Como aproveitar os 30 anos de idade e deixar de temer o envelhecimento

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    Você sabia que comer peixe uma vez por semana pode diminuir o risco de um infarto fulminante? A boa nutrição vai além de comer menos gordura. É saber a diferença entre gordura boa e ruim, prestando mais atenção à variedade e às proporções dos alimentos que podem ser ingeridos e fazendo das boas escolhas nutricionais um hábito. Se você teve hábitos ruins por um longo período da vida, não conseguirá mudá-los da noite para o dia, mas obterá sucesso se melhorar a dieta aos poucos.
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  • Como Aproveitar os 30 Anos de Idade e Deixar de Temer o Envelhecimento BlindTurtle/iStock Benefícios dos exercícios físicos
    Praticar exercícios por 20 a 30 minutos na maioria dos dias da semana durante um ano pode propiciar esses benefícios à saúde:

    • 7 % de aceleração do metabolismo
    • 25% na melhoria da capacidade do corpo de processar a glicose do sangue.
    • 25% de diminuição do risco de morte decorrente de infarto ou de AVC.
    • 40% de queda do risco de morrer nos próximos 8 anos
    • 55% de melhoria da digestão.
    • 60% na redução do risco de se ter a doença de Alzheimer.
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    Talvez você saiba que ingerir a quantidade correta das vitaminas C e E, de antioxidantes e de betacaroteno é uma das melhores formas de desacelerar o relógio. Mas há outros suplementos que deveria conhecer.

    A vitamina B12 é um deles, pois sua deficiência (comum nas pessoas com mais de 60 anos) pode resultar em demência e em perda de memória.

    O cálcio é outro exemplo, que protege contra a osteoporose e também pode ajudar a prevenir o tipo mais comum de AVC.

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    Sabemos que a obesidade pode levar a graves problemas de saúde e reduzir o tempo de vida, mas até 5 a 10 kg de peso extra podem representar um risco desnecessário, em especial se estiverem distribuídos na região da cintura. O metabolismo desacelera com a idade, portanto você não está queimando as calorias que costumava queimar, o que significa que é preciso cortar a quantidade de comida ingerida e aumentar os exercícios.

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    A mulher começa a perder a densidade óssea ao menos uma década antes da menopausa, portanto deve-se ingerir a quantidade diária necessária de cálcio e de vitamina D, parar de fumar e começar a fazer exercícios calistênicos agora.

    Quando se aproximar da menopausa, discuta a reposição hormonal com o médico. E, para os homens, os riscos aumentam mais devagar do que para as mulheres, mas, quando os homens atingem a faixa dos 70 ou 80 anos, o risco pode ser igual.

    Após os 60, uma em cada duas mulheres e um em cada três homens sofrerão fraturas relacionadas à osteoporose.

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    É verdade que uma ou duas doses por dia podem reduzir os riscos de doença cardíaca e de AVC, mas não se deve começar a beber para obter esses benefícios. Os exercícios físicos e a dieta podem ajudar a alcançar os mesmos resultados.

    Além disso, quanto mais velho, mais o álcool o afeta. Beber uma taça de xerez e depois uma de vinho no jantar pode fazer bem para quem tem 40 ou 50 anos, mas talvez não seja uma boa ideia para quem tem 70, por causa do metabolismo mais lento.

    Abusar das bebidas alcoólicas pode aumentar o risco de câncer de mama.

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    Infarto, AVC, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e câncer são as principais causas de morte no mundo, e fumar é um fator contribuinte significativo. Se você fuma e quer viver, então pare antes de pensar em fazer qualquer coisa.

    Não importa quantas vezes você tentou parar antes: desta vez pode funcionar se você conseguir toda a ajuda de que precisa.
    Quanto ao fumo passivo, ficar em ambientes repletos de fumaça pode abreviar a sua vida.

    Já se estimou que inalar fumaça por uma hora equivale a fumar quatro cigarros.

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    Talvez você se pegue tomando vários remédios à medida que envelhece. O principal problema com essa “farmácia particular” é o maior risco de interações entre medicamentos, alimentos, bebida alcoólica e ervas.

