Como beber álcool durante a dieta: 12 passos

Como Beber Álcool Durante a Dieta: 12 Passos Carol Romano, líder de estratégia da Maker Brands, instiga o participante a descobrir dentro dele elementos para fazer escolhas mais saudáveis (foto: Maker Brands/Divulgação)

“Se não for pra causar, nem saio de casa.” Era assim que Mayara Cristine Carvalho, de 23 anos, coordenadora de uma escola de vela em São Paulo, levava a vida em relação ao seu comportamento com o álcool. A jovem começou a beber aos 16 anos, em festas de família, mas, segundo ela, era tudo sempre muito controlado. “Depois que completei 18, foi o descontrole total, e aí comecei a ir pra baladas open bar e beber em excesso nas festas de família, mas sempre com o objetivo de causar”, relembra.

A coordenadora descontava toda a sua vida na bebida. Se estava contente, cabisbaixa, relaxada ou sem assunto com os amigos, a bebida era a melhor companhia.

“Era porque estava muito feliz, ou porque estava muito triste, ou porque inventávamos alguma brincadeira, já que não tínhamos tanto assunto, e aí, pra não ficar sem fazer nada, eu bebia”, conta Mayara. Essa situação já a colocou em risco várias vezes.

Ela lembra que já chegou a se envolver em brigas, foi parar em hospital e se machucou depois de cair na rua. “Outra coisa ruim também é a forma como meu corpo respondia.

Tive problemas sérios no fígado por conta da bebida e de hábitos ruins, inclusive, tive que passar por um processo bem pesado de tratamento”, salienta.

Mayara passou por muitas experiências e confessa que eram reflexos dos momentos de extremos, além do medo de não ser aceita ou por ansiedade.

Durante esses processos, o álcool sempre foi sua válvula de escape, seja em suas relações afetivas seja em seu trabalho.

“A bebida me ajudava e me dava confiança para expor os meus sentimentos, mesmo que ruins, só com a bebida”, lembra

A jovem percebeu que deveria mudar radicalmente seus hábitos. Afinal, aquilo estava prejudicando sua vida.

Um desses gatilhos para a mudança foi a participação no projeto WeLab, experiência proposta pelo grupo Heineken. “No WeLab, descobri o sentido de muitas coisas na minha vida.

Aprendi a equilibrar e a expor os meus sentimentos. E mesmo que não esteja tudo bem, hoje sei quais são os meus limites e, assim, controlo melhor a minha relação com o álcool”, ressalta.

PROJETO 

A vivência de Mayara foi apenas um piloto, de um projeto ainda em testes. A experiência do WeLab foi concebida a partir de estratégias mais sustentáveis do grupo cervejeiro. O objetivo é estimular reflexões e diálogos para ressignificar a relação do jovem com a bebida.

“Foi um processo de cocriação com os próprios jovens. Percebemos que eles não estão a fim de falar sobre álcool apenas, é muito mais amplo. Tentamos construir uma verdadeira experiência, desenvolvendo habilidades socioemocionais e para a vida empreendedora.

O assunto do álcool veio naturalmente”, pondera Ornella Vilardo, gerente de Sustentabilidade do Grupo Heineken no Brasil.

A metodologia criada é focada em promover habilidades socioemocionais e empreendedoras, como contou Vilardo, por meio desse autoconhecimento colaborativo entre os envolvidos. “Afinal, o equilíbrio do consumo vem de uma vida equilibrada”, aponta a gerente.

A abordagem em relação ao álcool é dividida em cinco grandes temas: exercitando a liberdade, autenticidade e autocontrole diante das pressões coletivas (peer pressure), desmistificação de falsas crenças sobre o álcool, percepção dos exageros, e adoção de novos hábitos com relação à bebida.

Além disso, compreender como os jovens se enxergavam no início da experiência e o que mudou.

A líder de Estratégia da Maker Brands, Carol Romano, diz que, para acertar o ponteiro do equilíbrio do consumo de álcool, foi preciso desenvolver, entre os jovens, algumas habilidades para a vida, por meio de dinâmicas e rodas de conversa. “Toda essa percepção de mudança de visão de mundo se deu muito com base na confiança proporcionada pelas rodas de conversas e da convivência adquirida. Formaram uma espécie de rede de apoio entre eles”, conta.

