Como avaliar o nível de consciência durante os primeiros socorros

Como Avaliar o Nível de Consciência Durante os Primeiros Socorros

Em 1976, ao sofrer um acidente com sua família, o cirurgião ortopédico Jim Styner pôde perceber quão inadequados eram os cuidados em relação aos primeiros socorros de vítimas de traumas. Depois dessa experiência, o médico desenvolveu o protocolo ABCDE do trauma, que passou a ser empregado em diversas regiões do mundo a partir de 1978. Também nesse ano, o primeiro curso sobre o tema foi ministrado.

A importância do método desenvolvido por Jim Styner não demorou a ser reconhecida pelas autoridades médicas, uma vez que só com esses cuidados é possível realmente estabilizar o paciente, deixando-o mais seguro para o transporte e para quaisquer outras intervenções que se façam necessárias. O protocolo tem como principal objetivo reduzir índices de mortalidade e morbidade em vítimas de qualquer tipo de trauma. Quer saber como o método funciona? Então acompanhe agora mesmo nosso post:

Como funciona o método?Tomando como base os atendimentos na rede pública, podemos dizer que as causas externas representam uma boa parcela do número de internações.

Estão incluídos nesse número os usuários do serviço que sofreram acidentes de trânsito, afogamentos ou foram vítimas de quedas e agressões físicas, entre outras possibilidades. Todas essas causas externas são consideradas traumas.

Por isso, durante o primeiro contato com a vítima, aplica-se o ABCDE a fim de garantir sua estabilização, sendo que qualquer lesão maior será monitorada com a devida atenção até a chegada a um hospital ou centro de atendimento apropriado.

Quais são suas etapas?Como o próprio nome já sugere, o método se divide em 5 etapas: A, B, C, D e E. Cada letra representa uma etapa cuja inicial se refere a um termo em inglês. Que tal conhecer uma a uma?

A de airway (ou via aérea)

Vias aéreas e controle da coluna cervical. Nessa primeira fase do atendimento, o médico deve checar se o paciente está com as vias aéreas desobstruídas.

É importante verificar se não há corpos estranhos impedindo a respiração, fraturas de face ou qualquer lesão na coluna cervical.

Todo o processo deve ser tátil, verificando sinais de edemas ou sangramentos e observando se a vítima não emite qualquer som durante a respiração, tosse ou apresenta alguma agitação. Garantida a permeabilização, o colar cervical deve ser colocado.

B de breathing (ou respiração)

Respiração e ventilação. Depois de garantir a permeabilidade das vias respiratórias, é preciso aferir se o cidadão está, de fato, respirando bem. Nesse ponto, é necessário observar os movimentos do tórax, fazer auscultas a fim de eliminar qualquer lesão torácica e, se necessário, utilizar métodos de ventilação mecânica para reestabelecer a função.

C de circulation (ou circulação)

Circulação com controle de hemorragia. Após os primeiros procedimentos, é preciso impedir que a vítima entre em quadros como a hipovolemia (diminuição anormal do volume do sangue de um indivíduo), que podem trazer como consequência o choque hemorrágico.

Assim, apalpar, verificar o dorso e identificar de onde surgiu a hemorragia é o primeiro passo para sua contenção. Impedir que o cidadão continue perdendo sangue durante o atendimento pode ser decisivo para que o óbito não aconteça.

Nessa etapa também são aferidos o nível de consciência, a coloração da pele, a frequência e a amplitude do pulso, a perfusão periférica, a pressão arterial e do pulso, ainda notando se há sudorese.

D de disability ou (ou incapacidade)

Exame neurológico sumário. Uma avaliação primária do nível de consciência da vítima deve ser determinada no momento do primeiro atendimento para que, depois, seja encaminhada e classificada pela Escala de Glasgow.

A primeira verificação deve ser feita pelo método AVDI: Alerta, resposta a estímulo Verbal, resposta a estímulo Doloroso ou inconsciente aos estímulos.

Depois da primeira classificação, o paciente deve passar por um novo teste ao chegar na unidade de atendimento.