    Você sabia que o uso de álcool com paracetamol pode causar dano ao fígado; que um em cada quatro casos de impotência pode ser consequência de efeitos colaterais medicamentosos; que, conforme envelhecemos, ficamos mais sensíveis à medicação e precisamos de doses menores? Não dá para não se manter informado sobre isso.

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    No grupo de pessoas acima de 65 anos, uma grande proporção de mortes provocadas por causas externas resulta de quedas e suas complicações.

    Essa proporção aumenta com a idade: de cerca de 15% das mortes sendo resultado de causas externas entre os idosos de 65 a 69 anos para aproximadamente 75% entre aqueles com 85 anos ou mais.

    Para reduzir o risco, arrume a bagunça, elimine outros perigos de casa, certifique-se de que haja iluminação adequada (em especial à noite) e exercite-se para melhorar a força e o equilíbrio.

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    Conforme envelhecemos, tendemos a experimentar novos tipos de estresse. É possível que tenhamos mais responsabilidade do que nunca no trabalho, pais idosos para cuidar ou gastos médicos com que se preocupar. Talvez a aposentadoria não seja a imaginada ou surge a solidão após a morte do cônjuge ou do(a) parceiro(a).

    É possível que o estresse crônico aumente o risco de doenças cardiovasculares, de câncer e de problemas digestivos, podendo também esgotar a memória. Aprender a lidar com o estresse pode, na verdade, ajudar a viver mais. Pessoas que viveram até os 100 anos parecem ter tido maneiras melhores de lidar com o estresse.

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    Para permanecer ativo, é preciso estar engajado na vida e se livrar de rotinas antigas. Então encontre uma paixão ou um propósito e persiga este objetivo. Envolva-se em um trabalho voluntário. Tente um novo tipo de alimentação, cultive um jardim ou adote um animalzinho. Também é importante se desafiar. Aprender novas habilidades pode estimular novas conexões cerebrais.

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    Um sono profundo e tranquilo pode ser ainda mais difícil quando envelhecemos. No entanto, um sono apropriado é fundamental para envelhecer de forma correta.

    O sono já foi fortemente associado ao funcionamento adequado do sistema imunológico e também à saúde cardiovascular. Aprender mais sobre a mudança nos padrões do sono e sobre como aperfeiçoá-los pode melhorar a qualidade e o tempo de vida.

    Além do sono, é possível restaurar a mente e o corpo aprendendo como relaxar e fazendo isso com mais frequência.

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    Manter os laços com a família e os amigos é muito mais importante do que se pensava.

    Na verdade, já se provou clinicamente que ter uma vida social contribui para a longevidade e reduz a necessidade de consultas a médicos e idas a hospitais.

    Se tiver um sistema de apoio, você estará mais propenso a suportar dores físicas, estresses e problemas emocionais – e terá mais alegria na sua vida. Com quanto mais pessoas você conversar diária ou semanalmente, melhor.

Tempo Idade

A Idade de Ser Feliz Existe somente uma idade para a gente ser feliz somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-los a despeito de todas as dificuldades e obstáculos Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança e sorrir e cantar e brincar e dançar
e vestir-se com todas as cores e entregar-se a todos os amores experimentando a vida em todos os seus sabores
sem preconceito ou pudor Tempo de entusiasmo e de coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda a disposição de tentar algo novo, de novo e de novo, e quantas vezes for preciso Essa idade, tão fugaz na vida da gente,
chama-se presente,
e tem apenas a duração do instante que passa …
… doce pássaro do aqui e agora

que quando se dá por ele já partiu para nunca mais!

Geraldo Eustáquio de Souza

Para Pensar

Existe apenas uma idade para sermos felizes, apenas uma época da vida de cada pessoa em que é possível sonhar, fazer planos e ter energia suficiente para os realizar apesar de todas as dificuldades e todos os obstáculos.

Uma só idade para nos encantarmos com a vida para vivermos apaixonadamente e aproveitarmos tudo com toda a intensidade, sem medo nem culpa de sentir prazer.

Fase dourada em que podemos criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança, vestirmo-nos de todas as cores, experimentar todos os sabores e entregarmo-nos a todos os amores sem preconceitos nem pudor.