Como Beber Álcool Durante a Dieta: 12 Passos Ornella Vilardo, gerente de sustentabilidade do Grupo Heineken no Brasil, diz que os jovens são convidados a fazer projetos para exercitar suas potencialidades, talentos e propósito (foto: Maker Brands/Divulgação)  

MUDANÇAS 

Segundo a líder de estratégia, a fase da juventude e adolescência é um momento de muitas escolhas. “É um período de instabilidade e transformações físicas e psíquicas, estão passando por transições estruturais.

E um dos insights desse projeto foi ampliar os recursos internos e externos do próprio jovem, para ele se conhecer melhor.

Um momento de apoio e de olhar para si, para entender que há elementos dentro dele para fazer escolhas mais saudáveis”, ressalta Carol Romano. Ela destaca que muito dessa reflexão perpassa em torno do livre-arbítrio.

“Ressignificar o que é liberdade, inclusive a de não beber, e perceber que você está sendo nocivo com o uso da bebida. Entender que é possível divertir, sem exagerar”, frisa.

Depois de um início focado em descobertas pessoais, os jovens são convidados a fazer projetos para exercitar suas potencialidades, talentos e propósito.

“Abordamos temas como negritude, a construção da masculinidade na adolescência, autoconhecimento para jovens, motivações e gatilhos para o engajamento em trabalhos voluntários e novas abordagens para uma educação mais dinâmica”, explica Ornella Vilardo.

Mayara Carvalho avalia que tomou consciência de que, para ficar feliz, não era preciso uma festa open bar.“Passei a sair muito mais do que antes, com a diferença de que, atualmente, me divirto muito mais.

Após um mês de WeLab, não exagerei nenhuma vez em nada. Costumo dizer que ficou tudo mais leve, tanto o riso quanto a lágrima. Hoje, não sei mais fingir meus sentimentos”, pontua.

A próxima fase do WeLab by Heineken reunirá jovens de comunidades vulneráveis no Rio de Janeiro.

  • Personagem 
  • da notícia
  • Maria Gabriela
  • de 21 anos, participante do WeLab by Heineken
  • Diálogo necessário

A primeira vez que provei bebida alcoólica foi com 13/14 anos e estava com os meus amigos, que eram mais velhos que eu – 16/22 anos. Nessa fase, em que era mais nova, sempre acabava bebendo um pouco mais para me sentir inclusa entre meus amigos.

Hoje em dia tenho mais consciência e, depois de participar do WeLab, me sinto muito mais segura e com autoestima para tomar as minhas decisões, inclusive, hoje me encaixo muito melhor.

O WeLab me mostrou que falar de bebida vai muito além de alcoolismo e que, nem sempre, os jovens fazem o uso nocivo da bebida apenas pela diversão, muito pelo contrário, muitos jovens acabam fazendo o uso da bebida para sanar ou esconder problemas pessoais.

Dentro da minha casa, o diálogo sobre álcool é bem transparente, os meus pais sempre conversaram comigo e me alertaram sobre os pontos negativos do consumo em excesso do álcool. O projeto me trouxe autoconhecimento e me reconstruí. Cuidei da minha autoestima e segurança e não preciso mais fazer o uso da bebida alcoólica para me sentir inclusa e mais liberta.

Quatro perguntas para…

Como Beber Álcool Durante a Dieta: 12 Passos Alessandra Diehl, psiquiatra e vice-presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead)
(foto: Editora Roca/Divulgação)

Alessandra Diehl 

Psiquiatra e vice-presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead)

1) A adolescência e a juventude são momentos em que as pessoas buscam incansavelmente por novas experiências. Afinal, a mentalidade do jovem durante a adolescência ainda está em formação. Quais os riscos desses impulsos? Como o álcool pode influenciar nas escolhas e vidas futuras?

Sem dúvida, a adolescência é um período crucial da vida, em que escolhas, pertencimento, formação de identidade e atitudes vão influenciar positiva ou negativamente no futuro próximo.

