Como Ajudar Alguem Que Bebe Demais?

Como Ajudar Alguem Que Bebe Demais?

O
Alcoolismo é um vício e/ou dependência causado pelo álcool e é considerado pela
organização mundial de Saúde (OMS) uma doença.

Essa
dependência normalmente se inicia de forma inocente com a pessoa bebendo
socialmente, sem que nada pareça fazer mal. Porém, tempos depois, a pessoa
percebe que beber virou uma rotina em sua vida, que isso já está começando a
atrapalhar as atividades e relacionamentos no seu dia a dia.

Algumas
pessoas começam a beber como uma forma de fuga, motivadas por uma decepção,
frustração ou até mesmo para ajudar a absorver a pressão do dia a dia. A pessoa
passa a encontrar alívio com a bebida.


outros fatores que influenciam como por exemplo a pessoa ter pré-disposição ao
alcoolismo. Crianças e adolescentes que convivem com familiares que tem o
costume de beber em excesso pode ser um desses fatores.

Quando alguém está passando por problemas psicológicos, não é só essa pessoa quem sofre. A família, os amigos e todos que convivem com ela passam pelo mau momento de forma conjunta, dividindo as dificuldades.

Por
isso, é importante saber como lidar com a situação e ajudar a quem está
passando por esse problema da melhor maneira possível.

Como ajudar pessoas que enfrentam o alcoolismo

Antes
de tudo, é importante ter certeza de que a pessoa possui mesmo um problema com
o abuso de álcool. O alcoolismo é mais do que apenas beber muito e com
frequência: é uma dependência física e psicológica da substância.

Quando
se encontram nesta situação, o apoio de familiares e amigos é essencial para
que possam superá-la. Mas como você pode ajudar?

1. Permita que eles sintam as consequências do alcoolismo

Ajudar
a aliviar os problemas causados pelo alcoolismo é uma forma de fazer com que
quem tem o vício não perceba que suas ações motivadas pelo álcool têm
consequências.

Se a pessoa bebeu muito e não conseguiu acordar para ir trabalhar no dia seguinte, por exemplo, deixe-a. É importante que ela seja responsabilizada por seus atos e perceba que eles têm resultados danosos.

2. Não force o tratamento no início

Nesse guia completo você vai conhecer tudo sobre psicólogos e psicoterapia. A escolha do psicólogo certo para você envolve diversos fatores. Descubra aqui.

COMO ESCOLHER O SEU PSICÓLOGO

Não
adianta forçar alguém que não quer ser tratado a ir para uma clínica de
reabilitação. Insistir que a pessoa se trate sem que essa vontade parta dela é
a última opção e pode acabar sendo uma perda de tempo e de dinheiro em muitos
casos.

Tudo que você pode fazer, em um primeiro momento, é oferecer ajuda, sugerir que o tratamento pode ser benéfico e deixar que suas sugestões sejam aceitas ou não. Os diálogos podem até se tornar discussões duras e sinceras, mas não pressione demais logo no início.

3. Envolva mais pessoas no problema

Se
mais amigos próximos e familiares estiverem empenhados em ajudar, é possível
que a pessoa ouça mais, comece a dar maior importância para a questão,
reconheça o vício e aceite um tratamento.

No entanto, é fundamental saber conversar sem julgar, sem criticar, no lugar e momento certos. Consultar um psicólogo é de extrema importância também para orientar sobre qual é a melhor abordagem a ser usada.

Como Ajudar Alguem Que Bebe Demais?

4. Não se torne um dependente

Procure entender a dificuldade pela qual a pessoa está passando sem deixar que ela tome conta da sua vida a ponto de isso afetar o seu bem-estar. Seja compreensivo, pesquise sobre as condições de um alcoólatra e as formas de ajudar, mas não se deixe levar por comportamentos manipuladores.

Saiba
até que ponto você deve se envolver: quando começar a afetar sua própria vida,
é preciso reavaliar suas ações e, na medida do possível, afastar-se um pouco a
fim de que você possa reencontrar força e equilíbrio suficientes para ajudar
novamente.

Essa
atitude é extremamente difícil quando o dependente é alguém próximo, mas,
acredite, é um comportamento necessário para você melhor auxiliar aquele que
está doente.

5. Tome conta de si mesmo

Conheça a equipe de psicólogos do nosso consultório. Confira o perfil e área de atuação de cada profissional.

A EQUIPE DE PSICÓLOGOS

A pessoa que mais tem contato com o alcoólatra e que divide com ele seus problemas todos os dias também poderá enfrentar momentos difíceis, que deixam a rotina mais pesada.

Se começar a se sentir estressado, irritado ou deprimido busque ajuda de um psicólogo. Ele saberá te orientar sobre a melhor forma de lidar com a situação.

Efeitos do Álcool

  • Quando
    entrado na corrente sanguínea o álcool mexe diretamente com o cérebro, fazendo
    com que o indivíduo sinta uma espécie de euforia e alegria, e de certa forma
    conforto devido ao fato de esquecer os problemas.
  • Por outro lado, o indivíduo que ingere álcool enfrenta sérios problemas de convivência, chega um momento em que a dependência ao álcool é tão intensa que o indivíduo não sente mais os seus efeitos, o que é chamado de tolerância ao álcool.
  • Sendo assim ele não sabe a hora de parar e bebe mais do que deseja, fazendo com que ele interrompa suas atividades importantes.

