Como avaliar se um corte precisa de pontos: 9 passos

Como Avaliar se um Corte Precisa de Pontos: 9 Passos

Corte é um tipo de ferimento que ocorre frequentemente em ambientes domésticos. Conheça os cuidados que devem ser tomados.

Cortes são ferimentos que ocorrem com muita frequência no ambiente doméstico.

A pessoa está lidando na cozinha e se machuca com a faca, com um caco de vidro do copo que quebrou, escorrega no chão molhado, leva um tombo feio, bate a cabeça numa quina ou um objeto pesado despenca sobre sua cabeça. Em 2011, apenas nos hospitais do SUS, foram atendidas mais de 27 mil pessoas que se feriram dessa forma em casa.

Veja também: Vídeo sobre cortes e esfolamentos

Tipos e cuidados

Quando os cortes são superficiais, o organismo se encarrega de cicatrizá-los. Na corrente sanguínea, existem plaquetas e proteínas encarregadas de formar coágulos para interromper a circulação, assim que algum vaso se rompe. No entanto, algumas medidas simples tomadas no momento do acidente podem acelerar processo de recuperação.

A primeira é lavar as mãos com água e sabão (qualquer sabão) antes de prestar o atendimento para não levar germes para a área afetada. Os dois passos seguintes são comprimir o local com gaze ou pano limpo até estancar o sangue e lavar o ferimento, também com água e sabão, para remover resíduos de sujeira.

Tudo isso feito com muito cuidado para não agravar a lesão.

Se os cortes forem mais profundos, o mais urgente é estancar o sangramento. Às vezes, porém, é tanto sangue que se torna quase impossível ver o local por onde ele escapa. Nesse caso, deve-se limpar a região com um pano embebido em água até encontrar o local do ferimento.

Depois é só pressioná-lo com gaze ou com um pano limpo para estancar o fluxo de sangue. Se isso não acontecer em cinco ou dez minutos, no máximo, a pessoa deve ser encaminhada para socorro médico.

Cortes muito profundos com sangramento abundante exigem atendimento médico de urgência.

Veja também: Cortes profundos

Cortes na cabeça

Cortes na cabeça necessitam de cuidados especiais. De modo geral, eles provocam sangramento abundante por causa do grande número de vasos sanguíneos concentrados nessa parte do corpo.

Se o corte for superficial, quase sempre é suficiente lavar o local com água e sabão e comprimir o ferimento para que o sangue estanque em, no máximo, dez minutos.

Já os cortes mais profundos podem necessitar de pontos que devem ser dados por um médico.

Ocasionalmente, a pancada que provocou o corte na cabeça pode também ter provocado sangramento em algum vaso situado no interior do cérebro ou nas membranas que o envolvem, as meninges. Esses casos precisam ser diagnosticados depressa, porque o sangue extravasado pode comprimir estruturas cerebrais de importância vital para a sobrevivência.

Se o hospital em que a pessoa foi atendida não possui um aparelho de tomografia computadorizada para diagnóstico imediato, é indispensável redobrar a atenção nas primeiras 24 horas depois do acidente. A pessoa deve permanecer acordada, especialmente se for uma criança.

Caso apresente dor forte de cabeça, desequilíbrio ao andar, visão dupla, vômitos, pupilas dos olhos de tamanhos diferentes, sonolência, confusão mental, desmaio, sangramentos pelo nariz ou ouvido precisa ser encaminhada para assistência médica sem perda de tempo, porque esses sintomas são sugestivos de complicações neurológicas.

Recomendações

  • Nunca aplique álcool, pomadas ou produtos desinfetantes no local do ferimento. Apenas lave a área com água e sabão;
  • Não assopre o ferimento para não contaminar a região com os germes que habitam normalmente nossa boca;
  • Não utilize algodão para estancar o sangue, porque as fibras grudarão na ferida, o que tornará mais difícil a sua remoção;
  • Procure assistência médica, se surgirem sinais de infecção (vermelhidão, calor, dor, inchaço e pus) na região do ferimento;
  • Certifique-se da necessidade de tomar uma dose de reforço da vacina antitetânica se o ferimento foi provocado por um objeto enferrujado ou sujo de terra;
  • Não se assuste se o sangue do ferido respingar em você. Nenhum germe poderá penetrar sua pele, se ela estiver íntegra. Entretanto, se sua pele estiver ferida e a pessoa acidentada não tiver condições de ajudar a estancar o sangramento, tente improvisar uma luva ou outro material de proteção para evitar o contato do sangue com sua pele machucada.

