Como baixar o nível de ácido úrico para se livrar da gota

Como Baixar o Nível de Ácido Úrico para se Livrar da Gota

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O ácido úrico é uma substância que se forma em nosso organismo em decorrência da quebra da purina, uma proteína encontrada em diversos alimentos, como carnes vermelhas, peixes e frutos do mar. Normalmente, o ácido úrico não causa problemas de saúde e é eliminado pelos rins sem maiores dificuldades.

Contudo, em pessoas que sofrem de alguma condição renal, essa substância pode se acumular no organismo na forma de cristais que se depositam em vários tecidos. Quando ele se acumula nos rins, pode provocar o surgimento de cálculos (pedras) e da insuficiência renal.

Quando os cristais se depositam nas articulações, eles podem dar origem à gota, um tipo de artrite que causa dores intensas, vermelhidão e inchaço principalmente nos membros inferiores.

Se você tem tendência a apresentar níveis elevados de ácido úrico, confira estes cinco remédios caseiros que podem ajudar a eliminar essa substância do seu organismo:

1. Vinagre de maçã

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Os ácidos orgânicos do vinagre de maçã, especialmente o ácido málico, auxiliam o organismo na quebra do ácido úrico, prevenindo a formação de cristais e os processos inflamatórios. Além disso, esse ingrediente também ajuda a regular o pH do sangue, contribuindo para uma melhora geral da saúde.

Ingredientes e modo de preparo

  • 2 colheres de sopa de vinagre de maçã (20 ml)
  • 1 xícara de água (250 ml)

Para preparar, basta diluir o vinagre em uma xícara de água quente.

Como utilizar

A mistura deve ser tomada duas vezes ao dia: a primeira em jejum pela manhã e a segunda à tarde. Siga o tratamento por duas ou três semanas continuamente.

2. Chá de urtiga

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A urtiga é conhecida por causar alergias e irritações em quem encosta em suas folhas; porém, o chá preparado a partir da planta já processada e pronta para o uso tem benefícios para a saúde, incluindo a redução dos níveis do ácido úrico e uma desintoxicação do organismo.

Ingredientes e modo de preparo

  • 1 colher de sopa de urtiga especial para chás (encontrada em casas de produtos naturais)
  • 1 xícara de água (250 ml)
  • Aqueça a água até a fervura, apague o fogo e adicione a urtiga (cuidado para não utilizar folhas frescas e acabar queimando a pele). Tampe o recipiente e deixe em infusão por 10 minutos.

Como utilizar

Indica-se tomar de duas a três xícaras de chá de urtiga por dia durante pelo menos dez dias.

3. Chá de cavalinha

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A cavalinha é uma planta com propriedades desintoxicantes e anti-inflamatórias que estimula a produção de urina e, dessa forma, ajuda a eliminar o ácido úrico do organismo. Além disso, ela contém antioxidantes que protegem as células dos danos causados pelos radicais livres e reduzem o risco da formação de cálculos nos rins.

Ingredientes e modo de preparo

  • 1 colher de sopa de cavalinha (10 g)
  • 1 xícara de água (250 ml)

O preparo consiste em ferver a água, tirar do fogo, acrescentar a cavalinha e deixar o chá em infusão por 10 minutos com o recipiente tampado. Depois desse tempo, coe a bebida.

Como utilizar

O chá de cavalinha deve ser tomado pela manhã, com o estômago vazio, e pelo menos mais duas ou três vezes durante o dia.

4. Chá de salgueiro

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A casca do salgueiro, também conhecido como chorão, vime e salso, tem propriedades anti-inflamatórias que reduzem a dor nas articulações, facilitando tratamento da gota. Além disso, ela contém substâncias que ajudam o organismo a processar as purinas, evitando a formação ácido úrico.

Ingredientes e modo de preparo

  • 1 colher de chá de casca de salgueiro (5 g)
  • 1 xícara de água (250 ml)

Adicione a casca do salgueiro a uma xícara de água fervente e deixe em infusão por 10 minutos. Em seguida, coe a bebida.

Como utilizar

Os melhores resultados são obtidos quando o chá de salgueiro é tomado pela manhã (não precisa ser em jejum). Se preferir, você também pode aplicar o chá morno nas áreas doloridas com ajuda de um lenço.

5. Chá de cebola

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O chá de cebola tem propriedades de limpeza do organismo que contribuem para o controle dos níveis de ácido úrico. Além disso, ele contém antioxidantes que auxiliam a quebra dos cristais que por ventura se formem nos rins.

