Como beijar seu namorado pela primeira vez (para meninas no fundamental)

Como Beijar seu Namorado Pela Primeira Vez (Para Meninas no Fundamental)

Foto: Thinkstock

O beijo é algo muito pessoal e íntimo e, mais além, é um resultado que depende do envolvimento de duas pessoas. Será que existe uma fórmula para um beijo bom? Certo é que esse encaixe é um forte termômetro para medir a interação e até o futuro de um relacionamento. Afinal, como namorar alguém de quem você não gosta do beijo?

Depois de todo o trajeto que culmina no acontecimento do beijo – a apresentação, o flerte, os olhares, a aproximação – seria uma pena perder todo esse trabalho com um beijo sem graça.

Cada um tem sua forma de beijar, de iniciativa e de toques. O importante é que o laço seja agradável e envolvente, buscando a harmonia e o prazer mútuo.

Tem beijo com muita ou pouca língua, beijo ‘selinho’, beijo parado, rápido, leve ou forte. Como a variedade é grande e cada um tem seu jeito particular, a busca do equilíbrio por ambas as partes se faz essencial. Um momento tão íntimo como esse merece toda a nossa sensibilidade e algumas técnicas também podem ajudar.

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10 mandamentos para um beijo perfeito

  1. Busque a harmonia. Siga o ritmo do outro, com suavidade e sem afobação, adaptando seu beijo ao que ele oferece. Um dos dois é sempre mais ativo. Tente se ajustar ao jeito dele mas também tenha sua parcela de atitude. Buscar o equilíbrio entre o seu modo de beijar e o dele é sem dúvida a melhor maneira de começar um beijo satisfatório.
  2. Movimente-se suavemente. Durante o beijo, não são apenas boca e língua que trabalham, todos os sentidos são estimulados e influenciam para o sucesso do beijo. Se solte e deixe todo o corpo interagir nesse momento especial.
  3. Use não só os lábios mas também a língua e os dentes (para uma mordidinha de leve). O segredo é variar nos movimentos para deixar o beijo mais instigante e não cair na mesmice. Ninguém aguenta uma boca parada com uma língua super agitada, ou uma língua morta em uma boca inquieta.
  4. A língua não precisa ser a primeira coisa do beijo, mas é fundamental que ela participe. Um beijo sem língua pode parecer vazio, sem graça. Faça movimentos circulares ou deixe ela ir para onde quiser.
  5. Estimule os sentidos. O perfume, o hálito, o toque, o cenário, todos os sentidos são importantes para um beijo perfeito. Use um perfume agradável e escolha um ambiente que combine com o clima, seja um evento ou um lugar mais tranquilo.
  6. Use suas mãos para um cafuné ou carinho. Envolva o moço em um abraço gostoso e segure seu rosto e seu pescoço com as mãos, suavemente.
  7. Olhos fechados possibilitam uma intensificação das sensações além de ajudar a soltar a imaginação. Mas uma troca de olhares apaixonados pode ser muito legal também, até para você perceber alguma reação dele.
  8. Pode parecer redundante, mas a higiene bucal é certamente um dos fatores decisivos. Mau hálito não combina em nada com o beijo. Mas não adianta cuidar dos dentes no dia do acontecimento: a manutenção do bom hálito e da saúde oral exige atenção diária e uma boa alimentação.
  9. Mas ninguém está livre de uma situação constrangedora após muitas horas sem escovar os dentes. Em uma ocasião destas, é possível disfarçar com balas ou chicletes. Experimente tomar sucos ou comer frutas como maçã, abacaxi e limão. Essas frutas são adstringentes e tem o poder de limpar a boca, a garganta e as cordas vocais, quase que instantaneamente.
  10. Termine com um beijo selinho. Pode parecer engraçado mas o estalinho no final do beijo é quase uma regra. Assim o clima vai se dissipando aos poucos, sem uma interrupção radical.

O beijo é o que define um relacionamento

Sem beijo não há nada. Quando um casal não se acerta no beijo, a causa está perdida. O beijo, muito mais que o sexo, define o relacionamento. Bons beijos dão bons romances. Beijos ruins dão romances ruins. Não existe sexo excitante com beijo medíocre.

Acho poético o código das marafonas. Elas entregam tudo em troca de moeda, mas não o beijo. O sexo pode ser comércio. O beijo, nunca.