Como Avaliar se um Corte Precisa de Pontos

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Há 11 referências neste artigo. Você pode encontrá-las ao final da página.

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    Estanque o sangue o máximo que puder. A primeira dica é elevar a área lesionada acima do nível do coração; isso ajuda a diminuir o fluxo sanguíneo da região. Com um pano limpo ou uma folha úmida de papel-toalha, pressione o machucado por mais ou menos cinco minutos.[1] Depois desse período, veja se o corte continua sangrando.

    • Se o sangramento ainda estiver incontrolável, pare de ler este artigo e vá direto para a emergência.[2]
    • Se o sangramento estiver estancado, continue lendo.
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    Verifique se há algum corpo estranho dentro do machucado. Em caso positivo, é importante consultar um médico o mais rápido possível[3] para que o local não infeccione. Além disso, nesse caso, o corte provavelmente precisará levar pontos.

    • Não tente remover o objeto em casa. Muitas vezes, é exatamente esse corpo estranho que está impedindo uma hemorragia. Portanto, é melhor esperar a avaliação de um médico.[4]
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    Se o corte foi causado por uma mordida animal ou até mesmo humana, consulte o médico imediatamente. As lesões desse tipo correm um risco enorme de infeccionar. Além do mais, você precisará ser vacinado para prevenir determinadas doenças. Por isso, independente do corte precisar levar pontos ou não, corra para o hospital.[5]

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    Analise o local do machucado. Se você cortou o rosto, as mãos, a boca ou a região genital, é importante visitar a emergência. Nesses casos, a sutura vai melhorar a aparência de possíveis cicatrizes e também ajudar na recuperação.[6]

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    Entenda o porquê do uso de uma sutura. Os motivos são vários, mas os mais comuns incluem:[7]

    • Para fechar um corte muito grande — os pontos vão unir as bordas do machucado e, consequentemente, acelerar o processo de recuperação;
    • Para prevenir infecções — como a sutura fecha aqueles cortes muito graves, acaba minimizando o risco de uma infecção entrar no organismo;
    • Para evitar ou reduzir o aparecimento de cicatrizes — isso é fundamental em determinadas partes do corpo, como o rosto, por exemplo.
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    Analise a profundidade do machucado. Se o corte tiver mais de 0,6 mm de profundidade, a sutura pode ser recomendada. Se a camada de gordura ou até mesmo o osso estiverem visíveis, consulte um médico imediatamente.[8]

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    Analise a largura do machucado. As bordas do corte estão próximas ou há muito tecido exposto? Se houver muita exposição, vai ser preciso suturar as bordas para diminuir essa fenda. Com isso, a recuperação será muito mais rápida.[9]

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    Examine a localização do corte. Caso ele esteja em uma pare do corpo de muito movimento, talvez a sutura seja recomendada para evitar que o corte reabra sempre que a pele esticar. Por exemplo, um corte na articulação de um dedo pode precisar levar pontos, enquanto uma lesão na testa não.[10]

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    Converse com o médico sobre a vacina antitetânica. Ela dura no máximo dez anos e, depois disso, você vai precisar de um reforço. Em caso de corte, se você tiver tomado a vacina contra o tétano há mais de dez anos, vá para a emergência.[11]

    • Aproveite e peça para o médico ver se a lesão precisa levar algum ponto.
  • Se estiver com medo de uma cicatriz, vá ao hospital para levar pontos.
  • Você leu o artigo e mesmo assim continua com dúvidas? Vá para a emergência. É melhor prevenir do que remediar.
  • Caso o machucado esteja contaminado ou sangrando em excesso, vá para o hospital.
  • Sempre fique em dia com todas as vacinas para prevenir infecções e doenças.

Como saber se um corte precisa de pontos?

Quando a gente faz um corte ou tem um machucado que sangra muito, além do susto, sempre fica aquela dúvida: será que precisa de pontos? Às vezes sim, às vezes não – e, depois de ler esse artigo, você não vai precisar sofrer até o caminho do pronto socorro para saber a resposta.

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Para que servem os pontos?

Basicamente, os pontos são feitos para controlar a hemorragia e reduzir a chance de infecção. Eles também deixam o paciente com uma cicatriz pequena – e, convenhamos, se forem feitos com capricho (o que infelizmente nem sempre é verdade), a cicatriz pode chegar muito perto de ser imperceptível.