Ingredientes e modo de preparo

  • ½ cebola
  • 2 xícaras de água (500 ml)
  • 1 colher de sopa de mel (25 g)

Pique a metade de uma cebola e ferva-a em uma panela com duas xícaras de água. Deixe a mistura em fogo baixo por 10 minutos e tire do fogo em seguida. Coe o chá e adicione o mel para adoçar.

Como utilizar

Recomenda-se tomar uma xícara de chá de cebola pela manhã e uma xícara à tarde por pelo menos duas semanas seguidas. Neste caso, o mel é utilizado para atenuar o sabor forte do chá.

O chá de cebola e as outras dicas para diminuir o ácido úrico apresentadas nesta matéria são receitas caseiras que não são totalmente comprovadas pela ciência. Você não deve substituir ou modificar o tratamento convencional prescrito pelo seu médico sem antes conversar com ele.

As informações contidas nesta página têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

Como baixar o ácido úrico e prevenir a gota com um aperitivo

Quem aqui nunca ouviu falar que um parente ou vizinho acordou de madrugada com pontadas dilacerantes no dedão no pé, e que não houve remédio que aliviasse?

A culpa é da gota, uma doença reumática inflamatória que causa vermelhidão, inchaço nas articulações e dores insuportáveis. 

Sim, é verdade que a gota prefere o público masculino. A cada dez pessoas que sofrem da enfermidade, nove são homens com sobrepeso. Também é verdade que o grande vilão da história é o excesso de ácido úrico no sangue.

O consumo de embutidos como salsicha, salame e mortadela e de bebidas alcoólicas são muito prejudiciais para quem sofre da doença, mas o que talvez você não saiba é que os maiores responsáveis pelas crises são o refrigerante e o suco de caixinha do tipo néctar.

Essas bebidas são carregadas de frutose, principalmente na forma de xarope de milho, usado para adoçar produtos industrializados. A frutose é o único tipo de açúcar capaz de elevar os níveis de ácido úrico.

Um estudo publicado no respeitado JAMA (Journal of the American Medical Association) mostrou que homens que ingerem alimentos açucarados todos os dias têm 85% a mais de chance de ter gota em relação aos indivíduos que raramente consomem.

Ou seja, a culpa não é só da carne!

O que é ácido úrico?

Nós todos produzimos ácido úrico a partir de moléculas de purina, presente naturalmente em nosso organismo, e também em alimentos como carnes vermelhas, frutos do mar, miúdos, grãos e na cerveja.

Para eliminar a substância, nosso corpo converte purina em ácido úrico e expulsa tudo pela urina. Quando a taxa de ácido úrico está elevada (chamam isso de hiperuricemia) e não conseguimos baixá-la, começa o problema.

Os altos níveis desse composto desencadeiam o acúmulo de pequenos cristais de urato de sódio dentro das nossas articulações, provocando crises dolorosas de gota.

Fora isso, o excesso de ácido úrico favorece o aparecimento de pedras nos rins, de doenças cardíacas e de pressão alta.

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Um petisco contra a gota

Se você chegou até aqui e aprendeu o que deve riscar da dieta para evitar novas crises, agora vai descobrir quais são os 4 alimentos e suplementos aliados na prevenção da doença.

Um deles, acredite, pode ser encontrado no boteco mais próximo.

Tremoço

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Tremoço reduz ácido úrico no sangue

  1. Você já comeu tremoço alguma vez?
  2. Pois saiba que, apesar de se tratar de um petisco de boteco, a leguminosa é uma aliada na prevenção da gota.
  3. Uma pesquisa realizada em uma instituição de saúde da Alemanha comprovou que o consumo das sementes contidas na vagem de tremoço podem reduzir os níveis de ácido úrico no sangue, portanto,  o seu consumo está liberado na briga contra as crises de artrite gotosa.

Ômega 3

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Ômega 3 ajuda a combater a inflamação nas articulações

Gorduras boas ricas em ômega 3 como sardinhas, salmão selvagem, nozes e castanhas são essenciais no cardápio de quem sofre com gota ou com outros tipo de artrite, pois esses alimentos são poderosos anti-inflamatórios e ajudam a combater as dores nas articulações. Uma forma prática e mais rápida de consumir ômega 3 de boa qualidade é investir em suplementos de boa procedência.

Atenção à dica: potes de ômega 3 muito baratos costumam ter baixos níveis dos ácidos graxos EPA e DHA na formulação e estão contaminados com metais pesados, por isso, podem não fazer o efeito esperado e prejudicar a sua saúde.

Chorella

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Chlorella auxilia o organismo a eliminar toxinas

A chlorella é conhecida pela capacidade de alcalinizar o sangue e fazer uma verdadeira faxina das toxinas acumuladas pelo organismo.

