Animal Que Se Enrola Como Defesa?

O mundo animal apresenta uma enorme variedade de métodos de atacar outra espécie, seja para se defender, proteger os filhotes ou caçar. Mas nem todos se limitam a fugir ou enfrentar fisicamente o oponente. Alguns vão bem além disso. E olha que só estamos falando de mamíferos!

Animal Que Se Enrola Como Defesa?

Você já ouviu falar no Possum? É um bicho parecido com o gambá, mas está na subclasse dos marsupiais, a mesma do canguru. E é perto deles que o Possum vive, países como Austrália e Papua Nova Guiné. Por essa razão, é chamado de “esquilo do hemisfério sul”.

Pois bem, o Possum tem uma tática muito peculiar para espantar os predadores: se fingir de morto. Mas não é simplesmente cair no chão e fechar os olhos, alguns animais seriam espertos o suficiente para descobrir a encenação.

O Possum realmente entra em um estado de morto, babando e exalando cheiro do seu cadáver. Como a maioria dos predadores só consome o que eles mesmos matam, o Possum é deixado em paz.

E o mais impressionante é que esse recurso não é consciente, o animal “cai morto” quando seu organismo detecta uma situação de perigo.

Animal Que Se Enrola Como Defesa?

Outro animal pouco conhecido. É um primata, com nós, mas tem cara de urso, e só encontrado em florestas na África Central. O nome dele é Potto, e seu método de defesa é muito heterodoxo. Devido a seu corpo lento e desajeitado, seriam presa fácil para carnívoros, não fosse por um porém.

Quando está ameaçado, o Potto faz suas vértebras saltarem, se sobressaindo sob a pele na região da nuca. Essas vértebras são pontiagudas, e dão ao Potto uma arma poderosa e uma forma de dar golpes de nuca nos seus oponentes.

Mesmo que ele não consiga atingir o predador com uma “nucada”, as vértebras o tornam muito difícil de se engolir. Osso duro de roer.

Animal Que Se Enrola Como Defesa?

Agora achamos um nome um pouco menos estranho aos nossos ouvidos: é o Pangolim. Trata-se de um mamífero disponível em sete espécies na Ásia e na África. O Pangolim é coberto de escamas, e tem um grande arsenal de defesas.

Sua preferida é enrolar-se sobre si mesmo, formando um corpo coeso, coberto por suas duras escamas, impossível de penetrar. Mas ele tem outras cartas na manga contra os predadores. Pode exalar um cheiro forte, tática usada por muitos companheiros de floresta, ou rolar como uma bola.

Isso mesmo, ele pode se transformar numa bola e rolar ladeira abaixo se estiver ameaçado.

7. Transformar-se em bola Animal Que Se Enrola Como Defesa?

Aqui temos um ilustre amigo: o querido tatu-bola, que vive na Argentina, Bolívia, Paraguai, e aqui no Brasil, especialmente no Estado do Mato Grosso. Nem é preciso dizer qual é sua tática de defesa: ele se transforma numa bola. Aqui vemos que o Pangolim, do item anterior, não é nada original.

E muita gente pensa que a carapaça do tatu-bola é dura, e por isso os predadores não podem atacá-lo. Ledo engano. Sua pele é relativamente macia, e esse recurso existe justamente para compensar essa desvantagem. E ele tem dois trunfos: pode se enrolar como bola em um instante, fazendo um barulho que assusta o predador.

E, ao contrário do que se poderia pensar, ele não fica lá parado em forma de bola. Pode se mover e se move, rolando para longe do perigo.

Animal Que Se Enrola Como Defesa?

Esse não vive no Brasil, mas é famoso como se vivesse. É o porco-espinho. Seu método de defesa é muito curioso. Para começar, ele adota uma filosofia de “quem avisa, amigo é”. Quando o predador se aproxima, ele balança os espinhos da parte de trás do corpo (os mais pontiagudos e perigosos), fazendo um barulho que pretende afastar o inimigo.

Se o oponente não leva a sério e ataca o porco-espinho, este se vira de costas para o golpe ou a mordida, e deixa os espinhos entrarem no corpo do agressor. Alguns espinhos são longos, e, dependendo da profundidade com que penetram ou do tamanho do predador, o atacante pode até morrer por causa das feridas.

Alguns espinhos chegam a perfurar órgãos e vasos sanguíneos. E a natureza pensou em tudo: como eles vivem em árvores, às vezes caem dos galhos, de grandes alturas, enquanto fogem de alguém, e na queda podem se ferir com seus próprios espinhos.