Mas quando é que um simples band-aid resolve o problema?

Seth Podolsky, vice-presidente do Instituto de Serviços de Emergência da Clínica Cleveland, nos Estados Unidos, explica os tipos de cortes, quando os pontos são essenciais e porque um bom médico não vai costurar uma mordida de cachorro.

Tipos de feridas

Acho que você vai reconhecer todos os tipos de ferida com muita facilidade.

O primeiro apontado pelo doutor é o típico raspão. Geralmente é superficial e uma limpeza bem feita acompanhada de curativos será o suficiente para curá-lo. Os outros três tipos de feridas já causam mais confusão.

Lacerações são o que a maioria das pessoas pensam como “padrão” para cortes; as avulsões são quando um pedaço de pele é arrancada; e perfurações geralmente surgem a partir de um prego ou objeto pontiagudo, que entra na pele rompendo o tecido e provocando um sangramento.

A equipe do Dr. Podolsky lida principalmente com lacerações, embora perfurações também usualmente exijam pontos, com apenas uma exceção: “As mordidas de cachorros têm um alto risco de infecção quando são costuradas, por isso damos antibióticos aos pacientes e os enfaixamos, mas, em geral, não damos pontos”, diz Dr. Podolsky.

  • 5 curas inesperadas para problemas comuns de saúde

Antes de correr loucamente para o pronto-socorro, o Dr. Podolsky tem algumas dicas para você avaliar se esse é realmente o caso.

Por exemplo, se o osso, tendão, músculo ou tecido adiposo de uma laceração estiver à vista, você deve se preocupar. Especialmente se o corte for maior do que cerca de 2 centímetros.

Nesses casos, geralmente o sangramento excessivo não para depois de um tempo.

A perda de sensibilidade na região é um risco, bem como ter objetos estranhos presos no interior da corte – o que também sinaliza uma necessidade de atenção médica.

Segundo o doutor, na maioria das vezes um médico costura uma ferida para simplesmente juntar o tecido de volta, o que faz pressão suficiente para parar o sangramento e ajudar a prevenir uma possível infecção. Se os pacientes não tiveram tomado uma vacina antitetânica nos últimos 5 a 10 anos, uma dose de reforço deve ser administrada, completa Podolsky.

E atenção: as pessoas que são diabéticas, têm AIDS ou estão imunocomprometidos devem procurar atendimento profissional para qualquer laceração ou punção.

Cola com cola

Pontos se tornaram menos comuns ao longo da última década, já que outras soluções têm obtido grandes avanços, diz o Dr. Podolsky.

Ele, por exemplo, é um grande fã de adesivos de tecido, porque eles não precisam de anestesia na área da ferida e os pacientes não precisam de uma visita de retorno para removê-los. “É como supercola para a pele”, diz ele.

Mas adesivos de tecido só funcionam em partes do corpo que não se movem muito, como a testa. Para regiões como o cotovelo e o joelho, por exemplo, não são a medida mais indicada. E um alerta importante: o Dr.

Podolsky não recomenda que as pessoas usem adesivos de tecido, ou qualquer cola de secagem rápida, por conta própria em suas feridas.

Em caso de ferimentos que você considere a possibilidade de levar pontos, o melhor é limpar a área machucada e colocar um curativo como uma gaze ou faixa, e ir para o hospital.

Viu só? Não tem muito segredo. Na dúvida, a melhor opção é sempre procurar um pronto-socorro. Principalmente porque cada caso é um caso, e só um especialista vai saber considerar todas as variáreis envolvidas no seu caso.

Cura sozinha

Diferentes partes do corpo curam de formas diferentes. O couro cabeludo tem um monte de vasos sanguíneos, por isso feridas na região geralmente precisam levar pontos para que o corte pare de sangrar. “Nós também costuramos ferimentos faciais para manter a cicatriz ao mínimo e em uma linha reta”, completa o Dr. Podolsky.

Áreas do corpo que se movem muito, como o joelho, também podem se beneficiar de pontos.

Para a maior parte, porém, quando se trata de uma pequena ferida, relativamente superficial, o corpo vai se curar sozinho e os pontos são feitos em geral por razões estéticas.

Prazo para levar pontos

Em geral, os pontos precisam ser dados dentro das primeiras 12 horas de lesão, por causa do risco de infecção. Então, se você acha que pode precisar de pontos, não demore muito para ir a um pronto-socorro. A procrastinação, nesse caso, pode trazer consequências severas a um ferimento que poderia ter um solução simples.