Diversas pesquisas comprovam que o consumo prolongado da microalga fluidifica o sangue e promove uma detoxificação, inclusive ajudando o corpo a expulsar os cristais de urato de sódio depositados nas articulações mais afetadas pela gota.

Magnésio

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Suplementação de magnésio alivia crises já iniciadas

O magnésio é outra solução natural que pode ser usada contra a gota. Por se tratar de um mineral alcalino, esse suplemento é capaz de purificar o sangue e diminuir a produção de ácido úrico pelo nosso organismo.

Um estudo realizado na China comprovou que homens que ingerem magnésio têm chances reduzidas de desenvolver hiperuricemia.

Em casos de crises de gota já iniciadas, o magnésio também pode ser usado como um remédio natural para aliviar as dores de forma mais rápida.

Gostou desse artigo? Deixe seu comentário e compartilhe com seus conhecidos que sofrem de artrite gotosa.

Conheça 8 alimentos que ajudam a controlar o ácido úrico – Alimentação e Bem-Estar – iG

Como Baixar o Nível de Ácido Úrico para se Livrar da Gota Thinkstock/Getty Images

Retiradas dos frutos maduros, as sementes de abóbora são benéficas para quem sofre com ácido úrico

Algumas pessoas sofrem com o excesso de ácido úrico no organismo.

Quando os níveis não estão equilibrados, seja por causa de algum problema de saúde ou por medicamentos, pode acontecer infarto, AVC, cálculo renal ou gota, que nada mais é do que o ácido acumulado nas articulações e calcificado no local.

Essa calcificação causa  dor e, em muitos casos, é necessário fazer cirurgia, já que os movimentos das articulações ficam restritos. Quem tem predisposição a ter ácido úrico alto precisa tomar cuidado com alguns alimentos e também inserir bons itens na dieta.

Segundo a nutricionista Karla Vilaça, da Nutrenza Assessoria Nutricional, embutidos, como salsicha e presunto, bebidas alcóolicas, caldo de carne, frutos do mar, alguns peixes gordos, como o bacalhau e o salmão, além de tomate, aspargos, cogumelos, ervilha e couve-flor devem ser evitados. Esses alimentos podem aumentar a retenção de ácidos no corpo.

Beber bastante água ajuda a eliminar o ácido úrico do organismo, segundo a nutricionista. “O que pode acontecer é o organismo produzir mais ácido úrico por causa de algum problema – que deve ser investigado por um médico –, mas também a pessoa estar eliminando menos pela urina, por não beber tanta água”, recomenda.

Leia também: Dieta para reduzir o ácido úrico

Além de se hidratar bem, aliar a alimentação na luta contra o excesso do ácido úrico é uma boa estratégia. Karla explica que alguns alimentos que são alcalinizantes e que ajudam no processo de eliminação desse ácido.

>> Veja 8 alimentos bons para controlar ácido úrico e procure inseri-los na dieta:

Leia também: Precisa controlar o colesterol? Veja 20 alimentos que você deve incluir na dieta

Alcachofra – Considerada uma das melhores verduras que age na eliminação de toxinas, as alcachofras são altamente diuréticas e evitam a retenção de líquido. Rica em minerais, vitaminas e antioxidantes, elas também possuem fibras, proteínas e ácidos graxos, que são utilizados como fontes de energia para o corpo.

Para consumir, basta fervê-las e servi-las temperadas com azeite de oliva e vinagre de maçã. O caldo também é benéfico à saúde e pode ser tomado à vontade.

Cenoura – Mais uma verdura que não pode faltar na dieta de quem precisa mandar embora o ácido do organismo. As cenouras têm efeito alcalinizante, o que significa que ajuda a retirar purinas e cristais das articulações.

Na hora de comer, ela é bem-vinda seja na refeição – crua ou cozida – ou até mesmo em sucos – combinando com outros ingredientes como beterraba ou laranja, por exemplo.

Laranja – A vitamina C, presente nessa fruta, também age na redução dos cristais no sangue. O suco de laranja natural ajuda a dissolver essas pedras e faz com que as articulações voltem ao normal.

Limão – Muito indicado no tratamento da desintoxicação do organismo, tomar um suco puro de limão, durante um período consecutivo, em jejum pode ajudar significativamente nos resultados.

Mesmo sendo considerada uma fruta ácida, ao chegar ao estômago o limão se torna alcalina, ou seja, ajuda a combater a acidez sanguínea.

