Bitcoin O Que É E Como Funciona?

Bitcoin é uma criptomoeda descentralizada de código aberto. Parece confuso? Calma, vamos explicar melhor o que é o Bitcoin, o segredo por trás dos bastidores e o porquê de mais de 15 mil negócios no Brasil terem aderido a forma de pagamento fazendo fortunas em seus cofres.

Bitcoin O Que É E Como Funciona?

Imagem ilustrativa, bitcoins não são moedas físicas

Projetado por Satoshi Nakamoto (pseudônimo do criador ou equipe de criadores do Bitcoin) a criptomoeda funciona como dinheiro virtual. Quando você trabalha, recebe dinheiro em cédulas que podem ser trocadas por produtos ou serviços, da mesma forma o Bitcoin é como uma cédula virtual, feita de códigos e não de papel.

Em seu site, a criptomoeda é definida da seguinte forma:

“Ela é uma tecnologia digital que permite reproduzir em pagamentos eletrônicos a eficiência dos pagamentos com cédulas de papel. Pagamentos com bitcoins são rápidos, baratos e sem intermediários. Além disso, eles podem ser feitos para qualquer pessoa, que esteja em qualquer lugar do planeta, sem limite mínimo ou máximo de valor.”

Como funciona o Bitcoin:

O Bitcoin é uma moeda online com tráfego de pagamento P2P (peer to peer), ou seja, ela não precisa de um servidor central intermediário. Qual a vantagem disso? Pense nas transações financeiras tradicionais:

  • Pagamento por boleto: Você gasta com transporte até o banco e além do tempo gasto na locomoção, o destinatário só recebe o dinheiro alguns dias depois.
  • Compras no cartão: Taxas no ato da compra, ou taxas de manutenção do cartão.
  • Transferências: Taxas para transferências e tempo de espera quando são entre instituições diferentes.
  • No sistema P2P você não tem uma instituição financeira, por exemplo, mediando a compra, portanto ela é instantânea e com custo reduzido.
  • Atualmente as transações online exigem mediação de instituições financeiras, já com o Bitcoin o processo será tão simples quando comprar um produto com uma cédula em uma loja física:
  • Imagine comprar uma camisa por R$ 50,00 em uma loja física: você entrega uma cédula com esse valor, retira seu produto sem necessidade de um banco mediar a compra.
  • Da mesma forma é a transação virtual com a criptomoeda, por isso ela tem se popularizado, é barata e rápida por ser P2P.

Bitcoin é uma criptomoeda, mas o que é isso?

Bitcoin O Que É E Como Funciona?

Assim como uma cédula do Real tem tecnologias de proteção, o dinheiro virtual também precisa ter. As novas cédulas do Real têm faixas holográficas, alto relevo, elementos fluorescentes, fio de segurança, marca d’água, quebra-cabeça, microimpressões e um número escondido; é muita tecnologia para evitar falsificações não é!?

  1. Do mesmo modo, para que o dinheiro virtual não seja clonado, ele é protegido por um conjunto de princípios e técnicas chamado de criptografia.
  2. Criptografia: é um conjunto de técnicas que visam cifrar uma informação para que ela só possa ser lida por quem conhece o código, garantindo a segurança das informações.
  3. Fazendo uma metáfora, seria como enviar um baú trancado para um amigo por meio de um mensageiro: ele levará o baú para a outra pessoa, mas não poderá abrir, só o seu amigo que tem a chave poderá ver o que tem dentro.

Porque o Bitcoin usa o sistema P2P?

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Simples: é rápido, barato e seguro.

Porque P2P:

Uma moeda que não tem uma instituição mediadora como governos ou bancos é totalmente livre. Com isso, um governo não pode estimular sua inflação, por exemplo, “imprimindo” mais cédulas. Por esse motivo, o próprio mercado com sua lei de oferta e procura vai ditar a dinâmica do Bitcoin.

A falta de mediação por parte de uma instituição financeira também reduz os valores para transações e agiliza a velocidade dos tramites.

Além disso, os dados referentes às transações ficam armazenados até que possam ser validados pelos chamados mineradores e esse processo acontece de forma transparente: o código é livre, então é possível que qualquer um acesse as informações para conferir sua validade.

Porque é seguro:

Bitcoin O Que É E Como Funciona?

Os registros das transações são públicos como mencionamos no último tópico e essa é a vantagem sobre a política financeira do dinheiro de papel. Os bancos guardam a quatorze chaves os seus registros, logo, toda informação sobre as finanças pode ser real ou não.

  • Isso não quer dizer que os bancos necessariamente mentem sobre suas fortunas, mas quem pode tirar a prova disso senão eles mesmos?
  • Já as criptomoedas seguem outro protocolo em suas transações. Como o código é aberto, qualquer pessoa pode conferir informações do tipo:
  • Usuário1 transferiu 200 bitcoins para o usuário 3
  • Da mesma forma:
  • Usuário1 tem -200 bitcoins
  • Usuário3 tem +200 bitcoins
  • Não é possível saber quem é o usuário 1 ou 3, pois essas informações são sigilosas, mas existe toda uma transparência sobre a veracidade das transações.

Outra segurança está na criptografia. Os códigos gerados são de fácil leitura para quem possui a chave, mas de difícil leitura para alguém que tente interceptar a moeda. Isso quer dizer que é um dinheiro difícil de se falsificar.

Mas assim como no caso de um banco, você deve ter cuidado! Da mesma forma que você mantém segura e secreta a sua senha do cartão, você deve manter segura e secreta sua chave privada – chave que é capaz de acessar as informações da carteira do usuário.

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Carteira Bitcoin

Há ainda a “carteira” que consiste numa forma impressa do Bitcoin funcionando como uma cédula de qualquer moeda. Porém, sua função principal é conter as chaves pública e privada off-line, ou seja, fora da rede. Dessa forma diminui-se ainda mais a chance de ter os dados roubados, porém é preciso guardar bem a carteira Bitcoin, pois com ela uma pessoa pode acessar seus dados.

O que são mineradores de Bitcnoins e o que ganham?

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Mineradores são computadores disponíveis para “minerar” dados e validar transações. Porém, não é um servidor central que faz isso, mas sim nós. Qualquer pessoa pode minerar, você apenas precisa ter um computador potente capaz de processar as informações e deixar ele trabalhando.

Com isso, a cada validação você ganha uma parcela minúscula de Bitcoin daquela transação como pagamento pelo serviço, quanto mais potente for seu computador, mais dessas operações ele fará e mais você pode lucrar.