Como o psicólogo pode ajudar

Na maioria das vezes o dependente do álcool se mostra muito resistente à terapia, não assume que é dependente e que precisa de ajuda, devido a isso chegam até o psicólogo ou outro profissional através da família ou amigos na maioria das vezes numa situação muito crítica da doença.

  1. O psicólogo surge com o papel reforçador na intenção de ouvi-lo e instrui-lo a respeito de como voltar a ter um convívio normal, voltar a se relacionar e se comportar.
  2. Em muitas dos casos tratados no consultório, o paciente usou o álcool como automedicação, isso contra decepções, angustia e depressão.
  3. E o álcool fez com que o paciente perdesse parte da moral e caráter que possuía, sendo assim o psicólogo irá ajudá-lo a encontrar novamente os valores que se perderam e que possa estar apto a se relacionar em sociedade.

Pode fazer parte do tratamento de psicoterapia o apoio aos familiares, consiste na instrução para que eles saibam lidar com o dependente.

Além do tratamento de psicoterapia, combinado com ele há o tratamento com medicação, isso porque devido a abstinência pode existir prováveis convulsões os medicamentos são para evitar as mesmas, também combinado a ele tem o acompanhamento de um nutricionista.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Como ajudar uma pessoa alcoólica? 8 dicas

Ajudar uma pessoa alcoólica pode ser muito difícil, mas é muito importante. A dependência e o abuso do álcool são o principal fator que contribui para a ocorrência de traumatismos, incapacidade prematura e morte.

A dependência do álcool está, também, relacionada com o aparecimento de numerosos problemas ou patologias de carácter físico, psicológico e social.

Assim, as situações de alcoolismo devem ser detectadas e resolvidas o mais depressa possível. 

Para ajudar um alcoólico, precisa de o reconhecer. É possível?

Abuso do álcool em pessoas funcionais

Muitos casos de abuso do álcool passam despercebidos, uma vez que se tratam de indivíduos perfeitamente funcionais.

Isto, são membros de família, integrados na sociedade, com trabalho ou carreiras profissionais, não ingerem bebidas alcoólicas todos os dias, não bebem em jejum, não bebem durante o trabalho e conseguem permanecer sóbrios durante semanas. Enfim, no seu dia-a-dia, os seus comportamentos de alcoolismo passam despercebidos. 

No entanto, alguns sinais de abuso do álcool surgem quando se sentem stressados, irritados ou tristes. Nestas situações, bebem para aliviar a pressão.

Por exemplo, depois de um dia de trabalho cansativo ou numa festa de família, continuam a beber mesmo quando os outros afirmam “já chega”, perdendo o discernimento. Perante estas situações, a família e amigos devem manter-se vigilantes.

Afinal, caso a situação se torne recorrente, poderão estar perante um caso de abuso do álcool.

Como Ajudar Alguem Que Bebe Demais?

Quando o alcoolismo interfere com o dia-a-dia

Existem, também, indivíduos dependentes alcoólicos que não conseguem controlar as consequências do álcool. Desta forma, bebem diariamente com o claro objetivo de se intoxicarem. Assim sendo, apresentam níveis elevados de álcool no sangue, são cada vez mais tolerantes à bebida e bebem em jejum. 

Nestes casos, poderão ser observados sintomas como:

  • Tremores nas mãos;
  • Amnésia (blackout)
  • Perda de controlo do comportamento
  • Absentismo no trabalho
  • Disfunções graves familiares
  • Agressividade
  • Comportamentos obsessivos
  • Insónia
  • Depressão
  • Abuso de outras drogas (legais ou ilegais), como antidepressivos, ansiolíticos, hipnóticos ou opiáceos
  • Problemas financeiros
  • Problemas com a justiça (condução sob o efeito do álcool)
  • Síndrome de abstinência, conhecido como ressaca.

Como ajudar uma pessoa alcoólica?

Como Ajudar Alguem Que Bebe Demais?

Tanto o indivíduo que abusa do álcool mas permanece funcional como o alcoólico disfuncional precisam de apoio profissional, desintoxicação e apoio psicossocial.

Dessa forma, o tipo e a duração do tratamento necessário para ajudar uma pessoa alcoólica variam em função do grau de dependência e do estado de saúde geral do doente. Assim, quanto mais cedo se diagnosticar o problema com o álcool, maior é a probabilidade de interromper a progressão da dependência e ter um tratamento de sucesso. 

8 passos que deve considerar para ajudar um alcoólico

1. Alterar a rotina

Primeiramente, para vencer o alcoolismo, é importante mudar rotinas e hábitos do dia-a-dia relacionados com o álcool. Por exemplo, isto pode significar retirar todas as bebidas alcoólicas de casa, ou até evitar pessoas ou locais que servem de gatilho para comportamentos de abuso do álcool

2. Dizer “não” ao álcool

Além da mudança de rotina, é crucial reduzir ou eliminar por completo o consumo de bebidas alcoólicas, principalmente as que têm um teor de álcool mais elevado

Leia também:  Como Fazer Com Que Ele Se Apaixone Por Mim?