  • Procrastinação: 6 maneiras de acabar cientificamente com ela!

“O melhor conselho que posso dar para prevenir a infecção é lavar, lavar e lavar. Lavar o ferimento e em seguida enfaixá-lo e, se você estiver se preocupando, vá até pronto-socorro”.[The Wall Street Journal]

Saiba como cuidar de uma ferida com pontos

Quando a pele e o tecido perdem sua continuidade, é necessário a colocação de pontos de sutura por parte de um médico. Durante este processo cuide da ferida para que a cicatrização siga seu curso sem complicações. Depois de um período estimado e com o cuidado acurado dos pontos, a ferida fechará. A Bionext mostra alguns passos de como cuidar de uma ferida com pontos.

1 – Os passos a seguir são muito simples, você mesmo ou outra pessoa poderá cuidar da ferida com pontos diariamente. Os seguintes passos ajudarão a manter a ferida limpa e desinfetada até sua cura.

2 – Depois da colocação dos pontos de sutura é possível que a enfermeira cubra a ferida com uma compressa realizada com gaze e fita microporosa. Durante o primeiro dia é melhor que não a retire e tenha cuidado até 24 horas (desde que não tenha exposto a compressa à sujidade).

3 – O primeiro passo a seguir para iniciar um curativo é retirar a compressa com cuidado, já que a zona suturada está sensível depois da colocação de pontos. É importante observar a ferida e comprovar que está com bom aspecto, pode ser que a zona onde se insiram os pontos esteja um pouco avermelhada.

4 – Em segundo lugar, faça a lavagem da ferida. Alguns pacientes coincidem o banho diário com esta etapa do cuidado, assim executa-se a limpeza da ferida suturada ao mesmo tempo que a higiene corporal.

Caso o curativo seja feito durante o banho, lave a ferida com especial cuidado com água e sabão. Se não lavar durante a higiene pessoal, use solução salina e aplique sabão com a ajuda de uma gaze estéril.

5 – Após a lavagem da ferida com pontos, é imprescindível secar bem toda a zona porque a umidade dificulta a cicatrização da ferida. Use uma toalha limpa exclusiva para secar a ferida com pontos ou uma gaze estéril.

6 – Para o seguinte passo é necessário conhecer as alergias do paciente, já que algumas soluções podem desencadear problemas alérgicos. A solução iodada também pode ser usada.

7 – A técnica para aplicar o iodo ou a clorexidina com uma gaze é sempre em forma circular. Você deve começar pela zona onde se encontram os pontos de sutura e ir “pintando” até o lado externo. Desta forma respeita-se a esterilidade da ferida, se fizer de fora para dentro as bactérias são arrastadas para dentro pelo lado aberto.

8 – Durante os primeiros dias é importante cobrir a ferida com pontos, já que a pele não é contínua e existe maior possibilidade de infecção. É importante que o curativo cubra bem a zona com os pontos.

9 – Nos últimos dias e quando a ferida suturada começar a fazer crosta e a pele estiver unindo, aconselha-se a não cobrir a ferida. As exceções para aplicar a compressa são quando tiver risco de esfregar na roupa, exposição a sujeira ou má evolução dos pontos.

10 – Quando o médico ou a enfermeira retirar os pontos, continue cuidando da cicatriz, hidratando a zona onde estiveram os pontos. Costuma-se usar creme hidratante ou óleos cicatrizantes.

11 – É importante que durante todo o processo se avalie a ferida cada vez que retirar a compressa, verificando sua cor, aspecto, temperatura e possível aparecimento de secreções. Sempre que suspeite que algo não está bem, consulta um especialista.

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Este artigo é meramente informativo, não temos capacidade de receitar nenhum tratamento médico nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

Vai dar ponto?

Seu filho está brincando e, de repente, “ai!”, se cortou! Se não for um machucado superficial, ele pode precisar levar pontos. Mas isso não é motivo para pânico. Saiba como agir nesses casos

Daniele Zebini. Foto: Gettyimages/Pierre Charrian

 Machucou, e agora?

A primeira coisa a fazer é lavar bem o corte com água corrente e sabão para prevenir uma infecção no local. Depois, a menos que seja um ferimento muito pequeno, superficial, que pare de sangrar logo, o melhor a fazer é levar a criança até o pronto-socorro mais próximo para avaliação médica.

