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Jean Mello

Jornalista, especialista em Planejamento de Mídias Digitais (FGV) e Web Analytics (Google Academy).

Um gole de vida… Um resumo de 2012…

Mar de informações ao longo desse movimentado ano de 2012. Tomar conta da blogosfera exige foco, muita pesquisa e insistência, perseverança e saber que a comunicação, o compartilhar de conteúdos, ainda mais os de teor crítico, mexe com milhões de sistemas montados.

Amor, ainda como um simples educador blogueiro, que muito tem a aprender e ensinar. Lamentando pelo egoísmo e pelos guetos nos movimentos sociais. Fragmentação de quem poderia fazer a diferença. Especificidade no que poderia ser holístico. Com os olhos na totalidade, mas sem assumir o compromisso de abranger o todo, simplesmente por ser impossível, mas ainda com a esperança de que na prática a maioria perceba que unidos podemos fazer muito mais. Separados torcemos para apagar incêndios do cotidiano, representar uma causa no ganho de prêmios legítimos ou ilegítimos, para, então, ir com a consciência tranquila para casa com a pseudo-sensação de missão cumprida.

Comunidades tomadas pela injustiça de não ter ao menos o pão na mesa ou moradia adequada para viver. Espaço para os filhos ou condições mínimas de dignidade. Na grande maioria famílias negras, um povo lindo e inteligente e ao mesmo tempo sofrido, lutando para que não esqueçam seu passado histórico, pelo respeito no presente e pela esperança do porvir.

Ouço, pelas pesquisas, conversas olho no olho e até pelas pessoas que me chama para conversas esporádicas nas redes que participo, o quanto o presente de uma ilusão humana se faz vivo nos dias que nos cerca. Pessimismo que não se traduz em um olhar prejudicado pela neblina do engano. A voz da multidão ecoa! Estariam errados os injustiçados?

Nada de amor, tudo quase escasso, pouco nos resta de real esperança no amanhã. Até o porvir nos escraviza. Uma nuvem de gafanhotos se aproveita da carência emocional da sociedade atual. Parece que quanto mais andamos mais para trás ficamos.

Avidez nas palavras e nas ações é o que precisamos. Sentimento de simplicidade e zero de desprezo pelo semelhante temos de resgatar. Alguma porta aberta, em que a vida clama por um espaço para que ela possa existir no coração da maioria.

Roendo as unhas de ansiedade por um mundo melhor. Precisão em logo afirmar que não sou eu, isso se dá no coletivo das utopias de quem trabalha para que outras pessoas sejam levadas a sério nesse caldeirão em que se encontra o mundo e o Brasil. Tudo é novo, apesar de antigo.

Igrejas, escolas, empresas, associações, pessoas, olhem para fora da janela do egoísmo. Tempo em que não nos sobra mais tempo de refazer nossas origens. Porém, dá pra assumir alguns erros e trabalhar para que não se repitam.

Atrás das atitudes tem o que impulsiona a ruína – devo mesmo estar lendo muito o mestre Freud para estar com todo esse pessimismo, mas que culpa tenho se o que ele tanto disse me faz o mais absoluto sentido? As respostas vêm a cada nova leitura, mesmo sabendo que preciso ainda de muita capacitação para entender na plenitude.

Imagem de destaque: Divulgação/Facebook

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