Como batizar alguém: 12 passos (com imagens)

O batismo é o nascimento. Como a criança que nasce depende dos pais para viver, também nós dependemos da vida que Deus nos oferece. No batismo, a Igreja reunida celebra a experiência de sermos dependentes, filhos de Deus. Por meio desse sacramento, participamos da vida de Cristo. Jesus Cristo é o grande sinal de que Deus cuida de nós.

O santo batismo é o fundamento de toda a vida cristã, a porta da vida no Espírito, que abre o acesso aos demais sacramentos.

Por meio dele, somos libertos do pecado e regenerados como filhos de Deus, tornamo-nos membros de Cristo, incorporados à Igreja e feitos participantes de sua missão: Baptismus est sacramentum regenerationis per aquam in verbo (o batismo é o sacramento da regeneração pela água na Palavra).

Quando recebemos o sacramento do batismo, transformamo-nos de criaturas para filhos amados de Deus. Muitos pensam que os sacramentos, em geral, são obras eclesiásticas, ou seja, “invenções” da Igreja. Isso não é verdade, pois os sacramentos são, sem sombra de dúvidas, criados por Jesus Cristo, o próprio Deus Encarnado.

Como Batizar Alguém: 12 Passos (com Imagens)

Foto Ilustrativa: Deividson Francisco

O profeta João Batista, primo de Jesus, que veio ao mundo para preparar os caminhos para a vinda do Messias, foi quem batizou as pessoas para a vinda de Cristo (cf. Mc 1,2s).

Ele sabia que o seu batismo era temporário, pois, logo depois dele, viria seu primo Jesus, que batizaria no Espírito Santo, ou seja, o profeta batizava com água e Jesus batizava com o Espírito Santo.

A Bíblia sugere o batismo de todos, o que inclui as crianças.

“Disse-lhes Pedro: ‘Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo'” (Atos 2, 38-39). A promessa diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar.

Quando o batismo é válido?

O batismo é ordinariamente válido quando o ministro (bispo, presbítero ou diácono) – ou em caso de necessidade qualquer pessoa batizada – derrame água sobre o batizando, enquanto diz: ““N…, eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Isso supõe a fé em Jesus Cristo, pois sem a fé o batismo não passa de uma encenação.

Não só o batismo na Igreja Católica é válido, pois aqueles realizados em crianças ou adultos, em algumas outras igrejas, também o são. Batizam validamente: as Igrejas Orientais; a Igreja Vetero-Católica; a Igreja Episcopal (Anglicana) do Brasil; a Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB); a Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (IECLB); e a Igreja Metodista.

O batismo, em outras Igrejas, é válido se realizado com águas e na mesma fé, utilizando a fórmula trinitária. Por razões teológicas ou pelo sentido que dão ao sacramento, a Igreja Católica tem reservas quanto à validade do batismo realizado em algumas Igrejas e o considera inválido quando realizado em certas expressões religiosas.

Jesus disse aos discípulos: “Vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que ordenei a vocês” (cf. Mt 28,19-20). O Cristo Ressuscitado envia sua Igreja ao mundo, pois a salvação é oferecida a todos.

Para ser salvo, é preciso ter fé em Jesus e segui-Lo, mas ninguém O segue sozinho. Pelo batismo, passamos a fazer parte da comunidade dos seguidores de Jesus, participantes da vida de Deus, que é Pai, Filho e Espírito Santo.

 O batismo é um dom de Deus para nós, dom que nos torna filhos amados, e não apenas simples criaturas.

Ele nos mostra que fomos feitos para a comunhão com Aquele que é o Senhor de tudo e com os nossos irmãos, incluindo aquelas que acreditam em Jesus Cristo, mas não são católicos como nós.

São Paulo nos diz: “Pois todos vocês, que foram batizados em Cristo, se revestiram de Cristo. Não há mais diferenças entre judeu e grego, entre escravo e homem livre, entre homem e mulher, pois todos vocês são um só em Jesus Cristo” (Gl 3,27-28)

Para que existe o batismo?

Adão e Eva pecaram gravemente, desobedecendo a Deus, querendo ser iguais a Ele. Foram, por isso, expulsos do Paraíso, passaram a sofrer e morreram.

Deus os castigou e transmitiu a todos os filhos de Adão, ou seja, a todos os homens, o pecado original.

