Como calcular os dias em inventário: 4 passos

Como Calcular os Dias em Inventário: 4 Passos

Manter o controle sobre o que está no estoque da sua empresa é importante para não perder vendas e nem produtos — sendo o inventário de estoque a principal ferramenta para evitar esses problemas.

O recurso ajuda a calcular o que precisa ser encomendado, quantos itens estão nos armazéns, além de trazer visibilidade para a gestão, que poderá avaliar rapidamente quanto de capital imobilizado tem nos armazéns.

Em setores como o varejo, o inventário de estoque é um recurso importante para a movimentação financeira do negócio. Sem ele, ações simples, como uma promoção, ficam inviáveis, e processos mais complexos, como os logísticos, se tornam mais onerosos e menos precisos.

No artigo de hoje listamos os sete passos fundamentais para a realização de um inventário de estoque. Pronto para aprender? Então, continue a leitura!

Passo 1: identifique o tipo de inventário que quer fazer

Há dois tipos de inventário de estoque: o rotativo e o periódico. Cada um deles traz informações diferentes para o negócio e, por isso, é preciso conhecê-los bem.

O inventário rotativo é atualizado em períodos cíclicos, de acordo com a demanda da empresa para suprir uma determinada necessidade (ex.: estocar mais um produto X). Ele pode ser feito diariamente, semanalmente ou quinzenalmente.

Já o inventário periódico é realizado para atualizar informações do sistema de estoque ou para elaborar demonstrativos financeiros — sendo mais comum ao final de um período fiscal.

Dessa forma, saber a diferença entre eles é importante para escolher qual deseja fazer. O inventário certo respeita a dinâmica da logística e o fluxo financeiro da empresa. Portanto, identifique-o antes de dar andamento aos próximos passos.

Passo 2: defina o momento ideal

O dia de inventário não será um dia comum na sua loja. Então, se muitas entradas e saídas estiverem acontecendo, o processo poderá levar mais tempo do que deveria, além de estar sujeito a falhas. Por isso, é importante identificar o dia ideal para fazê-lo, optando sempre por períodos de menor movimento.

Os feriados são uma ótima oportunidade para destacar parte da equipe para fazer o inventário de estoque. Com tudo parado fica bem mais fácil estimar com precisão o que tem nas prateleiras.

Passo 3: crie um sistema para o inventário de estoque

Se essa for a sua primeira vez fazendo um inventário de estoque, ou estiver pensando em modificar a maneira como a sua empresa calcula o que está parado nos armazéns, é preciso investir no planejamento.

Determinar a maneira certa de categorizar, descrever e registrar cada item simplificará consideravelmente os inventários futuros, e é algo que deve ser feito o quanto antes.

Para isso, crie um sistema para o inventário de estoque e faça a documentação de todo o processo. Assim, se no futuro você não estiver disponível para realizar essas tarefas, outros membros da equipe terão facilidade em concluí-la.

Além disso, separe e organize os produtos, especifique bem a categoria de cada um deles, crie códigos de barras para identificá-los e conte cada item, verificando as unidades disponíveis para confirmar as informações.

Passo 4: organize os espaços no armazém

Inventariar não é apenas contar os produtos no estoque. Organizar melhor o armazém também deve ser parte da tarefa, que tem um efeito bastante positivo na performance dos seus colaboradores. Afinal, quanto mais fácil for encontrar um item, menos tempo será perdido na logística — e mais satisfeitos ficarão os consumidores.

Portanto, ao criar um sistema para organizar os armazéns, defina também como distribuir o estoque pelo espaço, para que seja intuitivo: identifique onde está cada grupo de itens, numere ou dê nomes às prateleiras, e separe áreas do armazém em setores e quadrantes, cruzando os dados de estoque com a localização física de cada item.

Passo 5: estabeleça um método de contagem

Contar os itens um a um é a forma mais segura de certificar da precisão do inventário de estoque. No entanto, cada negócio tem uma realidade distinta em seu armazém. Assim, dependendo daquilo que é comercializado, um “item” pode ter significados diferentes. Em um supermercado, por exemplo, é melhor contar cada cerveja ou caixas com 12 delas? Isso precisa ser preestabelecido!