Porém é preciso fazer as contas! Se sua máquina(s) não for boa o suficiente, você pode acabar gastando mais com Internet e energia, do que o que seria capaz de lucrar.

O Bitcoin é importante para minha empresa?

É, e muito!

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Segundo um levantamento feito em 2015 pela Snapcard, empresa especializada em soluções de pagamento com bitcoins, o Brasil já contava com mais de 15 mil comerciantes que aceitavam a moeda.

Um dos motivos da vasta utilização dos bitcoins é seu poder econômico. Ainda em 2015 os bitcoins tiveram uma valorização de 92%; enquanto empresas tradicionais caíram; como a Vale, desvalorizada em 42%. A criptomoeda que valia em média R$892,00 no primeiro dia do ano chegou a R$1.717,00 em 11 de dezembro do mesmo ano.

Com isso, o Bitcoin foi um dos melhores investimentos do ano de 2015 e em 2016 não foi diferente. No ano passado, o bitcoin teve uma valorização de quase 50% em relação ao Real segundo a Economatica.

A criptomoeda, portanto, já tem um peso de mercado significativo e está longe de ser uma ficção futurística, é uma realidade concreta e presente hoje! Tanto é relevante que uma empresa aceite os bitcoins, como é interessante que ela pense maneiras de investir neles. Talvez sua companhia possa até se tornar uma mineradora!

No Brasil, algumas construtoras começaram a aceitar pagamentos em bitcoins. Foram elaboradas estratégias para atração de clientes do tipo:

A cada R$20.000,00 no valor da compra pagos com bitcoins, o cliente recebe um desconto de R$1.000,00

Com um incentivo de 5% a compra fica mais atrativa e é uma grande vantagem para a empresa ter em seu cofre uma moeda que tem se valorizado muito acima do próprio real.

Captar clientes que pagam com bitcoin é fazer um investimento promissor! Quanto mais criptomoedas você tem no “porquinho” da sua companhia, mais sua fortuna se multiplicará acompanhando o crescimento dos bitcoins, que têm se mostrado muito mais sólidos e valiosos do que muitos julgaram anos atrás.

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O que é e como funciona o Bitcoin

Depois do boom das moedas virtuais em 2017, provavelmente você acabou ouvindo falar em Bitcoin.

Senão, com certeza está tendo esse primeiro contato agora, já que a modalidade financeira vem sendo considerada uma das mais rentáveis do ano após retornar a um patamar acima dos US$ 20 mil por unidade, algo que não acontecia há três anos, e acumular um retorno de mais de 250% para os investidores até novembro.

Pioneira no segmento, ela segue sendo a principal criptomoeda do mundo, mantendo seu patamar e número de adeptos mesmo com um mercado que possui cada vez mais opções e possibilidades. Utilizada anteriormente por apaixonados por tecnologia, seu crescimento da moeda despertou a atenção de investidores em todo o mundo. Mas afinal, o que é Bitcoin?

Assim como o dólar ou o real, o Bitcoin é uma moeda, mas que funciona de forma completamente digital. Você não verá notas circulando por aí, enquanto a emissão desta modalidade financeira não é feita por nenhum Banco Central. Ela nem mesmo existe no mundo material, mas sim, é gerada por sistemas computacionais de forma descentralizada e criptografada, o que garante a segurança dos dados.

Como conseguir Bitcoins

O processo de criação de um Bitcoin é chamado de “mineração”.

Desde 2009, qualquer pessoa que tivesse o software poderia “minerar”, mas a partir do crescimento da moeda, o número de adeptos dessa prática foi reduzido, ficando a tarefa de criar Bitcoins restrita apenas para quem tem computadores com hardware robusto – e ainda assim, a tarefa compensa cada vez menos, devido ao tempo de processamento exigido e os gastos com energia elétrica e manutenção.

O sistema foi desenvolvido para que sejam produzidas apenas 21 milhões de unidades em todo o mundo, e quanto mais são produzidas, mais difícil fica essa geração de novas moedas.

Sendo assim, de moeda digital, apenas, as Bitcoins cada vez mais se tornam um fruto de investimento e especulação, com um acelerado mercado de venda e compra de moedas que, em muitos casos, se assemelha bastante às casas de câmbio tradicionais.

Bitcoin O Que É E Como Funciona? Mais estabelecimentos passaram a aceitar pagamentos em Bitcoins, o que ajudou a popularizar a moeda enquanto investidores viam a modalidade com entusiasmo (Imagem: Reprodução/UnionPay)

Estabelecimentos também passaram a adotar as Bitcoins para compras online, com produtos e serviços sendo comercializados em troca das moedas, como acontece com qualquer outra transação financeira. É mais um reflexo do crescimento do mercado e, também, de sua popularização, que como dito, vai cada vez mais além, apenas, dos adeptos da tecnologia.

Os Bitcoins ficam armazenados em uma carteira virtual, gerada ao usuário no momento de seu cadastro em um dos vários sistemas desse tipo disponíveis.

Como dito, esta é uma plataforma descentralizada, e sendo assim, o usuário é livre para escolher o software que deseja utilizar para armazenar suas moedas.

Depois, é emitido um endereço com letras e números que deverá ser utilizado para a efetivação das transações. 

Outro ponto interessante é que todas as transações de Bitcoin podem ser vistas por qualquer pessoa. É possível verificar os valores das transferências e os números das carteiras responsáveis pelos negócios, como forma de validar os negócios e garantir a confiabilidade do sistema, ainda que as identificações diretas dos responsáveis seja mantida no anonimato.

Todo esse volume de dados é armazenado em um sistema chamado de blockchain, que também funciona de forma descentralizada.

O banco de dados, se o podemos chamar assim, é trocado e armazenado nos mesmos dispositivos usados para mineração e processamento das Bitcoins, como forma de conferência e garantia de autenticidade das moedas. Tudo é criptografado para garantir a segurança e a confiabilidade. 

Quanto vale o Bitcoin

Bitcoin O Que É E Como Funciona?

Assim como a cotação de moedas tradicionais, o valor do Bitcoin varia de acordo com a demanda. Quanto maior a procura, maior o valor. A volatilidade e a descentralização ainda fazem com que muitos especialistas considerem um investimento em Bitcoins como sendo de alto risco, mas os entusiastas refutam essa ideia apontando o crescimento cada vez maior no valor e a confiabilidade do sistema.