Tempo de entusiasmo e coragem em que toda a disposição de tentar algo de novo e de novo quantas vezes for preciso. Essa idade tão fugaz na nossa vida chama-se presente e tem a duração do instante que passa..

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Geraldo Eustáquio de Souza

Em certa ocasião alguém perguntou a Galileu Galilei:
– Quantos anos tens?
– Oito ou dez, respondeu Galileo, em evidente contradição com sua barba branca.
E logo explicou:

Tenho, na verdade, os anos que me restam de vida, porque os já vividos não os tenho mais.

Desconhecido

O valioso tempo dos maduros Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.

Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa…

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana, que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade… Só há que caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.
O essencial faz a vida valer a pena.

E para mim, basta o essencial.

Ricardo Gondim

Envelhecer Envelhecer é o único meio de viver muito tempo.
A idade madura é aquela na qual ainda se é jovem, porém com muito mais esforço.
O que mais me atormenta em relação às tolices de minha juventude não é havê-las cometido… e sim não poder voltar a cometê-las.
Envelhecer é passar da paixão para a compaixão.

Muitas pessoas não chegam aos oitenta porque perdem muito tempo tentando ficar nos quarenta.
Aos vinte anos reina o desejo, aos trinta reina a razão, aos quarenta o juízo.
O que não é belo aos vinte, forte aos trinta, rico aos quarenta, nem sábio aos cinquenta, nunca será nem belo, nem forte, nem rico, nem sábio…

Quando se passa dos sessenta, são poucas as coisas que nos parecem absurdas.
Os jovens pensam que os velhos são bobos; os velhos sabem que os jovens o são.
A maturidade do homem é voltar a encontrar a serenidade como aquela que se usufruía quando se era menino.
Nada passa mais depressa que os anos.
Quando era jovem dizia:
“Verás quando tiver cinquenta anos”.

Tenho cinquenta anos e não estou vendo nada.
Nos olhos dos jovens arde a chama, nos olhos dos velhos brilha a luz.
A iniciativa da juventude vale tanto a experiência dos velhos.
Sempre há um menino em todos os homens.
A cada idade lhe cai bem uma conduta diferente.
Os jovens andam em grupo, os adultos em pares e os velhos andam sós.

Feliz é quem foi jovem em sua juventude e feliz é quem foi sábio em sua velhice.
Todos desejamos chegar à velhice e todos negamos que tenhamos chegado.

Não entendo isso dos anos: que, todavia, é bom vivê-los, mas não tê-los.

Albert Camus

Contei meus anos e descobri
Que terei menos tempo para viver do que já tive até agora
Tenho muito mais passado do que futuro
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de jabuticabas
As primeiras, ele chupou displicentemente
Mas, percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades
Inquieto-me com os invejosos tentando destruir quem eles admiram
Cobiçando seus lugares, talento e sorte
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas
As pessoas não debatem conteúdo, apenas rótulos
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos
Quero a essência…

Minha alma tem pressa
Sem muitas jabuticabas na bacia
Quero viver ao lado de gente humana, muito humana
Que não foge de sua mortalidade

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.

Ricardo Gondim

MELANCOLIA DE ANIVERSÁRIO Não se ressinta com sua nova idade, os anos passam para todos, e os únicos que não envelhecem são aqueles que não tem essa oportunidade: os que morrem cedo demais.
Aceitemos a realidade: os dias, meses e anos sempre correrão cada dia mais céleres, mas a idade é mera ilusão da mente, o envelhecimento e a maturidade são dádivas de Deus.

Eles nos permitem evoluir e ter uma nova oportunidade de reconstruir,fazer diferente a cada dia e refazer nossa história a cada amanhecer, ser mais e melhor sempre.

Por que se entristecer pelo que já foi, sonhou ou desejou e não pôde ter? O segredo da realização é aprender com o passado e se felicitar por sua trajetória vencedora, rir de seus erros e quedas de 5, 20 ou 40 anos atrás.

A maior preocupação deveria ser transformarmo-nos no adulto que a criança ingênua e sonhadora de ontem, que via o mundo em cor de rosa e com simplicidade, teria orgulho de se tornar e se espelhar. Independente das rugas, cicatrizes ou cabelos brancos que isso custe.

