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Jean Mello

Jornalista, especialista em Planejamento de Mídias Digitais (FGV) e Web Analytics (Google Academy).

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Sustentada pela história que omite e ajuda a perpetuar práticas racistas, como se elas fossem para o bem do Brasil, um dos pedaços do militarismo, a Marinha, pressiona uma comunidade remanescente de quilombo a deixar o local que moram há mais de 200 anos. Enquanto um grito quer alcançar ressonância, outro, com a ligação entre as questões sociais, também quer falar o que acontece na cidade de São Paulo. A emergência do diálogo permanente entre os movimentos que estão reivindicando justiça está posto. Vamos escolher a guerra de egos ou o resgate daquilo que o Brasil mais possui de riqueza? 

O Quilombo Rio dos Macacos, encontra desde a década de setenta extremas dificuldades de sobrevivência por conta da truculência da Marinha na Baía de Aratu. Mas após outubro de 2010, perto da entrada do mês da Consciência Negra, a situação agravou-se.

A 10ª Vara Federal da Bahia determinou, por meio de liminar, a desocupação de 43 imóveis do quilombo. Mais ou menos um ano depois, porém, a área foi oficialmente declarada comunidade quilombola, com publicação no Diário Oficial da União em 4 de outubro, e a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), do governo federal, solicitou que a Procuradoria Geral da União (PGU) intervisse no caso. O caso mobilizou mídias alternativas e ativistas sociais de diversos países.

http://youtu.be/_aPYuKiKFMg Efeitos do racismo na infância. É impossível não perceber o quanto isso permeia nossa sociedade. Quem acessa sempre essa página sabe que trato em diversos textos essa questão. Porém, nunca é demais lembrar que, de fato, ainda falta muito para sermos realmente livres do racismo. Separo...

Cercado de olhares furtivos que desejam ver meu fim…

A cada dia vou trilhando um caminho – que não criei – para tentar vencer as dificuldades da vida. Na verdade, ainda as coisas estão fazendo sentido para mim.

Sonho para se transformar em realidade, não pode ser apenas sonhado. É preciso garra e força além do comum, para realizar o que antes passou apenas pela imaginação. Isso não é nada fácil. Para algumas pessoas se torna impossível. A fé acaba sendo o termômetro das realizações humanas, em sintonia com a mão de Deus que nos alcança quando queremos, nos momentos em que buscamos.

Quero ter mais liberdade para caminhar. Que meus pensamentos me deixem bem longe da prisão, aquela que sempre quis tomar conta da minha alma.

Agora posso ser feliz sem me preocupar com o que antes queria dominar meu coração. Meus olhos enxergam outras coisas: o amadurecimento tem o poder de trazer isso, expandir a visão.

Sei que um pouco de felicidade está também nas conquistas alcançadas em meio às barreiras. O crescimento, natural e espiritual, se dá justamente quando conseguimos ver que o que nasce em meio aos choros pode gerar frutos para a vida eterna.

Mesmo assim, tem dias que dá vontade de largar tudo e buscar outro rumo. Isso não é erro, é simplesmente humano. Mas não é desculpa para jogar tudo para o alto. Aliás, ficar firme em um propósito, mesmo quando aparentemente está dando tudo errado, é o princípio genuíno de um ato repleto de amor supremo e indispensável fé. Largar algo tem justificativa apenas quando aquilo que se está buscando tem o poder de te afastar dos propósitos de Deus. Sempre existe um novo amanhã que pode nos dar novas oportunidades.

Quero ver a vida com a visão que Deus me deu. Se um dia tudo de errado voltar, não quero cometer os mesmos erros que antes cometi. Apenas um grito, quem sabe um andar mais que perfeito, muito distante da solidão.

A religião é a porta aberta pra dor…

Raiz de males perdidos,

Pensei até em estar ouvindo a voz perfeita

Quando percebi estava novamente no fundo do mar

Palavras doces, sorrisos belos,

Apenas fruto das mais astuta ilusão

Os homens apreciam leis imperfeitas

E tentam nos convencer de que é fruto do mais puro amor, da mais sublime perfeição

 

Quando isso vai acabar?

Não precisamos nos entregar para o fim…

 

Quantas palavras em vão

Tanto mal sem razão me espera encontrar

Muitas vidas sem direção hoje em dia posso enxergar…

Só me resta gritar por ajuda

E torcer pra chegar

 

Quando o trauma passou

Pude os olhos abrir

Quanta vida se foi?

 

Eu só quero viver em paz

Em um novo tempo, um outro lugar…

Só preciso viver em paz

Ver um mundo melhor…

Andando contra o tempo, esperando encontrar o caminho, para entrar em contato com outras pessoas que falam da realidade de um modo diferente daquele que é dito nas grandes corporações e que é reforçado pela mídia tradicional enfiada até o pescoço em compromissos com os donos do dinheiro.

Quero que esteja comigo nessa vivência pautada em experiências sólidas – percebi que diversos amigos não têm coragem de falar o que pensam por não saberem que outras pessoas pensam de modo parecido. Quem é que anda em direção ao nada? Sempre existe um objetivo qualquer para que em algum lugar dos pensamentos implícitos, de um modo real ou irreal, em qualquer sujeito demasiadamente humano, tenha espaço para ações que podem mudar algum pedaço do mundo.

Faz um tempo que não vejo algum articulador social respeitado dar asas às suas utopias. Em um texto que escrevi para o site Baoobaa, em que publico crônicas quinzenais, falei como enxergo a palavra chamada utopia. De qualquer modo, não sou ingênuo para acreditar que essas pessoas que se preocupam realmente com as outras pessoas, que há muito tempo sofrem dentro de um sistema que ofusca qualquer tentativa de revoluções ideológicas e práticas – não precisa se esforçar muito para ver os exemplos – não estão fazendo nada ou não estão sonhando com revoluções que podem acontecer no Brasil e no mundo.