Como cantar na igreja sem ficar envergonhado: 11 passos

Meus amados irmãos, é um imenso privilégio estar com vocês nesta noite. Nós, que possuímos o sacerdócio de Deus, formamos uma grande união e irmandade.

Lemos em Doutrina e Convênios, seção 121, versículo 36, “que os direitos do sacerdócio são inseparavelmente ligados com os poderes do céu”. Que dádiva maravilhosa nos foi concedida — a de possuir o sacerdócio, que está “inseparavelmente ligado com os poderes do céu”.

Essa dádiva preciosa, porém, traz consigo não apenas bênçãos especiais, mas também solenes responsabilidades. Precisamos conduzir nossa vida de modo que sejamos dignos do sacerdócio que possuímos. Vivemos numa época em que estamos cercados por muitas coisas que querem induzir-nos a caminhos que podem levar-nos à destruição.

É preciso determinação e coragem para evitar esses caminhos.

Relembro uma época — e alguns de vocês aqui também devem lembrar — em que os padrões da maioria das pessoas eram bem semelhantes aos nossos. Isso já não ocorre mais. Li recentemente um artigo no jornal New York Times a respeito de um estudo realizado no verão de 2008.

Um renomado sociólogo da Universidade Notre Dame liderou uma equipe de pesquisas na realização de entrevistas com 230 jovens adultos de vários lugares dos Estados Unidos. Creio que podemos presumir com segurança que os resultados seriam semelhantes na maior parte do mundo.

Compartilho com vocês apenas um trecho desse impactante artigo:

“Os entrevistadores fizeram perguntas abertas sobre o certo e o errado, sobre dilemas morais e sobre o significado da vida. Em suas respostas desconexas (…) vemos que os jovens têm muita dificuldade para dizer qualquer coisa sensata em relação a esses assuntos. Eles simplesmente não têm a compreensão ou o vocabulário para fazê-lo.

Quando lhes foi pedido que descrevessem um dilema moral que enfrentavam, dois terços dos jovens ou não conseguiram responder à pergunta ou descreveram problemas que nada tinham a ver com a moral, como: não conseguir pagar o aluguel de um apartamento ou não ter moedas suficientes para colocar no parquímetro”.

O artigo continua:

“A atitude comum, a que a maioria recorreu repetidas vezes, é a de que as escolhas morais são apenas uma questão de gosto pessoal. ‘É uma coisa pessoal’, era sua resposta típica. ‘Depende da pessoa. Quem sou eu para dizer?’

Rejeitando a obediência cega à autoridade, muitos jovens chegaram ao extremo de [dizer]: ‘Eu faria o que achasse que me deixaria feliz ou o que sentisse que devia. Não tenho outro modo de saber o que fazer a não ser o modo como me sinto por dentro’”.

Os entrevistadores salientaram que a maioria dos jovens com quem conversaram “não tinha recebido os recursos — das escolas, das instituições ou da família — para cultivar sua intuição moral”.1

Irmãos, ninguém ao alcance de minha voz deve ter qualquer dúvida em relação ao que é moral e ao que não é; tampouco deve haver dúvidas sobre o que é esperado de nós como portadores do sacerdócio de Deus. Nós recebemos e continuamos a receber as leis de Deus. A despeito do que possamos ver ou ouvir em outros lugares, essas leis não mudaram.

Em nossa vida cotidiana, é quase inevitável que nossa fé seja questionada. Podemos, às vezes, estar cercados de pessoas e, ainda assim, ser a minoria ou até ficar sozinhos em relação ao que é aceitável e o que não é.

Será que temos coragem moral para defender firmemente nossas crenças, mesmo que para isso tenhamos de ficar sozinhos? Como portadores do sacerdócio de Deus, é essencial que possamos enfrentar — com coragem — quaisquer desafios com que nos deparemos.

Lembrem-se das palavras do poeta Tennyson: “Minha força é como a força de dez, porque meu coração é puro”.2

Cada vez mais, vemos certas celebridades e outras pessoas — que por um motivo ou outro, estão à vista do público — ridicularizarem a religião em geral e, às vezes, a Igreja, de modo específico. Se nosso testemunho não estiver firmemente alicerçado, essas críticas podem fazer com que duvidemos de nossas próprias crenças ou hesitemos em nossa determinação.