Nosso corpo nos conta a nossa história escrita no livro da vida, as linhas e vincos no rosto provam que sorrimos e fomos felizes, os quilos a mais que ganhamos e as celulites, dizem que tivemos comida em fartura e boas bebidas, os olhos cansados nas falam que adquirimos conhecimento, lemos lindas palavras e vimos a beleza da vida.

O corpo que cada dia se mostra menos rijo e forte, ensina a aproveitar melhor suas energias, canalizando-a para o que realmente é importante e prazeroso.

Os fios brancos são a prova das dificuldades encaradas e superadas, dos dias difíceis aos quais sobrevivemos, a dor, o pranto, a mágoa e o desgosto que não nos mataram e nem matarão, ecoam as vitórias e derrotas, que ambas nos ensinam valiosas lições. As estrias ou barriga mais flácida relatam que fomos receptáculo da vida e testemunhas de um milagre da natureza.
Sonho acima de tudo com o dia em que teremos direito de envelhecer felizes,sem pesares e sem cobranças. Sonho com um mundo em que as crianças possam e queiram ser crianças.
Vivo por um mundo onde a violenta ditadura da beleza não faça tantas vítimas, e não cause tanto sofrimento com padrões inalcançáveis de perfeição absurda.

Luto para que o passado não seja um fantasma agourento na vida, e que eu aprenda a me perdoar e aceitar.

Neilayne

A idade traz uma certeza: nosso tempo vai diminuindo. Então, temos de correr? Eu, ao contrário, hoje não corro mais, descobri a calma. Sei que não tenho muito tempo pela frente (sou realista), mas ainda tenho projetos, sonhos, ideias, planos.

Ignácio de Loyola Brandão

THE WAY YOU ARE!

…”Não deixe que a tristeza tome conta do seu sorriso e roube a sua alegria de viver! Não se entristeça, não desanime e nem tão pouco deixe de se amar, se por acaso você perceber que o seu corpo já não for mais o mesmo.

Não perca a graça e a leveza de ser mulher se seus seios estiverem caídos, se sua barriga estiver grande, se seus braços estiverem grossos e flácidos, se a sua pele não tiver mais o brilho e a maciez, se seus cabelos não estiverem tão fartos e atraentes como antes fora.

Lembre-se que a juventude é uma doença que passa com o tempo e que a natureza é perfeita, pródiga e gentil por que ela pode te tirar a beleza com uma mão, mas, tenha certeza que com a outra ela te recompensara da forma mais justa e grata com a sabedoria! Lembre-se que do ovo, não comemos a casca, que o perfume não usamos a embalagem, que os mais finos, raros e caros vinhos são os mais antigos e que o mais gostoso de uma caixa de chocolates é o que está dentro dela, simplesmente orgulhe-se de poder ter chegado aonde você chegou exatamente do jeitinho que você estiver!”… Ricardo Fischer.

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Ricardo Fischer

Se não posso ser o melhor
quero apenas ser.

Quero florescer alegria
Quero semear união
Quero distribuir abraços sinceros
Quero poder passear pela felicidade
com qualquer tempo em qualquer idade
Mas não sou tão jovem
a vagar por experiências e curiosidades
Hoje tenho a vivência
Me levo pela paciência
Meu olhar no silêncio tudo fala
E quando sinto, minha alma não se cala a declarar-te os porquês do meu coração a suspirar , quando
me acolhe em teus braços.
Não tenho tempo para o depois Minha vida é agora
Minha palavra é verdadeira
Meu olhar vigiante
E o tempo ! Este se tornou meu amigo.
Para não correr perigo
não me apresso,

Apenas vivo.

Irma Jardim
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Frases para terceira idade

Nosso amor pela pessoa velha não deve ser uma opressão, uma tirania a inventar cuidados chocantes, temores que machucam. Façam o que bem entendam, cometam imprudências, desobedeçam conselhos. Libertemos os velhos de nossa fatigante bondade.

Ah, como queria voltar a ter setenta anos!

Um ancião estava ao meu lado no Café Riche. O garçom, depois de ter-lhe enumerado todos os pratos, perguntou-lhe o que desejava. Desejaria – disse o ancião – desejaria… ter um desejo. Esse ancião era a própria velhice.