Café – Ainda existem alguns estudos que tentam associar qual substância é responsável por eliminar esse tipo de ácido no corpo. O que se sabe, é que quem toma café tem menor índice de ácido no corpo, mas ainda não se tem um resultado consistente sobre o que, de fato, causa esse efeito.

Porém, pessoas que têm restrições ao consumo de café ou cafeína, devem continuar evitando a bebida.

Cebola – Assim como muitos dos alimentos já citados, a cebola também age como depuradoras no organismo. Elas diminuem a hiperuricemia e baixa os triglicerídeos.

Para consumir, o ideal é fervê-la até que fique macia, separar a água que sobrar e despejar em um recipiente com suco de um limão e tomar duas xícaras desse líquido por dia.

Alho – Assim como a cebola, o alho tem poder de reduzir o colesterol, a pressão arterial e as taxas de ácido úrico.

O indicado é amassar dois dentes de alho e colocar em um copo de água por cerca de 6 horas. Depois desse período, é só coar e tomar a mistura ao menos três vezes ao dia.

Sementes de abóbora – A abóbora é um dos vegetais mais diuréticos que existe e, por meio da produção de urina, ajuda a eliminar os níveis de ácido. Os modos de comer são variados – cozida ou assada são os mais indicados. Mas o mais importante é não descartar as sementes, que são ainda mais poderosas neste tratamento.

Como o ácido úrico age no organismo?

Como Baixar o Nível de Ácido Úrico para se Livrar da Gota shutterstock/Reprodução

O ácido úrico é um composto orgânico encontrado na urina e no sangue

Esse ácido é uma substância naturalmente produzida pelo organismo, sendo o resultado da quebra de moléculas de purina, uma proteína presente em muitos alimentos, como os embutidos, feijão e carnes citados acima.

Ao serem ingeridas, as purinas são utilizadas e degradadas, transformando-se em ácido úrico. Ainda no corpo, maioria é eliminada pelos rins. No entanto, por algum erro metabólico, essa substância pode acabar retida no sangue, e, dependendo da quantidade, causar problemas sérios à saúde.

Seja porque o consumo de alimentos abundantes de purina aumentou, o corpo está eliminando pouco ácido pela urina, interferência pelo uso de algum tipo de medicamento ou vitamina, ou até mesmo por condições médicas – como hipotireoidismo ou obesidade-, os níveis do ácido podem se elevar, resultando em hiperuricemia
, que acontece quando cristais de urato de sódio vão se formando e instalando em vários locais, principalmente nas articulações e rins.

Como saber se seu corpo está com níveis elevados da substância?

Na maioria dos casos, por conta da hiperuricemia, que tem como consequência a aglutinação dos cristais formados nas articulações, essas regiões podem ficar doloridas, inchadas, com aspecto vermelho e apresentar dificuldades de movimentação.

Essas características acontecem, geralmente, nos dedos das mãos e nos membros inferiores, como joelhos, tornozelos, calcanhares e dedos do pé.

Em casos mais complicados, essas alterações podem resultar em uma doença conhecida como gota úrica
.

  • Gota: nem todo mundo que tem hiperuricemia vai ter gota. Mas, é preciso saber que essa doença é uma possibilidade, principalmente em pessoas com níveis mais elevados do ácido, geralmente superior a 10 miligramas por decilitro (mg/dL). A enfermidade ocorre em reação ao acumulo de cristais nas articulações, e acaba provocando dor extrema, inflamação, febre e descamação da pele ao redor das juntas.

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Gota é uma espécie de artrite que ocorre pelo excesso de ácido úrico nas articulações, causando dor e inflamações

Outras complicações conhecidas por ocorrerem graças as taxas altas de ácido são a insuficiência renal aguda ou crônica e cálculos renais
. Nesses casos, dificuldade para urinar e dor intensa no “fundo” das costas podem ser sinais importantes.

  • Cálculo renal: conhecida também por “pedra nos rins”, como o nome já diz, formam-se pedras, a partir dos cristais de sódio, que podem se deslocar até a uretra, canal por onde sai urina. Além de provocar imensa dor ao urinar, pode causar sangramento, dor intensa no abdômen, flanco e região da virilha, febre, náuseas e vômitos. Embora a maioria dos pacientes com gota apresente essa outra enfermidade, não significa que pessoas que não desenvolveram gota estão imunes.
  • Falência renal: Uma das consequências mais graves associadas aos níveis de ácido no organismo. Entre os sintomas, falta de ar, diminuição na micção, inchaço nos membros, confusão, fadiga, dor no peito e sonolência são os mais comuns.

