Como baixar a febre de um bebê: 8 passos (com imagens)

É comum que os pais fiquem muito preocupados ao menor sinal de um incômodo na saúde de seu bebê. Um dos problemas mais recorrentes nos primeiros meses de vida é o surgimento da febre — ou seja, temperatura corporal acima de 37,8°C. Sem saberem o que fazer para baixar a febre do bebê, muitas vezes os pais costumam ficar inquietos e apreensivos.

             

Pensando nisso, separamos algumas medidas simples que podem ser tomadas para tentar reverter o problema. Continue a leitura para conferir dicas para baixar a febre de um bebê.

1. Lembre-se da hidratação

A desidratação ou a falta de água no organismo pode ser uma das causas da febre do bebê. Além disso, a desidratação também pode ser desencadeada pelo estado febril, visto que bebês com febre perdem líquido em uma maior velocidade, devido à transpiração.

Por isso, é muito importante que a criança beba bastante água. Mas cuidado: tanto a falta quanto o excesso podem ser prejudiciais. Procure oferecer o líquido entre os picos de febre, sempre aos poucos.

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No caso de bebês que ainda estão sendo amamentados, a mãe deve se hidratar adequadamente e pode-se aumentar a frequência das mamadas.

2. Deixe o bebê repousar

Quando a criança está agitada, ela apresenta um gasto energético maior e a atividade metabólica aumenta. Isso causa um impacto na temperatura corporal. Assim, quando o bebê estiver com febre, mantenha-o preferencialmente em repouso. Isso não significa que o bebê deve dormir, porém evite deixá-lo agitado.

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3. Prefira tecidos leves

O uso de tecidos leves — como o algodão — deixará a criança mais confortável para lidar com as alterações de temperatura e, consequentemente, com possíveis calafrios provocados pela febre.

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Cobertores muito densos devem ser evitados, pois podem aquecer demais o bebê e fazê-lo suar. Se a criança em estado febril estiver com frio, dê preferência a cobertores mais leves.

4. Faça compressas para baixar a febre do bebê

Um dos métodos mais comuns utilizados ao longo da história é a utilização de compressas para baixar a febre do bebê. O uso da água em temperatura ambiente se mostra eficaz por estar abaixo da temperatura corporal, auxiliando na diminuição da febre.

Umedeça um pano com água fria ou levemente morna e coloque sobre a testa do bebê. Um pano menor também pode ser utilizado nos pulsos. Se a criança apresentar sinais de desconforto persistentes, interrompa a prática.

5. Dê um banho morno

Semelhantemente à opção anterior, o banho com água levemente morna — nunca fria demais, nem quente demais — também pode ser uma opção para baixar a febre do bebê. O ideal é que a água esteja a uma temperatura de 36 graus, que é próxima à temperatura normal do corpo humano.

Como Baixar a Febre de um Bebê: 8 Passos (com Imagens)

É sempre importante ter atenção para que não ocorra um choque térmico no bebê e lembre-se de não agitá-lo demais durante o banho. Tente sempre que possível mantê-lo calmo. Bebês adoram um carinho.

6. Encare a febre como um sintoma

Por si só, a febre não é uma doença. Ela é indicativo de algum outro problema, que pode ter origem diversa. Quadros de infecção, resfriados, insolação, desidratação, entre outros, por exemplo, podem se manifestar através de um estado febril.

Se a febre é persistente, é essencial que o bebê seja analisado por um médico pediatra, que informará o tratamento adequado com base no real problema.

7. Não medique por conta própria

O uso de medicamentos sem o acompanhamento de um profissional apresenta inúmeros riscos, sobretudo quando se trata de um bebê. Portanto, jamais ministre remédios sem a orientação de um especialista.

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Evite também utilizar substâncias que possam ser nocivas à pele da criança. Por exemplo, embora alguns adultos utilizem o álcool em compressas para baixar a febre, em um bebê isso pode ser tóxico e piorar a situação.