Se não houver um padrão, ao conferir o estoque você poderá se confundir ou notar discrepâncias nos números. O ideal é que, mesmo que sejam incluídos no inventário grupos de itens — como as caixas de cerveja mencionadas —, as unidades também sejam verificadas para a certificação de que todas estão no seu estoque.

Passo 6: faça uma recontagem ao final do processo

Só é possível atingir a precisão na contagem do estoque se ela for verificada de acordo com a mesma metodologia definida para a sua organização. Para ter certeza de que tudo correu bem com o inventário do estoque, é essencial finalizar o processo fazendo uma recontagem.

Para isso, é preciso garantir que os dados no sistema representem, de fato, o que está fisicamente na loja.

Passo 7: aposte em um software de gestão

A maioria das tarefas repetitivas que realizamos no dia a dia ficam melhores quando são automatizadas, não é mesmo?  Com o inventário de estoque isso não é diferente! Implementar tecnologias, como sistemas ERP, é uma maneira de facilitar o processo, além de poupar o tempo e trabalho de sua equipe.

Isso porque os softwares de gestão ajudam a manter todas as informações atualizadas já no momento da compra, para que nada entre ou saia dos armazéns sem que seja notificado à gestão. Dessa forma, a empresa tem mais precisão nas estimativas de compras e fica com menos capital imobilizado.

Ademais, varejistas precisam controlar de perto os estoques de suas lojas para não perderem dinheiro. Para fazer isso sem grandes desafios, um software ERP também aparece como uma excelente solução. Afinal, embora o controle de estoque não seja uma tarefa impossível, é uma atividade que exige um bom planejamento para chegar a números consistentes.

Assim, um sistema automatizado será um grande parceiro para controlar não só o que há nas suas prateleiras, mas também para obter muitos outros dados relevantes para as tomadas de decisão dentro da empresa.

Pronto! Agora você já sabe como fazer um inventário de estoque eficiente. Lembre-se que esse é um recurso essencial para que as movimentações financeiras da sua empresa sejam feitas de maneira assertiva.

Investir em tecnologia para melhorar tarefas como o inventário de estoque colocará a sua empresa na frente das demais. Gostou da ideia? Continue aprendendo conosco e descubra a importância e vantagens de automatizar o seu negócio!

Como fazer um inventário: passo a passo para a elaboração

Você sabe como fazer um inventário? Bem, não são muitos os brasileiros que têm domínio sobre o tema e segurança na hora de realizar o procedimento. 

Mas vamos começar pelo início. Antes de mais nada, precisamos entender o que é um inventário: 

O inventário é o procedimento que se realiza logo após a morte de uma pessoa. É o momento no qual se apuram os bens, direitos e dívidas do falecido a fim de chegar ao que é a herança, a qual será distribuída aos herdeiros.

Como fazer um inventário: um passo a passo para acabar com as dúvidas 

No Brasil, existem duas formas de fazer um inventário: por via judicial ou extrajudicial. Esta última existe desde 2007.

Dessa forma, o procedimento acabou sendo simplificado. Por meio de escritura pública, ele é feito em cartório e demora um ou dois meses. Foi instituído pela lei nº 11.441/07.

Já o inventário judicial é feito com o acompanhamento de um juiz. Esta forma é mais lenta. Sendo assim, costuma demorar mais de um ano e  ocorre nas seguintes situações:

  • Quando o falecido deixou um testamento;
  • Quando há interessados incapazes (menores ou interditados);
  • Quando há divergência na partilha entre os herdeiros;

Desse modo, muitas dúvidas podem surgir nas famílias que precisam dar início ao procedimento. 

Veja o passo a passo de como fazer um inventário, acabe com as dúvidas e invista num processo legal e seguro. 

1 – Escolha um advogado

Caso sua dúvida seja aquela mais imediata, saiba que sim: cada parte interessada pode ter seu próprio advogado ou o grupo pode ter um advogado só.  

2 – Escolha o inventariante

O inventariante, nada mais é do que uma pessoa escolhida pelo grupo familiar para encabeçar o processo de como fazer um inventário. Assim, o indivíduo será responsável pelo espólio, até que o inventário seja finalizado.

Espólio é a expressão utilizada para se referir aos bens, direitos e obrigações da pessoa falecida.

3 – Levantamento de dívidas e bens

A família informa todos os bens deixados pelo falecido e reúne toda a documentação referente aos mesmos.

