisa de ajuda, mas não aceita

O segundo caso acontece com aquelas pessoas que não se permitem ser ajudadas, mesmo que estejam passando por situações muito difíceis.

Todos percebem que elas precisam de ajuda, mas se alguém tentar ajudá-las, é rejeitado. O exemplo mais típico é daquela pessoa que tem um vício.

O comum é que se recusem, às vezes com raiva, a aceitar que alguém lhes “dê uma mão” para sair da situação em que se encontram.

Nesses casos, normalmente a pessoa nem admite que tem um problema. Dessa forma, não acredita que precisa de ajuda. Parte do seu problema é precisamente a negação dele. Isso acontece com os viciados, mas também com as pessoas que estão submersas em depressão, ansiedade, ou qualquer outro transtorno, e não estão conscientes disso.

Curiosamente, nesses casos, o próprio sintoma é uma resposta adaptativa que a pessoa construiu para suportar a sua vida. É “adaptável” no sentido de que lhe permite interpretar a sua realidade de forma que seja possível seguir em frente.

Por exemplo, alguém deprimido constrói a fantasia de que está triste porque é mais sensível do que outras pessoas, e não como resultado de uma doença.

No entanto, essa fantasia permite que ele explique a sua maneira de viver e continue dessa forma, mesmo com muito sofrimento.

Como ajudar pessoas que não querem ser ajudadas?

No primeiro caso, daqueles que ajudam a todos, mas não se deixam ajudar, é aconselhável esclarecer a situação. Demonstre com carinho que o seu interesse em ajudá-los nasce de um apreço verdadeiro e que poder ajudá-los é uma fonte de satisfação, não um sacrifício ou um grande esforço.

No segundo caso, isto é, aqueles que não se deixam ajudar mesmo quando precisam, a situação é um pouco mais complexa. É necessário ter mais paciência e tato.

Estar sempre por perto, mostrar interesse e tentar aceitar a pessoa como ela é pode ser um caminho para que ela “baixe a guarda” e nos deixe participar da sua vida. O mais importante é não ceder à tentação de pressioná-la o tempo todo para tentar mudá-la.

Às vezes a preocupação com o outro toma essa forma e a nossa intervenção, carregada com todas as boas intenções do mundo, acaba prejudicando a outra pessoa.

É preciso respeitar o ritmo de cada pessoa. Na maioria das vezes elas precisam de tempo para entender que precisam de ajuda. Nos casos mais graves, é aconselhável consultar um profissional para saber como ajudar as pessoas que não querem ser ajudadas e como fazê-lo de maneira eficiente.

Professor Rodrigo Menezes

É difícil ajudar quem não quer ser ajudado… Mas o que podemos fazer se consideramos importante essa ajuda?

Insistir, persistir, buscar formas diferentes de ajudar, olhar para a solução e não para o problema? Ou desistir da pessoa, deixar ela pra lá até que ela acorde sozinha pra vida, até que ela melhore?

Antes de discutirmos essas perguntas, vamos a outras também importantes:

1) O quanto você tem ajudado a si próprio? 2) Você é daqueles que se preocupa em ajudar o próximo mas a si mesmo não ajuda?

Cuidado, porque nenhuma das duas coisas vai funcionar bem: ajudar ao próximo sem cuidar de si mesmo e olhar só para seu umbigo sem se importar com os outros. O ideal é o equilíbrio!

Para ajudarmos alguém é importante que estejamos bem como nós mesmos, que nossa energia esteja positiva para que possamos irradiar essa energia para a outra pessoa.

Voltando ao questionamento inicial, não há o certo. Você decide como agirá em cada caso considerando o quanto essa pessoa é importante pra você, entre outros fatores.

Infelizmente, ajudar quem não quer ser ajudado é pouco efetivo, porque quando alguém quer mesmo se sabotar não há quem impeça. Mas se com ajuda é difícil a pessoa melhorar, imagine sem… É triste principalmente quando é alguém que a gente ama, porque dá uma grande sensação de impotência.