Se a febre não baixar em meia hora, opte por uma consulta médica para a avaliação do bebê. No caso de crianças com idade inferior a três meses, a febre é sempre urgente — não hesite em procurar um médico tão logo um estado febril se manifeste no recém-nascido.

Com essas medidas simples, é possível baixar a febre do bebê sem a necessidade de maiores preocupações. Entretanto, tenha sempre em mente que o acompanhamento médico é essencial.

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Convulsão febril: Entenda tudo!

  • tags: convulsão febril, causas, tratamento, como agir, o que fazer, crises convulsivas febris, criança, primeiros socorros, epilepsia.
  • Por Maramélia Miranda **
  • A convulsão febril é um tipo de convulsão generalizada (que acontece com sintomas de perda da consciência da criança, abalos generalizados nos braços e pernas, virada dos olhos para cima e dificuldade de respiração) que costuma durar poucos minutos, sempre em crianças pequenas (de meses a alguns anos de vida), associadas a elevação rápida da temperatura corpórea (febre) devido a alguma infecção, como resposta do cérebro desta criança à condição e à velocidade de elevação da febre.
  • Mesmo falando e orientando pais e familiares sobre a benignidade da crise de convulsão febril, que dura pouco tempo, que não é algo muito grave… Mesmo assim, durante o ataque, os sintomas apresentados pela criança podem ser desesperadores para quem os presencia.

As crises convulsivas febris podem ser simples, quando duram de segundos até 10-15 minutos, e não voltam em um período de 24 horas ou menos. Neste tipo de crise, os abalos costumam ocorrer nos dois lados do corpo e de forma generalizada. As crises que duram mais de 15 minutos, onde os abalos ocorrem em um lado do corpo da criança apenas ou recorrem (voltar a acontecer) em menos de 24 horas da primeira, chamamos de convulsão febril complexa, e podem indicar uma evolução mais séria. Entre os fatores de risco para ocorrer a convulsão febril, o maior deles é, sem dúvida, a idade menor: estas convulsões ocorrem sobretudo em crianças de 6 meses até 3-4 anos. Raramente antes ou após esta faixa de idade. Se houver histórico de familiares com o mesmo problema, o alerta também deve ser dado.

O que fazer durante a convulsão?

A primeira coisa é manter a calma, deitar a criança e apoiar sua cabeça numa superfície macia, virando a cabeça para o lado, para que a saliva ou alguma secreção saia pela boca naturalmente durante o ataque, e não obstrua a sua respiração.

Se puder, peça a alguém ou você mesmo conte o tempo que durará a crise. Este é uma importante informação para o médico.

E você poderá ficar tão preocupado e desesperado, que nem terá muita noção disso após o acontecido! O tempo de duração da crise é um dos indicadores de maior ou menor gravidade de cada caso.

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Como Baixar a Febre de um Bebê: 8 Passos (com Imagens)

A duração de uma convulsão febril típica é de alguns minutos. Depois disso, a criança costuma ficar sonolenta e acorda aos poucos. Não recomenda-se colocar os dedos dentro da boca da criança para puxar sua língua, pois esta ação pode levar a lesão dos dedos de quem tentou apenas ajudar.

Como Baixar a Febre de um Bebê: 8 Passos (com Imagens)

É muito importante a mãe, pai ou familiar documentar se houve febre e o seu nível (medir a temperatura com uso do termômetro, no momento do ocorrido), pois a convulsão febril deve ser diferenciada de uma convulsão sem febre. Esta dúvida não deve existir.

Muito importante: nada de tentar baixar a febre no momento da crise! Tentar dar remédio para febre pela boca da criança durante o ataque pode piorar a situação, causar engasgo ou aspiração, elvando até a pneumonias.

Depois do término da crise, orienta-se ligar para o pediatra, para avisar do ocorrido, em casos de primeira convulsão febril ou quando não se conhece a causa da febre, a ida até o hospital, para um exame médico-pediátrico detalhado, a fim de verificar o que causou a febre (local da infecção), e tratar este foco o quanto antes, se possível.

É preciso fazer uma tomografia ou ressonância magnética do crânio em caso de convulsão febril?

