Como calcular custos fixos: 11 passos (com imagens)

Ao longo do tempo prestando consultoria em micro e pequenas empresas, encontrei uma grande dificuldade destas empresas em apurar seus custos, rentabilidade do negócio e até aferir seus lucros, onde muitos apenas movimentam recursos financeiros para manter seu negócio. Atualmente, micro e pequenas empresas representam 27% do PIB brasileiro, 52% dos empregos com carteira assinada (fonte: Sebrae MT).

Muitas destas empresas iniciam suas atividades (ou estão há um bom tempo no mercado) e não sabem o valor dos seus custos hora máquina/homem, com isso acabam se baseando em seus concorrentes “meu concorrente vende a R$ 80,00 a hora, vou vender a R$ 75,00”.

Por isso, 60% das empresas fecham as portas até o segundo ano de existência (fonte: Sebrae). Os custos de uma empresa não são iguais as outras, por isso é errado adotar os custos de seus concorrentes.

Isso não significa que os gastos não podem ser minimizados, as empresas brasileiras têm muito a ser melhoradas em relação as empresas do resto do mundo.

Como Calcular Custos Fixos: 11 Passos (com Imagens)Imagem: noblue.co.uk

Mas como descobrir os custos hora máquina e/ou homem? O primeiro passo é identificar e classificar todos os gastos de sua empresa, classificando em custos fixos, custos variáveis, despesas fixas e despesas variáveis. Caso esqueça de algum gasto, o mesmo irá ser pago através da margem de lucro, que por ser baixo para competir com seus concorrentes poderá tornar a saúde financeira da empresa prejudicada.

Pensando nisso, preparei alguns passos para apurar o custo hora maquina.

Custo fixo

Custo fixo é todo aquele que é menos suscetível a apresentar variações em relação à produção. Não é que ele não varia de acordo com o que a empresa produz, apenas é menos impactado pela atividade-fim da organização.

Em resumo: custo fixo dificilmente sofre alteração em função do volume de produção. Exemplos: salários, aluguel, despesas com contador e advogados, impostos, encargos sociais, materiais de limpeza, materiais de escritório, etc.

Custo Variável

Trata-se da soma dos fatores variáveis da produção. Ou seja, esse custo é absolutamente sensível ao aumento da força produtiva. A matéria-prima, por exemplo: quanto mais a empresa produzir, mais necessitará gastar com ela. Outros exemplos de custo variável são as comissões, mão de obra e fretes de vendas.

Calcule a depreciação das máquinas

depreciação da máquina é calculada de acordo com o tempo de vida útil dela. Os aspectos a serem considerados no cálculo da depreciação são:

  • Vida útil.
  • Método de depreciação.
  • Base de cálculo da depreciação.

Exemplo

Um CNC foi adquirido com vida útil estimada de 10.000 horas (= 5 anos x 2000 h/ano) pelo valor de R$ 200.000,00, com valor residual estimado de 10%. Qual será a depreciação?

 Depreciação = (V0 – Vr) ÷ Vida útil

Depreciação = (R$ 200.000 – R$ 20.000) ÷ 5 anos

Depreciação = R$ 36.000,00/ano ou R$ 18,00/h

O CNC então valerá contabilmente R$ 200.000,00 – R$ 36.000,00 = R$ 164.000,00 ao final do primeiro ano, R$ 128.000,00 ao final do segundo ano e assim sucessivamente.

Em termos contábeis, a depreciação da máquina é a mesma ano a ano:

Note que se ao final do 4º ano o proprietário vender o CNC por mais de R$ 56.000,00 ele terá lucro.

Pelo mesmo raciocínio, ele também terá um ganho extra se a máquina estiver em boas condições e ele a vender por mais de R$ 20.000,00 ao final da vida útil.

E a vida útil, de onde se tira essa informação? Geralmente do catálogo do fabricante. A vida útil depende do tipo de equipamento, das condições de trabalho e da qualidade da manutenção.

A Receita Federal estabelece limites para a vida útil de cada tipo de máquina. Pode-se depreciar em menos tempo, porém não em mais tempo.

Calcule o custo da área ocupada pelas máquinas

O espaço que a máquina ocupa dentro do pavilhão deve ser considerado como um custo e a máquina deve ajudar a pagar esse custo. Independente se você paga aluguel ou tem um prédio próprio, o custo deve ser considerado.

Para executar esse cálculo é preciso definir a área que a máquina ocupa e saber qual o custo do m² do seu prédio.

