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Jean Mello

Jornalista, especialista em Planejamento de Mídias Digitais (FGV) e Web Analytics (Google Academy).

Liberdade Tag

 

Nos últimos anos pude participar e mediar algumas sessões de Terapia Comunitária em escolas, parques, organizações não governamentais e até mesmo em igrejas evangélicas.

É bom perceber que tem jovens que estão questionando certos padrões que já não mais funcionam. Não apenas no sentido religioso, mas nas questões tradicionais.

A tradição que não contribui para a formação de pensadores, e sim de reprodutores de “verdades” que ninguém sabe em que lugar surgiu.

Tradição que reprime professores que ao invés de levar aulas prontas, escolhem aprender e ensinar ao mesmo tempo. Lógico que para isso a preparação tem que ser mais que a daquele que apenas é um papagaio, quem também apenas reproduz.

 

 

E quantos aos educadores… Sim, àqueles que ainda acreditam que algo pode mudar, até mesmo em suas práticas pessoais, colocando em xeque até mesmo o que se tem como absoluta. Para vocês também é que essa breve carta está sendo escrita. Apenas faço um alerta, antes de tudo, que não espere encontrar nenhuma resposta por aqui. Considero que apenas encontrará outros questionamentos, coisas que precisarão ser formuladas.

Posso até dizer, sem medo de me enxergarem como alguém desconexo da realidade… Tenho muito amor pelas coisas que todos educadores enfrentam em todo território brasileiro. Uma das realidades é que muitos professores são submetidos, todos os dias, a condições sub-humanas. A sala de aula é o palco da guerra, tanto para os educandos quanto para os educadores. Já cansei de ver angústias que poderiam ser evitadas. E quanto aos sacrifícios? Quantas coisas têm acontecido em escolas de todo país e quase ninguém tem se dado conta de que a luta é legítima.

Sem contar, com todas as letras, sem mais delongas, que pode acontecer mais casos de Realengo se alguma medida não for tomada.  Deixa eu me explicar, até mesmo para que meus textos não sejam destorcidos por ninguém: não torço para que ninguém morra nas mãos de ninguém. Sou a favor dos sonhos, tanto é que tenho dentro de mim todos os sonhos do mundo. Mas, sem esconder nada, estamos sabendo para onde ir? Estamos, em nossa sociedade, sabendo educar as crianças e os adolescentes? Quantos pais e filhos perdidos em seus próprios desígnios, não sabendo nada acerca da própria educação, sabendo dos níveis básicos, quase ninguém está dando conta.

    Alguns filhos são abandonados pelos pais simplesmente porque os pais acham que não poderão dar uma boa formação, a famosa da insegurança, ou mesmo por questões financeiras. Não dá para negar que em algumas situações o egoísmo impera. O abandono não é um problema novo. No...

 

 

Quanto mais a comunidade escolar se une em prol das necessidades da educação, mais existe desenvolvimento e encontra meios de superar as dificuldades que vão aparecendo pelo caminho – sempre dá pra arrumar desculpa para não enfrentar os problemas de frente e colocar a culpa em terceiros.


Aplaudo de pé diretores que encaram a função de representação da escola.

Choro de emoção ao ver que a maioria dos professores são verdadeiros heróis, até mesmo por diariamente viverem a realidade de ter três turnos de trabalho, muito mais de oito horas por dia, para poder garantir um salário que está muito longe de ser digno. Isso sem contar os períodos de correção de prova e outras atividades que os deixam longe de atividades pessoais e familiares. Ainda os chamam de preguiçosos, falando que nunca fazem nada. Queria ver qualquer pessoa que escreve nessas colunas, falando barbaridades, ficar ao menos um dia no lugar dos heróis da educação. Não seriam capazes, não conseguiriam suportar a responsabilidade, quando não exploração, de estar no ambiente escolar, muitas vezes hostil por conta da vulnerabilidade social. Quem é que pode opinar acerca de uma realidade que não vive? Acho que perdi essa parte da história que dá legitimidade para alguém que está sentado atrás de um computador dizer o que é ou não verdade.