E de exposure (ou exposição)

Exposição com controle da hipotermia. Para identificar fraturas e hemorragias, a vítima deve ser despida. Para facilitar o trabalho e impedir novos traumas, corta-se a roupa.

Nesse procedimento, é comum que a temperatura do corpo baixe, deixando os cidadãos mais suscetíveis à hipotermia. Com isso, outros problemas podem surgir.

Assim, antes da remoção da vítima para o atendimento, é preciso garantir que sua temperatura esteja estável. Por isso, é preciso ter mantas térmicas sempre à mão.

Como é no Brasil?Com o primeiro curso tendo sido ministrado em 1978, a partir de 1980 diversos países (como o Canadá e outros da América Latina) já receberam profissionais totalmente capacitados para disseminar os conhecimentos entre os médicos interessados em adotar o método. No Brasil, porém, o curso só foi disponibilizado em 1989, chegando a todo o país só em 1992. Há atualmente núcleos de formação espalhados pelo território nacional. Segundo estimativa divulgada pela instituição responsável pelos cursos, credenciada pelo Colégio Americano de Cirurgiões, já foram treinados mais de 30 mil médicos no Brasil. Todos eles são, portanto, devidamente capacitados para adequar o método aos demais protocolos clínicos iniciados em sua instituição.

Leigos não são autorizados a mexer nas vítimas até a chegada de uma equipe médica de urgência.

Profissionais realmente capacitados para atender vítimas de acidente de trânsito ou qualquer outro tipo de trauma são médicos, socorristas ou bombeiros, que tiveram todo o treinamento necessário, possuem certificação e têm em mãos os aparatos certos para tentar reverter alguma situação, estabilizando a vítima. Isso sem contar que têm experiência em salvamentos e primeiros socorros, claro.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou em seu último relatório (intitulado Situação global sobre segurança rodoviária 2015), o Brasil aparece na 56ª posição em um ranking de 180 países que mais sofrem com a mortalidade no trânsito. Nas Américas, o Brasil está atrás apenas da República Dominicana e de Belize.

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No mundo todo, aproximadamente 1,25 milhão de pessoas morrem vítimas de acidente de trânsito. Proporcionalmente, 23% são motociclistas, 22% são pedestres e 4% são ciclistas.

No Brasil, em 10 anos, a taxa de mortalidade nas vias foi de 18,7 para 23,4 a cada 100 mil habitantes, taxa próxima à registrada em países africanos (média de 26,6 vítimas para cada 100 mil habitantes).

Governos de algumas capitais já desenvolveram programas de conscientização tentando reduzir as mortes e o número de pacientes que tratam sequelas de acidentes na rede pública.

Em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin criou, em 2015, o Movimento paulista de segurança no trânsito, conselho constituído por 9 secretarias para desenvolver políticas que promovam a redução de vítimas do trânsito no estado pela metade até 2020.

Em 2013, entendendo a necessidade de suprir essa demanda crescente, o Ministério da Saúde criou a Linha de cuidado ao trauma na rede de atenção às urgências e emergências do Sistema Único de Saúde (SUS).

Com isso, o sistema investiu na melhora ao acesso e atendimento de vítimas de causas externas, estabelecendo regras para a habilitação de centros especializados em trauma que visam organizar a rede hospitalar, padronizar e agilizar o atendimento a vítimas de violências e acidentes em geral e evitando óbitos, complicações e sequelas graves.

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Atendimento pré-hospitalar

O Atendimento pré-hospitalar é uma atuação medica de pessoas treinadas na área da saúde, com o intuito de prestar uma assistência de socorro de forma rápida e dinâmica visando retirar vidas de riscos eminentes.

Pois bem, para que possamos agir de acordo com as normas e os protocolos internacionalmente criados, precisamos ter uma bagagem de conhecimento na área. Antes de prestarmos qualquer atendimento, precisamos  ter certeza que nós e nossa equipe estão bem equipados e protegidos, pois existe uma regra sagrada entre os socorristas primeiro eu, depois minha equipe, e por último minha vitima.