Um relacionamento floresce quando dois querem se beijar com volúpia molhada de um convalescente que depois de uma longa temporada na clausura sai enfim à rua. E você percebe que alguma coisa mudou, e para pior, quando perde a vontade de colar seus lábios aos dela.

A falência do beijo antecipa a do amor.

Beijo. Não sei por que decidi escrever sobre beijo. Ou melhor: sei. É que passei outro dia, depois de muito tempo, pelo lugar em que ia dançar nas noites de domingo. Mingau. Era assim que chamávamos aquelas festas ingênuas de domingo que começavam às 8 e terminavam à meia-noite. Nem sei se existem ainda.

Vejo agora que escrevi dançar. Só posso descrever os passos desgovernados que eu dava no salão como dança à luz de uma generosa licença poética ou de uma espantosa demonstração de auto-indulgência.

É interessante como a vista de certos lugares instantaneamente reaviva lembranças que nos pareciam mortas. Ao ver a fachada daquele salão, retrocedi anos. E foi então que vi ali dentro do salão aquela menina cuja pele tão clara contrastava notavelmente com os cabelos negros como piche.

Como Beijar seu Namorado Pela Primeira Vez (Para Meninas no Fundamental)

Márcia tinha o ar de inocência maliciosa que é tão genuíno em meninas quando estão se transformando em mulheres. Um certo ar que, depois, nem mesmo o cálculo mais fino consegue reproduzir. Bandeira tem um verso lindo sobre isso: o precário frescor da pubescência.

Outro dia escrevi sobre os olhos da Natasha de Tolstoi, aqueles olhos de estrela que as mulheres só têm na era da inocência. Márcia tinha olhos de Natasha quando nos encontramos no acaso de um salão.

Jamais esqueci a música que tocava quando tirei Márcia para dançar. O refrão dizia: I am so happy. Eu também estava tão feliz ali, aos 15 anos, com a deusa daquele salão de adolescentes.

Terminada a música, nos encostamos em uma pilastra. E então nós parecíamos aquele casal do quadro de Klimt chamado O Beijo. Para ser honesto, acho que nossas línguas nem sequer se encontraram, mas que importa? Foi meu primeiro beijo.

Lembro, nos detalhes, as palavras que disse a ela em minha voz titubeante de garoto que quer parecer homem. Foram consideradas engenhosas por meus amigos e, depois, descaradamente copiadas nas tentativas de ganhar um beijo de boca, quase sempre com êxito.

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Falei com Márcia uma ou duas vezes depois daquele triunfo espetacular. Uma demorada temporada no hospital me impediu de tentar repetir o beijo. Numa das vezes, estava exatamente no hospital. Acho que alguém, provavelmente minha mãe, lhe deu o telefone do hospital quando ela ligou para minha casa.

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O som de sua voz me confortou como a visão de um amigo numa terra estranha. Depois, não restou nada, senão uma lembrança que aos poucos foi se esgarçando até ressurgir, como que por milagre, restaurada muitos anos depois, quando passei pela frente do velho salão. O telefone jamais voltaria a tocar em nome de Márcia.

Uma velha cigana, num romance de Hemingway, diz a uma jovenzinha pela primeira vez apaixonada que, na vida de uma mulher, há três ocasiões em que a terra treme.

Num romance de Norman Mailer alguém, mais parcimonioso, diz que há uma única vez na vida de uma mulher em que ela olha para um homem e um macaco parece saltar dentro de seu estômago.

Para um homem a conta não é diferente. A terra não tremeu exatamente para mim naquela noite em que tive Márcia nos braços e dei meu primeiro beijo. Mas de alguma forma saí daquele beijo diferente do que eu tinha sido até então.

Me pergunto o que a vida fez de Márcia. Proust escreveu que as ruas e os lugares infelizmente são fugitivos como os anos. Acrescento o seguinte: também as pessoas infelizmente são fugitivas como os anos.

O que acontece no corpo durante um beijo

“Um só minuto de beijo e, no entanto, quantos segundos de espanto!”

A frase é de Vinicius de Moraes, mas a sensação descrita é compartilhada pela maioria das pessoas. Será possível explicar racionalmente o que um gesto tão instintivo provoca dentro do organismo?