Na visão que Leí teve da árvore da vida, que se encontra em 1 Néfi 8, ele viu, entre outras coisas, pessoas que se agarravam à barra de ferro até chegarem e partilharem do fruto da árvore da vida, que sabemos ser uma representação do amor de Deus.

E então, infelizmente, depois de partilharem do fruto, alguns ficavam envergonhados por causa das pessoas que estavam no “grande e espaçoso edifício”, que representa o orgulho dos filhos dos homens, e que apontavam o dedo para eles e zombavam deles; e assim eles seguiram por caminhos proibidos e se perderam.

3 Que ferramentas poderosas do adversário são o ridículo e a zombaria! Repito, irmãos: será que temos coragem de permanecer fortes e firmes diante dessa difícil oposição?

Creio que a primeira vez que tive coragem para defender minhas convicções foi quando servi na Marinha dos Estados Unidos, no final da Segunda Guerra Mundial.

A base de treinamento de recrutas da Marinha não foi nada fácil para mim, nem para ninguém que teve de passar por isso. Nas primeiras semanas, fiquei convencido de que minha vida estava em perigo. A Marinha não estava tentando treinar-me — estava tentando matar-me.

Sempre me lembrarei de quando chegou o domingo, depois da primeira semana. Recebemos boas notícias do suboficial chefe.

Em posição de sentido, no campo de treinamento, enfrentando a forte brisa da Califórnia, ouvimos sua ordem: “Hoje, todo mundo vai para a igreja — quer dizer, todos menos eu.

Eu vou relaxar!” Depois, ele bradou: “Todos vocês, católicos, reúnam-se no campo Decatur — e não voltem até as três da tarde. Em frente, marchem!” Um contingente significativo se moveu.

Depois, ele berrou sua ordem seguinte: “Os que são judeus, reúnam-se no campo Henry — e não voltem até as três da tarde. Em frente, marchem!” Um contingente um pouco menor saiu marchando. Depois, ele disse: “O restante de vocês, protestantes, reúnam-se nos anfiteatros do campo Farragut — e não voltem até as três da tarde. Em frente, marchem!”

Imediatamente um pensamento irrompeu em minha mente: “Monson, você não é católico, não é judeu, não é protestante. Você é mórmon, portanto fique parado onde está!” Posso assegurar-lhes que me senti completamente sozinho. Corajoso e determinado, sim — mas sozinho.

Então, ouvi as palavras mais agradáveis que aquele suboficial jamais proferiu.

Ele olhou em minha direção e perguntou: “E o que vocês, rapazes, se consideram?” Até aquele momento, eu não tinha me dado conta de que houvesse alguém de pé ao meu lado ou atrás de mim no campo de treinamento.

Quase em uníssono, cada um de nós respondeu: “Mórmons!” É difícil descrever a alegria que me encheu o coração ao virar-me e ver um grupo de outros marinheiros.

O suboficial coçou a cabeça com uma expressão desconcertada, mas por fim disse: “Bem, vão procurar algum lugar para se reunirem. E não voltem até as três da tarde. Em frente, marchem!”

Quando saímos marchando, pensei nas palavras de um versinho que havia aprendido na Primária, muitos anos antes:

  • Ouse ser mórmon,
  • Ouse ficar sozinho.
  • Ouse ter um firme propósito,
  • Ouse torná-lo conhecido.

Embora as coisas tivessem saído diferentes do que eu esperava, eu estaria disposto a ter ficado sozinho, se fosse necessário.

Desde aquele dia, houve ocasiões em que não havia ninguém em pé atrás de mim e, portanto, fiquei realmente sozinho. Quão grato sou por ter tomado bem antes a decisão de permanecer forte e fiel, estando sempre preparado e pronto para defender minha religião, caso surgisse a necessidade.

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Para que nunca nos sintamos inadequados para as tarefas que teremos pela frente, irmãos, gostaria de compartilhar com vocês uma declaração feita em 1987, pelo então Presidente da Igreja, Ezra Taft Benson, dirigindo-se a um grande grupo de membros na Califórnia. O Presidente Benson disse:

“Em todas as eras, os profetas contemplaram, ao longo dos corredores dos tempos, os nossos dias. Bilhões de falecidos e daqueles que ainda estão por nascer têm seus olhos sobre nós. Não se enganem a esse respeito — vocês são uma geração marcada. (…)

Por quase seis mil anos, Deus os reservou para que surgissem nos últimos dias antes da Segunda Vinda do Senhor. Algumas pessoas vão cair, mas o reino de Deus permanecerá intocado para receber de volta o seu líder, sim, Jesus Cristo.

