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Jean Mello

Jornalista, especialista em Planejamento de Mídias Digitais (FGV) e Web Analytics (Google Academy).

Psicologia Tag

Infelizmente, depois de inúmeras provas estatísticas, midiáticas e históricas, no Brasil e no mundo, uma multidão insiste em afirmar que o racismo está apenas na mentalidade dos negros.

Nunca consegui naturalizar estes ocorridos, não que seja minha tentativa, ativar um mecanismo cerebral para não mais refletir e agir quando anônimos ou famosos são acertados em cheio por atos racistas ou preconceituosos, “iluminados pelas luzes da racionalidade” ou da ignorância. Tentam colocar o negro em lugares de inferioridade cultural. O preconceito é curado por doses homeopáticas de educação de qualidade. Mas e o racismo?

Amar é perigoso! Dizer que ama e tentar de todas as formas mostrar as bonitas facetas do amor pode te fazer viver um sofrimento absurdo. Na verdade, não raro é, infelizmente, seres humanos que brincam e zombam do seu ato de amar. Ou, ainda indo...

Sensibilidade, jogo sutil de imagens. Nada é dito? Pode parecer estranho, mas ando exercitando escutar o não dito, o não falado, aquilo que não é escrito. Ouça, muitas coisas estão sendo faladas, só que não através das palavras que somos habituados a decifrar. Nesse caminhar...

 

 

Quanto mais a comunidade escolar se une em prol das necessidades da educação, mais existe desenvolvimento e encontra meios de superar as dificuldades que vão aparecendo pelo caminho – sempre dá pra arrumar desculpa para não enfrentar os problemas de frente e colocar a culpa em terceiros.


Aplaudo de pé diretores que encaram a função de representação da escola.

Choro de emoção ao ver que a maioria dos professores são verdadeiros heróis, até mesmo por diariamente viverem a realidade de ter três turnos de trabalho, muito mais de oito horas por dia, para poder garantir um salário que está muito longe de ser digno. Isso sem contar os períodos de correção de prova e outras atividades que os deixam longe de atividades pessoais e familiares. Ainda os chamam de preguiçosos, falando que nunca fazem nada. Queria ver qualquer pessoa que escreve nessas colunas, falando barbaridades, ficar ao menos um dia no lugar dos heróis da educação. Não seriam capazes, não conseguiriam suportar a responsabilidade, quando não exploração, de estar no ambiente escolar, muitas vezes hostil por conta da vulnerabilidade social. Quem é que pode opinar acerca de uma realidade que não vive? Acho que perdi essa parte da história que dá legitimidade para alguém que está sentado atrás de um computador dizer o que é ou não verdade.

 

 

É na mesa do escritor e também em seu escritório que se pode ver um pouco de sua personalidade. Apenas resquícios de sua história se manifesta através dos livros jogados. Um pouco de café também fica ao lado do computador. Algumas fotos para inspirar. Uma música de fundo para dar gosto ao que se ouve. Qualquer intromissão, mesmo que seja a mais sutil, ou mesmo a mais inesperada, a que mais grita na alma, serve apenas para acabar com as ideias ou para ver surgir outras ainda com mais poder.

Quem é que pode responder as perguntas que não têm resposta?

É para essas questões difíceis que o escritor instaura sua eterna busca, se debruça em direção ao nada que ao mesmo tempo se transforma em tudo, para alguém que contempla ou para o próprio sujeito que escreve.