  • Quanto nos deparamos com uma cena de acidente, precisamos em primeiro lugar fazer uma avaliação da cena, ou seja, a cinemática do trauma, esta avaliação serve de subsidio para temos uma ideia de quais tipos de lesões nossa vitima vai apresentar para nós e se estaremos em uma cena segura.
  • Realizado essa avaliação, partimos para o ABCDE do trauma, agora que começa a corrida contra o tempo, pois a avaliação precisa ser rápida começamos pelo:
  • A –  vias aéreas e controle da coluna cervical

A avaliação  das vias aéreas e as condutas que garantem a sua permeabilizarão é prioridade no trauma. As principais causas de obstrução das vias aéreas são: queda da língua em pacientes inconscientes, presença de corpos estranhos, sangue e restos alimentares, fraturas de fase, traumas cervicais (ruptura da laringe e traqueia).

A maneira mais simples de diagnosticar problemas com as vias aéreas é através da resposta verbal da vitima, pois estando esta respondendo evidencia-se a permeabilidade das vias. Sinais como agitação, cianose ou respiração ruidosa podem significar obstrução das vias aéreas.

Outra questão importante neste item refere-se a colocação do colar cervical na vitima pois o politraumatizado até que provem o contrario é portador de lesões de coluna cervical.

B – Respiração e ventilação

A primeira etapa do atendimento inicial apenas garante ao paciente permeabilidade de suas vias aéreas, mas isso não significa que este esteja com ventilação adequada. Sendo assim torna-se fundamental a avaliação das condições ventilatórias do paciente.

A ventilação pode estar prejudicada por obstrução das vias aéreas, como por alterações da mecânica ventilatória ou por depressão do nervoso central.

Formas de diagnosticar problemas de ventilação: procurar movimentações simétricas do tórax, caso haja assimetria sugere-se fraturas ou tórax flácido, frequência respiratória elevada pode indicar falta de ar, o oxímetro d pulso pode ajudar a identificar se a ventilação esta sendo eficiente.

C – circulação com controle de hemorragia

A hipovolemia com consequente choque hemorrágico é a causa principal d morte nas primeiras horas após o trauma.

Hipotensão arterial em vitimas de trauma deve ser sempre considerada como consequência de hipovolemia.

Alguns parâmetros são de fundamental importância na avaliação inicial e determinação da hipovolemia: nível de consciência, coloração da pele, frequência cardíaca, pressão arterial, sudorese.

Tão importante quanto o diagnostico do choque hipovolêmico é a determinação do ponto de sangramento. Após a localização da hemorragia medidas de contenção devem ser tomadas a fim de evitar lesões irreversíveis no paciente é até o seu óbito.

D – Exame neurológico

É uma rápida avaliação do estado  neurológico deve determinar o nível de consciência e a reatividade pupilar do traumatizado. O rebaixamento do nível de consciência é indicativo de diminuição da oxigenação, lesão direta do encéfalo ou uso de drogas e/ou álcool. Na avaliação inicial, utiliza-se o método AVDI.

  1. A: alerta;
    V: resposta ao estimulo verbal;
    D: responde a estímulos dolorosos;
  2. I: irresponsivo aos estímulos.
  3. O exame neurológico mais detalhado do paciente deve ser realizado posteriormente e o mesmo deve ser realizado  posteriormente e o mesmo deve ser classificado de acordo com a escala de coma de Glasgow que irá melhor definir qual o estado neurológico do paciente.
  4. E – exposição da vitima com controle da hipotermia

O paciente traumatizado deve ser completamente despido para facilitar o exame completo e a determinação de lesões que podem comprometera sua vida. Para se evitar movimentos de fraturas ou luxações, as roupas devem ser cortadas antes da remoção.

A proteção do paciente contra hipotermia é de suma importância, pois certa da metade dessas vitimas desenvolvem este tipo de alteração durante o atendimento inicial. A hipotermia exerce efeitos deletérios sobre o organismo do traumatizado portanto, deve protegido contra o frio através de cobertores aquecidos e infusão de líquidos.