Embora esta geração seja comparável em iniquidade aos dias de Noé, quando o Senhor limpou a Terra com o dilúvio, há uma diferença importante desta vez. A diferença é que Deus reservou para a disputa final alguns de Seus filhos mais fortes, que ajudarão a fazer com que o reino triunfe”. 4

Sim, irmãos, representamos alguns de Seus filhos mais fortes. Temos a responsabilidade de ser dignos de todas as bênçãos gloriosas que o Pai Celestial reservou para nós. Onde quer que estejamos, nosso sacerdócio estará conosco.

Será que permanecemos em lugares santos? Por favor, antes de colocarem vocês mesmos e seu sacerdócio em risco, aventurando-se a ir a certos lugares ou a participar de certas atividades que não são dignas de vocês ou desse sacerdócio, ponderem cuidadosamente as consequências. A todos nós foi conferido o Sacerdócio Aarônico.

Nesse processo, cada um de nós recebeu o poder que possui as chaves da ministração de anjos. O Presidente Gordon B. Hinckley disse:

“Vocês não podem dar-se ao luxo de fazer qualquer coisa que venha a interpor-se entre vocês e os anjos ministradores a sua volta.

Vocês não podem ser imorais de maneira alguma. Não podem ser desonestos. Não podem trapacear, mentir, tomar o nome de Deus em vão nem usar linguajar impuro e ainda ter direito ao ministério de anjos”.5

Se tiverem tropeçado em sua jornada, quero que compreendam, sem nenhuma dúvida, que existe um caminho de volta. O processo se chama arrependimento. Nosso Salvador deu Sua vida para conceder-nos essa dádiva abençoada.

Apesar de o caminho do arrependimento não ser fácil, as promessas são reais. Foi-nos dito: “Ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve”.6 “E nunca mais me lembrarei [deles]”.

7 Que declaração! Que grande bênção! Que promessa!

Pode haver entre vocês alguns que pensam consigo mesmos: “Bem, não estou vivendo todos os mandamentos e não faço tudo o que devia, mas estou-me dando relativamente bem na vida. Acho que posso continuar a viver no mundo e na Igreja”. Irmãos, garanto-lhes que isso não vai funcionar a longo prazo.

Há poucos meses, recebi uma carta de um homem que achava que poderia desfrutar das duas coisas. Ele hoje está arrependido e colocou sua vida em harmonia com os princípios e mandamentos do evangelho.

Quero compartilhar com vocês um parágrafo de sua carta, porque retrata a realidade de um modo de pensar equivocado: “Tive de aprender por mim mesmo (do modo mais difícil) que o Salvador estava absolutamente certo, quando disse: ‘Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.’8 Tentei, o máximo que alguém já tentou, fazer as duas coisas.No final, senti todo o vazio, toda a escuridão e toda a solidão que Satanás faz cair sobre os que acreditam em suas falsidades, ilusões e mentiras”.

Para que sejamos fortes e suportemos todas as forças que nos empurram na direção errada ou todas as vozes que nos encorajam a tomar o caminho errado, precisamos ter nosso próprio testemunho.

Quer tenham 12 ou 112 anos — ou qualquer idade intermediária — vocês podem saber por si mesmos que o evangelho de Jesus Cristo é verdadeiro. Leiam o Livro de Mórmon. Ponderem seus ensinamentos. Perguntem ao Pai Celestial se esse livro é verdadeiro.

Temos a promessa de que, “se perguntardes com um coração sincero e com real intenção, tendo fé em Cristo, ele vos manifestará a verdade delas pelo poder do Espírito Santo”.9

Se soubermos que o Livro de Mórmon é verdadeiro, então, com certeza Joseph Smith foi realmente um profeta e viu Deus, o Pai Eterno, e Seu Filho, Jesus Cristo. Também podemos concluir que o evangelho foi restaurado nestes últimos dias por intermédio de Joseph Smith — inclusive a restauração do Sacerdócio Aarônico e do de Melquisedeque.

Depois de obter um testemunho, temos o encargo de compartilhar esse testemunho com outras pessoas. Muitos de vocês, irmãos, serviram como missionários no mundo inteiro. Muitos de vocês, rapazes, ainda vão servir. Preparem-se agora para essa oportunidade. Certifiquem-se de estar dignos para servir.