“O beijo é um ato que faz o indivíduo se lembrar inconscientemente da amamentação, um período de entrega total. Por isso, traz conforto e confiança”, avalia o ginecologista e sexólogo carioca Amaury Mendes Júnior.

Para a psiquiatra Carmita Abdo, da Universidade de São Paulo, ele faz parte de uma espécie de iniciação no mundo.

“A boca é o principal órgão da comunicação e aprendemos desde cedo a demonstrar afeto por meio do beijo”, diz.

A ciência e o beijo

Nos últimos anos, a ciência se debruçou sobre o legítimo boca a boca e busca enxergá-lo inclusive como um mecanismo de perpetuação da linhagem.

O homem prefere beijos molhados, por exemplo, porque tentaria lançar mais testosterona, o hormônio do apetite sexual, no corpo da mulher, despertando seu desejo.

Corre uma hipótese de que o macho poderia até mesmo inferir a quantidade de estrogênio na saliva da fêmea, indício de fertilidade e boa prole.

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Também se investiga como o beijo interfere no cérebro e proporciona bem-estar.

Um estudo da neurocientista Wendy Hill, do Lafayette College, nos Estados Unidos, constata que o encontro bucal aumenta a produção de ocitocina, o mesmo hormônio que instiga vínculos entre o bebê e a mãe. “O beijo aplaca o estresse e faz liberar endorfinas, substâncias por trás da sensação de tranquilidade”, diz Carmita.

Como Beijar seu Namorado Pela Primeira Vez (Para Meninas no Fundamental)

Termômetro sexual

Para Mendes Júnior, as carícias entre os lábios são ainda um indicativo de uma vida sexual saudável. “Quando um casal não se beija, a relação já não tem o mesmo afeto”, afirma. Por outro lado, parceiros que investem em beijos mais calientes têm maiores chances de garantir ou resgatar a qualidade do bem-bom.

“Esse ato é marcado por uma sensação erótica, já que as mucosas da boca são muito enervadas e vascularizadas, só perdendo para os genitais”, explica. Dá para entender, portanto, por que a troca de saliva estreita os laços e aumenta a autoestima entre o casal.

E você há de convir que não existe melhor presente para quem quer ser eternamente namorado.

  • Beijar
  • Bem-estar mental
  • Comportamento – sexo

A primeira vez que eu beijei (de verdade) – TODXS

Como Beijar seu Namorado Pela Primeira Vez (Para Meninas no Fundamental)

Quem nunca se deparou com a clássica pergunta: “Como foi seu primeiro beijo”?. Se você for homossexual, como eu, com certeza parou por dois segundos (que pareceram uma eternidade) para ponderar se deveria responder sobre o primeiro beijo, ou sobre o que você considera o primeiro válido.

Eu poderia responder que meu primeiro beijo de língua foi com um garoto chamado Guilherme — depois de muitos selinhos com outros garotos como Gabriel ou Kleyton. Mas a verdade é simples, nua e crua: todas as minhas experiências de beijo heterossexual tiveram em mim, fisicamente e psicologicamente, exatamente o mesmo efeito de tomar uma cerveja quente ou uma coca sem gás.

Já tomou cerveja quente ou coca sem gás? Não é insuportável a ponto de você jogar a garrafa longe e gritar a plenos pulmões “BLEEEERRRGH!!!! QUE NOJO!!!”, mas com certeza é sem graça o suficiente pra você se questionar: aff, por que eu estou tomando isso mesmo?

O mais engraçado é que desde os 4 anos eu já sabia que sentia interesse exclusivamente por meninas, mas a inocência em não saber que interesse era esse e a pressão da sociedade me fizeram insistir em garotos.

Eu lembro de ter 13 anos, algumas experiências com beijos, mas sempre me questionava qual era a graça do beijo, por que as pessoas gostavam tanto de beijar e só falavam nisso o tempo todo, se toda vez que eu beijava era a coisa mais sem graça e entediante que eu já tinha feito na minha vida inteira. E o pior: nem passava pela minha cabeça que, talvez, se eu beijasse uma menina as coisas poderiam ser diferentes.

Um belo dia estava saindo da escola e passei por uma loja onde uma amiga da minha irmã mais velha trabalhava, a F.

Ela me viu passando, chamou e pediu para entregar uma carta que ela tinha escrito para a minha irmã (não existia Whatsapp ou Instagram na época). Eu disse que entregaria, claro.