3. Avaliar o estado de saúde

Por outro lado, o consumo exagerado de álcool pode ter consequências graves para a saúde. Assim sendo, é essencial que sejam feitos exames de diagnóstico/rastreio relativamente às funções hepáticas, no sentido de detetar eventuais danos no fígado.

4. Encontrar e mitigar a causa do abuso do álcool

Os comportamentos alcoólicos estão muitas vezes enraizados em quadros de ansiedade e mau-estar, bem como preocupação, tédio ou depressão. Assim, é necessário detectar os gatilhos do indivíduo e encontrar mecanismos para os mitigar durante e após o tratamento. 

5. Permanecer vigilante

Durante o tratamento, os doentes podem ficar agressivos e paranóicos, sentindo que as pessoas que os rodeiam estão a conspirar contra eles. É necessário estar atento a sinais de agressividade e paranóia e abordá-los de forma calma e profissional. 

6. Garantir um bom sistema de suporte

Quando falamos de ajudar uma pessoa alcoólica, o apoio da família e amigos mais próximos é essencial para uma recuperação eficaz. Assim, é muito importante que este grupo de pessoas próximas reconheça o problema, sem o negar ou minimizar, e que mostre apoio na resolução do mesmo, sem julgar. 

7. Estar preparado para desistências e recaídas

A recuperação de um alcoólico não é linear, sendo muito provável que situações de stress despoletem antigos comportamentos de abuso do álcool. Logo, é importante estar preparado para estas situações a abordá-las proativamente para evitar recaídas. 

8. Prestar atenção aos filhos do alcoólico

Por fim, infelizmente, o alcoolismo não afeta apenas o próprio. Dessa forma, é comum que os filhos de pais alcoólicos também tenham comportamentos de abuso do álcool devido a modelos familiares negativos e aprendizagem social. Logo, é importante que o grupo de suporte do doente se mantenha vigilante relativamente aos seus filhos. 

Procura uma clínica para ajudar uma pessoa alcoólica?

Se está ou conhece alguém que esteja a passar por um problema de abuso de álcool, a Creta é uma clínica para alcoolismo que pode ajudá-lo com o tratamento. 

Contamos já com mais de 25 anos de experiência no tratamento de vários distúrbios psicológicos, focando-nos sempre numa recuperação efetiva e duradoura dos nossos pacientes. 

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Como conversar com um alcoolista para ajudá-lo?

O alcoolismo pode e deve ser tratado. O apoio e incentivo de amigos e familiares são muito importantes neste processo.

O consumo de álcool tem uma boa aceitação social, o que por vezes dificulta o reconhecimento de certos padrões de uso que podem gerar prejuízos em diferentes níveis.

No Brasil, estima-se que 4,2% dos brasileiros (mulheres: 1,6%; homens: 6,9%) preenchem critérios para algum transtorno relacionado ao uso do álcool (abuso ou dependência).

Em outras palavras, cerca de 4% dos adultos brasileiros apresentam no mínimo um problema social ou de saúde, para si ou para terceiros, associado ao consumo nocivo de bebidas alcoólicas. Quando os problemas são mais numerosos e impactantes, o transtorno caminha para o diagnóstico de dependência, ou alcoolismo.

A dependência do álcool é uma doença complexa caracterizada por uma série de sintomas, com destaque para a perda do controle do paciente perante o uso dessa substância. Desta maneira, ao mesmo tempo em que ele enxerga os problemas decorrentes do uso e vê a necessidade de parar de beber, também apresenta motivações para continuar bebendo.

Ainda, mesmo tendo diversos prejuízos decorrentes do consumo, muitos não veem o uso como um problema – este quadro é conhecido como “negação”, que por si só não é um critério diagnóstico para dependência, porém é muito frequente.

Sendo assim, a possibilidade de ajudar dependerá do grau de dependência, da consciência dos problemas que seu hábito está causando e da relação de confiança estabelecida com a pessoa que oferece ajuda.

A boa notícia é que não importa quão grave o problema possa parecer, a maioria das pessoas com transtorno por uso de álcool pode se beneficiar de alguma forma de tratamento.

Pesquisas mostram que cerca de um terço das pessoas tratadas não apresentam os sintomas após um ano e muitos outros reduzem significativamente o consumo da substância, relatando menos problemas relacionados ao álcool e melhora consistente na qualidade de vida.

Família e amigos desempenham papel muito importante na identificação dos problemas do uso de bebidas alcoólicas do indivíduo e, em especial, podem motivá-lo a iniciar e permanecer em tratamento.

Pode não ser uma tarefa fácil, então selecionamos algumas dicas para lidar com essa situação – mas lembre-se: enquanto algumas pessoas poderão beneficiar-se delas, para outras pode não surtir nenhum efeito.

Por isso, o ideal é que busque ajuda com um profissional da saúde especializado para obter orientações mais adequadas ao seu caso.

O fundamental é fazer uma aproximação afetuosa e amiga, com respeito pela pessoa, sem acusá-la ou culpá-la por seu comportamento relacionado ao uso do álcool. Uma abordagem acusatória leva a pessoa a reforçar suas defesas e negar que esteja enfrentando problemas.