Custo Área Ocupada (por hora) = ( metro quadrado utilizado x valor por metro quadrado) / (total de horas uteis no mês)

Estime o custo da energia utilizada pelas máquinas

Primeiro, veja na sua conta de luz o valor do kW/h. Depois, verifique a potencia nominal da sua máquina. Sendo assim, custo hora com energia = potencia da maquina x valor do kW/h. Lembrando que a potência da sua máquina deve estar em kW, caso não esteja, segue algumas conversões de unidade de medida que podem ajudá-lo no cálculo:

Exemplo:

  • Valor kW/h na conta de luz R$ 0,8422
  • Potencia do Máquina: 8,5 kW
  • Custo hora com energia = Potencia da maquina x valor do kW/h
  • Custo hora com energia = 8,5 x 0,8422 = R$ 7,15

Meça os consumíveis utilizados pelas máquinas

Para apurar o custo com consumíveis, é preciso saber se sua máquina consome esse insumo de forma direta ou indireta, pois normalmente utilizamos um rateio quando a relação de consumo não é direta (grande maioria dos casos).

Por exemplo: Em um centro de usinagem um dos consumíveis são as pastilhas de metal duro utilizadas no corte. Muitas vezes não é possível mensurar esse custo como custo direto, então fazemos o rateio de um determinado período.

Como Calcular Custos Fixos: 11 Passos (com Imagens)Imagem: business2community.com

Por exemplo: Levantamos que a empresa gasta R$ 30.000,00 por ano num centro de trabalho com consumíveis.

  • (Valor gasto em consumíveis) / (horas úteis por ano)

Cálculo:

  • Custo com consumíveis por hora = R$ 30.000,00 / 2024 = R$ 14,82

Calcule o custo da manutenção das máquinas

Idealmente suas máquinas deveriam ter um plano de manutenção anual, assim fica fácil de estimar o custo com a manutenção e formar o custo da máquina. Porém, caso você não tenha esse grau de controle e faz apenas manutenções corretivas na máquina, o custo hora máquina fica poluído e muito mais caro.

Então vamos considerar a situação não ideal, que provavelmente pode ser a realidade da grande maioria das indústrias brasileiras. O fato de não ter o plano de manutenção que definiria o custo anual ou mensal da máquina com manutenção nos deixaria sem um norte, então, precisamos olhar para o passado e levantar o custo gasto com a máquina no ano anterior.

Logo, levantamos que nossa máquina gastou R$ 23.000,00 no ano de 2018. Dividindo por 2048 quantidade de horas úteis em 2018 chegamos no valor = R$ 11,23

Some os passos anteriores para obter o custo total

Então, somando todos os resultados obtidos acima, é possível ter o seguinte resultado final para apurar o custo hora máquina de uma indústria:

  • Custo Hora do centro de trabalho = Depreciação hora + Custo com a Área + Custo Energia + Custo consumíveis + Custo Manutenção
  • Custo total= Soma de todos!

Ao levantar o custo hora total do seu centro de trabalho, é possível ter uma noção se o seu processo produtivo está caro ou barato. Caso esteja caro, você poderá tomar decisões para diminuir custos, como o de manutenção ou adotar novos métodos produtivos mais baratos para aumentar sua margem de lucro na fabricação e venda do seu produto/serviço.

Custos são todos os gastos diretamente ligados ao processo industrial. Em relação a sua empresa, há perguntas que você ainda está tentando responder?

  • Vale a pena comprar mais máquinas ou abrir um novo turno?
  • Qual é o custo real de um funcionário? Como calcular?
  • Quanto de desconto eu posso dar ao meu cliente?
  • Qual é o menor preço de venda?
  • Em quais situações vender sem ter lucro é vantajoso?
  • Qual é a margem de contribuição do projeto?
  • Qual é a diferença entre lucro no projeto e lucro da empresa?
  • Qual é a rentabilidade da minha empresa?
  • Onde alocar os custos de inspeção, almoxarifado e qualidade?
  • Como alocar meu custo financeiro na venda?
  • Até que desconto eu posso dar a meu cliente?

ANÁLISE DE CUSTOS

Um sistema de custeio eficiente revela, além de ineficiências no processo, o custo real dos produtos, observando tanto custos diretos, como o de matéria-prima, quanto custos indiretos, como os administrativos.

