Como apoiar uma pessoa autista no mês da conscientização autista

Como Apoiar uma Pessoa Autista no Mês da Conscientização Autista abril 13 18:05 2018 por Silen Ribeiro Como Apoiar uma Pessoa Autista no Mês da Conscientização Autista

Por Silen Ribeiro

Abril é o mês para a conscientização sobre o autismo.

Para maiores esclarecimentos sobre o tema, a enfermeira, especialista em Saúde Pública, Saúde da Família e em Autismo, mestra em enfermagem, doutora em Saúde e autora da cartilha  “Caminhos de Qualidade de Vida: estimulando a Interação Social e Independência de Crianças no Espectro Autista”, publicada com apoio da Fapema, Francidalma Soares Sousa Carvalho Filha, concedeu-nos esta entrevista.

 O que é o Transtorno do Espectro Autista (TEA)?

É um grupo de desordens neurodesenvolvimentais complexas, instaladas antes, durante ou logo após o nascimento. Acomete uma em cada 68 crianças, compreendendo uma díade: déficits significativos e persistentes na interação e comunicação social e, padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades.

Quais são suas principais causas?

As causas exatas que provocam os transtornos inclusos no TEA, sobretudo o autismo, são desconhecidas, pois a complexidade desse transtorno e o fato de que os sintomas e severidade podem variar, provavelmente são quadros resultantes da combinação de diferentes genes.

Assim, sabe-se que alguns problemas genéticos acontecem espontaneamente e outros são herdados.

De fato, estudos sugerem uma herdabilidade, mais ainda quando se considera a presença de traços do Espectro Autista em mais de um membro da mesma família e, apesar de nenhum gene ter sido identificado como causador de autismo, estão sendo realizadas pesquisas procurando mutações do código genético que as crianças com autismo possam ter herdado.Existe também a forte suposição de que fatores ambientais possam ter impacto no desenvolvimento do feto/concepto, como estresse, infecções, exposição a substâncias químicas tóxicas, complicações durante a gravidez, desequilíbrios metabólicos podem levar ao desenvolvimento do autismo.

Existem diferentes graus de autismo?

Sim.

O Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM) ou Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais ou Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, em sua quinta versão, aborda transtornos como a Síndrome de Rett, Síndrome de Asperger, Transtornos Globais do Desenvolvimento e Autismo como constituintes do TEA, sendo classificados em leve, moderado ou grave (severo), a depender da funcionalidade da pessoa que apresenta a desordem; isto é: o quanto esta pessoa apresenta dependência na realização de suas atividades básicas de vida diária, intermediárias e/ou avançadas.

Que critérios devem ser utilizados para o diagnóstico do autismo e quais as vantagens quando ele é realizado precocemente?

O DSM-5 trouxe importantes mudanças nos critérios de diagnósticos do TEA, dando maior flexibilidade e amplitude na identificação dos sinais e sintomas, levando a uma maior sensibilidade na observação do desenvolvimento do comportamento social e comunicativo da criança.

O fato é que o diagnóstico precoce é essencial para que se consiga um bom prognóstico da pessoa, a partir da correção dos atrasos mais profundos.

Assim, os critérios estabelecidos pelo DSM-5 foram: inabilidade persistente na comunicação social e na interação social nos mais variados contextos, não justificados por atraso geral no desenvolvimento, e que se manifesta por três características a seguir – déficits na reciprocidade socioemocional; déficits nos comportamentos não verbais de comunicação usuais para a interação social e déficits nos processos de desenvolver e manter relacionamentos. Outros critérios são padrões restritos, repetitivos de comportamento, de interesses ou atividades, manifestados por, pelo menos, dois dos seguintes itens:  fala, movimentos motores ou uso de objetos de forma repetitiva ou estereotipada; adesão excessiva a rotinas, rituais verbais ou não-verbais, ou excessiva resistência a mudanças; interesses fixos e altamente restritos que são anormais em intensidade e foco; hiper ou hipo-reatividade para percepção sensorial de estímulos do ambiente ou interesse anormal e excessivo para estímulos senso-perceptivos. Tais sintomas devem estar presentes em fase precoce da infância, mas podem aparecer aos poucos, em ordem ou sequência incompleta, progressivamente levando a problemas nas demandas sociais.

Que sinais podem ser observados que sugerem riscos de autismo?