Se estivermos preparados para compartilhar o evangelho, estaremos prontos para atender ao conselho do Apóstolo Pedro, que nos exortou: “Estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós”.10

Ao longo de toda a vida, teremos oportunidades de compartilhar nossas crenças, embora nem sempre saibamos quando seremos conclamados a fazê-lo.

Tive essa oportunidade em 1957, quando trabalhava na indústria gráfica e recebi a incumbência de ir a Dallas, Texas, que às vezes é chamada de “a cidade das igrejas”, para falar em uma convenção desses profissionais.

Depois do término da convenção, peguei um ônibus de turismo para fazer um passeio pelos subúrbios da cidade. Ao passarmos pelas diversas igrejas, nosso motorista comentava: “À esquerda, vocês podem ver a igreja metodista”, ou “Ali, à direita, está a catedral católica”.

Ao passarmos por um belo edifício de tijolos vermelhos, em cima de uma colina, o motorista exclamou: “Aquele edifício é onde os mórmons se reúnem”. Uma senhora, nos fundos do ônibus, pediu: “Motorista, será que você poderia dizer-nos algo mais sobre os mórmons?”

O motorista parou o ônibus junto à calçada, virou-se no banco e respondeu: “Senhora, tudo o que sei a respeito dos mórmons é que eles se reúnem naquele edifício de tijolos vermelhos. Há alguém no ônibus que saiba algo mais sobre os mórmons?”

Esperei que alguém respondesse. Olhei para a expressão que cada pessoa tinha no rosto, procurando algum sinal de reconhecimento, algum desejo de fazer um comentário. Nada.

Dei-me conta de que a mim cabia fazer o que o Apóstolo Pedro tinha sugerido: “Estai sempre preparados para responder (…) a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós”.

Também me dei conta da veracidade do ditado: “Quando chega o momento da decisão, o tempo de preparação já passou”.

Nos quinze minutos ou mais que se seguiram, tive o privilégio de compartilhar com as pessoas que estavam no ônibus o meu testemunho acerca da Igreja e de nossas crenças. Fiquei grato por meu testemunho e por estar preparado para compartilhá-lo.

De todo coração e alma, oro para que todo homem que possui o sacerdócio honre esse sacerdócio e seja leal à confiança transmitida quando ele lhe foi conferido. Que cada um de nós, que possuímos o sacerdócio de Deus, saiba em que acredita.

Que sempre sejamos corajosos e estejamos preparados para defender nossa crença.

E, se for preciso ficar sozinho nesse processo, que o façamos com coragem, fortalecidos pelo conhecimento de que, na realidade, nunca estamos sozinhos quando nos colocamos ao lado de nosso Pai Celestial.

Ao contemplar a grande dádiva que nos foi concedida (“os direitos do sacerdócio são inseparavelmente ligados com os poderes do céu”), que nossa determinação seja a de sempre guardar e sempre proteger essa dádiva, e de sermos dignos de suas grandes promessas. Irmãos, sigamos as instruções do Salvador para nós, que se encontram no livro de 3 Néfi: “Levantai vossa luz para que brilhe perante o mundo. Eis que eu sou a luz que levantareis — aquilo que me vistes fazer”.11

Que sempre sigamos essa luz e a levantemos para que o mundo inteiro a veja. É minha oração e minha bênção sobre todos os que ouvem a minha voz. Em nome de Jesus Cristo. Amém.

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7 dicas fáceis para vencer a vergonha e a timidez de orar em público

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Você pergunta: eu tenho muita vergonha de orar em público. Na minha célula sempre travo quando o líder me pede para orar. Eu gostaria muito de saber orar melhor para honrar a Deus na oração, mas isso tem sido muito difícil para mim.

Existe alguma forma de melhorar e vencer minha timidez na oração? Às vezes acho que isso é o inimigo querendo me desanimar de fazer a obra do Senhor!

Cara leitora, orar em público realmente coloca medo em muitas pessoas, principalmente aquelas que são mais tímidas.

Quando chamadas a fazer uma oração na igreja, em uma reunião de oração ou em qualquer evento que haja algumas pessoas, acabam ficando com tremedeira, suor, gaguejando e muitas vezes travam de tanto nervosismo.