O consumo de bebidas alcoólicas nesta fase pode levar a uma diversidade de vulnerabilidades, como a violência, a vitimização, atividade sexual desprotegida, prejuízo acadêmico, evasão escolar, envolvimento em gangues, brigas, prática de bullying, gravidez precoce e não desejada, abortamento, risco de infecções sexualmente transmissíveis, trauma de acidentes relacionados ao consumo de álcool. Todas essas consequências tendem a gerar problemas importantes do ponto de vista de saúde pública (com alto custo para toda a sociedade) e também em nível individual, com repercussões que podem ser para a vida toda e, algumas delas, irreversíveis.

2) Muitos adolescentes afirmam que começaram a beber por influência de amigos ou pelos círculos familiares. Por que os jovens bebem? O que pode ocasionar esse comportamento? É uma atitude 'natural', por causa da socialização?

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Jovens bebem por vários motivos, mas principalmente por modelos parentais permissivos e por imitação.

Nossa sociedade tem também constantemente “vendido” ou “se vendido” para a ideia geral de que beber é parte da nossa cultura e que cerveja não é propriamente bebida alcoólica, com a falsa ideia e noção de que cerveja é menos perigosa que outras bebidas.

Propagandas de cerveja com ícones do esporte e da música ou da TV para a juventude facilmente colaboram para essa banalização da cerveja e propagação de que é 'natural beber para se socializar'.

No entanto, é possível ser feliz e socializar sem necessariamente beber. Os pais precisam se posicionar diante desse tema e se apropriar dessa educação, que começa, certamente, dentro de casa.

3) O álcool é uma droga socialmente aceita. Qual a sua percepção sobre o porquê de os jovens estarem bebendo cada vez mais cedo? 

Por uma série de razões, entre elas a falta de políticas públicas eficazes que possam, de fato, protegê-los do início de uso em fases cruciais da vida, em que o cérebro adolescente ainda está se desenvolvendo e as sintonias finas neuronais ainda em organização, as quais são fundamentais nessa fase e impactarão sobremaneira no aprendizado, no comportamento, na afetividade, por exemplo, desses jovens. Já temos leis que regulamentam a compra de bebidas alcoólicas por menores no Brasil. No entanto, algumas pesquisas mostram que o jovem brasileiro consegue facilmente comprar bebidas alcoólicas sem que o vendedor nem sequer peça algum documento ou se constranja de praticar tal crime. É necessário ampliar ações de prevenção primária em escolas e comunidades, assim como maior fiscalização e execução das boas leis que já existem. Além disso, por ser uma droga lícita e uma indústria do álcool ávida por novos consumidores fiéis, também existe uma grande banalização do consumo, que seja por meio de propagandas de cerveja que vendem que beber deixa você mais sensual, muito mais alegre ou feliz, mais bonito, mais garanhão, com mais amigos e outros mitos. Quer seja por meio da banalização dos chamados “open bar”, em que a ideia vendida é de que você paga pouco e pode beber muito. Isso tudo é muito atrativo para o jovem, o qual claramente é manipulado para pertencer a essa sociedade que bebe e, se você não bebe, parece que não pertence a ela.

4) Há algum estudo que mostre esse panorama?

O estudo “The Monitoring The Future 2019” mostra que o álcool tem sido amplamente utilizado por jovens nos EUA, por um longo período de tempo. As proporções de alunos da 8ª, 10ª e da 12ª séries, que relataram beber álcool no período de 30 dias anterior à pesquisa, foram 8%, 19% e 30%, respectivamente.

Aqui, os autores se concentraram em episódios pesados ou “compulsão” por beber, que chamamos de ” binge” (definido como tomar cinco ou mais bebidas seguidas) em uma ou mais ocasiões nas duas semanas anteriores), porque o consumo pesado de álcool é motivo de grande preocupação da saúde pública.

Novo estudo mostra que Alcoólicos Anônimos costuma ser eficaz para sobriedade total

Como Beber Álcool Durante a Dieta: 12 PassosLogotipo do AA em escritório da instituição na França. Crédito: Getty Images

Uma nova análise de pesquisas existentes sugere que o Alcoólicos Anônimos (AA) e programas semelhantes de aconselhamento por pares de 12 etapas (TSF ou 12-step facilitation) podem realmente ajudar as pessoas que lidam com o transtorno do uso de álcool e a se absterem de álcool.