Dificuldades e desinteresse em participar de brincadeiras, comportamentos estereotipados, por exemplo, mexer os dedos em frente aos olhos, movimentos repetitivos da cabeça e/ou de antebraços e mãos, balanço do tronco, ações sem sentido; ausência de resposta ao chamado dos pais/cuidadores e desconsideração ao ser chamado pelo nome (age como se fosse surdo); dificuldades no contato visual (não estabelecem contato “olhos nos olhos”); não explora brinquedos de forma adequada e pode fixar-se em algumas de suas partes sem utilizar todas as suas funções, por exemplo, passar mais tempo girando a roda do carrinho do que o empurrando); atraso ou ausência do desenvolvimento da fala, não dizer palavras simples até os 18 meses ou frases de duas palavras por volta dos 24 meses; pode repetir exatamente o que os outros dizem, sem compreender o seu significado, o que é denominado de Ecolalia e significa repetição imediata ou tardia de palavras ou frases; limitações na interação social, não demonstra interesse por outras crianças; resistência a mudanças de rotina; tendência ao isolamento, prefere brincar sozinho a estar com outras crianças/pessoas; choro/tristeza e/ou euforia inexplicados; hiperatividade ou passividade extrema; sensibilidade alterada ao contato, não tolera que o/a toquem; noção diminuída ou inexistente de perigo iminente e de sensibilidade dolorosa.

Aparentemente, tem-se observado mais casos de autismo. Isso é realmente verdade ou o que está ocorrendo é um maior número de diagnósticos?

 Na verdade, o que ocorre é que, como referido, aconteceram mudanças nos critérios diagnósticos para os Transtornos Inclusos no Espectro do Autismo, o que pode influenciar para que pessoas com deficiência intelectual ou com menor desempenho no desenvolvimento mental com sintomas de transtornos neuropsiquiátricos possam ser classificadas como autistas. Além disso, um número cada vez maior de profissionais têm se dedicado a estudar esta condição, o que certamente, acarreta em um quantitativo mais expressivo de diagnósticos.

Comumente, de que forma uma criança autista se relaciona com as pessoas?
Inicialmente é preciso frisar que existem diversas formas de autismos, o que significa dizer que cada pessoa com a desordem é única e por esta razão, manifestam os seus sintomas também de modo bem diferenciado. Entretanto, de maneira geral, mantém relacionamentos com um grupo restrito de pessoas e provavelmente não muito efetivos e duradouros.

Alguns estudos apontam que o transtorno é mais frequente em meninos. Por que isso acontece?

Ainda não se tem a certeza acerca dessa indagação. Entretanto, se sabe que cérebros de homens e mulheres têm várias diferenças e estas começam a se apresentar da fase de desenvolvimento da infância em diante. Além disso, mutações genéticas, ou seja, modificações nos genes podem criar desordens ou distúrbios de desenvolvimento neurológico, como o autismo.

Portanto, o que se tem como certo é que mulheres têm mais resistência do que os homens quando se trata de acumular mutações genéticas nocivas, o que leva a crer que “os defeitos” nos genes que causam problemas precisam estar em maior quantidade nas mulheres para produzir o mesmo efeito nocivo que acomete aos homens.

Esta é a “forte indicação” para a resposta a esta pergunta.

 O que a senhora considera como maior equívoco quando se fala em tratamento para o Espectro do Autismo?

O maior de todos os equívocos referentes ao tratamento da pessoa que está no Espectro do Autismo é achar que todos os indivíduos com esta desordem neurodesenvolvimental podem receber a mesma terapia ou ainda pensar que apenas um profissional poderá implementar todo o tratamento e será capaz de bem conduzir o processo de desenvolvimento desta pessoa. Por isso, iniciar qualquer terapêutica sem uma avaliação criteriosa de uma equipe multiprofissional é um grande desacerto.

No Maranhão, além do Serviço para Pessoas com Transtorno do Espectro do Autista, serviço implantado pelo Governo do Estado, que funciona no Centro Especializado em Reabilitação e Promoção da Saúde (CER), há outros locais especializados para atendimento a crianças autistas?

Sim, existem serviços públicos que auxiliam e/ou estabelecem o tratamento para pessoas inclusas no Espectro do Autismo, tais como os Centros de Atenção Psicossocial Infanto-juvenil (CAPSi) e a Associação dos Amigos e Pais dos Excepcionais (APAE) que funcionam na Capital e em outros municípios como Caxias, Balsas e Timon. Em São Luís também existe um laboratório para pesquisas e acompanhamento de pessoas no Espectro do Autismo, o LapiTEA, que funciona em um Centro Universitário privado, com ênfase nas terapias com psicólogos.

 Qual a importância da mediação escolar na inclusão de uma criança com Transtorno do Espectro Autista?

O serviço de mediação escolar tem como objetivo levar em conta as necessidades educacionais especiais dos alunos por ele atendidos, podendo atender no sentido de complementar, suplementar e/ou servindo de apoio ao ensino comum.

Portanto, o(a) mediador(a) escolar atua junto ao professor e demais envolvidos no processo, inclusive aos alunos, oferecendo suporte prático e teórico à aprendizagem dos mesmos.