Velhice é quando um dia as moças começam a nos tratar com respeito e os rapazes sem respeito nenhum.

Pois vêem-se chamas nos olhos dos moços, mas no olho do ancião vê-se a luz.

Deus entregou aos velhos um grande benefício em lugar da memória – a prudência obtida pelo uso das coisas e um juízo mais agudo e eficaz.

Torna-te velho cedo se quiseres ser velho por muito tempo.

A velhice só começa quando se perde o interesse.

Todo mundo quer viver muito tempo, mas ninguém quer ficar velho.

Os velhos repetem-se e os moços nada têm para dizer. O tédio é recíproco.

O idoso conserva suas faculdades se mantiver vivos seus interesses.

A idade está nos livros que leu, nos erros que se cometeu, nos amores que conheceu, nas oportunidades que perdeu, em tudo que se viveu…

Prolongar a juventude é desejo de todos, desfrutar de uma velhice sadia é sabedoria de poucos.

O tempo passa e nem percebemos. Entenda a maior idade!

Se não está enxergando nada, está na hora de usar óculos

Atrás de cada linha de chegada há uma de partida. Atrás de cada conquista vem um novo desafio.

O teu espírito é como qualquer teia de aranha.

Enquanto estiver vivo, sinta-se vivo.

A velhice é prêmio para uns e castigo para outros.

Todos desejam chegar à velhice; e quando chegam a ela, acusam-na.

Não fosse a lembrança da mocidade, não se ressentiria a velhice. Toda doença consiste em não se saber fazer mais o que se soube fazer outrora. Pois o velho, em seu gênero, é decerto uma criatura tão perfeita como o moço na sua.

Os conselhos da velhice aclaram sem esquentar como o sol de inverno.

Na mocidade aprendemos, na velhice compreendemos.

O moço que não chorou é um selvagem, e o velho que não quer rir é um tolo.

Os velhos morrem porque já não são amados.

Os velhos sabem e querem, mas não podem; os moços podem e querem, mas não sabem.

Houve tempo em que eu considerava um homem de cinquenta anos velho. Foi preciso chegar a ela para verificar quão jovens realmente somos nesta idade!

Demonstre orgulho pelas conquistas da pessoa amada

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Não importa a intensidade do seu sofrimento e sim o quanto ele contribuiu para o seu amadurecimento.

A idade não é decisiva; o que é decisivo é a inflexibilidade em ver as realidades da vida e a capacidade de enfrentar essas realidades e corresponder a elas interiormente.

Não importa qual seja a sua idade atual: moço, meia idade ou velho. Sua idade é um estado de sua mente e seus interesses devem sempre estar voltados para o futuro, para a frente, para o amanhã.

Você não para de se exercitar porque fica velho. Você fica velho porque para de se exercitar.

Grandes pensamentos. Escolha os melhores e compartilhe!

Ele é capaz de trazer a paz e a tranquilidade ao seu coração

Mas o que é importante não muda a tua força e, convicção não tem idade.

Tenha sempre presente que a pele se enruga, o cabelo embranquece, os dias convertem-se em anos.

O impacto da menopausa nas relações e nos papéis sociais estabelecidos na família e no trabalho | Reprodução & Climatério

Objetivos

Identificar as dificuldades nas relações familiares e no âmbito do trabalho decorrentes dos sintomas do climatério, bem como as ações para seu enfrentamento.

Material e métodos

Estudo transversal e qualiquantitativo do qual participaram 30 mulheres em pós‐menopausa.

Resultados

As vivências relacionadas ao climatério foram heterogêneas e não necessariamente negativas. Houve grande diversidade na forma como as entrevistadas definiram a menopausa e apenas 33,3% haviam sido preparadas para vivenciá‐la, a maioria por orientação médica.

Os primeiros sintomas ocorreram aos 46,5 anos (± 5,3 anos) e foram mencionados: ondas de calor, ganho de peso, irritabilidade e dor durante a relação sexual. Houve diferença entre as mulheres quanto ao número de sintomas percebidos, que variaram de 1 a 27 (13,4±6,3).