Mas o Senhor prometeu a Adão e Eva que enviaria Seu próprio Filho, segunda Pessoa da Santíssima Trindade, que seria igualmente homem, para morrer na Cruz e pagar assim o pecado de Adão e Eva e todos os outros pecados.

Não basta, entretanto, que Jesus tenha morrido na cruz. É preciso ainda que Sua morte seja aplicada sobre as almas, para que elas reencontrem a amizade de Deus, ou seja, tornem-se filhos d’Ele e tenham apagado o pecado original. Foi então para aplicar Seu Sangue derramado na cruz sobre nossas almas que Jesus instituiu esse sacramento.

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Quando foi que Jesus instituiu o batismo?

Jesus o instituiu logo no início de Sua pregação, quando entrou no rio Jordão para ser batizado por São João Batista. O batismo de João não era um sacramento.

Apenas quando Jesus santificou as águas do Jordão com Sua presença e que a voz do Pai se faz ouvir – “Este é meu Filho bem amado, em quem pus minhas complacências” – e que o Espírito Santo aparece sob a forma de uma pomba – foi, então, uma visão da Santíssima Trindade –, é que fica instituído o batismo.

Essa instituição é confirmada por Jesus quando Ele diz a Seus apóstolos: “Ide e ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Leia, na Bíblia, o Evangelho de São Mateus 3,13.

Matéria e forma

Jesus instituiu, então, o batismo e determinou que seria usada a água como matéria desse sacramento. Foi também Jesus quem determinou a forma: “Eu o batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém”.

O rito do batismo consiste, assim, em derramar água na cabeça da pessoa que vai ser batizada, ao mesmo tempo em que se diz a forma. Mas só isso não basta.

É preciso ainda que o ministro tenha a intenção de fazer o que faz a Igreja Católica no sacramento do batismo.

A Santa Igreja acrescentou também diversas orações preparatórias que completam a cerimônia.

Quem já assistiu a um batismo sabe que o padre usa o sal bento, o óleo dos catecúmenos (o santo crisma), entrega a vela acesa aos padrinhos, veste a roupa branca no batizado e, principalmente, reza as orações contra o demônio, para que o pai da mentira nem se aproxime do batizado. Esse é o batismo católico, o único instituído por Jesus, o único capaz de nos tornar filhos de Deus.

O Ministro do Batismo

Normalmente, o ministro do batismo é um padre. É ele quem recebeu de Deus o poder de trazer a fé ao coração da pessoa batizada, tornando-a filha de Deus.

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No entanto, pode acontecer que seja preciso batizar às pressas alguém.

Se não houver um padre por perto, qualquer pessoa pode batizar, desde que queira fazer o que a Igreja Católica faz no batismo, que use água e diga as palavras da forma do batismo.

Além da pessoa que está sendo batizada, do ministro que batiza, há também, na cerimônia, os padrinhos que seguram a criança. Normalmente, escolhe-se para padrinhos um homem e uma mulher.

Eles devem ser bons católicos, pois a função dos padrinhos é dar o exemplo, ajudar os afilhados a aprender o Catecismo, a rezar, a conhecer e amar a Deus.

São os padrinhos que respondem, no nosso lugar, as perguntas que o ministro faz durante a cerimônia.

Os efeitos do batismo

O batismo nos dá, pela primeira vez, a graça santificante, que é a amizade e a presença de Deus no nosso coração. Junto com a graça recebemos o dom da fé, da esperança e da caridade, assim como todas as demais virtudes que devemos procurar proteger no nosso coração.

O batismo apaga o pecado original, apaga os pecados atuais e todas as penas ligadas aos pecados, ele imprime na nossa alma o caráter de cristão, fazendo de nós, filhos de Deus, membros da Santa Igreja Católica e herdeiros do Paraíso, tornando-os capazes de receber os outros sacramentos.

 Por isso tudo, vemos que ser batizado é absolutamente necessário para a salvação.

Equipe de Colunistas do Formação Canção Nova 

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O BATISMO NAS ÁGUAS

O que é o batismo nas águas? Por que o fazemos? Como deve ser ministrado, quando e para quem? Quero ensinar um pouco acerca desta prática cristã.

É UMA ORDENANÇA DE JESUS

O batismo é uma ordenança clara de Jesus para todo aquele que n’Ele crê:

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo” (Mateus 28.19)

SELO DA FÉ

O batismo deve ser visto como um selo da justiça que vem pela fé, e evidentemente deve seguir a fé, como determinam as palavras finais de Jesus que se encontram registradas no evangelho de Marcos:

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado” (Mc 16.15,16).

