q

Jean Mello

Jornalista, especialista em Planejamento de Mídias Digitais (FGV) e Web Analytics (Google Academy).

Jean Mello Tag

Nunca entendi os olhares acusatórios quando falo que sou adepto do bom rock. Palavras ainda mais duras me são ditas quando mostro que sou vocalista e compositor desse estilo musical.

Acredito que a maioria das pessoas não sabem que o rock é negro. Sim, com raiz de negritude, suas origens consistem no blues, talvez até remonte outras épocas, distintas formas, sem as distorções conhecidas, os longos e lisos cabelos de quem promove o som hoje em dia e, lógico, bem longe desse rótulo de rebeldia exacerbada que os artistas contemporâneos e os mais antigos se submeteram. O bom rock não é nada disso.

Pode ser que ele tenha alguma ligação com as brisas que estimulam a criatividade. Mas isso não dá o direito de dizer que ele está em sinergia completa com o uso de substância ilícitas ou lícitas. É, sobretudo, a derivação da dor de indivíduos que viam a realidade de forma diferente, ou sofriam preconceitos, discriminações ou investidas de racistas, que expressavam seus sentimentos através da arte. Escravizados que estavam a todo tempo mostrando que aquilo era uma condição imposta, e não a realidade que mereciam viver ou gostariam de estar.

Seres humanos como qualquer pessoa. Não eram santos, gostavam de algo qualquer que surgiu em uma plantação de algum país e sofreu as alterações humanas para, através da venda proibida, transformarem em alucinógenos. Sem contar a ‘cagibrina’, uma bebida ou outra, para combater o frio e a dor de perpetuar as mensagens pelas ruas. Pelo asfalto bem depois de “livrarem-se” da escravidão norte-americana. Artifícios para anestesiar a dor.

http://vimeo.com/9313278 Pouco mais de quinze minutos de vídeo resgatando o que as quebradas de São Paulo falam há muito tempo, mesmo com inúmeras coisas tentando abafar seu lado mais contestador. Lógico que pode soar como um grito apaixonado: a favela pulsa! Dá a impressão de que...

Um bilhete e uma frase, mas, sobretudo seu e-mail [1], acusou-me de não responder as mensagens. Coisa de um amigo bobo, que vive imerso em utopias baratas relacionadas à educação e com um pouco de filosofia de esquina, que tem tomado conta da blogosfera. Risos. Nada, resolvi...