  • Escolha o momento adequado para conversar, em que a pessoa esteja sóbria, ambos estejam calmos e em local que haja privacidade;
  • Seja objetivo ao dizer que está preocupado com seu consumo e que gostaria de auxiliá-lo a procurar ajuda, fundamentando com exemplos de situações negativas que ocorreram com ele em função do uso do álcool. Note que o simples fato de dizer que está preocupado e assegurar que pode contar com você no processo de busca por tratamento já é muito valioso;
  • Trabalhe com a motivação para a mudança por meio de uma relação amiga, mas também firme, procurando ajudá-lo a reconhecer que pode ter desenvolvido uma doença e que as pessoas não esperam que ele vá conseguir parar de beber sozinho, incentivando a busca por tratamento;
  • Procure demonstrar que, além do lado prazeroso, há o lado prejudicial desse comportamento, fazendo-o pesar os motivos que teria para continuar e os motivos para interromper o uso, com o objetivo de reforçar o desejo de mudar que o dependente em geral tem, mesmo que de forma inconsciente;
  • Uma vez que a motivação para mudança pode oscilar constantemente, a ajuda precisa estar sempre disponível. Mantenha uma relação de troca, dê suporte e se informe sobre as opções de tratamento.

Ajudar um dependente de álcool a mudar seu comportamento não é simples, mas o primeiro passo pode ser dado com a compreensão, o apoio e a disposição de fazê-lo refletir e, junto com ele, encontrar um caminho.

Tenha a consciência de que mesmo com muito esforço e dedicação, a mudança será um processo difícil, demorado e permeado de dúvidas e recaídas.

Por isso, além de auxiliar o indivíduo, é importante que haja um acompanhamento específico e dirigido para os amigos e familiares, para que possam compreender a doença e seus desdobramentos e, posteriormente, receber orientação adequada sobre a melhor forma de ajudar o outro e a si mesmo.

Sugestão de leitura: “A importância da família no tratamento do alcoolismo”.

Para buscar locais de atendimentos, acesse: “Onde procurar ajuda?”

  • Referências:
    Miller WR, Rollnick S, 2001. Entrevista motivacional: Preparando as pessoas para a mudança de comportamentos adictivos. Artmed: 2001. National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism (NIAAA), 2010. Rethinking drinking: Alcohol and your health. NIH Publication No. 13-3770. National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism (NIAAA), 2014. Treatment for Alcohol Problems: Finding and Getting Help.Organização Mundial da Saúde (OMS). Relatório Global sobre Álcool e Saúde – 2018. Genebra, Suiça, 2018.

Como Ajudar um Alcoólatra a Parar de Beber

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Ver a vida de um amigo ou familiar ser destruída pelo alcoolismo é profundamente angustiante e frustrante. Se uma pessoa fica viciada em álcool, ela deve entrar em um programa de reabilitação para conseguir ajuda. Este artigo explica como saber se alguém é realmente um alcoólatra e como ajudá-lo a conseguir o tratamento necessário.

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    Procure por sinais de alcoolismo. Existe uma diferença entre alguém que bebe muito e um indivíduo que é alcoólatra. Pode ser que ele ainda não tenha chegado ao ponto de desenvolver uma dependência tão forte.

    O hábito de exagerar na dose pode ser corrigido e superado por conta própria. Já o alcoolismo é uma doença que não pode ser curada e que exige a interferência de fora para ser controlada.

    [1]
    Fique atento aos seguintes sinais: [2]

    • Problemas no trabalho e na escola como chegar atrasado ou não comparecer devido a ressacas.
    • Episódios de beber demais e não lembrar o que aconteceu depois passam a ser frequentes.
    • Encrencas com a lei causadas pela bebida, tais como multas por dirigir embriagado ou ter participado de brigas (resultantes em lesões corporais).
    • Incapacidade de deixar um copo com bebida pela metade ou de ficar perto do álcool sem consumi-lo.
    • Planejamento de compromissos de modo que acomodem o consumo de bebidas e as posteriores ressacas.
    • Relacionamentos prejudicados devido ao vício.
    • A pessoa mal acorda e já quer beber. Caso não o faça, ela apresenta sintomas de abstinência.
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    Elabore com cuidado o que dizer. Após decidir falar com a pessoa sobre o problema, escolha bem as palavras e o tom. A última coisa de que alguém nessa situação precisa é de um discurso interminável e de chantagem emocional. Procure ser breve e mencionar detalhes específicos, mas sem nunca ficar julgando. Desta forma, você evita que ele tente fugir do assunto.

    • Vale a pena ensaiar algumas frases-chave importantes. Assim, você não vai se esquecer delas quando chegar a hora da conversa. Por exemplo, você poderia dizer: “Eu te amo e eu estou preocupado com o estrago que a bebedeira do fim de semana está causando à própria saúde. Eu quero muito te ajudar e que conte comigo para o que for preciso.” [3]
    • Também pode ser útil pedir para que um grupo de amigos o ajudem a conversar com o alcoólatra. Só tome cuidado para que ele não se sinta muito pressionado.
  3. 3

    Converse com a pessoa. Se percebeu sinais da doença, tenha um diálogo com a pessoa e diga que você está preocupado. [4]
    Explique que o comportamento dela está afetando outras pessoas e que é hora de parar com o vício em consideração à família e para o bem dela mesma. Explique os problemas que estão sendo causados pela bebida. [5]