Desta maneira, a importância da mediação escolar a uma pessoa no Espectro do Autismo é que o atendimento e/ou acompanhamento, geralmente, ocorre no interior da sala de aula, mas também em outros espaços sociais, inclusive com orientações de como conviver em casa e em situações de interação na rua ou em parques, lanchonetes e outros ambientes, com serviço de orientação e de supervisão pedagógica, além de fornecer suporte para as mais variadas situações do cotidiano.

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 Como ocorre o processo de aprendizagem de um aluno autista?

O processo ensino-aprendizagem de pessoas no Espectro do Autismo geralmente é muito difícil, o que não quer dizer que estas pessoas não possam ser alfabetizadas e a partir daí consigam se engajar na vida acadêmica e quiçá profissional.

Deste modo, convém salientar que é natural nestes indivíduos as dificuldades de sociabilização, generalização, distração e sequenciamento de atividades, fazendo com que a pessoa no Espectro Autista tenha uma consciência pobre acerca da outra pessoa e do ambiente que a cerca, sendo também, em muitos casos, responsáveis pela falta ou diminuição da capacidade de imitar, que consiste em um dos pré-requisitos cruciais para o aprendizado, além de existirem déficits em desenvolver empatia, que é a capacidade de se colocar no lugar de outro e de compreender os fatos a partir da perspectiva do outro. Desta maneira, é essencial oferecer um sistema de trabalho o mais organizado possível, com as informações completas, mas simples, de modo que a criança compreenda aquilo que é explanado. Além de exigir também uma rigorosa organização das tarefas e atividades propostas, permitindo que a criança as execute a partir da compreensão de início, meio e fim; bem como a previsibilidade, tanto de tempo, quanto do espaço e ações a serem desenvolvidas, verificando se ela está compreendendo as tarefas pedidas e se está executando consoante o solicitado. Neste contexto, é conveniente destacar que dentre os modelos educacionais para o autista, um dos mais importantes é o método TEACCH (Treatment and Education of Autistic and Communication Handicapped Children), em português, (Tratamento e Educação de Crianças Autistas e com Desvantagens na Comunicação), desenvolvido pela Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, e que tem como postulados básicos: propiciar o desenvolvimento adequado e compatível com as potencialidades e a faixa etária do paciente, funcionalidade, independência e integração de prioridades entre família e programa; por isso, a partir da implantação deste modelo, é estabelecido um plano terapêutico individual, onde é definida uma programação diária para a criança autista. O aprendizado parte de objetos concretos e passa gradativamente para modelos representacionais e simbólicos, de acordo com as possibilidades da criança assistida.

Quais são os direitos das pessoas com autismo e quando são desrespeitados a quem se deve recorrer?

Dia Mundial da Conscientização do Autismo: o preconceito ainda persiste

Como Apoiar uma Pessoa Autista no Mês da Conscientização Autista (foto: Valdo Virgo/CB/D.A Press) Nesta terça-feira (2/4) é celebrado o Dia Mundial da Conscientização do Autismo e o início do Abril Azul — mês de luta pelos que vivem com o transtorno. Mesmo com o esforço pela causa, as barreiras enfrentadas por pacientes e familiares ainda são grandes. A maior delas, segundo especialistas, é o preconceito. A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) indica que, atualmente, a cada 160 crianças, uma tem o diagnóstico positivo para autismo.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem 38,5 milhões de crianças de 0 a 13 anos. Ao aplicar o índice da Opas, dessas, cerca de 241 mil seriam autistas. A estimativa, contudo, é que o número seja ainda maior. Estudiosos acreditam que esse número pode chegar a 2 milhões de brasileiros. A causa para a discrepância dos dois dados é a dificuldade em se obter o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA).

“Hoje, para se fechar um diagnóstico, é necessário fazer uma complexidade de exames”, explica Emanoele Freitas, neurocientista especialista em transtorno do neurodesenvolvimento.

Ela é responsável pela Associação de Apoio à Pessoa Autista (Aapa), que contribui com o tratamento do transtorno no Brasil. A principal motivação foi o filho, Eros Micael, 15 anos, diagnosticado com autismo.

Segundo Emanoele, a maior dificuldade para quem enfrenta o autismo é, de fato, o preconceito. “As pessoas não buscam orientação, não tentam entender. Muitas vezes são intolerantes”, lamenta.

Apesar das barreiras, há avanços na área. Para Emanoele, a população melhorou, aos poucos, a sensibilidade em tratar os autistas. “Desde 2008 – quando iniciou-se o Abril Azul –, a gente começou a buscar cada vez mais a conscientização do autismo no Brasil.

Em 2012, com a Lei Berenice Piana, isso se tornou cada vez mais possível”, informa. A lei a qual a neurocientista fala leva o nome de uma mãe que lutou durante anos para conseguir os devidos tratamentos para o filho.

A legislação instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. 

Dificuldade na saúde

O acesso ao tratamento devido para quem tem autismo é restrito e aponta dificuldades. “Ainda não temos bom acesso, nem no setor público, nem no particular”, criticou Emanoele.