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Se tudo estiver regularizado, o procedimento é simples. Havendo dívidas, elas devem ser quitadas com o dinheiro da herança, antes mesmo de acontecer a divisão.

De modo geral, esta é a fase mais complicada de como fazer um inventário pois é neste momento em que surgem divergências.

Conte com seu advogado para mediar conflitos.

4 – Pagamento do ITCMD

O Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação é um imposto estadual. Deve ser pago para que o processo seja finalizado. Porém, ele só pode ser pago quando tudo estiver resolvido.

As guias de recolhimento são geradas automaticamente no site da Secretaria Estadual da Fazenda. Elas saem com o valor exato que cada herdeiro deve pagar, de acordo com informações fornecidas pelo advogado da família e pelo inventariante.

Neste momento, a apuração dos bens já deve estar completa e a divisão já deve ter sido acordada.   

5 – Divisão dos bens

É a hora de executar a divisão. Por via de regra, toda a herança é dividida em partes igualitárias para os herdeiros.

No entanto, o cálculo deve ser feito de forma específica para cada grupo familiar.  

6 – Finalização do processo 

Após a reunião do documentos, pagamento das dívidas e levantamento do patrimônio do falecido, é hora de dar início ao processo.

Caso seja judicial, o advogado faz uma petição inicial. Dessa forma, ele dará entrada no Poder Judiciário, e o processo seguirá os trâmites até que o Juiz dê uma sentença, ou homologue o acordo.

Nesta sentença ele mandará que sejam expedidos os Formais de Partilha que deverão ser encaminhados aos respectivos Cartórios para que sejam realizados os eventuais registros.

Caso seja Extrajudicial, ou seja direto nos Cartórios, a escritura pública, após finalizada, deverá também ser encaminhada aos demais Cartórios, para a realização dos registros nas matrículas dos imóveis, etc. 

7 – Registro do nome dos herdeiros

Agora, os bens são dos herdeiros.

Nos casos mais comuns, eles devem procurar o Cartório para registrar propriedade de imóveis, ou o Detran, no caso de automóveis, entre outros.

Previna disputas familiares com o auxílio de um bom advogado 

Casos familiares são sempre delicados – ainda mais quando envolvem a morte de um parente querido. Por isso, não deixe para última hora e invista em um planejamento sucessório com o auxílio de um advogado de confiança. 

Desse modo, você age de maneira preventiva e evita que disputas familiares que podem não acabar bem. 

Como fazer um inventário extrajudicial passo a passo

São Paulo – Só quem já perdeu alguém próximo sabe o quanto a burocracia do processo de sucessão pode tornar tudo muito pior. Mas, desde 2007, a possibilidade de realização do inventário extrajudicial, feito em cartório, tornou o procedimento menos penoso. 

O inventário é o processo que sucede a morte, no qual se apuram os bens, os direitos e as dívidas do falecido para chegar à herança líquida, que é o que será de fato transmitido aos herdeiros.

Ele pode ocorrer de duas formas: extrajudicialmente ou judicialmente. No primeiro caso, o inventário é feito em cartório, por escritura pública, e é muito mais rápido, podendo demorar apenas um ou dois meses. A lei que o instituiu é a de número 11.441, de 2007.

Já o inventário judicial é feito com o acompanhamento de um juiz e deve ocorrer em três casos: quando o falecido deixou um testamento; quando há interessados incapazes (menores ou interditados); e quando há divergência quanto à partilha entre os herdeiros.

“O inventário judicial costuma levar mais de um ano, por mais simples que seja, pois há muita burocracia envolvida”, afirma Rodrigo Barcellos, sócio do escritório Barcellos e Tucunduva Advogados.

Por ser mais rápido e menos custoso, o inventário extrajudicial é o procedimento mais recomendável quando não há impedimentos. Veja a seguir os principais passos da realização dessa modalidade de inventário. 

Escolha do cartório e contratação do advogado

Os primeiros passos do inventário são a escolha de um Cartório de Notas onde será realizado todo o procedimento e a contratação de um advogado, que é obrigatória e pode ser comum ou individual para cada herdeiro ou interessado.