Esta é a razão porque não batizamos e nem tampouco validamos o batismo de crianças; é necessário crer primeiro e então se batizar. Obedecemos o princípio bíblico de consagrar os filhos ao Senhor, mas só os batizamos depois que puderem crer e professar sua fé.

É A CIRCUNCISÃO DO CORAÇÃO

No Velho Testamento, os judeus tinham como selo de sua fé a circuncisão; no Novo Testamento a circuncisão foi suprimida, sendo vista simbolicamente no batismo:

“Nele também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo; tendo sido sepultados juntamente com ele no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos” (Colossenses 2.11,12)

Hoje, esta circuncisão acontece no coração (Rm 2.28,29), e Paulo a relaciona com o batismo.

O BATISMO NÃO SALVA, MAS ACOMPANHA A SALVAÇÃO

O batismo não salva ninguém. Jesus disse que quem crer (e for batizado por crer) será salvo e quem não crer será condenado; note que ele não disse “quem não for batizado será condenado”, mas sim “quem não crer”.

O batismo segue a fé que nos leva à salvação, mas ele em si não é um meio de salvação. Que o diga aquele ladrão que foi crucificado com Cristo e a quem Jesus disse que estaria com ele ainda aquele dia no paraíso (Lc 23.39 a 43); ele somente creu e nem pôde ser batizado, mas não deixou de ser salvo por isto.

O batismo, portanto, não salva, mas nem por isso deixa de ser importante e necessário; aquele ladrão não tinha condições de passar pelo batismo, mas alguém que crê deve obedecer à ordenança de Cristo e ser batizado, caso contrário estará em deliberada desobediência a Deus, o que poderá impedir-lhe de entrar para a vida eterna.

Podemos dizer que o batismo é parte do processo de salvação, mas não que ele em si salve; o apóstolo Pedro escreveu o seguinte acerca do batismo:

“não sendo a remoção da imundícia da carne, mas a indagação de uma boa consciência para com Deus, por meio de Jesus Cristo” (1 Pe 3.21).

É UMA IDENTIFICAÇÃO COM CRISTO

O batismo tem um significado; além de ser um testemunho público da nossa fé em Jesus, ele fala algo. Na verdade é o meio através do qual externamos que tipo de fé temos depositado em Jesus Cristo.

Quando falamos sobre a fé em Jesus, não nos referimos a crer que Ele EXISTE; é mais do que isto! A maioria das pessoas crêem que Jesus existe mas não entendem o que Ele FEZ.

São duas coisas completamente diferentes; o que nos salva da perdição eterna e da condenação dos pecados é a obra de Cristo na cruz em nosso lugar.

Ao morrer na cruz, o Senhor Jesus não morreu porque mereceu morrer; pelo contrário, como justo e inocente, Ele nos substituiu, sofrendo o que nós deveríamos sofrer a fim de que recebêssemos a salvação de Deus.

Há dois elementos básicos na fé que nos salva: identificação e apropriação. É importante entender cada um deles dentro do simbolismo do batismo.

Identificação é o aspecto da fé que nos faz ver que Jesus assumiu a nossa posição de pecado, para que assumíssemos a posição de justiça d’Ele (2 Co 5.21). A Bíblia declara o seguinte:

“Porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus” (Cl 3.3).

Quando Deus nos olha, ou Ele nos vê sozinhos em nossos pecados, ou nos vê através de Jesus Cristo, que já pagou por eles.

A fé nos coloca com Jesus na cruz, crucificados com Ele; nos coloca no túmulo, sepultados com Ele; nos coloca ainda nos céus, à direita de Deus, ressuscitados com Cristo! É quando nos vemos n’Ele, entendendo o sacrifício vicário do Filho de Deus, que passamos a ter direito ao que Cristo fez; esta é a hora do segundo passo: apropriação.

Apropriação é o aspecto da fé que torna meu aquilo que já vi realizado em Jesus. É quando entendemos que não somos salvos pelas obras, mas sim pela graça, mediante a fé e nos apropriamos disto. Paulo escreveu a Timóteo e lhe disse:

“toma posse da vida eterna” (1 Tm 6.12).

O batismo, é o nosso testemunho da identificação com Cristo; ele revela não apenas que eu tenho fé, mas que tipo de fé eu tenho. Veja o que as Escrituras dizem:

“Ou, porventura, ignorais que todos os que fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos para a glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida” (Romanos 6.3,4).