Por ter um filho com o transtorno, a médica já passou por dificuldades em achar profissionais que oferecessem a assistência necessária. “Isso é uma das questões que a gente vê que ainda não mudou.

A pessoa cursa enfermagem, medicina e ela tem que estar pronta para isso”, reclamou. 

Ela contou, também, que a maior dificuldade foi durante a infância de Eros, dos 4 aos 8 anos de idade. “Hoje eu consigo dizer que experimento um momento de tranquilidade.

Ele está melhorando, consigo perceber isso e as outras pessoas também”, explicou. A inquietação era o fator que mais dificultava a criação do menino.

Agora, com 15 anos e com o tratamento adequado, o adolescente já desenvolveu melhor a questão social. 

Professor, doutor em educação e especialista em autismo, Eugênio Cunha concorda que o sistema de saúde tenha problemas para atender os que sofrem com o transtorno. “A saúde tem ações e papéis legais. O autista tem maior respaldo para ser atendido na saúde, na educação, mas, por outro lado, os profissionais ainda não estão preparados para receber um autista”, explicou. 

“Isso é uma das causas do movimento. As pessoas precisam ficar mais atentas aos sintomas. Na área da saúde, as pessoas que lidam com esse tipo de situação devem saber como lidar, como tratar com isso”, analisou Cunha. “Eu acho que o desconhecimento da sociedade é um problema. Como a pessoa não sabe o que é o autismo, ela não sabe lidar com o transtorno”, completou. 

Segundo o Ministério da Saúde, os pacientes com autismo podem ser atendidos no Sistema Único de Saúde (SUS), nos serviços que compõem a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Segundo a pasta, a rede de reabilitação em todo o país conta com 2.

385 serviços de reabilitação e estimulação credenciados no SUS, com 217 Centros Especializados em Reabilitação (CERs); 36 Oficinas Ortopédicas; 236 serviços de reabilitação em modalidade única; e 1.

896 serviços de reabilitação credenciados pelos estados e municípios.

“O atendimento nos Centros Especializados em Reabilitação compreende, além da avaliação multiprofissional, acompanhamento em Reabilitação Intelectual e dos Transtornos do Espectro do Autismo (TEA), bem como orientações para uso Funcional de Tecnologia Assistiva.

A avaliação multiprofissional é realizada por uma equipe composta por médico psiquiatra ou neurologista e profissionais da área de reabilitação para estabelecer o impacto e repercussões no desenvolvimento global do indivíduo e sua finalidade”, informou o texto.

 

No DF, há duas portas de entrada para o acolhimento de demanda espontânea de pacientes com expector autista na rede pública de saúde: Atenção Primária à Saúde, por meio das unidades básicas de saúde, e os centros de atenção psicossocial (Caps).

O acompanhamento dos pacientes é feito nos Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenis (CAPSi), Centro de Orientação Médico Psicopedagógica (COMPP), Centro Especializado em Reabilitação (CER II CEAL), Adolescentro e Hospital da Criança de Brasília José de Alencar. 

Cunha também levantou alguns dos mitos sobre o transtorno, temas abordados em seus livros. Ele é autor Autismo e inclusão – psicopedagogia e práticas educativas na escola e na família; Autismo na Escola – um jeito diferente de aprender, um jeito diferente de ensinar; Práticas pedagógicas para a inclusão e diversidade e Afeto e aprendizagem – relação de amorosidade e saber na prática.

“É mito falar que o autismo é uma doença. É um transtorno. Também é falso dizer que o autista não tem afetividade e que não gosta de pessoas”, afirmou. Além disso, o professor frisou que o autismo pode melhorar ao longo da vida e do tratamento. “Ele aprende independentemente do nível do comprometimento.

A questão é como ensinar. Ele tem empatia e suas próprias dimensões afetivas, mas a sociedade tem que entender essa maneira de se expressar que o autista tem”, ressaltou.

Os principais sintomas são a dificuldade de interação social, dificuldade de comunicação, e “forma literal de agir”, inflexível, com baixa aceitação de mudanças na rotina. 

Especialistas promovem lives para orientar população sobre como lidar com autismo durante pandemia – Emais – Estadão

Como Apoiar uma Pessoa Autista no Mês da Conscientização Autista

Especialistas realizam lives na internet para ajudar pais a lidar melhor com filho com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Foto: Pixabay

Estar em isolamento social durante a pandemia do novo coronavírus não é fácil para a maioria das famílias. E, para aqueles que têm paciente com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o desafio parece ainda maior.

Para que esse momento seja mais tranquilo, ter uma rotina é fundamental para essa população, independente da gravidade do diagnóstico. A tensão natural durante a pandemia do novo coronavírus faz com que a atenção com pessoas com o TEA seja redobrada, já que elas pertencem ao grupo de risco.

