“Em Fim de Tarde, Jean, nos atenta a ver e examinar cuidadosamente as coisas do mundo, os afetos das pessoas, o grau de formalidade ou de intimidade entre os transeuntes de uma cidade. O desinteresse por uma cultura digna; o orgulho de quem anda de carrão e de modo desenfreado rumo ao vazio, como o autor menciona em uma das crônicas dessa obra: “Foi angustiante ver os carros passando, no trânsito da vida, com pressa, ou nem tanto assim, em direção ao nada que os esperavam”. É evidente que a humanidade está cada vez mais voltada para si, egoísta, pensando em seu próprio umbigo. Mas, vale lembrar, nas palavras do autor, que todos nós vamos para o mesmo lugar, e que desta vida nada se leva.” (Germano Gonçalves)