    • Escolha um momento em que a pessoa ainda não tenha bebido. A parte da manhã pode ser a melhor pedida. Mas, mesmo que ela já esteja de ressaca, não há problema em abordá-la. Aliás, se ela estiver mal por causa da bebedeira, fica ainda mais fácil ressaltar o fato de que ela está prejudicando a própria saúde ao manter o corpo em uma montanha-russa constante.
    • Prepare-se para negações. Alcoólatras tipicamente negam que há qualquer problema no seu consumo de álcool. A pessoa dificilmente reconhecerá sua dependência ou a levará a sério enquanto não estiver pronta. Prepare-se para o fato de que a pessoa provavelmente não se sentirá coagida tão fácil, mas não deixe de tentar mostrar a verdade a ela.
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    Evite discutir, julgar ou provocar. Ao conversar com uma pessoa sobre seu vício, não comece a acusá-la ou julgá-la. Evite provocar a pessoa em relação à bebedeira, já que isso pode acabar piorando as coisas. Discussões podem afastar o alcoólatra do seu convívio, tornando-o mais fechado para conversas.

    • Prepare-se para as críticas e ataques pessoais. Em geral, para evitar reconhecer completamente os efeitos negativos que a bebida tem sobre seus comportamentos, alcoólatras colocam a culpa de seu alcoolismo em outras coisas. Como resultado, normalmente, qualquer comentário sobre o problema será direcionado a algo totalmente diferente do vício (como o trabalho ou o cônjuge), e não ao próprio vício.
    • Tente escutar de maneira honesta e razoável. É muito fácil sugerir isso: fazer que é difícil. Ainda assim, é complicado se irritar com alguém agradável, honesto e compreensivo.
    • Você não tem que aceitar a culpa ou abusos. É importante estabelecer limites saudáveis enquanto se lida com um alcoólatra, já que tais limites normalmente faltam em pessoas assim. Mesmo que outros problemas tenham contribuído para o alcoolismo (como um relacionamento conturbado, por exemplo), você não é a causa do problema. Da mesma maneira, não é aceitável agir de maneira cruel, manipuladora, irresponsável ou semelhantemente abusiva.
      • Você tem todo direito de se afastar ou cortar relações com um alcoólatra que esteja agindo de tal maneira.
      • Isso não é “ser rude” ou “abandonar” a pessoa. Ela provavelmente continuará bebendo se não enxergar que o alcoolismo está tendo efeitos negativos sobre o comportamento e a vida dela.[6]
  5. 5

    Procure entendê-lo. Durante o diálogo, não se esqueça de perguntar se há problemas ou coisas que o estressam, motivando a dependência ao álcool. Confira se ele pode contar com a família ou amigos para apoiá-lo. Se esse não é o caso, uma alternativa é buscar ajuda de um grupo como o Alcoólicos Anônimos ou uma comunidade de apoio da igreja. [7]

    • A pessoa pode não querer discutir o que a leva a beber ou até negar que haja qualquer problema.
    • Compreenda, porém, que o uso de álcool fundamentalmente muda a pessoa, normalmente dificultando perceber se a pessoa está ou não falando sério devido à bebida.
    • O álcool pode causar comportamentos irracionais, má capacidade de fazer escolhas e tornar os pensamentos mais vagos. Tais sintomas podem continuar afetando a pessoa, mesmo quando ela não beber. Perguntar a um alcoólatra “por que você fez isso?” nem sempre leva a respostas úteis. A “resposta” pode ser “por causa do álcool”.
    • Tudo bem se não entender. Talvez você não consiga entender e provavelmente não está na melhor posição para fazê-lo. Amar uma pessoa não significa que possa consertar a vida dela. Por exemplo:
    • Um adolescente de 14 anos não entende o mundo como alguém de 40 anos.
    • Uma pessoa que nunca esteve em combate não consegue entender como é ver um colega morrer em batalha.
  6. 6

    Não force a pessoa a parar de beber. O alcoolismo é uma doença complexa. Por isso, obrigá-la a deixar o vício ou fazer com que ela sinta vergonha são abordagens que não funcionam. Na verdade, elas podem fazer com que ele passe a beber ainda mais. [8]

    • Entenda que você não pode impedir a pessoa de beber. Você pode ajudá-la e sugerir que encontre apoio.
    • Isso não significa que deva ajudar a pessoa a beber ou aceitar o comportamento dela.
  1. 1

    Não beba perto da pessoa. Isto dificulta a tarefa de diminuir o consumo de álcool. [9]
    Além disso, se vocês ficarem bebendo juntos, você mesmo pode acabar desenvolvendo uma dependência. Em vez disso, procure levá-la a lugares que não sirvam bebidas alcoólicas. Desse modo, fica mais fácil para ela parar de beber.

  2. 2

    Proteja a privacidade da pessoa. Veja quem tem mais intimidade com ela e pergunte se notaram algum comportamento preocupante que denota algum problema. Evite revelar que o indivíduo é alcoólatra e guarde segredo de quem não precisa de saber. Não coloque em risco a vida particular dessa pessoa.