Por isso, o organismo do porco-espinho tem fortes antibióticos, sem os quais o animal poderia pegar uma infecção por causa das suas próprias armas.

5. Soltar pigmentos na água Animal Que Se Enrola Como Defesa?

Sabem a Cachalote, aquela Baleia gigante que pode medir até 20 metros de comprimento? Existe uma rara espécie, chamada cachalote-pigmeu, que não passa de 1,20 metros.

Considerando seu desavantajado tamanho em relação às parentes, a cachalote-pigmeu usa uma forma de defesa parecida com a dos polvos: solta pelo ânus uma substância avermelhada que se espalha rapidamente, formando uma nuvem na água e despistando o predador.

Curiosamente, os polvos, de quem a ideia do pigmento foi “plagiada”, é a principal presa das baleias-pigmeu!

4. Deixar a cauda para trás Animal Que Se Enrola Como Defesa?

Um pequeno roedor, chamado no Brasil de Arganaz, prefere fugir de seus inimigos correndo mesmo. Quando isso não é possível, no entanto, ele tem uma última alternativa. Quando o predador o agarra pela cauda, ele simplesmente livra-se dela e foge.

Mas essa é uma alternativa extrema, porque a cauda não se regenera. Uma vez perdida, a cauda não volta, por isso essa fuga só pode ser usada uma vez na vida do pequeno roedor.

Sabendo disso, ele prefere despistar seus inimigos com a própria cauda, fazendo-a parecer com a cabeça, o que os confunde.

3. Glândulas malcheirosas Animal Que Se Enrola Como Defesa?

O gambá merece uma menção honrosa nessa lista, pela destreza com que usa o seu método. O mau cheiro que ele exala para se defender vem de um fluido produzido por glândulas na região anal. Quando está ameaçado, ele solta o seu fluido com impressionante força e precisão.

O jato pode atingir mais de 3 metros de distância e geralmente acerta o inimigo direto na face. Se o predador leva a rajada sobre os olhos, pode até ficar cego. Contudo, é uma última alternativa para o gambá, já que a glândula precisa de 10 dias para recarregar.

Mesmo com esse poder de fogo, uma espécie de coruja se atreve a enfrentar o gambá, já que faz um ataque aéreo, pelas costas, antes que o mamífero tenha tempo de se defender.

Animal Que Se Enrola Como Defesa?

Ninguém imaginaria que o Ornitorrinco, aquele bicho de aparência tão inofensiva e esquisita, pudesse ter um meio de defesa tão agressivo. Ameaçado, ele pode fincar no predador suas garras afiadas, com veneno na ponta. Alguns humanos já tiveram a infeliz experiência de sofrer esse ataque do ornitorrinco.

Em animais até do tamanho de um cachorro, o veneno das garras dele podem até matar. No caso dos humanos, não chega a tanto, mas causa uma dor lancinante, que deixa a vítima incapacitada de movimentar o local atingido por vários dias. Essas garras venenosas são apresentadas apenas pelos machos.

Isso sugere que esse sistema de defesa do ornitorrinco seja também usado para duelos pelas fêmeas.

1.Passar veneno pelo corpo

Quem já assistiu ao filme Madagascar pode achar esse bicho familiar. Esse primata tem cara de lêmure, o corpo é parecido com o de um lêmure, mas não é um lêmure. É um Lóris, animal pouco conhecido que vive no sudeste asiático. O que o torna notório é seu sistema nada ortodoxo de defesa. Ele tem glândulas venenosas em seus cotovelos.

Com isso, ele fica continuamente lambendo os cotovelos e espalhando o veneno pelo corpo, que pode causar dores fortes e inchaço no predador. As mães espalham esse veneno nos filhotes antes de deixá-los para sair caçar. E o Lóris, ao passar o veneno na boca, torna sua mordida igualmente venenosa, deixando a sua arma duplamente letal.

É claro que o mais impressionante nisso tudo é que ele pode, ao contrário de você, lamber o próprio cotovelo. [Listverse]

Pangolim

O pangolim é um mamífero que vive na Ásia e África. Possui corpo recoberto de escamas bastante características, sendo frequentemente chamado de “tamanduá escamoso”. Essa denominação também se deve ao fato de que esses animais se alimentam, principalmente, de cupins e formigas, os quais ele captura com uma língua longa e pegajosa.