 

Por Germano Gonçalves (O Urbanista Concreto)

 

Quem não quer sonhar num país que diz ser: divertido, descontraído e democrático.

Meninos e meninas, jovens e adolescentes, sonhando em serem: jogadores, músicos, escritores, artistas e modelos ou simplesmente bandoleiros de um sistema que não podemos mudar que temos que seguir custe o que nos custar, mas são livres para pensar, agir e ao menos tentar vamos nos atrever para termos a visão prática das coisas, alguém tem tudo para ser, mas não tem nada para fazer impedido por um conjunto de princípios.  

A ganância é a que nos corrompe é a que nos compra e se não vendemos sofremos, mas não vamos nos alugar vamos lutar. E nós somos assim, fazemos o nosso melhor sonhamos e tentamos não paramos, param conosco, ainda assim Deus está comigo, contigo com nós até o pescoço e realmente é para ser assim fosse o contrario um homem não teria tentado a engolir um caroço, deixando para nós os destroços de um destino à escondida que ninguém sabe o segredo, é preciso fazer uma opção de vida, mostrar o nosso caráter mesmo que os reis, os patrões, a elite nos achem esfarrapados, miseráveis e condenados aos seus poderes de que as forças mentais têm que seguir.

A utopia é apenas o amanhã que espera o utópico

Não importa o que chega para acabar com os sonhos de quem insiste em sonhar

E no final da tarde o sol vai se escondendo…

Só que junto com ele não se vai a esperança, a pura espera…

Apenas renasce o que eu e você precisamos para continuar, sempre…

E com essa busca, de quase encontrar alguma razão para ainda acreditar, continuamos

Sem pressa e sem medo de errar… Sem querer saber do amanhã, apenas do hoje

E pela graça e de graça vamos vivendo, com o dinamismo de abafar os males da ansiedade

Um amigo meu, pessoa que me ajudou a enxergar de forma diferente o conteúdo do livro que estou escrevendo, me disse que minhas crônicas mudam de assunto repentinamente e não aprofundo algumas coisas sérias que abordo. Dentre outras contribuições, das quais, todas elas, sem exceção, apreciei com muito carinho, a que mais chamou atenção foi essa que aponta quanto a forma que levanto os aspectos da sociedade que falo em meus escritos.

De modo algum discordei, mas, pensando durante vários dias e pesquisando outras pessoas que também considero cronistas [quem se entrega a esse “ofício” de descrever a realidade de modo mais livre e às vezes até “descompromissado”, através da escrita ou de outros tipos de arte que envolve uma maneira mais poética de se dizer aquilo que se vê, é cronista, essa é minha forma de ver], pessoas pelas quais aprendi a ter muito respeito, cheguei a conclusão de que muitas manifestações artísticas têm seu tema central e depois disso o discorrer em cima do tema ou de vários temas. Sim, eu sei que na origem etimológica e prática as crônicas tinham outro objetivo e sentido. Usando a definição de Konder, uma das que considero que mais faz sentido, a palavra crônica deriva do Latim chronica, que significava, no início da era cristã, o relato de acontecimentos em ordem cronológica (a narração de histórias segundo a ordem em que se sucedem no tempo). Era, portanto, um breve registro de eventos. Com o passar do tempo isso mudou. Mas, mesmo que não tivesse mudado, sem desvalorizar a origem das coisas, que sentido teria algo que não pudéssemos atribuir outros sentidos?

Um artista que não atribui “seu próprio sentido às coisas” não é artista. Naturalmente pode se entregar e entregar aos outros, a quem lhe acessa ou é acessado por sua arte, essa riqueza originada daquilo que vem de dentro, transformando pensamento e sentimento em livro, quadro ou música. Na música brasileira, por exemplo, temos vários cronistas, gente que fala o que vê sem se preocupar com os ditos métodos. Nem falei logo de cara da literatura, porque está mais que explícito que as crônicas, poesias ou romances, são praticamente a porta de entrada para quem se apaixona pelo ato de ler e depois o de escrever, se expressar pela veia poética.