Esta pergunta é muito, muito importante. Sabe-se que, se for convulsão febril, muito, muito raramente haverá a necessidade de exame de tomografia ou ressonância.

Inclusive, a prática de pedidos indiscriminados (excessivos) de tomografias do crânio para casos de convulsão febril já foi bastante estudada, e acreditem: crianças com convulsões febris ou traumas de crânio submetidas a tomografias de crânio sem esta necessidade apresentaram, na evolução e reavaliação destas pesquisas, maior incidência de tumores cerebrais e outros tipos de câncer, por causa da sua maior exposição aos raios-X presentes nestes exames.

Portanto, um recado aos pais e familiares da criança com convulsões febris: na grande maioria das vezes (exemplos raros de exceção: meningites com coleções ou abscessos cerebrais), NÃO HÁ A NECESSIDADE DE TOMOGRAFIA OU EXAME DE RESSONÂNCIA NA AVALIAÇÃO DE CONVULSÕES FEBRIS.

Então, quais exames serão os importantes?

O primeiro e mais importante é a documentação da febre com termômetro ainda em casa, seguida pelo bom exame clínico do pediatra, para ver o local do foco da febre (ouvido? garganta? abdominal? outro?), assim direcionando o seu tratamento.

Outro exame importante, e que na maioria das vezes vem com resultados normais, é o eletroencefalograma (EEG), feito geralmente depois da fase aguda, em ambulatório.

Além destes, exames de sangue, de urina (para detectar infecções urinárias) ou exame de liquor (para examinar se há meningites) podem ser necessários.

O que pode acontecer com uma criança com convulsões febris?

Na maioria das vezes, NADA!!!! Apesar do que se aparenta, este tipo de crise é muito benigno, e a maioria absoluta dos pacientes acometidos não terá nenhuma lesão cerebral, retardo de desenvolvimento, inteligência ou dificuldades de aprendizado. Também é importante dizer: não significa que a criança que tem crises convulsivas febris terá epilepsia. Esta chance é de cerca de 1% (muito pequena).

A maior preocupação dos pais e dos pediatras é se as crises convulsivas febris voltarem mais e mais vezes. Esta recorrência de crises pode acontecer, e é um dos focos do seu tratamento.

  1. Se houver histórico de familiar próximo com convulsões febris, as convulsões vierem com níveis mais baixos de febre ou em idades menores (menores de 15 meses de vida), se a criança tem tendência a ter febre frequentemente ou com níveis mais altos, ou o período entre o começo da febre e a crise convulsiva for mais curto, a chance de novas crises são maiores.
  2. Medicamentos
  3. Os antiepilépticos convencionais, como ácido valpróico, carbamazepina, oxcarbazepina ou fenobarbital, são os mais usados como preventivos, em casos selecionados.
  4. Na ocorrência do início da febre, em crianças que já tiveram convulsões febris, é importante tratar prontamente a elevação da temperatura com antitérmicos usuais (paracetamol, dipirona ou ibuprofeno).
  5. O uso de diazepan via retal, clonazepan sublingual ou lorazepan oral, como medicamentos anti-convulsões, usados para abortar possíveis ataques, quando há febre documentada em crianças mais sensíveis à recorrência das convulsões febris, podem ser prescritos pelo pediatra e/ou neuropediatra.