“A indicação do tipo de curativo dependerá da localização, profundidade e extensão do corte.

O médico também checará se há comprometimento da função da região afetada, por exemplo, se o machucado não deixa a criança mexer o dedo”, diz Paula Cristina Ranzini, pediatra do pronto atendimento do Hospital Israelita Albert Einstein (SP).

 Devo correr ao hospital, onde quer que eu esteja?

Se você estiver distante da sua casa, em outra cidade, ou no meio das férias quando o ferimento ocorrer, leve seu filho ao pronto-socorro mais próximo.

O procedimento de suturar cortes é muito simples e os profissionais dos prontos atendimentos estão aptos a fazê-lo.

Além disso, a rapidez é importante para que a cicatriz fique menor, o que significa que não vale a pena esperar horas para ir ao hospital de sua confiança e nem fazer um curativo temporário na farmácia.

 Vai doer muito?

Se você acha que seu filho vai sofrer na hora de levar os pontos está muito enganado. Ele vai sentir a picada da agulha da anestesia local, que é superfina.

Depois, sentirá apenas o toque do médico durante o procedimento. Passado o efeito da anestesia, é raro a criança sentir dor. Você pode pedir a indicação de um analgésico para caso isso ocorra.

Alguns medicamentos aumentam o sangramento e não são adequados.

 Como saber se o ponto foi bem dado?

Existem vários tipos de pontos, mas nenhum é mais ou menos adequado às crianças. O médico faz a escolha de acordo com as características do local tratado e o tipo de lesão, não com a idade do paciente.

“Um ponto bem dado é o que fica retinho e bem fechado, mantendo as bordas da pele bem unidas”, diz Antonio Carlos Arruda, médico do departamento de dermatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Espaços entre os pontos deixam uma porta aberta para infecções. Fique atento.

 E depois, como cuidar?

A cicatrização leva de cinco a sete dias e nesse período é normal que a criança sinta o corte coçar. Explique que não deve, pois ela pode se machucar de novo. A não ser que o curativo seja muito complexo e haja indicação para voltar ao hospital, a troca pode ser feita em casa mesmo.

“De forma geral, deve-se lavar o local dos pontos três vezes ao dia com água corrente e sabonete e não tomar sol na ferida ou cicatriz por três a seis meses”, explica Aristides Augusto Palhares Neto, cirurgião plástico e professor do departamento de cirurgia e ortopedia da Faculdade de Medicina da Unesp.

Cada tipo de ferimento requer mais ou menos cuidados e, por isso, siga as orientações do médico que fizer a sutura.

 Pode infeccionar?

O procedimento de sutura é simples, mas ainda assim é preciso estar alerta aos sinais de infecção. Os sinais são saída de secreção amarelada, vermelhidão ou aumento da temperatura no local, dor e febre. Caso verifique algum desses sintomas, volte ao hospital.

 Quando é hora de tirar?

Pontos feitos na pele não devem ser desfeitos em casa, mas retirados por um profissional especializado. O tempo varia de cinco a dez dias, dependendo do tipo do ferimento.

 Vai ficar marca depois?

A maioria dos pais entra em desespero quando percebe que o filho vai precisar levar pontos e logo pensa na cicatriz. De acordo com Antonio Carlos Arruda, a reação deveria ser exatamente a contrária. “Com o ponto, a cicatriz fica sempre menor.

” O ponto une as bordas do ferimento, o que facilita a cicatrização e a regeneração dos tecidos. “Se deixar cicatrizar sozinho, o corte permanece aberto e isso pode ocasionar uma fibrose exacerbada no tecido, conhecida como queloide, que deixa a cicatriz muito maior”, explica.

Caso o ferimento seja muito irregular e haja a possibilidade de um cirurgião plástico dar os pontos, as chances de uma cicatriz menos aparente aumentam, mas em geral isso não é necessário.

Se mesmo depois do processo total de cicatrização a marca ainda incomodar esteticamente, existem tratamentos que vão desde pomadas até aplicação de radiação e cirurgia plástica.

Fontes: Antonio Carlos Arruda, médico do departamento de dermatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, Aristides Augusto Palhares Neto, cirurgião plástico e professor do departamento de cirurgia e ortopedia da Faculdade de Medicina da Unesp.

Paula Cristina Ranzini, pediatra do pronto atendimento do Hospital Israelita Albert Einstein (SP), Sylvio Avilla, cirurgião pediátrico do Hospital Pequeno Príncipe (PR), Willian Abraão Saad Jr.

