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Jean Mello

Jornalista, especialista em Planejamento de Mídias Digitais (FGV) e Web Analytics (Google Academy).

Educação e Comunidade

Educação não está restrita à escola. As pessoas se educam em comunhão, reconhecendo que um pode olhar ao outro e acrescentar algum conhecimento que possa servir ao outro, tanto como exemplo ou como algo a não ser seguido.

Quando aprendo a olhar para o outro como legitimo outro, tenho mais chances de ser reconhecido realmente como ser humano, como alguém que tem algo a dizer ou fazer…

Encontrando a plenitude posso olhar para meu próximo como meu educador ou educando… Às vezes a pessoa que está ao meu lado pode contribuir para minha formação tanto quanto o professor contribui. Quem é que detém as técnicas? Elas estão restritas apenas às universidades? Considero a importância dos conhecimentos que são adquiridos ao longo de uma formação acadêmica, que jamais acaba. Uma trajetória de ganhos imensuráveis. Mas não podemos de forma alguma achar que esse conhecimento é são suficiente.

Quem pode perceber o quanto é importante figura dos educadores e psicólogos, em alguns casos até mesmo da assistente social no ambiente escolar? Estou restringindo a esses profissionais, porém as possibilidades são imensuráveis. Por exemplo, pude ver uma experiência bem sucedida de um administrador que foi chamado pelos professores para trabalhar com alguns jovens que tinham o desejo de aprender mais a respeito disso. Foi tão bem sucedido que se estendeu até mesmo para outras salas, professores e funcionários. Quem poderia prever? Mas o que quero abordar, de modo introdutório, para dar um gostinho, é a importância de ações que são feitas em comunidade, fora do ambiente escolar. Usarei algumas perguntas…

Já se aprofundou no que é um mapemento?
Sua escola já conhece o que tem no entorno dela e o que talvez pode ser útil para a melhoria do ensino que é aplicado dentro da escola?
Quais são os talentos que existe dentro da escola? Já parou para pensar que alguns dos seus professores ou amigos são ótimos em música ou teatro? Se não perguntar nunca vai saber…
Por qual motivo as pessoas não vão para escola de sexta-feira?
A sua sala tem a fama de ser a pior da escola? O que fazer para melhorar?
Existe uma sala de leitura em sua escola? Será que uma sala de vídeo não ajudaria nos momentos de ver alguns filmes e depois discutir?
Seus professores estão irritados com alguma coisa que também te deixa triste em sala de aula ou na escola?
Sua escola é feia ou bonita?

Uma infinidade de perguntas podem e precisam ser levantadas. Ao encontrar algumas das respostas, perceberemos que algumas das soluções passam para comunidade escola: professores, alunos, funcionários, pais ou familiares e direção. Porém, a vizinhança pode dar uma força para trabalhar problemas que são específicos. Quem sabe você não participa de uma grande mobilização?

Através da diversidade é que existe educação, simplesmente pela riqueza que ela oferece – não entendo como todos os dias é negada nossa riqueza. Como é que a história que nos deveria ser fornecida, não apenas nas escolas, mas em todos os lugares, quanto à versão africana e indígena, bem como de outros povos que estão aqui no Brasil, não é dita de modo exbuerante? Lógico que existe diversas formas de abordar e também a escola precisa dar conta de muitas coisas. Mas, se pararmos para pensar, creio que que faz sentido olharmos para a realidade de nossa história e valorizá-la. Quem sabe assim nossas escolas são menos institucionalizadas e mais comunitárias.

PS – Esse texto é apenas uma prévia de uma série de outras reflexões e entrevistas que serão postadas em meu site e aqui em meu blog. Quanto ao site, ainda está nos ajustes finais, pois se trata de uma ferramenta que vai oferecer outros recursos que não são oferecidos por aqui. Porém, espero que seja útil as discussões e reflexões que estamos pesquisando, para num futuro breve compartilhar com leitores, sobre experiências pedagógicas bem sucedidas envolvendo um processo comunitário de ações em prol da escola.

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