Os honorários advocatícios são tabelados pela Ordem dos Advogados (OAB) e variam de acordo com o estado. Mas, segundo Rodrigo da Cunha Pereira, presidente do Instituto Brasileiro do Direito da Família (IBDFAM), nem sempre os preços praticados seguem a tabela da OAB.

“Em muitos casos o preço é cobrado de acordo com o trabalho que vai dar”, afirma. Segundo ele, em um inventário extrajudicial bem simples, que envolva apenas a transmissão de um apartamento, um bom advogado pode cobrar cerca de 10 mil reais.

Mas quando o tabelião (oficial do cartório) realiza boa parte do procedimento, pode ser negociada uma redução dos honorários.

De acordo com Rogério Portugal Bacellar, presidente da Anoreg-BR (Associação dos Notários e Registradores do Brasil), em muitos casos a família se dirige ao cartório e só contrata o advogado depois. “Muitas vezes o cartório analisa quase todo o inventário e o próprio tabelião faz toda a documentação, tira as certidões e faz a partilha de bens. Só depois a família contrata um advogado”, diz.

Nomeação do inventariante

A família deve nomear um inventariante, que será a pessoa que administrará os bens do espólio (conjunto de bens deixados pelo falecido). Ele ficará responsável por encabeçar todo o processo e pagar eventuais dívidas, por exemplo. “O inventariante costuma ser a esposa ou o filho”, afirma Rodrigo Barcellos.

Levantamento das dívidas e dos bens 

Após o início do processo, o tabelião levanta as eventuais dívidas deixadas pelo falecido. Conforme Barcellos explica, todas as dívidas devem ser quitadas com o patrimônio do falecido, até que os débitos se esgotem ou até o limite da herança.

Para verificar a existência ou ausência de pendências, o cartório reúne as certidões negativas de débito, documentos que atestam que o falecido não deixou dívidas em quaisquer esferas públicas.

“É preciso reunir também as dívidas com credores particulares. Se elas não forem declaradas, podem acabar aparecendo. Mesmo se não constarem no inventário, depois o credor pode ir atrás do herdeiro”, diz Barcellos. 

Além das dívidas, a família deve informar todos os bens deixados pelo falecido para que sejam reunidos, pelo tabelião ou pelo advogado, os documentos de posse atualizados, como matrículas de registro de imóveis, o Documento Único de Transferência (DUT) dos carros, etc. Se não houver irregularidades sobre os bens, como ônus ou ausência de algum registro, o procedimento é bem simples.

  • Pagamento do imposto
  • Para que o processo do inventário seja finalizado e oficializado no cartório, é preciso pagar o Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doações (ITCMD), imposto estadual cuja alíquota varia de estado para estado, podendo chegar a até 8%. 
  • “A grande dificuldade do inventário extrajudicial é o pagamento do ITCMD, porque ele que só acontece se estiver tudo resolvido”, diz Rodrigo da Cunha Pereira.

O inventariante, com o auxílio do advogado ou tabelião, deve preencher a declaração do ITCMD no site da Secretaria da Fazenda do seu estado. O documento funciona como um resumo dos bens deixados, dos herdeiros envolvidos e dos valores a serem pagos. 

Por isso, nesta fase, a divisão de bens já deve ter sido acordada com a família, os registros e certidões negativas devem ter sido providenciados, e as informações sobre os herdeiros e a partilha devem ter sido reunidas.

O imposto é calculado sobre o valor venal dos bens. Por isso, no preenchimento da declaração do ITCMD são informados os valores de mercado de cada bem. No caso dos imóveis, por exemplo, o valor informado é aquele que aparece no carnê do IPTU.

  1. Após preenchida a declaração, o sistema emite uma guia de recolhimento do imposto para cada herdeiro, já com o valor que cada um deve pagar.
  2. Divisão dos bens
  3. Como o inventário extrajudicial parte do pressuposto de que os familiares concordam com a forma como foi feita a partilha, a função do advogado e do tabelião é apenas de explicar à família quais são os direitos de cada herdeiro, o que fica explicitado na declaração do ITCMD.

“O ideal é sempre conseguir um acordo no qual cada um fique com uma coisa sozinho. Se o patrimônio for de duas casas de 50 mil reais, fica um imóvel de 50 mil reais para um filho e outro imóvel de 50 mil reais para outro, por exemplo”, afirma Rodrigo Barcellos.