Comparados a outros métodos, como terapia cognitivo-comportamental, os programas do tipo AA parecem oferecer benefícios semelhantes na maioria dos resultados relacionados à saúde. Onde os programas AA e de 12 etapas podem ter um desempenho melhor em média está na porcentagem de participantes do programa capazes de se abster de álcool por cerca de um ano ou mais.

Mas as descobertas não significam que o AA ou essa abordagem de 12 passos está isenta de falhas ou que é necessariamente destinado a todos os problemas de álcool.

A nova pesquisa — uma revisão de 27 estudos e ensaios clínicos randomizados envolvendo mais de 11 mil pessoas — foi publicada nesta semana pela Cochrane Library, uma organização britânica de pesquisa. Muitos cientistas consideram as revisões da Cochrane alguns dos olhares mais bem pesquisados e abrangentes de um tópico.

A revisão analisou estudos comparando programas de 12 etapas do AA e do tipo AA com outras abordagens de aconselhamento, incluindo aquelas envolvendo um terapeuta, bem como nenhum tratamento.

Isso incluía programas de 12 etapas, seguindo um protocolo estabelecido pela organização maior (conhecida como manual).

Outros métodos estudados incluíram uma terapia empregando aprimoramento motivacional e técnicas de comportamento cognitivo, bem como variantes de programas de aconselhamento por pares em várias etapas.

Para a maioria dos resultados, como reduzir a quantidade de bebida autorreferida por uma pessoa, as duas versões do AA/12 passos (manual ou não) foram realizadas, assim como qualquer outro tratamento.

Mas o AA/12 passos manual parecia ter um desempenho melhor quando se tratava de sobriedade total, com base nos resultados combinados de dois ensaios clínicos randomizados envolvendo 2.

000 pessoas.

Em média, cerca de 42% das pessoas que permaneceram no AA manual ou em um programa facilitado de 12 etapas (que podem envolver outras abordagens em combinação com AA) por um ano, nesses estudos, relataram estar sóbrio um ano depois, segundo a revisão, em comparação com 35% das pessoas em outros tratamentos, como terapia cognitivo-comportamental.

Mais pessoas nesses programas também relataram permanecer sóbrios dois e três anos depois do que as pessoas que usavam outros métodos. Ele também encontrou evidências de que o AA/12 passos leva a economias substanciais nos cuidados de saúde para pessoas com transtorno por uso de álcool, o que geralmente pode levar a danos no fígado.

“Há evidências de alta qualidade de que intervenções manuais de AA/12 passos são mais eficazes do que outros tratamentos estabelecidos, como a terapia cognitivo-comportamental, para aumentar a abstinência”, escreveram os autores.

As descobertas reforçam ainda mais o AA, que tem sido criticado por muitos ex-adeptos e alguns especialistas em saúde mental.

Essas críticas incluem o foco explícito na espiritualidade (submissão a um “poder superior”) como uma maneira de lidar com o vício em álcool, a atitude negativa em relação a outros tratamentos, incluindo medicamentos, vistos em alguns círculos, e a falta de evidências concretas de seus benefícios.

Embora essa revisão possa responder até certo ponto a última crítica, as outras permanecem. A revisão também sugere que a maioria das pessoas que procuram tratamento para o transtorno de uso de álcool ainda acha difícil alcançar a sobriedade, mesmo com o AA.

Para muitas pessoas com o transtorno, como é o caso de outros tipos de problemas de uso de substâncias, pode ser uma condição crônica que nenhum tratamento é capaz de ajudar com facilidade, mas responde a uma ou mais abordagens adaptadas especificamente às necessidades dessas pessoas.

Alguns defensores também dizem que o objetivo principal da sobriedade ao longo da vida adotado por organizações como AA não é uma maneira saudável de abordar o transtorno por uso de álcool. Mais importante, eles argumentam, é que uma pessoa é capaz de funcionar diariamente da melhor maneira possível, sem necessariamente se abster completamente.

Para alguns, a expectativa forçada de abstinência constante pode apenas fracassar, da mesma forma que dietas rigorosas raramente ajudam as pessoas a alcançar uma perda significativa de peso a longo prazo.

E, é claro, o aconselhamento gratuito oferecido pelo AA é uma benção para muitos e também uma indicação de quão difícil ainda é para as pessoas nos EUA terem serviços de saúde mental acessíveis.