Foram mencionadas significativas mudanças comportamentais, tais como: a redução da atividade sexual decorrente da queda da libido, a falta de paciência para lidar com os filhos, a menor motivação para o trabalho e a redução da autoestima.

Para o enfrentamento das transformações ocorridas foram adotadas dietas alimentares, prática de exercícios físicos ou mudanças em alguns valores e atitudes.

Conclusões

O despreparo pode gerar dificuldades no enfrentamento da síndrome do climatério e comprometer a qualidade de vida e/ou a satisfação pessoal.

Objectives

To identify the difficulties on the family relationships and at work derived from the menopause symptoms, as well as the management measures adopted.

Methods

Cross‐sectional, qualitative/quantitative study attended by 30 post‐menopause women.

Results

The menopause related experiences were heterogeneous and not necessarily negative. There was great diversity in how the respondents defined menopause and only 33.3% had been prepared to experience it, mostly by medical directions. The first symptoms occurred at 46.

5 years (± 5.3 years), being mentioned: the hot flashes, the gain of weight, the irritability and the pain during intercourse. There were differences between women in the number of symptoms perceived, ranging from 1 to 27 (13.4 ± 6.3).

Important behavioral changes were mentioned such as the reduction of sexual activity due to the decline of libido, the lack of patience to deal with the sons, the less motivation to work and the reduced self‐esteem.

In order to deal with the symptoms they adopted new diets, physical exercises or altered some values and attitudes.

Conclusions

The lack of preparation can lead to difficulties to cope with climacteric syndrome, which may compromise quality of life and/or personal satisfaction.

Introdução

De acordo com Organização Mundial de Saúde, a menopausa ou última menstruação é um evento biológico espontâneo e natural, marcado pela perda de atividade folicular ovariana.

1 O processo de transição do período reprodutivo para o não reprodutivo denominado climatério não se dá, entretanto, abruptamente.

Há um período de pré‐menopausa, iniciado aos 35 anos, seguido pela perimenopausa, que dura de dois a oito anos, caracterizada pela presença de ciclos menstruais irregulares resultantes de intensa variação endócrina e pela pós‐menopausa, assinalada pela ausência da menstruação por mais de 12 meses.2

Entretanto, a menopausa representa mais do que o fim do ciclo menstrual, pois vem acompanhada de inúmeras transformações físicas e psíquicas desagradáveis relacionadas não somente com o processo de envelhecimento,3 mas também com as ressignificações de papéis estabelecidos socialmente no âmbito da família e do trabalho.4,5

De modo geral, as mulheres começam a perceber a chegada desse processo a partir de 45 anos e meio, mas isso pode variar até os 47,5 anos por causa de predisposições genéticas ou por influência de hábitos de vida, tais como o uso de cigarros,6 alimentação7 atividade física8 ou histórico prévio de depressão.9

Nem todas as mulheres que passaram pela menopausa apresentaram sintomas desagradáveis, pois o mal‐estar experimentado durante a menopausa e o surgimento de doenças a ela associadas pode diferir de acordo com o nível socioeconômico, a etnia, o estado marital e a qualidade das relações familiares.10 Além disso, estão inter‐relacionados muitos sintomas da menopausa, como a ocorrência dos fogachos, que intensificam a insônia e a irritabilidade e predispõem a mulher à depressão e à redução da libido.11,12

As consequências psicológicas associadas à menopausa são muito mais difíceis de ser avaliadas e pesquisadas quando comparadas com os sintomas físicos, dada sua subjetividade e relação com contextos pessoais de vida. Pouco se sabe, por exemplo, sobre os efeitos da menopausa no dinamismo, na sensação de bem‐estar, no decréscimo de produtividade e no aumento das dificuldades de relacionamento pessoais e sociais.13

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A menopausa é, ainda, um fenômeno pouco conhecido pela grande maioria das mulheres.14 A falta de informação faz com que algumas a associem à velhice e façam dela um ritual de passagem para que o ato sexual seja abandonado, uma vez que a procriação não é mais possível.

4 A qualidade de vida das mulheres climatéricas pode também ser influenciada por morbidades clínicas e dificuldades emocionais prévias, o que distorce a percepção dessas mulheres acerca da menopausa.