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Exemplo de pedras que podem se formar nos rins, devido à grande quantidade de ácido úrico no organismo

 De acordo com o Instituto do Coração de São Paulo, pesquisas feitas pelo hospital apontaram que níveis elevados de ácido úrico no sangue também podem influenciar nas chances de se desenvolver acidentes cardiovasculares.

Portanto, ao perceber essas alterações no organismo, é recomendável que se procure a ajuda médica o quanto antes, em centros hospitalares, como o Hospital Sírio-Libanes
, referência nesse tipo de tratamento e unidades de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

Diagnóstico

Mesmo com todas essas características capazes de indicar problemas sérios relacionados ao alto índice de ácido úrico no sangue, em entrevista com o urologista João Afif Abdo, o especialista explica que, por se tratar de um distúrbio químico, a hiperuricemia pode, muitas vezes, não apresentar sinais específicos de que os níveis estão elevados.

“Geralmente o paciente fica sabendo que precisa controlar as taxas desse ácido por meio de exames rotineiros, como hemograma, que serve para analisar níveis de glicemia, diabetes, colesterol e triglicérides, por exemplo”, explica o especialista.

Abdo também conta que casos de pacientes com hiperuricemia em consultórios urológicos correspondem a cerca de um quarto dos atendimentos. “Os cálculos renais, que provocam as cólicas renais, são comuns e podem ter duas causas: excesso de cálcio ou ácido úrico. Esse último representa 25% dos problemas pelos quais pacientes procuram um urologista”, afirma ele.

Pacientes com suspeita de gota, frequentemente buscam os reumatologistas e, em outros casos, os ortopedistas também acabam auxiliando no tratamento de hiperuricemia.

Em geral, nessas situações, seja qual for o médico, são solicitados exames de sangue e urina. No sangue, o ideal é que a média do ácido úrico esteja entre 2,5 a 3 mg/dL para estar saudável. “Depende de pessoa para pessoa. Alguns ultrapassam essa média, mas o mais importante é não estar acima de 7 mg/dL”.

Por ser um distúrbio químico, a hiperuricemia não tem uma cura efetiva. “É preciso um controle constante.

Em alguns casos, o paciente vai precisa utilizar medicamentos, geralmente à base de alopurinol, combinado a uma dieta balanceada.

Outras pessoas podem conseguir controlar essa alteração apenas com uma alimentação adequada, evitando, principalmente, alimentos de origem animal”, finaliza Abdo.

Outros tratamentos e modos de prevenção

Além dos alimentos já citados, quem tem esse distúrbio metabólico pode seguir algumas outras recomendações que podem ser úteis para eliminação dessa substância do corpo.

O estresse físico deve ser evitado, anti-inflamatórios e diuréticos também não ajudam na remoção do ácido. Beber bastante água é fundamental para auxiliar na evasão da substância pelos rins.

De uma maneira geral, o mais indicado para o tratamento no controle do índice de ácido úrico é preferir alimentos menos industrializados, seguir uma dieta balanceada e saudável, rica em leite e derivados, frutas e verduras e esquecer o consumo de bebidas alcoólicas – incluindo a cerveja, que é rica em purina.

Leia também:  Como controlar colesterol e triglicérides sem remédios

Ácido úrico (hiperuricemia)

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Ácido úrico em excesso pode desencadear a formação de pequenos cristais de urato de sódio, que se depositam em vários locais do corpo, especialmente nas articulações.

O ácido úrico está entre as substâncias naturalmente produzidas pelo organismo.

Ele surge como resultado da quebra das moléculas de purina – proteína contida em muitos alimentos – por ação de uma enzima chamada xantina oxidase.

Depois de utilizadas, as purinas são degradadas e transformadas em ácido úrico. Parte dele permanece no sangue e o restante é eliminado pelos rins.

  • Os níveis de ácido úrico no sangue podem subir porque sua produção aumentou muito, porque a pessoa está eliminando pouco pela urina ou por interferência do uso de certos medicamentos.
  • Como consequência dessa taxa de ácido úrico elevada (hiperuricemia), formam-se pequenos cristais de urato de sódio semelhantes a agulhinhas, que se depositam em vários locais do corpo, de preferência nas articulações, mas também nos rins, sob a pele ou em qualquer outra região do corpo.
  • Estudos recentes realizados no Instituto do Coração de São Paulo mostram que níveis elevados de ácido úrico no sangue aumentam o risco de desenvolver acidentes cardiovasculares.

Sintomas

O depósito dos cristais de urato nas articulações, em geral, provoca surtos dolorosos de artrite aguda secundária, especialmente nos membros inferiores (joelhos, tornozelos, calcanhares, dedos do pé), mas pode comprometer qualquer articulação. Nem todas as pessoas com esse excesso desenvolverão gota, um tipo de artrite secundária, de caráter genético e hereditário, que acomete mais os homens adultos.

