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Jean Mello

Jornalista, especialista em Planejamento de Mídias Digitais (FGV) e Web Analytics (Google Academy).

Religião Tag

O problema da ostentação é justamente a exaltação exagerada do consumo. Poder em que o que é caro pode calar vozes que antes tinham o que dizer. Irmãos e irmãs ajoelhados diante das ilusões enfiadas goela abaixo. Calma, deixe-me explicar meu singelo ponto de vista. Demorou...

A religião é a porta aberta pra dor…

Raiz de males perdidos,

Pensei até em estar ouvindo a voz perfeita

Quando percebi estava novamente no fundo do mar

Palavras doces, sorrisos belos,

Apenas fruto das mais astuta ilusão

Os homens apreciam leis imperfeitas

E tentam nos convencer de que é fruto do mais puro amor, da mais sublime perfeição

 

Quando isso vai acabar?

Não precisamos nos entregar para o fim…


Tempestade de ideias sobre o que penso acerca de uma questão tão esquecida e ao mesmo tempo tão lembrada em nossa sociedade – o racismo. Qual é o papel de cada cidadão para combater esse atraso que é prejudicial à todos, não apenas aos negros? 


Um dia terei a oportunidade de ajudar a fazer com que muitos se orgulhem de ter descendentes africanos, talvez as escolas também possam fazer isso – teve que virar lei para que as pessoas, pelo menos grande parte delas dentro das escolas, começassem a se mobilizar. Mesmo assim, de certa forma, vejo que ainda tem muito trabalho a ser feito. Os livros de Maria Aparecida Bento cumprem este papel em minha vida, especialmente Cidadania em Preto e Branco. Todo mundo deveria ler este livro, sinto orgulho de saber de onde vim. 

A resolução adotada pelo Conselho Nacional de Educação em 22 de março de 2004, um ano depois de o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter promulgado a Lei 10.639, que torna obrigatório o ensino da História da África na Educação Básica, diz: O sucesso das políticas públicas do Estado brasileiro, institucionais e pedagógicas, visando reparações, reconhecimento e valorização da identidade, da cultura e da história dos negros brasileiros, depende necessariamente de condições (…) favoráveis para o ensino e para as aprendizagens; em outras palavras, todos os alunos negros e não negros, bem como os seus professores, precisam sentir-se valorizados e apoiados. Depende também, de maneira decisiva, da reeducação das relações entre negros e brancos, o que aqui estamos designando como relações étnico-raciais. Depende, ainda, de trabalho conjunto, (…) visto que as mudanças éticas, culturais, pedagógicas e políticas nessas relações não se limitam à escolaDiretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.

 

Nos últimos anos pude participar e mediar algumas sessões de Terapia Comunitária em escolas, parques, organizações não governamentais e até mesmo em igrejas evangélicas.

É bom perceber que tem jovens que estão questionando certos padrões que já não mais funcionam. Não apenas no sentido religioso, mas nas questões tradicionais.

A tradição que não contribui para a formação de pensadores, e sim de reprodutores de “verdades” que ninguém sabe em que lugar surgiu.

Tradição que reprime professores que ao invés de levar aulas prontas, escolhem aprender e ensinar ao mesmo tempo. Lógico que para isso a preparação tem que ser mais que a daquele que apenas é um papagaio, quem também apenas reproduz.