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“O cuidado precisa ser ainda maior, porque muitas dessas pessoas não têm o total entendimento da situação que estamos passando e não compreendem a necessidade e importância de lavar as mãos com frequência, usar álcool em gel, não levar a mão a boca, entre outros cuidados”, explica Carolina Quedas, doutora e mestre em Distúrbios do Desenvolvimento, com ênfase em avaliação e intervenção em habilidades motoras em crianças com TEA e coordenadora do curso de Educação Física da Anhanguera de Osasco.

Abril é considerado o mês da Conscientização do Autismo pela Organização das Nações Unidades (ONU). O objetivo é dar visibilidade ao tema que, muitas vezes, não é debatido na sociedade.  

Para quem tiver o interesse em saber mais sobre o assunto, Carolina Quedas fará duas lives sobre autismo e a covid-19, na terça, 28, e na quinta, 30, às 15h, pelo perfil da Faculdade Anhanguera Osasco no Instagram.

Portal do MS

Campo Grande (MS) – Hoje (2 de abril) é o dia mundial da conscientização do autismo, uma síndrome neuropsiquiátrica que atinge aproximadamente 2 milhões de pessoas no Brasil, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Reduzir a discriminação e o preconceito que cercam as pessoas afetadas por ela é um dos objetivos principais da data.

Pensando nisso, a Associação Nacional de Pais e Responsáveis Organizados pelos Direitos das Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (PRO D TEA) realiza, de 4 a 7 de abril, uma semana de atividades alusivas a este dia, com apoio do Governo do Estado e por meio da Subsecretaria Especial de Cidadania (Secid).

Com formação intensiva, palestras, atividades práticas e teóricas, vivência sensorial (como uma pessoa autista se sente) e até encerramento com passeio ciclístico e caminhada, a “Semana da Conscientização do Autismo” trará a participação de alguns dos principais especialistas do mundo, como o geneticista brasileiro, residente nos Estados Unidos –PHD Dr. Alysson Muotri e a médica Dra. Graciela Pignatari, da Startup TISMOO, instituição Internacional, responsável pelo projeto a Fada do Dente, que faz pesquisas com células tronco criando Mini Cérebros para descobrir tratamentos para o desenvolvimento das pessoas autistas.

Como Apoiar uma Pessoa Autista no Mês da Conscientização Autista

Semana de atividades alusivas ao Dia Mundial do Autismo será realizada, de 4 a 7 de abril, em Campo Grande.

Pessoas com Transtorno Espectro Autista (TEA) podem ter dificuldades de aprendizado em diversos estágios da vida. Algumas podem levar uma vida relativamente independente, enquanto outras poderão precisar de apoio especializado ao longo de sua história.

Por isso é necessário levar a sociedade todo o conhecimento alcançado: “O dia da conscientização é utilizado inteiramente para a informação da população, pois quanto mais informação e mais correta ela for, menor as barreiras e as situações que envolvem o preconceito da pessoa em toda diversidade dentro espectro do autista.

Ninguém é tão bom, quanto todos nós juntos”, afirmou Carolina Spínola, mãe de autista e presidente do Pro D Tea.

“Todos os anos realizamos no mês de abril a semana de conscientização envolvendo médicos, profissionais da saúde em geral, serviço público social e principalmente da área educacional, pois há uma necessidade de eles entenderem os primeiros sinais, a escola é o lugar mais importante onde se consegue verificar isso para que seja implantado o mais rápido possível o tratamento”, completou Naína Dibo, também mãe de autista e integrante do PRO D TEA.

Para algumas medicinas holísticas, “cura” significa integridade e consistência e não ausência de sintoma.

Um dos palestrantes do encontro, Carlos Ruas Filho, fisioterapeuta, acupunturista e professor da Associação Brasileira de Acupuntura (ABA), ressalta o valor das terapias alternativas para o autista: “O autismo envolve várias áreas da saúde onde o autista deve passar e a acupuntura pode ser uma delas, colaborando imensamente com este processo terapêutico. A acupuntura não cura o autista, pois não é uma doente, mas ela reequilibra o ser, melhorando nele alguns fatores”, explica o profissional.

PRO D TEA

A associação PRO D TEA que se conhecem e interagem em mídias sociais desde 2015, formalizaram essa ONG com finalidade inicial de defender os direitos reservados as pessoas com deficiência e autistas de MS e conscientizar e apoiar a população a respeito do assunto. O intuito é orientação familiar, formação social, efetivação de políticas publicas adequadas ao desenvolvimento humano da pessoa no espectro e comorbidades associadas.

  • O Fechamento da Semana em prol das pessoas autistas na Capital fica por conta do 1º Passeio Ciclístico e Caminhada, aberto ao público em geral e gratuito, com concentração e saída dos Altos da Avenida Afonso Pena, as 8 horas, com  atrações e brincadeiras disponibilizadas com apoio do Governo do Estado e da Prefeitura de Campo Grande.
  • Alexander Onça – Subsecretaria Especial da Cidadania (Secid). 
  • Fotos: Pro D Tea.