Mas ela também aproveitou e disse que me achava muito legal, que já estava de saída do trabalho e perguntou se eu queria dar uma volta na praça que tinha ali perto para conversarmos e nos conhecermos melhor. Topei!

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Estávamos as duas, eu e F., andando por essa praça que era bem escondida e não tinha ninguém por perto.

Ela começou falando que era muito legal da minha parte entregar a carta, que minha irmã falava muito de mim e que ela e eu tínhamos muito em comum e poderíamos ser amigas.

Ficamos mais ou menos uma hora jogando conversa fora sobre música, filmes, escola e outros assuntos. Até que deu a hora de eu ir embora, pois estava escurecendo.

Começamos a andar de volta para a avenida principal e, no meio do caminho, tinha uma casa com uma roseira enorme. Ela olhou com os olhos brilhando e disse “Nossa, que rosas lindas!”. Eu, que já era uma sapateen não praticante, mas que mandava bem no xaveco e achava ela uma gata, subi no muro e roubei uma rosa. Entreguei pra ela, e foi quando o inesperado e mágico aconteceu.

Ela agradeceu e me abraçou. Sem desgrudar do abraço, ela me deu um beijo na bochecha, em seguida um beijo mais próximo da boca, depois no canto da boca… E aí ela me beijou!

ANJOS DESCERAM DOS CÉUS TOCANDO SUAS TROMBETAS! FOGOS DE ARTIFÍCIO EXPLODIRAM NOS CÉUS! UM CORAL DE ELFOS CANTOU ALELUIA!

A boca dela era tão suave, os lábios grossos que buscavam os meus com vontade, os corpos grudados, minha barriga cheia de borboletas, me sentindo cada vez mais quente, com muito calor, e eu mal conseguia respirar. Eu queria que aquele momento nunca acabasse. Nunca!

Nossas bocas se separaram, ela me olhou nos olhos profundamente, e eu disse: “Uau! Agora eu entendi.”, ela riu.

Ela nunca perguntou o que eu tinha entendido, não precisava, estava claro. Talvez ela já soubesse que eu era uma lésbica presa no escuro do armário e que precisava só dar uma espiadinha pra fora pra me libertar. Foi isso que ela fez, me libertou!

Depois daquele momento eu entendi que todas as minhas experiências com garotos tinham sido basicamente uma perda de tempo, que não tiveram importância nenhuma na minha vida e que só tinham me afastado de momentos incríveis como esse, de sentir um calor no peito e no corpo que aqueles garotos nunca seriam capazes de me fazer sentir. Naquele momento eu entendi o que significava o meu interesse em garotas, por que elas pareciam tão atraentes pra mim e porque eu não queria ser apenas amiga delas.

É claro que minha irmã descobriu, rolaram alguns problemas e eu nunca mais vi a F. Nunca mais beijei a boca dela. Mas também nunca mais esqueci. Porque foi ali, naquele breve momento, que minha vida de verdade começou.

Dúvida: o beijo é importante em um encontro casual?

Pesar sobre o momento certo de dar ou receber o beijo é fundamental para o encontro casual terminar bem

A pergunta que tem sido feita pelas pessoas que adotaram os encontros casuais como forma de se divertir ou responder às necessidades do corpo, como o sexo, por exemplo, é se o beijo deve estar entre as ações que devem ser aplicadas e em qual momento ele deve ocorrer.

As mulheres são as que mais pesam quando é o momento certo para beijar e se este ato, em muitos casos, pode representar um sinal diferente do que é desejado, de uma relação sem compromisso.

Para a sexóloga Carla Cecarello, consultora do site C-date, o beijo é uma parte daquilo que se espera numa relação sexual, porém, antes de chegar a transa em si, o beijo pode ser atrativo ou pode estragar totalmente o encontro.

Muitas coisas podem dar errado quando você beija alguém pela primeira vez. Num encontro casual então, as pessoas podem ter trocado impressões pelas redes sociais ou pelos sites de relacionamento, como é o caso do C-date, e não se conhecem pessoalmente.

“Nestes casos, o beijo pode ajudar ou atrapalhar o que se pretende, pois pode ser incrível ou constrangedor”, analisa a sexóloga. A decisão deve ser cautelosa, porque o beijo num primeiro encontro casual pode parecer o oposto daquilo que se pretende. Na vida real, tudo, desde o início até o final num encontro casual, é embaraçoso para ambas as partes.

