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Jean Mello

Jornalista, especialista em Planejamento de Mídias Digitais (FGV) e Web Analytics (Google Academy).

Cabelos Grisalhos Tag

Exalando esperança e ainda me livrando da dor de ver o que poucos enxergam ou assumem que veem. Experimentando disparidades de vida. Valorizando quase que ao extremo a supremacia do existir desse lado – ao menos sei que dar importância a cada dia, cada segundo, como...

 

Ouvi a música que vinha de longe. Os acordes da guitarra eram bem definidos.

A banda estava bem sincronizada. Um som quase perfeito, apenas não era completamente, por conta da minha imperfeição. Não posso dizer que não chorei ao ouvir que o som se aproximava, mas logo após, num piscar de olhos, sorri. Confesso: o som tinha o poder de alterar minhas emoções, era inenarrável. Podia sentir que estava sendo levado para um lugar que nunca tinha ouvido falar. Ou melhor, até já tinha, só que não acreditava que existisse. Imaginei que viesse apenas de meus sonhos, de minhas visões, porém era realidade.

Nossas escolas deveriam ter o poder de mexer com o estado de espírito dos jovens. Poderia ser importante para levá-los a refletir a noite ou durante o dia.

Sou a favor de professores que olham para o passado, que amam os clássicos da filosofia. Se bem trabalhada, as indagações levantadas há séculos atrás, podem favorecer no nascimento de frutos reflexivos, jovens mais críticos dentro e fora do ambiente escolar. Em minha modesta opinião, isso faria os jovens caírem no choro ou na gargalhada, ficar com raiva ou alegres a ponto de contagiar outras pessoas até mesmo dentro de casa, encontrar a felicidade.

 

Escola da Zona Norte de São Paulo é pichada com a frase “vamos cuidar do futuro das nossas crianças brancas”, acompanhada pela suástica. Por que isso ainda acontece?

No último dia 20 de outubro, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançou em São Paulo a campanha contra o racismo: “Por uma infância sem racismo”. A cerimônia aconteceu no CEU Jambeiro, em Guaianases, na Zona Leste da cidade. A iniciativa tem como objetivo fazer um alerta à sociedade sobre os impactos do racismo na infância e adolescência e sobre a necessidade de uma mobilização social que assegure o respeito e a igualdade étnico-racial desde a infância.

Muita gente tem falado do trampo do Emicida. Acompanho uma coisa ou outra que vem pipocando por aí. Ele está com certa visibilidade na mídia. Quando falo isso não estou tendo nenhuma conotação irônica. Isso muito me agrada [não apenas pelos posicionamentos de simplicidade que...

Quando nasce uma poesia junto com ela vem o sentimento, alegre ou triste;
Simplista meu detalhamento acerca dos sentimentos não é? São apenas palavras…
As palavras se juntam e dá pra ler ainda mais que o que está no papel,
Não se restringe ao que está escrito, dito, compartilhado
Diz muito mais que as palavras impressas, fala até mais que o poeta
Não precisa de rima e nem de algumas regras desnecessárias,
O que não pode ficar de fora é a alma no papel

Estarei de cabelos grisalhos, num dia distante, e não vou parar de discursar a favor da liberdade. Ainda que muitos achem que falo apenas tendo como base o radicalismo, não penso em mudar minhas práticas, apenas no que diz respeito ao amadurecimento que o tempo vai trazer. Como negar o que vejo de modo tão evidente?

O essencial é sempre estar com a consciência tranquila e saber que trabalhar para o fim da discriminação racial é atuar em prol de um país que não sufoque a riqueza da diversidade.

Utopia? Prefiro acreditar em uma das afirmações do escritor José Saramago: utopia é apenas o amanhã. Para ele esta palavra não sinaliza algo que nunca vai existir. Ela é apenas o discurso do não existente hoje. Ao passar dos dias algo de agradável pode acontecer. Isso tudo pude ver no Fórum Social Mundial de 2005, em Porto alegre.