Mas no estudo de hoje irei dar algumas dicas que eu, uma pessoa muito tímida, usei para conseguir vencer esse medo e vergonha de orar em público.

Como vencer a vergonha e medo de orar em público?

(1) Tenha uma vida de oração em particular

Muitas pessoas têm medo de orar em público porque sua vida particular de oração é pequena ou quase inexistente, por isso, não sabem exatamente o que falar a Deus. Quando temos uma vida particular de oração, frequente, isso ajuda em muito termos mais tranquilidade quando precisamos orar em público, pois estamos mais acostumados a conversar de forma aberta com o Senhor.

(2) Faça orações em particular mas em voz alta por algumas vezes

Ouvir a nossa voz de forma audível (e não somente na mente) é importante para ganharmos confiança na oração em público.

Se oramos algumas vezes em voz alta quando estamos sozinhos, teremos mais tranquilidade para errar e corrigir palavras, para formular frases, para colocar pedidos diante de Deus sem medo de possíveis erros, pois estamos sozinhos. Isso nos ajudará a aprimorar a forma como oramos e a ganhar mais confiança.

(3) Escreva orações e leia em voz alta

Muitos têm dificuldades em formular frases quando estão debaixo de certa pressão na hora de orar (em público, por exemplo). Por isso, em particular, sozinha, escreva em um papel orações e leia em voz alta.

Escrever vai ajudar a se concentrar e aprimorar a formulação das frases de oração.

Isso será um bom treino preparatório para quando for orar em público, pois você irá memorizar diversas frases que seu cérebro conseguirá usar em outras ocasiões.

(4) Ore de frente ao espelho e em voz alta

O objetivo desse treino é que você se veja orando (não se preocupe em orar de olhos abertos, Deus compreende que você está treinando para vencer seu medo), escute sua voz e veja como está a sua postura no espelho.

Isso vai ajudar também você a se enfrentar, olhar para si mesma e ver que você tem condições de orar em público e que não é necessário tanto nervosismo e preocupação com o que as pessoas podem pensar, pois, em seu treino, você já tem orado de forma satisfatória e tem melhorado.

No começo será difícil. Mas seja insistente e tente todos os dias esse exercício.

(5) Comece a orar com pessoas da sua casa ou em pequenos grupos em reuniões

Chame pessoas da sua família para orar (ou do serviço, da escola), ore na hora das refeições, em reuniões de grupos pequenos. A ideia é começar a orar na frente de uma ou duas pessoas para começar a quebrar os medos e praticar aquilo que já fez nas orações sozinha.

Isso vai te ajudar a treinar para enfrentar grupos maiores depois.

Você pode, por exemplo, chamar sua mãe, seu marido, filho, ou alguém da família para orar por algum pedido especial que chegou ao seu conhecimento e, com isso, irá colocar seu treino em uma evolução cada vez maior.

(6) Evite fazer julgamentos desnecessários sobre sua oração

Eu não sei usar palavras bonitas, eu não sei orar como o irmão “A”, eu não sei fazer orações longas, eu não sei isso, aquilo…esse tipo de julgamento é desnecessário e só atrapalha seu crescimento. Foque nos seus pontos positivos e seja crítica apenas se for para melhorar.

Não use a crítica para se auto desanimar. A qualidade de uma oração a Deus não se mede pela quantidade de palavras, nem por palavras belas, mas sim pelo coração de quem está orando ao Senhor. Por isso, coloque todo seu coração e sinceridade na sua oração e isso agradará ao Senhor.

(7) Não fique pensando no que as pessoas estão pensando

Quando temos dificuldades para orar em público é muito comum que fiquemos preocupados com o que as pessoas vão pensar da nossa oração. Veja, é importante ter em mente que as pessoas não estão na igreja para julgar se uma oração é boa ou não.

E se fazem isso, são elas é que estão erradas. Por isso, não pense em orar para agradar as pessoas, mas para agradar a Deus. Feche os olhos com ousadia e ore de coração ao Senhor.

Firme seu pensamento, imagine que está sozinha, como em casa, e ore! Você verá que sua oração será linda e abençoada!

A DISCIPLINA NA IGREJA

Muitos são tão impactados por Deus na sua conversão e experimentam uma transformação tão grande, que chegam a pensar que todos na igreja são perfeitos. Porém, não é necessário muito tempo para descobrir que isto não é verdade; todos somos falhos e imperfeitos, e na igreja encontraremos falhas, erros e limitações.