A Análise de Custos é um suporte gerencial e estratégico que analisa como os custos da organização se comportam, de modo a identificar e corrigir ineficiências

Leia também:  Como ajudar seu cão durante uma convulsão (com imagens)

5 vantagens diretas

  • Identifica e controla gastos que podem ser reduzidos ou eliminados;
  • Auxilia diretamente na tomada de decisões estratégicas, tornando a empresa mais competitiva;
  • Determina o ponto de equilíbrio;
  • Fornece parâmetros para a fixação do preço de venda;
  • Analisa o desempenho dos diversos setores da empresa.

O diagnóstico de custos tem como objetivo levantar, analisar e demonstrar, os custos atuais da sua empresa e baseado nele sugerir melhorias para um plano de ação. Margens de contribuições, lucro, rentabilidade, índice de despesas fixas e muitos outros dados são fundamentais para extração de informações gerenciais para desenvolvimento de um plano de redução de custos e também para aumento da lucratividade e rentabilidade da sua empresa.

Como Calcular Custos Fixos: 11 Passos (com Imagens)

Engenheira de Produção, consultora e treinadora da metodologia 5s e gestão industrial . Sua especialidade é ajudar pequenas e médias empresas produzirem mais utilizando menos recursos e sem grandes investimentos! Acredita que o segredo é fazer o básico bem feito!

Contabilidade de Custos: O que é e como fazer

Como Calcular Custos Fixos: 11 Passos (com Imagens)
Como Calcular Custos Fixos: 11 Passos (com Imagens)

A contabilidade de custos é a área da contabilidade que trata dos gastos ocorridos na produção de bens ou serviços. De uma forma mais técnica, podemos defini-la como o registro contábil das operações de produção da empresa, através das contas de custeio, que pode ser dividida em:

  • Contabilidade de Custos de Serviços – gastos ocorridos na prestação de serviços
  • Contabilidade de Custos Industriais – gastos ocorridos na produção de produtos

Seu principal objetivo é na apuração dos custos dos produtos e/ou serviços vendidos e deve ser uma ferramenta de apoio à tomada de decisão, em especial na formação do preço de venda da empresa.

Contabilidade

Ela se encontra dentro de um escopo maior de estudo da Contabilidade Geral, que é a ciência que utiliza uma série de técnicas e cálculos para manter um controle do patrimônio de uma empresa.

Independentemente se você sabe como fazer ou não, precisa apresentar detalhes da evolução patrimonial e financeira da sua empresa ao longo dos anos.

 Normalmente esse cálculo e demonstrativo é feito pelo seu contador, mas não faz mal algum entender e ficar por dentro do assunto.

Para saber mais sobre o tema, veja um artigo sobre Contabilidade!

Tipos de Custos

Basicamente existem dois tipos de custos, o direto e o indireto:

  • Custos Diretos – estão objetivamente ligados a produção de um produto ou prestação de um serviço

Exemplo: Em uma fábrica de cervejas as garrafas, tampas, rótulos e líquido são custos diretos, pois a cada cerveja produzida, se tem um gasto a mais com esses itens

  • Custos Indiretos – são custos que não são identificados diretamente em produtos e serviços
  • Exemplo: Os gastos com a equipe financeira, de marketing e gestores dentro dessa mesma indústria seriam considerados custos indiretos
  • No caso dos custos indiretos, em alguns casos vai ser importante realizar critérios de rateio entre os produtos para que eles sejam devidamente alocados.
  • PS – os custos diretos e indiretos, por vezes também podem ser chamados de custos fixos e variáveis.

Principais Métodos de Custeio

Digo isso, porque são justamente os métodos de custeio que vão te permitir entender como dividir os custos do seu negócio entre os produtos:

  • Custeio por Absorção – Como o próprio nome já diz, nesse método todos os custos ligados à fabricação do produto ou prestação do serviço são absorvidos, independentemente de ser um custo direto ou indireto. Assim, os gastos são distribuídos (rateados) para todos os produtos ou serviços.
  • Custeio Direto ou Variável – Nesse caso, apenas os custos variáveis de produção do período são considerados. Os custos fixos (relativos à produção), pelo fato de existirem mesmo sem existir o desenvolvimento de produtos ou serviços. Resumindo, esse custeio separa os custos em variáveis e fixos. (obs – ele não é aceito em demonstrativos externos por ferir um dos princípios contábeis aceito no Brasil)
  • Custeio baseado em Atividades (ABC – Activity Based Cost) – Esse método utiliza o critério de atividades que foram realizadas e geraram algum tipo de custo para fazer a alocação de custos entre produtos desenvolvidos ou serviços prestados.