** Dra. Maramélia Miranda é neurologista com formação pela UNIFESP-EPM, editora do blog iNeuro.com.br.

O que fazer para baixar a febre do bebê

  • Dar um banho morno no bebê, com temperatura de 36ºC, é uma excelente forma de baixar a febre naturalmente, mas colocar uma toalhinha de mão molhada em água fria na testa; na nuca; nas axilas ou na virilha do bebê também é uma excelente estratégia.
  • A febre no bebê, que é quando a temperatura está acima de 37,5ºC, o que nem sempre é sinal de doença, pois ela também pode ser provocada pelo calor, excesso de roupa, nascimento dos dentes ou reação à vacina.
  • O mais preocupante é quando a febre acontece devido a uma infecção com vírus, fungos ou bactérias, e nesse caso, o mais comum é a febre surgir rápido e alta, e não ceder com medidas simples acima citadas, sendo necessário o uso de medicamentos.
  • Como Baixar a Febre de um Bebê: 8 Passos (com Imagens)
  • Para baixar a febre do bebê é aconselhado:
  1. Retirar o excesso de roupas do bebê;
  2. Oferecer líquidos para o bebê, que pode ser leite ou água;
  3. Dar um banho no bebê com água morna;
  4. Colocar toalhas molhadas em água fria na testa; nuca; axilas e virilha.

Se temperatura não baixar com estas dicas em cerca de 30 minutos é recomendado ligar ao pediatra para saber se pode dar remédio para o bebê.

Remédios para baixar a febre do bebê

Os remédios só devem ser usados sob indicação do médico ou do pediatra e geralmente são indicados antitérmicos como, Acetominofeno, Dipirona, Ibuprofeno de 4 em 4 horas, por exemplo.

Quando há sinais de inflamação o médico pode receitar o uso combinado de Paracetamol e Ibuprofeno em doses intercaladas, a cada 4, 6 ou 8 horas. A dose varia de acordo com o peso da criança, por isso deve-se estar atento a quantidade certa. 

  1. O médico também pode receitar algum antibiótico em caso de infecção causada por determinados vírus ou bactérias.
  2. Normalmente só é indicado dar cada dose após as 4 horas e se a criança tiver mais 37,5ºC de febre, porque a febre mais baixa que isso também é um mecanismo de defesa do corpo, no combate à vírus e bactérias e por isso, não se deve dar remédio quando a febre está mais baixa que isso.
  3. Em caso de infecção viral (virose) a febre cede após 3 dias mesmo com uso de remédios e em caso de infecção bacteriana, a febre só baixa depois de 2 dias com uso de antibiótico. 

Quando ir ao médico imediatamente

É recomendado ir ao hospital, pronto-socorro ou consultar o pediatra quando:

  • Se o bebê tem menos de 3 meses de vida;
  • A febre passa de 38ºC e a temperatura chega rapidamente a 39,5 ºC, indicando uma possibilidade de infecção bacteriana;
  • Houver perda do apetite, havendo recusa da mamadeira, se o bebê dormir muito e quando acordado, mostra sinais de irritação intensa e não habitual, o que pode indicar uma infecção grave;
  • Manchas ou pintinhas na pele;
  • Surgirem outros sintomas como o bebê estar sempre choramingando ou gemendo;
  • O bebê chora muito ou fica muito tempo parado, sem nenhum reação aparente;
  • Se houver sinais de que o bebê está com dificuldade para respirar;
  • Se não for possível alimentar o bebê por mais de 3 refeições;
  • Se houver sinais de desidratação;
  • O bebê ficar muito apático e não conseguir ficar de pé ou caminhar;
  • Se o bebê não conseguir dormir por mais de 2 horas, acordando várias vezes durante o dia ou noite, porque é esperado que ele durma mais, devido a febre.
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Se o bebê tiver alguma convulsão, e começar a se debater deve-se manter a calma e deitá-lo de lado, protegendo sua cabecinha, não há risco do bebê se sufocar com a língua, mas deve-se tirar chupeta ou comida de dentro de sua boca. A convulsão febril normalmente dura cerca de 20 segundos e é um episódio único, não sendo grande motivo de preocupação. Se a convulsão durar mais de 2 minutos, deve-se levar a criança ao hospital.

Ao conversar com o médico é importante dizer a idade do bebê e quando a febre surgiu, se ela é contínua ou se parece que passa sozinha e volta sempre na mesma hora, porque isso faz diferença no raciocínio clínico e para chegar a conclusão do que pode ser.

Febre no bebê: o que fazer?

Publicado em: 31 de agosto de 2016

Febre sempre deixa os pais preocupados – especialmente se for a primeira do bebê. Mas é importante lembrar que a elevação da temperatura é um processo comum, que vai se repetir muitas vezes na vida da criança.