Nos rins, a hiperuricemia é responsável pela formação de cálculos renais (litíase renal) e insuficiência renal aguda ou crônica (nefropatia úrica).

Diagnóstico

O diagnóstico de certeza é dado por um exame que mede a concentração dessa susbstância no sangue e exige oito horas de jejum para ser realizado.

Tratamento e prevenção

Portadores desse distúrbio metabólico devem evitar o estresse físico, o uso de diuréticos e de anti-inflamatórios, assim como devem evitar a ingestão excessiva de alimentos e bebidas ricos em purina (carne vermelha, frutos do mar, peixes, como sardinha e salmão, e miúdos).

Como leite e derivados parecem melhorar a eliminação do ácido úrico, devem ser incluídos na dieta que, acima de tudo, precisa ser saudável e favorecer o controle da obesidade e da hipertensão.

Além da alimentação pouco calórica, quando necessário, podem ser indicados medicamentos para inibir a produção de ácido úrico (alopurinol) ou para aumentar sua excreção (probenecide e sulfinpirazona). Algumas pessoas precisam dos dois tipos porque têm excesso de produção e dificuldade de excreção dessa substância.

Recomendações

  • Beba bastante água para ajudar o organismo a eliminar o ácido úrico;
  • Prefira os alimentos não industrializados; adote uma dieta saudável, rica em frutas, verduras, leite e derivados;
  • Evite o consumo de bebidas alcoólicas, especialmente de cerveja que é rica em purina;
  • Não se automedique. Consulte um médico para orientar o tratamento e peça ajuda ao nutricionista para eleger uma dieta que ajude a controlar a taxa de ácido úrico e a manter o peso em níveis adequados.

Ácido úrico no sangue – Zurampic (lesinurad)

A Agência de Administração de Alimentos e Drogas dos EUA, FDA, aprovou o Zurampic (lesinurad) para tratar níveis elevados de ácido úrico no sangue (hiperuricemia) associados com gota, quando usado em combinação com um inibidor da xantina oxidase (XOI), um tipo de medicamento aprovado para reduzir a produção de ácido úrico no organismo.

Forma dolorosa de artrite

A gota é uma forma dolorosa de artrite, causada pelo acúmulo de excesso de ácido úrico no corpo, e normalmente aparece pela primeira vez como vermelhidão, dor e inchaço no dedão do pé.

O ácido úrico no sangue é produzido pela decomposição de substâncias chamadas purinas, que são encontradas em todos os tecidos do corpo.

O ácido úrico normalmente se dissolve no sangue, em seguida, passa através dos rins e vai para fora do corpo pela urina.

O ácido úrico pode acumular-se no sangue, essa é uma condição chamada hiperuricemia.

Isso acontece, quando o corpo aumenta a quantidade de ácido úrico que produz, e os rins não conseguem se livrar desse excesso de ácido úrico de maneira suficiente, ou quando a pessoa come alimentos demais ricos em purinas.

A maioria das pessoas que têm hiperuricemia não desenvolvem a gota, mas se o ácido úrico forma cristais no corpo, a gota pode acabar por se desenvolver.

“Controlar a hiperuricemia é fundamental para o tratamento da gota a longo prazo”, disse o Dr. Chowdhury Badrul, diretor da Divisão de Produtos Pulmonares, de Alergia e Reumatologia do Centro da FDA, para a Avaliação e Pesquisa de Drogas. “O Zurampic oferece uma nova opção de tratamento para os milhões de pessoas que podem desenvolver a gota ao longo de suas vidas.”

Funcionamento

O Zurampic funciona, ajudando o rim excretar o ácido úrico. Ele faz isso através da inibição da função de proteínas transportadoras envolvidas na reabsorção do ácido úrico no rim.

Segurança e eficácia

A segurança e eficácia para o Zurampic foram avaliadas em três estudos randomizados e controlados por placebo, em combinação com um XOI, envolvendo 1.

537 participantes por no mínimo12 meses.

Os participantes tratados com o Zurampic em combinação com um XOI, experimentaram redução nos níveis de ácido úrico sérico em comparação com os que usaram o placebo.

Efeitos colaterais

As reações adversas mais frequentes nesses ensaios clínicos foram; dor de cabeça, gripe, aumento da creatinina no sangue e doença de refluxo gastroesofágico.