A maneira de se lidar com estes erros é com amor e paciência; vamos nos ajustando aos poucos e assim prosseguimos. Mas quando se trata de pecado, a igreja deve agir diferente, deve usar de disciplina.

Na igreja encontraremos todo tipo de gente; aqueles que querem levar Deus a sério, e os que não. O Senhor Jesus disse que quando a rede é lançada ao mar, recolhe todo tipo de peixes: bons e ruins (Mt 13.47,48); nesta mesma ocasião Jesus também ilustrou isto de outra forma, falou acerca do joio e do trigo para mostrar que na igreja temos todo tipo de gente.

O Senhor nos preveniu que haveria escândalos em nosso meio (Mt 18.7), deixando claro que estes por quem vem os escândalos serão julgados, mas que é inevitável que isto ocorra. Quando o evangelho é proclamado, a pessoa é convidada a vir a Deus como está, mas depois que passa a pertencer à Igreja do Senhor terá que se ajustar à Sã Doutrina. Todos somos falhos e pecamos. Como diz a Escritura:

“Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós”(1 Jo 1.4).

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Portanto, não é qualquer pecado que nos fará sermos disciplinados, senão viveríamos só de disciplina. Quando pecamos, devemos nos arrepender e confessar nossos pecados e seremos perdoados (1 Jo 1.9); a disciplina é para tratar com quem peca e não quer se arrepender, insistindo em viver no pecado.

SOMOS UM CORPO

Não podemos perder de vista que ninguém vive espiritualmente isolado; somos membros uns dos outros e constituímos um só corpo. Quando alguém passa a viver no pecado fere não só a si mesmo, mas também ao corpo de Cristo!

O Velho Testamento nos revela como o pecado de um só homem, Acã, prejudicou todo Israel e como foi necessário que ele fosse julgado (Js 7.11-26). O Novo Testamento enfatiza muito a ideia do corpo; quando Jesus envia sua mensagem a cada uma das sete igrejas da Ásia (Ap.2 e 3), ele as trata como um todo tanto ao falar de suas virtudes como também de seus erros.

OS QUATRO NÍVEIS DA DISCIPLINA NA IGREJA

Jesus foi quem primeiro falou de disciplina no Novo Testamento:

“Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só. Se te ouvir, ganhaste a teu irmão. Mas se não te ouvir, leva contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda palavra seja confirmada. E se não ouvir, dize-o à igreja; e, se também não ouvir a igreja, considera-o como gentio e publicano”. (Mt 18.15-17)

  • Há quatro níveis distintos no processo de disciplina que o Senhor ensinou:
  • 1. Repreensão pessoal;
  • 2. Repreensão com testemunhas;
  • 3. Repreensão pública;

4. Exclusão.

Não praticamos a disciplina quando a pessoa se arrepende, mas sim quando ela se recusa a arrepender-se. E neste caso, dentro de uma progressividade; com a repreensão pessoal primeiro, a com testemunhas em segundo, a diante da igreja em terceiro e só então a exclusão em quarto lugar.

Não podemos excluir alguém sem ter dado antes estes passos. Porém, alguém pode não querer receber os primeiros níveis da repreensão fugindo deles; neste caso, constatada a indiferença e relutância da pessoa, passamos então ao quarto nível, subentendendo terem sido os outros insuficientes ou impraticáveis.

Quando a repreensão se torna pública, ainda que seguida de arrependimento, e a pessoa em questão é um líder, a disciplina se manifestará afastando a pessoa de sua posição de liderança até comprovada restauração.

REPREENSÃO PESSOAL

Vários textos bíblicos falam sobre a necessidade de repreensão. E não são necessariamente ligados ao presbitério, pois no corpo de Cristo ministramos uns aos outros. Neste nível se enquadram os líderes de célula e todos que exercem cuidado por outras pessoas no Corpo. Veja alguns deles:

“Exortamo-vos, também, irmãos, a que admoesteis os insubmissos…” (1 Ts 5.14)

“Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações, e tanto mais vedes que aquele dia se aproxima”. (Hb 10.25)

“Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender, e, sim, deve ser brando para com todos, apto para instruir, paciente; disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade”. (2 Tm 2.24,25)

Note que corrigir não significa contender, mas demonstrar cuidado com mansidão. Quando porém, a situação se agrava, é necessário que o governo da Igreja (os presbíteros) assuma a situação, que pode ser delicada e necessitar que a autoridade espiritual seja imposta, como Paulo fez com os coríntios (2 Co 13.2 e 10).