Porém, em muitos casos a parte que cabe a cada herdeiro não corresponde exatamente ao valor de cada bem.

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Quando for assim, na declaração de ITCMD e no inventário deve constar as condições diferentes de partilha.

Por exemplo, que cada filho ficará com 50% de um imóvel e que posteriormente definirão o que vão fazer com ele – se vão vendê-lo e dividir o dinheiro ou se um vai vender sua parte ao outro.

  • Encaminhamento da minuta
  • Com a declaração do ITCMD finalizada e todos os documentos reunidos, o cartório ou o advogado envia a minuta da escritura, que é um esboço do inventário, à procuradoria estadual.
  • “Em muitos casos, os cartórios entregam o serviço pronto para o advogado só assessorar o procedimento, mas alguns advogados se empenham e fazem a minuta também”, afirma Rogério Bacellar, presidente da Anoreg.

A procuradoria então avalia as informações, conferindo sobretudo as declarações dos bens do espólio e seus valores para que não haja erro no cálculo do imposto, e autoriza a realização da escritura do inventário. Esse processo demora cerca de 15 dias, segundo Bacellar.

  1. Alguns estados, no entanto, como é o caso de São Paulo, já não exigem mais o envio da minuta para aprovação quando a escritura for lavrada em um cartório do estado. 
  2. Lavratura da Escritura
  3. Depois de recebida a autorização da procuradoria e entregue toda a documentação, é agendada no cartório uma data para a lavratura da Escritura de Inventário e Partilha pelo tabelião, que encerra o processo.
  4. Todos os herdeiros e respectivos advogados devem estar presentes, munidos de uma série de documentos (veja a lista completa), tais como: a certidão de óbito; documentos de identidade das partes e do autor da herança; as certidões do valor venal dos imóveis; certidão de regularidade do ITCMD etc. 
  5. Registro dos bens nos nomes dos herdeiros
  6. Se houver imóveis envolvidos na partilha, os herdeiros devem levar a certidão do inventário aos Cartórios de Registros de Imóveis onde estão matriculados os imóveis para que ocorra a transferência da propriedade.
  7. “Feito o inventário, os bens deixam de ser dos mortos e passam a ser dos herdeiros, que devem ir aos respectivos cartórios e registrar a posse dos bens”, explica o presidente do IBDFAM.
  8. A certidão do inventário, portanto, poderá ser apresentada ao Detran para a transferência de propriedade de veículos, e às repartições públicas e empresas para regularizar a nova propriedade do titular dos bens, direitos e ações.
  9. Prazo
  10. Segundo o artigo 983 do Código de Processo Civil, o processo de inventário e partilha deve ser aberto dentro de 60 dias a contar da abertura da sucessão (falecimento).

Mas, conforme afirma o presidente da Anoreg, o prazo é dificilmente cumprido na prática. “Pelo Código de Processo Civil existe o prazo de 60 dias, mas ele não é cumprido e não tem muita jurisdição sobre isso. Muitas famílias procuram o advogado depois de seis meses e até hoje eu nunca vi nenhum juiz estipular multas por isso”, diz.

Existem também prazos para o pagamento do ITCMD, que variam de acordo com o estado. Em São Paulo, por exemplo, se a declaração do ITCMD não for feita dentro de 60 dias após a data do óbito, o imposto é calculado com o acréscimo de multa equivalente a 10% do valor do tributo, e se o atraso exceder 180 dias, a multa é de 20%.

*Texto atualizado às 15h15 do dia 30/01/2014.

Prazo médio de estocagem: saiba como fazer o cálculo

O prazo médio de estocagem (PME) corresponde a um indicador muito importante, afinal, sabendo que os custos com produtos em estoque podem depreciar ou encarecer o preço do item ofertado aos consumidores, é preciso monitorar bem esse intervalo.

Isto é, por meio do PME é possível tomar decisões mais eficazes em relação à gestão de estoques e das operações logísticas. Afinal, o que o prazo médio de estocagem exprime são os dias que os produtos ficam estagnados no estoque ao longo do ano.

Como a logística trabalha, sobretudo, com prazo e giro de mercadorias, quanto menor for o prazo de estocagem, melhor será para a empresa. Acompanhe os tópicos seguintes e saiba mais sobre o prazo médio de estocagem!

