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Jean Mello

Jornalista, especialista em Planejamento de Mídias Digitais (FGV) e Web Analytics (Google Academy).

Blog

Os blogs já foram mais populares que hoje em dia. Pelo menos dez anos atrás, quando era a inovação do mundo virtual. Explorado por empresas e por pessoas como eu e você, em forma de diário ou de campanhas corporativistas.

Com a popularização das redes sociais e o surgimento de plataformas como o Twitter ou o Facebook, por exemplo, a popularidade se diversificou, não está tão centralizada. Lógico que tínhamos ferramentas anteriores que chamava atenção dos internautas. Mas, a época que vivemos, atualmente, com redes e mídias sociais com audiência considerável deve ser tratada com bastante cautela, atenção redobrada.

Algo que é inegável é que os blogs – mesmo com o mercado um tanto quando saturado – aglutinam um emaranhado de informações. Em meados de agosto de 2010 a empresa de análise de tráfego online Sysomos publicou uma pesquisa que analisou 100 mil posts para entender quem é e de onde são esses blogueiros. Traçou perfil interessante da blogosfera. Neste universo, o Brasil aparece como o quarto país em termos de números de blogueiros.

Caminhada de desafios… Afirmação de ideias caras e que serão levadas comigo até o fim da vida. Tempo em que tudo é feito para ofuscar a capacidade que cada ser humano tem de pensar. Mostrar algum conhecimento acerca desse mundo que nos detém é ainda mais perigoso. Viver em segurança ideológica é, absolutamente, ter máscaras. Como não estou disposto a ter uma vida assim, posto alguns pensamentos nessa página.

 

Tudo vai passar e muito pouco vai ficar do que antes nos fundamentou. Simplicidade e sentimentos que não consigo mensurar. Não é nada que está exclusivamente em minha vida. Sim, o que falta em quase todos, inclusive nesse que vos escreve. Mas de que modo podemos mesmo mudar a história? Com discurso ou com ação?

Andando e rompendo com o vazio e a solidão, como diz uma de minhas músicas. Não com a voz da arrogância e bem longe do olhar que tenta nos encantar. Quem sabe ainda sobra a palavra que tanto uso nessa página, esperança.

Encerro aqui uma etapa desse trabalho que faço nesse site e parto para outra um pouco mais densa. Os textos vão demorar um pouco para aparecer, os vídeos um pouco mais constantes, preocupando-me com o aumento de qualidade nas ideias, bem mais pesquisa que antes, não me deixando seduzir pelas palavras repentinas, que me pegam, e quando vejo já estou embriagado com mais uma crônica ou poesia.

Não desprezo a pegada que até agora adotei. Ela me rendeu um livro que daqui a alguns meses será lançado. Você que me visita de vez em quando sabe que pode ter um gostinho acessando a prévia. Agora adotando novos rumos, com mais ousadia que antes e com novos desafios, sei que o que me rendeu ideias novas e até conquistas promissoras, tem de continuar com mais qualidade que antes, sabendo que o que é feito nessa página também é mídia, com um público fiel, que sabe que tudo que aqui é compartilhado é fruto de muita seriedade.

Uma infinidade de pessoas debruçaram-se sobre apenas uma palavra, aquela que se chama amor. Não apenas para explicar, mas para tentar viver algumas das muitas definições e derivações dele.

Não é o objetivo desse texto discorrer sobre as divagações, ainda que sérias, como filosofias úteis e outras inúteis, sendo mais uma voz a ecoar o já dito. Também não tenho a pretensão de dizer algo novo, já que essas breves palavras, alternadas com trilhas sonoras de casais apaixonados, ou de artistas que falam o que muita gente não quer ver, se traduzem em uma simples, singela, homenagem ao meu amor.

Nem digo que é inédita essa minha atitude nessa página. Inúmeras vezes dediquei palavras e mais palavras para louvar a pessoa que amo. Oxalá essa minha atitude possa inspirar ou encorajar outras pessoas a fazer o mesmo. Valorizar um momento da vida, sem dar tanta atenção ao pessimismo que nos invade, pode aumentar as chances de vivência intensa de um momento qualquer.

Ensinando desde cedo, para as crianças, que ir além sempre compensa, na busca pela verdade, na constante chance de desvendar o que está em oculto. Quando assistir esse desenho, não se contente em vê-lo apenas uma vez. Preste atenção nas metáforas, na sagacidade de Kirikou...

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Sempre quem está de fora de uma situação qualquer tem as impressões mais diversas. Porém, quem vive é que sabe, de verdade, o que lhe toca. E assim caminha quem tem coragem de dizer o que enxerga. Quem vai entender? Apenas alguns poucos, que sabem que,...