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É importante a utilização, pelos socorristas, da manta térmica. Ela retém o calor da vitima mantendo-a aquecida. O calor do sol também ajuda.

  • Outro ponto fundamental do atendimento pré-hospitalar é a parada cardiorrespiratória, saber identifica-la é fundamental para diminuir prováveis lesões cerebrais. Existem três passos fundamentais para o socorro a vitima:
  • 1° – chamar o socorro, cheque o estado da vitima, se a vitima não responde chamar o SAMU 192 imediatamente.Após iniciar o procedimento de ressuscitação cardiopulmonar;
    2° – reanimação precoce com ênfase nas compressões torácicas;
  • 3° – desfibrilação rápida e precoce, nesse ultimo é usado o desfibrilador identificando o ritmo cardíaco da vitima, decidindo se esse ritmo é ou não desfibrilável e auxiliar nas manobras de ressuscitação.

Após isso se conseguimos ressuscitar o nosso paciente é necessário a estabilização dele, a qual  é feita já na ambulância de suporte avançado ou já no hospital. Os minutos decorrentes desse tempo de compressões e uso do desfibrilador podem ser cruciais no que diz respeito a vida da vitima, pois são os  minutos de ouro dentro do atendimento pré-hospitalar.

Conclusão

Desta forma conclui que, é de fundamental importância o aprendizado do atendimento pré-hospitalar, não só para quem é da área da saúde, mas também para os leigos.

Saber coisas básicas como desafogar uma criança ou os principais passos para inicial uma ressuscitação cardiopulmonar, podem salvar uma vida.

Entretanto esta muito vago esse tipo de aprendizado oque deveria ser aprendido dentro da sala de aula desde a infância, nunca se quer é mencionado primeiros socorros.

  1. Eu acredito que se tivéssemos uma noção básica todos os anos da época do ensino médio e fundamental teríamos não só crianças mais desenvolvidas, mas também mais também adultos mais bem preparados pra situações de pânico e desespero, que um acidente pode causar.
  2. Claro que nossa educação ainda é muito vaga neste sentido e em muitos outros, mas ainda podemos melhorar, ser leigo não quer dizer que  individuo não possa fazer um curso de socorrista de primeira resposta, não só pelo conhecimento, mas também pelo fato de poder fazer algo por uma pessoa que corre risco de morte.
  3. Autora: Julie Oliveira dos Reis.

Como Avaliar o Nível de Consciência Durante os Primeiros Socorros

  1. 1

    Avalie a situação. A primeira coisa a se fazer em uma situação de emergência é parar por um instante e ver o que está acontecendo. Veja se é possível identificar a causa da lesão no paciente e se é seguro se aproximar dele.

    Não adiantará nada fazer tudo às pressas nesses casos antes de eliminar todas as possibilidades de perigo (ou seja, você não vai conseguir ajudar alguém se acabar se machucando no processo e dará ainda mais trabalho para o SAMU.

  2. 2

    Identifique os sintomas da perda de consciência. Alguns deles são:[1]

    • Fala arrastada.
    • Batimentos acelerados.
    • Confusão.
    • Tontura.
    • Vertigem.
    • Incapacidade súbita de responder, ou falar, com coerência, ou incapacidade total da fala.
  3. 3

    Faça perguntas para a pessoa. Fazer uma sequência de perguntas automaticamente dará a você várias informações sobre o estado atual do paciente.

    As perguntas devem ser fáceis, mas também precisam servir para avaliar o estado cognitivo básico.