A importância do prazo médio de estocagem

Quando se fala em gestão de estoques é essencial conhecer quais são os produtos com viabilidade econômica e financeira suficiente para gerar o máximo de benefício à empresa. E, em paralelo, monitorar o andamento das operações logísticas.

E, entre as formas de promover esse controle, o cálculo do prazo médio de estocagem é uma das mais importantes. Por meio desse indicador o gestor consegue identificar desperdícios, evitando o excesso de investimentos e esforços que tanto comprometem o capital de giro.

Enfim, para muitas empresas os estoques são um dos elementos mais dispendiosos de recursos, exigindo reposição periódica. Contudo, é fundamental que essas operações sejam realizadas considerando um planejamento embasado na liquidez da empresa, trazendo à luz o momento e o volume certo para a reposição.

Prazo médio de estocagem

Em síntese, o prazo médio de estocagem se traduz em quanto tempo o estoque permanece na empresa. Ou seja, exibe o intervalo, em dias, que a organização leva para ser capaz de comercializar os itens que estão em estoque.

O cálculo do prazo médio de estocagem se dá por:

O PME equivale ao estoque médio dividido pelo custo da mercadoria vendida, multiplicando-se o resultado dessa operação por 360.

  • Estoque Médio = diz respeito à média do estoque. Isto é, a soma do estoque inicial com o estoque final, dividido por dois.
  • Custo da Mercadoria Vendida = corresponde ao valor dos produtos que foram comercializados pela empresa durante determinado período.

Vale dizer que o resultado final do prazo médio de estocagem costuma ser expresso em dias. Maiores valores significam que os estoques permanecem mais tempo nas prateleiras da empresa. Normalmente, o valor máximo não deve ser superior a um ano.

Para encontrar as informações para aplicação na fórmula, basta consultar o demonstrativo do resultado do exercício, bem como os balanços patrimoniais da empresa.

O prazo médio de estocagem na prática

Considere uma empresa de eletrodomésticos que no ano de 2015 armazenou o equivalente a 1000 televisores e, no de 2016, 3000 unidades. Se essa mesma empresa apresentar como custos de mercadorias vendidas nesse último ano o equivalente a R$ 300.000,00, temos que:

  • PME = (Estoque médio / Custo da Mercadoria Vendida) x 360
  • Estoque médio = 1000 + 3000 / 2 = 2000
  • PME = (2000 x 360) / 300.000
  • PME = 2,4

Com base nesse valor, são 2,4 dias de média em que o estoque fica parado na empresa. Vale ressaltar que os valores compreendidos na fórmula devem contemplar desde a entrada de matéria-prima até a saída do produto final, já acabado.

Sendo assim, em algumas empresas, esse prazo pode ir muito além, pois, por exemplo, a depender da necessidade de insumos importados para o processo produtivo, o prazo médio de estocagem acaba, naturalmente, se elevando.

Agora que já sabe como calcular o prazo médio de estocagem, que tal compartilhar este conteúdo nas redes sociais? Assim você contribui para que todos os seus conhecidos que atuam na área promovam uma melhor gestão logística!

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Como calcular o giro de estoque: fórmulas + exemplo prático

O cálculo do giro de estoque pode mostrar se os esforços de vendas de uma empresa são eficazes e se os custos estão sendo controlados e bem gerenciados. Mas, como calcular o giro de estoque?

Como calcular o giro de estoque: fórmula

  • Antes, de continuarmos, você sabe o que é giro de estoque?
  • É o número de vezes que uma empresa vende e substitui seu estoque de mercadorias durante um período determinado.
  • A rotatividade de estoque fornece informações sobre como a empresa gerencia os custos e qual é a eficácia dos seus esforços de vendas.
  • Então como calcular? A fórmula para calcular o giro de estoque é:
  • GIRO DE ESTOQUE = TOTAL DE VENDAS / VOLUME MÉDIO DE ESTOQUE
  • Com essa fórmula, você pode calcular o giro por quantidade ou valor de estoque.

Complicado? Calma! A seguir, separamos alguns exemplos para você entender como a fórmula para calcular o giro de estoque, funciona na prática.