No final das contas, o método de custeio que fizer mais sentido para a sua empresa deve ser utilizado e, dependendo do seu negócio, pode nem fazer sentido usar um método de custeio específico. Agora vamos ver um passo a passo de como aplicar a contabilidade de custos no dia a dia da sua empresa.

Como fazer contabilidade de custos

  • Passo 1 – Liste todos os custos e despesas que existem na sua empresa
  • Passo 2 – Separe os custos diretos relativos a cada produto
  • Passo 3 – Compare o custo direto desse produto com o preço de venda aplicado

Se o custo direto for maior esse produto não tem margem de contribuição, ou seja, não vai contribuir para pagar os custos indiretos (também chamados de fixos)

Se o preço de venda for maior que o custo direto, passe para o próximo passo

  • Passo 4 – Faça o rateio dos custos indiretos (fixos) entre os produtos

Existem algumas maneiras de se fazer esse custeio. Abordamos algumas delas mais acima, nesse mesmo artigo. Se você não tiver dados que propiciem uma divisão “justa”, uma forma simples que já pode te dar uma noção é fazendo a porcentagem de vendas de cada produto e fazendo uma divisão balanceada dos custos entre eles

  • Passo 5 – Encontre o ponto de equilíbrio de cada produto

Com o rateio feito e a margem de contribuição entendida, você consegue identificar quantas unidades precisariam ser vendidas de cada produto ou serviço para empatar receitas e despesas. Se só tiver um produto, o cálculo do ponto de equilíbrio fica mais fácil de se fazer.

  • Passo 6 – Baseado nos 5 passos anteriores, trabalhe a melhor formação de preço de venda para o seu negócio e refaça os passos se for necessário.

Exemplo prático

  • Passo 1 – Para listar os custos eu vou usar uma loja de brinquedos com 3 produtos diferentes:
  1. a) Produto 1 – custo de R$100 por produto fabricado e preço de venda R$200
  2. b) Produto 2 – custo de R$150 por produto fabricado e preço de venda R$300
  3. c) Produto 3 – custo de R$70 por produto fabricado e preço de venda R$50
  4. d) Salário dos Funcionários – R$20.000
  5. e) Aluguel e outras despesas – R$10.000
  • Passo 2 – Agora, veja apenas os custos diretos (pode esquecer os indiretos por enquanto)

Produto 1 (R$100), Produto 2 (R$200) e Produto 3 (R$70)

  • Passo 3 – O cálculo para descobrir a margem de contribuição (MC) é bem simples: MC = Preço de Venda – Custos Diretos
  • a) Produto 1 – MC de R$100 (200 – 100)
  • b) Produto 2 – MC de R$150 (300 – 150)
  • c) Produto 3 – MC de – R$20 (50 – 70)
  • No nosso caso, um bom insight que poderíamos ter seria de tirar o Produto 3 do mercado ou modificar o preço de venda dele, já que no cenário atual ele só dá prejuízo para a empresa.
  • Passo 4 – Agora é o momento do rateio

Custos Indiretos = R$30.000 (10.000 + 20.000)

Nesse caso, como mostramos, existem algumas formas que podem ser utilizadas. Supondo que utilizássemos um método proporcional de acordo com a margem de contribuição de cada um, teríamos o seguinte cenário (veja que já retirei o produto 3 da conta. Se ele ainda estivesse, provavelmente o número de vendas teria que ser maior de acordo com o prejuízo apurado por ele):

a) Produto 1 – rateio de 40% (MC do Produto 1 / MC Total = 100/250 = 0,4 = 40%)

b) Produto 2 – rateio de 60% (MC do Produto 2 / MC Total = 150/250 = 0,6 = 60%)

Nesse caso, 40% de 30.000 = R$12.000 referente as vendas que o produto 1 precisará fazer e 60% de 30.000 = R$18.000 que o produto 2 precisará vender para atingir seu ponto de equilíbrio

  • Passo 5 – Agora vamos ver como chegar na quantidade que deve ser vendida. O cálculo também é simples, Ponto de Equilíbrio = Custos Fixos (Indiretos) / Margem de Contribuição

No caso do produto 1: Ponto de Equilíbrio P1 = R$12.000 / R$100 = 120 produtos 1 precisam ser vendidos para atingir o ponto de equilíbrio

