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Jean Mello

Jornalista, especialista em Planejamento de Mídias Digitais (FGV) e Web Analytics (Google Academy).

O Mundo É Um Moinho

Quando o ano começou não sabia que iria publicar dois livros. Ter originais nas gavetas físicas ou da imaginação, não quer dizer que venham a público um dia. Mas isso aconteceu comigo, pelo menos em partes. Coisas que escrevi foram publicadas.

Não foi sempre assim. Aliás, na vida, coisas inusitadas acontecem. Quando disseram que ela é semelhante a uma roda-gigante, uma hora você está lá em cima e outra sob todos os mortais, acertaram em cheio. Esse é mais um dos motivos pelos quais não se deve desprezar nada ou ninguém.

Esse texto de fim de ano é bem diferente dos que postei na mesma época em anos anteriores. Ele não é um balanço de resultados alcançados ou da felicidade que sinto. Esse escrito é, simplesmente, a marca de alguém que insiste em ir na contramão da história, contrariando as estatísticas, sempre.

Ainda com a certeza no coração de que palavras de sabedoria não saltam apenas das pesquisas acadêmicas exaustivas, mesmo as competentes. O mestre Cartola não me deixa mentir. Quando dita os versos da bela canção, O Mundo É Um Moinho.

Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem, amor
Preste atenção o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões a pó

Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés

Um cronista poético.

Nesse fim de ano meu desejo é que você possa sempre dar asas aos teus sonhos, assim como dou aos meus.

Crédito da Imagem: Odair Silva Video & Fotografia

Galeria Olido (Créditos: Odair Silva Video & Fotografia)

Imagem de destaque: Google/Reprodução

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