Meu bebê está com febre. O que eu faço?

Tradicionalmente, considera-se febre uma temperatura acima dos 37 graus Celsius ou centígrados, observada num termômetro colocado embaixo do braço. 

Mas algumas crianças podem ter a temperatura mais alta, de até 37,5 graus, mesmo que não haja nada errado.

Por isso, os médicos consideram febre mesmo temperaturas acima de 37,5 graus (para alguns médicos, pode ser acima de 37,8). Entre 37 e 37,5 graus, a criança está febril, ou com uma febrícula.

Como faço para distinguir uma febre sem gravidade de uma mais grave?

Mais importante que a temperatura em si é o comportamento e a idade da criança. Se ela estiver com febre de até 38 graus, mas estiver comendo bem, brincando e tranquila há menos razão de preocupação que no caso de uma criança com febre de 37,8 graus junto com choro inconsolável ou prostração.

Procure o médico se seu bebê estiver agindo de forma estranha, se começar a chorar muito mais do que chora normalmente ou se estiver muito parado, sem interesse em mamar ou comer.

Atenção: Se seu filho tem menos de 3 meses e está com a temperatura acima de 37,8 graus, desagasalhe-o um pouco, espere meia hora e meça de novo a febre.

Se a temperatura continuar acima de 37,8 graus, procure o médico ou um serviço de saúde o quanto antes.

No caso de bebês de menos de 1 mês, qualquer febre deve ser avaliada imediatamente pelo pediatra, que provavelmente pedirá exames de laboratório para descartar a possibilidade de uma infecção bacteriana.

Para bebês acima de 3 meses, observe seu filho por 48 horas se ele tiver febre, e procure o médico depois disso. Mas busque ajuda imediatamente se ele estiver prostrado demais, ou com dificuldade de respirar. No caso de febres acima de 39 graus, é melhor falar com o pediatra mesmo antes das 48 horas.

Se for a primeira febre do seu bebê e você estiver preocupada, vale a pena telefonar para o pediatra de qualquer jeito, para se tranquilizar. Só evite levar a criança sem necessidade ao pronto-socorro, para não expô-la a outros vírus e bactérias num momento em que o organismo dela já está um pouco fragilizado.

Que tipo de termômetro devo usar?

O termômetro tradicional, de vidro com uma coluna de mercúrio dentro, é cada vez menos utilizado e deu lugar, principalmente, aos termômetros digitais. Os termômetros digitais são baratos e eficientes e, em geral, são usados embaixo do braço (axila). Existem também outros tipos de termômetros. 

Como baixar a febre do bebê?

Você só precisa baixar a febre do seu filho se ele estiver se sentindo desconfortável demais (chorando o tempo todo, reclamando, vomitando), ou se ele já tiver tido uma convulsão febril alguma vez. Sempre fale com o pediatra antes de dar qualquer remédio pela primeira vez. O melhor é, na consulta de rotina, já perguntar o que fazer no caso de febre. 

Há vários tipos de antitérmicos, mas o recomendado para bebês acima de 3 meses costuma ser o paracetamol.

Nunca dê aspirina ao bebê nem a crianças de menos de 16 anos, porque o ácido acetilsalicílico já foi ligado a uma síndrome rara, que pode ser fatal, a síndrome de Reye.

 Além disso, esse tipo de medicamento pode causar problemas estomacais e hemorragias, porque afeta a coagulação do sangue.

Durante a febre, mantenha seu filho vestido com as roupas adequadas para a temperatura ambiente, nem agasalhado demais nem de menos. Capriche na ingestão de líquidos — seja leite materno, fórmula de leite em pó ou, para bebês mais velhos, sopas leves e suco de fruta.

Uma criança com febre pode ficar desidratada só pela transpiração, mesmo que não esteja com diarreia ou vômitos. 

Quando a criança está desidratada, o uso de antitérmicos é menos eficaz e pode ser até mais tóxico. Portanto use e abuse dos líquidos, nem que precise dar de colherinha. Você também pode dar um banho morno.