Para você que quer o desafio de ajudar alguém a todo custo, algumas dicas são muito importantes:

1) Você não muda ninguém. Só quem vc pode mudar é a si mesmo. Você pode ajudar a pessoa a tomar a decisão de mudar e melhorar, mas a decisão é somente dela;

2) Comece a conversa no mesmo tom e expressão corporal da pessoa, olho no olho, fazendo uma conexão direta e forte. Sem que a pessoa perceba, repita suavemente o movimento do seu corpo, gestos etc. Em seguida vá aumentando gradativamente seu ânimo e observe se a pessoa te acompanha. Se a conexão funcionar você poderá levá-la para onde quiser sem precisar tocar diretamente no assunto.

  • 3) Use palavras de validação sinceras que exaltem as qualidades da pessoa sem parecer bajulação;
  • 4) Demostre sua gratidão por ela e ajude-a a ser grata por tudo que a vida nos proporciona. A gratidão é um grande remédio para muitos males;
  • 5) Ajude a pessoa a relembrar de momentos de sucesso na vida dela e faça-a reviver esses sentimentos;
  • 6) Demonstre muito amor pela pessoa; o amor em comportamento, o afeto, o respeito e o carinho são transformadores.
  • Por fim, ainda que nada adiante nunca se culpe, você não é responsável pelos sentimentos, pensamentos e comportamentos dos outros.
  • Muito mais importante do que o que acontece na nossa vida, é a forma como lidamos com isso!
  • Rodrigo

rodrigomenezes.com.br

Ajudar quem não quer ser ajudado

Creio que já mencionei por aqui que sou fã da numerologia e quando a conheci decidi fazer uma leitura do meu mapa numerológico. No final da leitura, a Ana aconselhou-me a mudar o meu nome de assinatura porque o nome que eu estava a usar não me favorecia muito.

Depois de várias contas à procura da melhor opção, ela acabou por dizer-me que dentro do possível a melhor opção era usar “Neuza Cavalinhos”. Mas logo me alertou: “Quando quiser ajudar alguém, mas a pessoa não aceitar, não insista. Pois isso vai criar-lhe imensa frustração.”.

Eu assenti e segui o meu caminho, mal sabendo o que me esperava.

Esta coisa de mudar de nome, como é óbvio não
tem efeitos imediatos. Nós só começamos a sentir os efeitos do novo nome quando
realmente ele está incutido em nós.

Eu aproveitei a minha viagem para me
apropriar dele e hoje está tão incutido em mim que quando alguém me chama pelo
nome antigo, eu faço uma cara feia e dou um passo atrás.

É incrível como este
ano me alinhei tanto comigo mesma que até o nome está alinhado.

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Alinhei-me tanto que também os efeitos negativos
chegaram até mim.

Este ano senti uma vontade avassaladora de ajudar os outros, de querer que as pessoas à minha volta deixassem a sua vida infeliz e se alinhassem, tal como eu fiz.

Comecei até a sentir uma certa revolta quando via as pessoas à minha volta a afundarem-se numa vida sem sentido e a recusarem-se a dar o salto. Tentei ajudar de todas as maneiras que conseguia, sempre a pensar na felicidade delas.

Mas a verdade é que não vale a pena quereres ajudar quem não quer ser ajudado. E essa foi uma chapada na cara que eu levei este ano.

Cheguei a passar por cima de valores meus, cheguei a sacrificar-me, a meter os outros à minha frente, tudo na ânsia de ajudar. E para quê? Para nada. Quando tentas ajudar uma pessoa que não quer ser ajudada, de nada servem os teus esforços. Uma pessoa só muda ou só age quando sente no fundo de si que o quer fazer. Por isso, não ajudes quem não quer ser ajudado.

E vou até mais longe, mesmo que a ajuda te
seja pedida do outro lado, avalia primeiro se é um pedido sentido. Muitas vezes
as pessoas sabem que precisam de ajuda, mas simplesmente não estão dispostas a
fazer nada por elas próprias. E tu podes ajudá-las a andar, mas não podes
carregá-las às costas.

Esta foi uma aprendizagem que eu trouxe para mim no final deste ano. Quando olho para trás e reflito, chego até a pensar que talvez não só não tenha conseguido ajudar nada, como até tenha prejudicado.