15,16 Além disso, a visão negativa da menopausa pode ser determinante para dificultar o enfrentamento das transformações biopsicossociais e desconfortos por ela ocasionados e trazer sofrimento e vergonha pelo rebaixamento da feminilidade.

3 Pode‐se considerar, ainda, que as mudanças corporais geralmente atuam negativamente sobre a autoimagem feminina e potencializam o sofrer psíquico, especialmente nos países ocidentais, que, sobremaneira, valorizam a saúde, a beleza e a juventude.17,18

Atualmente, com o aumento da expectativa de vida da população mundial, principalmente em países desenvolvidos, 95% das mulheres atingem a menopausa, o que ressalta não somente sua importância na saúde pública, mas também sua relevância econômica, tendo em vista que grande parte das mulheres contribui significativamente para a economia do país com sua força de trabalho.12,19 Além disso, no Brasil, a proporção de mulheres “chefes de família” aumentou para 12% e ocorreu uma expansão de 42% entre 1996 e 1999,20 o que reforça sua importância como agentes de transformações sociais na atualidade.

Diante desse quadro, faz‐se necessário capacitar profissionais da saúde para lidar com as mulheres que vivenciam a menopausa e se sentem fragilizadas para enfrentar as transformações corporais e psíquicas por ela provocadas, o que geralmente compromete a sua qualidade de vida e o seu convívio social. Os relatos de intervenções para esclarecer e acolher mulheres que atravessam o climatério ainda são escassos na literatura brasileira. Algumas ações nesse sentido já foram feitas no Estado de São Paulo,14,21 em que trabalhos grupais foram realizados para favorecer o rompimento da sensação de isolamento e promover a troca de experiências e o fortalecimento de mulheres para lidarem com as preocupações que acompanham a crise de meia‐idade e dar‐lhes opções para melhorar sua qualidade de vida.

Para que iniciativas e programas de assistência às mulheres climatéricas possam ser fundamentados teoricamente, é necessário identificar mais detalhadamente quais são os principais fatores associados à redução da qualidade de vida dessas mulheres.

Desse modo, é preciso investigar como as mulheres enfrentam essa fase da vida e quais são suas principais dificuldades para ressignificação de seus papéis sociais e da dinâmica e do sentido de suas vidas.

22 Além disso, a preparação psicológica anterior à perimenopausa pode ser crucial para redução dos efeitos dessa crise e promoção da saúde da mulher.23,24

O estudo objetivou identificar o impacto da menopausa nas relações e nos papéis sociais estabelecidos na família e no trabalho, bem como as ações para seu enfrentamento.

Método

O estudo foi transversal, de natureza qualiquantitativa. Foram entrevistadas 30 mulheres climatéricas que trabalham na cidade de Uberlândia e que já estavam em pós‐menopausa havia pelo menos dois anos.

Não foram feitas restrições quanto a idade, classe social e estado civil, mas mulheres vulneráveis, com saúde comprometida ou que apresentassem dificuldade de expressão ou autodeterminação reduzida não foram incluídas.

Além disso, as participantes concordaram em assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, de acordo com as demandas do Comitê de Ética do Centro Universitário do Triângulo (Unitri), que aprovou esta investigação (Parecer 772.095 de 11/09/2014).

Foi usado um questionário sociodemográfico que continha dados de identificação, tais como idade, estado civil, número de filhos, escolaridade, número de pessoas com quem mora, posse de carro ou casa própria, profissão, turno e carga horária de trabalho semanal, tempo de experiência profissional, descrição das atividades profissionais e alguns dados sobre como aproveita o tempo livre.

Além disso, foi feita uma entrevista semiestruturada em três etapas. Na primeira foram feitas perguntas que investigaram como as mulheres entrevistadas foram preparadas para a entrada no climatério e os principais sintomas físicos, emocionais e psíquicos observados ao longo de todas as suas fases (pré, peri e pós‐menopausa).

Na segunda, as entrevistadas foram indagadas sobre as principais dificuldades advindas da sintomatologia anteriormente mencionada no âmbito do trabalho e das relações sociais e familiares.