    Comece perguntando se ela está bem para testar a responsividade, mas caso ela responda, ou suspire para mostrar que ela não está inconsciente, tente outras perguntas como:[2]

    • Em que ano nós estamos?
    • Em que mês nós estamos?
    • Que dia é hoje?
    • Quem é o atual presidente do Brasil?
    • Você sabe onde estamos?
    • Você sabe o que aconteceu?
    • Caso a pessoa responda com clareza e coerência, significa que está em um alto nível de consciência.
    • Caso responda incorretamente a maioria das perguntas, significa que ela está consciente, porém com sinais de estado alterado de consciência, o que implica confusão e desorientação.[3]
  4. 4

    Ligue para o 192. Ao confirmar o estado consciente do paciente, mas com sintomas de EAC (estado alterado de consciência), como a incapacidade de responder perguntas simples claramente, ligue imediatamente para o 192, que é o número direto para o SAMU.[4]

    • Quando for ligar para o SAMU, informe-os dos escores (pontos) do paciente na escala de responsividade AVPU:
      • AAlert: alerta ou apto a responder perguntas.
      • VVerbal: responde a estímulos verbais.
      • PPain: responde a estímulos de dor.
      • UUnresponsive: sem resposta ou inconsciente.
    • Mesmo que a pessoa responda todas as perguntas com coerência, e não mostre sintomas de alteração da consciência, ainda é recomendado ligar para o 192 se o paciente:[5]
      • Tiver outras lesões oriundas do trauma ocorrido.
      • Sentir dor ou desconforto no peito.
      • Tiver palpitações ou batimentos irregulares.
      • Relatar dificuldade para enxergar.
      • Não conseguir mexer os braços ou pernas.
  5. 5

    Faça perguntas de acompanhamento. Elas serão úteis se você quiser obter alguma informação sobre a causa do desmaio ou diminuição do nível de consciência do paciente. A pessoa pode, ou não, ser capaz de responder essas perguntas, dependendo do nível de consciência e responsividade. Tente perguntas como:[6]

    • Você pode me dizer o que aconteceu?
    • Você está tomando algum remédio?
    • Você tem diabetes ou já passou por um coma diabético?
    • Você está usando drogas ou tem ingerido bebidas alcoólicas? Nesse tipo de pergunta, vale procurar por marcas de agulhas nos braços ou pernas. Além disso, verificar se há frascos de remédios ou garrafas de alguma bebida alcóolica perto do local da ocorrência.
    • Você tem epilepsia?
    • Você tem algum problema cardíaco ou já sofreu um infarto?
    • Você sentiu alguma dor no peito ou teve algum outro sintoma antes do ocorrido?
  6. 6

    Anote todas as respostas da pessoa. As respostas, fazendo sentido ou não, ajudarão os socorristas a decidir o melhor procedimento. Anote tudo o que for dito pelo paciente para passar as informações à emergência com exatidão.

    • Exemplo: quando a maioria das respostas for incoerente, e a pessoa também disser que tem epilepsia, ela provavelmente responderá errado por cinco a dez minutos após a crise epilética. Mesmo assim, pode ser necessário mantê-la em um período maior de observação pelos paramédicos.
    • Outro exemplo é se o paciente confirmar que tem diabetes. Nesse caso, o socorrista, ao obter essa informação, saberá que tem de checar os níveis de glicose imediatamente.
  7. 7

    Mantenha a pessoa acordada. Os socorristas conseguirão avaliar a situação com mais facilidade se o paciente estiver consciente.

    Dada a situação onde a pessoa respondeu com incoerência, ou está respondendo com sinais de que vai desmaiar, faça de tudo para mantê-la acordada, consciente.

    Pergunte para ela se consegue ficar de olhos abertos e faça mais algumas perguntas que a mantenham falando.

  8. 8

    Esteja ciente de outras coisas que causam o estado de inconsciência. Caso conheça a pessoa, ou a viu “desmaiar” alguma vez, talvez você consiga fornecer informações importantes para os socorristas, assim como ajudar no diagnóstico (causa) da inconsciência. As causas mais comuns de consciência diminuída, ou perda de consciência, incluem:[7]

    • Perda excessiva de sangue.
    • Lesão mais séria na cabeça.
    • Overdose de drogas.
    • Intoxicação alcoólica.
    • Um acidente de carro ou outro trauma mais grave.
    • Problemas de controle da glicose no sangue (como na diabetes).
    • Problemas cardíacos.
    • Pressão baixa (muito comum em idosos, que recobram a consciência logo após a queda de pressão).
    • Desidratação.
    • Convulsão.
    • Derrame.
    • Hiperventilação.
  9. 9