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As diferentes espécies de pangolim

Pangolim é a denominação utilizada para se referir a oito espécies diferentes. De maneira geral, essas espécies variam de 1,6 kg até 33 kg, e sua coloração vai do castanho amarelado até o marrom-escuro. Todas as oito espécies são protegidas por leis nos locais onde são encontradas.

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Animal Que Se Enrola Como Defesa? Conheça as espécies existentes de pangolim

Como dito, esses animais apresentam corpo recoberto por escamas, as quais são feitas de queratina.

Essas escamas, que estão sobrepostas sobre o corpo do animal, crescem durante toda a sua vida, sendo importante destacar que, assim que o animal nasce, as escamas são flexíveis e possuem coloração mais clara.

A parte inferior do pangolim não apresenta escamas.

Esses animais possuem cabeça cônica, língua muito longa e pegajosa, que ajuda na captura de suas presas, e não apresentam dentes. Sua visão não é muito desenvolvida – esse animal é frequentemente guiado pelo seu ótimo olfato.

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Os pangolins são animais solitários e noturnos. Apresentam como defesa o hábito de se enrolar, de modo a proteger suas partes mais frágeis. Podem também utilizar suas caudas afiadas para atacar. Para capturar suas presas, eles destroem os ninhos utilizando suas garras, as quais eles também usam para fazer suas tocas.

Esses animais apresentam sexos separados, ou seja, existem machos e fêmeas. Sua maturidade sexual é atingida por volta dos dois anos. A gestação varia de acordo com a espécie, e os períodos de gestação variam de 70 a 139 dias. Os filhotes são amamentados nos primeiros quatro meses, porém podem ingerir formigas e cupins já no primeiro mês de vida.

Animal Que Se Enrola Como Defesa? O pangolim apresenta hábito solitário

Por que algumas espécies de pangolim estão ameaçadas de extinção?

O pangolim, assim como vários animais do planeta, enfrenta vários problemas que colocam em risco sua sobrevivência.

Um desses problemas é a destruição de habitat, uma questão grave que coloca cada dia mais espécies em perigo e tem como principal responsável o ser humano.

Além disso, sua carne e escamas são utilizadas na fabricação de medicamentos, o que aumenta a caça desse animal. É importante destacar que o pangolim é o animal mais traficado do mundo.

Por Ma. Vanessa Sardinha dos Santos

Na Nigéria, Covid-19 dá novo ímpeto à defesa do pangolim

A pandemia de Covid-19 fez o mundo prestar atenção no pangolim, aumentando, internacionalmente, a consciência sobre a necessidade de proteger essa espécie ameaçada de extinção. Na Nigéria, principal rota global para o tráfico de animais, apesar da resistência cultural, os defensores do pangolim se sentem mais fortes e alertam contra a exploração dessa espécie.

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O campus da Universidade de Ibadan vive um período bem diferente de sua agitação cotidiana, que em tempos normais é um “formigueiro humano”. Mas, este ano, desde o segundo trimestre, professores e alunos abandonaram as salas de aula e laboratórios por causa da pandemia Covid-19.

Apenas alguns funcionários administrativos e técnicos ainda vagam pelos corredores dos departamentos silenciosos. Mesmo assim, o professor Olajumoke Morenikeji faz questão de vir, pelo menos duas vezes por semana.

“Comecei uma pesquisa de campo com um grupo de alunos”, diz ela. “Vamos para a floresta de Omo, no estado de Ogun, onde há pangolins. Existem quatro espécies na África, duas estão ameaçadas de extinção”, completa.

Foi quase por acaso que este especialista em zoologia se tornou um dos maiores estudiosos nigerianos do pangolim, animal cuja carne é muito procurada na Ásia, assim como suas escamas por supostas virtudes medicinais.

Drama pessoal

Por muito tempo diretora do zoológico universitário de Ibadan, a segunda maior cidade do sudoeste da Nigéria, Morenikeji tem o apoio de suas equipes na missão de criar e preservar vários animais.

A diversidade desta fauna é a fonte do sucesso popular deste parque animal. No entanto, ano após ano, os especialistas perceberam que o pangolim é a única espécie que morre após alguns dias de cativeiro.

Em 2016, ela decidiu estudar mais a fundo esse mamífero que, assim como o tatu, se alimenta de formigas. “Vivenciei cada morte de pangolim como um drama pessoal.

Finalmente, entendi que o pangolim era um animal solitário e incapaz de sobreviver fora de seu habitat natural. Foi como uma revelação.

Ao continuar minha pesquisa, descobri que ele estava à beira da extinção no planeta ”, explica a professora.