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Quando imergimos alguém na água, estamos simbolicamente declarando que esta pessoa foi sepultada com Jesus, e ao levantarmos esta pessoa das águas, estamos reconhecendo que ela já ressuscitou com Cristo para viver uma nova vida. Portanto, o batismo é onde reconhecemos que tipo de fé temos; uma fé que se identifica com Cristo e sua obra realizada na cruz.

QUEM PODE SE BATIZAR?

Para quem é o batismo? A explicação anterior responde esta indagação: para todo aquele que se identifica pela fé com o sacrifício de Cristo na cruz. Depois de ter reconhecido por fé a obra de Cristo, quando a pessoa passa a estar apta para o batismo? Quanto tempo ela tem que ter de vida cristã para poder se batizar?

A Bíblia responde com clareza estas questões. Em Atos 8.30 a 39, lemos acerca do primeiro batismo cristão apresentado em maiores detalhes na Bíblia. Neste texto, temos um modelo para a forma de batismo, e ali vemos que já na evangelização o batismo era ensinado aos novos convertidos, o que nos faz saber que ninguém deve demorar para se batizar após ter feito sua decisão de servir a Jesus.

Além disso, vemos também qual é o critério para que alguém se batize; quando o etíope pergunta: “Eis aqui água, que impede que eu seja batizado?” a resposta de Felipe vem trazendo luz sobre o requisito básico para o batismo: “É lícito, se crês de todo coração” (At 8.36,37).

Quando a pessoa foi esclarecida sobre a obra (e não só a pessoa) redentora de Jesus Cristo, e crê de todo o coração (sem dúvida acerca disto), ela está pronta para ser batizada.

QUANDO SE BATIZA O NOVO CONVERTIDO?

Não há data estabelecida, somente os critérios que o recém convertido deve apresentar. No caso de Filipe e o etíope, foi bem rápido!

COMO SE BATIZA?

A palavra “baptismos” no grego significa: “imergir; mergulhar; colocar para dentro de”. No curso da história, por várias razões, apareceram outras formas de batismo, como aspersão e ablução (banho); entretanto, como o batismo é uma identificação com Cristo em sua morte e ressurreição, e é exatamente isto que a imersão significa, não praticamos outras formas de batismo.

Quando Felipe batizou o etíope, eles pararam em um lugar onde havia água. A Bíblia diz que ambos entraram na água (At 8.38,39).

Certamente aquele eunuco viajava abastecido com água potável; se fosse o caso de praticarem a aspersão havia água suficiente naquela carruagem para isto, mas batizar é imergir! Não foi à toa que João Batista se utilizou do rio Jordão para batizar.

Depois, mudou o local de batismo para Enom, perto de Salim, e razão para isto é descrita pelo apóstolo João em seu evangelho: “porque havia ali muitas águas” (Jo 3.23).

Não há lugar específico para o batismo. Em nosso templo temos um batistério, mas também batizamos em rios, piscinas, e onde houver água suficiente para a imersão…

Além da água, é necessário alguém que ministre o batismo ao novo-convertido, uma vez que não existe auto-batismo na Bíblia. E quem pode batizar? Quem tem autoridade para isto? Só o pastor? Não! A ordenança de Jesus é clara:

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo”(Mt 28.19).

Jesus mandou fazer discípulos e depois batizá-los. A ordem já subentende que quem faz o discípulo tem autoridade para batizá-lo. Felipe era apenas um diácono, fazendo o trabalho de evangelista; não era o pastor de igreja nenhuma, e batizou!

Paulo disse aos coríntios que não havia batizado quase ninguém entre eles; entendemos que mesmo se tratando de seus filhos na fé, ele provavelmente tenha passado esta tarefa a outros cooperadores, que não eram pastores.

Em nossa igreja, os pastores conduzem o batismo por uma questão de ordem, mas não porque só pastores possam batizar. Assim como os pastores pregam e isto não quer dizer que só eles possam pregar, assim também é com o batismo. Num batismo eles podem chamar o líder de célula ou o discipulador da pessoa para batizar o novo convertido.

Para muitas igrejas, as palavras de Mateus 28.19 (“em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo”) são a fórmula a ser seguida no batismo.