Às vezes, o melhor que tens a fazer por uma pessoa é mesmo deixá-la atravessar sozinha a escuridão. Ao fim de algum tempo, ela vai adaptar-se ao escuro e começar a ver alguma coisa, até finalmente vislumbrar a luz ao fundo do túnel e perceber por ela mesma que é para lá que deve seguir.

Por isso, agora sei que tenho de pensar duas vezes e refrear esta minha ânsia de querer ajudar.

Ajudar sim, mas ajudar apenas quem realmente quer ser ajudado e está disposto a fazer por si.

Como ajudar alguém que não quer ser ajudado?

“Como podemos ajudar alguém que realmente precisa de ajuda, mas se recusa a recebê-la? Eu tenho um tio muito próximo que é alcoólatra e que está se afundando a cada dia que passa. O problema é que ele não aceita a opinião de ninguém da família e fica muito irritado quando alguém toca no assunto. O que eu posso fazer?”

R: Infelizmente, é quase impossível ajudar alguém que rejeita qualquer tentativa de apoio. E, na maioria das vezes, fica mais difícil ainda se esse alguém é da nossa própria família.

Mas por que algumas pessoas não querem ajuda, mesmo quando está muito claro que elas estão precisando de socorro? Pode ser por causa do orgulho, do medo de enfrentar as consequências, da preguiça, da acomodação, ou simplesmente porque não acreditam que podem se libertar do vício. Mas, independente do motivo, o resultado é sempre o mesmo: a perdição. A Bíblia diz: “Ai dos que se levantam cedo para embebedar-se, e se esquentam com o vinho até à noite. Ai dos que são campeões em beber vinho e mestres em misturar bebidas” (Isaías 5:11;22).

Isso significa que você não pode fazer nada para ajudar seu tio? É claro que não! Primeiro de tudo, você pode orar por ele. Eu sei que você não está conseguindo vencer as barreiras que estão se erguendo em volta dele, mas Deus pode! O salmista escreveu: “com o meu Deus posso transpor muralhas” (Salmos 18:29).

Então ore, não apenas para que seu tio queira enfrentar o problema com o alcoolismo e aceite a ajuda da sua família, mas também para que ele se volte para Deus e entregue a sua vida para Jesus Cristo.

Ore também para que você tenha sabedoria para lidar com ele.

Em Tiago 1:5 está escrito: “Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida.”

Em seguida, fale com outros membros de sua família para vocês conversarem com o seu tio. Geralmente, os alcoólatras não querem reconhecer que têm um problema, mas se vocês se unirem para confrontá-lo e exigir que ele aceite ajuda, ele pode ouvir.

Deixe ele saber que vocês o amam; pois se vocês não demonstrarem isso, pode ser que ele pense que estão apenas querendo controlar sua vida. “Sobretudo, amem-se sinceramente uns aos outros, porque o amor perdoa muitíssimos pecados” (1 Pedro 4:8).

Por fim, experimente falar com o pastor da sua igreja ou com um médico de confiança da família. Eles podem conhecer lugares que têm programas de apoio e tratamento a pessoas vítimas do alcoolismo.

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Por favor, não se doe tanto: Aprenda a ajudar apenas quem quer ser ajudado

Quase todo mundo foi educado para fazer o que é possível, e o impossível, para ajudar os outros. É um conceito profundamente enraizado e que, sem dúvida, é muito louvável. No entanto, às vezes, no ato de ajudar os outros, podemos praticar um sangramento emocional que drena nossa energia e destrói nosso equilíbrio psicológico.

Todos os psicólogos sabem que você não pode ajudar aqueles que não querem ser ajudados.

Portanto, em alguns casos, o primeiro objetivo da terapia psicológica é fazer a pessoa entender que ele tem um problema e que ele precisa de ajuda.

Esse é o ponto de partida para poder trabalhar porque sem um compromisso pessoal, a mudança interna é praticamente impossível. O mesmo acontece na vida em geral. Só podemos ajudar quem aceita ser ajudado.

Dar óculos para alguém que não quer ver

Ajudar quem não quer ser ajudado é como arrumar óculos pra quem não quer ver. Simplesmente não  a pessoa nãos os usará. É provável que nem mesmo valorize a nossa ajuda e o esforço que investimos, podendo até considerar nossos gestos como uma invasão em sua privacidade….