Uma área natural protegida dedicada aos pangolins

Também nesse mesmo ano, pouco mais de três toneladas de escamas de pangolim foram apreendidas na China, oriundas da Nigéria. Na época, foi a maior captura já feita no país. A professora, então, lançou um programa de conservação, com o apoio de sua universidade. Vários hectares de uma área florestal perto de Ibadan foram concedidos ao projeto.

Um espaço natural protegido que ela dedica aos pangolins que ainda restam na Nigéria: o pangolim terrestre, que cava tocas, e o pangolim arbóreo, que como o nome diz, sobe em árvores.

“O pangolim gigante quase desapareceu aqui no sudoeste do país. Ele é muito maior do que as outras espécies de pangolins. Algumas vezes, chega ao tamanho de um cachorro. Além disso, ele fica em suas duas patas traseiras.

O último indivíduo teria sido visto aqui, há 20 anos ”, explica a professora ativista.

Um refúgio animal

Em Lagos, o Hospital e Abrigo de Animais São Marcos tem entre seus “residentes” um pangolim bebê e um pangolim adulto. É neste estabelecimento privado que o Dr. Mark Ofua e sua equipe, de cinco pessoas, se revezam, dia e noite, para tratar dos pangolins, além de cães, gatos, papagaios, ratos e cobras.

Trata-se do primeiro abrigo na Nigéria a cuidar de animais domésticos e selvagens em uma área fechada. As áreas de tratamento e cuidados são bastante distintas para cada espécie.

“Iretil, este bebê pangolim, não reage de forma alguma a cachorros latindo, garante Mark Ofua. Nós o pegamos algumas semanas após o seu nascimento.

Por outro lado, o outro pangolim está completamente estressado porque sabe que o cão é um predador potencialmente hostil. Ele vai demorar dois dias para se acostumar,” explica.

Animal Que Se Enrola Como Defesa?

(Foto: RFI / Moïse Gomis)

Envolvidos em pequenos cobertores, os dois pangolins passam a sua estadia em gaiolas individuais. Eles estão alojados em uma ala separada, tendo as cobras como únicas vizinhas.

Reabilitar os pangolins

Veterinário experiente, o Doutor Ofua, entretanto, tem a sensação de que está descobrindo sua profissão ao dar as boas-vindas aos pangolins. Após um período de improvisação, o veterinário foi treinado lendo livros sobre a vida selvagem. E também aderindo à Rede de Amigos do Pangolin criada pela Professora Olajumoke, em Ibadan.

A questão para Mark Ofua não é simplesmente de caráter ativista mas, acima de tudo, ele quer ajudar e acompanhar este mamífero comedor de formigas. “Depois de duas semanas, nós os libertamos de volta à natureza.

Não muito longe daqui, tenho à minha disposição um espaço que delimitei com o apoio de amigos numa zona arborizada. A longo prazo, é aqui que pretendo tratar os pangolins em um ambiente natural. O único estresse será dar-lhes a medicação.

Porém, eles poderão aproveitar a proximidade de dois ou três montes de formigueiros dentro deste recinto ”, acredita.

Pangolim, presa fácil para caçadores

De seu laboratório de pesquisa em Ibadan, a professora Jumoke Morenikeji continua muito preocupada porque, apesar da classificação desta espécie ameaçada de extinção e da conscientização das autoridades nigerianas, as redes internacionais de tráfico continuam se aprovisionando de pangolim no sudoeste do país, onde há grandes áreas florestais.

O pangolim é particularmente vítima pelo fato de ser fácil de ser caçado. “A única proteção do pangolim são as escamas que cobrem o seu corpo. Mas como elas não são prejudiciais, até uma criança pode pegar um pangolim. Para se defender, ele se enrola como em uma bola. O animal não morde e nem grita. Qualquer um pode pegá-lo ”, diz a especialista.

A demanda por escamas de pangolim continua forte no sudeste da Ásia. Em 2019, um barco que saiu da Nigéria com nove toneladas de escamas a bordo foi interceptado durante a sua escala em Hong Kong. A carga, estimada em US$ 8 milhões, representava cerca de 13.000 pangolins.

“Achei que neste ano de 2020, com as supostas ligações entre o coronavírus e o pangolim, essa espécie seria menos atraente. Infelizmente, é difícil mudar hábitos antigos.

O pangolim é procurado e consumido aqui como uma refinada carne exótica. O terreno é favorável para traficantes que oferecem até várias centenas de dólares por um pangolim.