Advertências na embalagem

O Zurampic tem uma advertência na sua embalagem, que fornece informações importantes sobre a sua segurança para os profissionais de saúde, incluindo o risco de insuficiência renal aguda, que é mais comum quando usado sem um XOI, e com doses do Zurampic superiores às aprovadas.

Estudo pós-comercialização

A FDA também está exigindo um estudo pós-comercialização para avaliar ainda mais a segurança renal e cardiovascular do Zurampic.

Fabricante

O Zurampic é fabricado pela AstraZeneca Pharmaceuticals LP, com sede em Wilmington, Delaware.

FDA

A FDA, Agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, protege a saúde pública, assegurando a proteção, eficácia e segurança dos medicamentos humanos e veterinários, vacinas e outros produtos biológicos para uso humano, e dispositivos médicos. A agência também é responsável pela segurança e proteção dos suprimentos de alimentos da nação, cosméticos, suplementos alimentares, produtos que emitem radiação eletrônica, e pela regulamentação de produtos do tabaco.

Publicado em: 22/12/2015 | Fonte: http://www.fda.gov/

Ácido úrico em excesso leva a gota e pedras nos rins; dieta limita avanço

Muita gente pensa que níveis altos de ácido úrico no sangue —sozinhos— levam a descamações da pele da planta dos pés. Mas isso é uma crença popular.

A hiperuricemia, nome médico dado a essas taxas aumentadas, não causa sintoma algum na maioria das pessoas.

Em geral, o problema é identificado por acaso em um check-up, ou por meio do diagnóstico de suas eventuais consequências —a gota e os cálculos renais.

O limite normal de concentração de ácido úrico no sangue é de 6mg/dL.

Contudo, valores mais elevados, isoladamente, não indicam a presença de uma doença, especialmente porque eles são muito prevalentes —especialmente no continente asiático.

A estimativa é que 21% da população geral e 25% dos pacientes hospitalizados tenham hiperuricemia sem apresentarem sintomas. No Brasil, esse percentual equivale a 13%.

Apesar disso, taxas anormais de ácido úrico podem ser observadas em homens, mulheres, jovens, crianças e idosos e podem estar relacionadas a outras doenças como a síndrome metabólica, o diabetes, doenças cardiovasculares e renais.

Por que a hiperuricemia acontece?

O ácido úrico é um subproduto da degradação da purina, componente natural de certos alimentos.

Níveis elevados dele no sangue podem decorrer de uma predisposição genética, do aumento em sua produção (hiperprodução), da redução de sua excreção (hipoexcreção) ou da combinação desses dois últimos processos.

O quadro mais comum, porém, é o segundo. A explicação é de Liz Ribeiro Wallim, professora de reumatologia da Escola de Medicina da PUC-PR.

A hiperprodução decorre dos seguintes fatores:

  • Dieta rica em purina;
  • Problemas na metabolização das purinas;
  • Presença de doenças como psoríase, tumores etc.;
  • Excesso de exercícios.

Já a hipoexcreção pode ser consequência de:

  • Doença crônica ou aguda dos rins;
  • Uso de certos medicamentos (especialmente os diuréticos);
  • Consumo de álcool;
  • Síndrome de Down.

Sintomas de hiperuricemia

A maioria das pessoas não apresenta sintomas de hiperuricemia e descobre que tem níveis de ácido úrico anormais quando apresenta sinais da complicação mais comum observada nesses casos: a gota.

Esta é uma enfermidade que decorre do depósito de ácido úrico no sangue e nos tecidos, o que leva à formação de cristais de urato nas articulações periféricas —o que poderá ser o resultado de mais de 10 anos de taxas elevadas sem controle.

  • A situação mais frequente é que o dedão do pé seja o primeiro a se manifestar por meio de dor local e/ou inchaço, principalmente entre os homens.
  • Outra complicação comum da hiperuricemia é a litíase renal (cálculo renal ou pedra nos rins), o que equivale de 5% a 10% de suas causas (da litíase).
  • “A síndrome metabólica, ou seja, a presença de obesidade, pressão alta, alterações de colesterol, triglicérides e glicemia —que aumentam o risco de doenças do coração, do acidente vascular cerebral (AVC) e do diabetes também podem ser um sinal de que as taxas de ácido úrico andam altas, embora ainda não se saiba dizer o que se manifestou em primeiro lugar”, adverte Salma Ali El Chab Parolin, endocrinologista e professora da Escola de Medicina da PUC-PR.

Como é feito o diagnóstico?

Na consulta, o médico fará o levantamento do seu histórico para conhecer detalhes de seu estilo de vida. Esteja pronto para informar a ele o nome dos medicamentos que você usa ou se tem alguma doença já diagnosticada. Isso o ajudará a descobrir se algum desses fatores se relaciona à sua queixa.