Nada disso significa que o AA não pode ajudar alguém com transtorno por uso de álcool, apenas que pode não ser adequado para todos.

E tudo bem, já que existem outras opções disponíveis — uma mensagem que os autores transmitiram em uma entrevista da Cochrane também.

Essas opções podem incluir medicamentos como naltrexona, terapia e grupos de aconselhamento secular, como o SMART, bem como tratamentos emergentes, como terapias assistidas por MDMA.

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8 coisas que acontecem quando você para de beber álcool

por Maria Confort

8 coisas que acontecem quando você para de beber álcool

Talvez aquela taça diária de vinho recomendada pelos especialistas tenha dobrado ou triplicado, ou, quem sabe, você anda exagerando na quantidade de latinhas de cerveja que bebe ao longo da semana.

Se você quer fazer um detox, melhorar sua dieta ou tentar evitar um problema grave de vício em bebidas alcoólicas, largar o álcool pode ser complicado – mas os benefícios valem o esforço, diz Dr. Damon Raskin, um médico de Los Angeles certificado para tratar dependentes de álcool.

“Dar um tempo no álcool, mesmo que esse tempo dure apenas algumas semanas, é uma boa ideia, especialmente se você consome regularmente mais que o limite diário recomendado”, explica Raskin.
Além disso, se você acha que a bebida está afetando seu trabalho ou relacionamentos – por mais que você não goste de admitir – é hora de considerar dar um tempo na bebida.

Para te dar uma força, veja 8 coisas que acontecem quando você para de beber álcool:

Você vai dormir melhor

Um estudo recente divulgado no jornal Alcoholism: Clinical & Experimental Research apontou que beber antes de dormir aumenta os padrões de ondas alfa no cérebro – um tipo de atividade cerebral que geralmente ocorre quando você está acordado, mas está descansando. O resultado? Um sonho “quebrado”.

Outro compilado de 27 estudos apontou que por mais que o álcool possa fazer com que algumas pessoas peguem no sono com maior facilidade, ele afeta seriamente a qualidade do sono depois desse período de repouso inicial.

Ou seja: beber antes de dormir acaba com a qualidade do seu sono. E se você ainda não sabe, os benefícios de uma noite de sono bem aproveitada incluem um humor melhor, aumento da concentração e do desempenho mental.

Você vai comer menos

De acordo com um estudo publicado no American Journal of Nutrition, o álcool é um dos maiores impulsionadores do consumo excessivo de alimentos. Isso pode acontecer porque o álcool aumenta os nossos sentidos, de acordo com um novo estudo publicado na revista Obesity.

Os pesquisadores descobriram que algumas mulheres que receberam uma “infusão” de álcool equivalente a cerca de duas bebidas comeram 30% mais alimentos que aquelas que receberam uma solução salina.

Mesmo uma intoxicação leve aumentou a atividade cerebral das mulheres no hipotálamo, tornando-as mais sensíveis ao cheiro dos alimentos e incitando-as a comer mais.

Mas talvez você queira comer mais doces

O açúcar aumenta os níveis da dopamina química de “recompensa”, que alimenta os sentimentos de prazer, diz Raskin. O álcool faz o mesmo. Portanto, é muito possível que, quando você largar uma substância, você vai desejar a outra. “Não se surpreenda se você tentar obter o mesmo prazer comendo algo doce”, diz ele.

Você vai emagrecer

O álcool tem uma maneira furtiva de aumentar sua ingestão diária de calorias sem que você perceba. Uma margarita pode conter 300 calorias ou mais, principalmente por causa do açúcar – e uma deliciosa piña colada pode ter 450 calorias!

Um estudo apontou que os homens consumiram 433 calorias adicionais naqueles dias que eles bebem uma quantidade “moderada” de álcool. Para as mulheres, são 300 calorias. Corte o álcool da sua dieta – e não os substitua por sobremesas – e você começará a perder peso sem muito esforço.

Sua pele vai melhorar

Dentro de alguns dias, você notará sua pele mais bonita e hidratada. Isso porque o álcool é um diurético, e ele te faz fazer mais xixi, diz Raskin. O álcool também diminui a produção do hormônio antidiurético, o que ajuda o corpo a reabsorver a água. (Menos água no corpo é igual a pele feia).