Se não houver consciência, o beijo pode dar impressão de que não é apenas momentâneo e confundir como início de uma relação efetiva.

Segundo a sexóloga do C-date as vezes um beijo dado com intensidade gera impressão de que aquilo está sendo uma ação de interesse.

 “Ou seja, se as pessoas não entendem que o encontro é casual e que mesmo sendo um beijo intenso, com vontade, gostoso, pode criar situações constrangedoras posteriormente, quando a pessoa perceber que nada daquilo é para uma relação de amantes ou que não voltarão a se encontrar futuramente”, diz a sexóloga.

A razão, de acordo com a consultora do C-date, é que a relação casual não impõe um dia seguinte, um novo encontro, uma repetição daquilo que ocorreu quando os beijos foram trocados.

 “Se o encontro terminar na cama e a transa for realmente inesquecível, a pessoa tem de saber que aquilo ocorrerá somente naquele momento, naquele dia”, explica Carla Cecarello. Isso não é definitivo. As pessoas podem marcar de se ver novamente.

Se o beijo ocorrer de forma intensa é bom saber que, na maioria das vezes, “a pessoa não deve se impressionar ou achar que vai iniciar um relacionamento amoroso”, complementa a especialista.

Em um primeiro encontro as pessoas mostram a melhor versão delas para alguém, então ir para um beijo na hora errada pode ser perigoso ou mesmo causar impressões indesejadas. No entanto, se a pessoa desperdiça uma oportunidade, dada pelo outro, pode ficar sob pressão.

 O que a regra dos encontros casuais diz é “beijar no primeiro encontro é uma ótima maneira de avaliar a química, além de ser divertido e quase sempre muito bom”, salienta a sexóloga.

 Quando se praticam encontros casuais os complementos, como uma boa conversa, inteligência, astúcia e, principalmente, os coquetéis, os petiscos, ajudam a descontrair e facilitam o caminho para ambos decidirem sobre o momento de ir para o motel, para a casa de um deles ou, simplesmente, quando vão transar.

Nem todo beijo será épico, tremendo ou alucinante. Portanto, antes de deslizar a boca para a do parceiro ou parceira, é importante ter a certeza de que não vai cometer erros, ter consciência de valer só para aquele momento, uma única vez. “Essa é a lei dos encontros e sexo casual”, afirma a consultora do C-date.

Carla Cecarello orienta aos parceiros definirem o clima para um bom primeiro beijo. Segundo a especialista, um pouco de lubrificação, de libação, pode ajudar a aliviar a tensão, principalmente se os dois não estiverem muito certos de como chegar lá.

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Por isso, a consultora do C-date indica três importantes passos para o beijo ocorrer sem erros:

  • Não esperar até o fim do encontro: Nada é mais indutor de estresse do que aproximar-se do final da noite e imaginar se o seu encontro vai dar um passo ou se você perdeu sua chance de beijar. Se isso está acontecendo, é porque você esperou demais e ou deu sinais errados para o parceiro(a).
  • Perceber os sinais: Quando alguém se inclina, provavelmente significa que está sinalizando o que quer fazer, então, ou devolva o sinal ou tome a iniciativa e deslize para a boca dele(a).
  • Boca e dente limpos na hora do beijo: Pode parecer piegas, principalmente se o encontro casual começar com um jantar ou uma bebidinha com petiscos, mas na maioria das vezes até o final dos petiscos, o beijo nem sempre acontece. Então, dê uma paradinha, vá ao toalete e dê uma escovada nos dentes. Para muitas pessoas (homens e mulheres) o medo de que a boca não esteja limpa adequadamente ou o hálito não esteja de acordo, pode bloquear o ato de beijar.

Texto: Benê Rodrigues/VeCComm

Foto: Niki Sanders/ Unsplash

O beijo é fundamental? – Diário do Grande ABC

Andréa, uma professora universitária de 32 anos, e

Andréa, uma professora universitária de 32 anos, está separada há três. Há pouco tempo, conheceu Sérgio, e logo começaram a namorar. Os dois, apaixonados, se encontram todos os dias; têm vários interesses em comum e fazem sexo com freqüência.