No caso do produto 2: Ponto de Equilíbrio P2 = R$18.000 / R$150 = 120 produtos 2 precisam ser vendidos para atingir o ponto de equilíbrio

  • Passo 6 – Agora, supondo que internamente a empresa acreditasse que seria impossível vender (ou fabricar) 120 produtos 1 e 120 produtos 2. Nesse caso, a formação do preço de venda deveria ser questionada para entender se é possível atingir margens de contribuição melhores e, consequentemente, reduzir a quantidade de produtos necessários para se empatar.
Leia também:  Como alterar as permissões de aplicativo em um mac

Obviamente, todo o esforço que fizemos foi no sentido de encontrar o ponto onde as receitas e despesas são iguais e, se você tem uma empresa, vai pensar em como lucrar após encontrar esse valor.

Já tinha olhado para a contabilidade dessa forma?

Não sei você, mas já vi muita gente com aversão à palavra contabilidade, porque parece difícil e mexe com muitos números, cálculos e demonstrativos, mas a verdade é que se você não se apegar às definições mais técnicas, verá que no final das contas esse processo de contabilidade de custos não passa de uma apuração dos seus gastos que você mesmo pode fazer sem dificuldade alguma.

Para fechar, vale lembrar de como essa análise ajuda na formação de preço de venda e em decisões sobre a precificação de seus produtos, serviços e escolha de como se posicionar no mercado.

Como Calcular Custos Fixos: 11 Passos (com Imagens)

Como Calcular Custos Fixos

  1. 1

    Faça uma lista de todas as despesas de um certo período. Geralmente são verificados os gastos por trimestre ou ano.

    Caso não tenha um livro caixa ou um software de contabilidade, será preciso mudar os hábitos e passar a fazer a contabilidade do seu negócio.

    Guarde todos os recibos de compras e, pelo menos uma vez por semana, anote todas as despesas em um livro caixa ou outro local de sua preferência. Anote todos os detalhes da despesa, incluindo:

    • Valor.
    • Data.
    • Motivo do gasto.
    • Anote se o gasto for recorrente (é um gasto que ocorre todo mês?).
  2. 2

    Separe o custo fixo do custo variável. O custo fixo não muda, não importa o quanto está sendo produzido. Caso tenha uma fábrica de cartões postais, o custo fixo não muda esteja ela produzindo 100 ou 100.000 cartões. O custo variável muda dependendo de quanto é produzido diariamente. Por exemplo, na fábrica de cartões postais é possível classificar os custos da seguinte maneira:

    • Custos fixos: Aluguel/Financiamento do imóvel, segurança, impostos, seguros.
    • Custos variáveis: Papel, tinta, frete de envio.[1]
  3. 3

    Preste atenção aos custos fixos que as pessoas costumam esquecer. Procure no livro caixa as despesas que são pagas regularmente todo mês ou uma vez por ano.

    Os custos fixos são essenciais para a empresa funcionar, e podem até mesmo aumentar ou diminuir caso o seu negócio também cresça ou diminua. No entanto, essas despesas não têm uma relação direta com a quantidade de bens produzidos.

    Além disso alguns custos são híbridos, tendo uma parcela fixa e uma variável. Por exemplo:

    • Despesa com folha de pagamento: Pode ser necessário contratar mais funcionários dependendo de quantos cartões forem produzidos, no entanto, a quantidade de funcionários no setor administrativo, contadores, etc. vai permanecer a mesma, a menos que a empresa cresça muito.
    • Impostos, taxas, licenças, etc: Alguns impostos podem aumentar conforme aumenta o faturamento da empresa, mas certas taxas, renovação de alvará, IPTU, IPVA, etc. continuam sendo o mesmo valor.
    • Manutenção: Talvez sua empresa passe seis meses sem precisar fazer nenhuma manutenção, mas de repente seja preciso consertar todo o maquinário. O custo com manutenção pode parecer variável, mas eles são inevitáveis em todos os negócios. Veja os registros financeiros antigos, ou faça uma média dos gastos com consertos em um período de 12 meses e você notará que a manutenção das máquinas é um custo fixo.[2]
  4. 4

    Divida o custo fixo pelo total de unidades produzidas. Essa é uma maneira simples, mas importante para ajudar a definir os preços e encontrar formas de melhorar seu negócio.

    Por exemplo, o custo fixo de uma pequena empresa de cartões postais em um mês é de R$100. Suponha que a empresa produziu 200 cartões nesse mês. Isso significa que cada cartão produzido teve um custo fixo de R$0,50.