  1. Se você é dono de um e-commerce que trabalha com perfumes importados, vende 120 perfumes por ano e tem um estoque médio de 20 perfumes, ao aplicar a fórmula de como calcular o giro de estoque, terá:
  2. Giro de estoque = 120 / 20, ou seja, 6 giros por ano
  3. Se você quiser entender como calcular o giro de estoque por valor de venda, o cálculo é o mesmo.
  4. Imagine que cada perfume seja vendido a R$ 150, então a fórmula será:
  5. Giro de estoque = (120 x 150)  / 20 x 150
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Giro de estoque = 18.000 / 3.000

Ou seja, 6 giros por ano

Como o cálculo de giro mede a eficiência do seu negócio

  • Aprender como calcular o giro de estoque vai muito além da aplicação de uma fórmula.
  • É importante que você compreenda que ele é fundamental para medir a eficiência do gerenciamento uma empresa.
  • Em geral, um valor mais alto de giro de estoque indica um desempenho melhor no controle de estoque.
  • Mas, porque?

Menos dinheiro “parado” no estoque

  1. O estoque, até ser vendido, é entendido como dinheiro parado.
  2. Esse dinheiro é fundamental para a manutenção da empresa, em especial para o capital de giro.

  3. Geralmente, quando uma empresa consegue “girar mais vezes o estoque” entendemos que o dinheiro fica menos tempo parado.
  4. Por isso, normalmente, quanto mais alto o giro de estoque, melhor.

  5. Essa alta rotatividade significa, em geral, que uma empresa está vendendo mercadorias muito rapidamente e que há demanda por seu produto.

  6. Além de ser ótimo para a saúde financeira do negócio, garantindo o pagamento de despesas fixas e variáveis, isso demonstra que sua empresa não está comprando muito estoque nem desperdiçando dinheiro com produtos que não vendem.

O que significam taxas de giro de estoque baixas?

  • A baixa rotatividade de estoque, geralmente, indica vendas mais fracas e demanda em queda para os produtos que a empresa vende.
  • Uma taxa de rotatividade de estoque baixa pode estar indicando:
  • Geralmente, é um mau sinal porque os produtos tendem a perder qualidade com  passar do tempo (nem todos são como vinho).
  • Além disso, giros de estoque baixos aumentam o custo de manutenção do inventário.
  • Se esse for o seu caso, é necessário aplicar ações para melhorar a venda do produto.

Atenção! Você deve ter percebido que usamos muito o termo “geralmente” ao longo deste artigo. Fato é que altas taxas de giro de estoque também podem significar problemas como estoques muito pequenos. Nesses casos, sua empresa corre o risco de perder negócio por falta do produto.

Uso do giro de estoque para aumentar a lucratividade

A busca por estratégias para aumentar o número de giros de estoque em um período tem como objetivo:

  1. diminuir o custo de manutenção, reduzindo a necessidade de grandes espaços e depósitos para o armazenamento de produtos;
  2. aumentar o lucro líquido;
  3. ampliar a rentabilidade do negócio;
  4. aumentar a capacidade de substituir itens obsoletos por novas opções de produtos que atendam as demandas do mercado;
  5. acompanhar a liquidez do negócio e mais.

O inventário é um dos maiores ativos que um varejista relata em seu balanço. Se esse inventário não puder ser vendido, será inútil para a empresa.

  1. Se, por meio do cálculo do giro do estoque, você percebeu que possui uma boa média de rotação anual, talvez seja a hora de investir em uma estratégia de expansão de mercado.
  2. Afinal, suas vendas estão indo bem e seu público é receptivo ao produto.
  3. Esse é um dos momentos ideais para ampliar investimentos.

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Como elaborar um inventário: conheça o passo a passo e quando fazer em cartório

Quem já perdeu algum familiar próximo conhece a demora causada pela burocracia no processo de sucessão. Mas, desde 2007, o tempo de elaboração do inventário diminuiu, dependendo da forma como é realizado: judicialmente ou extrajudicialmente.

No primeiro caso, a conclusão do processo pode demorar anos. Já no extrajudicial, o inventário é feito em cartório, o que o torna muito mais rápido. Essa possibilidade existe desde 2007, quando foi aprovada a Lei 11.441.

Contudo, o inventário extrajudicial (em cartório) não é possível no caso da pessoa falecida deixar um testamento, quando há interessados incapazes e também se houver divergência quanto à partilha entre os herdeiros.