REPREENSÃO COM TESTEMUNHAS

Além da instrução do Senhor Jesus, não encontramos outro texto que fale com clareza sobre este nível de disciplina, mas ele é muito eficaz por tirar a situação do aspecto pessoal e colocá-la num patamar de formalidade. E se as pessoas escolhidas para acompanharem a repreensão forem pacificadoras, serão de grande proveito para promoverem o arrependimento com argumentação mansa e amorosa.

Em caso de resistência da pessoa que está sendo repreendida, ela deve ser avisada que assim como o segundo nível de repreensão não foi aceito, será necessário o terceiro num culto público, e que permanecendo ainda inflexível ela chegará ao quarto nível: a exclusão.

REPREENSÃO PÚBLICA

Ao dizer que levasse a repreensão para o terceiro nível, à Igreja, Jesus não se referia a tratar a questão na Igreja (templo) ou com os líderes da Igreja, como alguns gostariam que fosse. Na verdade, Ele se referia a tratar a questão em público.

Paulo também falou sobre este princípio ao escrever para seu discípulo Timóteo:

“Quanto aos que vivem no pecado, reprende-os na presença de todos, para que também os demais temam”. (1 Tm 5.20)

E a razão para isto é clara: “Para que outros tenham temor”. Toda a Igreja precisa ser ensinada sobre a disciplina cristã e vê-la funcionando quando necessário.

Somos um corpo no Senhor; o pecado contínuo de alguém prejudicará a todos. O único meio de evitar isto é cortando a raiz do pecado com arrependimento ou cortando a pessoa (quando ela não quer se arrepender) da comunhão do corpo.

Diante da Igreja ela será obrigada a optar entre um ou outro.

A EXCLUSÃO

Na Igreja de Corinto, alguém chegou ao ponto de se envolver sexualmente com a madrasta (1Co 5.1). Tão logo isto chegou ao conhecimento do apóstolo Paulo, ele ordenou: “Tirai do meio de vós a esse iníquo”. Antes, contudo, deixou claro em que condições isto deve acontecer:

“Já em carta vos escrevi que não vos associásseis com os impuros; refiro-me com isto não propriamente aos impuros deste mundo, ou avarentos, ou roubadores, ou idólatras, pois neste caso teríeis que sair do mundo.

Mas agora vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal nem ainda comais.

Pois com que direito haveria eu de julgar os de fora? Não julgais vós os de dentro? Os de fora, porém, Deus os julgará. EXPULSAI, pois, de entre vós o malfeitor.” (1Co 5.9-13)

Observe o detalhe que Paulo inseriu ao falar do pecador: “dizendo-se irmão”. Isto se refere a quem quer se parecer irmão sem o ser; não fala de uma queda ou tropeço espiritual, mas de uma prática continuada nestes pecados.

Excluir não significa proibir a pessoa de colocar o pé na Igreja, mas sim deixar de reconhecê-la como parte do corpo, e isto envolve deixar de se relacionar (Tt 3.10,11), de ter comunhão com a pessoa. Isto fica claro quando o apóstolo diz: “com o tal nem ainda comais”. Paulo explica melhor esta distinção na sua carta aos tessalonicenses:

“Caso alguém não preste obediência à nossa palavra dada por esta epístola, notai-o; nem vos associeis com ele, para que fique envergonhado. Todavia, não o considereis por inimigo, mas adverti-o como irmão.” (2 Ts 3.14,15)

Este princípio já havia sido estabelecido desde o Velho Testamento, onde havia vários motivos pré-estabelecidos para exclusão. O motivo é poupar o corpo de prejuízos espirituais, e não tentar manter um controle sobre as pessoas. Os casos não manifestos não chegam a ser tratados na Igreja, só os que chegam a ser conhecidos.

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Autor: Luciano P. Subirá. É o responsável pelo Orvalho.Com – um ministério de ensino bíblico ao Corpo de Cristo. Também é pastor da Comunidade Alcance em Curitiba/PR. Casado com Kelly, é pai de dois filhos: Israel e Lissa.

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