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Jean Mello

Jornalista, especialista em Planejamento de Mídias Digitais (FGV) e Web Analytics (Google Academy).

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Em sua maioria, vítimas são migrantes, homens, que partiram do Nordeste. E, em 80% dos casos, negros ou mestiços.

@jeanmello12

Em 2004 o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) criou um mecanismo — nomeado Lista Suja – para registrar empresas flagradas na ilegalidade do trabalho infantil e trabalho escravo. Em 2011 o Brasil bateu o infeliz recorde de pessoas físicas ou jurídicas constantes da lista: houve 52 novos autuados, totalizando 294 empresas ou empregadores individuais envolvidos nesta prática criminosa.

Embora sem destaque na mídia, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) — lançou, em outubro de 2011 o perfil das pessoas que estão sob regime escravo. Constatou que mais de 50% do contingente é composto por homens com até 30 anos. Em sua maioria, são migrante do Nordeste. Dentre todos, 80% são negros ou pardos. Será a continuidade daquilo que o país viveu desde o período colonial?

Cento e vinte anos após a “Lei Áurea”, as manchas da segregação continuam presentes na sociedade brasileira. O fenômeno não é exclusivo dos grotões: repete-se mesmo nas grandes capitais, conforme anuncia Eloi Ferreira de Araujo, presidente da Fundação Cultural Palmares: “Esse sistema é um modelo abominável adotado por segmentos de latifundiários e capitalistas, para acumulação de riqueza em detrimento da qualidade de vida dos trabalhadores”.

 

Relacionei no post Caminhos Cruzados… O que 2011 foi pra mim? alguns dos meus artigos que foram publicados na blogosfera. Algumas pessoas que entraram em contato com o conteúdo pediram pra que eu relacionasse outros textos do meu próprio blog, separando-os por temáticas. Como aprecio a ideia de comunicação compartilhada, mesmo em seu modo mais simples, acato a sugestão e farei o máximo para nortear àqueles que desejam ler alguns dos textos. Boa leitura!

 

Muitos escritores que escrevem de maneira mais livre e aparentemente descompromissada, por não seguir certas regras acadêmicas, não por desconsiderá-las, mas por achar que existe outro espaço que seja ideal para fazer isso, são tratados como não capacitados para se dedicar ao “ofício” da escrita. É assim que consigo escrever, de modo opinativo e convidativo.

Quando criei esse site pensei em fazer desse ambiente um lugar “informal”. Assim posso revelar através de qualquer coisa aqui escrita opiniões, às vezes até carregadas de obviedades e certezas coletivas, mas, mesmo assim, são coisas que alguém está dizendo com toda sinceridade e espera que o leitor possa permear esses escritos com seriedade. Só que a seriedade não consiste em uma cara fechada, sem a presença do sorriso que dá formosura ao rosto. Seriedade significa compromisso com o que está se comprometendo. É com comprometimento que o educador conquista o respeito dos educandos.

Geralmente quem se compromete com um modo mais “informal” de produzir conhecimentos, também faz isso na prática. Ou seja, na execução das ideias. Isso também não vale para todos. Seria leviano da minha parte afirmar com todas as letras algo que padronizasse os seres humanos.