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Jean Mello

Jornalista, especialista em Planejamento de Mídias Digitais (FGV) e Web Analytics (Google Academy).

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Ao som de Milton Nascimento curto minha ‘vibe’. Nada, um acúmulo que, como uma cachoeira lendária, dessas que vemos em algum canal televisivo ou em uma dessas ‘andarilhagens’ pelos lugares propagados no marketing turístico, desencadeou no mestre. Fique em paz… Explico essa análise rasa e confusa. A cachoeira lendária é o Milton, ícone da música brasileira. A trilha para chegar na cachoeira com aquela cascata de arrasar foram todos os sons que até agora ouvi antes dele. 

Sem paz não existe humanidade. Sou demasiadamente humano e não curto guerras. Ao mesmo tempo, nessa crônica poética afirmo o quanto, para além das coisas drásticas vistas nesse mundo, temos também de olhar para o lado bom que nos sobrou. Topa vir junto nessa empreitada?

Lógico, caminho em paz. Sem isso nem faria sentido propor poesias romanceadas com requintes de vida.

Nem tudo está perdido em machucados corações.

Nesse dia eu estava correndo no Parque Villa Lobos. Sei lá, deu vontade de ir lá e correr. Não moro perto, estava de passagem. Tinha trabalhado o dia inteiro.

Entrei, andei pelo parque. Vi pessoas brincando, namorando, sentadas, conversando, dando risada, lendo, cantando. Estava bem bonito o dia. Eu estava muito observador. Pensativo, mas observando tudo. Coisa de quem escreve. Não procuro algo que me inspire. Tudo me inspira. Muitas coisas são encantadoras. As pessoas são, as paisagens também, as músicas do cotidiano, a vida.