Portanto, é difícil resistir à tentação de caçar esse animal para o mercado negro ”, lamenta a professora Jumoke Morenikeji.

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Tatu-bola. Principais características do tatu-bola

A mascote da Copa do Mundo de 2014 é o tatu-bola, uma espécie de mamífero encontrada nas regiões de Caatinga e Cerrado do Brasil.

Essa espécie atualmente corre risco de entrar em extinção em virtude da caça e destruição de habitat, encontrando-se na categoria de vulnerável pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais).

Vale destacar que em algumas regiões do Brasil não é mais possível encontrar essa espécie.

A espécie que recebe o nome científico de Tolypeutes tricinctus também é conhecida como bola, bolinha, tranquinha e tatu-bola-do-nordeste.

O tatu-bola é um animal endêmico do Brasil e caracteriza-se por fechar-se como uma bola para defender-se de predadores.

Ao adquirir essa forma, ele acaba protegendo as partes moles do seu corpo com sua carapaça dura, dificultando, assim, a ação de animais que tentem alimentar-se dele.

O hábito de enrolar-se para defender-se, apesar de ser bastante eficaz contra alguns predadores, não é eficiente para livrá-lo do homem. Adotando essa posição, torna-se presa fácil de caçadores, que acabam capturando o animal com facilidade. Diferentemente de outras espécies de tatus, o tatu-bola não é capaz de escavar buracos e não é adaptado à vida subterrânea.

Animal Que Se Enrola Como Defesa? Ao enrolar-se, o tatu-bola torna-se alvo fácil de caçadores

Esse gracioso animal alimenta-se de pequenos insetos, tais como formigas e cupins, e de material vegetal, como frutos. É considerado o menor tatu brasileiro, possuindo apenas cerca de 50 centímetros. Quando comparado às fêmeas, os machos apresentam-se relativamente maiores.

Na época de reprodução, é possível observar vários machos seguindo uma fêmea. Existem trabalhos que relatam uma fila de até dez tatus na época de acasalamento, o que os torna presas fáceis. Geralmente a fêmea dá a luz dois filhotes.

Diante da grande destruição de habitat e da caça predatória, especialistas acreditam que, em aproximadamente 50 anos, não seja mais encontrado nenhum exemplar de tatu-bola.

O quadro alarmante fez com que o animal se tornasse objeto de um Plano Nacional de Conservação de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção.

O plano está sendo elaborado pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) e deve ficar pronto até o final do ano de 2014.

Apesar de ser uma espécie tipicamente brasileira e com características tão peculiares, o tatu-bola ainda não é alvo de muitas pesquisas, dificultando, assim, a sua conservação. O que muitos pesquisadores esperam é que, com a Copa, o tatu-bola torne-se uma espécie mais conhecida e preservada.

Por Ma. Vanessa dos Santos

Conheça os 4 animais mais flexíveis do mundo

Alguns animais são tão flexíveis que escapam dos predadores com defesas incomuns aos vertebrados, seja se enrolando como uma bolinha ou suportando forças que esmagariam as demais espécies.

Esses animais possuem fibras de colágeno, que unem as partes rígidas do corpo – como as escamas ou osteodermos – às mais moles, conferindo mais flexibilidade e uma resistente carapaça externa. No campo da biomimética, esse tipo de “armadura dérmica” é um dos temas de estudo mais populares. Conheça algumas espécies com essas características.

Tatu-bola, o mascote da Copa

Muita gente acha que os tatus estão bem protegidos com sua carapaça dura, mas a maioria das espécies prefere se enterrar no solo para escapar dos predadores. De toda a família, a única subespécie que consegue formar uma bola perfeita é, como o nome indica, o tatu-bola, o mascote da Copa do Mundo de 2014.

Endêmico da Argentina, Brasil, Bolívia e Paraguai, esse animalzinho conta com uma couraça dobrável e com pouca articulações, o que garante uma grande amplitude de movimentos. Em uma situação de perigo, o tatu-bola une a cabeça com a cauda, enrolando-se como uma bola para proteger seu abdômen dos golpes dos predadores.

No momento em que ele se “fecha”, o tatu faz um barulho que surpreende seus inimigos e pode funcionar como uma manobra evasiva. Algumas espécies adotam a estratégia de saltar sobre os predadores para tentar espantá-los, enquanto outras preferem sair correndo e encontrar um esconderijo.

Os tatus se alimentam de colônias de insetos e usam suas garras fortes para remover a casca das árvores em busca de formigas e cupins.

