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Jean Mello

Jornalista, especialista em Planejamento de Mídias Digitais (FGV) e Web Analytics (Google Academy).

Liberdade Tag

Era para ser uma carta que ainda não posso escrever. Também escrevo para preencher vazios, lacunas.

Não me importo muito, quando gosto do som, resolvo que ele merece que eu me debruce.

Realmente sei que trago comigo versos carregados de ventanias de pensamentos e inspirações minhas, de meu pobre coração.

Lógico que a urgência emerge em meio às palavras dos poetas. Sorrisos e lágrimas em palavras nas entrelinhas ou com uma força que a alma alienada, anestesiada, não aguenta.

Vejo, assim como as palavras do poeta, o mundo regredir entre a fé, ou a falta de fé, e o dinheiro. Algumas das minhas reflexões por aqui ressaltam exatamente estes pensamentos. Não tenho longe de mim qualquer espinho na carne.

Poucas pessoas param para pensar e discursar acerca do impacto que as revoluções tecnológicas causa no cotidiano.

Enquanto fenômeno de caráter social – quando penso no número de informações que as pessoas acessam no cotidiano – os acessos à internet, de qualquer lugar, dinamiza e muito a visão que as pessoas passam a ter da realidade. São versões diversificadas de um mesmo acontecimento. Agora não apenas de algumas mídias oficiais, centradas apenas em compromissos com patrocinadores, chegam as notícias.

Tempo 2

Tempo de liberdade e de prisão condicionada.

Sofisticados pensamentos, cansaço! Exaustão, percepção, metáforas, uma pausa para um pouco de café e de vida.

Um filme, alguns acordes de guitarra, empunhado de música e poesia estou mais perto da impossível liberdade.

Certo e ao mesmo tempo incerto, com os olhos ao longe da solidão e da falta de amor tão sem razão.

Preciso e pessimista, coloquial e prolixo. Ainda crendo no amanhecer periférico e que estas ideias serão propagadas por lugares que nunca esperei.
Olhando para as imagens com desconfiança e admiração. Não me iludindo com os contrastes sociais.

Percebendo nos faróis da metrópole meninos e meninas com o rosto marcado e clamando por um trocado.

Em um beco, travessa da Yervant Kissajikian, zona sul de Sampa, Cidade Ademar. De dentro do busão, contemplei algumas crianças jogando bola. Foi pouco tempo, mas parece que durou a eternidade que o momento me permitiu. Tempo duradouro, livre. A bola parecia velha e, mesmo assim,...