A vida social é animada, viajam nos fins de semana e sempre encontram muitos amigos. Para ela, tudo seria perfeito se não houvesse um problema, que lhe parece grave. “Acho que a relação com o Sérgio foi a melhor que tive até hoje. Sexualmente, nem se fala. Pela primeira vez descobri o que é ter orgasmos múltiplos.

Sei que ele tem muito tesão por mim também, mas não consigo entender uma coisa: ele não me beija na boca. Isso me perturba muito. Sempre acreditei que o beijo na boca fosse natural quando se ama. Se tento falar sobre isso, ele muda de assunto.

Essa atitude dele está me deixando tão insegura, que até já pensei em acabar tudo. Considero o beijo fundamental em uma relação amorosa.”

***

Para os adolescentes dos anos 1960, só tinha graça ir ao cinema acompanhado se fosse para sentar na última fila. Era ali que se podia beijar à vontade. O beijo era o limite da decência e o máximo permitido, portanto, deveria ser muito bem dado.

Beijar bem ou mal transformara-se em uma grande questão e servia de critério para valorizar ou desprestigiar um namorado. O primeiro beijo, então, nem se fala. Revestia-se de importância especial e era aguardado com ansiedade.

Em muitos grupos circulava um caderno de recordações em que os jovens respondiam a várias perguntas, sendo que uma nunca faltava: “Já beijaste alguém?” Nem todos diziam a verdade, claro, mas as meninas que já haviam sido beijadas, demonstrando superioridade, se dispunham a ensinar às outras como fazer. E o beijo na cena final dos filmes de Hollywood prosseguia na missão de alimentar o ideal romântico de toda uma geração.

Às vezes, o beijo desperta paixões, como aconteceu com Scarlett e Rhett em E o vento levou, quando a heroína descobre no poder mágico de um beijo a dimensão até então desconhecida da felicidade física, que muda toda a história. Pode também deixar marcas indeléveis na memória, como dizia Brigitte Bardot a Jean-Louis Trintignant em E Deus criou a mulher: “Se me beijares, nunca mais me esquecerás”.

Entretanto, em alguns casos o beijo promove o efeito contrário: o desencanto amoroso. E ninguém sabe bem explicar por quê. Talvez seja mesmo uma questão de química pessoal e a resposta, meramente biológica.

Segundo os cientistas, existem substâncias produzidas por glândulas sebáceas dentro da boca e nas bordas dos lábios que, passadas de uma pessoa para outra, provocariam intenso desejo sexual ou sensação de desagrado.

Por tocar tão fundo na alma, apesar de desejado, o beijo também encerra a idéia de perigo. É sabido que as prostitutas se protegem do envolvimento amoroso com seus clientes se recusando a beijá-los. Há mais de 2.000 anos, na Grécia, já se temiam as conseqüências do beijo.

Xenofonte em Memoráveis faz seu mestre Sócrates dizer que o beijo de um belo rapaz é mais perigoso do que a picada de uma tarântula, porque o contato dos lábios com um jovem reduz instantaneamente à escravidão o mais velho que se arriscou a ele.

E quando um casal não mais se beija? Significa que a relação está chegando ao fim? Tudo indica que beijar é a primeira ação íntima que cessa quando um relacionamento entra em decadência. O sexo ainda sobrevive mais um pouco.

Aquela rotineira e fraternal troca de beijos no rosto pode bem exprimir que o desejo sexual de um pelo outro já é coisa do passado. Assim, o beijo pode funcionar como termômetro, medindo o grau de profundidade e desejo de uma relação.

As mulheres são as que mais o reivindicam nas relações amorosas, por experimentarem o corpo todo como zona erógena e não, como os homens, predominantemente os órgãos genitais.

Shere Hite encontrou várias respostas nesse sentido entre as mulheres que entrevistou para sua pesquisa sobre sexualidade feminina: “Mais beijos, menos pressa, mais ternura.” “Gostaria que nos beijássemos mais freqüentemente na boca.

” “Quando eu lhe explico que os beijos e as carícias me excitam, ele trata logo de se esquecer.” “O que desejo ardentemente são toneladas de beijos.” “Para mim beijar é muito importante. Às vezes, chego quase a gozar.”

Pelo jeito, o beijo é muito mais importante do que supõem os homens.

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