    Veja se a pessoa está usando um colar ou bracelete de alerta médico. Em uma situação onde o paciente tem várias condições médicas, como a diabetes, a pessoa talvez esteja usando um bracelete de alerta médico para informar aos socorristas sobre uma condição específica do paciente.[8]

    • Quando os socorristas chegarem, comunique-os imediatamente se encontrar um bracelete ou colar desse tipo.
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    Monitore o paciente até o SAMU chegar. É importante que alguém fique de olho nele o tempo todo.[9]

    • Caso ele permaneça semiconsciente e respirando, sem demonstrar angústia, continue monitorando a situação até os socorristas chegarem.
    • Caso ele fique totalmente inconsciente, a situação é mais séria e necessita de uma análise mais detalhada. A partir disso, você deve seguir os passos do próximo método.
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Aprenda a avaliar a gravidade de um paciente

Após realizar o suporte básico de vida o que devo fazer?
Após certificar-se de que o paciente esta vivo podemos fazer uma abordagem de lesões que não impliquem em risco imediato de vida.

  • Após o SBV identifique a necessidade de transporte rápido ao hospital (vítimas instáveis), ou se é possível completar o exame BUSCANDO reconhecer as lesões e a gravidade (exame Secundário) no local.
  • O EXAME SECUNDÁRIO (BUSCAR) é divido em 4 etapas
    1ª – Imobilizar a coluna cervical
    2º – Determine o nível de consciência e resposta
    3º – Colher uma história, enquanto
  • 4º – Examina a vítima e seus sinais Vitais

1ª Etapa – Imobilizar a coluna cerv
SÓ IMOBILIZE A COLUNA CERVICAL SE HOUVER SUSPEITA DE TRAUMA.
Coloque suas mãos na face da vitima, por trás, segurando nas mandíbulas, de forma a impedir movimentos do pescoço.
Permaneça ajoelhado, e execute a 2ª etapa

  1. Caso não tenha trauma ou suspeita de trauma siga a 2ª etapa
  2. 2ª etapa – Determine o nível de consciência e resposta – AVDI
    Determine o nível de consciência utilizando o método AVDI.
    A – Acordado e orientado
    V – Responde a estímulos Verbais desorientado
    D – responsivo a Dor (ou palavras desconexas)
  3. I – Irresponsivo (não responde mas respira)

3ª etapa – Colha uma história enquanto examina a vítima na 4ª etapa
Colha uma história (com a vitima, acompanhantes ou parentes) O que você está sentindo? O que ocorreu? Existe alguma doença antes do ocorrido? Usa medicações?

Última refeição ?

4ª etapa – Sinais Vitais
Examine enquanto colhe a história da 3ª etapa Pergunte se existe dor e peça que movimente discretamente os dedos das mãos e dos pés.

Observe traumatismos, deformidades, hematomas, sangramentos, hálito, movimentos respiratórios diferentes no corpo percorrendo da cabeça aos pés da vítima. Cheque a Frequência e a profundidade da respiração (anormal no choque).

Avalie a temperatura da pele de modo comparativo entre os membros da vítima.

  • Teste se a polpa do dedo se enche de sangue ao apertar (se encher indica ausência de choque ou sangramentos importantes).
  • Reportando Resultados da Avaliação Inicial (telefone 193 ou 192)
    Inicie com a causa do socorro Reporte o que foi feito no exame primário – Suporte Básico de Vida Descreva a queixa principal do paciente Descreva os resultados do exame secundário
  • Reporte a conduta inicial tomada
  • Não administre líquidos ou medicamentos pela boca
    em paciente grave ou inconsciente.

Ao realizar os exames primário e secundário, o socorrista terá um diagnóstico presumido do que ocorreu à vítima lhe dando de imediato condutas gerais de ação para intervenções. Ou seja, a cada passo de exame pode ocorrer de imediato como resposta de conduta tratamento. Veja nos capítulos as diversas situações de emergência, e qual a conduta específica à cada uma delas.

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