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Jean Mello

Jornalista, especialista em Planejamento de Mídias Digitais (FGV) e Web Analytics (Google Academy).

Pedagogia da Comunhão

A Pedagogia da Comunhão… Aquela que surge ao partir do pão e no olhar acompanhado de conversas infindáveis, que ficam borbulhando mesmo depois de muitos dias, coisas que são desencadeadas pelo amor, pela paixão em conhecer e disseminar um tempo sem fim.

Eu e você sabemos o que é estar presente com as pessoas certas, em momentos que queremos apenas conversar para saber o que é o outro como legítimo outro, levando em conta a plenitude de suas particularidades.

Dá para mudar o mundo começando pelo nosso próprio quintal existencial, aquele que nos corrói ou nos motiva – caminhamos cada vez mais para o individualismo exacerbado, em que o que mais vale é estar sozinho, juntar para si os “tesouros”, para não ficar para trás em uma sociedade em que as pessoas não querem mais aprender em comunhão. Será que são poucos os que assim são? O sentimento que me dá é que a comunhão está cada vez mais longe de cada casa. Quem é que come na mesa com seu familiar? Quem não consegue contemplar e praticar a comunhão jamais saberá detalhes de seu próprio ato de existir.

Quem é você longe das pessoas? Quais são seus desígnios nos aspectos implícitos e explícitos da solidão?

Falamos mesmo o que pensamos quando corremos o risco de perder a popularidade? Não existe presença sem excelência, deixando de lado o eligir da vida e o compartilhar da beleza do ato de viver. Como podemos sentir o que, ao menos com o passar dos dias corridos da vida, o tempo nos impede de sentir? Como um vento exagerado os dias passam, correm, sem ao menos termos a grande chance de sentir o que dá para ser sentido.

Filosofias baratas, sem objetivo de levantar outras questões, simplesmente pela absoluta ausência da responsabilidade da verdade nos lábios de cada ser humano que não assume o compromisso com o real. Sem olhar para o que está ao nosso lado.

Desejo exagerado de conquista. Palavras aparentemente soltas, que encontram conexões comigo e com você que gasta seu precioso tempo lendo o que grafo nas páginas de um site inventado para ganhar o mundo. Não é pretensão de minha parte. Quando falo o mundo é o seu mundo e não o mundo inteiro ou o mundo de muitos outros. Nem seria apenas um mundo, mas seu universo particular. Horizonte distante, utópico, com as marcas da simplicidade que anda ao lado da verdadeira humildade. Tempo em que podemos guardar o melhor de nós mesmos, juntos e não isolados.

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