Em 2017, o número de usuários da moeda alternativa saltou de 3 a 6 milhões em abril para 10 a 20 milhões no final do ano. Apesar das oscilações de cotação, a moeda chegou a atingir o patamar de US$ 18 mil (aproximadamente R$ 59 mil, na cotação da época). Em 2020, como dito, ela já ultrapassa a casa dos US$ 23 mil, pouco mais de R$ 116 mil em uma conversão direta.

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O futuro do Bitcoin

É interessante notar que, mesmo com o aumento na popularidade por meio da aceitação por mais estabelecimentos e iniciativas de regulamentação em diferentes países, alguns economistas mantêm olhar cético sobre o futuro do Bitcoin. Para eles, é possível que o mundo esteja vivendo um momento de euforia que logo deve passar, enquanto outros embarcaram de cabeça nessa felicidade e já projetam as criptomoedas como um dos grandes investimentos para 2021.

Entre a chegada de novos investidores, incluindo empresas de renome e personalidades do mundo financeiro, está esse novo ciclo de altas que, pelo menos por enquanto, não parece dar sinais de redução.

Por outro lado, como um ativo descentralizado, os Bitcoins estão mais suscetíveis à flutuações como as que já aconteceram antes, por isso, a recomendaç!ão, principalmente para quem está começando, e de cautela.

A ideia, então, é entrar com cuidado no mercado e sempre levar em conta os riscos, no caso de um investimento, ou o custo-benefício se a escolha for pela mineração. Vale, da mesma forma, para todo tipo de investimento e o Bitcoin, apesar de já ter alguns bons anos de vida, ainda é visto como uma novidade, cheia de possibilidades mas também de temores para o futuro.

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Bitcoin. Como funciona o Bitcoin?

O Bitcoin (BTC) é um tipo de moeda virtual também chamado de criptomoeda.

É como se fosse uma espécie de dinheiro da internet, mas que não apresenta um sistema centralizado de controle sobre as suas trocas comerciais, tais como um banco central, ao contrário do que acontece com as moedas do “mundo real”. O termo bitcoin também é designado para o software utilizado para a criação e controle da moeda.

O nome bit não faz referência a byte, como muitos podem pensar, mas sim a uma rede de compartilhamento ponto a ponto (P2P), chamada de BitTorrent, em que cada usuário é anônimo e possui o mesmo valor. É o que acontece com a moeda virtual.

Apesar de ser a mais conhecida e amplamente aclamada no mundo da internet, o Bitcoin não é a única criptomoeda existente. Os destaques da concorrência vão para o Litecoin e o Mastercoin, mas nenhum deles possui a representatividade do Bitcoin, a principal moeda virtual do mundo atualmente.

  • A origem do Bitcoin é atribuída a Dorian Nakamoto, um codinome que seria utilizado por Satoshi Nakamoto, apesar de ele sempre negar a suposta criação que, ao menos oficialmente, permanece no anonimato.
  • Como adquirir bitcoins?

Para poder adquirir dinheiro em forma de bitcoins, seja para investimento, seja para diversão, o usuário primeiramente precisa criar a sua carteira virtual, que funciona como uma espécie de ponto virtual onde todos os bitcoins ficam armazenados, categorizando um tipo de conta bancária livre de taxas e impostos. Essa carteira só pode ser criada no site oficial da blockchain (cadeia de blocos). Cada unidade possui uma numeração específica, protegida por criptografia.

Para evitar fraudes ou golpes, como a cópia ou duplicação de moedas, além de falsas transações e outros tipos de crimes, há um poderoso sistema de segurança e controle. Basicamente, quando há uma troca comercial entre duas carteiras virtuais, ela é publicada no site da blockchain em forma de código, que é verificado por softwares específicos voltados para essa função.

Para que uma pessoa obtenha bitcoins, ela pode fazer uma transação comercial, recebendo a moeda virtual em troca de serviços ou produtos, como uma negociação comum.

Outro método é por comprar diretamente bitcoins, trocando as moedas oficiais (tais como o real e o dólar) de acordo com a cotação de mercado, de forma que, quanto mais caro for o bitcoin, mais dinheiro você precisará para adquiri-lo.

Esse processo poderá ser feito on-line somente no próprio site da blockchain, o mesmo da carteira virtual, além de caixas eletrônicos criados para isso, o que praticamente não existe no Brasil.

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Há, dessa forma, muitas pessoas que utilizam o bitcoin como uma forma de especulação, comprando moedas quando elas estão desvalorizadas e baratas para depois revendê-las quando elas valorizarem em relação às moedas oficiais. Há relatos de pessoas que se tornaram rapidamente ricas com esse tipo de especulação, que, no entanto, é um processo bastante arriscado.

Uma maneira alternativa de ganhar bitcoins é sendo um minerador. No processo de segurança acima citado, os softwares empregados para garantir a legitimidade das trocas comerciais entre carteiras virtuais necessitam do apoio para conseguirem operar.

Dessa forma, tudo o que os mineradores precisam fazer é “emprestar” a capacidade de processamento de seus computadores para manter a cadeia de blocos funcionando corretamente.

Quanto maior a capacidade da ajuda, maior é o retorno, embora usuários com computadores comuns dificilmente consigam contribuir o suficiente, de forma que o mais comum é amigos unirem forças entre suas máquinas para conseguirem contribuir e arrecadar uma quantidade significativa de moedas.

Vantagens e desvantagens da moeda digital

Criptomoedas com esse tipo de funcionamento possuem pontos positivos e negativos. Entre as vantagens do bitcoin, podemos citar a falta de um governo ou banco central para controlar e alterar o funcionamento da moeda e o baixo número de transações.

Entre as desvantagens do bitcoin, destacam-se a instabilidade da moeda, que hoje pode valer muito e amanhã nem tanto, o seu risco em termos de falha na segurança e, principalmente, o seu uso indiscriminado em atividades ilícitas, facilitando lavagens de dinheiro.

Independentemente de suas vantagens e riscos, o bitcoin vem crescendo substancialmente nos últimos anos, embora vários governos não reconheçam o seu uso, havendo alguns que se posicionam totalmente contrários a esse tipo de prática, a exemplo da Rússia. No Brasil, com o crescimento dessa moeda alternativa (que é vista oficialmente como um tipo de ação, e não como moeda propriamente dita), existe um estudo para garantir que elas sejam incluídas no sistema de declaração do imposto de renda.

Publicado por: Rodolfo F. Alves Pena

Bitcoin: entenda o que é e como funciona a moeda digital

Bitcoin é uma moeda transacionada somente por meios digitais e é a pioneira no mundo das criptomoedas (moedas digitais). Diferente das moedas comuns, o Bitcoin funciona de maneira descentralizada, ou seja, sem um controle central por meio de bancos ou governos.