O ressecado nas suas bochechas e ao redor do nariz também podem começar a desaparecer e outras condições da pele – como a caspa, eczema ou rosácea – também podem melhorar, diz Raskin.

Você vai economizar dinheiro

Beber – especialmente um bom vinho ou whisky – é um hábito caro. Tire um tempo para fazer as contas, somando o que você gasta em bebidas em casa e na rua. O resultado pode te fazer parar de beber rapidinho.

Talvez você se sinta deslocado, mas fique forte!

É importante entender que em alguns momentos você pode sentir que está de fora, principalmente em festas e isso pode ser bem desagradável, diz Raskin. “As pessoas costumam usar o álcool como um lubrificante para as emoções, e quando elas param de beber podem se sentir agitadas e inquietas”, acrescenta.

Porém, você precisa ficar firme e entender que o ser humano se acostuma com absolutamente tudo nessa vida, e a pausa é por um bem maior: o seu.

O risco de câncer vai diminuir

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, o uso de álcool tem sido associado a um risco aumentado de câncer de boca, fígado, mama, cólon e reto. O risco aumenta quanto mais você bebe. Por outro lado, estudos múltiplos demonstraram que o consumo moderado de álcool pode diminuir a probabilidade de problemas cardíacos. Mais pesquisas sugerem que o risco de AVC, diabetes e mortalidade podem crescer ligeiramente quando você abandona a bebida – assumindo que você era um bebedor leve antes de abandonar de vez o álcool.

E aí, se convenceu?

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Alcoolismo: sinais de alerta para não cair no vício do álcool

É comum ver pessoas dizendo que bebem socialmente. Contudo, a expressão “beber socialmente” pode ter diferentes interpretações. Você pode beber apenas em comemorações como aniversários, happy hour, confraternizações ou uma cervejinha no fim de semana. Mas até que ponto as doses consumidas são saudáveis e não apresentam um fator de risco para o vício do álcool?

Leia o artigo a seguir e confira sinais de alerta para não se tornar mais uma vítima do alcoolismo.

Quantidades de álcool consideradas razoáveis

Segundo estudos realizados pelo órgão de saúde norte-americano, é considerado consumo de baixo risco: até 1 ou 2 bebidas por dia, até 3 ou 4 bebidas em um único período, de 7 a 14 bebidas por semana.

Vale ressaltar que embora essas medidas sejam consideradas razoáveis, há casos em que a bebida deve ser evitada, como por exemplo, se estiver na direção de veículos, durante a gravidez e amamentação ou até mesmo durante o uso de medicação e tratamentos.

Como saber se sou viciado em álcool?

Primeiramente você deve analisar se a bebida se tornou algo excessivo em sua vida. Bebe mais do que gostaria? Já tentou parar e não conseguiu? Sente necessidade de beber logo pela manhã? Se sente irritado quando alguém critica ou tenta interferir na sua relação com a bebida? Se a resposta para essas perguntas for sim, você precisa de ajuda médica.

Quando a bebida toma conta de todos os acontecimentos e passa a ser o ponto principal da vida de uma pessoa, certamente há um problema. Geralmente, quem é viciado em álcool se nega a sair se o local de destino não tiver bebida ou se ela não puder consumi-la. Além disso, quando a pessoa gasta mais do que poderia com álcool, isso não é um bom sinal.

Fatores que merecem atenção

Existem alguns fatores de risco que podem levar alguém ao alcoolismo. Entre eles, podemos citar a genética. Há casos de alcoolismo na família? Outro fato que merece destaque: se a pessoa tiver alta resistência a bebida, ela poderá beber muito e não ficará bêbada, o que faz com que ela não tenha noção do momento em que deveria parar.

Consequências do álcool para a saúde

O alcoolismo pode causar consequências fatais e levar a morte, seja a pessoa que ingeriu ou terceiros. Quantas pessoas já não morreram por terem sido atropeladas por alguém que estava dirigindo bêbado? Infelizmente notícias do gênero são frequentes. Além do mais, ele pode atacar o fígado e o cérebro, levar a uma parada cardiorrespiratória, entre outros agravantes.

Como buscar ajuda?

O primeiro passo é contar com pessoas mais próximas para que juntos possam buscar ajuda em clínicas de reabilitação, médicos psiquiátricos e grupos de apoio.