    Quanto mais cartões forem feitos, menor será esse custo, resultando em lucros maiores.

    • Esse valor é conhecido como “custo fixo por unidade”.[3]
  5. 5

    Entenda como uma produção maior reduz o custo fixo por unidade. Os custos fixos são inevitáveis, e a única maneira de eliminá-los é fechando a empresa. Geralmente não é possível reduzi-los diretamente, mas o impacto pode ser reduzido ao fabricar e vender mais. É por isso que a produção em massa é considerada mais barata do que a artesanal. Voltando ao exemplo dos cartões postais:

    • Suponha que custo fixo total é de R$500.000. Para cada unidade é preciso gastar R$0,50 em papel, tinta e mão de obra para a produção.
    • Caso fabrique 500.000 cartões, cada unidade custará R$1 em custos fixos. Somando aos custos variáveis (tinta, papel, etc.) o preço de custo total de cada cartão será R$1,50.
    • Caso o cartão seja vendido por R$2,50 a unidade, o lucro seria de R$1 por cartão.
    • No entanto, caso sejam produzidos e vendidos 1.000.000 de cartões, o custo fixo cairia para R$0,50 por cartão, levando o custo total para R$1,00. O lucro agora será de R$1,50 por cartão, sem a necessidade de alterar os preços dos cartões.
      • Contudo, tenha em mente que na realidade isso não é algo tão simples. Aumentar a produção drasticamente pode elevar os custos fixos, embora os custos variáveis também possam diminuir. No entanto, a ideia básica de diminuir os custos fixos através da produção em massa funciona.[4]

Teste gratuitamente o Flua

O Flua simplifica a realização das tarefas diárias para que você tenha controle das finanças enquanto cuida dos seus clientes.

Parece pouco? Tem muito mais!

Inicie imediatamente o seu teste, sem compromisso, e se surpreenda!

Preencha agora o formulário para

iniciar sua avaliação gratuita de 7 dias!

Seus dados estão protegidos conosco.

O segredo não está na receita, mas na experiência.

A usabilidade é nossa principal preocupação!

O Flua é um sistema simples, intuitivo e funcional.

Iniciar o seu Teste Gratuito

Confira o que nossos clientes dizem sobre o Flua:

“O Flua se tornou ferramenta indispensável para nós da Welter Empreendimentos, pois encontramos nele informações que nos auxiliam na tomada de decisões, referente tanto a novos projetos quanto aos que estão em andamento. o Flua para nós não é apenas uma ferramenta de fluxo de caixa, mas uma ferramenta que demonstra a saúde financeira da empresa.”

Robert Welter

Diretor na Welter Empreendimentos

“O ganho com a implantação do Flua foi nítido, pois deixamos de utilizar planilhas avulsas, onde muitos dados e documentos importantes para a gestão de nosso escritório se perdiam.”

Rita Perondi

Advogada na Perondi Advogados

Fazer a escolha certa nem sempre é difícil.

Teste o Flua por 7 dias sem pagar nada e obtenha ótimos resultados!

Iniciar Agora

Seus dados estão protegidos conosco.

Você aproveitará as suas vantagens para SEMPRE!

Fluxo de Caixa

Nunca mais sinta que você não está no controle. Nunca mais fique perdido com as finanças da sua empresa!

Entenda o caminho que o seu dinheiro percorre, quais contas são responsáveis por diminuir o seu lucro e quais são responsáveis por potencializá-lo.

  • Contas a pagar
  • Mantenha o controle ficando em dia e evitando a bola de neve de juros das contas a pagar atrasadas!
  • A organização das suas contas será intuitiva e você a entenderá profundamente através de diferentes gráficos e relatórios.

Contas a receber

Quais fontes de receita estão contribuindo mais para o lucro da empresa? Devo parar de vender alguma?

Saiba onde você deve enfatizar os seus esforços comerciais para potencializar seu lucro e onde você deve eliminar o desperdício de tempo e lucro.