Para garantir que as operações aconteçam de maneira regular, o Bitcoin e outras criptomoedas utilizam o Blockchain. Este sistema garante a viabilidade da moeda, fazendo com que todas as operações na rede sejam públicas, além de evitar que haja dupla contagem para as criptomoedas.

Como funciona o Bitcoin?

  • O Bitcoin funciona como uma espécie de compartilhamento de arquivos na internet, mas para a troca das moedas e das informações sobre as operações.
  • Através do sistema Blockchain, cada transação de Bitcoin é verificada e aprovada por diversos computadores que realizam este trabalho ao redor do mundo.
  • A proteção do sistema é feita por todos os computadores que se voluntariam ao trabalho e que devem resolver problemas matemáticos complexos para aprovar cada operação.

Esse processo, conhecido como “mineração”, adiciona as informações da operação em blocos digitais.

Assim, formam em conjunto uma espécie de livro contábil, por isso o nome Blockchain.

As informações dos blocos são protegidas por um código conhecido por hash ou proof of work, que ainda garante que o sistema seja interligado, uma vez que cada bloco possui o próprio hash e o do bloco anterior.

O Bitcoin é uma moeda que só existe no meio digital. Por isso, para comprar ou pagar será preciso que o usuário tenha uma conta online protegida com senha, e essa parte não fica exposta à rede como as operações do Blockchain.

A criação de mais Bitcoins também é controlada pelo sistema, que emite uma quantidade cada vez menor e está programado a parar quando atingir 21 milhões de Bitcoins em circulação.

Esses valores são emitidos para novos compradores e para os mineradores da moeda.

O valor do Bitcoin deriva de outras moedas, como o dólar, e é determinado pela oferta e procura. Ou seja, com um intenso aumento da procura, mais dólares são necessários para adquirir a criptomoeda.

Se tem interesse em saber mais sobre o funcionamento do Bitcoin, entenda melhor como funciona o sistema Blockchain.

Como comprar Bitcoin?

Para realizar transações na rede Bitcoin, é preciso criar uma “carteira virtual”. As carteiras no sistema do Bitcoin são compostas por duas chaves criptográficas: uma pública e outra privada.

  1. A chave pública será utilizada pelo Blockchain para tomar conhecimento das transações, enquanto a chave privada apenas o dono da conta conhece e utiliza para fazer suas operações.
  2. O usuário que deseja obter Bitcoins deve disponibilizar um número de documento que o identifique, como o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).
  3. Existem diferentes empresas que realizam esse serviço pela internet, mas antes recomenda-se conhecer bem sua reputação, pesquisando as experiências de outros usuários.
  4. Para completar o processo e começar a comprar a criptomoeda será preciso trocar reais, disponibilizando uma conta bancária, ou um cartão de crédito ou débito que se conecte diretamente à conta.

Origens da Bitcoin

O Bitcoin surgiu no final de 2008, sendo apresentado em um white paper de um autor nomeado como Satoshi Sakamoto, cuja verdadeira identidade nunca foi revelada.

Por meio deste documento, foram apresentadas as funcionalidades da criptomoeda e do sistema Blockchain como garantidor das operações.

Em janeiro de 2009, o primeiro bloco contendo 50 Bitcoins (BTC) foi minerado, lançando oficialmente a moeda digital. A partir deste ano a tecnologia Bitcoin passou a ser expandida e atualizada em novas versões, até que começou a crescer a partir de 2010.

Nos últimos anos, o Bitcoin tem atraído a atenção de investidores por ser uma moeda que atua de forma independente. Além disso, seu valor de mercado cresceu exponencialmente, chegando a valer 19 mil dólares no final de 2017.

Após a criação e sucesso do Bitcoin, outras moedas digitais, conhecidas como Altcoins, foram criadas, com características e parâmetros diferentes de sua precursora.

Bitcoin é uma moeda segura?

Apesar de não ser uma moeda controlada por nenhuma instituição, o Bitcoin tem conquistado muitos adeptos nos últimos anos por causa de um sistema seguro, como o Blockchain.

Além do sistema, o mercado de Bitcoin está composto por empresas que atuam como plataforma de compra e venda. E algumas delas, já sofreram ataques virtuais.

  • O maior desses ataques ocorreu em 2014, quando a MtGox foi roubada em 473 milhões de dólares, deixando todos os seus clientes sem Bitcoins.
  • Esquemas de pump and dump ou de pirâmides também têm acontecido em meio às criptomoedas, onde é prometido um elevado retorno financeiro para usuários que são incentivados a atrair mais pessoas para o esquema.
  • Como investimento, é preciso entender que tanto o Bitcoin quanto todas as outras criptomoedas possuem um valor que deriva do comportamento incerto do mercado.

Em resumo, pode se valorizar e se desvalorizar. Ter o Bitcoin como investimento, significa ter um rendimento variável, podendo trazer ganhos ou perdas.

Mas caso queira entender como esse investimento pode funcionar, saiba mais sobre como investir em renda variável.

Bitcoin: o que é e como funciona a moeda virtual

O Bitcoin, que já tinha chamado muita atenção com recorde de valorização em 2017, voltou a ter destaque: atingiu seu recorde histórico ao ultrapassar a marca dos US$ 20 mil (mais de R$ 100 mil) em dezembro de 2020.

A moeda virtual ficou conhecida pela rápida valorização e também pelo potencial de controvérsia. O Bitcoin, como é chamado, existe exclusivamente online. E suas transações são feitas por meio da internet, em um ambiente codificado.

Em 2017, cada moeda chegou a valer mais de U$ 18 mil (R$ 59 mil, em valor da época). Agora, três anos depois, ultrapassou o valor de US$ 20 mil (o equivalente a mais de R$ 100 mil).

Mas afinal, o que é o Bitcoin e o que está por trás do alvoroço mundial em torno da moeda?

O Bitcoin é basicamente um arquivo digital que existe online e funciona como uma moeda alternativa. Nisso, ele se diferencia muito de moedas convencionais, como o dólar americano. Ele não é impresso por governos ou bancos tradicionais, mas criado por um processo computacional complexo conhecido como “mining” (mineração).

Todas as moedas e todas as transações feitas com elas ficam registradas na rede de internet – em um espaço conhecido como “blockchain”, uma espécie de banco de dados descentralizado que usa criptografia para registrar as transações. Dessa forma, as transações não podem ser rastreadas.

