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Jean Mello

Jornalista, especialista em Planejamento de Mídias Digitais (FGV) e Web Analytics (Google Academy).

Comunicação Comunitária Tag

 

Relacionei no post Caminhos Cruzados… O que 2011 foi pra mim? alguns dos meus artigos que foram publicados na blogosfera. Algumas pessoas que entraram em contato com o conteúdo pediram pra que eu relacionasse outros textos do meu próprio blog, separando-os por temáticas. Como aprecio a ideia de comunicação compartilhada, mesmo em seu modo mais simples, acato a sugestão e farei o máximo para nortear àqueles que desejam ler alguns dos textos. Boa leitura!

 

Ano de parcerias, participando de um pedaço da história. Promovendo comunicação que a velha mídia, aliançada com os donos do dinheiro e do poder, não proporciona às pessoas. Resta apenas aos que estão utilizando a internet para algum fim não apenas crítico, mas que ultrapasse a barreira da criticidade, chegando às proposições, fale algo para quem já está cansado de ver notícias montadas e compradas. Quem tem que dizer algo somos nós mesmo, através dos meios que temos. 

Um ano de muito trabalho e novas parcerias que contribuem para a continuidade e maior alcance dos escritos e outros tipos de produções culturais. Uma delas que nesse ano nasceu e teve milhares de acessos foi esse site, JeanMello.Org.

Uma ferramenta virtual que inspira ações presenciais de Comunicação Comunitária e consultoria pedagógica, que vem acompanhada de uma infinidade de ações educativas que desenvolvo e de outros educadores que usaram alguns dos posts em salas de aula – em menos de um ano temos mais de cinquenta textos publicados, todos direcionados a contribuir, de modo informal e livre, para que os que nos acessam saibam que a educação pode ser informal, mas, de modo algum não profunda.

Ano em que pude vislumbrar um processo comunitário com jovens do Centro Comunitário Castelinho, Vila Joaniza, zona sul de São Paulo. Não dá para mensurar tudo que lá aconteceu. Podemos ao menos acompanhar alguns relatos de coisas que eles consideraram principais em menos de três meses de projeto. O presencial que dialoga com o virtual e vice-versa. Em breve escrevo um artigo sistematizando importantes aspectos desse processo.

 

Muitos escritores que escrevem de maneira mais livre e aparentemente descompromissada, por não seguir certas regras acadêmicas, não por desconsiderá-las, mas por achar que existe outro espaço que seja ideal para fazer isso, são tratados como não capacitados para se dedicar ao “ofício” da escrita. É assim que consigo escrever, de modo opinativo e convidativo.

Quando criei esse site pensei em fazer desse ambiente um lugar “informal”. Assim posso revelar através de qualquer coisa aqui escrita opiniões, às vezes até carregadas de obviedades e certezas coletivas, mas, mesmo assim, são coisas que alguém está dizendo com toda sinceridade e espera que o leitor possa permear esses escritos com seriedade. Só que a seriedade não consiste em uma cara fechada, sem a presença do sorriso que dá formosura ao rosto. Seriedade significa compromisso com o que está se comprometendo. É com comprometimento que o educador conquista o respeito dos educandos.

Geralmente quem se compromete com um modo mais “informal” de produzir conhecimentos, também faz isso na prática. Ou seja, na execução das ideias. Isso também não vale para todos. Seria leviano da minha parte afirmar com todas as letras algo que padronizasse os seres humanos.

É necessário tratar a discriminação perpetuada pela velha mídia. Muitas pessoas já estão questionando há algum tempo esse modelo de comunicação hegemônico

Entre os dias 29 de novembro e 1º de dezembro, foi realizada a oitava edição do seminário A Mulher e Mídia — Racismo e Sexismo na Mídia: uma questão ainda em pauta. Sua programação contou diversas discussões que ainda deixam as pessoas, de um modo geral, sem tantas possibilidades de intervenção, apesar de ser, sempre, com relação ao direito à comunicação e o racismo e sexismo, assuntos polêmicos.

Antes de falar de coisas mais formais, quais foram as instituições organizadoras, por exemplo, digo que apesar de trabalharem com algo diretamente ligado à comunicação, o seminário não contou com formas de divulgação em tempo real, como conexão à internet para os participantes, algo que seria fundamental para disseminar para mais pessoas o que estava sendo tratado. Se assim fosse, os conteúdos poderiam ser postados nas redes sociais com o link da transmissão ao vivo que estava sendo feita.

Realizado pelo Instituto Patrícia Galvão, Secretaria de Políticas para as Mulheres, Secretaria de Promoção de Políticas da Igualdade Racial, Fundação Ford e ONU Mulheres, com apoio do BNDS. Como um todo o processo contou com mais ou menos cento e quarenta participantes selecionadas (os) de 25 estados.