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Jean Mello

Jornalista, especialista em Planejamento de Mídias Digitais (FGV) e Web Analytics (Google Academy).

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Esqueça, por enquanto, os indicadores e o esforço das políticas nacionais em criar mecanismos de avaliações para medir a qualidade da educação neste amplo território.

Jogue fora, depois você pode até revirar a lata de lixo procurando os métodos de ensino de apostilas, até porque você será cobrado exatamente por isso, os “conhecimentos” condicionantes para o vestibular, quantos alunos entraram na Universidade de São Paulo é o que vale para definir o que é uma boa escola. Mas na verdade não é isso. Alguém inteligente pode nem ter diploma.

Lógico que a urgência emerge em meio às palavras dos poetas. Sorrisos e lágrimas em palavras nas entrelinhas ou com uma força que a alma alienada, anestesiada, não aguenta.

Vejo, assim como as palavras do poeta, o mundo regredir entre a fé, ou a falta de fé, e o dinheiro. Algumas das minhas reflexões por aqui ressaltam exatamente estes pensamentos. Não tenho longe de mim qualquer espinho na carne.

Entre o delírio e a fé. Entre o martírio e a confiança cega. Vejo o mundo regredir e progredir ao mesmo tempo.

Pleno em observar e interferir. É muito bom publicar pensamentos, melhor ainda vê-los frutificar em vidas, em sonhos, em gente que tinha desistido de andar e encontrar.

Um guitarrista virtuoso, não qualquer talento, encara a fatalidade, sentiu o cheiro desagradável da morte, em um grave acidente de carro. Felizmente escapa, mas contraiu ferimentos de gravidade imensurável. Um deles, fatal ao seu talento, pelo menos nas palavras dos médicos. Danos no sistema nervoso, afetando sua mão direita. Mas, pelo bem de sua arte, e seu próprio, não aceitou aquelas palavras que, por profissionalismo, os médicos deveriam dizer.