  • E o Bitcoin não tem um “valor inerente”: seu preço é determinado pelo quanto as pessoas estão dispostas a pagar por ela.
  • A falta de regulação é um dos principais pontos de preocupação em relação ao Bitcoin.
  • Especialistas também apontam que ele tem sido usado na deep web, que não pode ser acessada por um navegador de internet normal.
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Volatilidade

  1. Alguns analistas apontam que a pandemia covid-19 encorajou os investidores a reavaliar as perspectivas de longo prazo para o Bitcoin e outras criptomoedas.
  2. Mas ainda existem preocupações sobre a negociação fraudulenta de criptomoedas após uma sucessão de invasão hacker de alto perfil.

  3. Em tempos de volatilidade, os investidores tendem a retirar seu dinheiro das ações para o que são considerados investimentos mais seguros, como dinheiro e ouro.
  4. Alguns acreditam que as criptomoedas agora estão sendo vistas como um abrigo contra a volatilidade do mercado de ações.

  5. “Períodos de extrema aversão ao risco forçaram muitos negociantes a diversificar em Bitcoin”, disse Edward Moya, da trading Oanda.
  6. Uma atração do Bitcoin é seu suprimento limitado, que chega a 21 milhões.

  7. O PayPal anunciou em novembro que seus clientes poderão comprar, vender e manter Bitcoins e criptomoedas usando suas contas, permitindo que os clientes comprem bens e serviços dos 26 milhões de vendedores que aceitam o PayPal.

  8. No entanto, Shane Oliver, chefe de estratégia de investimento e economista-chefe da AMP Capital, alerta sobre os ricos do Bitcoin.

“Sua enorme volatilidade dificilmente o torna um porto seguro como reserva de valor. Tenho muito mais confiança na nota de US$ 50 em minha carteira, mantendo seu valor ao longo do tempo, do que no Bitcoin, que parece oscilar como um ioiô.”

Como comprar Bitcoin?

Hoje existem centenas de diferentes tipos de criptomoedas, mas o Bitcoin ainda é a mais conhecida. Para recebê-la, o usuário deve ter um endereço de Bitcoin — uma série de até 34 letras e números. Esse endereço funciona como uma espécie de caixa postal através da qual as moedas são enviadas.

Não há um registro dos endereços, o que permite que usuários protejam seu anonimato.

Carteiras virtuais armazenam os endereços e podem ser usadas para gerenciar o dinheiro. Elas operam como contas de banco privadas – com o detalhe de que, se as informações são perdidas, as moedas referentes àquela carteira também se perdem.

* Esse texto foi publicado originalmente em dezembro de 2017 e atualizado em 17 de dezembro de 2020.

Bitcoin: o que é e como funciona?

A bitcoin é sinónimo de valorizações estonteantes.

Partindo literalmente do zero quando foi criada, a bitcoin começou uma escalada impressionante que a levou a atingir quase 20 mil dólares em algumas bolsas de bitcoin no mês de dezembro de 2017, antes de perder mais de 80% desse valor e regressar aos 3 mil dólares um ano depois (dezembro de 2018), valor que desde aí voltou a quadruplicar. Tudo isto com subidas e descidas diárias que, de forma rotineira, ultrapassam os 10%.

A bitcoin é mesmo uma moeda?

Sendo digital, é fácil de transferir. E uma vez que a sua emissão e transmissão dependem de um complexo processo de autenticação, a famosa blockchain, é muito difícil de falsificar. Duas boas razões para a bitcoin poder ser considerada uma moeda.

Mas cumpre as funções de uma moeda? Em teoria, sim. Na prática, não. Ou ainda não. Ou sim, mas de forma muito imperfeita. O número de agentes económicos que aceitam a bitcoin ainda é limitado. E faltam leis que regulem as transações.

Ainda assim, voltando à pergunta inicial: a bitcoin pode ser considerada uma divisa? No sentido mais rigoroso do termo: dificilmente. Ausência de valor intrínseco (não está ligada a nada), volatilidade da cotação e falta de reconhecimento legal, e de supervisão praticamente em todo o planeta, são fatores que não ajudam à sua legitimação.

O Japão, que, por diversas medidas, está na dianteira no que toca à utilização e aceitação de criptomoedas, reconhece legalmente estas, não como “moeda” com curso legal, mas como “cripto ativos”, ou seja, investimentos.

A preocupação das autoridades, a nível global e de um modo geral, vai no sentido de combater a evasão fiscal, a lavagem de dinheiro, financiamento do terrorismo e a proteção dos consumidores.

Concretamente, nos EUA e na Europa, está a ser imposto aos sites de troca e alojamento de criptomoedas o cumprimento de regras a que as instituições financeiras já têm de obedecer, como as políticas de KYC (Know Your Client, identificação dos clientes).

Em Portugal, numa adaptação livre da famosa rábula a Marcelo Rebelo de Sousa: “é mais ou menos legal, mas pode fazer-se”, deter e transacionar bitcoins e outras criptomoedas não é ilegal, mas estas também não são reconhecidas como ativos financeiros.

Os reguladores, o Banco de Portugal e a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) advertem os utilizadores para os diversos riscos em que incorrem ao investir em criptomoedas.

Circulando a bitcoin à margem dos bancos, dos governos e de qualquer regulação, em caso de derrocada, não há qualquer mecanismo de salvaguarda do dinheiro investido.

A CMVM disponibiliza mesmo uma FAQ sobre as criptomoedas.

Investir ou não investir

As elevadas valorizações da bitcoin e de outras criptomoedas são aliciantes e deixam muitos com a pergunta: devo investir?

Pela nossa parte, consideramos as criptomoedas um dos investimentos mais arriscados que existem, dada a sua enorme volatilidade, os mercados pouco desenvolvidos e sem regras, bem como o elevado número de burlas lançadas a coberto da indefinição legal. O termo de comparação mais próximo é o mercado de forex, mais maduro e regulado mas que partilha as restantes características.

E damos um conselho aos mais destemidos: em produtos de risco elevado, o investimento não deve ser superior a 5% do património dos investidores. Consulte também o nosso artigo sobre Onde comprar bitcoins com segurança.

E impostos, é preciso pagar?

Se as transações forem feitas no âmbito da atividade profissional ou empresarial, sim, é preciso declarar esses rendimentos e pagar o respetivo imposto, caso em que o contribuinte será tributado na categoria B.

De resto, “a venda de bitcoins não é tributável em IRS face ao ordenamento fiscal português, designadamente no âmbito da categoria E (capitais) ou G (mais-valias)”, de acordo com informação vinculativa emitida pela Autoridade Tributária em 2016.