Na terceira, as entrevistadas foram perguntadas quanto às ações empreendidas para o enfrentamento dos sintomas apresentados e as mudanças de comportamento que se fizeram necessárias para o estabelecimento de nova dinâmica de interação consigo mesmas e com outras pessoas.

O nível de desconforto de cada entrevistada foi quantificado para a obtenção de um índice sintomatológico, calculado a partir do somatório da atribuição de pontos a cada sintoma apresentado: 1 ponto para sintomas leves, 3 para os de intensidade moderada e 5 para os vivenciados de forma intensa.

Considerando, em seguida, as dificuldades e os problemas enumerados nos domínios do bem‐estar físico e psicológico, das relações sociais, do trabalho e da autoestima, cada participante definiu seu estado de satisfação geral.

Para isso, foi apresentada a cada uma delas uma escala ordinal com cinco níveis para que escolhessem entre as categorias muito ruim (1), ruim (2), bom (3), muito bom (4) e ótimo (5).

O teste de Kruskal‐Walis foi usado para verificar se havia diferenças nos índices sintomatológicos e no número de sintomas apresentados por cada participante entre as categorias de estado de satisfação geral.

A seguir, foram correlacionadas algumas variáveis independentes ligadas à sintomatologia (índice sintomatológico, número de sintomas apresentado e idade) com a variável dependente ligada à dificuldade de enfrentamento das transformações percebidas (estado de satisfação geral). O teste de correlação de Spearman foi usado para calcular os índices de correlação entre as variáveis e sua significância estatística.25 As análises estatísticas foram feitas com o programa estatístico Systat ® 10.2.26

Resultados

As 30 mulheres que participaram deste estudo foram entrevistadas entre 20 de setembro e 24 de outubro de 2014 nos seus ambientes de trabalho.

Caracterização sociodemográfica das participantes

As entrevistadas variaram entre 50 e 67 anos (56,3±4,03), a maioria era casada (50%), 1,5 filhos (de 0 a 3). Algumas entrevistadas eram solteiras (20%), divorciadas (26,7%) ou viúvas (3,3%). A escolaridade variou do ensino fundamental (26,7%) ao curso superior (33,3%) e algumas apresentaram cursos de pós‐graduação (20%). Cerca de 20% das entrevistadas concluíram o ensino médio.

O tempo de trabalho variou entre quatro e 40 anos (27,3±8,74), com remuneração média de 4,5 salários mínimos (entre um e 14). Algumas delas trabalhavam como autônomas (13,3%), mas a maioria recebia salário de empresas públicas ou privadas (86,7%).

As profissões foram bastante diversificadas, incluíram professoras (23%), vendedoras (13,4%), assistentes sociais (13,4%), diaristas (13,4%), secretárias (13,4%), técnicas de laboratório (6,7%), costureiras (6,7%), artesãs (6,7%) e pedagogas (3,3%).

A maioria trabalhava em período integral (72,4%), mas algumas atuavam profissionalmente apenas no período matutino (20,7%) ou vespertino (6,9%). Das entrevistadas, 46,7% eram arrimo de família, moravam com até cinco pessoas, em casas (66,7%) e com automóveis (60%) próprios.

Viviam sozinhas 13,3% e as demais moravam com marido e filhos (16,7%), apenas com filhos (23,3%), com maridos/companheiros (26,7%) ou com outros membros da família, tais como netos, mãe e pai, cunhados, tios ou tias (20%).

Preferências pessoais

A maioria (60%) fazia atividades físicas regularmente, praticando caminhadas ao ar livre, musculação, dança ou pilates. A maior parte (93,3%) também se envolvia com trabalhos domésticos, tais como arrumar e limpar a casa, lavar e passar roupas, cozinhar e regar plantas.

Dez entrevistadas alegaram fazer todos os serviços domésticos e apenas duas não desempenhavam algum tipo de atividade doméstica. A maioria (63,3%) também usava computadores com vistas à participação em redes sociais e jogos, para o acesso a músicas e a receitas ou para pesquisa na internet sobre assuntos diversificados.

Os computadores eram usados por oito entrevistadas em atividades relacionadas ao trabalho e ao estudo.

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