O tatu-bola pertence ao gênero Tolypeutes, um dos nove que reúnem um total de 21 espécies. Dependendo da espécie, os tatus podem pesar mais de 30 quilos e medir até cinco metros de comprimento, da cabeça à cauda, como o tatu-canastra.

O curioso tatuzinho

Apesar de parecerem insetos, estes animais são crustáceos, assim como os caranguejos e as lagostas. Eles se adaptaram à vida terrestre e pertencem ao gênero Isopoda, que abriga mais de cinco mil espécies.

É provável que você já tenha encontrado um tatuzinho escondido em lugares escuros e úmidos de sua casa, sob pedaços de madeira, pedras ou rachaduras. Há uma razão: eles precisam da umidade para respirar.

Assim como o tatu-bola, ele também se enrola em uma bolinha quando se sente ameaçado por predadores, como as aranhas. Ele troca seu exoesqueleto oval, em forma de sanfona, várias vezes ao longo da vida.

Os tatuzinhos se alimentam de carniça e plantas mortas, e têm uma história curiosa: eles teriam chegado de barco às Américas, junto com os colonizadores. Atualmente, são encontrados em todo o mundo.

  • Pangolim, o “abacaxi” vivo
  • Animal Que Se Enrola Como Defesa?
    Pangolin borneo. Foto: Piekfrosch/Wikipedia
  • Os pangolins pertencem à mesma família das preguiças e tamanduás, mas não parece: seu corpo é quase totalmente recoberto por escamas grandes, que o deixam com a aparência de um abacaxi.

No geral, os pangolins comem insetos e estão distribuídos em oito espécies pela África e Ásia. Apesar de terem garras muito fortes nas patas dianteiras, raramente as usam como armas. Quando se sentem ameaçados, em vez de atacar, preferem se enrolar em uma bola tão apertada que é quase impossível penetrá-la. Eles são os únicos mamíferos com esse mecanismo de defesa.

As bordas afiadas de suas escamas recobrem praticamente todo o corpo, tornando-os invulneráveis à maioria dos predadores. Eles também usam a cauda para atacá-los diretamente, causando ferimentos graves.

Suas escamas são feitas de queratina, a mesma proteína das unhas e cabelos humanos. De fato, as escamas dos pangolins crescem como pelos, e os padrões que se formam são únicos em cada indivíduo, assim como as impressões digitais dos seres humanos.

Sua cabeça cônica, a boca sem dentes e a língua pegajosa são excelentes para caçar insetos. O curioso é que eles precisam comer algumas pedras para ajudar na digestão. Para compensar sua visão ruim, têm um olfato apuradíssimo e conseguem detectar cupins e formigas a centenas de metros de distância.

Os pangolins são animais solitários que não ultrapassam um metro de comprimento, e há muito tempo são vítimas de desmatamento e perda de habitat. A mesma capacidade de defesa que os torna tão fascinantes também facilita sua captura. Os traficantes os vendem no mercado negro por suas supostas “propriedades medicinais”.

Segundo um estudo recente, as quatro espécies de pangolim são protegidas na Ásia, onde a situação é mais grave. Mesmo assim, não há registros confiáveis sobre os exemplares capturados pelo tráfico.

“Descobrimos uma situação desastrosa e todas as previsões para os pangolins são ruins”, alerta o professor McDonald, um dos especialistas da Universidade de Oxford que participou do estudo. “Se conseguir chamar a atenção para esse comércio inútil, a opinião pública internacional pode ajudar a reverter a situação”.

  1. Os resistentes cavalos-marinhos
  2. Recentemente, os cavalos-marinhos surpreenderam os pesquisadores com uma habilidade impressionante: são capazes de resistir a forças que esmagariam qualquer outra espécie.
  3. Esses animais curiosos são encontrados nos mares de todo o planeta e medem entre 1,5 e 35 centímetros.

Pouco se sabia sobre suas particularidades ósseas até a publicação de um estudo da Universidade da Califórnia, em San Diego.

O objetivo era identificar as espécies capazes de recolher um objeto e, ao mesmo, suportar as ameaças de predadores e os rigores da natureza.

No campo da biomimética, essa capacidade pode ajudar a resolver alguns problemas de engenharia, imitando as soluções da natureza.

Depois de submeter os cavalos-marinhos a uma pressão esmagadora, os pesquisadores descobriram que eles não tinham sofrido nenhum dano: suas vértebras podem se dobrar até a metade durante a compressão devido à quantidade reduzida de minerais nos ossos, o que aumenta a flexibilidade.