, cirurgião do pronto atendimento do Hospital Israelita Albert Einstein (SP)

Fuvest: Tudo que você precisa saber sobre a prova

– (DMEPhotography/iStock)

Gramática e interpretação de texto

  • Estrutura de palavras (sufixos e prefixos)
  • Morfossintaxe (estudo das classes de palavras e análise de frases, orações e períodos)
  • Figuras de linguagem
  • Discurso direto e indireto
  • Concordância nominal e verbal

Dica

– Estude bem o sentido de cada prefixo e sufixo, pois muitos são usados em diversas palavras. Procure informar-se o máximo que conseguir sobre a formação de palavras para conseguir identificar os diversos sentidos que os vocábulos podem assumir em diferentes textos.

– Todo texto ou enunciado possui uma intenção. Essa intencionalidade do autor está registrada com uma linguagem mais ou menos informal de acordo com a situação comunicativa. Se o excerto for um diálogo na rede social, certamente haverá abreviações, linguagem não-verbal e “incoerências” de acordo com a norma culta.

– Tente adequar as figuras de linguagem ao seu cotidiano. Imagine como você explicaria determinadas situações usando essas figuras de estilo. Fique atento às campanhas publicitárias, seja na mídia audiovisual ou impressa, e procure entender os recursos persuasivos que estão presentes, de forma direta e indireta.

– Quando o exercício destacar determinada palavra ou expressão, leia primeiro o enunciado para que você otimize o tempo e já consiga, na primeira leitura, identificar os termos e as referências ao longo do texto.

Literatura

Veja a lista completa das obras obrigatórias na seção “A prova”.

É muito comum os candidatos recorrerem aos resumos, vídeos no YouTube e até resenhas críticas sobre os livros.

Tenha cuidado, pois o vestibular exigirá um nível avançado de leitura e entendimento das obras, tanto no aspecto da narrativa propriamente dita como do contexto histórico, social, a relevância da obra para o estilo literário da época e até características do autor. Leia os livros e faça anotações ao longo do texto sobre as suas impressões.  

A intertextualidade é amplamente explorada no exame. Muitas vezes você deverá confrontar um texto literário com um texto não literário. Extrapole as possibilidades de cada texto, procure entender a sua intencionalidade, os aspectos que os aproximam e distanciam.

Tente estabelecer relações entre letras de música, propagandas, textos de diferentes gêneros, filmes e seriados.

Você perceberá que é possível estabelecer inúmeras associações com todo tipo de informação que lidamos todos os dias.

Não se esqueça de ler, quando aparecer algum texto para analisar ou comparar, a referência bibliográfica/fonte. Ela pode te fornecer informações preciosas e indícios para iniciar sua análise.

HISTÓRIA

História do Brasil

  • Colônia: estrutura socioeconômica, orientada pelo mundo do açúcar e da mineração;
  • Império: Constituição de 1824, as revoltas regenciais, a política externa e a crise do Segundo Reinado;
  • República Velha: os conceitos de coronelismo, a política dos governadores, a política do café com leite, os conflitos sociais (Canudos, Contestado, Revolta da Vacina);
  • Era Vargas: o conceito de populismo, a Revolução Constitucionalista, a Constituição de 1934 e as características gerais do trabalhismo, enfatizando a CLT;
  • República Liberal: os anos JK, a crise do populismo e os caminhos que levaram ao golpe de 64;
  • Ditadura Civil-Militar: tropicalismo, os atos institucionais, a Lei de Anistia e o movimento das Diretas Já!;
  • Nova República: Constituição de 1988 e os processos que orientaram a ocorrência dos impeachments.
Leia também:  Como aplicar uma fórmula para uma coluna inteira no google planilhas em um computador

História geral

  • Instituições republicanas e democráticas (relação com a cidadania na Antiguidade Clássica);
  • Feudalismo (características gerais) e o Renascimento comercial;
  • Cruzadas, cultura medieval e mundo árabe;
  • Era das Revoluções (Industrial, Americana e Francesa);
  • Revolução Russa;
  • Primeira e Segunda Guerras Mundiais;
  • Guerra Fria;
  • Nova Ordem Mundial;
  • História dos conflitos no Oriente Médio;

– (michaelquirk/iStock)