    • Se acha que a pessoa é alcoólatra, chegou a hora de pedir ajuda. O problema é grande demais para que possa resolvê-lo sozinho. O ideal é procurar auxílio de mais gente de confiança o mais rápido possível. [10]
  3. 3

    Converse com o dependente do álcool. Vale lembrá-lo de que você se preocupa com ele e que deseja que ele busque ajuda. Compartilhe os fatos que tem notado e pergunte o que pode fazer para ajudar. Esteja preparado para o caso dele recusar o apoio e passar a evitá-lo por um tempo.

    • Se a pessoa estiver receptiva quanto a buscar ajuda externa, tenha em mãos as informações de contato necessárias. Elas incluem os dados de grupos locais dos Alcoólicos Anônimos [11]
      , os nomes dos terapeutas e psicólogos que se especializam em ajudar alcoólatras e uma lista de centros de reabilitação. [12]

  4. 4

    Procure o auxílio de um profissional. Se o alcoólatra se recusa a buscar tratamento ou sequer considera essa possibilidade, pode ser útil pedir ajuda a um terapeuta. [13]
    Ele tem experiência em lidar com diferentes tipos de alcoólatras e pode ajudá-lo a montar um plano de ação para o indivíduo em questão.

    • Uma das vantagens de se procurar um terapeuta profissional é que ele sabe como lidar com comportamentos defensivos ou hostis que podem perturbar, magoar profundamente ou confundir familiares mais próximos.
  5. 5

    Dê apoio e motivação durante todo o período de tratamento.

    Se o alcoólatra concordar em submeter-se a um tratamento e tomar medidas sérias para largar o vício, deixe claro que ele pode contar com você para o que der e vier e que ele tomou a decisão certa.

    Faça o possível para mandar para bem longe os sentimentos de culpa e de vergonha que a pessoa possa ter, focando-se no quanto sente orgulho dela por estar se esforçando e obtendo ajuda.

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    Prepare-se para continuar dando apoio durante uma recaída. [14]
    Mesmo depois do tratamento e da alta do centro de reabilitação, a pessoa sairá de lá vulnerável.

    Para a grande maioria, o tratamento não é a solução definitiva e o alcoolismo passa a ser um inimigo sempre à espreita, esperando a primeira oportunidade de um deslize.

    Por isso, é muito importante que a família e os amigos do alcoólatra se mantenham firmes ao lado dele quando isso acontecer. Aliás, quase todos os ex-dependentes já fraquejaram.

    • Invente atividades que não envolvam o consumo de bebidas alcoólicas. Convide a pessoa para fazer coisas legais e divertidas, tais como andar de bicicleta, jogar baralho, fingir que está chovendo e ficar em casa vendo filmes, assar um bolo ou biscoitos, etc. Ou aproveitem para sair e curtir os prazeres simples da vida. Visitem um museu, curtam uma praia ou vá até um parque para fazer uma caminhada juntos.
    • Incentive-o a participar das reuniões dos Alcoólicos Anônimos com frequência e consultar um psicólogo ou terapeuta quando for necessário. Mostre que você está à disposição sempre que ele precisar conversar ou desabafar com alguém.
  7. 7

    Cuide-se bem. [15]
    Não se esqueça da sua própria saúde física e mental. É desgastante ser amigo ou familiar de um alcoólatra, e tal situação pode levar a sentimentos de desamparo e desespero.

    O alcoolismo é muitas vezes chamado de “doença familiar”, pois as consequências vão muito além da vida do dependente.

    Não deixe de reservar um tempo para fazer atividades que façam você se sentir bem e que podem reforçar a autoestima nessa fase tão complicada.

    • Leve em consideração a possibilidade de começar a fazer terapia. Pode ser útil ter alguém para conversar sobre os o que está sentindo durante um período tão difícil emocionalmente.
  8. 8

    Procure ficar com outros amigos e membros da família. Você precisa fazer pausas para não ficar direto lidando com o alcoolismo da pessoa. Mesmo que se mantenha focado em garantir o bem-estar do viciado em álcool, ao ter a companhia de outras pessoas, você consegue se distrair um pouco do desgaste e recuperar as energias perdidas.

    • Não descuide da própria vida na tentativa de salvar um amigo ou parente. Fique atento para não deixar que o alcoolismo dele tome conta da sua vida, prejudique seus relacionamentos ou faça com que você mesmo comece a desenvolver uma dependência da bebida. [16]
  • Se a pessoa não está disposta a admitir que tem um problema, não há absolutamente nada que você possa fazer. Não leve isso para o lado pessoal e muito menos sinta-se responsável pelo alcoolismo dele.
  • Caso o dependente faça parte da sua rotina, é inevitável acabar sendo afetado pelo problema. Experimente ir a uma reunião do Al-Anon do Brasil (grupo de ajuda para amigos e familiares do alcoólatra) ou pelo menos confira um pouco da literatura deles. Esse grupo oferece muitas dicas sobre como encarar o problema.

Este artigo foi coescrito por Lauren Urban, LCSW. Lauren Urban é uma psicoterapeuta em Brooklyn com mais de 13 anos de experiência. Trabalha com crianças, famílias, casais e indivíduos. Recebeu seu título de Mestra em Trabalho Social pelo Hunter College em 2006. Ajuda seus clientes a se empoderarem e a mudarem suas vidas. Este artigo foi visualizado 216 734 vezes.

