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Jean Mello

Jornalista, especialista em Planejamento de Mídias Digitais (FGV) e Web Analytics (Google Academy).

Um mundo diferente é possível…

Andando contra o tempo, esperando encontrar o caminho, para entrar em contato com outras pessoas que falam da realidade de um modo diferente daquele que é dito nas grandes corporações e que é reforçado pela mídia tradicional enfiada até o pescoço em compromissos com os donos do dinheiro.

Quero que esteja comigo nessa vivência pautada em experiências sólidas – percebi que diversos amigos não têm coragem de falar o que pensam por não saberem que outras pessoas pensam de modo parecido. Quem é que anda em direção ao nada? Sempre existe um objetivo qualquer para que em algum lugar dos pensamentos implícitos, de um modo real ou irreal, em qualquer sujeito demasiadamente humano, tenha espaço para ações que podem mudar algum pedaço do mundo.

Faz um tempo que não vejo algum articulador social respeitado dar asas às suas utopias. Em um texto que escrevi para o site Baoobaa, em que publico crônicas quinzenais, falei como enxergo a palavra chamada utopia. De qualquer modo, não sou ingênuo para acreditar que essas pessoas que se preocupam realmente com as outras pessoas, que há muito tempo sofrem dentro de um sistema que ofusca qualquer tentativa de revoluções ideológicas e práticas – não precisa se esforçar muito para ver os exemplos – não estão fazendo nada ou não estão sonhando com revoluções que podem acontecer no Brasil e no mundo.

Posso eu viver atolado de medos quando alguns amigos estão cheios de coragem de falar com o que não concordam?

O preço que se paga por falar a verdade, em um mundo que dá mais visibilidade aos corruptos, é de se pensar.

As indústrias que poluem são as que ganham prêmios relacionados ao meio-ambiente.

Os mais racistas representam o Brasil em seminários internacionais para falar a respeito da desigualdade social ou mesmo de questões raciais. Alguns batem em mulheres e falam com um sorriso na televisão o quanto as amam. Sem contar os que assumem a luta contra as drogas e são responsáveis pela manutenção da vulnerabilidade social que delimita o fortalecimento do desemprego, educação sem qualidade, favelas e mais favelas e desigualdade racial e social – aqui não desconsidero a possibilidade de ver que esses mesmos sujeitos são os principais bandidos desse país. Quem ainda não leu Escola do Mundo ao Avesso, de Eduardo Galeano, deveria ler. Fala mais ou menos disso!

Voltando a proposta desse site, se é que ele tem uma proposta única… Quem é que aguenta viver em um lugar em que a sinceridade não impera? Quais são os maiores questionamentos a serem ouvidos, para que possamos enfim levar em conta que estamos em um caminho sem volta? Agora, isso não quer dizer que não exista indivíduos que realmente estão preocupados com o bem estar dos sujeitos sociais. E aí, vai ficar parado vendo o tempo passar? Ou vai acreditar que as propostas que você tem para o mundo pode realmente mudar alguma coisa?

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