Se tiver dado um antitérmico, pode dar o banho cerca de 40 minutos depois. Mas o banho não é imprescindível — só dê se você achar que seu filho vai se sentir melhor. É melhor baixar a temperatura aos poucos que muito rápido.

O banho precisa ser confortável para a criança, e nunca coloque nada na água da banheira.  Não use álcool para baixar a febre.

Por que a febre aparece?

A febre é uma indicação de que o organismo está combatendo algum tipo de infecção. Os macrófagos, células que patrulham o corpo, estão sempre em alerta.

Quando encontram algo estranho — como vírus, bactérias ou fungos –, eliminam o maior número que conseguem, e ao mesmo tempo pedem ajuda, mandando sinais para o cérebro elevar a temperatura do corpo. Só essa elevação já é capaz de matar alguns tipos de bactéria.

O processo também parece acelerar a produção de glóbulos brancos e de substâncias que matam os intrusos. 

Por isso, antes de se apavorar, é preciso lembrar que a elevação da temperatura faz parte do processo natural de combate à infecção, e ela em si não é necessariamente prejudicial ao bebê.

É frequente que bebês tenham febre depois de tomar vacina; a febre também pode acompanhar um resfriado mais intenso, a gripe, a dor de garganta, a dor de ouvido, doenças respiratórias (como pneumonia), infecções virais e infecções urinárias.

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O que é a convulsão febril?

Quando a temperatura da criança sobe muito rápido, pode acontecer de ela ter uma convulsão: fica pálida, os músculos ficam rígidos ou ela faz movimentos estranhos, e às vezes perde a consciência. A convulsão assusta muito, mas não costuma deixar nenhuma sequela.

Se por acaso seu filho tiver uma convulsão, você não precisa segurar a língua dele. Ele não vai engoli-la. Apenas tire alguma coisa que esteja em sua boca, como a chupeta ou alimentos.

Não o segure, mas tente mantê-lo com a cabeça de lado, para evitar o risco de ele engasgar com a saliva ou secreções.

Um dado que ajuda bastante o médico é saber quanto tempo a convulsão durou. Portanto, se conseguir, olhe no relógio. Normalmente essas crises só duram 20 segundos, e é raro passarem de dois minutos. Se quatro minutos passarem e a convulsão não acabar, a criança deve ser levada para o pronto-socorro.

Se a convulsão tiver passado e a criança estiver agindo normalmente, não é preciso correr para o hospital. 

Caso tenha acesso ao pediatra por telefone, fale com ele imediatamente e procure orientações se seu filho convulsionou. Se não, leve seu filho com calma a um serviço de pronto atendimento. Talvez sejam necessários exames complementares.

Os episódios de convulsão normalmente acontecem entre os 6 meses e os 6 anos de idade, mas são mais comuns antes dos 2 anos.  A criança tende a ter convulsão uma vez só (felizmente!), e há indícios de componente familiar: se o pai ou a mãe tiveram convulsão febril quando crianças, a probabilidade de o filho ter é maior.

Convulsões que acontecerem antes dos 6 meses de idade devem ser avaliadas pelo pediatra, porque talvez não se trate de convulsão febril.

Fonte: BabycenterEdição: F.C.

7 fatos que você não sabia sobre a febre: fotos

Quem não fica com o coração superapertado de ver o bebê passar por qualquer tipo de incômodo? E, em caso de febre, a ansiedade é ainda maior.

Antes de querer dar remédio, confira as informações da nossa galeria a seguir e entenda melhor como a febre funciona e quando é hora de realmente se preocupar e sair correndo em busca de atendimento.

Importante: só dê remédio sob orientação do pediatra. A idade mínima para cada medicamento é diferente.

  • O comum é achar que é febre se a temperatura no termômetro tradicional (embaixo do braço) medir acima de 37 graus, mas, em termos médicos, não é bem assim. Há crianças com uma temperatura mais alta, por volta de 37 graus, mesmo que não haja nada de errado.
    A temperatura pode subir um pouco naturalmente por motivos como calor ambiente, banho quente e até excesso de roupa. Existe também uma variação por horário: temperatura mais alta no fim da tarde e mais baixa de manhãzinha.