  1. Multi Empresas
  2. Gerencie e visualize as finanças de todo seu grupo empresarial em conjunto ou separadamente!
  3. Para empresas diferentes do grupo, matriz e filiais, você poderá agrupá-las ou dar um zoom no financeiro de cada uma.
  • Centros de Custos
  • Entenda a responsabilidade de cada centro nos custos e receitas na empresa!
  • Os centros de custos permitirão o agrupamento de informações por Unidade Estratégica de Negócios, Setor ou Projeto.
  1. Usuários Ilimitados
  2. Delegue o acesso a informações e operações de acordo com a responsabilidade de cada usuário!
  3. Você poderá criar grupos com permissões personalizadas de acordo com as suas necessidades.
  • Resumo Financeiro
  • Sem perder tempo, bata o olho
  • e saiba como está a saúde
  • financeira da sua empresa!
  • Contas a pagar e a receber, previsões, saldos, gráficos e relatórios.
  • As principais informações nas suas mãos!
  1. Gráficos e Relatórios
  2. Para onde está indo o meu lucro?
  3. Eu gasto mais com o que?
  4. Qual categoria traz mais receita?
  5. Acesse informações rápidas e em diversos formatos para você tomar as melhores decisões!
  • Sistema Online
  • Trabalhe de onde quiser, nunca mais compre um servidor caro e fique escravo de caras manutenções!
  • O sistema poderá ser acessado de qualquer computador com acesso a Internet.
  1. Segurança
  2. Só você e quem você autorizar terá acesso aos seus dados.
  3. Nem nós teremos!
  4. A segurança é garantida através de um Certificado de Segurança Digital (SSL).
  • Estabilidade
  • Sempre disponível, rápido e seguro com a ajuda da melhor infraestrutura de servidores do mundo!
  • Seu sistema na Amazon Web Services, por menos de 2 reais por dia!
  1. Lembretes Diários
  2. Nunca mais pague juros,
  3. pois esqueceu de pagar uma conta!
  4. Nunca esqueça de cobrar um cliente!
  5. Receba resumos diários por e-mail que te ajudarão a lembrar das contas a pagar e também a receber!
Leia também:  Como alterar seu nome no skype: 12 passos (com imagens)

Iniciar o seu Teste Gratuito

Seus dados estão protegidos conosco.

Para lucrar

é fundamental controlar

De forma simples, controle o seu fluxo de caixa e tenha as informações fundamentais para que a sua empresa lucre mais!

O sucesso das suas finanças

está na tomada de decisões

Você merece clareza quando se trata de crescimento, lucratividade, projeções futuras e as informações fundamentais para a gestão e planejamento do seu negócio.

Simples, rápido, fácil e totalmente online!

Você poderá trabalhar quando quiser e onde estiver.

Iniciar o seu Teste Gratuito

Seus dados estão protegidos conosco.

Para que as suas finanças estejam bem,

você não pode ter surpresas na saúde financeira da sua empresa.

Inicie agora seu teste gratuito de 7 dias:

Seus dados estão protegidos conosco.

7 passos para saber qual é o custo operacional da sua empresa! – Fotologia Podcast

Você sabe quanto você precisa ganhar para continuar trabalhando todos os meses? Sabe qual o valor mínimo de faturamento para garantir a saúde financeira do seu negócio? Entende o que significa custo operacional e como ele pode te ajudar no seu planejamento financeiro?

Saber responder a essas perguntas é essencial para garantir que o seu empreendimento continue em funcionamento e para que você se mantenha competitivo no mercado. E, para isso, é necessário entender qual é o custo operacional do seu negócio. Descubra agora mesmo como calcular o seu custo operacional por meio desses 7 passos.

Passo 1: Entenda o significado de custo operacional

Em primeiro lugar, é essencial entender o que é o custo operacional e qual a sua função no planejamento financeiro da empresa. O custo operacional é a quantidade de recursos financeiros que a sua empresa gasta todo mês para se manter em funcionamento.

  • Ou seja, ele envolve um cálculo do mínimo do quanto você precisa receber mensalmente para realizar todas as suas atividades básicas.
  • Calcular o custo operacional do seu negócio permite que você determine o preço dos seus serviços de forma justa e a margem de lucro que garante a sua saúde financeira.
  • Além disso, ao calcular o custo operacional, você consegue visualizar as suas despesas de maneira mais global, identificando onde você pode reduzir custos e aumentar o seu faturamento.

Passo 2: Calcule a média das suas despesas

Faça um levantamento de todas as suas despesas durante os últimos três meses. Não deixe de incluir nenhum gasto. Registre gastos com materiais, deslocamento, aluguel de espaço, marketing, alimentação e manutenção de equipamentos.

Porém, saiba diferenciar despesas de investimentos. A manutenção do seu equipamento é uma despesa. Já a compra de novos equipamentos consiste em um investimento e não deve ser incluída no seu cálculo.