Abril Azul: mês de conscientização sobre o transtorno do espectro autista

Mesmo em tempos em que todas as atenções estão voltadas para o combate da Covid-19, não podemos esquecer de conscientizar a população sobre outras questões presentes na sociedade. Por isso, é importante lembrarmos que estamos no Abril Azul, o mês escolhido para a conscientização sobre o transtorno do espectro autista.

O autismo ou transtorno do espectro autista é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por atrasos em campos como a fala, a linguagem, dificuldades na interação social e pela presença de comportamentos ou interesses repetitivos. O autismo atinge uma a cada 54 crianças, com maior incidência entre crianças do sexo masculino.

Estima-se que o autismo atinja 4 meninos para cada menina afetada.

Ainda não se sabe totalmente o que causa o autismo, mas existem fatores, que, somados, podem facilitar o aparecimento do autismo, tais como a predisposição genética e fatores ambientais que impactam o feto, como infecções, exposição a substâncias tóxicas e outras complicações na gravidez.

Segundo o psiquiatra da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis da UFCA, Dennysson Teles, o espectro autista varia em graus de intensidade. Essas graduações vão desde pessoas com intenso grau de comprometimento, e que necessitam de apoio especializado durante a vida, até pessoas com quadros leves, que conseguem trabalhar, estudar e se socializar.

O autismo é uma condição que se carrega desde o nascimento. Geralmente, os primeiros sintomas começam a se tornar evidentes em torno do segundo ano de vida, com dificuldades de olhar nos olhos, atraso na fala, pouco interesse por outras pessoas e movimentos repetitivos e estereotipados. Quadros leves podem receber diagnóstico tardio ou mesmo passar despercebidos durante toda a vida.

O tratamento, necessário especialmente para casos mais intensos, é multidisciplinar e é baseado de acordo com o comprometimento de cada caso.

Abordagens com fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, médicos e psicólogos podem ser necessárias e de forma intensiva, se for o caso.

Alguns subtipos leves podem necessitar apenas de abordagem educacional com psicopedagogos. Ou seja, o tratamento é individualizado.

UFCA contribui para permanência de estudantes com síndrome do autismo

Na Universidade Federal do Cariri (UFCA), a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae) tem atuado no sentido de contribuir para a permanência dos estudantes com síndrome do autismo na universidade, oferecendo atenção às demandas de vulnerabilidade socioeconômica, necessidades educacionais e psicossociais. Segundo Virgínia Mendes, psicóloga da Prae, a UFCA, através de uma equipe de pedagogos, psicólogos, psiquiatra e assistentes sociais, busca promover o acolhimento, a adaptação, a participação e o protagonismo de estudantes com autismo no processo de desenvolvimento pessoal e acadêmico deles.

Para conhecer mais sobre o tema, há uma série de filmes que abordam o especto do autismo: Temple Grandin (2010); O contador (2016); Rain Man (1988) e Meu nome é Rádio(2003).

Divisão de Atenção à Qualidade de Vida do Estudante da [email protected]

Abril Azul: saiba mais sobre o mês da conscientização do autismo

O autismo é um transtorno de desenvolvimento que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), atinge 1 em cada 160 crianças no mundo. No Brasil, estima-se que existam cerca de 2 milhões de autistas. O diagnóstico ocorre geralmente entre os 2 anos e meio a 3 anos, e não existe cura para essa condição.

Para dar visibilidade ao tema, foi escolhido o dia 2 de abril como Dia Mundial de Conscientização do Autismo e, para que as ações ocorram no mês todo, foi criada a campanha Abril Azul.

A ideia é mostrar as características e as dificuldades do transtorno, incentivando, dessa maneira, a inclusão do autista em sociedade, bem como a criação de políticas públicas voltadas para esse grupo.

Quer entender melhor os objetivos do Abril Azul, a importância de dar destaque para o transtorno e como sua clínica ou hospital pode participar dessa campanha? Acompanhe nosso post e comece a planejar ações para a data!

O que é Abril Azul?

A Organização das Nações Unidas (ONU) escolheu o dia 2 de abril como Dia Mundial de Conscientização do Autismo para dar visibilidade ao tema, já que o transtorno ainda é bastante desconhecido pela população. Assim, criou-se também a campanha Abril Azul para que o mês inteiro seja marcado com diversas ações voltadas para o autismo.

Por que a cor azul? Porque o autismo atinge muito mais os meninos do que as meninas (proporção de 4:1), fato que a ciência ainda não consegue explicar.

Qual a importância de conscientizar a sociedade sobre o autismo?