No entanto, não podemos descartar a possibilidade desta posição vir a ser alterada, pelo que os investidores devem manter-se atentos.

Nos Estados Unidos, por exemplo, as criptomoedas são consideradas ativos financeiros, e tributadas. Em 2019 soube-se que muitos investidores foram surpreendidos por interpelações das autoridades fiscais exigindo informação sobre as suas transações em criptomoedas.

Blockchain, a verdadeira revolução?

O interesse na bitcoin é grande, mas há quem esteja mais entusiasmado com a tecnologia que lhe deu vida, a blockchain. Um software que permite certificar todas as transações da criptomoeda, sem intermediários e com risco mínimo de falsificação. Há quem lhe chame “máquina da confiança”, por aumentar a segurança e a transparência nas transações.

Quem sabe se não é esta a verdadeira revolução em marcha.

O que é bitcoin e como funciona essa moeda virtual? – Fala, Nubank

Nos últimos anos, o termo bitcoin se tornou popular e virou notícia em todo o mundo por diversos motivos: sua valorização ou desvalorização rápida, histórias de pessoas que ficaram milionárias com bitcoin e os casos de quem perdeu tudo. Mas, afinal, o que é bitcoin? Como funciona essa famosa moeda virtual?

O que é bitcoin?

O bitcoin é uma moeda virtual – a primeira criada no mundo – e pode ser usado para a compra de serviços, produtos e quaisquer outros itens em estabelecimentos que aceitem ser pagos com ele.

Uma das grandes diferenças é que o bitcoin não possui uma moeda ou cédula física. Ele é inteiramente digital, formada a partir de um código único. Por isso, entra na categoria de criptomoeda.

O bitcoin é a primeira moeda descentralizada do mundo. Isso significa que, além de não ser regulado por governos, bancos ou empresas, é possível comprar, enviar e receber bitcoins sem nenhum intermediário, como bancos ou emissores de cartão de crédito. 

Além disso, é uma moeda limitada. Diferentemente do real, dólar e euro, moedas que podem ser emitidas conforme os países sentirem necessidade, o bitcoin e seu código foram criados de forma que somente 21 milhões de moedas possam ser emitidas – este é o limite. Até 2019, estima-se que 18 milhões de bitcoins já haviam sido emitidos.

Como funciona o bitcoin?

O bitcoin é negociado na internet em uma rede própria, o blockchain: um banco de dados onde são registradas todas as transações bitcoin entre os participantes da rede.

Ainda, o bitcoin é descentralizado e aberto (embora as informações dos participantes sejam anônimas). 

Cada transação de bitcoin é feita entre os membros, registrada através de um software e também por membros mineradores, que verificam cada transação.

Depois de validadas, as transações são acrescentadas a blocos de transação – daí o nome blockchain – a cada 10 minutos, quando são criados novos blocos. Por conta dessa validação, nunca foi possível, até hoje, fraudar bitcoin.

Os bitcoins de cada usuário são armazenados nas chamadas carteiras digitais, por onde é possível transferir e acessar as moedas. Elas são, basicamente, programas e softwares instalados em computadores e celulares.

E o que é o blockchain?

Blockchain é um sistema que permite rastrear o envio e recebimento de alguns tipos de informação pela internet. São pedaços de código gerados virtualmente que carregam informações conectadas – como blocos de dados que formam uma corrente –, por isso o nome “corrente de blocos”, em português. 

Apesar de estar diretamente relacionado com o bitcoin, o blockchain não se resume a isso. Além dessa e de outras criptomoedas, o blockchain também pode ser usado para validação de documentos – como contratos e troca de ações –, transações financeiras, comercialização de músicas ou filmes, rastreamento de remessas e até votos.

Veja aqui tudo – de forma simples! – sobre blockchain.

Qual o valor do bitcoin? Quem decide isso?

O bitcoin, como qualquer outra moeda, sofre variações diárias e segue a lei da oferta e da demanda – ou seja, quanto mais pessoas querendo, mais caro fica e vice-versa.

Mas, ao contrário de outras moedas, ele apresenta uma oscilação muito grande e pode variar, em um único dia, até 20%. Isso acontece por dois motivos principais: o fato de o bitcoin ser limitado e a alta demanda pela moeda.

A popularização de carteiras digitais, surgimento de corretoras de bitcoin e notoriedade da própria moeda em si fez com que a busca por bitcoins aumentasse, elevanto também a sua cotação em relação às moedas tradicionais. 

A cotação do bitcoin normalmente segue a referência do dólar. Portanto, qualquer oscilação no preço da moeda norte-americana impacta o valor do bitcoin no Brasil.

O bitcoin é seguro?

Um dos pilares do bitcoin e das criptomoedas é a criptografia: uma camada de segurança online que dificulta bastante qualquer tipo de fraude. Por isso, o bitcoin é considerado seguro.

O que pode acontecer – e já aconteceu – é as carteiras digitais ou corretoras de bitcoin serem roubadas. Em 2019, uma das maiores corretoras de criptomoedas do mundo informou que hackers haviam roubado US$40,7 milhões em bitcoins.

A falta de regulamentação da moeda também pode ser um problema – e o próprio Banco Central do Brasil alerta sobre os riscos em seu site. Ataque de hackers, erros de servidor e perda da assinatura virtual do bitcoin são alguns dos riscos que podem acarretar na perda de todas as criptomoedas – e, consequentemente, de um alto valor financeiro. 

E como funciona o investimento em bitcoin?

A valorização do bitcoin levou muitas pessoas a buscarem essa criptomoeda como uma forma de investimento. Por isso, existem corretoras e empresas especializadas na oferta de bitcoin.

Vale lembrar, entretanto, que esse é um investimento de alto risco: na mesma proporção que pode enriquecer seus investidores muito rapidamente, também pode fazer com que percam muito dinheiro. 

Além disso, os investimentos em bitcoin também são tributados pelo Imposto de Renda, no caso de lucros acima de R$ 35 mil, e devem ser incluídos na declaração do IR.

Quer saber mais sobre investimentos?

Entender o que é bitcoin e como essa moeda virtual funciona é importante, assim como compreender outros tipos de investimentos. Veja, abaixo, alguns conteúdos que podem ajudar:

Este conteúdo faz parte da missão do Nubank de devolver às pessoas o controle sobre a sua vida financeira. Ainda não conhece o Nubank? Saiba mais sobre nossos produtos e a nossa história aqui.