GEOGRAFIA

  • População: crescimento da população, distribuição espacial, composição por sexo e atividade, migrações internas e internacionais;
  • Urbanização: metropolização, conurbação, cidades globais, megacidades e hierarquia urbana, problemas urbanos, tanto sociais como ambientais;
  • Aspectos físicos: geomorfologia, hidrografia e clima, problemas ambientais. A abordagem dos domínios morfoclimáticos específicos do Brasil é bastante frequente;
  • Economia: atividades agrárias (enfoque na modernização da agricultura e problemas ambientais) e fontes de energia (impacto ambiental, fontes alternativas e crises energéticas)
  • Indústria: evolução do processo de industrialização no Brasil, o processo de descentralização no país e no mundo;
  • Atualidades: questões podem se referir diretamente ao tema em evidência ou para abordar questões mais tradicionais. Ex: o rompimento da barragem de Mariana foi utilizado para questionar a atividade econômica de importância na região.

Dica

Nesse ano, os principais assuntos relacionados à geografia foram:
– Mundo: governo Trump, crise na Venezuela, o terrorismo no mundo, migrações (com destaque para refugiados), Brexit, Coreia do Norte e fortalecimento dos movimentos nacionalistas e dos grupos supremacistas.

– Brasil: crises política e econômica, demarcação de terras indígenas e reformas da previdência e trabalhista.

INGLÊS

O grande foco do vestibular da Fuvest é a leitura e interpretação de textos.

 As questões são de nível médio de dificuldade, em sua maioria, e ao longo dos últimos cinco anos, os temas mais abordados foram relacionados às áreas de tecnologia, saúde, meio ambiente e atualidades.

Os textos foram retirados de conceituados jornais e revistas americanas e britânicas, como The York Times, The Economist, The Guardian, Scientific American, Time e Newsweek.

É importante lembrar que as questões e alternativas são em língua portuguesa e cobram, em sua maioria, a habilidade de localizar as informações no texto.

Isso pode ser comprovado por alguns enunciados usados nos últimos anos: “Segundo o texto, a bactéria Wolbachia, se inoculada nos mosquitos, bloqueia a transmissão da dengue porque…” (Fuvest, 2016) e “Conforme o texto, um dos elementos da metodologia empregada nos experimentos foi…” (Fuvest 2017).

Ative seu conhecimento prévio sobre o tema explorando o título do texto ou alguma possível ilustração. Do que se trata? Qual o assunto ou o tópico? Leia rapidamente o texto à procura de palavras-chave. Identifique a ideia principal e os argumentos ou ideias que a sustentam.

Se você se deparar com alguma palavra ou expressão desconhecida, tente descobrir seu significado pelo contexto, por sinonímia, por identificação de palavras cognatas.

Estas últimas são palavras de origem latina, próximas ao português, que o ajudarão na compreensão do texto.

No entanto, atentem para os falsos cognatos, por exemplo, parents (pais), pretend (fingir), actually (na verdade, de fato), eventually (enfim, finalmente), preservative (conservante), dentre outros.

BIOLOGIA

  • Ecologia: cadeias e teias alimentares, fluxo de energia (diferenciar de ciclos da matéria), relações entre seres vivos e impacto nas populações, sucessões ecológicas, biomas e impactos ambientais;
  • Citologia: transporte pela membrana celular, funções dos organoides e relação entre eles (foco no complexo golgiense, retículo endoplasmático, mitocôndria e cloroplastos), ácidos nucleicos e seu papel na síntese de proteínas, divisão celular;
  • Botânica: evolução (principais grupos de plantas e suas aquisições evolutivas, especialmente relacionadas à conquista do meio terrestre), e fisiologia (principais processos fisiológicos das plantas relacionados ao transporte de seivas, hormônios vegetais e fotossíntese);
  • Zoologia: evolução (principalmente em relação aos vertebrados), fisiologia (foco nos mecanismos fisiológicos presentes tanto no corpo humano quanto nos grupos vertebrados, especialmente relacionados à digestão, circulação, respiração e excreção);
  • Evolução: teorias evolutivas, genética (1ª Lei de Mendel), análise de heredogramas e herança ligada ao sexo.

Dica

– Faça esquemas na forma de mapas conceituais, relacionando conceitos. Use e abuse das representações gráficas para criar seus próprios resumos. Use, por exemplo, representantes da fauna brasileira (araras, gambás, cotias, onça, lambari, pirarucu, tuiuú…) para construir suas teias alimentares.

– Use e abuse dos desenhos para esquematizar células (animal e vegetal, eucarionte e procarionte) e seus organoides.