Para esclarecer como funciona o processo um inventário, o advogado Rogério Elis, especialista na área, explicou os detalhes da elaboração do documento.

 MeuAdvogado: O que é inventário? Ele é obrigatório?

Dr. Rogério Elvis: Inventário quer dizer a descrição do patrimônio de pessoa falecida. Sim, ele é obrigatório e permite que se proceda à partilha dos bens.

MA: Quais são as diferenças entre o inventário em cartório e o judicial?

Dr. Rogério Elvis: Atualmente, o inventário pode ser realizado em cartório de notas, por escritura pública (extrajudicial) e pela via Judicial (no Fórum).

A diferença é que, para o inventário ser realizado em cartório, os herdeiros devem ser maiores, capazes e não pode haver litígio (divergências entre os envolvidos). Em simples palavras, o procedimento deve ser consensual.

Caso esses requisitos não sejam todos preenchidos, o inventário deverá obrigatoriamente ser realizado pela via judicial.

A preferência tem sido a utilização de cartório, haja vista que o procedimento não encontra qualquer demora, podendo a escritura ser concluída em alguns dias, dependendo apenas da disponibilidade de toda a documentação. Quanto à validade, não há diferença entre o inventário extrajudicial (escritura pública) e o judicial. Ambos surtirão os mesmos efeitos.

MA: Existe um prazo para início e finalização do inventário? Quanto tempo esse processo costuma durar?

Dr. Rogério Elvis: O prazo para início do inventário é de sessenta dias após o falecimento da pessoa. Assim, se uma pessoa falece e deixa filhos e cônjuge, em geral, tem direito a partilhar os bens (móveis, imóveis, aplicações financeiras etc.).

Se o procedimento for realizado em cartório de notas, é praticamente imediato. Isso porque, após reunir todos os documentos e certidões de praxe, o cartório, juntamente com o advogado, elabora a minuta do inventário e agenda uma data para que as partes compareçam e assinem.

Já o inventário judicial não tem como deduzir prazo, tendo em vista que o mesmo depende do andamento da Vara de Órfãos e Sucessões onde foi distribuído.

Se for uma Vara com pouca demanda processual (o que é difícil nas grandes capitais), poderá ter uma duração de em média um ano.

 MA: Quem tem direito a receber a herança?

Dr. Rogério Elvis: O Código Civil Brasileiro, em seu livro V, fala sobre o assunto. Podem ser herdeiros as pessoas já nascidas ou já concebidas no momento da abertura da sucessão. Em primeiro lugar, estão os filhos em concorrência com o cônjuge (marido ou esposa) sobrevivente.

Se a pessoa falecida não deixou descendente, os pais entram em segundo lugar na escala de preferência ao direito de herança, também em concorrência com o cônjuge. Em terceiro, não havendo ascendentes, fica o cônjuge como único herdeiro.

Por último, não havendo descendentes, nem cônjuge e nem ascendentes, aí é que vêm os colaterais, que são os irmãos, primos e outros familiares. Na sucessão, os mais próximos excluem os mais remotos. Ou seja, se existir descendentes, os ascendentes não herdam, e assim sucessivamente.

Importante também mencionar que, quando a pessoa falecida não deixou testamento e nem herdeiros, diz o artigo 1822 do Código Civil Brasileiro que os bens passam ao domínio do município ou Distrito Federal, se localizados nas suas circunscrições. Ou ao domínio da União, se situados em território federal.

MA: De quem será a responsabilidade pelo inventário?

Dr. Rogério Elvis: A responsabilidade pelo inventário será sempre de quem o abrir, respeitando a ordem de preferência, conforme abodamos na pergunta anterior.

MA: As dívidas contraídas serão responsabilidade dos herdeiros?

Dr. Rogério Elvis: Muito se fala de um ditado popular: “morto não paga dívida”. Bom, se ele tiver deixado bens, paga dívida sim. Em uma ação de inventário, antes de partilhar os bens e valores deixados, primeiro retira-se os pagamentos para satisfazer os débitos deixados pela pessoa falecida. Depois, divide-se o que restou para os herdeiros.

 MA: Quais são os documentos necessários? E que taxas estão envolvidas nesse processo?

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