    Os especialistas consideram uma temperatura entre 37 e 37,5 graus em um bebê que apresenta mal-estar como um estado febril, não febre propriamente dita. Lembrando que termômetros que não os axilares podem marcar uma temperatura mais alta.

  • A febre viral acontece quando o corpo está lutando contra uma doença causada por um vírus, como no caso de uma gripe ou resfriado. Esse tipo de febre tende a passar em até três dias e não se cura com antibióticos.
    Já a febre bacteriana é provocada por uma infecção em que uma bactéria está presente, como em certos tipos de otites (que também podem ter origem viral) e infecções urinárias. Nestes casos o pediatra pode receitar antibiótico para combater a doença.
    Febre há mais de 48 horas exige, portanto, uma ida ao médico para ver se não há infecção bacteriana.
  • Em um bebê de menos de 3 meses, uma temperatura acima de 37,8 graus já é considerada preocupante, então é preciso procurar atendimento médico o mais rápido possível.
    Não se deve dar nenhum remédio antes de levar o bebê de menos de 3 meses ao médico, a menos que seja sob orientação médica, já que é melhor não mascarar os sintomas antes do exame clínico. Bebês novinhos não necessariamente apresentam sinais típicos de infecções mais graves.
    É bem possível que o bebê precise realizar exames de sangue e de urina para determinar se há uma infecção bacteriana por trás da febre. Em alguns casos (como quando há suspeita de meningite), outros exames mais específicos também são feitos.

  • Muita gente acha que quanto mais alta a febre pior o quadro da criança, porém isso não é bem verdade. Um bebê com febre de 38 graus pode parecer perfeitamente bem, enquanto outro com 37,3 graus pode estar irritado, cansado e precisando de colo a toda hora.
    Isso quer dizer que, se o bebê estiver tranquilo e com o comportamento de sempre, não precisa baixar a febre? Isso mesmo. Em vez de se concentrar tanto nas mudanças do termômetro, preste atenção a outros sinais para avaliar melhor o quadro geral de saúde do seu filho, como falta de energia e de apetite, choro fora do comum ou muita manha.
  • Quando há febre, o corpo apresenta rápida perda de líquido através da transpiração e até da respiração. Esse quadro aumenta o risco de desidratação, mesmo que não haja vômito nem diarreia.
    Essa queda na hidratação deve ser constantemente reposta pela ingestão de mais líquidos (para bebês que mamam no peito, basta aumentar o número de mamadas).
    A hidratação adequada ajuda até a controlar a febre e reduzir a chance de efeitos colaterais dos medicamentos antitérmicos, ao colaborar para sua eliminação do organismo.
  • Antes de começar a medicar, tente baixar a febre de forma natural, dando, por exemplo, um banho morno no bebê e deixando-o menos agasalhado.
    Se ainda assim ele parecer incomodado e você for dar algum remédio (com orientação médica), tenha em mente que:
    * A dosagem nesta fase é determinada pelo peso da criança, não pela idade. Siga exatamente o que diz a bula ou o pediatra.
    * Nunca dê aspirina para crianças, porque é uma substância ligada a uma doença extremamente grave, a Síndrome de Reye. Bebês de até 6 meses podem tomar paracetamol; consulte o médico para saber a idade adequada para outros antitérmicos como ibuprofeno ou dipirona.
  • Apesar do susto, a febre é um sinal do bom funcionamento do corpo e do sistema de defesa do organismo, portanto não vai prejudicar seu filho.
    Até os casos mais extremos, como os de febre acompanhada de convulsões, podem ser cuidados e controlados. O importante é monitorar a febre e agir rápido quando necessário.
    Tire suas dúvidas em uma seção inteira de artigos sobre a saúde do bebê e confira todos os cuidados que deve ter com remédios para crianças

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