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Na Clínica Jequitibá o acompanhamento é feito por profissionais experientes e capacitados para um tratamento humanitário e de qualidade.

Seja para uma internação voluntária ou involuntária, entre em contato conosco e esclareça todas suas dúvidas, nós sabemos como ajudá-lo.

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Drink na dieta pode? Nutri conta que não precisa ser tão radical e dá dicas!

Se você não consegue emagrecer mesmo aderindo a dietas com rápida perda de peso, como é o caso da cetogênica, e praticando exercícios físicos com regularidade, está na hora de prestar mais atenção ao seu copo.

É que o problema pode estar nas bebidas alcoólicas! Reduzir o consumo de drinks ajuda a diminuir a quantidade de calorias ingeridas e, consequentemente, contribui para o processo de emagrecimento.

O Purepeople conversou com a nutricionista Mariana Duro e dá dicas para evitar esse tipo de bebida durante a dieta!

Por que o álcool atrapalha o emagrecimento?

O fígado é um dos órgãos mais exigidos durante o processo de emagrecimento – independentemente do tipo de dieta que você segue e de suas restrições.

“É nele que várias substâncias são transformadas para serem eliminadas do corpo”, explica a profissional. E é nesse mesmo lugar que as bebidas alcoólicas são metabolizadas após sua ingestão.

Por isso, a nutricionista aconselha reduzir o consumo dos “bons drinks” durante o período estipulado para garantir uma perda de peso efetiva.

As 'calorias vazias' das bebidas alcoólicas

Além de sobrecarregar o fígado, as bebidas alcoólicas também são conhecidas por terem “calorias vazias” – isto é, carboidratos que não apresentam nenhum benefício nutricional para o organismo.

O ideal é incluir fontes de energia e proteína na dieta para emagrecer de forma rápida e saudável: essa medida ajuda a evitar que a pessoa sinta fome o dia inteiro. “O álcool é transformado em açúcar e, por isso, reduzir sua ingestão significa diminuir também o consumo calórico”, avalia.

“Mesmo quem não precisa emagrecer deve se atentar ao consumo de bebidas alcoólicas para não exigir muito de órgãos como estômago, fígado e intestino.”

Não use o álcool como 'fuga'

Segundo a expert, a primeira dica para conseguir cortar álcool da dieta é “identificar se o consumo de bebidas alcoólicas está relacionado à fuga de algum problema ou situação” – é importante ter cuidado para evitar comportamentos que são gatilhos para compulsão alimentar.

A nutricionista explica que pensamentos do tipo “eu mereço uma cerveja ou taça de vinho porque trabalhei demais” não são válidos na hora de decidir se você vai ou não ingerir álcool. “Se isso estiver acontecendo, procurar outra coisa para descontar o estresse ou cansaço é importante”, aconselha.

“A ingestão do álcool como forma de fuga só irá prejudicar a saúde e o processo de emagrecimento.”

Substitua o álcool por outras bebidas

Uma boa orientação para quem tem dificuldade de abrir mão do álcool mesmo durante a dieta é encontrar bebidas alternativas para a substituição.

“Saborizar a água com gás de forma natural com frutas, ervas ou especiarias é uma opção”, sugere ela – o kombucha, por exemplo, é considerado o “refrigerante do futuro” pelo nutricionista Daniel Cady.

E se os “bons drinks” forem inevitáveis, como em festas ou outros eventos sociais, a dica de Mariana Duro é alternar cada copo de bebida alcoólica com um copo de água. “É simples e básico, mas realmente funciona.” Reduzir a frequência semanal também pode funcionar: estabeleça uma quantidade máxima, como 1 ou 2 vezes por semana.

(Por Bruna Vilar)

Alimentos que ajudam a combater a ressaca – antes, durante e depois da bebedeira

Já é sabido que, a cada ano que passa, a ressaca fica cada vez pior.

Se parar de beber não é uma opção, priorizar alguns alimentos antes, durante e depois uma bebedeira pode minimizar o temido mal-estar e dor de cabeça do dia seguinte.

Christine Glade

Um grande erro que muitas pessoas cometem enquanto ingerem álcool é acreditar que a ressaca é proveniente inteiramente da desidratação.

Antes de beber

Prefira um hambúrguer à salada.