Após registrar as despesas dos últimos três meses, calcule a média dividindo a soma das despesas por três. Dessa forma, você terá em mãos o custo operacional do seu negócio, ou seja, o mínimo que você precisa para continuar em funcionamento.

Passo 3: Calcule o percentual do custo operacional no seu faturamento

Após calcular o valor total do seu custo operacional, calcule qual a porcentagem do seu faturamento que corresponde ao seu custo operacional. Para isso, é necessário que você divida o valor encontrado no cálculo da média das suas despesas pela média do seu faturamento dos últimos três meses.

Para entender melhor como funciona, imagine que o seu custo operacional é de R$ 1.500,00 e a média do faturamento dos últimos três meses foi de R$ 5.000,00. Dessa forma, o percentual do seu faturamento que corresponde ao seu custo operacional é de 0,3, ou seja, 30%.

Isso significa que 30% do valor que você recebe mensalmente é gasto apenas com a manutenção básica do seu funcionamento.

Passo 4: Calcule o seu ponto de equilíbrio

O ponto de equilíbrio corresponde ao volume de faturamento mínimo que você precisa para cobrir o seu custo operacional. Ou seja, é o ponto mínimo que você precisa ganhar para garantir que o seu negócio seja lucrativo.

Para isso, você precisa calcular a sua margem de contribuição, que corresponde a subtração dos custos variáveis do faturamento médio. Ou seja, se o seu faturamento médio é de R$ 10.000,00 e seus custos variáveis são de R$ 7000,00, a sua margem de contribuição é R$ 3.000,00.

Se você divide esse valor pelo faturamento médio, você obtém a margem de contribuição de forma percentual. No caso acima seria 3.000/10.000, que resulta em 0,30 (ou 30%).

Para calcular o ponto de equilíbrio é necessário dividir os seus custos fixos pelo percentual da sua margem de contribuição. Considerando que seus custos fixos são de R$ 4.000,00, por exemplo, o valor do seu ponto de equilíbrio seria de R$ 13.333,33.

Isso significa que o seu faturamento mensal mínimo deve ser de R$ 13.333,33 para garantir a lucratividade e saúde financeira do seu negócio.

Passo 5: Identifique custos desnecessários

Com seu custo operacional em mãos, você consegue identificar quais são aquelas despesas que podem ser reduzidas ou eliminadas. Reveja os seus fornecedores de materiais e manutenção do seu equipamento. Faça pesquisa de preços e avalie a real necessidade de cada um dos seus gastos.

Dessa forma, você consegue reduzir o custo operacional da sua empresa e aumentar a sua lucratividade sem necessidade de aumentar muito o preço sobre os seus serviços. Com isso, você atrai mais clientes e se mantém competitivo no mercado.

Passo 6: Reveja o preço sobre os seus serviços

Mesmo depois de eliminar todos os gastos desnecessários, pode ser necessário revisar o valor dos seus serviços para manter a saúde financeira do seu negócio. Você pode fazer isso sem perder os seus clientes utilizando algumas estratégias.

Primeiro, pesquise os seus concorrentes e avalie quanto cada um cobra pelos seus serviços. Dessa forma, você consegue identificar se o valor calculado é coerente com a situação da sua área de trabalho. Após esse processo, aumente o seu preço mas evite mudanças muito radicais. Faça ajustes de tempos em tempos para que os seus clientes não sintam o impacto da mudança.

Além disso, busque recompensar clientes fiéis com promoções e descontos. Lembre-se de que algumas vezes é melhor realizar promoções para aumentar as suas vendas e fidelizar clientes do que perdê-los para os seus concorrentes.

Passo 7: Avalie periodicamente a saúde financeira do seu negócio

O mercado está em constante mudança e, dessa forma, é necessário refazer os seus cálculos de tempos em tempos. Há ajustes no preço de materiais e equipamentos e na sua área de trabalho. Dessa forma, não deixe de rever a saúde financeira do seu trabalho periodicamente para garantir que você está competitivo no mercado.

Após seguir esses passos, você tem mais consciência do seu custo operacional e da saúde financeira do seu negócio de forma global. Dessa forma, você pode tomar decisões mais assertivas quanto ao seu planejamento financeiro a longo prazo e possíveis investimentos. Com isso, você se mantém competitivo no mercado e garante a longevidade do seu negócio.

Quer saber mais sobre como calcular os preços dos seus serviços? Leia nosso blogpost sobre o assunto e confira.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*