A matéria foi originalmente publicada em Discovery Brasil.

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Tatu-bola. Conheça o tatu-bola

  • Filo: Chordata Classe: Mammalia Ordem: Cingulata Família: Dasypodidae
  • Espécie: Tolypeutes tricinctus, (Linnaeus, 1758)

O tatu-bola, também conhecido como tatu-apara, bola, bolinha, tranquinha ou tatu-bola-do-nordeste, é a menor e menos conhecida espécie de tatu do Brasil. De todas as espécies de tatu do país, é a única endêmica (que ocorre só nesse local).

Possui distribuição geográfica muito restrita, ocorrendo somente na Caatinga e no Cerrado. A espécie já foi registrada em 12 estados brasileiros diferentes – Bahia, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Piauí, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Tocantins, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Esse animal, de aproximadamente 50 cm e 1,2 kg, apresenta como uma das principais características a capacidade de se fechar na forma de uma bola ao se sentir ameaçado, o que protege as partes moles de seu corpo contra o ataque de predadores. Essa capacidade foi o que deu origem ao seu nome popular. Distingue-se também pela presença de cinco unhas nas patas anteriores, principal diferença entre Tolypeutes tricinctus e a outra espécie do mesmo gênero, a T. matacus.

Animal Que Se Enrola Como Defesa? Uma das principais características do tatu-bola é a sua capacidade de se enrolar como uma bola para se defender de predadores

Durante o período de acasalamento, uma mesma fêmea é vista acompanhada por mais de um macho. As fêmeas geram um ou, menos frequentemente, dois filhotes por ninhada, que nascem completamente formados.

O tatu-bola possui hábitos noturnos e se alimenta principalmente de formigas e cupins, consumindo também grande quantidade de areia, cascas e raízes junto ao alimento.

O tatu-bola não escava buraco e utiliza como esconderijo tocas abandonadas.

Por utilizar como principal estratégia de defesa a fuga em busca de tocas abandonadas e o enrolamento sobre si, torna-se mais vulnerável ao ataque de predadores e à caça humana.

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Atualmente, a espécie é considerada como Ameaçada pela Lista de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção, do Ministério do Meio Ambiente, estando Criticamente Ameaçada no estado de Minas Gerais e Vulnerável no Pará.

Está enquadrada como Vulnerável pela Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (2007) e pelo Livro Vermelho da Fauna Ameaçada de Extinção, da Biodiversitas (2008).

Corre alto risco de extinção em médio prazo.

A perda e a fragmentação do habitat, além da caça, são as principais ameaças à espécie. Suas populações foram extensamente dizimadas no passado, principalmente devido à caça humana de subsistência.

Com a intenção de divulgar informações sobre a espécie e chamar a atenção da população e dos governantes para a necessidade de conservar a espécie e a Caatinga, a organização não governamental Associação da Caatinga lançou, em 2011, uma campanha para que ela se tornasse mascote da Copa do Mundo de 2014. A campanha atingiu o seu objetivo e o tatu-bola foi eleito como mascote em 2012, ganhando o nome de Fuleco, que significa a junção das palavras futebol e ecologia.

A Associação busca obter a mobilização da Federação Internacional de Futebol (FIFA), dos patrocinadores, participantes e torcedores da Copa do Mundo de 2014 para essa questão ambiental, contribuindo para a redução do risco de ameaça de extinção da espécie.

Publicado por: Flávia de Figueiredo Machado

Quais são as estratégias de defesa mais estranhas dos animais?

Vale tudo para não ser comido no reino animal: do uso de “armas químicas”, como cortinas de fumaça e bombas malcheirosas, a “interpretações cênicas” que mereceriam um Oscar.

Segundo o etólogo (estudioso do comportamento animal) César Ades, da Universidade de São Paulo (USP), todos os bichos desenvolvem algum mecanismo de defesa para sobreviver, principalmente os que estão na parte inferior da cadeia alimentar.

“Os comportamentos de defesa variam de uma espécie para outra, mas normalmente são de contra-ataque, camuflagem ou fuga. Quanto mais visado o bicho for, mais esperto precisa ser para não ser capturado”, diz o etólogo.

Uma estratégia muito usada é o mimetismo, em que um animal copia o colorido, a forma ou o comportamento de outro para se defender. Existem também táticas grupais e vale até mesmo se fingir de morto para escapar. Confira nestas páginas algumas das mais bizarras estratégias de defesa do mundo animal.

Vale tudo, bicho!MORTO, REX, MORTO!