É claro que o intuito desse tópico não é te deixar empanturrado antes mesmo da balada. Mas lembre-se que a ressaca está relacionada com como seu corpo vai metabolizar o álcool, e isso também depende do que você come.

Conforme a diretora da área de pesquisas sobre álcool da Loyola University, Elizabeth Kovacs, disse ao site Cosmopolitan, a melhor refeição anterior ao consumo de álcool é uma refeição que tenha muito carboidrato, proteína e gordura.

Dê preferência à carne vermelha, que tem alta concentração de aminoácidos e vitamina B, que ajudam a processar os subprodutos do álcool.

Um grande erro é acreditar que a ressaca é proveniente só da desidratação. É claro que se manter hidratado é fundamental para sua saúde, mas o problema de ingerir álcool em grande quantidade é inflamação e o estresse oxidativo.

”É muito mais fácil evitar uma ressaca do que lidar com ela na manhã seguinte”, explica Jason Burke, anestesista e criador do Hangover Heaven, clínica móvel para atender pessoas de ressaca ou que ficam doente proveniente da ingestão de álcool.

Os antioxidantes ajudam a diminuir os danos do álcool, então tomar um multivitamínico antes de sair de casa pode ser útil. Se não tiver, aposte em um açaí ou suco de romã.

Enquanto você bebe

Pesquisas apontam que as bolhas presentes nas bebidas gaseificadas podem acelerar a absorvição do álcool e deixar a pessoa bêbada mais rapidamente. O problema desse processo é que resulta em uma ressaca ainda pior, disse Burke.

Intercale a bebida com água ou água de coco

Se manter hidratado é importante para evitar o mal-estar no dia anterior, pois o corpo precisa de água para limpar o organismo dos danos do álcool (e se você não tiver água suficiente, você terá uma baita dor de cabeça). E álcool não hidrata ninguém ― muito pelo contrário.

Para evitar a desidratação, a saída é intercalar o consumo de álcool com bebidas que hidratam. São elas, água de coco, isotônico, suco de frutas e a velha e boa água.

Parece impossível para fumante deixar o cigarro de lado enquanto bebe, mas estudos mostram que fumar aumenta significativamente o risco e os danos da ressaca.

Estas bebidas têm menos toxinas e impurezas do que as bebidas escuras, como uísque e rum.

Escolha drinks com frutas a refrigerantes

Não que esta escolha será decisiva para sua saúde no dia seguinte, mas sucos e vegetais têm vitaminas, antioxidantes e hidratam mais do que qualquer refrigerante.

Após a bebedeira

Não exagere na água antes de dormir

É uma boa escolha beber um ou dois copos de água antes de dormir, mas não exagere. Beber um galão de água pode causar estresse no organismo. Além disso, você terá de acordar para ir ao banheiro, o que diminuirá a qualidade do seu sono ― e recuperação.

Se precisar de mais água, deixe um copo perto para quando estiver com sede.

Coma ovo no café da manhã

Se você não seguiu as recomendações anteriores e acordou com aquela ressaca brava, o jeito é se alimentar com a comida correta. Ovos são uma ótima fonte de cisteína, aminoácido que ajuda a quebrar toxinas causadoras da dor de cabeça, que é produzida quando ingerimos álcool.

Coma os ovos sem muita gordura, como manteiga, bacon ou óleo, para não irritar o estômago.

Pesquisadores da University in Guangzhou analisaram os efeitos de 57 diferentes bebidas alcoólicas e chegaram à conclusão de que uma Sprite ou refrigerante similar ajuda o corpo a metabolizar o álcool mais rapidamente.

Coma alimentos ricos em vitaminas

A ingestão de álcool pode atrapalhar o processo de absorvição do corpo para certos nutrientes. Estudos relacionam a ingestão de grande quantidade de álcool com uma baixa nos níveis de vitamina A, vitamina B, zinco e potássio.

Para repor esses nutrientes, prefira comer alimentos como carnes, vegetais com cores alaranjadas, como abóbora, e aspargo, que é rico em zinco e em uma vitamina B chamada folato. Bananas e abacates também são ricos em potássio.

NUNCA tente curar a ressaca com mais álcool

Além de não ajudar na recuperação do seu organismo, você está apenas atrasando o inevitável: uma ressaca ainda pior.

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