O Abril Azul é importante porque dá destaque ao transtorno do espectro autista (TEA), um distúrbio neurológico que pode afetar as áreas de comunicação, comportamento e interação social. Além disso, o autista pode ou não ter alguma deficiência intelectual. Em alguns casos, pessoas com o transtorno chegam a surpreender pela inteligência e são chamadas de autistas de alto funcionamento.

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A campanha tem o papel de mostrar as características dessa condição especial, destacando que não é uma doença, ou seja, ninguém precisa se afastar de um autista. Pelo contrário: é preciso entender para incluir e ajudar.

Causas

Ainda não se sabe ao certo quais as causas para o distúrbio. Acredita-se que a maioria dos casos seja de origem genética: alguns genes seriam responsáveis por essa condição, mas os pesquisadores ainda buscam respostas mais claras sobre essa correlação. Porém, é fato que famílias com um filho autista têm mais chances de ter outro filho com o TEA.

A ciência trabalha ainda com causas ambientais, como complicações no parto ou o uso de medicamentos pela mãe durante a gravidez.

Criou-se um mito que determinadas vacinas, como a de sarampo, caxumba e rubéola, seriam responsáveis pelo autismo. No entanto, não há nenhuma pesquisa que comprove isso, e as famílias devem continuar vacinando seus filhos para não criarem um problema de saúde pública.

Sintomas

As ações da campanha devem deixar claro para a sociedade os sintomas do autismo, que podem variar de indivíduo a indivíduo.

É possível que o autista tenha dificuldade para ficar em ambientes muito barulhentos e movimentados, não atenda quando chamado, seja muito agitado, goste de ficar sozinho ou ainda tenha o hábito de fazer movimentos repetitivos. Muitas pessoas no espectro têm ainda seletividade alimentar ou dificuldades para dormir.

Alguns sinais podem surgir logo nos primeiros meses, como bebês que não fazem contato visual, ficam quietos demais quando sozinhos, não estranham quando vão para o colo de estranhos, demoram a falar as primeiras palavras ou a engatinhar e andar. Por isso, é importante que os pais estejam informados para que possam procurar ajuda médica caso notem esses sintomas e investigar se é alguma característica do TEA.

Não existe um exame específico que detecta o transtorno. O diagnóstico é feito a partir do relato dos pais e avaliação médica. No entanto, em alguns casos, pode ser difícil fechar esse diagnóstico, ainda mais em crianças pequenas.

Tratamento

O TEA não tem cura, mas, com sessões de fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia, entre outras terapias, é possível ajudar a criança a participar da rotina diária e também, aos poucos, se tornar independente. Em casos mais severos, de autistas que se batem ou ficam muito nervosos, por exemplo, a medicação prescrita pelo neurologista ou psiquiatra pode ajudar.

Em resumo, é essencial dar voz ao autismo, levando informação para a população e, desse modo, reduzir o preconceito. O Abril Azul também tem o papel de pressionar governos para que mais políticas públicas se voltem para esse grupo — como acesso às terapias e serviços de saúde, apoio às famílias, inclusão escolar e também ao mercado de trabalho.

Além disso, é preciso que os profissionais de saúde, como médicos e terapeutas, recebam um treinamento para que consigam identificar o TEA de forma precoce. Pesquisas científicas para trazer mais respostas sobre o autismo também devem ser incentivadas.

Como participar da campanha?

O Abril Azul já é celebrado em organizações e entidades voltadas para a causa autista. Mas é preciso mais engajamento, principalmente por instituições de saúde, como clínicas e hospitais. São espaços importantes, que devem dar destaque a temas de saúde como esse.

Como participar e, assim, se engajar nessa causa? É possível criar ações simples para colaboradores, pacientes e comunidade, como:

  • oferecimento de palestras com médicos, terapeutas e até pais de autistas que expliquem o que é o TEA;
  • elaboração de cartazes e panfletos informativos conscientizando sobre o autismo;
  • divulgação de vídeos nas redes sociais da instituição que tenham como tema o transtorno;
  • organização de caminhadas junto à comunidade para dar visibilidade ao distúrbio.

O Abril Azul deve ser divulgado para a sociedade, a fim de que o autismo ganhe cada vez mais visibilidade. Assim, as entidades do setor público e privado devem se mobilizar e participar dessa campanha para que as pessoas com TEA tenham voz, sejam respeitadas e consigam fazer parte da sociedade, bem como ter os seus direitos garantidos.

Abril azul: um mês para a conscientização do autismo

O autismo não é uma doença. É uma das
condições do chamado Transtorno do Espectro
Autista (TEA)
.

Em 2007, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu o
dia 2 de abril para incentivar a conscientização
do autismo.

O objetivo é ajudar a derrubar
preconceitos e sensibilizar os governantes a criar políticas públicas
. O
acesso ao diagnóstico e terapias de apoio pode ajudar o autista a viver em
sociedade.  