O exame físico, sozinho, não revelará o excesso de ácido úrico. Mas o especialista poderá observar suas articulações e sensibilidade na região dos rins, se o que o levou até ele foi um sintoma renal.

Myrna Campagnoli, endocrinologista do Laboratório Exame (DASA), informa que, para confirmar o diagnóstico de hiperuricemia o médico terá à sua disposição “um teste de urina que deve analisar uma coleta de 24 horas.

Contudo, o mais comum e prático é que se faça o exame de dosagem no sangue do ácido úrico”. Radiografia ou ultrassonografia renal poderão ainda ser solicitadas. O objetivo será investigar cálculos renais que ainda não tenham se manifestado.

Outras possíveis requisições são os exames para avaliar a função dos rins (creatinina e ureia), além de testes que verificam a presença de fatores relacionados à síndrome metabólica.

Tratamento da hiperuricemia

Todos os especialistas consultados afirmam que a maioria dos pacientes não apresentará evolução de seus quadros para a gota ou doença renal. Nesses casos, para o controle dos níveis de ácido úrico é indicada mudança do estilo de vida —ou seja, investir em hábitos que incluam dieta balanceada e exercícios.

Na hipótese em que as complicações da hiperuricemia já tenham se estabelecido, elas serão tratadas por meio de uma abordagem multidisciplinar que engloba as medidas acima descritas e o uso de medicamentos específicos que serão indicados de forma personalizada.

Como deve ser a sua dieta para ácido úrico em excesso?

A recomendação dos médicos é que a dieta de quem tem hiperuricemia seja balanceada, com bom consumo de frutas e verduras e abundante hidratação.

O aumento do ácido úrico está relacionado a dietas ricas em purina. Por isso, saiba quais são os alimentos que devem ser consumidos com moderação, a critério de seu médico:

  • Todos os tipos de miúdos;
  • Carnes (vitela, bacon, cabrito, carneiro);
  • Produtos do mar (mexilhão, anchova, sardinha, salmão, bacalhau, ovas de peixe, truta etc.);
  • Espinafre;
  • Ervilha;
  • Cogumelo;
  • Feijões;
  • Lentilha;
  • Brócolis;
  • Couve-flor;
  • Aspargo;
  • Álcool;
  • Cereais integrais como aveia;
  • Levedura de cerveja.

Posso tomar cerveja?

Durval Ribas Filho, médico nutrólogo e presidente da Abran, explica que, ao consumir esse tipo de bebida ativa-se um duplo mecanismo de ação: “Além de o álcool reduzir a excreção de ácido úrico, a cerveja tem boa quantidade de guanosina (purina), cujo metabolismo forma cristais de ácido úrico”.

O médico esclarece ainda que um estudo conhecido como HPFS (The Health Professionals Follow-Up Study) observou mais de 47 mil homens —em 730 deles, a gota úrica tinha relação com o consumo de álcool.

Dá para prevenir a hiperuricemia?

Sim. Basta adotar hábitos de vida saudáveis que incluam mais exercícios físicos e dieta equilibrada. Nesse último quesito, o conselho do nutrólogo é incluir no cardápio alimentos e nutrientes que colaboram para reduzir a absorção da purina e ainda têm efeito anti-inflamatório. São eles:

  • Vitamina C;
  • Café;
  • Fibras;
  • Frutas vermelhas (especialmente as cerejas).

Fontes: Durval Ribas Filho, médico nutrólogo e presidente da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia); Liz Ribeiro Wallim, reumatologista e professora de reumatologia da Escola de Medicina da PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná); Myrna Campagnoli, endocrinologista do Laboratório Exame (DASA); Salma Ali El Chab Parolin, endocrinologista titulada pela SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia), professora adjunta da Escola de Medicina da PUC-PR. Revisão técnica: Liz Ribeiro Wallim.

Referências: Manual MSD; NCBI (National Center for Biotechnology Information); Smith E, March L. Global Prevalence of Hyperuricemia: A Systematic Review of Population-Based Epidemiological Studies [abstract]. Arthritis Rheumatol. 2015; 67 (suppl 10). https://acrabstracts.org/abstract/global-prevalence-of-hyperuricemia-a-systematic-review-of-population-based-epidemiological-studies/. Accesso em 11 de Março, 2020. Christina George; David A. Minter. Hyperuricemia. StatPearls. NCBI. Acesso em 11 de Março, 2020;Edward Roddy, Hyon Choi. Epidemiology of gout. Theumatic Diseases clinics of America. Acesso em 11 de março, 2020.

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