Tudo sobre Bitcoin – O que é e qual a cotação da moeda hoje

Conversor de Bitcoins

O Bitcoin é uma moeda digital, utilizada para comprar e vender produtos e serviços pela internet. Diferente de outras moedas, como o real ou dólar, o Bitcoin hoje só existe no meio virtual, sendo guardadas em uma carteira digital.

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A moeda surgiu em 2009, como uma forma de facilitar as negociações pela internet. Não se sabe muito sobre o seu criador, apenas que se trata de um programador, ou grupo de programadores, que utiliza o pseudônimo de Satoshi Nakamoto.

  • Satoshi também é o nome dado a menor fração do Bitcoin, que seria como centavos da moeda, no valor de um centésimo de milionésimo de bitcoin (0,00000001 BTC).
  • O objetivo do Bitcoin era funcionar como uma moeda descentralizada, sem uma instituição financeira, como um banco, para intermediar a troca de dinheiro entre duas pessoas.
  • Assim as transações pela internet poderiam ser mais rápidas, baratas e as moedas poderiam ser utilizadas em qualquer país, sem limites ou condições especiais.

Devido à sua rápida valorização, o Bitcoin se tornou, para muitos, a oportunidade de um “investimento” com alto potencial de retorno. Milhares de pessoas multiplicaram seu dinheiro com a compra de Bitcoins, mas é muito importante entender como esse mercado funciona, antes de acrescentá-lo em sua carteira de investimentos.

Como funciona o Bitcoin?

A base do sistema do Bitcoin é a criptografia. É ela que garante que o sistema funcione e que todas as transações sejam realizadas de forma segura e anônima. Por isso os Bitcoins também são chamados de criptomoedas.

Como a moeda não é regulamentada por nenhuma autoridade financeira, o processamento das transações é realizado pelos chamados mineradores. Por isso, entender como o mercado funciona, fazer cursos de investimento e consultar profissionais especializados é essencial antes de tomar qualquer decisão.

Nesse infográfico, você entenderá de forma simplificada todos os passos no funcionamento do Bitcoin, desde as carteiras digitais até a forma de trocar essas moedas por dinheiro.

Bitcoins são moedas virtuais, armazenadas em carteiras digitais, que podem estar online ou instaladas no computador/celular.

Elas funcionam através de um código complexo, único e que não pode ser alterado isoladamente.

Quando uma transação é realizada usando Bitcoins, é gerado um código, que também pode ser chamado de assinatura digital.

Essas transações são protegidas por criptografia, se tornando anônimas e praticamente impossíveis de interceptar.

Esse código é verificado por mineradores, que irão validar a transação e conectar as duas carteiras digitais envolvidas.

Depois de concluídas, as transações são incorporadas ao Blockchain, um banco de dados que contém o registro de todas as transações realizadas.

O Blockchain é o que comprova que uma transação foi feita e garante a sua segurança sem que um banco a centralize.

O registro das transações e valores fica público, mas as pessoas/empresas envolvidas nas transações são anônimas.

Os mineradores que garantiram a manutenção das transações são recompensados com Bitcoins ou fragmentos da moeda.

E quem recebeu o pagamento em Bitcoins pode trocá-los por dinheiro em casas de câmbio específicas de Bitcoin.

Pode parecer complicado, e se você não tem nenhum conhecimento sobre o mercado financeiro isso é perfeitamente normal. Existem diversos outros tipos de investimento, muitas vezes mais simples e mais seguros do que as criptomoedas.

Por isso, é importante que você procure os investimentos mais adequados para você e para o seu objetivo, ao invés de aplicar todo o seu dinheiro na mesma opção que seu vizinho escolheu ou sugeriu. Avaliar outras opções, como investimentos de Renda Fixa ou Bolsa de Valores, pode ser interessante para tomar decisões mais inteligentes e estratégicas.

bitcoin x bolsa de valores

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Nos últimos anos, a rápida valorização dos Bitcoins atraiu milhares de investidores espalhados pelo mundo. Essa moeda deixou de ser vista apenas como um meio de pagamento e ganhou destaque no mercado como uma possibilidade de investimento.

Como é um mercado novo, é comum que surjam dúvidas em relação a ele. A lógica é a mesma de qualquer investimento em um mercado financeiro, como a Bolsa de Valores, por exemplo: você compra Bitcoins a um preço baixo e espera pela sua valorização. Assim como os investidores que enriqueceram com a Bolsa, você precisa aproveitar as melhores oportunidades e investir no momento certo.

O primeiro passo é criar sua própria carteira virtual. Através de empresas que comercializam essa moedas, conhecidas como exchanges, você compra seus Bitcoins e eles são automaticamente armazenados em sua conta – tudo protegido por uma vasta criptografia.

Depois de abrir sua carteira em uma exchange, você pode comprar moedas e pagar através de transferências, cartões de crédito ou até boletos. Mas, para evitar grandes perdas, é fundamental saber a hora certa de comprar Bitcoins.

Para isso, é importante acompanhar gráficos e análises sobre o movimento de preços dessas moedas. Essa atenção separa os grandes investimentos de verdadeiros desastres financeiros.

Entretanto, vale lembrar que como este investimento é novo e o volume de investidores ainda está em crescimento, a análise técnica pode ser imprecisa e acabar não funcionando tão bem quanto no mercado de ações. Se você realmente quiser investir nessas moedas, tenha atenção redobrada:

As exchanges funcionam como corretoras de investimentos, mas não possuem qualquer regulamentação.

No caso de fraudes, ataques virtuais e erros no servidor, nada e ninguém poderá assegurar as suas moedas. Uma dica é procurar exchanges brasileiras e com uma grande quantidade de investidores. Busque referências e conheça o mercado antes de entrar de cabeça neste mundo.

Investir em uma exchange de Bitcoins ou corretora de valores: Saiba a diferença →

Quando falamos em segurança dos Bitcoins, uma palavra vem rapidamente à cabeça: criptografia. Essa chave digital gerada por cada moeda é responsável por deixar o portador de Bitcoins seguro. Além disso, por se tratar de uma carteira inteiramente virtual, você não corre o risco de ter seus Bitcoins fisicamente roubados por aí.

Entretanto, por não ser um mercado regulamentado, quem tem Bitcoins acaba se expondo a algumas situações de vulnerabilidade. Ataques de hackers, esquemas de pirâmide e erros em servidores são alguns dos perigos desse mercado.

Como não existe qualquer pessoa ou órgão que fiscalize a negociação de criptomoedas, não há ninguém que proteja o investidor de possíveis fraudes ou roubos. Se por qualquer situação você perder suas moedas, não há volta.