 Isso significa que devemos jogar a toalha quando percebemos que uma pessoa está causando danos a si mesma? Não!

No entanto, devemos estar cientes de que nossa ajuda tem limites, limites muitas vezes colocados pela outra pessoa. Devemos aprender que  a ajuda que podemos fornecer está limitada à ajuda que o outro está disposto a aceitar.

É importante entender que quando alguém está passando por uma situação difícil, pode ser assustador reconhecê-la, então ela pode precisar de um pouco de tempo para processar emocionalmente e racionalmente o que está acontecendo. Só mais tarde consegue pedir ajuda. Portanto, às vezes você tem que dar tempo para ela olhar para dentro de si mesma, entender o que está acontecendo e pedir apoio.

Embora o problema e sua solução sejam óbvios para nós, pode não ser tão claro para a outra pessoa. É por isso que, ocasionalmente, oferecer ajuda significa violar o ritmo da cura emocional, afundamos a pessoa que queremos ajudar em um processo debilitante que não faz muito sentido.

A atitude correta para ajudar alguém de verdade

Quando uma pessoa que está com problemas rejeita sua ajuda, você pode se sentir irritado, frustrado. No entanto, é bom entender que esses sentimentos não ajudarão essa pessoa.Trata-se de enfrentar a situação com uma atitude diferente, e para isso você terá que:

– Suponha que todos devem aprender com seus erros e superar seus obstáculos. Nós devemos parar de agir como pais superprotetores.

Precisamos entender que todos devem aprender suas próprias lições com seus erros.

Por mais que amemos algumas pessoas, nem sempre podemos carregar seu “fardo” ou resolver problemas em seu lugar, porque o crescimento ocorre precisamente quando os obstáculos que a vida coloca diante de nós são superados.

– Pare de pensar que as coisas devem ser feitas de maneira precisa. Em muitas ocasiões, essa tendência de ajudar nasce da crença de que a outra pessoa está fazendo as coisas “mal”, o que é porque acreditamos que sabemos fazer “bem”.

Na realidade, todos devem encontrar o caminho para resolver problemas e desenvolver um estilo de enfrentamento.

Não existe uma maneira única de fazer as coisas, portanto, antes de dar sua ajuda, você deve se certificar de que se distanciou dessa crença, do contrário, é provável que queira impor sua opinião ou ponto de vista, algo que não costuma ser bem recebido e faz o outro ficar na defensiva….

O que você pode fazer:

– Não pressione. Quando uma pessoa não está psicologicamente preparada para buscar ou aceitar ajuda, pressionar pode ter o efeito oposto ao que você pretende, fazendo com que ela se feche e se afaste. Portanto, o primeiro passo é não pressionar.

– Mantenha-se disponível. A melhor maneira de apoiar uma pessoa que não quer ser ajudada é ficar ao lado dela quando ela decidir procurar ajuda. Devemos ter em mente que todos devem passar por uma série de etapas quando sofrem feridas emocionais e há etapas em que apenas um ombro amigo é necessário.

– Aprenda. O que tem sido melhor para você pode não ser uma boa solução para quem você quer ajudar. Portanto, é importante informar-se em profundidade sobre o problema.

Também é conveniente encorajar essa pessoa a falar sobre o assunto para que você entenda a perspectiva dela.

O melhor conselho vem da empatia, se você aconselhar do seu lugar e ponto de vista, suas soluções podem ser perfeitamente inúteis.


– Definir limites.
Em alguns casos, uma pessoa com problemas pode cair numa espiral de autodestruição e, se você não for cuidadoso, pode se arrastar com ela. Portanto, é importante que você estabeleça limites que protejam seu equilíbrio emocional se realmente quiser ajudar o outro.

O budista Pema Chodron disse que “nós trabalhamos nós mesmos para ajudar os outros, mas também ajudamos os outros a trabalhar em nós mesmos”, o que significa que o ato de ajudar a resolver um problema também nos envolve emocionalmente, então teremos que decidir como enfrentá-lo da melhor maneira possível.

Este é um texto traduzido e adaptado de Rincon Psicologia

Imagem de capa: Shutterstock,Irina Bg

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