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5 sintomas do alcoolismo que indicam que é hora de procurar ajuda

A bebida alcoólica é um item com forte presença na realidade brasileira. Seu consumo dificilmente pode ser restringido por conta de questões culturais e sociais. No entanto, o abuso do álcool leva à dependência e pode causar sérios problemas de saúde.

A Organização Mundial da Saúde chega a classificar o alcoolismo como uma doença psiquiátrica, que apresenta componentes físicos e mentais. Isso significa que, embora existam fatores fisiológicos envolvidos, a dependência muitas vezes é psíquica.

Neste post, vamos compreender quais são os sintomas de alcoólatra e quando indicam que é o momento de buscar ajuda. Acompanhe!

O alcoolismo no Brasil

O vício do álcool é um problema com abrangência global: mais de 3 milhões de pessoas em todo o mundo morrem em consequência direta ou indireta do alcoolismo.

Porém, a cultura brasileira e certas condições presentes no país tornam as estatísticas nacionais ainda mais preocupantes. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo de álcool no Brasil superou a média mundial em 2016.

O relatório da entidade aponta que o brasileiro consumiu em média 8,9 litros de álcool naquele ano, já considerando a quantidade diluída da substância. Entre os 143 países avaliados, a média foi de 6,4 litros por pessoa.

O hábito de “beber socialmente” coloca as pessoas em contato constante com o álcool. Mesmo quem não tem vontade de beber está exposto a esse contato em ocasiões comemorativas e até eventos relacionados ao trabalho.

Grandes festas nacionais ou regionais, como é o exemplo do carnaval, aceleram ainda mais o consumo de bebida alcoólica. Também é muito comum que eventos de negócios ofereçam uma variedade de opções dessas bebidas.

Além disso, existe no país uma forte tendência a diminuir os riscos do consumo excessivo de álcool, e até mesmo banalizar os sintomas de alcoólatra. Não é raro ouvir, em tom bem humorado e despreocupado, histórias de pessoas que se excederam na bebida e cometeram atos perigosos, como dirigir enquanto embriagado e se colocar em situações de risco que normalmente evitariam.

Entre os fatores que contribuem para o surgimento da dependência, estão:

  • facilidade de acesso;
  • associação do álcool ao ambiente social e à diversão;
  • glamourização do consumo de bebidas alcoólicas;
  • histórico familiar de abuso do álcool;
  • contato precoce com a bebida;
  • problemas de saúde mental não resolvidos.

Todos esses fatores fazem com que o alcoolismo, um problema grave para a saúde pública, seja um mal difícil de combater.

Sintomas do alcoolismo

O metabolismo do álcool pelo organismo é feito principalmente pelo fígado, que remove cerca de 98% da substância do corpo humano. O restante é eliminado pelos rins, pulmão e pele.

Os sinais de embriaguez são amplamente conhecidos: euforia, alterações no comportamento, perda da timidez, emotividade exagerada e, em alguns casos, tendência à agressividade. Porém, os sintomas de alcoólatra vão muito além da intoxicação por álcool.

Em geral, pessoas que já se tornaram dependentes tendem a:

  • beber sozinhos e fora de situações sociais;
  • continuar a beber mesmo quando percebem que estão se afastando da família e dos amigos;
  • demonstrar agressividade quando confrontados;
  • ter dificuldades para parar de beber mesmo estando embriagados;
  • apresentar paranoia e alucinações;
  • tentar esconder as evidências do consumo de bebidas alcoólicas;
  • apresentar sinais preocupantes, como perda de memória, tremores, insônia e falta de apetite.

Contudo, para identificar os sintomas do alcoolismo é necessário analisar o quadro geral, e não apenas um episódio isolado. Veja alguns indícios que indicam que é hora de procurar ajuda:

1. Necessidade de beber a qualquer momento

A bebida alcoólica é uma substância química que causa alterações no organismo de quem a consome. Ela atua no sistema nervoso central do indivíduo, promovendo as sensações de prazer, euforia e entorpecimento.

Essas sensações podem facilmente fazer com que um indivíduo se torne dependente. Uma pessoa que abusa do álcool e procura beber em qualquer ocasião devido à necessidade de manter os efeitos dessas substâncias.

Além disso, à medida que o consumo dessa substância aumenta, a tendência é que o indivíduo se torne mais resistente aos efeitos do álcool e tenha de beber cada vez mais para alcançar as sensações desejadas.

Algumas pessoas chegam a trocar as refeições pela bebida, o que oferece um grande risco à saúde.

2. Fadiga e dificuldade de raciocínio

Por atuar no sistema nervoso do indivíduo, é comum o álcool afetar sua capacidade cognitiva.

Entre as drogas psicoativas ou psicotrópicas, ele é classificado como um depressor. Assim, seu consumo causa sonolência e sensação de relaxamento.

No longo prazo, o abuso do álcool pode provocar cansaço físico e dificuldade de raciocínio. Confusão mental e até alucinações podem ocorrer em casos mais graves.

Esses sintomas tendem a ficar mais intensos à medida que a pessoa desenvolve tolerância a essa substância e precisa consumi-la cada vez mais para obter as sensações desejadas.