Vemos nisto um princípio espiritual, mostrando a Trindade envolvida no batismo, mas a forma como os apóstolos obedeceram esta ordem nos dá a entender que eles não viram nas palavras de Jesus uma fórmula a ser repetida.

Por quatro vezes, vemos referências claras ao nome usado no batismo cristão nas páginas de Atos dos Apóstolos:

“Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para a remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo”. (Atos 2.38)

“Porquanto não havia ainda descido sobre nenhum deles, mas somente haviam sido batizados em nome do Senhor Jesus”. (Atos 8.16)

“E ordenou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Então lhe pediram que permanecesse com eles alguns dias”. (Atos 10.38)

“Eles, tendo ouvindo isto, foram batizados em o nome do Senhor Jesus”. (Atos 19.5)

Quando Jesus citou o Pai, Filho, e Espírito Santo no batismo, o fez dizendo que em nome deles se deveria praticar o batismo, e não repetindo sua frase. “Pai” não é nome, é um título que indica uma posição; “Filho” também não é nome, é um título que indica uma posição. Qual é o nome a qual Jesus estava se referindo e que representa a Trindade na terra? É o Seu próprio nome!

Alguns alegam que batizar só em nome de Jesus é negar a Trindade, mas para os apóstolos era sinônimo de obediência à comissão de Cristo.

Veja bem, quando expulsamos demônios, fazemos isto em nome de Jesus (Mc 16.

17), mas não quer dizer que o Pai e o Espírito Santo tenham ficado de fora, pois Jesus disse que expulsava demônios pelo dedo de Deus (Lc 11.20) e também pelo Espírito Santo (Mt.12.28).

Quando uma pessoa é salva, é salva pelo nome de Jesus (At 4.12), mas não quer dizer que o Pai e o Espírito Santo não estejam envolvidos nisto. Da mesma forma, quando impomos as mãos nos enfermos (Mc 16.18), fazemos isto em nome de Jesus. Quando oramos, fazemos isto em nome de Jesus (Jo 16.23,24).

O NOME DE JESUS representa a trindade na terra; por trás dele estão o Pai, Filho e Espírito Santo. Quando batizamos “em nome de Jesus”, estamos batizando no nome que representa a Trindade.

Por causa da triunidade de Deus (um só Deus em três pessoas), sub-entende-se uma “implicitude” da Trindade no nome de Jesus. Daí, a ser “unicista” (Deus em uma só pessoa) há muita diferença!

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Autor: Luciano P. Subirá. É o responsável pelo Orvalho.Com – um ministério de ensino bíblico ao Corpo de Cristo. Também é pastor da Comunidade Alcance em Curitiba/PR. Casado com Kelly, é pai de dois filhos: Israel e Lissa.

O que você precisa saber para batizar seu bebê

Escrito para o BabyCenter Brasil

Neste artigo

O batismo de crianças é um dos sacramentos da Igreja Católica, ligado ao desejo dos pais e familiares de que o bebê receba uma bênção e tenha uma iniciação religiosa. Além disso, é uma celebração para a família e amigos próximos, uma ocasião de comunhão entre as pessoas que cercam a criança.

Outras igrejas cristãs preferem não batizar crianças pequenas, porque acreditam que o batismo é feito quando há arrependimento de pecados e as crianças não teriam consciência disso.

Nesse caso, o batismo é feito, dependendo da igreja, com crianças maiores (por volta de 10 anos ou até bem mais). Os bebês são apenas apresentados à comunidade durante um culto, onde recebem uma bênção.

Os pais declaram sua responsabilidade em criar seus filhos dentro da fé e ensinamentos cristãos.

Não há uma idade determinada para o batismo. A Igreja Católica recomenda que ele seja feito o quanto antes, poucos dias ou meses após o nascimento do bebê. Alguns padres desaconselham esperar até que a criança tenha mais que 1 ano, porque ela se movimenta muito e acaba ficando mais irrequieta durante a cerimônia. Crianças maiores (a partir de 6 ou 7 anos, mas também varia de acordo com a igreja) recebem outro tipo de preparação para o batismo. Você vai precisar de algum tempo para definir a paróquia e saber se ela exige que pais e padrinhos façam algum tipo de curso ou preparação.

Caso você pretenda usar uma camisola (mandrião) tradicional, herdado de alguém da sua família, não deixe de calcular o tamanho do bebê até a época do batismo.