  • Animal – Gambá (Didelphis sp.)
  • Seus Predadores – Cachorros, jaguatirica, corujas, harpias e gaviões
  • Táticas usadas – “Arma química” e uma boa interpretação

Como funcionam – Todos sabem que o gambá expele uma substância fedida quando acuado. Mas pouca gente conhece sua segunda tática de defesa: se a “bomba química” não deixar o predador atordoado, ele se finge de morto, resistindo a boas pancadas sem se mover. Quando o inimigo se distrai e acha que liquidou a fatura, o gambá escapa

  1. TRATAMENTO DE CHOQUE
  2. Animal – Poraquê (Electrophorus electricus)
  3. Seus Predadores – Não tem predador natural
  4. Táticas usadas – Choque elétrico
  5. Como funcionam – Esse estranho peixe da Amazônia tem a aparência de uma enguia e conta com um mecanismo inusitado para se defender de quem mexe com ele: choques elétricos. As descargas que o poraquê solta podem chegar a 600 volts, com corrente suficiente para acender uma lâmpada fluorescente, fazendo um belo estrago em seus oponentes
  • COMIGO NINGUÉM PODE
  • Animal – Gazelas (Gazella ssp.)
  • Seus Predadores – Leões, leopardos e guepardos
  • Táticas usadas – Exibicionismo total
  • Como funcionam – Para escapar dos grandes predadores das savanas africanas, as gazelas usam uma estratégia grupal de defesa. “Elas ficam pulando que nem doidas, não para assustar o predador, mas para mostrar que são vigorosas e capazes de correr rapidamente para escapar de um eventual ataque”, diz o etólogo César Ades
  • EU SOU VOCÊ AMANHÃ
  • Animal – Mosca (Zonosemata vittigera)
  • Seus Predadores – Aranhas papa-moscas dos gêneros Metaphidippus e Phidippus
  • Táticas usadas – Imitar o oponente
  • Como funcionam – Essa espécie de mosca imita seu predador, colocando as asas para a frente e movimentando-as para cima e para baixo, numa batida que lembra o movimento das patas da aranha papa-mosca. A imitação do predador dá certo porque essas aranhas são bichos territoriais e evitam umas às outras

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  1. FUGA EN SU TINTA
  2. Animal – Polvo (Octopus ssp.)
  3. Seus Predadores – Golfinhos, tubarões e moréias
  4. Táticas usadas – “Arma química” e uma boa interpretação

Como funcionam – Quando está sendo perseguido, o polvo solta um jato de tinta escura para turvar a vista de seu oponente e poder escapar. Algumas espécies ainda dão um show de interpretação. Existe um polvo, por exemplo, que muda de cor e esconde seus braços, deixando só dois deles à mostra para parecerem duas serpentes venenosas

  • CORTAR O MAL PELA RAIZ
  • Animal – Lagartixa (Hemidactylus mabuya)
  • Seus Predadores – Serpentes, ratos, gatos, aranhas, pássaros e outros lagartos
  • Táticas usadas – Automutilação

Como funcionam – Várias espécies de lagartixas recorrem à automutilação espontânea (chamada de autotomia) para salvar a própria pele. Quando estão sendo perseguidas, elas cortam um pedaço do próprio rabo. Essa parte continua se movimentando por um tempo, atraindo a atenção do predador e permitindo que a lagartixa (ou o que restou dela…) fuja

  1. CORPO FECHADO
  2. Animal – Pangolim (Manis temminckii)
  3. Seus Predadores – Hienas e leopardos
  4. Táticas usadas – Blindagem instantânea

Como funcionam – Esse mamífero, comum na Ásia e na África, tem o corpo coberto por duras escamas dispostas como as telhas de um telhado. “Quando se sente ameaçado, ele se enrola como um tatu-bola, mantendo só as placas expostas”, diz o biólogo Mário Rolo, da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Nem o mais paciente predador consegue penetrá-las

  • JOGO SUJO
  • Animal – Cobra d’água (Liophis miliaris)
  • Seus Predadores – Corujas, gaviões, siriemas, outras cobras e gambás
  • Táticas usadas – “Arma química”
  • Como funcionam – Quando se sente acuada por um predador, essa cobra solta um jato pra lá de fedido, com uma mistura de fezes, urina e secreções produzidas por uma glândula anal. “É uma tática defensiva eficiente de serpentes que não são peçonhentas”, afirma o biólogo Giuseppe Puorto, do Museu Biológico do Instituto Butantan, de São Paulo

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