O responsável por trás de uma empresa de Bitcoins pode ser qualquer um: desde um empresário sério até um adolescente empolgado. Entende o risco? Por esse motivo, o Banco Central alerta sobre vários fatores que podem colocar em risco os portadores de Bitcoin, inclusive a falta de garantia de trocá-las por dinheiro.

“(…) o Banco Central do Brasil alerta que estas não são emitidas nem garantidas por qualquer autoridade monetária, por isso não têm garantia de conversão para moedas soberanas, e tampouco são lastreadas em ativo real de qualquer espécie, ficando todo o risco com os detentores.”Veja o comunicado →

Outro ponto importante: se você perder a assinatura virtual de suas moedas, não terá como recuperá-las. Se você guarda sua assinatura virtual em um hd físico ou até no seu desktop, certifique-se que tudo está bem armazenado e totalmente protegido.

Isso não quer dizer que você não deve investir em Bitcoins, mas que é preciso tomar todo o tipo de cuidado nesse mercado, e estar ciente dos riscos que ele oferece e nunca colocar todo o seu dinheiro apenas nesta moeda.

Veja como investir em Bitcoins de forma segura e rentável

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A grande valorização que essas moedas passaram nos últimos tempos é indiscutível. Realmente, as histórias que pessoas fizeram grandes fortunas têm o potencial de serem verdadeiras. Entretanto, tome cuidado com as promessas de dinheiro fácil e rápido. Todo tipo de investimento exige cautela, informação e muito conhecimento.

Não ignore seu perfil de investimento: investir em Bitcoins requer características pessoais que, nem sempre, são passadas por aqueles que os vendem. Por ser um processo aberto a todos, muitos entram de cabeça sem mesmo conhecer este mercado.

Esse tipo de investimento deve ser escolhido apenas por aqueles que têm uma boa tolerância ao risco e o sangue frio para manter suas posições.

Também não é recomendado investir quantias que possam comprometer seu estilo de vida e patrimônio, por isso não arrisque todas as suas economias.

Há casos de investidores fazendo empréstimos ou até penhorando a própria casa para comprar criptomoedas. Claramente, essa ação não seria adequada nem para um mercado totalmente regulamentado. Seja para Bitcoins ou qualquer outro ativo, invista sempre conscientemente.

Não arrisque: aprenda tudo sobre o mercado de investimentos antes de começar a investir. Veja agora →

Tenho que pagar Imposto de Renda sobre o Bitcoin?

Mesmo não sendo reconhecida como uma moeda oficial, os Bitcoins devem ser declarados no Imposto de Renda do investidor. Portanto, se você adquirir moedas, será necessário incluí-las em sua declaração anual, na ficha “Bens e Direitos”, registrando a quantidade de moedas e o valor pelo qual elas foram adquiridas.

Sofre tributação todo investidor que tiver lucros acima de R$35.000,00 no mês, derivado da venda de suas moedas. Nesse caso, deve ser feito o recolhimento do imposto no mês seguinte ao que a transação foi realizada, até o último dia útil.

Evite dificuldades com o Imposto de Renda

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Alguns analistas afirmam que estamos presenciando a formação da próxima grande bolha financeira. Como não há nenhum outro ativo no mercado que conseguiu uma valorização de 1.500% em um ano, é compreensível que esse padrão assuste economistas e especialistas.

Esta grande valorização é vista como o passo que antecede um verdadeiro desastre econômico. E não seria a primeira vez que a especulação resultou em um gigantesco despenco financeiro, veja abaixo o gráfico de algumas bolhas da história:

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Entretanto, essa opinião divide analistas. Há aqueles que acreditam que essa valorização é resultante do aumento de confiança na tecnologia e que esse sistema se sustentará com o tempo. É impossível afirmar se é verdade, só saberemos a verdade se um dia ela estourar.

Independente disso, qualquer investidor experiente sabe da importância da diversificação de capital.

Alocar todo seu dinheiro em apenas um tipo de investimento não é uma decisão inteligente, seja um título público ou criptomoeda.

Se o mundo das moedas virtuais realmente te interessa, antes de investir, conheça seu perfil e monte uma estratégia de investimento diversificada. Faça como os grandes investidores e proteja seu capital investindo conscientemente.

Saiba como investir em Bitcoins e diversificar seus investimentos de forma segura. Veja dicas essenciais →

Ultimamente, está quase impossível passar um dia sequer sem ouvir falar em Bitcoins. Todo mundo quer saber o que é esta moeda, mas a pergunta campeã é: como eu consigo Bitcoins?

Existem, basicamente, 4 formas distintas de conseguir essa moeda:

  • Comprando Bitcoins em exchanges.
  • Vendendo produtos ou serviços e aceitando Bitcoins como forma de pagamento.
  • Minerando as moedas.
  • Ganhando em jogos e sites.

Existem diversas formas de ganhar Bitcoins pela internet. Através de sites conhecidos como “Torneiras de Bitcoins”, usuários podem ganhar frações da criptomoedas apenas clicando em anúncios ou ganhando sorteios. Na maioria das vezes, esses sites cobram o acesso ou ganham através de anunciantes.

Normalmente, o pagamento realizado por esses sites é bem baixo, mas não deixa de ser uma forma de conseguir essas moedas.

Existem também alguns sites que possuem diversos jogos que te dão Bitcoins em troca de tempo jogado. O pagamento não é grande, mas se você já costuma passar horas vagas jogando pela internet, por que não ganhar frações de moedas ao mesmo tempo?

Como minerar Bitcoin

Quando se fala em Bitcoins, é comum escutar o termo “minerar” junto. Esta é a única forma que novas moedas entram em circulação. Para entender melhor, é só comparar com o funcionamento de uma mina de ouro: mineiros retiram pepitas do metal da terra e assim elas podem começar a ser comercializadas.

Os mineiros, nesse caso, são aqueles que colocam poderosas máquinas para desvendar problemas relacionados com a própria rede de Bitcoins. Como pagamento em troca da solução, eles recebem as moedas.

Como você pode ver, minerar Bitcoins para ganhar dinheiro não é algo tão simples quanto parece, exige alto custo de equipamentos, conhecimento técnico, e uma conta de energia nas alturas.

Uma outra forma mais segura e consistente de ganhar dinheiro é investir no seu conhecimento. Aprendendo sobre o mercado financeiro, você irá descobrir que investir pode ser mais do que apenas aplicar seu dinheiro, mas também pode ser uma profissão e até mesmo um estilo de vida.

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