3. Distúrbios alimentares ou do sono

O desejo de consumir bebida alcoólica pode inibir a vontade de se alimentar e causar problemas relacionados à alimentação como a anorexia ou bulimia alcoólicas. Nesses casos, a pessoa deixa de se alimentar intencionalmente e pode induzir-se ao vômito ou purgação (com o uso de laxantes, por exemplo).

Além disso, o álcool costuma retardar o sono de um indivíduo, causando distúrbios como insônia, sonambulismo e até problemas respiratórios, como a apneia do sono.

4. Alterações no metabolismo

O álcool é uma substância rapidamente absorvida pelo organismo após o consumo. Passado o efeito imediato de prazer e euforia, ele pode causar dor de cabeça, náusea e vômito, a chamada ressaca.

O consumo em excesso dessa substância pode prejudicar o funcionamento dos órgãos que trabalham para processar essa substância. Assim, fígado, pâncreas e rins costumam ser os mais afetados pelo abuso do álcool.

Além disso, a falta de bebida alcoólica pode causar a síndrome de abstinência. Ela ocorre quando a concentração de álcool no sangue diminui e costuma causar irritabilidade, taquicardia e suor em excesso (sudorese). Em casos extremos, pode provocar convulsões e até levar a óbito.

5. Alterações de humor

Uma pessoa sob o efeito do álcool costuma demonstrar alegria, euforia e relaxamento. Ela pode se tornar dependente dessas sensações e passar a consumir álcool em quantidades cada vez maiores para prolongar esses efeitos.

Por outro lado, quando a quantidade álcool diminui em um organismo que tem o hábito de processá-lo em grande volume, ansiedade, depressão, irritabilidade e agressividade são alguns dos sinais que podem aparecer.

Assim, torna-se necessário recorrer ao tratamento médico para reduzir gradualmente o consumo dessa substância de modo que o organismo não sofra.

Alcoolismo funcional

Existem diferenças na maneira como cada organismo processa e tolera o consumo de álcool. Assim, determinar um quadro de alcoolismo depende da compreensão de como cada indivíduo reage à substância.

Segundo a OMS, homens podem consumir até 15 doses dessa substância por semana sem grande prejuízo à saúde. Já para as mulheres, o recomendado é o consumo de 10 doses no máximo. Cada dose corresponde a 14 gramas de álcool diluído na bebida.

Uma pessoa que bebe com frequência ou em grandes quantidades pode pensar que não é alcoólatra por conseguir ficar alguns dias sem consumir bebida. No entanto, ela pode sofrer de alcoolismo funcional.

Esse tipo de dependência ocorre quando o indivíduo tem uma vida estável, mas sente que está exagerando na bebida, já recebeu reclamações por beber demais ou sente-se culpado por algo que fez ao consumir essas substâncias. Além disso, sente uma necessidade constante de beber para relaxar.

Existem algumas formas de consumir bebida alcoólica com moderação, conforme explica o doutor Cláudio Duarte, psiquiatra do Hospital Santa Mônica. O ideal é que o contato com o álcool seja evitado durante a gravidez ou tratamento que requer o consumo de medicamentos.

Também é importante hidratar-se antes de beber, pois a sede pode estimular o abuso do álcool.

Vale lembrar que oferecer bebida alcoólica a menores de 18 anos é crime. Conforme a Lei Federal 13.106/2015, a pena para quem violar essa regra é de dois a quatro anos de prisão e multa de R$ 3 mil a R$ 10 mil.

Mas antes de lançar mão dessas dicas, é importante refletir sobre a real necessidade de consumir bebida alcoólica.

Uma pessoa em situação de risco deve, em primeiro lugar ter consciência de seu quadro. Depois, procurar a ajuda adequada para controlar ou eliminar o consumo dessas substâncias para ter uma vida mais saudável.

Diagnóstico do alcoolismo

Ao identificar sintomas de alcoólatra em si mesmo ou em alguma pessoa próxima (amigo ou familiar), é fundamental procurar auxílio especializado para fazer o diagnóstico correto e evitar que o problema evolua.

Existem alguns critérios básicos para diagnosticar a dependência de álcool. Os sintomas de alcoolismo são avaliados de acordo com os parâmetros do Código Internacional de Doenças (CID), que estabelece o diagnóstico quando o paciente apresentar ao menos 3 das seguintes condições nos últimos 12 meses:

  • desejo incontrolável (compulsão) por bebidas alcoólicas;
  • falta de controle quanto ao consumo (para começar, parar ou regular a ingestão de álcool);
  • sinais de abstinência física ao cessar o consumo;
  • evidências clínicas de aumento da tolerância ao álcool;
  • perda  de interesse (gradual e progressiva) por atividades da rotina e de convívio social;
  • insistência no consumo de álcool apesar da percepção das consequências do ato para a saúde e cognição.

Além disso, existem diversos testes, exames e questionários que podem auxiliar no diagnóstico e na análise dos sintomas de alcoólatra. Por isso, é fundamental buscar auxílio especializado para combater a dependência e evitar as consequências do problema.

Agora que você conhece melhor os sintomas do alcoolismo, está preparado para identificar quando uma pessoa precisa de ajuda. Contar com profissionais qualificados é fundamental para uma recuperação efetiva, sem recaídas no futuro.

Você precisa ou conhece alguém que necessita de ajuda? Então, entre em contato com nossos especialistas para obter o diagnóstico e o tratamento adequados.

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