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Jean Mello

Jornalista, especialista em Planejamento de Mídias Digitais (FGV) e Web Analytics (Google Academy).

Liberdade! Vamos lutar por ela?

Pensando na realidade brasileira que quase ninguém quer mostrar… Olhando para a falsa democracia racial – para muitos a população negra é invisível. Justificam dizendo que o preconceito social é maior que o racial.

Isso não procede quando pensamos que a maioria dos negros moram em favelas, em situações degradantes. Se a questão é exclusivamente social, independente da cor da pele, por qual motivo isso permanece?

Façamos um recorte étnico/racial educacional e veremos como se dá a questão na universidade e na pós-graduação, se bem que nem precisaria chegar até essa fase para perceber que já na educação básica temos grandes problemas a serem tratados, que são esquecidos diariamente. Quem que toca no assunto?

É com certeza que afirmo que as desigualdades sociais são em grande maioria étnicas e raciais. É uma especialidade brasileira deixar de lado os fatores que dizem respeito à diversidade humana – diferenças que foram classificadas em diversos momentos da história e que até hoje sofremos grandes consequências das atitudes bem pensadas a favor de determinados grupos e contra outros. A verdade é que Brasil é sinônimo de cegueira para o diferente.

Mulheres lutaram e continuam lutando para ter seu espaço garantido. Crianças morrem, e ainda continuamos vendo imagens da miserabilidade em alguns lugares do continente africano – mesmo que não seja apenas isso que é a África -, sendo que por aqui não é tão difícil assim encontrar o que todos os dias queremos refutar. Quem é que vai falar alguma coisa?

Quando é que vamos acordar para a realidade que está aí para quem quiser ver? Podemos contemplar nas escolas, empresas, famílias, ruas, em diversos espaços virtuais.

Não dá pra ficar parado, as ações devem ser calculadas – radicalismo não leva a nada. Porém, o que não leva ninguém a um lugar melhor é a submissão eterna que se pode ver ao nosso redor sem nenhum esforço. Temos de ter fome e sede de justiça.

São dois extremos que não gostaria de ver em mim mesmo e em meus semelhantes. O equilíbrio para lidar com o que se pode ver é fundamental para vencer essa grande luta a favor da liberdade – tornar o Brasil livre do racismo é o sonho de muitos. Quem dera se essa realidade estivesse perto. Mais feliz ainda ficaria se os avanços fossem reconhecidos. Nem um e nem outro, o racismo continua silencioso, pernicioso e covarde.

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