Sim, é preciso marcar a cerimônia de batizado com antecedência. Cada igreja tem um calendário de batismos. Em geral, exige-se que pais e padrinhos façam um curso, e os cursos só estão disponíveis em determinadas datas. Por isso, é preciso se informar na paróquia escolhida sobre as datas de cursos e da cerimônia. Algumas igrejas fazem o batismo individual. Outras fazem um batizado coletivo, quando vários bebês são batizados ao mesmo tempo — o que pode tornar a cerimônia mais longa e cansativa para a criança. Geralmente não, mas alguns padres podem fazer essa exigência. O mais comum é que as paróquias só aceitem batizar crianças cujos pais sejam católicos — ou ao menos um deles. Outras paróquias não aceitam batizar caso os pais não sejam casados na Igreja Católica. As regras específicas devem ser obtidas na paróquia escolhida para a cerimônia, assim como a lista de documentos a serem apresentados.

Algumas igrejas exigem que os pais sejam frequentadores daquela paróquia específica, ou que morem naquela região.

Para fazer o batizado na Igreja Católica é preciso escolher um padrinho e uma madrinha (não necessariamente casados entre si). Pela importância do ato, escolha pessoas próximas, em quem confie e com quem poderá contar nos próximos anos. Tradicionalmente, os padrinhos são pessoas presentes e que acompanhem o crescimento da criança. Existe a expectativa de que os padrinhos sejam católicos, para ajudarem no crescimento da criança dentro da fé cristã. Mas existem paróquias que não questionam se os padrinhos são ou não católicos. A maioria das igrejas também exige que os padrinhos sejam maiores de 16 anos. Além dos padrinhos “principais”, algumas paróquias abrem espaço para um padrinho ou madrinha de consagração (que pode escolher um santo protetor para a criança, no caso da Igreja Católica). Consulte o local onde você pretende batizar seu filho para saber qual é o costume. Sim. Em grande parte das paróquias pais e padrinhos devem fazer um curso para se preparar para o batizado.

O objetivo do curso é fazer pais e padrinhos entenderem melhor a cerimônia, o que ela representa e suas responsabilidades em relação à criança batizada. A duração do curso também varia de paróquia para paróquia. Pode ser só uma reunião, num fim de semana, ou podem ser várias.

Normalmente as paróquias estabelecem uma taxa de batismo, para cobrir os custos. Há outras que pedem uma doação em qualquer valor.

Você precisa se informar na paróquia em que pretende batizar a criança.

Em princípio, o bebê pode usar qualquer roupa que dê acesso fácil ao peito (onde, em algumas igrejas, é colocado um pouquinho de óleo como parte da cerimônia). O mais tradicional é usar uma roupa branca, que representa a pureza. Pode-se vestir também o mandrião, uma roupa de batismo, espécie de vestido longo branco, usado tanto por meninos como meninas, e que costuma passar de geração para geração. Outro costume é de a madrinha providenciar a roupa de batizado do bebê, se ela não tiver passado de geração para geração. Mas trata-se apenas de um costume, não de uma regra.
Na Igreja Católica, o mais comum é o batismo não ser de imersão, como em outras igrejas, mas de “aspersão”. Isso significa que, em geral, se molha apenas a cabeça da criança. A criança, no colo da madrinha, fica posicionada sobre a pia batismal, onde o padre derrama água com uma jarra sobre a testa da criança. O padrinho posiciona-se ao lado. Em algumas igrejas em que a pia não é fixa, o padre pede para que o padrinho segure a bacia batismal. A cabeça pode ser seca logo em seguida por uma fralda. Você pode levar um paninho ou fraldinha mais bonitinho para essa hora, mas não precisa ser nada especialmente feito para este momento (embora as lojas vendam kits com paninhos especiais para o batismo). Caso na igreja que você frequenta o batismo seja de imersão, você vai precisar levar uma toalha bem absorvente (se for uma toalha nova, lave-a antes).

Também existem velas especiais para o batismo, mas muitas paróquias já costumam fornecê-la. Pergunte com antecedência o que você precisará providenciar para a cerimônia.

O tipo de comemoração do batizado vai depender do horário da cerimônia e da vontade da família. É claro que não é obrigatório fazer festa, mas a maioria dos pais gosta de convidar pelo menos os padrinhos e os avós da criança para uma comemoração íntima.

  • Em dúvida sobre como planejar a festa de batizado? Veja também dicas dos leitores do BabyCenter sobre a celebração religiosa
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  • Atualizado em Fevereiro 2018

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