Por isso, cartões-postais de todo o mundo se iluminam de azul durante abril. No Brasil, o mais famoso é o Cristo Redentor. Em 2020 o país deve se unir na campanha nacional com tema único: Respeito a todo Espectro com diversas ações.

O que é o autismo

O autismo é um
distúrbio que pode se caracterizar com a dificuldade
de linguagem, de aprendizagem, comportamento e interação social
. A Organização
Mundial de Saúde (OMS) estima que 70
milhões
de pessoas sejam autistas.

Sabe-se muito pouco sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). O autismo, por exemplo, foi descrito pela primeira vez só em 1943. Apenas em 1993 o TEA foi incluído naClassificação Internacional de Doenças (CID 10) da OMS.  

Até agora, não há consenso sobre as causas. Há pesquisas que relacionam a condição a uma predisposição ou alteração genética. Outras pesquisas apontam indícios de que o TEA esteja relacionado a infecções durante a gestação. Investigam-se, ainda, os efeitos da poluição e estresse durante o desenvolvimento infantil.

Níveis
de autismo

Os autistas
não são gênios, embora se acredite que algumas
pessoas geniais tenham sido autistas. 
Leonardo da Vinci, Mozart e Einstein são alguns nomes que hoje se supõe
que tenham sido autistas de alta performance.

Isso porque alguns autistas têm facilidade para executar
tarefas que são muito difíceis para outras pessoas.  Admite-se que até 10%
dos autistas tenham também a Síndrome de
Savant (memória excepcional) ou Asperger (inteligência acima
da média).

Essas pessoas são consideradas autistas de alto funcionamento. Mas
também apresentam todas as dificuldades comuns aos autistas.

As diferenças entre
os autistas estão relacionadas ao nível de habilidade ou dependência de cada
um. O Manual de Diagnóstica e Estatística dos
Transtornos Mentais (DSM-5) classifica o autismo em três níveis de
funcionamento:

·     
Nível 1 (leve): pessoas com maior
autonomia.
Habilidade de fala e linguagem razoavelmente bem desenvolvidas. Grande rigidez e
controle com relação a rotinas, seletividade alimentar. Alterações de rotina
podem levar a crises.  

·     
Nível 2 (moderado): maior comprometimento da fala e comunicação, com algum nível de limitação nas interações sociais.

·     
Nível 3 (severo): grande dificuldade de comunicação (tanto de compreensão
como de expressão), necessidade de acompanhamento
constante em qualquer atividade e na própria rotina. 

O diagnóstico

O diagnóstico é clínico, resultante da observação
do comportamento
da criança. Estes
sinais podem surgir no primeiro ano de vida. Mas, em geral são mais evidentes
entre os dois e três anos.

  Assim, é
comum que o pediatra levante a
suspeita nas consultas de rotina.  Os professores também são importantes na
identificação do autismo.

A convivência diária escolar permite notar se há traços fora do comportamento
típico esperado
.

Veja a seguir alguns comportamentos que os
pais devem observar:

  • evitar o contato visual com a mãe, inclusive bebês durante a amamentação
  • choro ininterrupto
  • falta de resposta a estímulos sonoros e visuais
  • inquietação exacerbada
  • pouca vontade de falar
  • transtorno de linguagem, com repetição de palavras que a criança ouve
  • movimentos pendulares e repetitivos de mãos, cabeça e tronco
  • resistência a mudanças de rotina, como se recusar a provar novos alimentos ou aceitar um novo brinquedo

Quem trata do autista

Uma vez
constatadas as características do TEA, é preciso confirmar o diagnóstico com um
especialista.

Crianças e adolescentes devem ser atendidas por um neurologista pediátrico (neuropediatra/neurologista
infantil) e um psiquiatra infantil.

Já os adultos podem se consultar com um psicólogo,
que vai fazer uma avaliação inicial. O diagnóstico
final
, no entanto, precisa ser
validado por um psiquiatra ou um neurologista.

Um médico só
se torna capacitado no diagnóstico e tratamento de autismo após 9 a 11 anos de
estudo.

Este tempo é necessário para o profissional ter segurança na hora de
identificar os sinais típicos do TEA no desenvolvimento
infantil
(no caso de um pediatra),
os sintomas de doenças degenerativas
(neurologista)ou traços de distúrbios
mentais
(psiquiatra).

Leia também:

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procurar o neurologista https://www.hospitalpresidente.com.br/2019/11/12/quando-procurar-o-neurologista/

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Tratamento individualizado

Assim como
não se descobriu a causa do autismo, ainda
não há cura
. Da mesma forma, não existe um padrão de tratamento para todos
os pacientes.

O tratamento deve ser
individualizado
e envolver uma equipe
multiprofissional
com pediatra, neurologista, psiquiatra, terapeuta
ocupacional, fonoaudiólogo, psicólogo, etc.

Acredita-se que quanto mais cedo o
autista receber este apoio, maior será sua capacidade de interação social e
autonomia.

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