Esquematize uma célula diploide com quatro cromossomos (2n=4) em diferentes fases de mitose e meiose e dê atenção especial às metáfases e anáfases, indicando onde está havendo separação de cromátides-irmãs ou de cromossomos homólogos, coloque também nesse esquema genes alelos para entender a relação entre a meiose e a Genética.

– Faça resumos de árvores evolutivas (cladogramas) que apresentam grupos de plantas e novidades evolutivas. Crie resumos com desenhos envolvendo transporte de seivas, transpiração nas plantas e tropismos. Gráficos relacionados à fotossíntese costumam aparecer nas provas e saber interpretá-los é bem importante.

– Leia com muita atenção os enunciados porque eles trazem todos os componentes necessários para resolução dos problemas de genética.

– (Jacob Ammentorp Lund/iStock)

FÍSICA

  • Velocidade, aceleração e gráficos;
  • Equação fundamental da dinâmica;
  • Energia e potência;
  • Conservação da energia mecânica;
  • Conservação da quantidade de movimento;
  • Equilíbrio;
  • Gravitação;
  • Pressão e empuxo;
  • Temperatura, dilatação, calor e gases perfeitos;
  • Reflexão e refração;
  • Conservação da carga, campo elétrico, trabalho e energia elétrica;
  • Corrente e potência em circuitos elétricos;
  • Campo e força magnética;
  • Ondas, equação fundamental e interferência;
  • Física moderna: equação de Einstein e energia de fóton.

QUÍMICA

  • Equilíbrio químico: equilíbrio iônico, cálculo de pH e pOH, aplicações do princípio de Le Chatelier, hidrólise salina e cálculo/interpretação de constantes de equilíbrio;
  • Reações químicas: reatividade dos metais e ametais, reações de dupla troca, reações de precipitação, redox (exemplo principal: combustão) e reações orgânicas. Na parte de reações inorgânicas, relação com a parte de soluções, cinética química e estequiometria;
  • Estequiometria: relação com termoquímica, soluções e gases, relação de pureza dos reagentes, identificação dos reagentes excesso e limitante, reações consecutivas e rendimento reacional;
  • Ligações químicas: ligações entre os átomos (molecular, covalente, iônica ou metálica), ligações intermoleculares (relações de solubilidade, temperaturas de fusão e ebulição e viscosidade);
  • Termoquímica: estabilidade das ligações, cálculo de ΔH das reações, relações estequiométricas com massas, análise do ΔHº combustão, relações com combustíveis.

Dica

  • – Faça uma tabela identificando os ácidos e bases quanto à intensidade de acidez ou basicidade; exercite o comportamento ácido/base dos sais, óxidos e compostos orgânicos; monte um esquema mostrando os fatores que deslocam um equilíbrio químico e treine os cálculos de pH e pOH.
  • – Estude as propriedades da tabela periódica relativa à eletronegatividade e eletropositividade e à posição dos elementos químicos, o que facilita o estudo da reatividade dos elementos; faça uma tabela com os grupos funcionais relacionando às funções orgânicas e regras gerais de nomenclatura.
  • – Ao exercitar questões de reações orgânicas, procure identificar nos reagentes envolvidos as regiões positivas (átomo de menor eletronegatividade) e negativas (átomo de maior eletronegatividade), o que facilita o aprendizado do mecanismo reacional de vários grupos reacionais.
  • – Exercite o balanceamento de equações químicas pelo mais diversos métodos (tentativas, algébrico, redox e íon-elétron); utilize o conhecimento das leis ponderais e volumétricas.
  • – Monte uma tabela com as características de reconhecimento para cada ligação química e relação de cada uma delas com as propriedades físicas e químicas dos compostos.

MATEMÁTICA

  • Geometria plana
  • Logaritmos e função logarítmica (foco nas propriedades operatórias)
  • Análise combinatória
  • Probabilidade
  • Progressões aritméticas e geométricas

Dica

– Logaritmo pode ser usado em questões interdisciplinares, como cálculo do pH de soluções, tempo de desintegração de uma substância radioativa, idade de fósseis, etc.

– Ao estudar análise combinatória, foque em compreender plenamente o princípio fundamental da contagem. Escrever o raciocínio que está sendo desenvolvido no exercício ajuda a levar em consideração todos os casos possíveis envolvidos na contagem ou a cair em alguma “armadilha” no cálculo.

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